Hogwarts



Finalmente chegou o grande dia, Dumbledore havia mandado os livros e as vestes para que não precisasse ir até o Beco Diagonal, afinal, a Itália fica bem longe de Londres, mesmo que fosse por via Flu.
Despediu-se da avó e foi acompanhada pela mãe até a estação King’Cross, via flu. Após ouvir recomendações e mais recomendações, Laura embarcou no Expresso de Hogwarts, procurou por uma cabine vazia, mas não encontrou nenhuma, a última tinha 3 pessoas, uma garota e dois garotos, um deles acabava de mandar uma carta por uma coruja branca a quem ele chamou de Edwiges. Pediu licença:
-Com licença, as outras cabines estão cheias, posso me sentar?-Pediu receosa.
-Claro.-Respondeu a garota de cabelos castanhos e um grande sorriso.-Me chamo Hermione Granger. E esses são meus amigos Ronald Weasley...
-Pode me chamar de Rony...-Permitiu o garoto ruivo e olhos verdes.
-Muito prazer, Rony...-Timidamente, apertou a mão do rapaz, que comia uma um chiclete Druggus.
-E esse é Harry Potter...-Ele sorriu e estendeu a mão. Ela sorriu de volta e apertou a mão do menino.
-É um grande prazer conhecer vocês. Meu nome é Laura Baglioni.- Disse sorrindo, já acomodada.
-Você é espanhola?-a curiosidade falou mais alto em Hermione...
-Ah, não...
-Mas é que você tem um sotaque de quem não é inglesa...
-E não sou, sou italiana...
-Ah, entendi...É o seu primeiro ano em Hogwarts, não é?-Perguntou Harry.
-Sim.
-Onde você estudava?-Foi à vez de Rony perguntar.
-Beauxbatons...Estou indo pro meu 4º ano e não quis continuar lá, as veelas me olham estranho...
-Porque?-Harry queria saber.
-Porque não sou sangue-puro como elas. Meus pais são trouxas.
-Os meus também...-Hermione disse. Finalmente havia encontrado alguém como ela.
-Tomara que você vá para Grifinória...
-Porque?
-Porque somos grifinórios...e você não ia gostar de ter o Snape como diretor da casa...
-Quem é Snape?
-É o diretor da Sonserina, professor de poções, é cruel e sarcástico, não gosta de nós...
-Sem contar que é um seboso, ranhoso, morcegão das masmorras...-Rony interferiu na explicação de Harry.
-Mama mia... esse homem deve ser um monstro...
-Mas é também um excelente professor, porém injusto, mas não deixa de ser competente por isso.-Hermione defendeu.
-Dío Santo...eu não quero nem ver o que me espera...-E não queria mesmo...O tempo passou e entre conversas...chegaram em Hogsmead. Um homem muito grande veio acompanhar os estudantes:
-Olá, Hagrid.-Disse Harry com um sorriso.
-Ah, olá, Harry, Rony, Hermione...-Disse o meio-gigante.
-Oi.-Responderam os dois em coro.
-Ah, Hagrid, essa é Laura Baglioni...-Harry a apresentou.
-Olá...eu estava procurando por você. Dumbledore pediu que você viesse comigo.
-Tudo bem...Tchau...-Seguiu o homem, foram por uma estrada de terra até Hogwarts numa carruagem puxada por trestálios. Chegando lá, maravilhou-se com o que viu, um castelo cercado de verde por todo lado, com um lindo lago e ao fundo, uma floresta encoberta pela escuridão em plena luz do dia, de uma tarde de primavera naquele 1° de setembro de 1995. Laura alegrou-se quando viu a carruagem de Beauxbatons vindo pelo céu, puxada por sete lindos alados brancos. O sorriso não deixava sua face enquanto os outros alunos se espremiam para ver melhor. Sua surpresa foi quando uma pequena embarcação no Lago Negro se tornou um enorme navio com uma águia na vela maior, o que significava que a delegação de Durmstrang também havia vindo passar o ano na escola. Logo, apareceu uma senhora com vestes verdes e um enorme chapéu, reparou que havia um pergaminho enrolado em suas mãos. A bruxa tocou de leve em seu braço e pediu que a acompanhasse, seguiu a mulher até uma grande porta de carvalho, os alunos do primeiro ano estavam juntos, quando a senhora abriu a porta.
Entraram na seguinte ordem: A mulher, que disse que se chamava McGonagall, os alunos do 1º ano e ela,Laura, que estava muito nervosa, percebeu que todas a quatro mesas do Grande Salão já estavam ocupadas, passou por Harry, Rony e Hermione, que lhe deram sorrisos sinceros de boa sorte. Pouco a pouco, os alunos foram sendo chamados para a seleção do Chapéu Seletor.
Finalmente chegou sua vez:
-Laura Baglioni.-Disse a professora McGonagall, chamando-a para se sentar no banco. Timidamente foi, sentou-se e sentiu a professora colocar-lhe o chapéu sobre a cabeça.
De repente, o chapéu ganhou vida e falou:
-Ah, interessante...muito interessante. Deixe-me pensar...hum...sim...sim...perfeito...Grifinória!- A mesa da Grifinória se explodiu em palmas. Levantou-se com um sorriso no rosto e virou-se para cumprimentar Dumbledore, que se encontrava sentado na mesa atrás de si. Quando sorriu para o senhor, seus olhos caíram sobre quem menos esperava ver naquele momento, seus pensamentos esvaíram-se e ali estava ele, o homem que tanto admirava e nem ao menos sabia o nome. Vestia preto da cabeça aos pés, seu olhar imponente sobre o anão com quem discutia calmamente alguma coisa, uma levantada de sobrancelha deu-lhe um certo charme, a boca fina, os cabelos negros contrastando com a pele alva, mas foi acordada de seus sonhos pela voz de McGonagall pedindo que se sentasse. Foi até a mesa e sentou-se ao lado de Hermione.
Logo, Dumbledore mandou que entrassem as moças de Beauxbatons e sua diretora, Madame Máxime, os rapazes do Norte, da Delegação de Durmstrang e antes de dar os avisos, o teto, que era enfeitiçado para parecer o céu à noite, tornou-se tempestuoso com raios e trovões, mas antes que o pânico fosse geral, mais uma surpresa. Alastor Moody, mais conhecido como “Olho-Tonto” Moody adentrou o Salão pela entrada de professores e lançou um feitiço que “acalmou” o teto. Passada a tempestade, mais uma
bomba veio com o discurso de Bartô Crouch, nenhum aluno menor de 17 anos poderia
participar do torneio, o que gerou uma grande quantidade de vaias e gritos de desaprovação. Depois de um esplêndido jantar, Laura seguiu Hermione até o dormitório das meninas na Torre da Grifinória. Sua surpresa não poderia ser maior, Juliet, Vic e Meg dividiriam o quarto com ela, Hermione, Parvati, Padma e Carrie. As quatro se juntaram e não se desgrudaram mais:
-E então? O que me dizem?-Perguntou Laura.
-Que nós te mataríamos se tivesse ido pra qualquer outra casa que não fosse essa.-Respondeu Juliet.
-Porque?-Perguntou audaciosa.
-Porque nós não dividiríamos o mesmo quarto por mais um ano...-Respondeu Vic, elas riram e conversaram sobre tudo. Logo, logo, já estavam dormindo calma e tranqüilamente. Laura adormeceu com a imagem de um certo mestre em sua mente, mas mal sabia o que a esperava o amanhã...

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