As Três Fadas



As Três Fadas


Chegara o dia do festejo do seu primeiro ano de vida. O grande salão estava cheio, e destacado, lado a lado com os Senhores do Reino, encontrava-se um berço de madeira dourada e cortinados de seda azul, onde deitado, dormindo descansadamente, e com um pequeno fio de saliva a escorrer-lhe da boquinha semi-aberta que lhe dava um aspecto engraçado, se encontrava o jovem príncipe do reino. Várias eram as personalidades que se aproximavam para oferecer os seus presentes ao pequeno bebé, cujo nome fora anunciado dias depois de nascer: Harry James Castlevan.

O dia do nascimento da criança tinha sido um dia de festa em todo o reino, mas maior era ainda o do seu primeiro aniversário, porque, nesses dias tão difíceis, era difícil uma criança sobreviver.

A rainha Molly Lencaster e o seu marido Arthur Lencaster aproximaram-se do berço e ofereceram ao pequeno príncipe uma grandiosa espada de tons dourados. Eram reis do reino que ficava ao lado do dos Reis Castlevan e, poucos dias antes, os quatro soberanos tinham decidido que os seus filhos, quando crescidos, se iriam casar. A filha por nascer da rainha Molly Lencaster (as fadas tinham já confirmado que o bebé seria uma menina) seria a prometida do príncipe Harry.

Por fim, chegaram as últimas dádivas, concedidas por três muito interessantes fadas. A primeira achegou-se do berço, com a sua varinha de condão na mão e sorriu ao bebé. Tinha uns cabelos revoltos castanhos e uns olhos do mesmo tom, chamavam-lhe a fada Mione. A um metro de distância da fada Mione encontravam-se duas outras fadas, estas do sexo masculino.
Uma delas tinha o cabelo ruivo e a face completamente coberta de pequenas pintas acastanhadas, incluindo uma mancha extremamente suspeita no nariz, esse era a fada Rony. O outro tinha um bonito cabelo loiro e o olhar mais arrogante alguma vez dado a conhecer ao mundo, parecia ser o que estava menos satisfeito com aquela cerimónia e mesmo com o facto de ser fada, isto porque, e em todo o reino se sabia, para este tão encantado ser, era vergonhoso ter umas bonitas asas em tons de rosa: a sua grande desonra. Esta complicada fada era Draco.

- Fada Mione, sentimo-nos honrados por se terem incomodado em vir à nossa humilde celebração, foi muita bondade a vossa – disse o rei, James Castlevan, fazendo uma vénia de eterno agradecimento, enquanto a rainha lhe seguia o exemplo.

A fada voltou a sorrir amavelmente, ao observar estes tão atenciosos pais que tanto amavam o seu pequeno filho.

- A honra é nossa. Dá-nos uma imensa alegria poder abençoar o vosso filho. Não é, minhas amigas? – lançou um olhar ameaçador às fadas Rony e Draco que, pelo que parecia, tinham sido obrigados a ir.

- Sim, claro que sim – apressou-se a responder Rony, ao mesmo tempo que Draco abanava a cabeça afirmativamente com um ar contrariado.

Mione voltou a lançar um olhar de bondade ao jovem príncipe e ergueu a varinha no ar, sob a atenção espantada da corte real que ali se encontrava.

- Jovem Harry, vejo em ti a bondade e generosidade digna de um verdadeiro rei, e a coragem é já algo que conheces e compreendes sem saber. Assim, conferir-te-ei o Dom da Escolha, para que, nos momentos mais difíceis, saibas escolher entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. Verás a mentira quando ela estiver presente e o teu caminho será sempre o da verdade e da justiça, enquanto o teu coração se mantiver puro, e espero sinceramente que sempre assim se mantenha – fechou os olhos, soltando um suspiro. – Que o mal nunca te corrompa e que te mantenhas fiel aos teus. És a esperança do reino, o sonho de uma nova manhã.

Os pais de Harry comoveram-se com este discurso e eram visíveis doces lágrimas a escorrerem pela face da rainha, que era abraçada pelo marido, ao mesmo tempo que observavam a bênção da fada que acabara com esta pequena mas tão intensa prece.

Mione afastou-se da criança e a fada Rony tomou o seu lugar com passos pesados de obrigação. Olhou para os presentes com um ar confuso e depois fitou a criancinha que lhe sorria animadamente, batendo com as mãozinhas uma na outra, como se aplaudisse Rony.

- Bem… - começou a fada, não se lembrando de nenhum discurso para fazer. – Sabendo que talvez sejas assim um grande rei, talvez de um metro e noventa – a fada Mione bateu com a mão na testa e só não azarou Ron porque estavam muitas pessoas presentes na sala. – Penso que te poderei conceder o Dom do Cant… - uma tossidela fê-lo olhar para trás. Se o olhar matasse, Mione tinha-o morto nesse mesmo segundo. – Que dizer, eu te concedo o Dom das Armas. Saberás manejar tanto a espada como o arco ou outro tipo de arma, e também serás capaz de te safar bem no boxe! Assim com uma boa direita…

Todos os presentes o olhavam abismados, possivelmente perguntando-se como seria que aquela anomalia com asas chegara a fada.

- Penso que o meu colega já terminou a sua bênção – interrompeu Mione, empurrando a fada Draco para a frente. – É a tua vez.

- Eu já disse que não vou abençoar aquele fedelho que se baba – rosnou Draco, cruzando os braços e não se movendo do lugar. – nem tenho mais nenhuma ideia magnífica de bênção. Ou querem que peça para ele ser uma grande beldade?

- Agradecia que não tivesses esse comportamento, e se não tens nenhuma ideia inventa, ou os Senhores das Fadas irão saber das cenas que o menino mimado está a fazer – ameaçou Mione.

- E eu muito preocupado, não haja dúvida – riu-se Draco ironicamente, mas o olhar mortal de Mione fê-lo mudar de ideias. Fechou as mãos com força e aproximou-se do berço contrariado.

Ali ficou, a olhar a criança durante o que pareceu uma eternidade com um ar enojado.

- Estamos à espera – lembrou Mione, batendo com o pé no chão impacientemente.

Draco fez uma careta e ergueu a varinha bem alto.

- Pequeno, pelo que vejo és a grande esperança deste povo, só ainda não percebi o porquê – comentou, revirando os olhos. – Assim sendo eu te confio o Dom da Conquist…

Um violento trovão interrompeu a bênção da fada Draco e lentamente o ar encheu-se de um cheiro pútrido a morte. Subitamente Draco viu-se a ser arremessado a três metros de distância e no seu lugar surgiu um vórtice negro que pareceu roubar a luz do salão, como se de um buraco negro se tratasse. Um sapato negro saiu de dentro do vórtice que gelava todos os corações, e com ele uma figura vestida de negro.

Mione levou a mão à boca, tapando um grito de espanto e horror. Era ele!



N.A.: Espero que tem gostado deste pequeno capítulo XD e comentem please!!!

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