O Final



Um grande caldeirão foi posto no meio do Saguão Principal. Dumbledore colocava, feliz, ingredientes nele, e uma grande colher era movimentada por ele por meio da magia. Vários cadáveres estavam em macas, prontos para serem ressuscitados, e as cinzas dos definitivamente falecidos haviam sido colocadas em potes e estavam em exposição em uma longa mesa.

Após todos os professores de Hogwarts e alguns funcionários do Ministério terem ajudado Dumbledore a completar a poção, e menos de seis horas ela estava pronta. Pequenas vasilhas com a poção foram distribuídas para que todos pudessem ressuscitar seus amigos ou familiares. Harry acabou recebendo uma vasilha contendo a fedorenta poção e procurou alguém que conhecia para ressuscitar. Surpreendeu-se ao ver Luna deitada em uma maca logo ao canto do Saguão Principal. Ele observou seu rosto pálido e colocou a poção em sua boca. Após alguns segundos, ela abriu os olhos e a cor voltou a inundar seu rosto. Olhou para Harry com curiosidade.

-E aí, Harry? Então você venceu Você-Sabe-Quem?

-Ah, sim - respondeu ele, modestamente - Mas me conte, Luna, como você morreu?

-Ah, jurei que tinha visto um zonzóbulo voando por aí e comecei a persegui-lo, com o objetivo de segurá-lo para sentir o grande impacto mágico que ele proporciona - disse ela, alegremente - Mas quando consegui capturar zonzóbulo, trombei com a tal Belatriz Lestrange, e eu vi um raio verde. Depois, tudo ficou escuro.

-Ahn... - compreendeu Harry; não se surpreendia ao ver que Luna se preocupava mais com seus animais imaginários do que com a realidade.

-E tenho certeza - acrescentou ela - Que só estou viva neste momento porque consegui capturar o zonzóbulo. Suas propriedades curativas me ressuscitaram!

Harry preferiu apenas assentiu, e caminhou pelo Saguão, vendo muitos sendo ressuscitados, alegres e sorridentes. Mas o olhar de Dumbledore que lhe chamou a atenção, um olhar que mostrava orgulho e felicidade.

Agora, sim, estavam em paz.

***

Aquela grande festa na Toca nunca seria esquecida, tamanha a alegria dos recém-casados. Já haviam se passado alguns anos da morte de Voldemort, e Harry e Gina haviam criado uma relação mais séria depois disso. Isso culminou no casamento dos dois, na casa dos Weasley, e o número de pessoas que haviam comparecido assustava; podiam ser vistos alguns penetras no velho galpão de vassouras, no telhado, e até no porão, junto com o vampiro da família.

Os Comensais da Morte haviam sido absolvidos no julgamento do Minstério da Magia, após passarem alguns aninhos em Azkaban. Alguns até estavam no casamento de Harry, para tentar azarar alguns convidados, mas não tiveram sucesso. Procuraram também as cinzas de outros comensais na Toca, mas não encontraram. As únicas que possuíam eram as de Lord Voldemort, que estavam escondidas na casa de Lúcio Malfoy.

Após terminar a cerimônia, Harry e Gina se beijaram, e os convidados começaram a jogar arroz neles, cantando. Pouco depois, começou a festa, e garçons vestidos de vermelho começaram a servir bebidas e petiscos. Alvo Dumbledore, agora novamente diretor de Hogwarts, com uma longa capa vermelha com algumas estrelas, aplaudia os noivos e lágrimas escorriam em sua longa barba branca. Também segurava um pedaço de pergaminho em sua mão direita.

Após terminar de conversar com Rony e Hermione, que também iriam casar depois de alguns dias, Harry foi falar com o diretor.

-Parabéns, Harry - falou Dumbledore, alegremente - Torço para que vocês sejam muito felizes juntos.

-Obrigado, professor - agradeceu Harry - Como vai Hogwarts?

-Ah, como sempre. Sem você, Grifinória não vence a taça das Casas todos os anos, mas tem obtido bons resultados. Ano passado, Sonserina foi a vencedora e no retrasado foi a Corvinal. Mas a Grifinória tinha vencido nos três anos anteriores do título da Corvinal, portanto o saldo é positivo. Falando nisso, espero ver seus filhos lá, Harry.

Harry riu, e concordou com o diretor.

-Também espero, professor - ele notou o pergaminho e perguntou - O que tem nesse pergaminho, diretor?

-Ah - ele desenrolou o papel entusiasticamente - É uma modificação que fiz na poção, Harry! Essa modificação permite que possamos ressuscitar uma pessoa morta até sete vezes! Foi só inverter a ordem dos sangues de dragão ao serem colocados no caldeirão! Esse é seu presente de casamento, Harry. Você poderá ressuscitar quem quiser!

Harry recebeu o pergaminho das mãos de Dumbledore. Mas ao ver o olhar cobiçoso de Lúcio Malfoy, que ouvira toda a conversa, Harry decidiu tomar uma decisão radical. Tirou a varinha do bolso das vestes e apontou para o pergaminho:

-Confringo!

A pequena explosão de papel atraiu a atenção de poucos que estavam dançando por ali. Lúcio Malfoy olhava com raiva para Harry, e Dumbledore olhava para ele de forma surpresa.

-Desculpe, diretor - falou Harry, e Dumbledore pareceu compreender e sorriu - Já tive problemas demais com aquela poção. E não queria ter outros maiores ainda com essa.

Ao olhar divertido de Dumbledore, Harry foi dançar junto com Gina.


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FIM

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