O plano infalível



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A formação da “Armada dos Cinco” era, sem dúvida, algo que dificilmente seria previsto por Harry e Hermione. Embora ambos estivessem preocupados com Rony, sequer ousariam imaginar que este organizara, junto a Gina Weasley, um grupo cuja meta principal consistia justamente na obtenção das informações contidas no pergaminho que jazia no interior de uma das gavetas de Severo Snape.

Na casa de Hermione, o clima era de apreensão, fosse pela ausência das notícias de Hogwarts, fosse pela espera da mudança de cor na poção da felicidade; momentos de tensão pelos quais Potter e Mione vinham passando com uma freqüência maior do que realmente gostariam. Ao menos, havia o conforto do telefonema da mãe de Hermione informando que o avô dela já se encontrava fora de perigo. Tal novidade foi recebida com imensa alegria pela morena e por Harry, que viu na felicidade da namorada um motivo para se alegrar.

Mais alguns minutos em frente ao caldeirão e estava pronta, outra vez, a poção da felicidade. Harry armazenou o conteúdo dentro de uma pequena garrafa e providenciou, juntamente com Hermione, para que o material bruxo fosse guardado. Tinha sido um dia cansativo aquele e por sorte, já quase encerrado. Os dois seguiram para o andar superior da casa, uma vez que as coisas se encontravam plenamente organizadas para a viagem e puseram-se a pensar. Agora era necessário aguardar as determinações da Ordem da Fênix, ou do próprio Dumbledore.

― Mi, ainda não recebemos notícias de Rony... Eu não deveria ter dito para que ele seguisse Snape - falou Harry apreensivo enquanto terminava de vestir uma blusa mais quente.

― Ah, Harry, você não poderia prever isso. Vamos esperar que ele não faça nada e que Pichitinho chegue a tempo... É somente o que podemos fazer...

― Você acredita mesmo que ele chegará a tempo? - inquiriu o maroto apreensivo.

― Bem, acho que temos sorte de não ser o Errol, não é? Acredito que ainda podemos ter esperanças sim - respondeu Hermione sorrindo.

Harry tinha acabado de aumentar o aquecimento do quarto, retornando o olhar para a garota, que possuía um riso largo e calmo iluminando a face. “É incrível como ela consegue ser linda, mesmo quando preocupada”, pensou o maroto no momento em que passou a encará-la em silêncio.

― Harry, o que foi? - perguntou Mione, mantendo o sorriso, porém ainda sem entender a parada repentina de Potter.

O menino respirou profundamente antes de explicar, passou as mãos de forma ligeira pelos cabelos, retribuindo o sorriso que havia recebido, e se aproximou de Hermione:

― Senhorita Hermione Granger, como você consegue ser tão linda e esconder isto por tanto tempo? Sabia que ocultar algo assim é passível de prisão em Azkaban? - questionou Harry com um olhar absurdamente maroto.

― Ah, Harry - falou Hermione bastante ruborizada -, não sabia que você me achava linda...

― Não sabia? Duvido! Minha Hermione Granger consegue antever coisas mais complexas que estas e já descobriu isto faz alguns meses... Lembra-se daquele encontro horrível que tive com Cho?


Lembrança


Hermione olhou para a cabeça de Cho e suspirou.

― Ah, Harry - disse tristemente. - Bom, me desculpe mas você foi um pouco sem jeito.

― Eu, sem jeito? - disse Harry, indignado. - Em um minuto nós estávamos nos dando bem, no próximo minuto ela estava me dizendo que Rogério Davies a convidou para sair e como ela costumava ir e beijar Cedrico naquela estúpida loja de chá... Como eu deveria me sentir sobre isso?

― Bem, veja - disse Hermione, com o ar paciente de alguém explicando que um mais um são dois para uma criança extremamente emocional. - Você não deveria ter dito a ela que queria me ver no meio do seu encontro.

― Mas, mas - gaguejou Harry -, mas... Você disse pra eu te encontrar ao meio-dia e levá-la junto, como eu faria isso sem dizer pra ela?

― Você deveria ter contado a ela de um modo diferente - disse Hermione ainda com aquele irritante ar paciente. - Você deveria ter dito que seria realmente irritante mas que eu fiz você prometer ir ao Três vassouras e que você realmente não queria ir, porque você preferia muito mais passar o dia inteiro com ela mas infelizmente você achava que de fato deveria me encontrar e se ela poderia, fazendo o maior favor, ir com você e assim você poderia ir embora mais rápido. E teria sido uma boa idéia mencionar o quanto você me acha feia também - Hermione acrescentou como conclusão.

― Mas eu não acho que você é feia - disse Harry, perplexo. Hermione riu.

(Harry Potter e a Ordem da Fênix)



Fim da lembrança


A simples recordação daquele episódio fez Hermione sorrir novamente. De fato Harry já havia confessado de maneira sutil o que achava dela.

― Como poderia esquecer? - riu gostosamente Mione. - Mas posso assegurar, Harry, que sua habilidade com garotas evoluiu bastante...

― Não, Mi, não é minha habilidade com garotas, é a minha garota que me faz ser assim. Você que é linda, inteligente, sensível, extremamente humana e preocupada com os outros... Os elfos domésticos que o digam. Você é a prova de que a garota certa é capaz de provocar isso, mesmo no homem errado...

Hermione teve o tom vermelho da face acentuado ao fim das palavras de Potter.

― Nunca o achei errado, Harry. Apenas... deixe-me ver... somente o achava um pouco sem jeito... porém, sempre soube que logo você se sairia bem nisso... como se sai em qualquer coisa que decida fazer.

― Eu sempre tive a sorte de ter você ao meu lado e os outros... as coisas ficariam mais difíceis sem a ajuda, sem os amigos... Bem, mas o fato é que eu já te achava linda e continuo crendo que foi um crime manter esta beleza escondida... Tive sorte de ser seu amigo antes de ser seu garoto... Você me deixou perceber coisas que não costuma mostrar a todos... - falou Harry com um ar sedutor.

― Coisas? Como o quê? - perguntou Hermione.

― Coisas como este sorriso indescritível que volta e meia você deixa escapar mostrando ao mundo a porta de entrada para a sua alma encantadora e decidida - rebateu Harry.

― Hum... você hoje acordou inspirado - elogiou Hermione, indo em direção a Potter e o beijando. Eles se abraçaram, encarando-se mutuamente e decidiram que tentariam descansar.

― Mi, vamos tentar dormir. Acredito que Hagrid ou alguém da Ordem já deve saber que fizemos a poção, não é? Agora que seu avô já está melhor, creio que logo tornaremos a Hogwarts. Poderíamos enviar uma carta - disse o moreno por fim.

― Não é seguro... não para falar da poção... Acredito que amanhã teremos alguma idéia do que deveremos fazer - Mione falou, mantendo o olhar calmo, apesar do coração inquieto.

Assim, Harry e Hermione se prepararam para dormir. Outro dia de trabalho fora vencido pelos dois, entretanto a preocupação com Rony ainda persistia, mesmo naquele clima apaixonado. Realmente, eles não imaginariam que, enquanto tentavam adormecer, a “Armada dos Cinco” se preparava para invadir as masmorras de Snape.

No castelo de Hogwarts, Ronald, Gina, Dino, Neville e Luna se encontravam agora reunidos no salão comunal de Grifinória que, exceto pela presença deles, estava completamente vazio, afinal, já passava da meia-noite e os alunos haviam se recolhido aos dormitórios.

― Precisamos ser rápidos - advertiu Rony com uma nota de ansiedade na face.

― Sim! - confirmou Dino Thomas. - Mas melhor seria se nos dividíssemos. Apenas uma parte entraria na sala do professor Snape para que o restante do grupo vigiasse as entradas dos corredores de acesso à masmorra.

― É verdade! - concordou Rony. - Façamos o seguinte: você e Gina ficam na entrada do corredor mais próxima à porta. Luna, você fica na saída mais distante, enquanto eu e Neville entramos na sala. Lembro-me de ter visto uma planta horrorosa sobre a mesa do Snape e acho que os conhecimentos de Neville em Herbologia podem ser bastante úteis, porque aquela coisa não está lá sem propósito.

― Eu quero entrar com você, Rony - reclamou Gina.

― Você não vai entrar comigo! E não vamos discutir agora! Sei que é mais perigoso vigiar a entrada do corredor, porém como você e Dino já foram mais íntimos do que eu gostaria... - Rony disse isto no momento em que os fulminava com o olhar -, acho que fica mais fácil inventar uma desculpa para o Filch, se vocês forem pegos. Desse modo, eu e Neville saberemos que não podemos sair da sala e arranjaremos problemas pequenos comparados a uma acusação de invasão e arrombamento da sala de um professor!

― Ele está certo! - interrompeu Luna Lovegood. - É melhor que vocês estejam juntos na entrada do corredor... fica mais fácil arrumar a desculpa de que vocês estavam namorando. Quanto a mim? Sei que a saída do corredor é mais tranqüila e como todos me acham estranha... bom, posso fingir que sou sonâmbula, não é? Pelo menos tem de servir para alguma coisa...

― Eu não acho você estranha! - disse Neville prontamente.

― Oh, obrigada, Neville. Mas tudo bem, não me importo. Sei que os outros acham. Talvez agora esta seja uma vantagem para nós... isto pode nos ajudar muito... vai evitar que o nosso plano seja descoberto.

― Bem, estamos de acordo então! O plano infalível está pronto! Melhor nos apressarmos. Logo será o horário da segunda ronda de Filch. Nós precisamos aproveitar o momento! - dizendo isto, Rony conduziu a Armada dos Cinco para as masmorras, mantendo a capa da invisibilidade ao alcance da mão.

Neville o seguia logo atrás, conversando aos cochichos com Luna sobre uma reportagem que lera na revista do pai dela. No fim do grupo, Gina e Dino evitavam, o quanto podiam, em falar um com o outro, apesar de ambos compartilharem olhares constrangidos. A verdade era que ser trocado de forma tão visível por Potter tinha se tornado uma lembrança bem difícil de esquecer para Thomas, mesmo que ainda nutrisse uma paixão intensa pela Weasley. Os membros da A5 caminharam pelos escuros corredores de Hogwarts com rapidez e atentos ao menor sinal de barulho, pois sabiam que seria difícil explicar a presença de todos em um horário daqueles. Seguiam somente a pequena luz que emanava da ponta da varinha de Rony, que estava à frente de todos.

Tudo parecia estar funcionando perfeitamente, no entanto o ronronar de uma pequena criatura ao final do corredor fez com que todos parassem imediatamente. Luna e Neville se espremeram no canto esquerdo da parede, próximo a uma estátua que os encobrira em meio à escuridão. Rony vestiu com agilidade a capa da invisibilidade, apagando a varinha no mesmo instante em que Dino puxou Gina para o interior de uma sala escura cuja porta, por sorte, estava aberta.

O ronronar foi seguido pelo miado aterrorizante, que com certeza só poderia pertencer a um felino: Madame Norra. O barulho da gata atraiu Filch para o corredor.

― O que foi, Madame Norra? - perguntou o zelador a sua gata. - Alguma coisa errada? Oh, não! Deve ter visto algum rato, minha querida... sem o Potter aqui, este castelo fica mais sossegado, não é?

A gata miou mais uma vez, parecendo compartilhar com Filch do mesmo desprezo que este sentia por Harry.

― Não há nada aqui, minha querida - reforçou o homem de expressão pouco amistosa, que iluminou o lado direito do corredor para o alívio de Neville e Luna, encostados no esquerdo. - Melhor verificarmos os salões comunais antes de eu lhe dar um gostoso lanche - Filch disse isso e apanhou Madame Norra no colo. Ela demonstrou entender o dono, pois se poderia jurar que houve o esboço de um sorriso em sua cara felina quando soube que ganharia boa comida naquela madrugada.

Todos permaneceram no mais absoluto silêncio enquanto Filch e Madame Norra desapareciam pelo corredor, seguidos por Rony que queria se certificar se era seguro para os outros deixarem seus esconderijos.

― Pronto! Podem aparecer - disse Rony saindo debaixo da capa da invisibilidade. - Lumus! - A ponta da varinha se iluminou. - Onde está Dino e Gina? - questionou Weasley sem entender o desaparecimento.

― Acho que eles entraram nesta sala. Devem estar esperando um sinal para que possam sair - informou Luna.

Imediatamente, Ronald bateu na porta sem, contudo obter qualquer resposta.

― Por Merlin! Onde Dino levou minha irmã? Se ele... se ele ousou fazer qualquer coisa com ela... - rosnou Rony.

― Cara, eles estão aí dentro mesmo, mas é melhor você dizer que é você, afinal, eles não abrirão sem saber que é seguro, não é? - ponderou Longbottom.

― Dino! Gina! É o Rony. Saiam logo!

Ao ouvir a voz do irmão, Gina fez menção de abrir a porta rapidamente, mas Dino a deteve.

― Gina, eu não devia, mas ainda gosto de você. Queria apenas que você soubesse - Dino assumiu com uma voz forte e decidida, deixando a garota embasbacada pela atitude tão direta. O rapaz parecia ter amadurecido durante o afastamento dos dois, pois até seu modo de olhar estava diferente. Ainda existia um traço de desapontamento, contudo este era incapaz de esconder a presença do desejo e afeição que o garoto sentia por ela.

Quando terminou de dizer aquilo que ainda o incomodava, Thomas pôs a mão na maçaneta da porta, abrindo-a de forma lenta. Antes que pudesse fazê-lo totalmente, no entanto foi surpreendido com um beijo vigoroso de Gina. Somente aí, eles deixaram o interior daquela sala, encontrando o semblante furioso de Rony como recepção.

― Eu estava gritando faz horas! Vocês não pretendiam atender por quê? Arrumaram algo de mais importância que a missão para fazer, foi? - inquiriu Rony, aborrecido.

― Não - respondeu Gina secamente. - Só escutamos seus berros agora! Melhor irmos... já perdemos muito tempo, não é? - Gina encarou Dino com a face endurecida pela raiva que sentia do irmão e disparou em direção à masmorra, assumindo a frente do grupo. Thomas entendeu que aquele não seria o melhor momento para conversar com ela, tendo em vista a existência de um plano a ser concretizado; a verdadeira prioridade daquele momento. Mesmo assim, o beijo abrupto e intenso de Gina reacendera a esperança que ele ainda tinha no coração.

Passados alguns instantes, todos se viram diante da masmorra de Snape. Era chegado o momento de pôr em prática o que a Armada dos Cinco já tinha planejado.

Luna se dirigiu imediatamente ao final do corredor. Dino e Gina permaneceram na entrada se encarando continuamente, no entanto sem aquele antigo constrangimento que os acompanhou no início da noite. Rony e Neville, por sua vez, estavam perante a porta de acesso às masmorras decidindo como entrariam na sala. Restava saber se aquilo que os aguardava dentro dela seria tão possível de enfrentar como a presença indesejada, mas previsível, de Filch e Madame Norra.


Continua...

Arwen Undómiel Potter

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Fanfic escrita por Arwen Undómiel Potter
Capítulo revisado pela beta-reader Andy “Oito Dedos”

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Agradecimentos:

Meus queridos, que bom estar de volta à companhia prazerosa de todos vocês! Desta vez, posso agradecer cada um em particular pelo comentário aqui postado.

SUELEN, muito obrigada querida pelos reiterados movimentos de atualização!

ANATALY, valeu mesmo! Também adoro escrever para pessoas como você!

SISSI, não pude atualizar antes, querida! Também acho o Harry e a Hermione lindos! Ah, o capítulo 18 foi do mesmo tamanho do 17... acho que você deve ser uma leitora muito ágil (risos), mas tentarei aumentar, está bem?

ALINE, querida, não esqueceria o Rony... gosto demais dele também (risos) e ele tem importância vital nesta história! Fica com Deus também, linda!

MRS. RADCLIFFE, como você é perceptiva, querida, não posso dizer muito sobre o futuro da história (risos), prém, você está na linha certa... Adorei aquele café da manhã (quanta coisa gostosa num clima tão bom). Fico extremamente feliz que tenha gostado também! Qnto ao exame, espero o melhor sempre com fé na sabedoria de Deus (obrigada pela torcida sincera!).

BRUNA, pois é, a Mi foi elfo doméstico sim (risos). É sempre bom trocar as coisas um pouco... Valeu por entender a demora e assim que eu puder passo na sua nova fic, pois será uma honra lê-la.

ANA LÍVIA, puxa querida, fico tão contente que você aprecie a forma como as coisas estão correndo... acho que você pôde visualizar o plano, não foi? Sempre que puder atualizarei, para que você e os outros encontrem aqui mais um motivo para se alegrar!!! Beijos e valeu pelo desejo de sucesso!

Minha querida JULIA_GRANGER_POTTER, atualizar para mim é um prazer muito grande! Obrigada por agradecer a atualização (achei muito meigo). Beijos, querida!

LARISSA BATISTA, estava sentindo sua falta aqui e no orkut, mas compreendo perfeitamente (também estou com o tempo apertado) e agradeço ainda mais pelo seu esforço em se fazer presente! Você, como sempre, captou o conteúdo oculto entre as linhas... Beijo grande e até mais, querida!

LUANAH², muito obrigada minha linda por ser tão receptiva a esta história e por estimular ainda mais a produção de outras... o mérito maior vai para a JK que consolidou excelentes personagens... sei que o maior trabalho é na conquista que eles exercem sobre quem lê... este ela já fez... mas, obrigada mesmo por estimular o meu desejo de escrever (quem sabe um dia crio uma história com personagens novos... uma nova história? Bem, um longo caminho há a ser percorrido e com sua ajuda sei que posso melhorar mais). Realmente, obrigada, viu?

MANIA DO POTTER, que bom que você está gostando, querido! Não pude atualizar antes, mas quero agradecer a sua presença constante aqui! Valeu mesmo!

DIANA POTTER, que nada, não precisa se desculpar! Na verdade, achei bem divertido o seu pedido e saiba que sempre que puder o atenderei prontamente, está bem? O Rony de fato nos surpreendeu, não foi? Os amigos verdadeiros sempre nos surpreendem... vamos ver o que o futuro reserva ao Weasley, à Armada dos Cinco, ao Harry e a Mione...
A todos que estão acompanhando, meus sinceros agradecimentos pela presença, voto e/ou comentários! Espero reencontrá-los em breve.

Beijos,

Arwen Undómiel Potter.

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