Sozinho Novamente



-SEU DESGRAÇADO!

Ao conferir que sua mulher estava realmente morta, Tiago Potter urrou de dor e de fúria e investiu em Severo Snape, que se encontrava chorando no chão. Estava inconformado, e sentia que merecia a morte mais lenta e dolorosa do mundo. Tiago segurou Snape pelo colarinho e começou a lhe dar socos no rosto. Sangue escorria da boca de Snape, mas ele não resistiu. Setiu que merecia tudo isto.

-SEU VERME! - gritou Tiago, quebrando os dentes de seu rival.

Após vencer seu duelo, Harry foi ver o motivo dos gritos no Saguão. Deu um grito de susto e tristeza ao ver sua mãe morta no chão. Ajoelhou-se ao seu lado e segurou sua mão fria, e olhou para seu rosto com os olhos arregalados.

Lílian Potter tinha morrido novamente por outra pessoa.

Pesaroso, Harry fechou os olhos de sua mãe e olhou para seu pai batendo em Snape logo ao lado do corpo. O rosto de Snape estava todo cheio de sangue, e vários dentes estavam em suas vestes.

-Pai... Por que está fazendo isso com ele? - perguntou Harry, assustado.

-Ele matou sua mãe, Harry! - retrucou ele, dando outro soco na barriga do rival - Ele lançou uma Maldição da Morte nela, filho!

Harry quase não acreditou no pai. Snape, a pessoa agora que ele tanto respeitava, havia matado mais uma pessoa? Um sentimento de ódio tomou conta de si, e apontou a varinha para Snape.

-Mate-o, Harry! - gritou Tiago, parando de bater no rival e o segurando - Você conhece a maldição, Harry! Mate-o! Você não acha que sua fúria é suficiente?

Harry concordava; estava em si uma fúria maior do que ele sentiu quando Belatriz matara seu padrinho. Apontou para Snape e disse:

-Avada Kedavra!

Uma sensação estranha tomou conta dele; teve a impressão que nunca haveria um sentimento bondoso dentro de si. Um raio verde saiu da sua varinha, mas Snape reagiu. Ele virou o corpo para o lado, e o raio atingiu as costas de Tiago Potter. Ainda houve tempo para um olhar assustado de Tiago para Harry, antes dele cair no chão, imóvel, e de olhos arregalados.

Harry gritou e olhou para Snape. O professor exibia um sorrisinho no rosto. Seu rival havia finalmente morrido. Harry começou a chorar e se ajoelhou junto ao pai.

Graças a ele mesmo, Harry Potter era órfão novamente.

***

Lord Voldemort se levantou de sua cadeira na Casa dos Gritos. Sentiu que aquela era a hora.

***

Ele abriu com estrépido as portas principais de Hogwarts. Os poucos estudantes novatos que tinham sobrevivido gritaram de medo ao ver Lord Voldemort se dirigindo até o garoto que chorava ao lado do corpo do pai.

O garoto percebeu sua presença, mas não pegou sua varinha. Se limitou a ficar chorando sobre o corpo de Tiago Potter.

Fácil demais, pensou Voldemort. pegou sua varinha e apontou para o garoto. Disse:

-Avada Kedavra!

Quando o raio verde saiu da sua varinha, um outro vermelho, vindo da escada, o desviou. Curioso, Voldemort olhou para a escada e viu Alvo Dumbledore com a varinha nas mãos.

-Nunca pensei que você seria tão covarde a esse ponto, Tom - disse ele amigavelmente - Atacar alguém sem varinha é um golpe muito sujo...

-Cale-se Dumbledore! - retrucou ele - Quando eu derrotar o garoto e os meus Comensais da Morte matarem a Ordem da Fênix, a batalha estará terminada! Alíás - ele sorriu, zombeteiro - Pensei que você nunca conseguiria ressuscitar toda a Ordem da Fênix a tempo. Como conseguiu?

-Ah, tive uma ajudinha... - ele chamou alguém que estava nos corredores.

Grindelwald apareceu com a varinha em mãos.

-Pois é, Tom - continuou Dumbledore - Peguei o corpo de Grindelwald em Nurmengard. Como ele também sabia fazer a poção, foi de grande ajuda.

-Pois é, Lord Voldemort... Marvolinho... - debochou Grindelwald.

-Já te matei uma vez, Grindelwald! - berrou Voldemort - Posso muito bem fazer isso de novo!

-Será? - perguntou o outro, descendo as escadas - Vamos duelar, Voldemort?

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