A Revelação de Draco



A chuva caia cada vez mais forte, mas Harry não ligava e encarava Opala. A chuva caia sobre ela sem piedade e o cabelo dela, ensopado, estava junto ao rosto, pingando. O rosto dela estava coberto de gotas da chuva e ele piscava forte para se livrar da água que caia em seus olhos, o que a fazia parecer estar chorando.
Os braços pendiam ao lado do corpo e ela olhava de Harry para Mione, que foi a primeira a falar.
- VOCÊ QUER ME MATAR? – Gritou ela (eu disse falar? Desculpem) furiosa. Opala pareceu extremamente ofendida. E gritou de volta.
-SE EU QUISESSE A SUA MORTE, COISA QUE EU NÃO QUERO, ERA SÓ DEIXAR AQUELE GALHO TE ESMAGAR, GAROTA!
Furiosa e ofendida, Opala deu as costas e começou a descer a colina correndo, murmurando algo sobre ‘Ajudar’ e ‘Só desconfiança’. Harry olhou para Mione que parecera se tocar do que dissera.
-Mione, ela está certa. Seja lá o que ela fez com aquele galho te salvou, no mínimo, de um machucado sério.
-Talvez ela só... Vai ver ela quer ganhar a nossa confiança antes de...
-De o que Mione? Nos matar?- Disse Harry, zangado. Ou Mione estava com mania de perseguição ou não sabia que mesmo sendo uma sonserina, Opala podia ser legal.
Ele correu atrás de Opala, com Mione em seu encalço que dizia que agira como boba, que Harry estava certo, que ela devia estar com mania de perseguição e outras coisas.
Alcançaram Opala, mas foi Mione que a fez se voltar. Opala se desvencilhou e ficou encarando a menina com um olhar gelado. A pequena chama vermelha brilhou em seu olhar de novo, só que maior e ocupando quase todo seu olhar.
-Que é agora? Vai me acusar de mais alguma coisa alem de tentar salvar você de um machucado grave?- Perguntou ela com frieza. Mione quase vacilou diante daquela expressão, mas sabia reconhecer uma mancada.
-Olha, Opala... Desculpe, eu pisei na bola. Acho que eu fiquei com muito medo e assustada, acabei descontando em você. Foi mal, eu sei... Eu... Não sei o que dizer...- Disse ela, com a voz embargada e nervosa ante a frieza com que a amiga a olhava. Porem Opala ergueu um dedo em um gesto silenciador.
-Que seja. Eu entendo que você meio que não confia em mim porque eu sou da sonserina, Mione. É essa a verdade, então a assuma!- Mione baixou o olhar, vermelha de vergonha, Opala continuou- Mas eu não ligo. Você que confie em quem quiser.
E deu as costas, dessa vez, caminhando sem pressa. Pelo jeito, Mione a magoara muito.
-Desculpe... Você tem razão, eu achei que não podia confiar em você, mas... Bom, você já deu provas o bastante de que eu estava errada.
Harry ficou incrédulo com as palavras de Mione. Opala pelo visto, também, pois se voltou com os olhos arregalados de choque e então sorriu.
As duas se abraçaram, rindo como se nada tivesse acontecido. Os três voltaram juntos ao castelo e Harry se sentia melhor sabendo que Mione enfim se tocara de que Opala seria incapaz de feri-los.

Uma vez no castelo, já escurecia e os três concordavam que precisavam no momento de um banho quente.
-Bom, eu vou indo. A gente se vê amanha, ok?- Despediu-se Opala e tomou o rumo do Salão Comunal da sonserina. Harry ia voltando ao da Grifinória, quando no meio do caminho, Mione mudou de rumo.
-Você não vem?- Perguntou ele. Mione bateu na própria testa.
-Puxa! Esqueci que você não é monitor, Harry... Desculpe, é que eu estava indo ao banheiro dos monitores, é que é mais confortável, sabe?
-Eu sei, já fui lá, lembra? Bom, então, até amanha- Disse ele dando de ombros e tomando seu caminho.
Mione estava quase na porta do banheiro dos monitores quando viu a pessoa que menos queria ver (tenho que dizer quem era?).
-Hermione, eu tenho que falar com você- Disse Draco, segurando a maçaneta da porta e impedindo que ela entrasse. Mione pos as mãos na cintura.
-Desde quando temos intimidade o bastante para que você me chame pelo primeiro nome, Malfoy?
-Está bem, desculpe, Granger. Eu tenho que falar com você. – Disse ele, sem xingá-la e sem a voz de desprezo que usava com ela, Mione notou isso, mas nem por isso a presença do garoto deixou de ser incomoda.
- Mas eu não quero falar com você, e daí?
-Você tem que ser tão esnobe? Você nunca foi assim, que é que deu em você?- Perguntou ele, parecendo educadamente intrigado e até preocupado.
‘Como se ele, um dia, alguma vez em sua vidazinha fútil e sem sentido, incentivada por preconceitos sem fundamento fosse se preocupar comigo!’ pensou ela, irritada.
-Oh, o que vejo? Um Malfoy preocupado com a maneira de agir de uma sangue-ruim, como diz ele? –Perguntou ela usando todo seu estoque de ironia na voz- Oh, chamem os jornais! Chamem os médicos, ele está ficando biruta!
Draco segurou o pulso dela com firmeza, mas sem fúria e sem machucá-la. Mione gostou do toque, mas quando percebeu essa sensação tentou se soltar, sem o menor sucesso.
-Não se rebaixe dessa forma!
-Essa é muito boa! DESDE QUANDO VOCÊ SE PREOCUPA? Você vive me chamando disso! – Disse ela, se alterando.
-NÃO É PORQUE EU TE CHAMO DISSO QUE PENSO ISSO DE VOCÊ! – Gritou ele de volta. Percebendo que desse jeito, iam se meter em confusão, os dois se acalmaram e pararam de gritar. Mione estava estarrecida.
-Nem vem! Você espera que eu acredite que você nunca me detestou?
-É tão estranha a idéia? Já passou pela sua cabeça o que o meu pai faria comigo se percebesse que eu não consigo e nem quero odiar você e que eu sinto justamente o contrario?- Perguntou ele, se aproximando e a fitando com um olhar de desespero. Ela, por sua vez só conseguia pensar que devia ter batido a cabeça e tendo um sonho muito maluco.
-Ele esta aqui agora...
-Não posso dizer que isso me agrada... Não acredito que Dumbledore o empregou, sendo ele um comensal da morte.
-Você é filho dele- Disse ela, mas percebeu que dissera algo errado. Draco a olhou chocado.
-Não me diga que acha que eu acho essa... profissão, por assim dizer, atraente! Tenha dó, Granger!
-Pode me chamar de Hermione, mesmo... Eu sempre pensei que você me odiasse!
Ele sorriu sem jeito e se aproximou mais, enlaçando a garota pela cintura. Ela não reclamou e nem tentou se soltar (Nossa! Essa é a Mione? Acho que essa é um clone da Hermione, uma impostora!). Esquecera-se de que estava molhada e nem sentia mais frio da chuva que pegara.
-Eu nunca odiei você... Se nós fossemos da mesma casa, talvez... Se eu não fosse filho dele, talvez eu já tivesse dito isso há mais tempo...-Ele observou a menina- Quer que eu diga agora?
-Acho que não há necessidade.
Eu nem preciso dizer o que eles fizeram em seguida, preciso? É OBVIO que eles se beijaram. E foi um senhor beijo! Mas, como sempre tem que ter alguém pra estragar o momento, uma certa pessoa apareceu no corredor e viu os dois se agarrando.
Um homem loiro, de olhos cinzentos que investiu como um touro sobre eles, parando metros deles, como se achasse que a garota pudesse contaminá-lo com alguma doença.
-DRACO!- Gritou ele, surpreendendo os dois que se separaram e olharam. A cor fugiu do rosto de Draco e ele pareceu se apavorar. Hermione sentiu-se gelada só de estar na presença do homem, cujo olhar de desprezo que lançava os dois, parecia também lançar fagulhas de ódio.
Era Lucio Malfoy e parecia muito, mas muito mesmo, furioso.

N/A: *Cantando* Não vou postar mais nada, eu não tenho nenhum coment novo e não psoto até alguem comentar nem que seja para me xingar... Lá lá lá lá

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