A armadilha



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A aula de Feitiços passou particularmente lenta naquela manhã para Harry e Hermione, que se mantinham preocupados com o desaparecimento de Rony e decididos a procurá-lo o restante do dia se fosse preciso.

Enquanto os alunos se dirigiam ansiosos para o habitual banquete do almoço, Potter e Hermione tomaram rumo diverso. Queriam verificar se Rony estava na casa de Hagrid, o que fariam com toda a cautela necessária para não despertar a atenção de Severo Snape. Para decepção de Potter e preocupação maior de Granger, não encontraram qualquer sinal da presença de Rony na cabana de Hagrid.

― Harry, estou realmente preocupada com o Rony... Sei que ele provavelmente deixaria de falar conosco por um tempo, mas faltar a todas as aulas da manhã e não comparecer ao almoço. Teríamos visto ele se estivesse indo em direção a mesa Grifinória...

― Eu sei, Mi - assentiu Potter com a cabeça. - Certamente nós o veríamos sim. Também estou preocupado. Acho que fui muito duro com ele - Harry disse isto enquanto encarava com tristeza o olhar de Hermione.

― Não, Harry, seria difícil de qualquer maneira dizer isso ao Rony e mais complicado ainda que ele entendesse tão rápido.

― É, eu sei, Mi... Rony gosta de você também. Você já havia percebido, não é?

― Imaginava... Mas como você mesmo falou naquela sala, Rony demorou demais - Mione disse isto no instante em que se aproximava de Harry para lhe dar um terno beijo na face. Harry sorriu para sua querida, observando-a vagarosamente como que para decorar cada novo detalhe na expressão. Ele queria reter em sua mente os traços fortes e singelos de Hermione. Parecia desejar guardar na lembrança aquele olhar de amor com que ela o fitava.

― Bem, vai demorar um pouco para o Rony entender sim. A consciência do que ele deixou passar vai doer por um bom tempo, mas...

― O que foi, Harry? Termina o que começou a dizer... - pediu Hermione num tom apreensivo.

― Mas como eu disse no bilhete: se um pequeno período longe de você já me faz sentir uma vontade louca de seus beijos, acredito que não consiga ficar distante de você tempo suficiente para que ele não se sinta tão mal... Talvez esteja sendo egoísta, eu sei. É que eu... é que seus lábios tem um sabor tão doce, tão diferente de tudo que eu...

Harry continuaria a falar se Hermione não tivesse sido tão ágil em lhe dar outro beijo, agora na boca, enroscando seus braços, no pescoço do maroto, que já se encontrava completamente arrepiado. Não se poderia precisar quanto tempo passaram assim, porém a lembrança de que ainda teriam de procurar o amigo foi o bastante para trazê-los de volta à realidade.

Resolveram retornar ao salão comunal de Grifinória antes de irem para as masmorras da aula de Poções. Tinham esperança de encontrar Rony, entretanto, ele não estava lá. Assim, a contragosto, percorreram o castelo depressa, na tentativa de não se atrasarem para a aula de Snape; infelizmente não obtiveram êxito, pois já estavam 10 minutos fora do horário e Severo não deixaria isso de graça.

― Ora, ora, ora, vejo que o senhor celebridade e a senhorita Granger estão atrasados. Bom, 10 pontos a menos de Grifinória para cada um por essa incômoda interrupção!

Harry estava com um olhar furioso e fez menção de que iria rebater.

― Pro...

― Fica calmo, Harry - sussurou Hermione.

― Algum problema, Potter? - sibilou Snape.

― Desculpe-nos a interrupção - disfarçou Harry enquanto Hermione o arrastava para se sentar.

― Assim está melhor. Mas que não se repita! - rugiu Severo com ferocidade.

A aula prosseguiu normalmente, embora a raiva de Potter permanecesse intacta e também continuasse intocada a preocupação pelo desaparecimento de Rony.

Encerrada a aula de poções, Harry teria um intervalo, mas Hermione deveria assistir à aula de Runas. Dessa forma, eles se separaram e coube a Potter continuar as buscas rumo ao paradeiro de Rony. Harry resolveu se dirigir ao 7° andar. Esperava encontrar um esconderijo na sala precisa, onde Rony poderia ter procurado abrigo e também conforto para a dor que provavelmente estava sentindo. Curiosamente, na aula de Runas, Hermione recebeu uma coruja com uma mensagem aparentemente de Rony:


Mione,
Preciso falar com você sem o Harry. Sinto dever explicar algumas coisas que não tive coragem de assumir antes e embora não sirvam mais para que tenhamos a nossa história, servirão para que eu ponha um fim ao que sinto e possa recomeçar. Como amigo, sei que você, mais que o Harry, deve-me isso. Encontre-me agora na entrada da Floresta Proibida. Estou aguardando.
Rony Weslay.



Apreensiva pela existência de alguns borrões nas letras da mensagem, que insinuavam a escrita daquele bilhete pontuada por lágrimas do remetente, Hermione saiu da aula de Runas e se direcionou para a Floresta Proibida, deixando a mensagem dentro de um de seus livros, ainda sobre a mesa que ocupava. Desesperada por ajudar o amigo, Hermione nem se deu conta de que aquela letra era bastante diferente da de Rony, bem como não percebeu que o nome do amigo foi incorretamente grafado. Quem quiser que tenha escrito aquele bilhete, não poderia ser Ronald Weasley.

Por sua vez, Harry, que havia rumado para a sala precisa, conseguiu encontrar uma porta. Imaginou, para achá-la, um esconderijo de Rony e, de fato, Weasley estava no interior da sala, então decorada com uma poltrona grande, uma lareira e o som de uma triste música ao fundo. Realmente, Rony pediu um esconderijo para “dores de amor”.

― Rony? - falou Harry cautelosamente. - A Mi e eu estávamos preocupados. O ruivo se virou para o amigo e no mesmo momento surgiu, próximo a ele, outra confortável poltrona. Potter entendeu que deveria se sentar e assim o fez.

― Eu fui uma besta, sabe? - disse Rony com a voz ainda embargada. - Devia ter admitido logo para a Mi que gostava dela... você teria ficado com a Gina e tudo estaria bem... Mas ao invés disso, eu preferi ficar com a Lilá...

― Rony, essas coisas acontecem... eu também não pensava que gostasse da Mi... Cheguei também a imaginar que continuaria com a Gina, mas...

― Você percebeu que o tempo de vocês já havia passado muitos anos atrás... sei, entendo... é como me sinto agora. Bem, mas você não enganou minha irmã. Isso é o que importa... Aliás, quero agradecer. Você também não me enganou, sabe?

Nesse momento, os dois se encararam e sorriram, sabiam que foram honestos um com o outro e que, por isso mesmo, a amizade restava preservada em sua força e nobreza.

― Rony, acho que você e a Mi precisam conversar... sem mim. Precisam esclarecer as coisas. Eu não vou me importar se você quiser falar com ela. - Harry observou Rony com um olhar de carinho.

― Gostaria mesmo disso. Obrigado, inclusive, por ter tornado mais fácil assumir que gosto dela também... Não conseguiria fazer isso sem ajuda.

Potter ficou claramente sem graça com tal revelação. Que tipo de ajuda era aquela que auxiliava a revelar um amor sem futuro aparente? Pensou, entretanto absteve-se de proferir sequer uma palavra mais. Rony, todavia, rompeu o silêncio.

― Cara, queria falar com a Mi agora. Quero encerrar isso hoje e amanhã... bem, amanhã ver o que acontece.

Potter concordou com a cabeça e, desse modo, ambos desceram para a aula de Runas, procurando Hermione. Postaram-se do lado de fora da porta e quando o sinal soou, entraram na sala. Perguntaram aos alunos onde ela estava e apenas foram informados que Mione saiu, deixando o material, após receber uma coruja.

Harry e Rony foram até a mesa dela e, verificando os livros de Hermione, conseguiram encontrar o bilhete. Potter o leu em voz alta para que o amigo pudesse ouvir.

― Eu não mandei isso. Você sabe, não é? - disse Rony temeroso pelo que Potter estaria pensando.

― Eu sei que não é você, Rony. A letra não é a sua e o nome está escrito errado, mas não sei se a Mi percebeu... Nervosa da forma que ela estava... Temos que correr e esperar que a alcancemos antes que a pessoa que escreveu isso o faça. Se meu palpite estiver certo... isso só pode ser uma armadilha!

― Uma armadilha? - questionou Rony abismado.

― Sim, uma armadilha - confirmou Potter com gravidade. - Mas não há tempo agora para explicar.

Os amigos se encararam por alguns segundos e dispararam em direção à Floresta Proibida o mais rápido que puderam, esperando que não fosse tarde demais...


Continua...

Arwen Undómiel Potter

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Fanfic escrita por Arwen Undómiel Potter
Capítulo revisado pela beta-reader Andy “Oito Dedos”

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Agradecimentos:


Meus queridos,

mais uma vez obrigada por acompanharem e pelos valiosos comentários!
Todos têm importância vital para mim!
Luis Dumbledore, valeu pela companhia! Saiba que também estou (sempre que possível) olhando a sua fic, por sinal, muito boa mesmo!
Alberto, obrigada pelo pedido do capítulo 13. Você é sempre atencioso em comentar!!
Diana Potter, minha querida, é um prazer acompanhar também o que você escreve, já que é tão bom! Valeu por acompanhar a minha, viu?
Suelen Granger, você é um doce! Obrigada pelos repetidos movimentos pela atualização, fiquei realmente sensibilizada por eles! Agradeço-os imensamente!
Julia_granger_potter, obrigada também querida pelo apoio e contribuição!!
Otavio Bach, o prazer foi meu em te conhecer também!
Obrigada pelo carinho sincero e ajuda!!
Sarah, você percebeu a estranha felicidade de Snape... O que será que isso significa?
Bruna, minha querida, você sempre está presente e eu agradeço pela sua contribuição constante! Você entendeu o “querida amiga”, não foi? Tenho certeza que sim, adorável escritora! Espero que continue me ajudando como os outros!

Um enorme beijo a todos e até breve (assim espero),

Arwen Undómiel Potter.

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