Leão Versus Serpente



Ao chegar no campo de quadribol, Katie e os outros alunos já estavam lá, Katie dava algumas instruções, com uma lousa no campo. O treino correu sem problemas. Dessa vez a turma da Sonserina não apareceu em campo, e Olívio chegou quando eles estavam na metade do treino, arrancando mais suspiros de Katie Bell. Harry subiu para o dormitório masculino da Griffinória cansado, sem sombra de dúvidas, mas feliz, pois sabia que nada, nem ninguém, depois do treino de hoje, poderia impedir-lhe de capturar o pomo dourado.

A manhã da partida amanheceu com sol, e uma brisa fresca, um tempo perfeito para o jogo de quadribol. Harry acordou e logo depois acordou Rony. Os dois desceram para tomar café, e encontraram Hermione. A confiança de ontem á noite, desaparecera quase que instantaneamente em Harry. Em seu lugar, entrara o nervosismo. Hermione então, parecia desmaiar á qualquer momento. Rony por sua vez, estava calmo, passando manteiga em sua torrada. Quando Gina se sentou com eles, tão branca quanto Hermione. Toda vez que olhava em direção á mesa da Sonserina, suava frio e tremia.

- Ah, qual é, gente? – Perguntou Rony – É só mais um jogo!

- Só mais um jogo, porque não é você que nunca jogou uma partida antes! – Disse Hermione, trêmula

- Precisamos ter calma – Disse Gina, mal conseguindo levar o copo a boca de tanto que a mão tremia

- Em todo caso – Disse Harry – Nossa escalação é quase que totalmente nova, a Sonserina nunca jogou com a maioria do time novo, nisso ganhamos vantagem, pois eles ainda não se acostumaram com os novos jogadores.

- Bom-dia para todos! – Disse Katie, que acabara de se sentar na mesa – Alguém nervoso?

- N...Não! – Disse Gina – Derramando todo o mingau da colher que levava á boca.

- Que ótimo! – Disse Katie, mordendo uma maçã – Vamos precisarr de muita auxoconfiança

- É o que mais nos falta no momento! – Disse Hermione com um sorrisinho

- Acho meior irmos veschir os uniforees – Disse Katie, com a boca cheia de maçã – Vamos levaêm!

Os quatro jogadores se levantaram e seguiram com Katie para o vestiário. No meio do caminho, encontraram os outros dois jogadores, que, por estarem nervosos demais para tomar café da manhã (segundo eles mesmos), resolveram ir logo para o vestiário também.

Antes do início do jogo, Katie repassou as regras e táticas para os jogadores, que não prestavam muito á atenção. Harry pelo menos tentava entender o que Katie lhe dizia, mas não conseguia. O nervoso era demais.
Faltavam dez minutos para o início do jogo. Harry podia ouvir, gritos dos alunos que se dirigiam as arquibancadas. Seu estomago dava solavancos. Faltavam cinco minutos para que se iniciasse o jogo. Estavam esperando por de trás portões de madeira que separavam eles do campo. Suor frio. Respiração acelerada. Batimentos á mil por hora. Não dava para saber o que se passava por cada um deles. O portão se abriu. Tonks dava as palavras iniciais do jogo (agora que Lino Jordan, havia se formado). Os sete borrões rubro-ouro, levantaram vôo, junto deles os borrões verde e prata. Os catorze jogadores circundavam as balizas, os torcedores gritavam, vaiavam e usavam sinetas para chamar á atenção dos jogadores. Eles pousaram. Draco e Harry estavam uns dois metros acima dos outros doze jogadores. Hermione tinha dificuldade de manter estabilidade na vassoura.

- Muito bem! – Gritou Olívio Wood, no campo á meio de tantos gritos e vaias, vindos principalmente da Griffinória e da Sonserina – Quero um jogo limpo, sem violência excessiva – Wood olhou para Crabbe e Goyle – Capitães, se cumprimentem para o início do jogo!

Draco desceu da posição que estava, e foi até o solo.

- Que vença o melhor! – Disse Katie, apertando a mão de Draco

- A vitória é nossa! – Disse Draco

- Em suas posições! – Disse Olívio Wood – Os balaços serão lançados!

- E Olívio Wood lança os balaços em jogo! – Disse Tonks mirando os balaços que subiam ao alto – Parece que esse jogo será realmente emocionante! Wood acaba de lançar o pomo! Faltam poucos segundos para o início do jogo, basta a goles ser lançada e o apito de Wood soar! A Goles foi lançada...Em três...dois... – Soa o apito de Olívio Wood – E começa a partida! Draco Malfoy e Harry Potter vão em busca do pomo-de-ouro! Hermione Granger tem a posse da goles, parece que o time da sonserina não vai deixá-la fazer o primeiro gol da partida! Ela mira o gol, mas espere! Vicent Crabbe tenta jogar um balaço nela mas erra o alvo! Ela continua mirando, vamos Hermione! Ela joga com toda a força que pode! E......Griffinória abre a partida com dez a zero! – As arquibancadas da griffinória pareciam desabar de tanta comemoração – Malfoy pede tempo á partida e os jogadores da sonserina se reúnem ao solo.

- Crabbe seu lesado! O que foi que te fez errar aquele balaço! – Gritou Draco, Crabbe apenas olhava para o chão – Quero ver todos os jogadores da griffinória no chão! A vitória tem que ser nossa!

Draco fez o sinal para a partida recomeçar. Os jogadores voltaram aos seus postos iniciais. O nervosismo de Harry não baixara. Cinco minutos de jogo e ele ainda não tinha conseguido localizar o pomo. Wood apitou o jogo. Harry circundou o campo de quadribol. Estava lá no alto quando viu um borrão verde e prata, atrás de um pequeno brilho dourado. Desceu com a maior velocidade que pôde, e chegou ao lado de Draco.

- Gostou da minha nova vassoura, Potter? – Disse Draco, em pleno vôo, com sua nova vassoura, uma Firebolt.

- Claro, eu tenho uma dessa há uns dois anos ou mais, você nunca notou? – Disse Harry

- Nossas vassouras são iguais, mas o que importa é quem está montado nela! – Disse Draco – E por isso, cicatriz, a vitória é minha!

- Isso é o que vamos ver! – Disse Harry, pegando impulso.

- A partida está em dez á zero ainda, mas parece que pode empatar agora! – Disse Tonks – um dos artilheiros da Sonserina se aproxima dos aros da Griffinória! Rony Weasley tenta defender o balaço e..FAZ UMA DEFESA ESPETACULAR! É isso aí Weasley!

- Ninfadora seja um pouco mais imparcial! – Disse a Profª McGonagall entre tantos gritos da griffinória, com muitos alunos cantando, “Weasley é nosso rei!”

- Desculpe Profª McGonagall – Disse Tonks – Hermione Granger toma novamente a posse da Goles, mas Gregory Goyle está muito próximo á ela, e, ela é ATINGIDA COM UM BALAÇO NA CABEÇA! Hermione cai da vassoura a mais de dez metros de altura, e agora é socorrida pelos enfermeiros, vamos lá Griffinória!

- HERMIONE! – Gritou Rony, nas balizas

- Mas o jogo continua! E a sonserina tem a posse da goles! – Continuou Tonks, ainda mirando o solo – E parece que vai acertar.....É GOL DA SONSERINA! – A arquibancada da sonserina explodia de emoção e cantava “Weasley é nosso rei!”- O jogo está empatado em dez á dez, cadê os apanhadores que não pegaram ainda o pomo!?

Harry e Draco ainda voavam lado a lado, em busca do pomo que estava uns três metros a frente deles.

O tempo de sol leve e brisa desaparecera instantaneamente. Uma tempestade começou, e uma ventania forte, impedia a estabilidade nas vassouras dos jogadores. Harry perdera completamente a noção de onde estava o pomo. E perdera Draco também. Viu os jogadores pousando, e pousou também.

- Quanto está o jogo? – Perguntou Harry

- Acabei de marcar um gol – Disse Gina

- Estamos empatados em sessenta pontos – Disse Katie tirando a água do rosto – Harry, por favor, localize logo esse pomo, não sei o que mais pode acontecer com a gente, Derek e Dino levaram balaços e já estão na Ála hospitalar junto á Hermione. O time da sonserina está intacto! Por favor, Harry, me diga que você vai pegar esse pomo!

- Vou fazer o melhor que eu puder! – Disse Harry

- Ótimo! – Disse Katie – Acho que podemos continuar á jogar! Tenham cuidado com os balaços! Vamos!

- O jogo recomeça! – Disse Tonks – O time da griffinória tem três jogadores á menos e o time da sonserina está intacto! Os balaços agora estão no poder de Crabbe e Goyle. Crabbe joga um balaço na direção de Harry Potter...Mas ele desvia espetacularmente! É isso aí Harry! Mas, o balaço atinge outra pessoa! Draco Malfoy cai no campo desmaiado! E a equipe de enfermeiros o leva para a Ála Hospitalar. E me parece que acaba de entrar uma nova jogadora em campo! Pelo que me informaram é uma garota do sexto ano, que se chama Marin Dolohov!

Harry olhou para o solo onde havia uma garota, voando em sua direção.

- Que vença o melhor! – Disse ela sorridente.

- Vamos ver! – Disse Harry

Olívio soou o apito e o jogo recomeçou. Harry recomeçou a busca pelo pomo de ouro. A tempestade não diminuíra, pelo contrário; aumentara. Em cinco anos de experiência em vôo de vassoura, á descontar da vez em que fora amaldiçoado pelo professor Quirrel, Harry nunca teve tanta dificuldade em voar. A Firebolt, que atualmente era a melhor do mundo, se comportava como uma vassoura velha, desajeitada. Harry tentava alcançar a sua esquerda, e a vassoura descia, gradualmente, para a direita. As ventanias aumentavam cada vez mais, e estava cada vez mais difícil achar o pomo. A chuva pesada batia em seu rosto, ele começou a procurar desesperadamente pelo pomo dourado, e lá longe viu um borrão verde e prata, voando rapidamente, longe dos outros jogadores. “É ela!”, pensou Harry. Ele desceu com força para pegar impulso, e, em poucos segundos, estava próximo á ela. Ela estava muito próxima ao pomo, era só á instabilidade da vassoura, que a impedia de pegá-lo. Ela chegou o mais próximo que podia, dela e do pomo. Esticou o braço em direção ao pomo. Marin fez o mesmo. Ele impulsionou a vassoura instável, tentou chegar mais perto...

...Só mais um pouquinho – Pensou

...Estique mais...Mais perto...

Raios cortavam o campo de quadribol. Harry viu um borrão rubro-ouro, cair no campo. Restavam apenas três jogadores. Se não pegasse o pomo logo, acabariam por perder o jogo.

Foi então que sentiu as asas do pomo raspando em sua mão. Marin estava ao seu lado, a mesma distância do pomo que ele. Faltava só mais um pouquinho. Podia alcançar facilmente. Gotas de chuva pingavam como pedra em sua mão. Estava muito perto...

...Um raio atingiu em cheio a vassoura e ele caiu a mais de quinze metros do solo. Sentia mais alguém caindo ao seu lado. Semi-consciente, olhou para seu braço esticado ao chão. Alguma coisa dourada se mexia interruptamente na sua mão. Ele sorriu, olhou denovo. Ele não segurava o pomo sozinho.

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