A Difícil Conversa



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Anoitecera e, embora a tarde tivesse se passado completamente envolta naquele turbilhão de sentimentos e sensações novas que Harry e Hermione experimentaram, ambos tinham a consciência de que precisavam tornar ao castelo e com bem mais urgência esclarecer as coisas para Rony. Haviam decidido que explicariam o surgimento do sentimento entre os dois e o namoro como forma de evitar qualquer desentendimento entre eles. Certamente, era imprescindível que Weasley estivesse sabendo daquela mudança que representava, sem dúvidas, uma modificação nos rumos do relacionamento entre o trio Harry, Rony, e Hermione.

Assim, Harry e Hermione se dirigiram à entrada da casa Grifinória. Proferiram a senha e esperaram que a Mulher Gorda permitisse a passagem. Cruzaram os corredores e Hermione sugeriu que voltassem à sala onde deixara Rony, na esperança de que o mesmo ainda se encontrasse lá. Apesar de achar pouco provável, Potter seguiu Hermione, entrando logo após ela na sala. Realmente Weasley ainda permanecia no mesmo lugar, com um ar pesaroso e triste, quando viu os amigos entrarem.

― Mione... - disse Rony, esforçando-se para falar. - Você saiu apressada, desculpa... eu preciso pedir desculpas pelo modo que agi... er... você sabe eu...

― Não, Rony, eu que peço desculpas pela forma como deixei a sala. Parti sem explicações, mas gostaria de dá-las agora.

― Que nada, Mi, imagino o porquê de você ter saído... foi a forma que eu te abracei... eu... não devia...

― Não, Rony, eu não corri de você. Eu corri atrás da pessoa que deixou a sala e bateu a porta...

― Sim, eu ouvi, mas não vi quem foi.

― Fui eu - informou Harry, pela primeira vez entrando na conversa.

― Você? Mas por que você não entrou, Harry? Já sei! Pensou algo e não quis atrapalhar... mas... - Ronald começou a explicar, contudo, foi interrompido.

― Na verdade, não foi algo que imaginei ou não quis perturbar. Somente vi algo que não desejava - afirmou Potter sem rodeios.

― Rony - falou Hermione -, precisamos conversar com você, eu e Harry. Sei que talvez não seja o momento mais adequado, considerando que o dia de hoje já está bem difícil... mas é necessário.

― O que vocês querem falar comigo? Harry, o que você quer dizer com não querer ver... O que você não queria ver? - perguntou Rony já aflito, temendo que pudesse ter seus sentimentos expostos pelo amigo.

― Eu não queria ver você e Mi abraçados daquela forma. Apenas isso - asseverou Harry.

― Como assim “daquela forma”? - questionou Rony incrédulo e numa tentativa de disfarçar o que sentia.

― Rony, sejamos honestos, desde a discussão entre você e a Mione naquele baile do 4° ano, ficou claro para mim que você gostava dela... - falou Potter, já perdendo a paciência.


Lembrança:


― Ora, se você não gosta, então sabe qual é a solução, não sabe? - berrava Hermione; agora seus cabelos iam se soltando do elegante coque, e seu rosto se contraía de raiva.

― Ah, é? - berrava Rony em resposta. - Qual é?

― Da próxima vez que houver um baile, me convide antes que outro garoto faça isso, e não como último recurso!

A boca de Rony ficou mexendo sem emitir som algum como a de um peixe de aquário fora da água, enquanto Hermione virava as costas e subia batendo os pés na escada do dormitório das garotas para se deitar. Rony se virou para Harry.

― Bom - balbuciou, completamente abismado -, bom, isso prova que ela não entendeu nada...

Harry não respondeu. Estava gostando demais de ter feito pazes com o amigo para dizer o que estava pensando naquele momento, mas, em todo o caso, ele achava que Hermione entendera melhor do que Rony.

(Fonte: Harry Potter e o cálice de fogo, p. 343 e 344).



Fim da lembrança.


Rony já havia se levantado quando Hermione interrompeu, temendo que aquilo se tornasse uma nova briga.

― Harry, não estamos aqui para discutir o passado, mas para esclarecer o presente, lembra? E Rony é nosso amigo!

― Esclarecer o presente? - disse Rony absolutamente ruborizado, olhando para os amigos. - Que presente? O que vocês querem dizer com isso? - Weasley perguntou enquanto fulminava Harry com o olhar por aquela revelação.

― Simples, Rony! Você demorou demais para assumir que gostava da Mi!

― E o que você me diz da sua demora com a Cho, Harry? - sibilou Weasley.

― Eu demorei para esquecer a Cho, mas não ao ponto de não me dar conta, assim que percebi que aquilo tudo era um erro, de que eu também sentia algo pela Hermione desde o primeiro abraço que ela me deu, quando procurávamos a pedra filosofal. Mas, ainda era imaturo demais para perceber que queria uma mulher forte ao meu lado. Ah, e aquele beijo que ela me deu, no final do 4° ano, antes das férias... bem, foi decisivo, apesar de só ter enxergado isso depois...

Rony observava o amigo estupefato com tudo o que ele falava. Era como se a revelação a ser feita começasse a ficar clara diante dele: ele, Rony Weasley, tinha sido devagar demais.

― Vocês estão querendo me dizer que vocês estão... - Rony não conseguia completar.

― Sim! - falou Harry -, Mi e eu estamos namorando, embora ainda não possamos assumir isso!

― Rony, precisávamos falar isso para você. Queríamos ter dito antes, mas...

Mione tentou dizer, porém, antes que finalizasse o pensamento, Rony deixou a sala correndo. Ela fez menção de ir atrás, contudo Harry a segurou pela mão:

― Não, Mi, ele precisa ficar só agora. Sabíamos que isto não seria fácil, mas é melhor o deixarmos. Quando ele estiver pronto, vai nos procurar. Antes disto, vamos deixá-lo em paz.

Hermione abraçou Potter com lágrimas nos olhos. Ela compreendia o que tudo aquilo significava e tinha medo de que jamais fossem três novamente.

― Por hoje basta - acrescentou Harry. - Vamos dormir.

Ele a conduziu até a entrada do dormitório feminino, beijou-lhe a face e a boca, acompanhando com o olhar Hermione desaparecer pela escada em direção ao quarto. Somente então se dirigiu ao dele, rezando para que Rony já estivesse dormindo, ou nem se achasse lá. Felizmente, quando Potter chegou ao dormitório, não encontrou Rony e, embora uma preocupação tivesse invadido a cabeça de Harry, ele preferiu ignorá-la, pois sabia que naquele primeiro instante nada poderia fazer. Tinha certeza de que Ron também gostava de Hermione, entretanto, não poderia deixar de amá-la por conta disso. Uma hora, o amigo teria de entender, ainda que não fosse naquela. Em meio a todos esses pensamentos, Harry adormeceu, imaginando o que o novo dia lhe traria e pedindo que fosse algo melhor.

O dia surgiu magnífico, anunciando um belo café da manhã que seria absolutamente normal, não fosse o sumiço de Rony. A comida emergia em riqueza de variedades e sabores e, apesar de muitos não terem se dado conta da falta de Weasley, Harry e Hermione perceberam no exato momento em que se sentaram, porque o conhecido amigo não estava entre eles, engolindo sua porção matinal de comida com aquela voracidade já tão manifesta.

Os dois se entreolharam, mas preferiram não comentar nada, principalmente verificando que Severo Snape os observava naquele preciso instante, da mesa dos professores, com uma estranha felicidade no olhar.

O sinal soou e ambos se dirigiram para a aula de feitiços, esperando que, ao menos lá, pudessem conversar longe dos olhos de Snape e, quem sabe, até encontrar Rony. A aula se iniciou e Mi e Potter logo perceberam que o amigo não estava presente. Contrariando sua habitual concentração, Hermione enviou um bilhete a Harry no qual se lia:


Harry, estou preocupada com o Rony. Vocês não discutiram ontem mais, não é?


Ao que Harry prontamente respondeu em outro bilhete:


Mi, o Rony não voltou ontem e, por isso não discutimos. Também estou preocupado. Ao final da aula me encontre no salão comunal. Podemos usar nosso horário de almoço para procurá-lo. Talvez ele esteja na cabana do Hagrid.

PS.: Vontade dos seus beijos.

Amor, Harry.



Potter a observou ler e não pôde deixar de notar que, ao término do bilhete, Mione estava com a face bem mais avermelhada, que o uniforme do time de quadribol da Grifinória. Percebendo isto, Harry apenas riu, enquanto Hermione buscava se concentrar na aula. Abdicariam do almoço na tentativa de encontrar o amigo.


Continua...

Arwen Undómiel Potter

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Fanfic escrita por Arwen Undómiel Potter
Capítulo revisado pela beta-reader Andy “Oito Dedos”

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Agradecimentos:


Meus queridos,

Muito obrigada pelos inúmeros comentários. A cada dia fico mais feliz com a imensa ajuda de vocês.
Suelen, obrigada pelo pedido de atualização! Pelo jeito você incorporou a Sarah (risos) a quem, desde já, agradeço.
Julia, minha linda, não poderia deixar mesmo este lindo casal separado.
Aline Braga, você agradece pela fic? Eu é que agradeço por você! Pela sua enorme generosidade em lê-la, realmente, muito obrigada, querida!
Diana Potter, fazemos parte da família Potter e tenho grande orgulho disso, porque adorei sim a sua fic e estou bastante grata por você ter gostado e comentado a que escrevo para vocês.
Otavio Bach, tenha a certeza de que atenderei sim o seu último pedido (risos), obrigada por continuar lendo e confiando.
Ana Lívia, querida, espero continuar te satisfazendo a cada novo capítulo!
Ah, Alberto, o Beto, valeu querido!
Bruna, minha querida amiga, foi um prazer te conhecer e espero que continue escrevendo e nos brindando com suas boas histórias!
Quanto a você, Mrs Radcliffe, obrigada por comentar! Também achei engraçado o pedido de casamento (risos), mas o Otavio é um brincalhão encantador. Quanto ao “meu garoto”, também acho lindo a forma que Mi diz isso para Harry... Aliás, você alcançou direitinho o que eu queria!! Obrigada, viu? Seu comentário foi enriquecedor!
Torno a agradecer a todos o carinho, a presença e o apoio!! A história existe por vocês! Continuem me ajudando! Espero vê-los em breve de novo, embora esteja difícil por hora!

Beijos,


Arwen Undómiel Potter.

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