Despedida



Alguns dias depois, eu estava recuperado. Gui iria se casar com Fleur daqui a alguns dias, e iriam fazer o casamento ali na Toca. Eu estava bem, Hermione estava comigo. Na noite do casamento, estávamos dançando, quando ela me puxa para fora da tenda. Fui sorrindo, mas ao ver seu rosto sério, murchei.


- Algo errado, minha flor?


Ela hesitou, e ficou olhando nos meus olhos. Eu podia ver em seu olhar que estava sofrendo. Ela abriu a boca para falar uma, duas, três vezes, aparentemente tentando encontrar palavras.


- O que houve?


- George... Você vai ter que me perdoar e me entender.


- O quê? – Eu estava confuso.


- Eu vou ter que ir embora.


- Eu vou com você, então.


- Não, não vai. É perigoso demais. Vou com Harry e Rony, terminar a missão que Dumbledore nos deixou.


- E quanto tempo vai levar? – Eu já estava chorando. Meu mundo estava desmoronando.


- Eu não tenho idéia. Seis meses, um ano... Só Deus sabe.


- Não vá. Por favor. Preciso de você aqui.


Ela começou a chorar. Meu coração apertou tanto, doía tanto. Era o pior dia da minha vida até aquele instante. Eu não podia deixá-la partir, precisava dela aqui comigo, nos meus braços, onde eu pudesse protegê-la e amá-la. Ela começou a acariciar meu rosto, chorando. Eu estava sem reação alguma, não conseguia pensar em mais nada.


- P-Por favor, meu a-amor, não torne as co-o-isas mais dif-fíceis.


Eu a abracei forte. Não queria soltá-la.


- Por favor, Mione, eu te a-amo.


Ela me olhou.


- E-Eu te a-amo mais do que você p-pensa, e é p-por isso que e-eu estou indo. P-Para que a g-gente possa viver em p-paz um d-dia.


Eu não disse nada, apenas a beijei. Desesperadamente. Tristemente. O doce do seu beijo se misturou com o salgado de suas lágrimas, naquele beijo de despedida. Minhas mãos passeavam desde os seus cabelos até a base das suas costas, e as mãos dela passeavam pelos meus cabelos e minha nuca. Ficamos com a testa encostada uma na outra, e eu sussurrei para ela:


- Eu te amo, Hermione. Quando você voltar, nós vamos ficar juntos, vamos nos casar, e ter muitos filhos ruivos e castanhos. Eu te prometo. Eu sempre fui e sempre serei seu. Para todo o sempre. Eu te amo.


Ela me beijou novamente. Ainda unidos, ouvimos a voz de Kingsley.


O ministério caiu. Scrimgeour está morto. Eles estão vindo”.


Nos separamos, e vimos a luz de um patrono se extinguir. Ela tinha de partir agora. Beijei-a levemente nos lábios, como se dissesse até logo, e deixei-a partir. Observei-a correr até Harry e Rony, e o trio aparatar. As lágrimas caíam lentamente dos meus olhos, e escorriam pela minha face, enquanto a cena no casamento parecia correr em câmera lenta. Várias figuras vestidas de negro surgiram, e então eu acordei. Saquei a varinha, e fui defender a minha família. 

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