Capítulo X



-Meu nome é Harry James Potter e sou um mago - os outros três adultos iam falar algo, mas Harry cortou- e...não sou desta dimensão- disse encarando cada uma das pessoas presentes.

Os três adultos observavam o jovem Potter, diferentes sentimentos refletiam nos olhos de cada um deles, e cada uma deles tinha suas próprias duvidas.

Glorfindel o observava atentamente, encarando a figura do menino. Sentia o fogo da decisão emanando do jovem, brilhando intensamente em seus olhos. Também observou como pressionava a estranha vara de madeira entre seus dedos, tão forte que seus dedos começavam a ficar brancos pela falta de circulação. Perguntou-se se seria uma boa idéia tratar de tirar essa vara que parecia ser o ponto de onde a magia se juntava para depois sair disparada em alguma forma estranha... se perguntou se o menino estava mentindo e tão pouco era um espião de Sauron... impossível, um simples espião a enorme quantidade de poder que o menino irradiava e então se perguntou, não seria o próprio Sauron que se encontrava sentado junto a ele? Se concentrou na áurea de Harry... não... não era, pois a áurea de Harry não emanava maldade, sim poder, confusão, decisão, e, tristeza.

Aragorn, não se surpreendia do poder nesses momentos que Harry irradiava, nem da decisão que brilhava em seus olhos verdes, pois antes havia sentido esse poder e essa decisão... esse poder e essa decisão foram o que lhe empurraram a treinar Harry, ter ele ao seu lado para cuidar que a maldade não o tocasse e o ajudar, ainda mais de que havia pegado um grande carinho ao menino. O que realmente o surpreendia era que o menino não o havia falado antes...e dizer, não são todos os dias que se encontra dando aulas a um mago, pertencia à raça do seu melhor amigo, Gandalf!!! Mas, o que não poderia supor é existissem mais de cinco magos na Terra Media?... um mundo de possibilidades se abria diante de seus olhos, talvez o menino tenha vindo de Valinor? Que tal seja um mensageiro? Mas poderia ser, e dizer, o menino havia falado outra dimensão... que não se poderia supor que se era um mago deveria semelhar um homem ancião? Agora sim estava confuso.

Elrond, o elfo, meditava as palavras do jovem e também o observava, um mago? O menino havia falado que era um mago, em outras palavras era um maior, um ser com uma incrível sabedoria e poder, sua aparência era de um menino de 15 a 16 anos, era certo que se invocava que em seus olhos via alguém de idade maior, de alguém que havia visto e vivido muitas coisas, mas a idade de seus olhos não superava 50 anos, nem se quer os 30, em outras palavras, aos olhos do senhor de Rivendel que havia vivido muitos anos, continuava sendo um menino... mas com um potencial necessário para ser um grande guerreiro, será que ele era um guerreiro de outra dimensão? Isto superava na estranheza do outro, e dizer, o menino claramente não era da Terra Média , mas...Valinor? Havia demasiada tristeza na sua jovem alma como para vir de um lugar mais calmo e feliz, não é que ele conhecia esse místico lugar, mas a mãe de que havia sido sua amável esposa vinha dali, era uma das primeiras nascidas, e ela o havia falado desse lugar... eram varias perguntas rodando sua cabeça, e sabia que Gandalf teria a resposta segura para sua pergunta.

Todos estavam em silencio, em um profundo silencio no qual se podiam escutar as batidas do coração de cada um... muito silencio para o seu gosto, não era o que ele não queria ter um minuto para pensar, para meditar e pensar, mas esse tipo de silencio era um inferno, pois era um silencio de tensão, o qual ninguém se atreve a interromper por temer ao que se segue... e vai que deveria haver medo, pois ele mesmo havia experimentado esse tempo de silencio, e a sua experiência o dizia que deveria esperar até um ataque...sim...um ataque...sua noite na Câmara Secreta havia ensinado, e também depois de tocar no troféu do torneio do tribruxo...sempre depois do bendito silencio havia ocorrido coisas mas...

Os adultos trocaram olhares, falando com os olhos e decidindo o seguinte movimento.

-Harry Potter- falou Elrond- vem aqui me diz se é um Istar, um mago, e que não pertence ao nosso mundo- olhando nos olhos verdes de Harry, entrando em sua mente e alma para encontrar a verdade - como você espera que eu acredite nesta história quando não tenho nenhuma prova – Harry abriu a boca para dizer algo mas Elrond levantou a mão em um movimento que lhe dizia que desejasse terminar- esta certo que Glorfindel ter visto você realizar um truque estranho, mas nestes tempos onde o inimigo, Sauron, tem cobrado grande poder, bem pode ter enganado os olhos de um elfo em busca de um propósito que alguém desconhece (a história de Glorfindel, a estranha chegada do jovem e nenhum conhecimento sobre a Terra Média) mas deviam tocar todos os lugares, pois sua raça havia sido enganada por Sauron e isto havia tido conseqüências desastrosas.

Glorfindel não se molesto pela suposição de que havia sido objeto de um engano pois Elrond havia revelado suas duvidas, por outro lado, Aragorn se sentia ofendido, Elrond colocava em duvida a palavra de Harry, sem embargo também sabia das provas do meio elfo, o mesmo havia e seguia sendo objeto disto, mas, usar-las em um menino como Harry... continuou a ficar quieto a este sentimento para observar atentamente a relação do jovem.

-Estou consciente disto, Senhor Elrond, sem duvida, não penso em obrigar-los a acreditar em mim- disse encarando os olhos cinza do Senhor Elrond- estou muito acostumado a ser chamado de mentiroso, de louco- baixando o olhar ao lembrar de seu segundo ano, o quarto e o quinto, onde ninguém acreditava que ele não era o herdeiro de Sonserina, que ele não havia posto seu nome no cálice de fogo, ou que Voldemort realmente havia voltado e que não era alguém que simplesmente buscava a maneira de atrair a atenção a ele.

Houve um silencio, ninguém esperava esta reação do jovem Potter.

-Harry- disse Aragorn em um tom suplicante que fez o jovem cruzar miradas- não te consideramos mentiroso nem louco, é só- olhando Elrond- é só que devemos ser cuidadosos, e o Senhor Elrond só pede umas poucas provas que verifique a sua história.

Harry o observou um minuto, não sabendo como responder, se havia dito que não daria mais provas de sua palavra mas, Aragorn o pedia as provas agora, e era algo que não poderia negar, pois Aragorn se havia convertido a uma pessoa importante para ele...estava certo que levava poucos dias para conhecer-lo, mas, não sabia como explicar, simplesmente o queria como ele queria um irmão,...um carinho parecido com o de Sirius....sorriu suavemente e depois de observar os três homens, se levantou da cadeira onde estava sentado e se aproximou um pouco, deixando espaço.

-Como disse antes- levantando um pouco a sua varinha que estava fortemente tomada pela sua mão direita- sou um bruxo, e esta magia, e esta varinha, a pesar de parecer uma simples vara de madeira, é o que eu uso para praticar magia- fez uma pausa e depois de reunir suas recordações mais felizes- Expecto Patronum- ao termino destas palavras um bonito viado saiu da ponta da sua varinha, brilhando numa cor prateada.

Enquanto a bela criatura tomava forma diante de seus olhos, os três homens se levantaram de seus acentos, assombrados pela repentina apreciação deste animal e pela sua beleza.

O viado observou o trio de adultos com seus grandes olhos prateados e se acercou lentamente eles, desejando que Glorfindel o acariciara o veado e detendo-se por um momento diante o Senhor Elrond que o estudava com toda atenção, depois chegou perto de Aragorn que intercalava miradas a Harry e o veado com um sorriso em seus lábios.O viado deu uma volta pelo quarto e depois foi perto de Harry desaparecendo no ar.

-Isso é um patrono, um guardião...dependendo da pessoa que o realiza toma uma forma de animal...o meu, como observaram, é um veado...- e acrescentou, baixando o olhar - como meu pai...de onde venho, só um poderoso bruxo é capaz de realizar-lo corretamente em frente do que chamamos Dementadores.

-Guardião criado pela felicidade - disse Elrond- ao menos isso é o que irradiava a criatura, não é assim- Harry só moveu a cabeça afirmamente.

-Não acredito que o inimigo seja capaz de conjurar uma criatura parecida- falou pela primeira vez Glorfindel, comum tom honesto- perdoa-me Harry por te considerar um servo de Sauron –Harry com retribuiu um sorriso a Glorfindel.

-Quer dizer que existem mais pessoas capazes de conjurar este feitiço, Harry?-perguntou Aragorn.

-Sim, em meu mundo, existem toda uma comunidade de seres humanos capazes de realizar magia, meus pais eram bruxos, assim como meus amigos são- disse para agradar a surpresa dos presentes- inclusive existem escolas onde nos ensinam, aos bruxos jovens, a controlar nossa magia.

-Isto sim é surpreendente jovem harry, por que na Terra Média tão só existem cinco Istar, a ordem dos magos, ainda mais não temos noticias deste faz muito tempo- comentou Glorfindel.

-É por isso que você apareceu em minha casa foi muito estranho, pois, estamos acostumados a ter só cinco magos, chegou um sexto que sabe de feitiços como se fosse um ancião – e continuou, Elrond, ao ver a confusão no rosto do garoto- os feiticeiros tem a aparência de homens velhos e são imortais vindos de Valinor,.... agora entendeu por que pedia provas de que fosse um mago, ainda é um garoto, ainda mais o poder que você emana não é nada parecido com que encontra em um garoto.

-Foi por isto que pensei que era um servidor de Sauron, ou até o próprio Sauron, pois ele tem a capacidade de mudar a aparência- disse Glorfindel

-Alem de mais, Ezellahen, ainda tem algo que gostaria que me explicasse- disse Elrond –essa sua cicatriz- Harry sobre salto um pouco- ela emana um certo poder....maligno, chamando desse jeito, e a pesar de que pode-se ver nos seus olhos que não é um ser mal, a sua cicatriz emana uma energia negativa.

Aragorn e Glorfindel trocaram olhares, e depois ficaram na figura do garoto, que parecia algo indeciso em relatar a história de sua famosa cicatriz em forma de relâmpago.

-A cicatriz...a cicatriz quem fez foi um mago...à noite em que- engoliu a saliva- assassinaram meus pais - Aragorn o olhou com tristeza e surpresa, Elrond com atenção e Glorfindel com surpresa –como devem saber... nem todos os bruxos são bons- falou as mesmas palavras de que Hagrid havia falado pela primeira vez que foi ao Caldeirão Furado – e..este mago...Voldemort...tentou me assassinar... nessa noite, faz 15 anos, Voldemort assassinou meu pai que tentou o impedir e depois a minha mãe, mas ao assassiná-la, ela convocou uma poderosa magia para me proteger, e foi por isso que o assassino perdeu todos os seus poderes quando tentou conjugar o feitiço para me matar, deixando-me vivo, só o que restou foi à cicatriz- terminou de falar e olhou para o chão.

-Mas como pode um feitiço, assassinar desta maneira?-perguntou Glorfindel

Harry respirou fundo e depois, pegando uma aranha que havia entrado pela janela, a colocou sobre a mesa.

-Engorgio - murmurou apontando para a aranha com sua varinha - Avada Kedavra - pronunciou essas palavras com um tom sombrio e, recordando as palavras da Bellatrix, com desejo de matar a aranha em sua frente.

Quando Harry fez isso, observaram surpreendidos com ela, agora, a enorme aranha morreu do nada logo depois que a faixa de luz verde que saia da varinha a atacou.

-Essa é o feitiço que mata- Harry não se havia esquecido, seu poder havia crescido o suficiente como para conjurar esta maldição, e também sabia que se o desejasse poderia usar-la para matar a quem cruzasse seu caminho, mas ele não era um assassino... verdade?

Elrond se deu conta dói enorme poder que se escondia dentro do garoto dos olhos verdes, agora tinha uma idéia mais clara do potencial de Harry, e sabia que se ele devia ensiná-lo a controlar, e que se devia cuidar de que o garoto não caísse nas mãos do inimigo, pois era uma arma perigosa em mãos erradas, e foi quando agradeceu enormemente a Aragorn, pois ele havia cuidado do menino, e que haviam sido ele e Glorfindel os primeiros seres que viu na Terra Media.Sorriu mentalmente, a Mithrandir o encantara conhecer o garoto.

-Eu irei agora mesmo se é o que vocês querem- disse Harry – não desejo causar problemas e não quero os incomodar com a minha pessoa.

Aragorn que havia estado igual os outros, se levantou rápido, não poderia permitir que Harry se vá assim, que veio sozinho pela Terra Media, não queria.

-Harry, não tem porque ir- se apressou a falar- nenhum de nós deseja que você vá, e que nos há revelado isto não trocará o conceito que tínhamos de você.

-Só um pouco- continuou Glorfindel- pois agora será Harry James Potter, o jovem bruxo de olhos verdes, Istar Ezellahen- disse com um sorriso- e protegido por Aragorn.

- E podemos considerar- disse Elrond- amigo dos elfos.

Harry os olhou surpreendido, mas uma grande alegria saiu de seu interior, pois realmente não queria ir, não queria perder seus novos amigos, e esse foi um dos temores que o impediram de contar sua verdade desde o principio.

-Obrigado- expressou com verdadeira sinceridade.

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Quando Aragorn e Harry sairão das habitações de Lorde Elrond, este e Glorfindel ficaram sozinhos.

- {Tem grande poder}- disse Glorfindel

-{É verdade, mas posso deduzir que não tem levado uma vida muito fácil, sendo tudo ao contrario, uma vida que o tem feito madurar mais rapidamente que os jovens da sua idade}

-{Como pensa ajuda-lo, Lorde Elrond?}

-{Ainda não sei, mas estou seguro que Gandalf encontrara um jeito}

-{Tem razão quanto a isso}- continuou alegremente pois agora que as coisas se haviam clareado e voltou a confiar eternamente no garoto e estava mais que disposto a seguir com as suas aulas de aquitação {se ele não pudesse regressar ao seu mundo, Aragorn estaria encantado de adotar-lo}

-{Isso é o que tenho medo}- continuou pensando em sua filha Arwen e no carinho que ela dava a Harry, esse era o amor por Aragorn, convertia a Harry em um tipo de união entre os dois e o ultimo que ele queria era partir para Valinor deixando sua filha para trás com dois filhos gêmeos, Elrohir e Elladan, pareciam haver decidido ficar na Terra Media.

-{Lord Elrond?}- o chamou Glorfindel pois o meio elfo se encontrava sumido em seus pensamentos, ocasionando desta maneira que este o olhasse, para depois perguntar-{Porque teme que Aragorn queira adotar o garoto?}

-{Porque o destino que tem Aragorn um largo e difícil caminho}-mentiu ocultando assim seus verdadeiros temores.

-{Sem embargo, e tem que dizer que o garoto tem uma chama interna que o faz um perfeito guerreiro}

Elrond chegou perto da janela apoiando suas mãos sobre a mesa e fixando seus olhos na paisagem.

-{Vamos esperar que o jovem mago se converta em um aliado contra Sauron, pois o poder deste cresce espreitosamente e pronto nem nos os elfos seremos capazes de pará-lo}

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PS: As partes que estão escritas entre{}, é que eles estão falando em elfico.

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