Capítulo 1



      Gina Weasley  olhou em volta. Preocupada, viu as pessoas que, aparentemente fora de controle, participavam da festa de Halloween em suas fantasias coloridas. Ela usava um traje que havia guardado dos tempos de faculdade. Ganhava um bom salário em seu emprego, mas não dispunha de dinheiro para pequenos luxos, como fantasias e roupas de festa. O orçamento pessoal comportava apenas as contas rotineiras da casa onde morava com o pai.


      Os últimos meses haviam sido traumáticos, e a roupa que usava era mais reveladora do que imaginara. Luna, uma de suas colegas, a aconselhara a sair um pouco de casa e relaxar, especialmente depois daquela experiência angustiante. Gina  relutara. O pai havia voltado fazia apenas três dias! Mas Luna  insistira, e ela acabara vestindo a única fantasia que tinha, uma péssima escolha em muitos sentidos, e caminhado três quarteirões até o apartamento da amiga. Ela olhou em volta mais uma vez. Fora idiotice comparecer àquela festa quase selvagem.


      Porém, tivera mesmo uma semana muito difícil e desejara esquecer os problemas. O comportamento violento do pai dentro da casa onde moravam era enervante. Ainda estavam de luto, mas fora ele quem sofrerá mais com a tragédia. Sentia-se culpado, responsável... Por isso o respeitado e conservador professor universitário decidira subitamente aposentar-se  e transformara-se em um alcoólatra. Gina  tentara de tudo para convencê-lo a aceitar um tratamento, mas ele se recusava a colaborar, e a instituição mais adequada ao seu caso só o aceitaria se a internação fosse voluntária. O episódio mais violento que o levara à cadeia por três dias acabara por poupá-la temporariamente da triste experiência. Mas ele estava livre e tinha uma nova garrafa de uísque. E Gina  sabia que teria de voltar para casa depois da festa. O pai a prevenira para que não se atrasasse. Como se costumasse chegar tarde...


     Seus olhos castanhos eram tristes enquanto ela bebia o refrigerante. Não tolerava álcool, e sentia-se tão deslocada naquela festa quanto uma xícara de chá. Não só isso, mas a fantasia atraía a atenção indesejável dos homens. Como os longos cabelos ruivos. Havia sido uma péssima escolha, mas a única disponível de imediato. Comparecer a uma festa de Halloween vestindo roupas comuns também a deixaria  deslocada.


      Ela se afastou de um colega que insistia em levá-lá para conhecer o quarto de Luna e, discreta, deixou o copo sobre uma mesa. Depois encontrou a dona da casa, agradeceu pelo convite, fingiu estar com uma terrível dor de cabeça e saiu dali quase correndo. Uma vez na rua, Gina parou para respirar o ar fresco.


     Que gente mais esquisita! Tossindo, respirou fundo afim de limpar os pulmões daquela estranha fumaça que pairava no ar do apartamento. Esperava divertir-se em uma festa. Havia até imaginado que poderia conhecer um homem interessante, alguém que a convidaria para sair e enfrentaria seu pai de igual para igual. Mas tudo não passara de ilusão. Não saía com ninguém havia meses. Convidara um amigo para jantar em sua casa antes de irem juntos ao cinema, mas um minuto na companhia de seu pai, um homem duro e agressivo quando sob o efeito do álcool, e o rapaz nunca mais voltara. Talvez fosse melhor assim.  Nos últimos tempos, não pensava mesmo em atrair ninguém. Já tinha muito em que pensar, e ainda sofria a dor da terrível e triste perda.


       Um ruído estranho chamou sua atenção quando ela iniciava a caminhada de volta para casa. Sentia-se constrangida naquela fantasia, e lembrando-se dos comentários tecidos por um homem normalmente contido e educado, lamentou não ter um casaco para vestir. Quase todas as roupas que possuía eram velhas, porque, depois de pagar a hipoteca e as contas mensais, o dinheiro que sobrava era pouco. O pai era incapaz de trabalhar, recusava qualquer tipo de ajuda, e ela o amava muito para abandoná-lo. A situação era cada vez mais difícil.


      Cruzando os braços sobre o peito, esperou estar coberta o bastante para desencorajar eventuais interessados. Mas a saia era justa e curta, as meias eram do tipo rede de pescador, a blusa era cortada logo abaixo do busto, e os saltos altos das sandálias complementavam a imagem criada pelo boá de penas cor-de-rosa. Os cabelos longos e ruivos  estavam soltos sobre os ombros, e aplicara maquiagem suficiente para enfrentar sem medo a iluminação intensa de uma emissora de tevê. Fora a uma festa fantasiada de dançarina de cabaré, mas, na rua, sozinha àquela hora da noite, parecia mais uma profissional do sexo iniciando o expediente diário.


      Ao passar por uma esquina, ela viu duas silhuetas escuras paradas atrás do que parecia ser um corpo caído no chão.


     — Ei! O que pensam que estão fazendo? — Gina  gritou. Depois ergueu os braços e, acenando como uma louca, começou a correr na direção dos dois homens, gritando ameaças na medida em que se aproximava deles.


       Conforme havia esperado, a abordagem agressiva os afugentou. Apavorados, os desconhecidos fugiram apressados, e ela respirou aliviada. A melhor defesa ainda era o ataque. Fora um blefe calculado, mas vira o mesmo truque dar certo para mulheres menores que ela em estatura.


      Preocupada com o terceiro desconhecido, aproximou-se dele e examinou-o da melhor maneira possível à luz tênue da rua deserta. Concussão, pensou, tocando sua cabeça e sentindo a umidade na ponta dos dedos. Sangue. Ele havia sido agredido pelos outros dois, provavelmente assaltantes.


        Usando o telefone celular da vítima, discou para a polícia e forneceu a localização exata de onde estavam. Enquanto esperava pela ambulância, Gina  ficou sentada ao lado do homem inconsciente, segurando sua mão. Depois de alguns minutos, ele gemeu e tentou se mover.


       — Não faça isso. Fique quieto e tudo vai acabar bem. Não se mova enquanto a ambulância não chegar.


      — A cabeça... dói...


      — Imagino que sim! Com um galo desse tamanho... Sente náuseas, sonolência...?


      — Náusea — ele murmurou com voz fraca.


     — Fique quieto. — O som de uma sirene anunciou a chegada da ambulância. O hospital ficava bem perto dali, felizmente, porque ferimentos como aquele podiam ser letais.


      — Meus irmãos... — A vítima tentava comunicar-se — Potter... Rancho, Jacobsville, Texas.


      — Farei com que eles sejam avisados.


      O desconhecido agarrou sua mão, lutando para não perder a consciência.


     — Não... me deixe...


     — Não vou deixá-lo. Prometo.


     — Anjo... — Ele gemeu e, com um suspiro profundo, voltou ao estado de inconsciência de onde só saíra por alguns poucos minutos. Mal sinal.


      As luzes da ambulância iluminaram  Gina  e o homem caído no chão. Ela se levantou ao ver duas pessoas, um homem e uma mulher, saltarem da parte posterior do veículo e correrem para a vítima.


      — Ele tem um ferimento na cabeça — Gina  informou. — O pulso está fraco, mas constante. Ele tem coerência e disse sentir náuseas, e a pele está fria e úmida. Trauma por força bruta, provavelmente concussão...


     — Acho que a conheço — a mulher disse ao encará-la. Seu rosto iluminou-se de repente. — É claro que sim! Você é uma Weasley!


     — Sim, eu sou... e devo ser famosa.


     — Desculpe, mas a fama foi conquistada por seu pai.


      — Ah, sim... De uns meses para cá ele passa muito tempo dentro de ambulâncias.


      — Voltando à ocorrência... Viu alguma coisa?


      — Sim, dois homens que estavam parados ao lado daqui. Gritei algumas ameaças e consegui afugentá-los. No entanto, não sei se eles eram os agressores. O que acha? — Gina  perguntou ao ver a profissional examiná-lo.


      — Concussão, certamente. Nenhuma fratura, mas ele tem um galo do tamanho da dívida nacional. Vamos transportá-lo. Você acompanha a vítima?


     — Bem, eu... deveria ir, mas não estou vestida para entrar em um hospital. — Dois enfermeiros acomodavam o desconhecido na maca que era encaixada em trilhos no interior da viatura. Por que está vestida desse jeito? Encontrou um emprego noturno? Seu chefe sabe disso?


     Gina  riu da piada.


     — Luna Lovegood  está oferecendo uma festa de Halloween,e eu fui convidada.


     A mulher ergueu as sobrancelhas.


    — As festas de Luna  são famosas pela completa falta de controle dos convidados. Nunca vi você beber nem uma cerveja!


      — Meu pai bebe por nós dois. E você tem razão. Não bebo, não uso drogas, mas devo ter algum problema mental, ou não teria ido àquela festa. Saí da casa de Luna  minutos depois de ter entrado, e foi assim que encontrei esse homem.


     — Sorte dele. O coitado teria morrido sem socorro rápido e adequado.


      Gina sentou-se na ambulância, ao lado da maca.O motorista arrancou apressado e ligou a sirene, e a mulher com quem estivera conversando até então ligou para o hospital a fim de transmitir ordens para a equipe de emergência. Seria uma longa noite, Gina  pensou, e o pai ficaria muito aborrecido quando ela chegasse em casa. Ele e sua mãe haviam sido muito unidos e apaixonados, mas sua mãe apreciava festas e gostava de ficar fora de casa até a madrugada; às vezes com outros homens. Eventos recentes o levaram a refletir sobre esse comportamento, e o pai parecia ter transferido o velho ressentimento para ela. Sempre sentia medo de chegar em casa de madrugada. Qualquer coisa podia acontecer. Por outro lado, como poderia deixar aquele homem? Era a única pessoa que sabia quem devia ser avisado.           


      Prometera ficar com ele. Não podia desapontá-lo.
 


O homem foi examinado por um médico de plantão na emergência, e o exame confirmou a concussão. Inconsciente durante todo o caminho até o hospital, o desconhecido abrira os olhos por alguns segundos ao ser retirado da ambulância e sorrira ao vê-la a seu lado, apertando sua mão.


 


      A família do paciente teria de ser notificada, e Gina foi incumbida de telefonar para Jacobsville.  Munida de um aparelho sem fio e uma lista telefônica que incluía as cidades vizinhas, logo encontrou o número do Potter  Ranch  Properties, Inc. Devia ser esse.


 


     Uma voz profunda soou do outro lado da linha.


 


     — Rancho Potter.


 


     — Eu... estou ligando em nome do sr. Draco  Potter. — Encontrara a carteira de motorista na carteira que os assaltantes não tiveram tempo de levar. — Ele está no Hospital  Geral de Houston e...


 


     — O que aconteceu? Ele está bem?


 


     — O sr. Potter  foi agredido e tem uma concussão. Ele não consegue dar nenhuma informação aos médicos que estão cuidando do caso...


 


     — Quem é você?


 


     — Meu nome é Gina Weasley. Trabalho...


 


      — Quem o encontrou?


 


     — Fui eu. Chamei a ambulância pelo celular do sr.Potter.  Ele me pediu para avisar seus irmãos e disse o nome do rancho onde eu poderia...


 


      — São duas horas da manhã! — A voz apontou furiosa.


 


      — Eu sei, e lamento tê-lo perturbado à esta hora, mas o acidente aconteceu há pouco. Eu estava andando pela rua quando o vi caído. O sr. Potter  precisa de alguém da família.


 


     — Sou Harry, irmão dele. Estarei aí em trinta minutos.


 


     — Senhor, está muito longe de Houston! Se dirigir nessa velocidade...


 


      — Temos um avião. Vou tirar o piloto da cama agora mesmo. Obrigado por ter telefonado. — E ele desligou sem esperar por uma resposta.


 


      Gina  voltou à sala de espera. Dez minutos mais tarde, foi admitida no quarto onde a vítima havia sido examinada.


 


      — Ele está consciente — informou o médico de plantão.— Vou cuidar da internação para  que ele possa ser observado por vinte e quatro horas. Conseguiu falar com alguém da família?


 


      — O irmão dele está a caminho daqui no próprio avião, pelo que pude entender. Não tive tempo para colher nenhuma informação. Sinto muito.


 


       — As pessoas param de pensar quando estão perturbadas. Vai ficar com ele? Estamos com poucos funcionários por causa do surto de infecção respiratória que assola a cidade, e ele não deve ficar sozinho.


 


      — Eu fico — Gina decidiu sem hesitar. — Não tenho uma vida social muito agitada.


 


       O médico olhou para sua fantasia e riu.


 


      — Fui a uma festa de Halloween. E na próxima vez que for convidada para algo parecido, juro que mentirei sobre ter uma perna quebrada!


 


      Quarenta e cinco minutos mais tarde, um homem alto com cabelos muito escuros e olhos verdes  entrou no quarto como um tornado. Usando calça jeans e botas, ele vestia uma jaqueta de couro sobre o que parecia ser uma camisa de seda clara, e o chapéu sobre sua cabeça era um Stetson legítimo. E caro. O sujeito parecia ser muito rico. E estava zangado.


 


     O homem empalideceu ao ver o irmão deitado sobre a cama hospitalar, ainda vagando entre os estados de consciência e inconsciência. Ele lançou para Gina um olhar que poderia ter arrancado a tinta de um móvel mais velho, balançando a cabeça com um misto de desânimo e desprezo ao analisar seu traje.


 


     — Agora entendo porque estava andando na rua às duas da manhã. O que aconteceu? Sentiu-se culpada e decidiu pedir ajuda depois de ter tentado roubá-lo?


 


     — Escute aqui...


 


     — Esqueça! — ele a interrompeu confiante. Depois aproximou-se da cama e pousou a mão no peito do irmão.


 


      — Draco? Draco, sou eu, Harry. Pode me ouvir?


 


      Os olhos do paciente se abriram lentamente, e ele olhou desinteressado para aquele que se debruçava sobre seu rosto.


 


      — Harry?


 


     — O que aconteceu?


 


      — Eu... estava pensando em comprar novas sementes de grama para um dos pastos  e não prestei atenção ao que me cercava. — A voz soava pastosa, sonolenta. — Alguma coisa acertou minha cabeça e eu caí. Não vi mais nada. Devem ter roubado minha carteira e o telefone celular.


 


       Gina  queria dizer que mantinha a carteira e o celular em sua bolsa por medida de segurança, mas, antes que pudesse falar, Harry Potter  encarou-a com ar ameaçador e saiu do quarto como quem queria provocar uma enorme confusão.


 


       Draco, o paciente, adormeceu outra vez. Gina  permaneceu ao lado dele, sem saber o que fazer. Cinco minutos mais tarde, Harry Potter voltou acompanhado por um policial uniformizado. Ele parecia familiar. Sim, já o vira antes, mas... onde?


 


       — É ela — Harry apontou para Gina. — Assinarei todos os formulários necessários assim que tiver certeza de que meu irmão vai ficar bem. Por hora, tire-a daqui.


 


      — Não se incomode, senhor. Vou cuidar disso. — O policial algemou seus pulsos com tanta eficiência, que Gina  foi levada para fora do quarto antes que conseguisse protestar.


 


      — Estou sendo presa? — perguntou atônita. — Por quê? Não fiz nada de errado!


 


       — Ah, eu sei! Já ouvi isso antes. Nenhum acusado fez nada de errado. Vestida desse jeito, andando pela rua sozinha depois da meia-noite... Quer me convencer de que é honesta? O que fez com o celular e a carteira da vítima?


 


       —Estão na minha bolsa, mas...


 


      O policial arrancou a bolsa de seu braço e levou-a para fora do prédio.


 


      — Está encrencada, moça. Escolheu o homem errado para roubar.


 


     — Eu não roubei ninguém! Foram dois homens... Não pude vê-los na escuridão, mas eles estavam parados ao lado do sr. Potter quando passei pela rua.


 


     — Prevaricação pode ser crime passível de punição.


 


     — Eu não estava prevaricando! Saí de uma festa de Halloween fantasiada de dançarina de cabaré! — gritou, furiosa por ser acusada de um crime, quando só tentara ajudar um semelhante. Gina leu o nome do policial no crachá preso ao uniforme. — Oficial Black, precisa  acreditar em mim!


 


       Ele não disse nada. Firme, porém sem ser rude, levou-a para a viatura e acomodou-a no banco de trás.


 


       — Espere! — Gina  exclamou antes que o policial pudesse fechar a porta. — Tire minha carteira da bolsa e olhe dentro dela. Agora!


 


       O oficial atendeu ao pedido com um suspiro resignado. Depois de examinar cada compartimento da carteira de Gina, disse:


 


     — Sabia que a conhecia de algum lugar, Weasley. — O uso do sobrenome era comum, principalmente entre as pessoas com quem ela trabalhava.


 


      — Não roubei o sr. Potter. E posso provar onde eu estava quando ele foi assaltado.


 


      O oficial  Black decidiu ouvi-la. Depois de anotar o endereço de Luna, ele entrou na viatura e seguiu até lá. Depois de falar com a dona da casa que, intoxicada por várias substâncias, ria sem parar, o policial retornou ao automóvel, tirou as algemas dos pulsos de Gina e libertou-a.


 


      — Sinto muito — disse. — Não a reconheci de imediato. Sabia apenas o que o sr. Potter afirmava, e ele estava perturbado demais para ser claro. Tem de admitir que não parece muito profissional com essa roupa.


 


     — Eu sei que não. E o sr. Potter está preocupado com o irmão. Não sabe o que aconteceu, e me viu vestida assim quando entrou no quarto do hospital. Draco Potter disse que sua carteira e o celular haviam desaparecido, e o homem tirou a conclusão mais lógica naquelas circunstâncias. Por outro lado, os dois sujeitos que agrediram nossa vítima teriam levado sua carteira, não fosse minha aparição surpreendente, e eles continuam soltos.


 


      — Pode me levar ao local onde o encontrou?


 


     — É claro que sim! Foi nesta rua, alguns metros depois da esquina...


 


       No lugar apontado por Gina, o policial encontrou um papel de doce e uma ponta de cigarro.


 


       — Sabe se o sr. Potter fuma ou gosta de comer doces?


 


      — Lamento, oficial, mas não conheço o homem. Ele só teve forças para dizer o nome do irmão e onde ele morava.


 


        — Certo. Falarei com o irmão dele mais tarde. Espere aqui, enquanto vou acionar a equipe  da polícia técnica para que eles venham recolher as pistas.


 


      — Certo. — Gina embrulhou-se no boá. O ar frio da noite ultrapassava com facilidade as barreiras criadas pela fantasia. — Alguém vai adorar ter de sair da cama para vir recolher uma ponta de cigarro e um papel de doce — comentou rindo.


 


     — Ficaria surpresa com as coisas que aqueles rapazes consideram excitantes! Catar lixo não é uma simples tarefa para eles. É um drama carregado de possibilidades infinitas!


 


       — Espero que eles saibam usar esse lixo para pegar os dois bandidos. Ninguém deveria ter de enfrentar o medo para andar pelas ruas à noite.


 


    — É verdade.


 


     — Estou dispensada, oficial?


 


     — Só preciso de uma declaração legal para incluir no meu relatório.


 


       Ela se sentou no interior da viatura e, com a luz acesa, escreveu tudo que sabia sobre o ataque que levara o sr. Potter ao hospital. Como não sabia muito, a tarefa foi concluída rapidamente.


 


      — Posso ir para casa agora? — Gina  perguntou ao entregar a declaração. — Moro com meu pai, e ele vai ficar zangado por eu ter me atrasado tanto.


 


     — É filha de Arthur Weasley, não? — O policial indagou preocupado. — Quer que eu a acompanhe?


 


      Normalmente, não temia enfrentar a ira do pai. Era corajosa, até um pouco atrevida, e sempre sabia superar os confrontos da melhor maneira possível. Mas, naquela noite, já havia enfrentado problemas demais.


 


      — Faria isso por mim, oficial?


 


     — É claro que sim. Entre no carro.


 


       Ele a levou até a porta de sua casa. Tudo estava silencioso e escuro, e Gina deixou escapar um suspiro aliviado.


 


      — Tudo bem. Se ele estivesse acordado, as luzes estariam acesas. Obrigada por tudo.


 


      — Se precisar de nós, não hesite em chamar. Terei de procurá-la por causa desse episódio com o sr. Potter. Harry Potter já refrescou minha memória sobre o papel de um de seus irmãos na comunidade, e é evidente que uma agressão contra alguém da família do procurador geral do estado não pode ficar impune. Ninguém vai descansar enquanto o caso não for solucionado.


 


        — Entendo. Francamente, acho que aqueles dois representam uma ameaça à comunidade, e eles ainda estão soltos por aí, procurando por outras vítimas. Tome cuidado.


 


      — Você também. Espero que me desculpe pelas algemas.


 


     Ela sorriu.


 


    — A culpa foi minha. Não devia andar pela rua com uma fantasia como esta. Obrigada pela carona, oficial, e boa noite.

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N/A:Olá pessoal,essa é minha nova fanfic.É uma adaptação do livro da Diana Palmer.Foi um livro que eu gostei muito,a autora é muito boa.
   Espero que gostem!                       Nayara G. Weasley 


 

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