Capítulo 25



25. Capítulo 25


 


 


Lord Voldemort


 


 


Ela não o temia. Não podia temê-lo se ainda, depois de tudo, ela ousava desafiá-lo. Hermione certamente fazia jus ao maldito sangue precioso que lhe corria nas veias, mesmo sem ter a mínima consciência dele. Se sentia altamente tentado em dar um fim a vida dela assim que seu herdeiro fosse produzido, mesmo que fosse um belo de um desperdício acabar com uma coisa tão bonita como ela. Provavelmente encontraria um outro uso para ela assim que lhe tirasse seu herdeiro.


 


Ah... Seu herdeiro! A mistura do sangue dela com o sangue Malfoy. Ele se perguntava sobre o poder dessa criatura todos os dias. Um sangue que nunca teria se misturado na história do mundo. Ele estava orgulhoso de seu feito. Teria o filho deles ao seu lado. Teria o poder dele a seu favor. Faria com que seu herdeiro fosse um fiel incondicional. Leal a ele e unicamente a ele. Assim teria o mundo em suas mãos. Certamente seu herdeiro seria ambicioso como Draco, sedento por poder e reconhecimento. Voldemort prometeria seu império inteiro a ele, mesmo que nunca tivesse a intenção de deixá-lo.


 


Quando Hermione passou para o lado de dentro de seu gabinete ele via apenas a figura de uma insolente. Alguém que ousava desafiá-lo era alguém morto e ele tinha muita vontade de matá-la. A sede por vê-la morta e ensanguentada ressecava até mesmo suas veias, mas ele precisava ser paciente, aquele momento chegaria no dia oportuno e ele beberia cada segundo do sofrimento físico dela.


 


A viu parar logo a frente de sua mesa. Vestia um de seus elegantes vestidos e ousava se manter em sua postura desdém. Confiante exatamente como Draco havia aprendido gostar de se apresentar. Voldemort pegou a edição do Diário de Imperador daquele dia e jogou aberto sobre a mesa bem a frente dela.


 


-       Insolente da sua parte o que fez. – tirou o charuto da boca. – Organizar uma conferência pública sem meu conhecimento. Expor uma das cabeças que eu mesmo nomeei para cuidar do meu forte. Anunciar seu ligamento ao departamento de Draco sem que eu fosse consultado. Acaso é louca? Está precisando receber outra lição para se colocar em seu lugar?


 


-       Você fez de mim uma Malfoy, mestre. Meu lugar não é abaixo de ninguém. Já deveria saber disso quando me colocou sob a direção de Theodoro Nott com o dever de solucionar os problemas das Casas de Justiça. Eu coloquei regras, aboli as chances de corrupção, evitei guerras entre família poderosas que te servem e que ficariam muito insatisfeitas com o mal funcionamento das atividades dentro do seu forte. Mesmo assim quando dei as costas ao departamento por causa de uma ordem sua, fui obrigada a assistir todo o meu trabalho desmoronar por culpa de Nott. Não iria esperar que eu ficasse calada, ou iria mestre?


 


Voldemort se viu rir. Reclinou-se em sua cadeira confortavelmente e uniu suas mãos ossudas.


 


-       Está adquirindo um espírito vingativo admirável, Sra. Malfoy. – teve que comentar. – Por que não pulamos logo essa maldita enrolação? Sei perfeitamente que o que realmente quis com isso não foi vingança embora tenha a conseguido no processo. – sorriu – Você queria minha atenção. Queria que eu a chamasse aqui. Diga de uma vez o que pretende com isso.


 


Ela piscou com calma. Aproximou-se mais e tocou as bordas do outro lado de sua mesa.


 


-       Estou me juntando a Comissão de Estudos e Experimentos do departamento de Draco. Vou servir na guerra a seu favor. Trabalharei junto com Draco para sua vitória. – ela soltou de uma vez.


 


Voldemort se viu rir novamente. Colocou o charuto entre os dentes e encarou aquele belo rosto que ela tinha. Olhos âmbar, boca cheia, nariz bem desenhado. Ela era uma pequena coisa delicada que sabia usar o magnífico cérebro que tinha.


 


-       O que quer em retorno pelos seus serviços? – foi tudo que disse.


 


-       Minha filha. – ela não precisou pensar duas vezes. – Quero ficar com minha filha caso venha a engravidar de uma menina novamente.


 


Voldemort precisou apenas de um segundo para depois rir com bastante vontade dessa vez. A expressão que ela fazia todas as vezes que o via rir era repugnante.


 


-       Minha querida, Hermione. – levantou-se, deu a volta na mesa e se colocou atrás dela. – Você não vai ter filho nenhum mesmo que engravide trinta vezes. – Puxou uma mexa do cabelo dela para trás revelando a pele limpa do pescoço tentador que ela tinha. – Vai me dar um herdeiro e terei o prazer de matar todo o resto caso eles venham a aparecer. Seja menina ou menino. – desenho o caminho da artéria dela com os dedos gentilmente. Ela não fazia a mínima ideia do quanto ele a desejava quando a via. – Mas. – acrescentou e deslizou sua mão pelo ombro dela afastando a alça do vestido que usava. Conseguia sentir o cheiro da repugnância que ela tinha. Até aquilo o excitava. – Devo confessar que me senti bastante atraído pela sua proposta e por causa dela você me deu boa ideia. – a deixou tornando a dar a volta na mesa para ficar de frente a ela. – Não espere ficar com nenhum filho. Eu não te daria essa alegria. Você não a merece. Mas. – ergue o indicador. – Vença a guerra para mim e preste atenção que eu não estou dizendo para trabalhar na guerra para mim. Estou dizendo: vença a guerra. Se vencê-la para mim pouparei a vida de sua próxima criança seja ela menino ou menina.


 


Ele pode ver a mandíbula dela travar a saliva descer seca por sua garganta e a fúria exalar de seus olhos.


 


-       Eu não quero apenas que poupe a vida da minha criança caso eu venha engravidar de uma menina. Você não quer uma herdeira, quer um herdeiro e se eu tiver uma menina quero ficar com ela! – os dentes dela estavam cerrados.


 


-       Não terá nenhum filho, Sra. Malfoy. Já me fiz claro quanto a isso.


 


-       MAS EU QUERO! – Ela pressionou o punho fechado contra a superfície da mesa. Ela estava furiosa. – Eu venço a guerra para você e me deixará ficar com minha filha! Vou te dar seu herdeiro, mas se eu engravidar de uma menina não irá apenas poupar a vida dela, vai me deixar ficar com ela!


 


Voldemort tinha um sorriso no rosto. Era bom ter as pessoas na palma de sua mão. Soltou a fumaça pela boca, piscou com calma e disse:


 


-       Não. – apenas.


 


Ela se viu inconformada.


 


-       Tem ideia do conhecimento que eu tenho? Estive a frente do único grupo da resistência forte o suficiente para manter essa guerra por anos! Posso ganhá-la para você dentro de meses! Será o imperador do mundo inteiro! Terá todos os continentes em suas mãos, dominará quem quiser, fará o que quiser!


 


-       Eu já tenho esse poder, Hermione. – ele disse com calma.


 


-       ENTÃO O QUE QUER?


 


Ele suspirou sem deixar a satisfação daquele momento morrer em sua expressão e tornou a sentar-se em sua cadeira.


 


-       Me ofereça algo mais valioso e eu deixarei que fique com o filho que quiser contanto que me dê um herdeiro. – mostrou as mãos.


 


Ela engajou num silêncio confuso onde ele quase podia enxergar as engrenagens do cérebro dela funcionando com agilidade. Então os olhos dela brilharam como se estivessem enchendo-se d’água, a expressão em seu rosto mostrou dor e ele esperou que ela apenas fosse dar as costas e ir embora. Mas esse momento não chegou. Ela pareceu engolir tudo aquilo, refazer a postura e piscar até que seus olhos mostrassem apenas um deserto cruel.


 


-       Venço a guerra para você. – A voz dela finalmente soou. Fria e inexpressiva. – E te dou Harry Potter. – concluiu.


 


Voldemort não pode conter o sorriso que se abriu em seu rosto. Um sorriso que parecia querer rasgar de um lado ou outro. Seu peito de encheu de satisfação. Harry Potter significava o fim de uma profecia que o perseguia por anos. Um não pode viver enquanto o outro sobreviver. Ele sabia exatamente o que aquilo significava e vivia aquela maldita frase todo santo dia.


 


-       Considere um acordo, minha querida. – foi tudo o que precisou responder.


 


 


Draco Malfoy


 


 


Passou para o lado de dentro do quarto que haviam separado para ele sentindo o começo de uma dor de cabeça que muito provavelmente iria acompanhá-lo durante as próximas horas. Estava absolutamente exausto e todo o seu corpo pedia apenas por descanso. Estava cansado de viajar, de dar seus discursos, de ter que ser estratégico, de entrar em batalhas pesadas, de ter que lhe dar com pessoas.


 


Ao menos estava na Inglaterra novamente. Nas últimas semana tivera que dar uma volta pela Europa juntamente com Voldemort para apaziguar os rumores que os rebeldes andavam espalhando sobre o enfraquecimento do império. Draco também fora obrigado a remanejar suas tropas de segurança para reforçar as principais áreas de influência dentro de cada país e assim que voltara para Inglaterra teve que entrar em uma zona de conflito que parecia resistir as forças da Ordem da Fênix por alguns dias. Havia conseguido estabilizar o conflito fazia apenas dois, mas tinha certeza que a Ordem não insistiria ali por um bom tempo visto que encontrara uma forma de colocar a população residente da área a favor deles. Talvez aquilo tenha ferido profundamente o orgulho da Ordem, porque recuaram sem muita insistência.


 


Sentia-se apenas imensamente feliz e grato por saber que no dia seguinte tinha um discurso para pronunciar pela manhã para a região e então finalmente, depois de um mês inteiro, estaria retornando para casa. Ele mal conseguia acreditar que sua casa pudesse ser um lugar tão desejado. Nunca havia sentido a necessidade de voltar para lá nos outros anos da guerra, quando tudo era ainda mais intenso e mais cansativo. Agora, tinha dia que chegava até mesmo a fantasiar que pegaria uma chave de portal no fim do dia, entraria em uma carruagem até sua casa, subiria os degraus da varanda, passariam para o lado de dentro, encontraria Hermione para o jantar, desfrutaria da companhia silenciosa dela, subiria para seu escritório, trabalharia no que quer que lhe interessasse e quando fosse para cama talvez encontrasse Hermione e a arrastasse para um banho, ou apenas deitasse e dormisse sentindo a presença dela ao seu lado.


 


Jogou-se contra a cama confortável do quarto e fechou os olhos. Lembrou-se que se estivesse em casa estaria escutando a respiração de Hermione ao seu lado. Lembrou-se de como havia odiado aquilo no começo. De como havia odiado o cheiro dela, a presença dela, o som de sua respiração. Draco havia se acostumado tanto com ela que agora sentia falta. Ela representava o conforto de sua casa, a estabilidade da guerra, a rotina do dia-a-dia. Ele sentia falta.


 


Ainda estava vivo em sua memória o última final de semana que passara em Brampton Fort. Havia sido há um mês atrás, três semanas após sua saída repentina do forte devido ao ataque em Highshire e céus! Como havia aproveitado aquelas duas únicas noites que sabia que não teria por um bom tempo.


 


O relógio batia quase duas da manhã quando Hermione saiu de cima dele carregando o lençol consigo bastante satisfeita pelo orgasmo que acabara de ter. A mão dela foi direto para uma jarra de chocolate que ela mesma havia ido buscar na cozinha. Enfiou alguns na boca, andou até um dos móveis para buscar uma carta que ele havia recebido aquela tarde.


 


-       Tem certeza que a Ordem desceria até o sul da Inglaterra nessa velocidade sem ser notada? – ela fez sua voz soar.


 


-       Leia. – ele apenas respondeu.


 


Então ela pegou a garrafa de vinho aberta e acomodou-se confortavelmente numa das enormes poltronas próximo a cama. Draco apenas cruzou os braços atrás de sua cabeça para poder observá-la. Observar o quanto ela não tinha ideia de como era sexy e do quanto isso a tornava ainda mais sexy. O lençol solto sobre seu corpo desleixadamente sentado na poltrona, o desenho de uma perna firme e nua que se apoiava na mesa de centro, a garrafa que segurava displicentemente. Até mesmo o enorme pergaminho que se estendia até o chão ajudava a completar todo o figurino. Talvez porque desde Hogwarts ele havia julgado sexy a figura de Hermione Granger engajada em algum tipo de leitura, mesmo que naquela época pouco se importasse com ela. Ele sempre se lembrava da imagem dela lendo algo. Ela parecia se perder tão facilmente. Era quase tudo do pouco de lembranças que tinha sobre ela em Hogwarts.


 


Esperou que ela lesse. Era a completa descrição sobre os estranhos eventos e ataques rápidos e repentinos que aconteciam no sul da Inglaterra juntamente com o sumiço de comensais da morte. Era uma leitura tediosa, mas ela fazia com bastante atenção e parecia muito entretida com todo o assunto. Vez ou outra ela fazia alguma pergunta sobre algum termo que desconhecia e Draco respondia calmamente. Não esperava mesmo que ela soubesse algumas das linguagens que eles comumente usavam para descrever um espécie de ataque ou reação que haviam desenvolvido.


 


-       Isso é ridículo. – ela se levantou. Ainda estava na metade do pergaminho e ele sentia que haviam se passado horas. – Viagem no tempo é uma suposição bastante ridícula. – ela comentou ainda com os olhos pregados nas letras, inclinou apenas levemente a cabeça para poder beber um gole do vinho e caminhou até ele.


 


-       É apenas uma suposição, Hermione. Você sabe que viagens no tempo é possível desde que se tenha um Vira-Tempo. – ele disse.


 


Ela tirou o pergaminho de sua atenção e o encarou.


 


-       Vira-Tempo são confiscados pelo Ministério em todo o território. A Ordem nunca conseguiria atingir essa dimensão. Eu nunca conseguiria. Não com a estrutura que eles tem.


 


Draco notou muito bem que ela se referiu a eles na terceira pessoa. Sabia muito bem que se isso tivesse sido dito há algum tempo atrás ela teria se incluído, muito provavelmente usando o pronome “nós”.


 


-       Mas não negue que faz bastante sentido. – ele teve que dizer.


 


Ela inclinou a cabeça considerando aquilo.


 


-       Talvez. – disse ainda duvidosa. – Um Vira-Tempo é muito impossível. Talvez eles tenham encontrado uma nova forma de se transportar.


 


Ele teve que rir enquanto a observava subir na cama novamente, passar a perna por ele e se sentar em seus quadris.


 


-       Está mesmo sugerindo que eles tenham encontrado uma nova magia para se transportar? – riu novamente – Tem noção do quanto isso é insano? Estamos falando de um novo meio de transporte que não seja Flu, Aparatação, Chave de portal, vassoura, tapete voado ou...


 


-       Eu sei que é bastante louco. – ela o cortou. – Mas você terá que concordar comigo que é muito mais fácil usar um pouco de criatividade e um punhado de conhecimento sobre magia do que ter que trabalhar para atingir uma magia de segurança muito bem consolidada em todo o território da Grã-Bretanha há anos.


 


Certo. Ele não podia ir contra ela com aquele argumento. Mesmo que algo daquele tipo precisasse de anos para ser desenvolvido não podia contestá-la visto que a Ordem andava usando feitiços e magias que demoravam anos para serem desenvolvidas.


 


A viu virar mais um longo gole de vinho, colocar a garrafa na cabeceira ao lado e tornar a focar-se na leitura. Draco puxou distraidamente o lençol dela. Contemplou seu belo corpo sentado sobre ele. Tocou seu quadris e desenhou a lateral de sua cintura com as mãos. Fez o caminho da copa de seus seios redondos, cheios e de um volume tão proporcional que chegava a perfeição. Sentiu-se excitado novamente apenas por observar o corpo dela.


 


Subiu sua mão devagar pela barriga lisa e alva. Se lembrou de quando tinha um pequeno volume ali, o lugar em que a filha deles havia estado. Se lembrou de quando faziam sexo aquela época, de como ele havia aprendido a tocar na barriga dela discretamente e de como ela era linda grávida. A encarou e ela continuava entretida na leitura. Ela era linda de qualquer forma. Ele suspirou continuando o caminho com sua mão por entre os seios dela. Encheu sua mão com um deles. Queria tanto que ela estivesse grávida. Que ainda estivesse gerando a filha deles. Sabia que ela também tinha o mesmo desejo e compartilhar aquilo parecia funcionar como uma anestesia para a dor que sentia quando se deparava com a realidade.


 


Sentou-se. A cercou pela cintura e fez sua boca tocar a pele do pescoço dela. Ele gostava de puxar a pele dela, lambê-la para sentir o sabor único, mas ali apenas pressionou os lábios contra aquele pele macia. Gostava da sensação que tinha quando a beijava. A sensação de satisfação. Não a satisfação carnal de possuir o corpo dela, de saciar um desejo que lhe ardia, sexo. Quando apenas pressionava os lábios contra ela, sentia algo que o satisfazia além do físico.


 


Fez o caminho para a mandíbula com sua boca e percebeu que a mão dela pousou e sua nuca distraidamente enquanto ainda estava entretida com a leitura. Os dedos dela se moveram por entre os cabelos de sua nuca tão distraidamente e com tanta calma que ele sentia como se ela estivesse lhe fazendo alguma espécie de carinho sem perceber. Seus lábios se esticaram num sorriso discreto ao sentir novamente aquela satisfação que o atingia além do físico mesmo que não estivesse a beijando.


 


De repente se viu na necessidade de ter a atenção dela, de ter a boca dela, de ser notado por ela, mas ela continuava com aquela maldita carta. Usou o calor de sua respiração contra o ouvido dela, brincou com sua boca ali em todos os pontos fracos que conhecia. Tomou um de seus seios e a tocou com desejo tornando a colocar a boca contra seu pescoço. Conseguia sentiu a respiração dela começar a se tornar expressiva e mais audível. Soube que estava a afetando quando ela fez um movimento com os quadris quase que de maneira inconsciente. Ele se sentiu loucamente estimulado ao se lembrar da sensação de quando ela rebolava e ele estava dentro dela. Aproveitou-se da deixa, subiu por sua garganta e criou todas as esperança de que logo sentiria a boca dela contra a sua, de que logo provaria de seu sabor novamente, de que sentiria a língua quente dela tocar a sua... mas então, a mão que ela tinha em sua nuca desceu para seu peito com agilidade e o empurrou para baixo fazendo-o deitar novamente.


 


-       Nunca me interrompa quando eu estiver lendo. – ela foi ríspida embora claramente mostrasse sinais de que tentava estabilizar a respiração.


 


Ele se viu loucamente frustrado. Maldita mulher. Mas sorriu. Sorriu porque ela era ingênua o suficiente para achar que um pedaço de pergaminho pudesse competir com ele. Hermione sempre insistia em lhe negar atenção quando queria, talvez porque queria irritá-lo ou talvez apenas porque simplesmente não queria lhe dar atenção e essa ideia o irritava bastante. Ele nunca permitiria que uma mulher dissesse “não” a ele. Tirou o pergaminho da mão dela e girou a colocando debaixo de seu corpo num piscar de olhos. Hermione o olhou furiosa.


 


-       Eu ainda não terminei! – ela exclamou com raiva, mas sem esconder que estava surpresa pelo movimento rápido. – Me devolva! Eu quero terminar!


 


-       Cale-se, Hermione. Eu sei o que você realmente quer. – lançou em algum lugar no chão o pergaminho e enterrou o rosto contra o pescoço dela. Provou o gosto de sua pele e a ouviu resmungar.


 


-       Pare, Draco! – ela protestou e ele apertou o mamilo de seu seios a fazendo tropeçar na respiração. – As coisas nem sempre são como e quando você quer!


 


Ele aproximou-se do ouvido dela. Soltou sua respiração quente ali enquanto descia a mão pela barriga lisa, macia, suave, até finalmente enterrar seus dedos na cavidade úmida do sexo dela. Hermione prendeu o ar contorcendo discretamente o corpo e afundando as unhas em seu braço.


 


-       Me faça parar, Hermione. – ele soltou. Baixo e grave. – Me prove que quer que eu pare. – circulou os dedos deixando-a mais molhada.


 


Ela soluçou puxando o ar e moveu os quadris.


 


-       Merlin... – ela sussurrou entre a respiração. – Eu te odeio!


 


Draco sorriu e arrastou seus dentes pelo lóbulo da orelha dela antes de voltar para o pescoço onde provou, mordeu e chupou cada pedaço de pele que ela tinha. Subiu por sua garganta, beijou toda a linha de seu queixo e a encarou. Ele estava completamente duro. Não era certo que uma mulher tivesse o poder de lhe dar tanto desejo assim. Tudo que ele havia feito havia sido apenas tocá-la.


 


Afastou as pernas dela e quis ter a visão daquele olhos dourados enquanto deslizava com muita facilidade e sem pressa para dentro dela. Hermione abriu a boca como se quisesse puxar o ar, mas não conseguia. Tudo que ela soltou foi um gemido rouco de puro prazer quando ele foi até o fundo e pressionou os quadris contra o dela. Ele sentiu os pelos de sua nuca se levantarem. Ela era tão apertada e tão escorregadia que seu corpo inteiro queimava quando se sentia dentro dela.


 


Começou a se movimentar com calma e escondeu o rosto em seu pescoço onde podia sentir o cheiro dos cabelos dela. Se permitiu ser consumido por todas aquelas sensações. Ele adorava sexo. Adorava o que ele e Hermione faziam. Era diferente, mas tinha todo o prazer e toda aquela satisfação que o preencheria e o faria sorrir na manhã do dia seguinte quando acordasse e a visse ao seu lado.


 


-       Draco... – seu nome escapou da garganta dela num tom suplicante. As unhas fincaram em suas costas e ele notou o movimento dos quadris dela. – Por favor...


 


Ele aumentou a velocidade percebendo que havia se segurado por tempo demais. Afastou-se e a encarou. Ela abriu um sorriso de satisfação mostrando que estava gostando daquilo tanto quanto ele. Hermione era a mulher com o sorriso mais bonito que ele já havia visto. Ela quase não abria um, não para ele, não em Brampton Fort. Os dedos dela entraram por seus cabelos e ela ofegou com aquele sorriso ainda a mostra. Suas costas arquearam apreciando todo o prazer que sentia e seus olhos se fecharam. Ela gemeu docemente por entre suas arfadas.


 


Draco não a queria naquele estado. Eles faziam aquele tipo de sexo pela manhã. Faziam aquele tipo de sexo quando se encontravam no chuveiro. Faziam aquele tipo de sexo quando sabiam que tinham que dormir cedo para acordar cedo no outro dia. Ele iria embora de Brampton Fort no dia seguinte e não sabia quando teria novamente a chance de voltar para casa. Ele a queria em um estado muito diferente daquele.


 


Saiu de dentro dela e escutou um protesto longo. A colocou de bruços, segurou suas belas nádegas e ela empinou fazendo com que ele pudesse escorregar novamente para dentro dela. Hermione tentou conter o som que lhe subiu a garganta, mas não conseguiu. Ele ficava loucamente excitado quando a ouvia gemer. Era delicioso.


 


Seus movimento se tornaram rápidos e limitados. Ele enterrou seus dedos no cabelo dela e usou a boca para brincar com sua orelha enquanto deixava que ela apreciasse todo o prazer que os envolvia em um estado ainda são.


 


Enterrou suas mãos no colchão para poder tocar os seios dela mais uma vez enquanto ainda se movimentava. Os gemidos dela começaram a aparecer com mais frequência e ele diminuiu a velocidade. O som de sua respiração ofegante se misturava com o dela. Sentiu os mamilos rígidos de Hermione contra a palma de suas mãos e moveu-se o mais fundo possível dentro dela. Ela tentou mover os quadris pedindo por velocidade, mas ele não daria a ela. Desceu sua mão até tocar o sexo dela novamente e soube que a partir dali ela perderia completamente a sanidade.


 


Seus movimentos continuaram mínimos, mas ele pressionou os dedos contra o clitóris dela. O gemido que ela soltou foi alto e ele bebeu e se deliciou com o som. Foi fundo com muita paciência e continuou a pressionar. Ela soltou outro gemido alto e puxou o lençol soltando-o do colchão. Movimentou-se devagar e ela escondeu o rosto no travesseiro abafando o gemido constante que competia com sua respiração. Ele a puxou pelos cabelos não deixando que ela abafasse seus sons. Chupou seu pescoço escutando o próprio som que saiu de sua garganta quando as paredes delas massagearam seu membro duro dentro dela. Hermione se contorceu em agonia debaixo de seu corpo e as costas dela grudadas nele começou a deslizar com o suor de ambos.


 


As unhas dela enterraram no antebraço da mão que tocava seu sexo. Os quadris dela levantara e as pernas dela abriram dando a ele mais espaço para que pudesse entrar completamente dentro dela. A respiração dela estava tão rápida que ele sabia que ela estava chegando lá. Fez mais um pouco de pressão e mais um gemido alto veio seguido do som de seu nome. Investiu com mais velocidade e somente quando ela prendeu a respiração e tencionou completamente os músculos que ele soube que aquele era o momento dela. Parou fundo e usou seus dedos para pressioná-la ao máximo. Do ponto que ela estava ele não precisava fazer mais nada além de esperar. Esperar que a natureza a levasse lentamente e quase dolorosamente ao êxtase.


 


O corpo dela inteiro se contorceu e ela ergueu os quadris a um ponto que quase deixou completamente o colchão. A boca aberta não conseguia puxar nem soltar ar. Os nós dos dedos que ela usava para segurar o lençol da cama estavam brancos e então ela soltou um grito agudo seguido de um espasmo intenso que o obrigou a segurá-la. Não, ela ainda não havia terminado. Se segurou para não gozar ao perceber o quanto aquilo tudo o afetava mesmo que não estivesse fazendo nenhum movimento. Continuou a usar os dedos para fazer pressão. Ela travou tentando puxar o ar novamente. Seu corpo se contorceu em agonia. A palma da mão dela bateu contra o travesseiro e o apertou com força. Os olhos dela também se fecharam com força e então mais um grito e um espasmo. As paredes dela se moveram impiedosamente contra o membro dele e ele precisou se segurar mais uma vez, mas não conseguiu. Jorrou para dentro dela ao mesmo tempo que escutava mais um grito agudo que veio acompanhado da massagem em seu membro e os espasmos do corpo dela.


 


Segundos depois um gemido longo escapou da boca dela junto com espasmos diminutos que aos poucos trouxeram seus músculos para o estado normal e relaxado. Ele finalmente a deixou deitando-se de costas ao seu lado com a respiração ofegante. Encarou o teto também escutando a respiração cansada dela não muito longe da dele. Fechou os olhos por um segundo para se concentrar em seus batimentos cardíacos e então girou a cabeça para encará-la ao seu lado.


 


Hermione tinha um sorriso bobo nos lábios. Os fios de cabelos grudavam no suor de seu rosto e mesmo assim ela ainda era linda. Ela tinha os olhos fechados, mas logo os abriu para que ele pudesse ver aquele brilho intenso. No mesmo segundo que ela colocou os olhos sobre ele um sorriso se esticou em seus lábios. Era para ele. Naquele momento ele soube que ninguém havia dado a ela um orgasmo como aquele. Era diferente, ele não havia estocado freneticamente até ouvi-la gritar, não havia tido nenhum tipo de atrito constante e louco até que chegassem ao êxtase e ninguém nunca havia dado a ela nada parecido, ele sabia. Percebeu que sorria de volta.


 


-       Meu Deus... – ela usou de uma voz rouca que morreu por fraqueza. Fechou os olhos novamente com aquele sorriso bobo nos lábios. – Isso é tão bom... – disse soltando o ar ainda ofegante. Moveu-se preguiçosamente até ele, até ter seu corpo sobre o dele. Os dedos dela entraram por seus cabelos loiros e molhados. – Isso é tão bom... – ela sussurrou sem forças novamente, dessa vez com a boca grudada em seu ouvido. – Deve ser algum tipo de pecado...


 


Ele riu.


 


-       Não se preocupe. Somos casados. – disse.


 


Ela colocou a língua entre os dentes e riu tão deliciosamente que ele se viu cerca-la pela cintura não querendo dar a chance de que ela pudesse sair dali. Deslizou os dedos pela linha de suas costas percebendo a forma como sua mão se movia devido as curvas femininas que a desenhavam. Soltou o ar satisfeito por saber que sua respiração estava se assentando.


 


Hermione afastou-se deixando seu rosto a centímetros do dele. Draco pode encarar bem seus olhos dourados e o sorriso ainda estampado naqueles lábios cheios, macios e muito bem desenhados. Ela tocou seu rosto. As mãos úmidas com o suor dos cabelos que ela havia tocado. Os dedos dela deslizaram por sua têmpora e ele quis muito entrar dentro da mente dela. Quis saber o que ela estava pensando. Talvez ela quisesse lhe agradecer pelo que ele havia lhe dado, mas sabia que ela nunca soltaria um agradecimento por aquilo. Talvez ela o beijasse ao invés de lhe agradecer. Sim, ele queria que ela o beijasse.


 


A respiração quente que saia dos lindos lábios entreabertos dela batia contra a sua. Ela tinha a boca muito perto da dele. Draco quis acabar com aquela expectativa que havia ali e tentou vencer a pequena distância, mas ela afastou os lábios quase que imediatamente abrindo um sorriso provocador. Ela estava mesmo o provocando? Porque se estivesse ele a faria pagar por estar conseguindo.


 


Hermione roçou os lábios contra os dele muito pacientemente, como se estivesse desfrutando de uma maravilhosa sensação. Ele estava tão frustrado por ter só aquilo, mas ao mesmo tempo não pode negar o quão bom foi sentir os pelos de seu corpo se arrepiarem quando ela tomou seu lábio inferior entre os dentes e o fez escorregar por eles. Draco ficou louco com a brincadeira. Enfiou os dedos por entre os cabelos castanhos molhados. Tentou avançar para a boca dela mais uma vez, mas ela tornou a se afastar minimamente. Ele não aguentou. Trocou aquela posição ficando por cima do corpo dela. Não houve distancia entre seus rostos dessa vez, suas bocas trocaram respirações cheias de expectativas apenas por alguns segundos antes de Draco sugar o lábios dela e abrir caminho com sua língua.


 


O gosto dela o invadiu e Draco provou dele como nunca havia provado antes. O toque da língua quente de Hermione na sua o fez querer se fundir a ela por inteiro. Os dedos dela se perderam em seus cabelos e ele sentiu como se estivesse beijando alguém pela primeira vez na vida. Céus! Ela sabia fazer aquilo tão bem! Sabia mover os lábios, a língua, sabia respirar na hora certa, sabia tocá-lo enquanto fazia tudo aquilo, tocá-lo onde ele pudesse ter consciência de que estava sendo tocado para que tudo fosse parte daquilo, até mesmo seu toque. Seu toque calmo, cuidadoso, sereno.


 


Ela cortou o beijo e se afastou. Ele quis capturar a boca dela novamente, mas ela tocou os lábios dele com os dedos colocando-os entre suas bocas e impedindo que ele pudesse continuar provando seu sabor. Ele ficaria com aquela maldita vontade. Encostou sua testa na dela frustrado, mas ao mesmo tempo sentindo como se o mundo ao redor dele pudesse desmoronar que ele não se importaria enquanto tivesse o corpo dela ali debaixo do seu, quente, macio e confortável.


 


-       Draco. – ela usou uma voz rouca e baixa. Ele afastou-se muito pouco para poder encará-la. – Quem foi sua primeira?


 


A pergunta o fez se questionar sobre o que ela esteve pensando aquele tempo para poder fazer exatamente aquela pergunta agora. Franziu o cenho.


 


-       Por que? – indagou ele.


 


Ela sorriu.


 


-       Responda. – pediu. – É apenas curiosidade.


 


Ele não sabia se queria responder aquilo. Ninguém sabia quem havia sido sua primeira. Ninguém nunca nem havia perguntado. A verdade é que naquela época nem sabia direito o que estava fazendo. Cogitou desconversar, mas então se deu conta de que nutriu o interesse de fazer a mesma pergunta a ela.


 


-       Pansy. – respondeu por fim. – Era verão. Nós tínhamos treze anos. Não sabíamos direito o que estávamos fazendo.


 


Ela ergueu as sobrancelhas um tanto surpresa.


 


-       Treze?! – ela soltou um riso junto com o ar. – Você começou cedo. – comentou.


 


-       Sei disso. – na verdade não era algo de que ele se orgulhava agora. – Quem foi seu primeiro? – perguntou.


 


Ela puxou o ar como se não tivesse calculado que ele rebateria a mesma pergunta. Abriu a boca para rebater alguma coisa, mas então tornou a fechá-la sem soltar som nenhum. Desviou os olhos, mordeu o interior da boca torcendo os lábios, puxou ar novamente e disse:


 


-       Rony. – respondeu. – Tinha dezessete anos. Era fim de outono.


 


-       Se arrepende? – se viu soltar.


 


-       Não. – ela respondeu quase que imediatamente tornando a encará-lo. – Por que está me perguntando isso?


 


-       A forma como pareceu incomodada ao ter que dizer que foi ele. – disse Draco. – Você não gostou?


 


Ela sorriu.


 


-       Digamos que um número quase insignificante de mulheres gostam da primeira vez, Draco.


 


-       Então você não gostou. – deduziu ele ainda em um tom interrogativo.


 


Ela suspirou.


 


-       Foi especial. É tudo que importa. Eu o amo. De uma forma diferente agora, mas o amo. Eu não poderia me arrepender. – foi tudo que ela disse. Um silêncio perdurou entre eles. Draco continuou a encará-la esperando que ela contasse a ele qual era o real problema de tudo aquilo. – Isso é tudo que você vai ter, Draco! – ela sorriu quando o viu com um olhar insistente.


 


Ele sorriu de volta não querendo insistir em nada muito particular visto que ela poderia querer pagar na mesma moeda e fazê-lo soltar qualquer coisa sobre sua vida que não queria. Saiu de cima dela deitando-se de costas ao seu lado. Ela se sentou jogando as pernas para fora da cama, esticou a coluna e fez aquela cascata de camada de ondas castanhas tampar suas costas. Suspirou e puxou o lençol para cobrir-se. Fixou-se em um ponto no horizonte e deixou o silêncio os consumir. Draco sabia que a mente dela trabalhava. Parecia remoer alguma lembrança. Então ela tornou a abrir a boca:


 


-       Rony pode ser bem estúpido as vezes. – usava uma voz baixa. – No dia seguinte ele parecia querer fazer as outras pessoas saberem sobre o que havíamos tido na noite anterior. Como se ele quisesse provar que eu era definitivamente dele de alguma maneira. Principalmente a Harry. Nunca entendi exatamente o porque. Nós brigamos e terminamos. Foi um tanto decepcionante. Mas eu deveria ter previsto algo do tipo vindo dele. Você pode esperar algo idiota vindo de Rony quando ele se anima demais. Claro que hoje ele é uma pessoa um pouco diferente. A guerra mudou um pouco de todos nós. Mas quando tínhamos aquela idade... – ela suspirou. – Não importa. – finalizou.


 


-       Me parece que você ainda nutre algum tipo de sentimento por ele. – Draco comentou se aproveitando de como ela havia aberto o assunto.


 


-       Sim. Eu nutro. – ela o olhou por cima dos ombros. – Eu o chamo de decepção.


 


-       Por isso se envolveu com Potter? – ele jogou verde.


 


Ela claramente notou o que ele realmente queria confirmar com aquela simples pergunta, mas pareceu não se importar. Pegou a garrafa de vinho que havia deixado na cabeceira e tomou um gole do líquido.


 


-       Talvez. – respondeu. – Mas não havia nenhum senso vingativo em mim quanto a Rony quando me envolvi com Harry. Não sou esse tipo de pessoa. Mas não posso ser cínica ao ponto de dizer que o que ele fez não influenciou em nada para que eu me permitisse ficar com Harry. – ela soltou o ar. – A verdade é que Harry se provou fazer mais bem a mim do que Rony. Mas nem por causa disso nosso envolvimento deixou de ser errado. Nossas intenções e interesses um com o outro eram diferentes e isso nos fez sermos injustos um com o outro. – Ela suspirou e tornou a deixar a garrafa sobre a cabeceira. – Mas isso também não importa. Nada disso mais importa. Fui obrigada a colocar tudo isso no passado. – se levantou. – Sei que agora vivo outra realidade.


 


-       Então não se cubra para mim nessa nova realidade. – ele puxou o lençol dela tentando usar um tom mais descontraído. Ela soltou uma exclamação surpresa e estreitou os olhos para ele quando o lençol foi lançado para o outro lado do quarto. – Gosto de vê-la assim.


 


-       Eu não te daria o prazer! – ela sorriu puxando a blusa dele que estava logo ao lado. A vestiu não se importando em fechar os botões. Puxou a jarra de chocolate, colocou alguns na boca e subiu no colchão sentando-se na outra extremidade da cama. Apoiou as costas contra um dos dosséis, acomodou a jarra entre as pernas e o encarou. – E quanto a você?


 


Ele ergueu uma sobrancelha.


 


-       O que tem eu? – indagou entendendo o braço e puxando a jarra das pernas dela. Acomodou um braço atrás de sua cabeça como apoio e enfiou o outro na jarra para pegar um chocolate e enfiá-lo na boca. – Quer mesmo saber sobre meus envolvimentos, Hermione? – encarou aqueles olhos curiosos que dividia a cama com ele.


 


-       Pensei que tivéssemos combinado sobre não guardarmos segredos um do outro. – ela comentou.


 


Ele riu fracamente sabendo que haviam mesmo concordado sobre aquilo. Sabia que nenhum deles iria cumprir sua palavra com relação a aquele pequeno acordo.


 


-       Não há nenhum mistério nos meus envolvimentos. – optou por dizer. - O processo é quase sempre o mesmo para cada mulher. Eu as acho bonita, as encaro, elas vem até mim, eu as levo para cama e fim. – concluiu, pegou mais um pedaço de chocolate e o colocou na boca.


 


-       E quanto a Astoria Greengrass? – ela soltou e ele foi obrigado a sorrir não acreditando que ela estava mesmo querendo discutir sobre aquilo.


 


-       Astoria foi um experimento fracassado. – foi tudo que ele disse.


 


Ela continuava a encará-lo com aqueles olhos curiosos. Cruzou os braços não parecendo muito satisfeita com as respostas que recebia.


 


-       E Parkinson?


 


Ele deixou o sorriso se dissipar ao perceber que não sabia responder aquele questionamento. Pegou um pedaço de chocolate da jarra e analisou o formato entre seus dedos por alguns segundo.


 


-       Pansy é um mistério. – foi a conclusão que conseguiu chegar. Colocou o pedaço dentro da boca e tornou encarou os olhos de Hermione.


 


-       Você a ama? – ela perguntou depois de um longo minuto em silêncio e ele se viu sorrir ao escutar aquilo.


 


-       Acredito que eu saberia se a amasse. – respondeu.


 


-       Ela é importante para você?


 


Ele ponderou aquele questionamento.


 


-       De uma forma bastante exótica... sim. – se viu obrigado a admitir.


 


-       Então você a ama. – concluiu Hermione.


 


Ele ergueu a sobrancelha novamente e sorriu.


 


-       O que é o amor pra você, Hermione? Você parece ter o dom de banaliza-lo tão facilmente.


 


-       Existem várias formas diferentes de se amar, Draco. – justificou ela. – E afinal o que você sabe sobre amor?! – ela soltou como se quisesse dizer que ele não tinha o direito de falar sobre algo que não deveria conhecer.


 


Ele estreitou os olhos não acreditando que ela pudesse julgá-lo como alguém tão alheio a esse tipo de assunto.


 


-       Amor é um mistério. É uma dimensão que a raça humana ainda não conseguiu dominar e manipular. É forte o suficiente para motivar ações não pensadas. Forte o suficiente para atravessar o tempo e o espaço. Forte o suficiente para te fazer feliz quando a pessoa que ama está feliz. – o olhar que ela lançou sobre ele estava silencioso agora. – Me parece algo bastante especial e poderoso demais para ser distribuído ou consumido por aí sem moderação. – ajustou sua posição não muito contente por ter que andar sobre aquele terreno. – Não sou uma pessoa sentimental, Hermione, mas não é por causa disso que sou ignorante a algo que nos faz tão humanos.


O silêncio que o seguiu deu a ele como único entretenimento o olhar dela. Hermione o encarava com um olhar indecifrável e em um determinado momento seus lábios esticaram em um fino e discreto sorriso.


 


-       Você é uma pessoa interessante, Draco Malfoy. – foi tudo que ela comentou.


 


Hermione levantou saindo da cama, deu a volta para buscar o pergaminho que estivera lendo antes e precisou de tempo para finalizá-lo por completo enquanto caminhava pelo quarto. Draco era obrigado a confessar que a visão dela com nada mais que sua blusa e os pés descalços era extremamente tentadora. A observou quando ela deixou o pergaminho de lado, caminhou até a mesa onde haviam aberto um enorme mapa da Grã-Bretanha mais cedo, a viu apoiar as mãos nas extremidades da mesa, se inclinar e analisar as informações ali.


 


-       Estudou o que eu pedi para que estudasse sobre a Ordem de Merlin? – ela fez sua voz soar finalmente.


 


-       Acaso eu pareço alguém que tem tempo para se enfiar em uma biblioteca ultimamente, Hermione?


 


Ela ergueu os olhos para ele de onde estava.


 


-       Eu disse que está diretamente ligado ao véu. Pensei que lhe interessasse saber o que é.


 


-       Por que você simplesmente não me diz o que é nós trabalhamos em cima disso?


 


Ela puxou o ar buscando paciência e tornou a voltar sua atenção para o mapa.


 


-       Primeiro que nós não podemos trabalhar em cima de nada do véu. Teríamos que tê-lo. Segundo que eu já disse que não posso simplesmente lhe dizer o que é. Você não acreditaria.


 


-       Não acha que já tenho provas o suficiente para acreditar no que quer que seja?!


 


-       Draco, não é assim tão simples. Nem mesmo eu sei se o que sei sobre o véu é o que ele realmente é.


 


-       Por isso quer que eu estude? Para que eu me convença da sua convicção da mesma forma como você se convenceu dela? Foi assim que mostrou a Ordem da Fênix que eles deveriam roubar o véu? Colocou todos para estudar?


 


-       Cale-se, Malfoy. – ela só usava seu sobrenome quando estava realmente aborrecida e ele achava injusto que não podia fazer o mesmo. – Eu sacrifiquei muito para que a Ordem colocasse as mãos naquele véu.


 


-       Mesmo não tendo total certeza sobre o que ele era?


 


-       Ele era nossa última esperança, Draco! – ela ergueu os olhos para ele novamente mostrando o que a ferida do sacrifício que fizera ainda não havia sido totalmente cicatrizada. Draco parou porque não gostava quando ela se referia a Ordem e se incluía no meio. Hermione suspirou, desviou o olhar, mexeu nos cabelos inquieta e tornou a abrir a boca, dessa vez usando um tom de voz mais suave. – Sei que realmente não tem tido tempo. Sei que faz muito mais sentido que eu lhe diga o que é. Sei que estou sendo incompreensiva, mas é que realmente irá soar idiota se eu simplesmente lhe disser minhas conclusões sobre o véu.


 


-       Eu acredito bastante no seu cérebro. Não vou te julgar. – ele se sentou.


 


Ela soltou um riso fraco e não muito contente, abaixou os olhos para o mapa, mas não o analisou.


 


-       Harry e Rony disseram a mesma coisa. - a forma como ela usou as palavras deu a entender que eles não haviam sim a julgado.


 


-       Eu não sou seus amigos, Hermione. – ele optou por dizer. Ela o encarou de volta de uma forma diferente.


 


O silêncio durou entre eles por alguns minutos até que Hermione finalmente começasse:


 


-       Me diga sabe sobre a Ordem de Merlin.


 


Draco precisou de um tempo para juntar as informações que tinha.


 


-       O que sei é o que todos sabem. O que estudamos em Hogwarts. Foi fundada por Merlin e mais um grupo de bruxos com o intuito de criar leis protetoras aos trouxas. Hoje é apenas um título dado a bruxos que alcançam grandes conquistas. – ele disse.


 


-       Me diga o que sabe sobre o véu. – pediu ela.


 


-       Não muito. Quase ninguém sabe muito sobre o que é. Nem mesmo os Inomináveis. O véu simplesmente estava lá antes mesmo do Ministério existir. Alguns historiadores dizem que era um instrumento usado para pena de morte no passado, outros dizem que é um portal mal desenvolvido que gerou uma magia irreversível. A verdade é que ninguém teve muito interesse em estuda-lo visto que a maioria dos bruxos que tentaram acabaram sendo tragados pela tentadora vontade de atravessá-lo. Dizem que te leva a loucura estudar a magia do véu.


 


-       Mentira. – ela disse muito convicta de suas palavras. – É tudo mentira. – ela repetiu. – Tudo o que sabe sobre a Ordem de Merlin e sobre o véu são mentiras que tomaram consistência por servirem como justificativas plausíveis, maquiadas, bonitas no passado e acabaram entrando para história. O véu nunca esteve naquele lugar antes mesmo do Ministério existir. A Ordem de Merlin não foi fundada por Merlin...


 


-       Como pode defender isso com tanta convicção? – ele a cortou. – Está andando na contramão da história, Hermione.


 


Ela soltou o ar como se já esperasse por isso.


 


-       Eu costumava comentar com Dumbledore que tinha o fantasioso sonho de receber algum título da Ordem de Merlin. Eu queria que meu nome fizesse parte da história. Dumbledore costumava me dizer que é sempre uma honra conquistar algo bom e grandioso, mas também sempre acrescentava que não sabia se era uma benção ou uma maldição carregar as consequências daquele título. Por muito tempo eu pensei que ele estivesse se referindo a como as pessoas sempre esperam que você seja extraordinário o tempo inteiro depois de receber uma premiação como a que ele recebeu, mas a verdade é que ele se referia ao segredo que todo honrado da primeira classe é jurado a carregar debaixo de uma espécie avançada de voto perpétuo.


 


Draco uniu as sobrancelhas um tanto confuso. Sentou-se de modo a fazer seus pés tocarem o mármore frio e encarou as própria mãos enquanto processava novamente tudo que ela havia dito.


 


-       Como você poderia saber disso? – finalmente perguntou


 


Ela trocou o peso do corpo de perna parecendo tentar encontrar a melhor forma de dizer aquilo, puxou ar e continuou:


 


-       Dumbledore sabia que iria morrer e o segredo morreria com ele visto que era o único vivo que carregava o título de primeira classe. Ele quebrou seu voto deixando uma carta para mim, talvez por saber que iria morrer de qualquer forma. Dumbledore não foi específico, nem direto. Era um discurso sobre como eu deveria ser confiante, corajosa e sempre comprometida em combater a força das trevas. De que dias obscuros viriam, de que o medo tomaria conta de boa parte do dia e da noite, de que o desejo de se corromper poderia se tornar forte. – ela gesticulou - Ele usou palavras bonitas, encorajadoras, palavras que me seguiram por muito tempo. Mas o que me trouxe muita curiosidade, foi que no final, havia um paragrafo escrito com uma tinta quase imperceptivelmente diferente. Como se tivesse sido adicionado bem depois. Nesse paragrafo ele dizia, sem ligação nenhuma com as palavras do resto do texto, que se um dia eu viesse a ser honrada com o título de primeira classe pela Ordem de Merlin, eu deveria ser bem consciente dos segredos que ele carregava. Disse que acreditava que eu era capacitada o suficiente para encontrá-los e carrega-los comigo e terminou dizendo que se a Ordem de Merlin tivesse sido o que originalmente era, talvez hoje nós carregássemos conhecimentos além de qualquer coisa compreensível. E... – ela pausou. Sorriu discretamente. – Dumbledore me conhecia. Ele sabia que aquilo me perseguiria mesmo que eu não soubesse do que se tratava. Não é muito sábio que se coloque um enigma desse com promessa de conhecimento no meio e me entregue sem que eu tenha a chance de perguntar o “por que”. Ele sabia que eu dedicaria minha vida a isso e eu dediquei. Por anos eu pesquisei sobre a primeira classe, sobre a Ordem de Merlin, sobre tudo que o envolvia e eu sempre me deparava com a mesma história contada de inúmeras formas até que eu pudesse perceber que não encontraria nada revelador em livros de história. Comecei a ler sobre Merlin. Pesquisei tudo que havia sobre ele. Li sobre cada homem e mulher que recebeu as honras da primeira classe desde que a Ordem de Merlin deixou de ser uma organização e com todas as informações que consegui montei um quebra-cabeça cheio de espaços em branco. Espaços que somente com o passar dos dias, dos anos, foram por si só se preenchendo até que enfim, um dia, eu conseguisse finalmente chegar a conclusão que... – ela o encarou sorrindo um tanto satisfeita – A Ordem de Merlin nunca surgiu como dedicatória ao bruxo. Tudo que a história conta é distorcido. Merlin e um grupo de alquimistas criaram a Ordem e eles eram dedicados ao estudo de magia vinte e quatro horas por dia. No entanto naquela época trouxas e bruxos trabalhavam juntos e os alquimistas de Merlin alcançaram um patamar de conhecimento tão elevado, eles eram capazes de manipular e trabalhar com tudo de forma tão perfeita e com tanta maestria que todos, até mesmo os bruxos, começaram a se sentir ameaçados. Merlin e seus alquimistas passaram a ser conhecidos como a Ordem de Merlin provavelmente quando a perseguição começou e talvez devido a ela tanto do trabalho deles foi perdido.


 


-       Que relação isso tem com o véu? – Draco perguntou.


 


-       O véu foi apenas um dos elementos onde eles esconderam o conhecimento que haviam adquirido. Na verdade não o véu. O arco. O véu é apenas uma proteção, uma distração poderosa, para qualquer pessoa que tiver a curiosidade de se aproximar. – ela deu a volta na mesa, encostou-se nela e cruzou os braços. – Obviamente que a história se distorceu. Foi uma guerra rápida e muito eficiente de bruxos se unindo com trouxas para destruírem bruxos. Isso não soava muito bem para ensinar nas escolas de magia e bruxaria visto que na época havia uma segregação grande entre de bruxos e trouxas, não seria interessante mostrar que eles podiam ser aliados. Merlin foi vencido, ou talvez ele mesmo tenha calculado que se deixar ser vencido seria melhor. Ele era sábio. Ele sabia onde seu conhecimento tinha chegado, ele sabia o poder que tinha e talvez tivesse medo que esse poder fosse passado. Passado e ensinado para pessoas que não fariam nada de bom com ele. – ela suspirou. – Quanto ao Ministério. Conta-se que o arco já estava lá quando o Ministério se instalou, mas Kingsley me assegurou que todos os artefatos do Departamento de Mistérios foram tragos de fora. Ele era muito próximo de um dos antigos inomináveis que Voldemort tratou de matar pessoalmente um por um, para poder substituí-los.


 


-       Sim, Voldemort fez questão de mata-los pessoalmente. Acha que ele sabe algo sobre isso tudo? – Draco perguntou acompanhando perfeitamente o raciocínio dela.


 


Hermione deu de ombros.


 


-       Não sei. – ela soltou. – Acredito que não. Realmente acredito que não, porque o segredo é passado somente para alguém que recebe a honra da primeira classe da Ordem de Merlin. Veja a história. Olhe os homens e mulheres que carregaram o título de primeira classe todos esses anos. Sempre havia um entre eles que era grande, poderoso e influente. Eu não sei se há algum tipo de mágica, algum feitiço, mas eu sei que esse conhecimento é passado somente entre eles. - Ela concluiu. O silêncio os cobriu. Os segundos passaram devagar e foi quase um minuto inteiro que se passou e ele não comentou nada. Hermione soltou o ar parecendo um tanto agoniada com isso. Revirou os olhos e tornou a fazer sua voz soar. – Certo! Eu sei! – ela exclamou. – É uma história cheia de falhas, de buracos, de suposições, mas eu juro, Draco, que passei anos estudando sobre isso. Eu juro que fiquei dias trancada no meu quarto, com pilhas e mais pilhas de livros, jornais, pergaminhos, cartas antigas, cópia de arquivos oficiais. Eu juro! Essa foi a minha conclusão, mas o que quer que seja o arco e o véu, a Ordem esta conseguindo formas de extrair o poder contido nele. Devagar e com dificuldade, eu posso pressentir, mas o suficiente para causar o estrago que está causando.


 


-       E por isso eu acredito em você. – ele piscou e a encarou.


 


O olhar dela quase se tornou um grato. Ele imaginou que convencer a Ordem da Fênix de tudo aquilo que ela havia acabado de lhe dizer havia sido um trabalho duro. A viu abrir um sorriso discreto e desviar o olhar.


 


-       Seja o que for, estou trabalhando com sua comissão. Eles são bons, mas poderiam ser bem melhores. – levantou as mãos em sinal de paz quando Draco tomou ar, mas ela não lhe deu chance de falar. – Ok! Prometo tomar cuidado para separar os mais confiáveis dos fiéis a Voldemort. – ele sorriu em resposta e se levantou. Ela mordeu os lábios quando o viu caminha até ela. – E eu me odeio por ter que confessar o quanto te ver assim me faz tão fraca.


 


Ele teve que rir. Passou seus braços pela cintura dela e aproximou bem seu rosto para poder sentir o delicioso cheiro de rosas que sempre ficava impregnado em sua pele.


 


-       Eu adoro saber que te deixo fraca. – murmurou procurando pela respiração que saia da boca entreaberta dela.


 


-       Sei disso. – ela usou o mesmo tom de voz, aproximou-se e deixou que o lábio inferior dele escorregasse por entre seus dentes mais uma vez. – Mas não pense que é o único que tem poder aqui. – disse e o tocou. O tocou com aquela propriedade que ela tinha, com aquelas mãos macias, do jeito exato que o faria reagir com muita rapidez.


 


Ele logo enterrou seu rosto contra o pescoço dela sentindo a vibração em sua garganta o entregar. Sorriu.


 


-       E eu odeio ter que confessar que adoro quando faz isso. – encarou aqueles olhos dourados, olhos que ele mal conseguia decifrar a maioria das vezes. Nunca havia se interessado pelos olhos de uma mulher tanto quanto os dela.


 


-       Pelo menos há algo que gostamos um no outro. – ela disse e ele teve que rir.


 


-       Sexo? – Riu e sentiu a necessidade de puxar mais oxigênio para seu pulmão quando ela trabalhou bem com os dedos. – Bem superficial, não acha?


 


Foi a vez dela rir.


 


-       Ainda estamos trabalhando na parte profunda do nosso relacionamento, Draco. – ela disse num tom sedutor o massageando deliciosamente. – Acredito estarmos lidando muito bem com a parte superficial...


 


-       ...já faz um bom tempo. – ele completou já cansado de toda aquela falação. Tomou aquela boca com vontade, a segurou pelas pernas e a colocou sobre a mesa. A teria quantas vezes quisesse. Ela era dele e ele adorava isso.


 


Batidas na porta chamaram sua atenção e ele se sentou e pediu para quem quer que fosse que entrasse. Uma mulher loira e de rosto fino passou para o lado de dentro acompanhada de um moreno alto. Chefes de acampamento. Draco encarou ambos com os cotovelos em cada joelho ainda de sua cama.


 


-       Sua mulher e sua mãe enviaram corujas essa manhã. – a mulher falou estendendo dois pedaços de pergaminho dobrados e selados com o brasão de sua família.


 


Draco pegou informando um agradecimento silencioso apenas com um aceno de cabeça.


 


-       Foi um prazer poder trabalharmos juntos novamente, general. – o moreno disse enfiando as mãos no bolso de sua capa de comensal. – É realmente uma pena que esteja indo embora amanhã.


 


-       Não para mim. – Draco sorriu um sorriso sincero. – Quero ir para casa.


 


O homem riu suavemente.


 


-       Entendo. – disse – Apenas vim informar que acabamos de receber a confirmação da Catedral para sua chave de portal amanhã logo após seu pronunciamento. Sua secretaria mandou uma nota dizendo que se quiser trocar o horário deve contatá-la antes da meia noite. – Draco assentiu. – Sei que estivemos trabalhando duro esses últimos dias, mas agora que tudo está de volta ao normal preciso dizer que foi uma honra tê-lo conosco. Posso dizer em nome de todas as zonas primárias do acampamento. Muitos deles nunca haviam trabalhado de forma tão direta assim com a zona sete. Acredito que isso acendeu uma onda de entusiasmo por todo o acampamento, como nos velhos tempos. Quando a guerra era mais intensa.


 


-       Entendo. – Draco disse. – Pelo menos algo bom veio disso tudo. Acredito que vamos precisar dessas entusiasmo para os próximos meses. Vamos começar a movimentar as zonas como mais frequência como antes. Quero dar um fim a essa guerra de uma vez. As pessoas precisam de normalidade e tranquilidade novamente. Todos nós precisamos. – fez seu papel. Sabia que aquela sua pequena frase se espalharia na boca de muitos e seria amado, ganharia poder e influência. Exatamente como queria, exatamente como precisava.


 


O moreno assentiu, fez uma pequena reverencia e deu as costas saindo do quarto. A mulher não o acompanhou. Draco ficou a encarando como se esperasse que ela dissesse o que queria de uma vez e talvez estivesse sendo intimidador porque ela logo começou a ficar sem graça.


 


-       Se precisar de alguma coisa, me deixei saber. – foi o que ela disse. Colocou os cabelos para trás das orelhas, deu as costas e deixou o quarto. Draco soltou um riso fraco achando engraçado o modo como as mulheres se comportavam a sua volta. Mas talvez algum dia em sua vida tenha insinuado que gostaria de leva-la para cama, então não a culpava inteiramente.


 


Levantou-se, tirou sua capa, sua blusa e os sapatos. Usou a varinha para inspecionar as magias de segurança e reforçar algumas de privacidade naquele lugar novo onde passaria a noite e primeiro se focou na carta de sua mãe. Ela reclamava sobre todos os compromissos que Hermione estava precisando atender sozinha e sobre como isso era ruim para a imagem da família. Mas mesmo depois de todas as palavras objetivas e racionais que sua mãe sempre usava, ela perguntava se ele estava bem, e então ele sorria porque sabia que ela queria ter feito aquela pergunta antes de todas as outras, mas havia a deixado por último porque era uma Malfoy e era assim que deveria agir.


 


Respondeu cuidadosamente, mesmo que soubesse que a encontraria no dia seguinte. Estava grato que sua mãe estivesse cuidando dos compromissos de Hermione, mas sabia que Hermione conseguia ser esperta para atende-los sozinha e fazer seu papel de esposa preocupada porque o marido cuidava da segurança do restante do mundo em tempos perigosos como aquele.


 


Preparou-se da maneira mais confortável possível na cama antes de abrir a carta de Hermione. Ela conhecia uma forma interessante e segura para se comunicar. Somente ele poderia quebrar o selo e o pergaminho sempre estava em branco. Draco acenou com a varinha em direção ao pergaminho assim que quebrou o selo, cruzou os braços atrás de sua cabeça como apoio, fechou os olhos, soltou a respiração e quando escutou a voz dela soar pelo quarto foi como estar em casa.


 


“Acredito ter uma teoria sobre o porque a Ordem está capturando comensais. Sei que a forma como nos comunicamos é bastante segura, mas não vejo a necessidade de arriscar nem mesmo debaixo dessa segurança. Também acredito ter encontrado uma forma de quebrar a nova magia que a Ordem vem usando nos ataques. Vamos testar amanhã, então se conseguirmos sucesso vou precisar da sua autorização para começarem a treinar quem estiver no quartel. Procure não me boicotar dessa vez, querido. Eu sei o que estou fazendo. Tenha mais um pouco de confiança. Não vou roubar seus homens. O exército continua sendo seu.” Houve uma pausa onde ele só sabia que a mensagem não havia terminado porque podia escutar o som da respiração dela muito distante, quase inaudível. “Volte para casa.” Ela concluiu e ele soube que aquilo era tudo que ela tinha para dizer.


 


Eu vou. Sorriu. Tudo que queria era estar em casa. Pediu para que a mensagem fosse tocada novamente e céus, como era bom ouvir a voz dela. O fazia sentir como se estivesse em seu escritório, com um bom copo de whisky na mão a vendo andar de um lado para o outro sobre seu salto enquanto falava tudo aquilo. Draco respondeu mesmo sabendo que estaria em casa no dia seguinte, ela receberia a carta logo pela manhã e ele ainda estaria preso a um discurso aquele horário.


 


“Sem truques dessa vez, querida. Não me importo que esteja encontrando uma forma de ser útil. Pelo contrário. Sem ressentimentos. E sei que talvez deva estar aproveitando ter a cama só para você, mas sabe que a sorte não irá durar por muito tempo.” Concluiu, selou o pergaminho e o mandou de volta junto com o de sua mãe.


 


**


 


Seu discurso foi encorajador e um tanto ousado, mas ele sentia que podia arriscar. Aquelas pessoas acreditavam que estavam seguras com o exército dele ali. Que enquanto Draco Malfoy estivesse liderando aqueles homens e ditando ordens, eles estariam seguros de qualquer ataque da Ordem. A Ordem havia se tornado um inimigo. Invadiam suas casas procurando por apoio e pagavam qualquer preço para ter controle do território, mantê-lo longe de comensais, e era dessa forma que os inocentes pagavam, porque comensais não poupavam quem apoiava rebeldes e quem estava no poder eram os comensais. Era mais seguro estar do lado de quem tinha o controle, o poder, a influência. Draco Malfoy era a resposta deles, porque Voldemort estava muito ocupado sentado em seu trono, no átrio principal da Catedral, torturando e matando por divertimento junto com seu ciclo interno.


 


Tinha uma chave de portal marcada para logo após seu discurso, mas como sempre, em tempos instáveis como aquele, teve que tomar um rumo diferente para atender um chamado que vinha negligenciando há um tempo por priorizar apenas regiões sob ataque nos últimos meses. Pelo menos não teve que deixar o Reino Unido. Em Manchester, uma das comunidades bruxas mais influentes da área estavam pedindo por reforços na segurança alegando vários grupos de apoio aos rebeldes dentro da comunidade. Draco teve que lidar com aquilo, o que lhe consumiu tempo. Foi capaz de pegar sua chave de porta já era quase fim de tarde.


 


Passou por todos as etapas de segurança assim que apareceu na entrada sul de Brampton Fort e quando saiu da área de retenção na muralha encontrou a aterrorizante imprensa do lado de fora com suas máquinas fotográficas e suas insuportáveis perguntas lançadas ao ar, uma mais alta que a outra, como se ele fosse parar para dar atenção. Não tinha paciência, não agora. Estava grato apenas por ver sua mãe o esperando. Ela quase não se dava ao luxo de demonstrar tanto afeto assim em público.


 


-       Você me deixou a beira de um ataque quando fui informada que pegou uma Chave de Portal para Manchester! – Narcisa protestou assim que ele a alcançou ignorando a imprensa gritando seu nome. – Confirmei sua presença no evento de hoje assim que recebi sua carta de manhã.


 


-       Não era necessário a preocupação. Eu estava tão louco para voltar para casa, quanto você para me ter nos seus adoráveis eventos. – ele disse a apressando para seguirem na direção onde suas carruagens estavam estacionadas. – Onde está Hermione?


 


Ele ergueu uma sobrancelha para ele de modo divertido.


 


-       Não estava esperando que ela viesse te receber, estava?


 


Ele riu.


 


-       Eu sei com quem sou casado, mãe. Só quero saber onde ela está.


 


-       Não Catedral, como sempre. Ela parece acampar naquele lugar. – respondeu sua mãe. – Não gosto disso.


 


-       Não gosta que ela seja útil para coisas realmente uteis? – ele sorriu para ela. – Desista, mãe. Hermione não é o tipo de mulher que você sonhou como nora a vida inteira.


 


Ela suspirou e parou antes de entrar em sua carruagem assim que a porta foi aberta.


 


-       Eu sei que você acabou de voltar das férias com seus amiguinhos de guerra. Vou apenas te lembrar que desse lado da muralha nós ainda presamos pelo senso da honestidade com moderação, obrigada.


 


Ele revirou os olhos.


 


-       Não espere por nenhum pedido de desculpas.


 


-       Sou uma Malfoy há tempo suficiente para já saber disso. – ela ficou sorrindo para ele por um segundo. Havia satisfação no brilho daqueles olhos. – É bom te ter de volta. Realmente fiquei preocupada com você dessa vez. Eles estão pegando pesado. – ela foi amorosa de seu próprio jeito Malfoy ao dizer aquilo. – Quanto tempo acha que vai poder ficar aqui?


 


Ele deu de ombros.


 


-       Não sei. Talvez de três a quatro dias, espero. Tempos incertos novamente. Acostume-se. – respondeu.


 


Ela assentiu.


 


-       Vá para casa, descanse durante o pouco de tempo que ainda tem e, pelo amor de Merlin, seja pontual hoje a noite. – ela falou.


 


Draco apenas assentiu, beijou a testa de sua mãe, deu as costas e seguiu para sua carruagem que o esperava.


 


-       Catedral. – lançou a direção, entrou e bateu a porta.


 


**


 


O quartel estava mais movimentado do que nunca com as novas escalas de circulação de equipe onde os grupos de fora voltavam com frequência para receberem atualizações em seus treinos. Draco seguia direto para a zona sete onde havia sido informado que Hermione estava conduzindo uma simulação. Assim que entrou no mezanino do ginásio de simulação encontrou o cenário montado e todos em seus postos observando o chão abaixo deles. Ele procurou por Hermione e não a viu ali. Aproximou-se e passou os olhos por toda a equipe, mas continuou a não encontra-la.


 


-       É bom ver que continua vivo. – comentou um de seus colegas assim que o viu. – Chegou na hora do show.


 


-       Onde está Hermione? – ele logo perguntou. O homem apenas apontou com a cabeça em direção a simulação abaixo deles. – Ela está na simulação? – seu coração acelerou e ele aproximou-se do vidro. Viu Hermione de costas, seu vestido rodado, o salto e a varinha em mãos. Ela não estava nem mesmo vestida apropriadamente. – Desligue. – foi sua primeira ordem e seu tom não foi amigável. Ninguém desligou. – Eu disse para desligarem!


 


-       Senhor, nós já ativamos a formação da magia. – Era um dos chefes da comissão, Corey Brant.


 


-       Eu quero que ela saia dali agora! – Draco sabia que não tinha como parar naquele ponto e não se importou em aumentar o tom de voz. – Por que ela está ali sozinha? Mande ela sair! Abra os microfones! Ela tem que sair!


 


-       Senhor, nós já tentamos convencê-la de parar de fazer isso, mas ela é bastante insistente. – O chefe da comissão tornou a se pronunciar.


 


Ele tinha milhões de palavras para gritar para toda aquela equipe, mas todas elas travaram em sua garganta assim que visualizou a magia tomar forma ao redor dela. Ele conhecia qual magia era aquela. Nem mesmo a Ordem usava com frequência pois não conseguia dominá-la propriamente.


 


-       Chega, eu vou descer! – Draco soltou sentindo que poderia suar frio ali ao vê-la estender a mão com uma coragem e prepotência, mostrando todo o interesse de enfrentar o ataque que receberia sozinha.


 


-       Não pode. – uma mulher foi quem disse. – Nós arrumamos o cenário apenas para um.


 


-       Senhor, nós ligamos sua voz. – mais um deles informou.


 


Draco puxou sua varinha quase que imediatamente e a colocou contra a garganta.


 


-       Hermione! – a chamou. – Saia daí agora!


 


-       Draco? – a voz dela soou pelo mezanino como se ela estivesse ali entre eles. – Não é o melhor momento para dizermos “oi” um para o outro. Corey, corte o microfone, por favor. – ela pediu ao chefe da comissão.


 


Desde quando ela tratava aqueles homens pelo primeiro nome?


 


-       Hermione, você vai sair daí exatamente agor... – ele se calou ao ver que sua voz havia sido cortada. Encarou Corey Brant quase que no mesmo instante. Não pensou duas vezes e avançou contra o homem, e parece que todos os outros tentaram segurá-lo. – COMO TEVE CORAGEM DE COLOCAR MINHA MULHER EM UMA SIMULAÇÃO? ELA NÃO É NEM MESMO TREINADA!


 


-       GENERAL, POR FAVOR! – Brant se manifestou no mesmo tom, mas segurando seu ar de medo, intimidado pelo poder de Draco contra ele. – Eu sei que está apenas protegendo sua mulher, mas acredite, nenhum outro homem da zona sete poderia conseguir entender no que viemos trabalhando todo esse tempo com as equações da nova magia! Ela vai ficar bem! Nós temos controle sobre a simulação!


 


Draco se calou e deixou de prestar atenção no que quer que ele tivesse dito assim que escutou a palavra “proteger”. Ele nunca quis proteger Hermione. A palavra lhe bateu como um balde de água fria. Por que estava se preocupando com ela? Desde quando havia se preocupado com ela? Não deveria se importar, não daquela forma. Sentiu-se patético. O que havia acontecido com ele? A encarou pelo vidro. Ela estava construindo campos de força para enclausurar as coisas que tomavam vida ao seu redor tentando destruí-la. Quão estúpido ele era por pensar que Hermione era uma donzela indefesa em perigo? Ela era Hermione Granger, sempre havia sido, por mais que tivesse seu sobrenome agora, e vê-la ali o fazia se lembrar da mulher que andava na linha de frente da Ordem da Fênix, sem medo de enfrentar o exército de comensais que ele colocava contra ela todas as vezes durante aquela maldita guerra.


 


Aproximou-se do vidro. Suas mãos se fecharam em torno da barra de aço que o impedia de tocá-lo. Ele nunca havia tido a oportunidade de ver o quanto a varinha que havia a escolhido a respondia com tanta rapidez. Hermione parecia viva, até mesmo quando as coisas pareceram sair um pouco do controle e o grupo de Brant abriu o pedido de pausa, Hermione recusou. Ela sabia exatamente para onde correr, por trás da onde deveria se esconder, no que deveria confiar. Ela se livrou dos sapatos e fazia seu vestido dançar com todos os movimentos e todo o poder que exalava de suas ordens.


 


Draco sentia seus dedos apertarem cada vez mais forte a barra de ferro que o separava do vidro. Ele sabia que teria uma esposa no hospital por meses se alguma daquelas coisas a atingisse. O grupo de Brant anunciava a ela alguns pontos da magia usando nomes que ele não conhecia.


 


A cada minuto que se passava mais coisas pareciam ganhar vida. Ele finalmente entendeu o que ela estava tentando conseguir. Ela queria impor-se sobre a magia, mostrar domínio, mostrar quem tinha mais poder e que conhecia com o que estava lidando. Ela parecia tentar isso atingindo pontos fracos que agora ele podia notar. Se ele tivesse conhecimento disso antes, as batalhas que havia enfrentado o tempo que estivera fora de Brampton Fort teriam sido mais fácil.


 


Algumas exclamações de surpresa e satisfação correu todo o grupo quando ela pareceu conseguir atingir algo que ele não entendeu primeiramente. Somente depois de alguns segundos percebeu que ela estava dominando as coisas ao redor dela, como se tivesse atingido o núcleo das forças que se levantaram contra ela. Toda a postura e o olhar de Hermione expressavam sua profunda concentração e ali no mezanino o grupo da comissão mostrava seu animo pela conquista que haviam acabado de obter.


 


-       Corey! – a voz dela soou no mezanino. Estava ofegante. – Consegui. – ela anunciou.


 


-       Sim, conseguimos perceber isso! – ele não se preocupava em conter o animo em sua voz. – Como se sente?


 


-       A magia parece me enviar poder... – ela ofegou. – Muito poder... – acrescentou. – É como se conversasse comigo.


 


-       Se parece com magia negra? – perguntou ele.


 


-       Não. Não me faz sentir como se fosse magia negra. – Ela respondeu. - Estou tentando encontrar uma forma de dissipá-la, desativá-la, desliga-la, mas parece ter vida própria. É como se apresentar para um Hipogrifo. Eu mostrei que tenho poder, mas preciso ganhar a confiança.


 


-       Faça o que tem que fazer. – terminou Brant.


 


Draco apenas observou. Os minutos foram se passando até que finalmente Hermione conseguiu retornar tudo ao seu devido lugar. Ela mesma foi capaz de dissipar a magia e quando tudo pareceu voltar ao seu estado normal ela cambaleou como se algo estivesse a deixando. A simulação inteira foi desligada dando lugar apenas ao ginásio branco e vazio. Ele ficou parado em seu lugar enquanto observava toda a comissão descer as escadas em seus breves aplausos e soltando elogios brilhantes a Hermione. Não parecia correto que uma bruxa como ela fosse Nascida Trouxa.


 


-       General, não imaginávamos que pudesse ficar tão furioso. – era Brant se aproximando. – Mas sua mulher tem sido algo que nunca tivemos antes. A Ordem da Fênix sempre foi mais poderosa com relação a magia. Acredito no potencial que temos de virar esse jogo agora.


 


Draco apenas assentiu observando os bruxos do grupo de Brant cumprimentarem Hermione com seus sorrisos no rosto no andar de baixo.


 


-       Como ela conseguiu fazer com que a deixassem ser parte da simulação? – ele apenas perguntou. Era estritamente proibido, para qualquer tipo de comensal, entrar em uma simulação sem treino. Independente de quem fosse.


 


-       Nós tivemos confirmação de que ela tinha bastante personalidade nos campos de batalha, senhor. Não fizemos isso as cegas, embora...


 


-       Como ela conseguiu, Brant? – ele cortou o homem repetindo mais pausadamente enquanto virava-se para ele.


 


O homem engoliu em seco e hesitou ao responder:


 


-       Me desculpe, general, mas ela nos ameaçou.


 


Draco soltou uma risada de desgosto.


 


-       Me parece que ela finalmente está pegando o espírito Malfoy para conseguir as coisas. – comentou mais para ele do que para Brant e deu as costas.


 


Desceu as escada e assim que Hermione notou sua presença se aproximando, ele recebeu um enorme sorriso e por alguns instantes a beleza que resplandecia naquele simples ato de satisfação o fez esquecer que queria arrastá-la pelo braço dali. Estava tão grato por saber que não estava carregando-a as pressas para a ala das enfermarias. Ali conseguia notar o quanto ela havia feito falta para ele. Havia se acostumado demais com a companhia de Hermione.


 


-       É bom ver que conseguiu retornar para casa inteiro, querido. – ela se manifestou e ele conseguiu notar a ironia ali.


 


-       Não haja como se não soubesse no que acabou de se meter. – ele não usou do mesmo tom dócil. Ela apenas riu em respostas. Carregava os sapatos em uma mão. Sua varinha continuava na outra. Estava suada e ainda um tanto ofegante. – Você está parecendo uma criança bem arrumada que passou a festa de aniversário inteira correndo.


 


Ela estreitou os olhos ainda com aquele sorriso vivo e lindo nos lábios.


 


-       Não seja tão ingrato, estou te ajudando na guerra. – ela se distanciou dos bruxos da comissão passando a ir em direção a saída e Draco a seguiu. – Também não faça esse drama de preocupação ou vou começar a acreditar que realmente se importa. Até onde sei não iria gostar que isso acontecesse. Nunca me ordenou para deixar um campo de batalha quando eu costumava me colocar a frente dos seus homens antes de me capturar. – ela empurrou a porta do ginásio e eles deram para o corredor. – Na verdade nós tínhamos uma seleção de bruxos da zona sete que iriam fazer a simulação hoje, mas nenhum deles pareceu ter potencial o suficiente para enfrentar a magia quando fizemos alguns testes mais cedo. Então me voluntariei. Eles sabiam que não podiam me ter na simulação, por isso acabei abusando um pouco do poder do sobrenome Malfoy. Portanto não ouse demitir ninguém... – ela continuou a falar e ele deixou. Deixou porque ela parecia tão viva, como se tivesse sido privada de todo o seu potencial por décadas. Ele deixou porque a voz dela era absolutamente refrescante e encantadora. Ele deixou porque nunca havia a visto com aquele humor e era maravilhoso poder ver de onde ela havia saído quando perdera a filha para agora. Ele deixou porque se perguntava se era assim que ela se comunicava com seus companheiros na Ordem. Ele deixou porque sentia falta. Falta da presença, da voz, da companhia, da inteligência dela. - ...pensamos que não seria uma boa ideia incluir essa ação específica no plano para tomar York novamente, o que eu me sinto na obrigação de dizer que está sendo adiado sem necessidade... – ela virou uma das esquinas tomando a direção de um dos lavatórios mais próximo e foi exatamente naquele momento que ele não se segurou, não pensou duas vezes, nem mesmo hesitou.


 


Parou e a segurou pelo pulso fazendo com que ela se voltasse para ele. Quebrou a distância no mesmo momento com apenas um passo. Enfiou os dedos pelos cabelos de Hermione e colou sua boca contra a dela. Um beijo tão simples e mesmo assim seu peito queimou quase que no mesmo instante com a sensação de satisfação que era tê-la tão próximo. Não era nada parecido com o que ele costumava fazer com as mulheres. Não era como se estivesse encurralando contra a parede uma mulher que ele tinha o desejo de levar para cama uma vez ou duas. Havia feito isso a vida inteira. Hermione era diferente. Ela era sua mulher. Estaria com ele no caminho para casa, durante o jantar, na cama que passariam a noite, no café da manhã do dia seguinte e ainda assim ele queria colocá-la contra a parede.


 


Quando ela se distanciou e ele abriu os olhos para poder encarar de tão perto os dela, seu coração pareceu comprimir-se num ponto minúsculo e logo depois expandir-se infinitamente, quase que ao mesmo tempo. Parecia ter ficado longe dela por anos, não por um mês apenas. Queria tocá-la como se quisesse ter certeza de que realmente era ela e ali ele soube que definitivamente havia voltado para casa. Ela era sua casa. O fazia realmente sentir que estava em casa. O fazia desejar pelo simples momento que estaria sentando em uma mesa próximo a lareira de uma de suas salas respondendo algum correio enquanto a tinha não muito longe sentada em uma poltrona folheando um livro qualquer.


 


Hermione piscou e seus lábios abriram um sorriso discreto e sincero. Como se quisesse dizer silenciosamente que estava grata, de alguma forma, por tê-lo de volta. Draco soltou o pulso dela e tocou seu rosto com as duas mãos. Ela era tão linda. Ele queria que ela estivesse com ele durante toda aquela guerra. Queria que ela ficasse de pé ao lado dele impondo todo o poder que tinha quando era obrigado a entrar no meio de um ataque. Queria que ela viajasse o mundo com ele.


 


Deslizou os dedos pela pele macia de seu rosto. Ela soltou os sapatos e ao mesmo tempo em que subiu na ponta dos pés e o cercou pelo pescoço, Draco tornou a colar sua boca contra a dela, dessa vez abrindo espaço por entre seus lábios, provando seu sabor tão familiar, sentindo todas as sensações que aquilo lhe provocava. A cercou pela cintura colando aquele pequeno corpo contra o dele. Céus, ele deveria ter feito isso bem antes! Deveria ter feito isso bem antes, quando desceu as escadas do mezanino para encontrá-la. Deveria tê-la segurado desse jeito na frente de todos aqueles bruxos.


 


No instante seguinte, quando o ar começou a ficar pouco entre seus rostos, ele a arrastou até tê-la contra a parede. A segurou pelas coxas quando levantou aquelas belas pernas para tê-las em volta de seu quadril. Sua mão começou um trabalho minucioso assim como sua boca passou a tomar o rumo de seu pescoço.


 


-       Draco! – ela primeiramente sussurrou. – Draco! – chamou sua atenção novamente, dessa vez tentando pará-lo. – Draco, pare. Não podemos... – ela engoliu as próprias palavras puxando o ar quando ele alcançou seu ouvido. – Draco! – dessa vez a voz dela foi mais firme. – Pare! – ela exclamou e ele parou. Afastou-se para encarar seu rosto sentindo-se confuso. Ela nunca o parava. Ninguém nunca o parava. Nenhuma mulher nunca havia o parado. – Não podemos. – ela justificou.


 


Ele uniu as sobrancelhas confuso.


 


-       Por que? – Ela se incomodava de estar na Catedral?


 


Ela pareceu desconcertada por alguns segundos. Mordeu os lábios e por fim sorriu.


 


-       Digamos que não gostaríamos que eu ficasse grávida tão cedo. – ela disse.


 


Draco ergueu as sobrancelhas. Puxou o ar e o soltou frustrado. Fez uma careta.


 


-       Isso é crueldade. – comentou e ela riu. O som foi delicioso, o que o fez acomodar-se contra o pescoço dela novamente. Aquele cheiro era tão familiar e ele poderia ficar ali por horas. Parecia seguro, confortável e lhe dava a sensação de que nunca se tornaria cansativo.


 


E foi interessante porque ela usou os dedos para brincar com os cabelos de sua nuca como normalmente fazia enquanto entravam em um estado de silêncio. Era completamente estranho, mas ele não queria se separar do corpo dela.


 


-       Draco. – ela o chamou depois de um longo minuto que apreciaram a companhia que se faziam. Ele resmungou algo em sinal de que a escutava e ela continuou. – Quanto tempo vai ficar aqui?


 


-       Não sei. – ele respondeu. – Acredito que não por muito tempo. – A guerra era inconstante. Ele conhecia aquilo e sabia que ao mesmo tempo que tinha a certeza de que poderia passar um final de semana inteiro ali, sabia que poderia receber um chamado naquele exato momento sobre algo que não havia previsto.


 


Os dedos dela desceram e subiram sua nuca e ele não se moveu. Apenas fechou os olhos e se concentrou no quanto queria ter vivido aquilo no último mês. Como havia conseguido ficar tanto tempo longe de uma sensação tão acolhedora?


 


-       Eu não quero que você vá. – ela disse com aquela voz macia e baixa.


 


-       Por que? – ele murmurou contra o pescoço dela.


 


-       Porque a Ordem não sabe com o tipo de poder que está lidando. Estou esperando pelo momento em que eles usarão algum tipo de magia que nenhum dos lados poderá controlar e eu não quero que esteja presente quando isso acontecer. – ela explicou e ele apenas sorriu.


 


-       Cuidado, Hermione, ou vou começar a acreditar que realmente se importa com a minha segurança.


 


Ela riu fracamente em resposta.


 


-       Não tenho medo de dizer que me importo, Draco. – ela soltou e aquilo bateu contra ele o deixando atento. – Não tenho problemas para dizer as coisas que sinto, ao contrário de você. Ainda não cheguei no seu nível onde aparentemente consegue desligar suas emoções com facilidade. Como se, de alguma forma, pudesse se livrar de sua própria humanidade. Eu não fui criada como uma Malfoy e é exatamente por isso que eu posso dizer que realmente me importo. – Draco se sentiu na obrigação de encará-la dessa vez e Hermione deslizou a mão da nuca para tocar seu rosto com muito cuidado. – Nós temos muitos problemas. Coisas que eu nem imagino que possam ser concertadas entre nós. O que eu sei que sou jamais aceitaria você porque eu sei que não há nada de nobre no seu egoísmo constante. Sei que não há nada de nobre em nenhuma das suas intenções. Tudo que faz e pensa é em prol de você mesmo e do sobrenome Malfoy. Existem coisas sobre você que eu guardo comigo por medo trazê-las a tona e descobrir que seria louca em cogitar não te odiar. – ela suspirou - Não quero viver com alguém que eu odeio. Nós já descobrimos que isso tem dado bastante dor de cabeça. Não precisamos nos amar, obviamente, mas acredito que dizer que me importo com sua segurança é um passo que eu não teria dado assim que nos casamos.


 


Ele não havia esperado por aquilo. Admirava o quanto ela conseguia ser sincera as vezes. Ele não tinha essa mesma capacidade. Guardava tudo para si e não tinha a menor coragem de expor nada. Sabia que muita coisa a respeito de como via a vida era distorcido demais para ser expressado. Apenas assentiu em resposta a ela.


 


-       Sabe que uma hora ou outra vamos acabar enfrentando os motivos que nos torna loucos por cogitar não odiarmos um ao outro, não sabe? – se viu dizer.


 


Hermione desviou o olhar como se aquilo fosse algo que a atormentava todos os dias. Como se sempre estivesse tentando encontrar um motivo para se desviar daquele pensamento. As pernas dela deixaram seu quadril e Draco se afastou.


 


-       Fomos unidos por obrigação e em cima de ameaças. – ela finalmente disse. - Atamos nossas alianças agora por interesse. Interesse porque vamos ter um filho em algum momento da nossa história e interesse porque agora compartilhamos de um sobrenome que faz parte da história. – ela passou as mãos pelo cabelo os ajeitando, passou por ele e buscou os sapatos que havia deixado no chão. - Vamos continuar trabalhando em cima apenas disso por enquanto. – Ergueu os olhos para ele e tentou um sorriso. Ela não queria enfrentar as coisas que guardava para si a respeito dele. – Por agora estou satisfeita que tenha voltado. Temos muito o que discutir sobre a guerra. – Suspirou. – Te vejo em casa?


 


Ele assentiu em resposta. Ela continuou parada como se esperasse que ele fizesse algo ou dissesse algo. Foi um estranho momento de silêncio. Estranho e incomodo o suficiente para fazê-lo colocar as mãos no bolso, passar por ela e ir embora.


 


Enquanto seus passos tomavam o caminho para longe da área da zona sete, ele só conseguia pensar uma coisa. Hermione havia praticamente acabado de lhe dizer que via razões para deixar de odiá-lo, mas que ainda estava presa a coisas que pareciam muito mais fortes do que isso. Draco não tinha a menor ideia do que pensar em relação aquilo. Sabia apenas que soava como um aviso e tudo nele gritava para recuar, porque, de repente e pela primeira vez, a mínima chance de virar a moeda que carregara com Hermione por tanto tempo pareceu assustadora.


















NA: FELIZ NATAL, MINHA GENTE! FELIZ ANO NOVO TAMBÉM Aí está o presente merecido de vocês! Quero agradescer o apoio de todos durante esse ano! Obrigado por todos os comentários, por todas as indicações e por todos os votos! Obrigada por me darem motivação em continuar escrevendo e postando essa fic. É uma delícia ver o retorno de vocês com os comentários. Tenho vivido tanto pela cabeça desse Draco e dessa Hermione. É gratificante compartilhar com vocês e receber comentários tão maravilhosos! Portanto quero desejar um feliz natal e um 2015 maravilhoso e repleto de alegria para todo mundo! Espero ter o mesmo apoio ano que vem! Vejo vocês dia 04 com mais um capítulo!!
Pessoal, desculpa se o capítulo saiu um pouco tarde, mas é o fuso horário.
Eu sei que pode ser um pouco maldade, mas esse acordo do Voldemort e da Hermione me fez dar saltinhos. hahaha
Vou dar uma indicação de filme para vocês tbm! Quem ainda não viu Interestrelar, CORRA AGORA PARA O CINEMA!

NÃO DEIXEM DE COMENTAR O CAPÍTULO, POR FAVOR!!!





Pah F Potter: Leitora nova?? Não consigo lembrar de você ter comentado em outro capítulo! De qualquer forma, se deixei de te dar as boas vindas, aqui estão! :) Muito obrigada pelo apoio!! Feliz Natal e um excelente 2015!

Mohrod: há! A gente pode ver agora que tem uma chance de salvação se caso a Hermione engravidar de uma menina de novo! hahaha Narcisa é meu amor tbm. Eu nunca gostei muito dela, resolvi me desafiar nessa fic e agora só onsigo amá-la! haha E quanto aos personagens adultos, de fato é um desafio e tanto ter que construir as características deles dentro de todo o contexto de que a guerra os amadureceu e os estragou ao mesmo tempo. Mas é lindo e também vejo como o ideal. Lucio e Narcisa são o modelo que Draco não quer para ele e a esposa, mas ele acaba se vendo cair na semelhança porque sua esposa é Hermione e ele a odeia. A diferença é que Hermione o odeia de volta e não o ama incondicionalmente, diferente da Narcisa com o Lucio. Obrigada por todos os elogios! Fico muito muito grata e muito muito muito feliz por saber que não desistiu da fic lá nos primeiros capítulos! Feliz Natal e um excelente 2015!

Karla Dumbledore: Obrigada por estar aqui em todos os capítulos esse 2014! Fico muito feliz pelo apoio e muito feliz por saber que gosta bastante da fic! Sem dúvidas a questão da Hermione não saber se gosta ou não gosta do Draco vai render muito!!!! Espero por você 2015 tbm! Feliz Natal e um excelente 2015!

Ligia Santos: Essa Hermione está mesmo se transformando hein! Capítulo passada com o Fred, esse capítulo entregando Harry. Parece que ela está se adaptando a marca negra no braço! Entendo perfeitamente que você queria salvá-lo. Só não fica brava com a Hermione! hahaha Obrigada pelos comentários e pelo apoio! Feliz Natal e um excelente 2015!

Mimi Potter: Muito obrigada pelos seus comentários! Adorei aquele em que você comentou sobre a complexidade dos personagens e sobre até onde eles estavam dispostos a ir nessa fic. A Hermione entregando o Harry nesse capítulo é sem dúvida um wow! Muito obrigada pelo apoio e pelos comentários sempre tão construtivos! Feliz Natal e um excelente 2015!

hykha: Muito obrigada! Espero que tenha gostado desse tbm! Feliz Natal e um excelente 2015!

Anne Lizzy Bastos: Anne! Preciso muito te agradescer pelo seu apoio esse ano! Você ajudou bastante com a divulgação! Muito obrigada mesmo! Pelo apoio e por todos os comentários! Eu tenho que confessar que eu até gosto da Pansy. Não sei. Acho que cada um de nós tem um pouco dela. Sabe aquele relacionamento que vc já teve em que sabia que quem amava mais era você. Sabe quando você se apaixona por alguém que sabe que nunca vai ter. Acho que todos nós já tivemos uma fase que passamos por algo do tipo. Ela me lembra isso. E querendo ou não, o Draco tem se afastado dela por causa da Hermione, mas acho que quando ele começar a ficar com medo do que ele e Hermione estão se tornando ele vai correr para a Pansy. Não sei. Um escape. MASS sei lááá aindaa... hahahaha! Feliz Natal e um excelente 2015!

Taysi: Ahhh!! Comentário grande! Adoro comentário grande!! :) hahaha Então, quanto a Pansy, leia o que eu respondi para a Anne. Não consigo odia-la :( Eu sei que pode ser uma pedra no sapato e acaba sendo mesmo, mas não consigo detestá-la. E quanto a Astoria. Ainda vamos conhecê-la melhor.  Eu sei que muitas de vocês querem um parceiro para Hermione, alguém para colocar ciumes nos olhos do Draco. Eu tbm espero por esse momento, mas é difícil colocar alguém para desafiar um pertence do Draco. Ninguém quer mexer com uma mulher casada e casada com Draco Malfoy ainda por cima. Mas vamos trabalhando... haha! Quanto ao Fred, ele é parte de um processo de mudança da Hermione importante e sim, é uma guerra, obrigada por entender. haha. Ah!!! Não dá pra esquecer! Parabéns pra vc!! Nesta data querida! Muitas felicidadeeeess! Muitos anos de vidaa!! Feliz aniversário e considere o capítulo um presente de aniversário, natal e ano novo! Feliz Natal e um excelente 2015!

Norelle Pereira: O quebra-cabeça vai tomar cada vez mais forma. Ainda tem mais algumas coisas para serem explicadas, respondidas e entendidas. Aos poucos as coisas vão acontecendo. E concorco com você. Não confio muito em amor a primeira vista, até porque tenho uma visão de amor diferente. Acredito em paixão a primeira vista, mas paixão é muito passageiro. Amor se constrói e é o que estou tentando fazer com Draco e Hermione. Tornar os laços fortes para que a paixão possa ir e vir, mas o amor estar sempre ali. :) E morro de dó da Narcisa, ela dá a vida pelo Lucio e ele não ta nem aí. Ela tem um amor meio doentio, mas acho que pode ser concertado. haha Enfim, muito obrigada pelo apoio e pelos comentários! Espero te ver em 2015 tbm! Feliz Natal e um excelente 2015!

Landa MS: Você é uma leitora muito especial! Tá ali lendo minhas fics desde 5 minutos. Agradeço muito pelo apoio e pela ajuda! Por todos os comentários! Fico honrada pelos elogios vindo de alguém que já leu tantas fics! Muito obrigada! Quero te ver em 2015 tbm! Feliz Natal e um excelente 2015!

jakelinealvesleal: Obrigada pelos comentários, jake! Feliz Natal e um excelente 2015!

Danielle17: Eu tbm sou defensora de um companheiro para Hermione. Mas como eu tbm comentei com a Taysi, a Hermione está cercada de comensais, ela detesta todos eles, e tbm tem o fato dela ser uma mulher casada, e casada com Draco Malfoy ainda. Esses homens não vai arriscar muito. Mas estamos trabalhando para isso. Muitos homens olham para a Hermione. O Draco percebe isso e ele parece andar com uma foice na mão pra matar o primeiro que tentar se aproximar. hahaha Você conseguiu enxergar bem esse conflito interno da Hermione com o Draco. Ela está vendo que eles estão se aproximando, mas fica difícil para ela porque a parte racional dela sabe de tudo que a obriga odiar ele. E muito obrigada por todos os elogios! É uma motivação e tanto!! Feliz Natal e um excelente 2015!

Jess Mesquita: Esse crescimento dos personagens é o mais difícil de conseguir porque ele sempre precisa ser justificado. A Hermione não pode se tornar o que ela está se tornando só por se ver longe dos amigos. Draco não pode se deixar levar por sentimentos porque não faz o estilo dele. É difícil, mas a gente vai levando e eu vou tentando! hahaha! Obrigada pelo apoio e pelos comentários! Feliz Natal e um excelente 2015!

Elida: Vai dizer que não foi lindo o Draco sentindo falta de casa, mas sem perceber que na verdade estava sentindo falta mesmo era da Hermione. hahaha Obrigada pelo comentário! Acho que nunca te vi comentando antes! Seja bem vinda! Espero te ver em 2015 tbm! Feliz Natal e um excelente 2015!

Lisa Granger: Sim é verdade, o Draco estava se deixando levar muito. Mas acho que ele estava deixando isso acontecer porque estava um pouco confuso. Agora ele parece estar entendendo o que está acontecendo e o final desse capítulo deixa um pouco na dúvida de: será que ele vai recuar? Ele está começando a pereber que não está gostando do rumo que as coisas estão tomando. Ele sabe que nada disso nunca aconteceu com ele. E a Hermione, por mais que ela se veja atada ao Draco, ela tbm se vê presa aos pontos negativos dele o que já a deixa de alerta. E ela tbm segue muito mais para a parte de proteger o fillho(a) que vai ter e vê o Draco como aliado, ela precisa de próximo. Muito obrigada por todos os seus comentários e pelo apoio! Feliz Natal e um excelente 2015!

dann: AHHH!!! VOCÊ TBM FRITOU COM O FINAL DAQUELE LIVRO IGUAL EU??? Vem aqui e me dá um abraço, por favor!!! Eu nunca tive ninguém para comentar desse livro antes! Foi uma angústia eterna ler aquele negócio! Atonement é um daqueles livros que vc não sabe se ama ou odeia, só sabe que o sentimento é forte! hahaha Eu entendo que vc não goste de surpresas, mas eu adoro surpresas. Eu nunca leio o final, corro de spoiler e crio ódio de quem me conta o que vai acontecer. hahaha Gosto do sentimento da surpresa. Quando vc ta lendo the song of ice and fire daí o Ned morre e vc no mesmo segundo não sabe o que pensar tipo "Uai! E agora?" e daí sobe aquela aflição. hahaha. Adoro sentimento forte mesmo que eu não esteja preparada pra passar por ele. Eu acho que é isso que faz a gente criar a resistência e superação. Mas minha irmã é do tipo que tbm detesta surpresas! Ela sempre quer saber o que vai acontecer antes de acontecer, meu pai é a mesma coisa. hahaha. Eu tbm entendo que é ruim ficar esperando um capítulo o mês inteiro. Deve cansar e as vezes até desanimar. Fico feliz que você não tenha conseguido resistir por mais ruim que isso seja para vc. hahaha A parte da Hermione se importar que o Draco tenha amantes é um se importar de modo relativo. Ela não ama o Draco, mas ela vai para cama com ele. Eu não iria gostar de saber que um homem que me tem na cama, mesmo que eu não o ame, tbm toca em outras mulheres. É mais uma questão de amar o próprio corpo, o que eu creio que a Hermione tenha. E agora ela está começando a ampliar os horizontes. Tem um peso nos títulos do que ele é para ela tbm. Ele não é só um homem que ela pouco se importa que a leva para cama. Draco é o marido dela, vai ser pai do filho dela, eles são cúmplices agora. Esses títulos acabam pesando um pouco. Ela já disse que não se importa que ele tenha amantes, mas não que não quer saber quem são ou quando está com elas, porque com certeza isso a incomoda. A incomoda por orgulho e por amor ao próprio corpo. Eu vejo dessa forma. E o Draco reparando na própria secretária veio mais como uma luz para ele. hahaha Aquela que, "Opa! Espera! Eu já deveria ter reparado na minha secretária! Por que nunca reparei? Ah, claro! Hermione! Maldita distração! O que vc tem pra me entreter tanto, hein?!" hahahaha E eu tbm sou a favor de um homem desse nível que vc descrever para a Hermione, mas como eu disse para algumas outras leitoras, é complicado. Ninguém quer mexer com uma mulher casada com Draco Malfoy. Ninguém quer desafiar alguém poderoso e posessivo como ele. Massss estamos trabalhando nissooo! haha Sou do time alguém para colocar ciumes nos olhos do Draco. Alguém vai aparecer! Ah, e eu tbm acho que essa parte do "eu não gosto de você" ao invez de "eu te odeio" que tem acontecido para os dois foi um pouco abordada no final do capítulo. Draco ta começando a se assustar como deveria. Eles vão ter que trabalhar em muita coisa. Como você mesmo disse, tem muito machucado aberto. Eles estão construindo uma nova história, mas tem muitas coisas da velha história que não podem ser abandonadas ou esquecidas. Enfim, muito obrigada pelo comentário maravilhoso! Super construtivo e bem colocado! Adorei saber nos detalhes tudo que pensa! Obrigada pelo apoio e espero te ver em 2015 tbm! Feliz Natal e um excelente 2015!

Josianne: Não acredito que te fiz voltar a ler fics!! Que gratificante!! Acredite ou não, mas eu fiquei anos sem escrever fanfics e de repente senti a necessidade de me apaixonar por um casal assim. Daí voltei a escrever. Mas acho que essa fic vai fechar esse ciclo que tive. Portanto é muito ótimo ver o apoio e os comentários! Muito obrigada! Seja bem vinda e acredite, eu tbm sou do time que torce para que alguém apareça para a Hermione! hahaha Como eu falei com a Taisy, Danielle17 e dann é um pouco complicado. Enfim, espero te ver em 2015 tbm! Feliz Natal e um excelente 2015!

Compartilhe!

anúncio

Comentários (19)

  • Byanca

    Nem acreditei quando vi que tinha capitulo antes do dia 04, tive um surto de felicidade, essa fic consegue se superar cada vez mais e inclusive você consegue caracterizar os personagens tão bem que chega a ser sobrenatural, de verdade eu sou apaixonada por essa fic e você merece ser reconhecida pelo mundo inteiro ashuahuashuahs que todos leiam essa fic e se apaixonem assim como eu. Feliz Natal e Feliz ano novo

    2014-12-27
  • Elida

    Amei o Draco sentido falta de casa, ele e a Hermione estão construindo a relação deles aos poucos e eu estou amando acompanhar isso. Adorei esse presente de Natal :)Muito ansiosa para os próximos.Beijos :*

    2014-12-27
  • Sra.T

    Desde que você falou que ia ter um capítulo presente de natal, fiquei atualizando isso aqui toooodo dia! Gente, eu to viciada nessa historia, eu quero ver logo a Hermione como uma Malfoy diante da Ordem! Sinto uma treta maligna vindo!

    2014-12-26
  • Karla Dumbledore

        Ahhhh!!!! O que foi esse capítulo 25?       Não consigo nem comentar no momento pois nãoo tenho mais criatividade para inventar maneiras de expressar o quanto essa fic é INCRÍVEL.       Te acompanho desde março de 2013 e desde lá sou apaixonada por essa história, tenho certeza que acompanhá-la ao longo desses quase dois anos não foi nenhuma perda de tempo.     Espero que tenha tido um bom Natal, eu tive e esse novo capítulo fechou com chave de ouro esse feriado, e que tenha um ótimo 2015, com muito tempo e criatividade para continuar escrevendo algo taõ maravilhoso assim.

    2014-12-26
  • Anne Lizzy Bastos

    Moça como você me deixa neste vácuo assim?  Eu queria saber se vai haver traição por parte do Draco.  Eu amo sua fic e cada dia que passa eu fico nesta expectativa do que vai acontecer.  Eu não poderia ficar nem um pouco contente com uma traição por parte dele. Acho que a Mione sofreu demais para suportar ainda mais essa carga.por mais que eu entenda seu ponto de vista sobre a Pansy e eu sinta certa pena dela, não torço pra ela. Ela não tem sido a vítima aqui.  Ela pode até mesmo não ter sorte no amor, mas ela deve entender que Draco está fora de alcance para ela.Adorei o capítulo e a forma que o Malfoy sentiu falta da Mione.  Acho que ele já a ama. Só não sabe disto e nem sabe lidar com a situação. Será que Voldemort vai cumprir com a sua palavra?  Provavelmente não. Mas ele vai se surpreender com a Mione.  Disto eu tenho certeza. Feliz Natal! Quanto a apoiar eeu trabalho, vc sempre terá isso de mim. Sua fic é perfeita demais para passar despercebida.Lizy 

    2014-12-26
  • Danielle17

    Ahhhhhhhhhhhh q capítulo maravilhosoooooo!!!!!!! Esse recúo do Draco no final do capítulo, me deu a sensação de q o veremos mais frio com Hermione, depois de tudo q ela falou e diga-se de passagem com mta coragem e sinceridade. Eu adoro a Hermione na sua fic, vc está conseguindo construí-la perfeitamente, a gente consegue entender cada transformação q ela está passando e o pq das decisões q ela vem tomando desde do seu acordo com Draco. E essa barganha entre ela e Voldemort, me lembrou o cap. passado qdo Draco fala com ela da Molly em relação ao Fred... Feliz Natal e Próspero ano novo pra vc e todas as leitoras da fic... Draco estava perfeito sentindo saudades nesse capitulo. 

    2014-12-26
  • Mimi Potter

      Acho fantástico as formas como eles estão encarando a situação em que se encontram. Não há mais como negarem que estão se envolvendo e construindo uma relação. Já existe uma cumplicidade importante entre eles. Tem muita água pra rolar até eles não sentirem alguma rejeição um pelo outro, mas já sentem essa necessidade um do outro que já está divertida de acompanhar. Foi muito fofo e precioso ver o Draco ansioso para encontrar ela novamente. Essa vontade muito forte de ir para casa me fez rir. Você já disse que não gosta de ser muito precisa com o tempo, mas estou com a ideia de há meses o Draco não faz sexo com outra mulher. Fora que chutaria que ele não chegou a transar nem com 10 mulheres desde que eles casaram. A Pansy deve estar louca da vida, afinal só ela deve saber o quanto Draco está envolvido com Hermione, pois ele não fica com ela há mais de um ano e esforço da parte dela não faltou em nenhum momento. E acho que o Draco está se dando conta nesse momento da fic do tamanho que Hermione foi ocupando na vida dele. E ela também reconhece isso. Já sabe que o Draco Malfoy que sempre “conviveu” não é o Draco Malfoy que é marido dela. As coisas mudam muito quando vemos o outro lado da moeda. E, claro, Hermione se sente culpada por isso. Só pensar em reconhecer algum sentimento positivo por ele gera culpa nela, porque são muitas feridas velhas e abertas em questões diferentes, né? Me diverti muito com a mulher que se manteve na barraca dele, provavelmente esperando algum convite ou insinuação, e ele cagar pra isso. HAHAHA o mundo dá voltas. E ir direto para Catedral para encontrá-la e ela estar naquela simulação pesada foi muito bom. Um pouco de desespero irracional da parte dele, como se Hermione fosse qualquer uma. Provável que os “bons tempos” da relação deles se espalhem? Alguém vai acabar comentando e imagino Voldemort ouvindo isso. Especularia que ele vai ficar achando que o sangue dela falou mais alto e que o tempo todo o objetivo dele era juntar esse misterioso (morrendo de curiosidade) e poderoso sangue dela com o dos Malfoy’s. Ainda acho que ele vai cantar vitória dessa união e querer levar crédito por ter unido as brilhantes mentes de Draco e Hermione para garantir o domínio absoluto do Império. Entendo o fato da Hermione não querer saber e não permitir que o Draco exponha as amantes de qualquer jeito. Ela sempre deixou isso claro e pra mim é uma questão de orgulho e respeito próprio dela com ela e dele com ela. Ela não permitiria uma relação avacalhada da mesma forma que a Narcisa, onde só falta as amantes irem tomar chá da tarde na residência dos Malfoy’s. Porém, fico achando que nesses últimos tempos tá rolando ciúme já. Ela tá muito preocupada com isso e até perturbada hahahaha Quer o Draco só pra ela e ponto final. Pode não ama-lo, mas alimenta um sentimento de posse já e ainda acha que ele traí ela com alguma frequência, apesar de tentar não pensar nisso. Será que ela algum dia vai descobrir que ele fazia tanta questão assim de ficar com ela? Tanto que depois de um mês longe queria só deitar na cama com ela?   Não consegui comentar o 24 direito porque meu dezembro foi uma loucura. E tô realmente martelando essa situação da captura do Fred. Hermione mostrou que vai fundo mesmo nessa de jogar pelo lado das trevas, enquanto arma o plano maior com o Draco. Foi foda. Torturar assim e lidar justo com o Fred foi um desafio importante pra ela. E bola pra frente, veremos o que ele dirá na Cerimônia de Inverno nos seus últimos momentos. Todos estavam num dia muito bom no capítulo 24, né? Veio a Pansy pra estragar a porra toda. Essa mulher já tá virando dor de cabeça. Narcisa e Hermione estão numa parceria incomum e interessante. Hahahaha A dama da sociedade se juntar com a Hermione é divertido de acompanhar. Elas ainda irão se divertir juntas ao que parece. E Voldemort é um cretino mesmo. Sério, me pergunto seriamente se ele vai cumprir o trato caso Hermione entregue o Harry para ele. Ele não iria querer competição com o precioso herdeiro de sangue precioso que está planejando, por isso não gostaria que Draco e Hermione tivessem qualquer outra criança. Se ela está disposta a prometer o Harry é a certeza que tudo isso mexeu completamente com ela. Porém, acho que pro Harry não vai fazer a menor diferença no final. Ele já vai ter perdido Hermione mesmo, então não acho que vá fazer mais mal. Sei que ele quer ganhar a guerra e tudo, mas penso como ele reagiria ao ganhar tudo com um esforço da Ordem + um empurrão da ajuda oculta de Draco e Hermione? Será que ganhar a guerra teria o mesmo sabor sabendo que a Hermione não vai voltar pra ele? Harry ainda é me parece muito egoísta. Bom ano novo e felicidades!

    2014-12-26
  • jakelinealvesleal

    AH!!!!!!! isso é que é presente de natal minha gente.Meu Jesus cristinho isso aqui ta bom demais,esses sentimentos começando a aparecer,adorei o momento saudade,consegui imaginar direitinho.E o momento do Lorde,agora,esse acordo da Mione,promete,é so aguardar e veremos .Um feliz Natal,e um Feliz Ano pra voçe tambem,bye!!!

    2014-12-26
  • bbta black

    Leitora nova no pedaço :)))Ai meu Deus, que capítulo maravilhoso!!! Adorei o presente de Natal. Li a fic toda em dois dias pq não consegui parar. Sua história é boa demais. Estou amando!Um Feliz Natal pra vc, autora maravilhosa.E um maravilhoso ano novo, caso vc não poste nenhum capítulo até semana que vem, o que eu espero que vc faça.Bejinhos ;) 

    2014-12-26
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.