Avisos e questionamentos



Depois que Joanne estava corretamente enfaixada e foi liberada com ordens médicas restritas Malfoy entrou na ala hospitalar com uma expressão de completa pena de si mesmo, como se houvesse, finalmente, descoberto que era o pior ser da face da Terra.


Hermione e Joanne saíram da enfermaria segurando o riso. Mas mal deram dois passos para fora da enfermaria e começaram a rir loucamente enquanto caminhavam até o salão principal, para almoçar.


Quando entraram no salão, ainda rindo levemente, embora Joanne gemesse de dor entre os risos, muitos pares de olhos se viraram para a dupla que pareceu nem ligar. Joanne parou ao lado de Hermione, vendo-a se sentar na cadeira da mesa da Grifinória.


- Ahn... – Joanne olhou ao redor e percebendo que os olhares diminuíram levemente, deu um beijo no topo da cabeça de Hermione e disse: - Vou me juntar à Hagrid e os professores. – Recebendo uma aceno em resposta ela voltou para a mesa dos professores, se sentando entre Hagrid e Gilderoy.


- Ouvi dizer que deu uma boa sova no maldito do Malfoy. – Sussurrou Hagrid para que apenas Joanne pudesse ouvir. A garota assentiu séria.


- Ouviu o motivo? – Perguntou Joanne.


- Sim, e foi muito merecido. – disse o guarda-caça com um sorriso que fez Joanne sorrir também. – Mas Lúcio vai querer sua cabeça.


- Acho que não. Malfoy parecia tão acuado quando entrou na enfermaria agora a pouco que eu diria que Severo deu o pior dos sermões para Draco e vai mandar uma carta reclamando do Draco para Lúcio. – E então Joanne chacoalhou os ombros, tentando conter uma risada que se converteu em uma espécie de bufar.


- Espera... Isso não aconteceu há horas? – Perguntou Hagrid.


- Um-hum. – Confirmou Joanne.


- Por que você só saiu da enfermaria agora, e por que ele só chegou lá agora? – Perguntou Hagrid.


- Pomfrey não queria me liberar e ficou me fazendo exames desnecessários. E o Draco deve ter recebido um sermão tão ruim e extenso que ficou horas preso nas masmorras. – E então soltou uma risadinha no modo como as três últimas palavras eram ligeiramente ambíguas.


Hagrid compartilhou sua risada e alguns minutos depois o gigante e ela caminhavam pelos corredores com Hermione, até que Minerva parou o trio.


- Joanne, eu preciso falar com você, seriamente. – Joanne assentiu engolindo em seco. Se despediu do gigante e da ‘irmã de magia’ e depois correu atrás de Minerva.


- Pois não Minerva? – Perguntou Joanne se sentando de fronte para a professora, no escritório do Diretor da Grifinória.


- Que história é essa de você ter partido para a agressividade contra Malfoy? – Perguntou Minerva, diretamente.


Joanne hesitou e depois respirou fundo.


- Ele falou coisas que não devia.


- Como? – Pressionou.


- Ele ofendeu Hermione


- E?


- Ela é minha atual protegida, além de irmã de magia. – Disse Joanne.


- Hm... Entendo. Fez um ritual?


- Fiz. Ela não levou tão a sério, porque não sabia que era real, mas fiz sim. – Respondeu.


- Entendo a ligação que isso exerceu entre as duas, mas isso não deve se repetir, estou sendo clara Joanne?


- Malfoy chamou Hermione de Sangue Ruim. – Sussurrou Joanne, os olhos dourados presos no pote de doces, na mesa de Minerva.


- Como? – A professora achou que seus ouvidos pregavam-lhe peças.


- Draco, chamou Mione de Sangue Ruim. – Minerva arfou. – Duas vezes... Eu não... Eu só não respondi por mim. E se ele voltar a chamar alguém assim, principalmente Mione, ou falar de Lily. – Ela hesitou e um tremor percorreu seu corpo. – Eu não posso garantir nada Minerva. – Disse por fim olhando nos olhos da professora de transfigurações.


- Entendo... Mas tente. – Disse Minerva suavemente, enquanto segurava a mão de Joanne. – Precisa se controlar. E não há motivos para ele falar de Lily...


- A rixa entre ele e o Potter... Pode ser levada para outro patamar e ele começar a agredir Lily verbalmente. – Minerva assentiu.


- Eu entendo. Não te julgarei, caso cale-o se isso acontecer. – Disse, completando em seguida: - Mas, Lúcio e outros podem não ser tão compreensivos. – Joanne assentiu.


- Tomarei cuidado. – Se levantou e estava prestes a abrir a porta quando Minerva chamou-a:


- Joanne... – A morena se virou para a mais velha, que parecia nervosa. – Ahn... Qual é a sua relação com a Granger? – Perguntou por fim.


- Ela é como uma irmã... Não é a mesma coisa que eu tinha com Lily, não precisa se preocupar... Ainda. – Completou com um sussurro.


Minutos antes Harry e Rony decidiram que deveriam investigar Joanne a fundo. Afinal, ela não parecia normal, nem para os padrões bruxos.

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