Cap. 5



Aaaah eu sei que demorei demais, peço um milhão de desculpas, mas antes tarde do que nunca. =)


__________________________________________________________________________________________________


O barulho incessante do despertador  foi o que a acordou naquela manhã. Resmungou depois de desligá-lo e virou-se para o lado, admirando a pessoa ao seu lado. Tudo havia mudado tão rápido, e estava tão bom...  tão diferente, mas tão perfeito. Sorriu ao sentir o braço de Rony parar exatamente na sua cintura enquanto ele sorria ainda de olhos fechados.


- Para de me olhar enquanto eu durmo, fico encabulado.


Ela riu e virou para o outro lado da cama.


- Não pedi pra você fazer isso – falou meio contrariado enquanto mexia no cabelo dela, tentando de todas as maneiras fazer com que ela olhasse pra ele de novo.


Hermione se virou e olhou no fundo daqueles olhos azuis. Sorriu para ele e tentou levantar, mesmo que não quisesse, com medo de se atrasar para o trabalho.


Rony não perdeu tempo e segurou seu braço para que ela não pudesse sair dali, e fez com que ela caísse em cima dele. Aproveitando a oportunidade, começou a fazer cócegas nela, e continuou,  ao som dos risos incessantes.


Quando percebeu que ela estava ficando sem fôlego, parou e apenas viu o olhar homicida da namorada direcionado pra ele.


- Ah Mione, não fica brava. Assim você acorda de bom humor.


Tudo que Rony conseguiu ver foi um sorriso levado nascendo dos lábios de Hermione enquanto ela corria até o banheiro e trancava a porta. Apenas observou um pouco a porta parada e trancada, lembrando do sorriso dela.


Seguiu até a cozinha e começou a colocar as coisas em ordem, esperando Hermione voltar. O barulho da porta batendo foi o que chamou a atenção de Rony para uma Hermione esbaforida entrando às pressas na cozinha, ela falava consigo mesma coisas desconexas, que ele não era capaz de compreender. Aproximou-se dele, deu-lhe um beijo estalado na bochecha e saiu da cozinha.


Aproveitando os feitiços culinários que Hermione havia lhe ensinado, deixou um bule de chá sendo preparado e saiu atrás dela, confuso e aflito por o que poderia estar passando naquela mente ocupada. Vendo que ela estava sentada no sofá, remexendo na bolsa, mas agora calada, sem balbuciar para si, achou que já era seguro falar.


- Mione, aconteceu alguma coisa com você?


- Ah? – Foi tudo que ela respondeu por ter sido tirada de seus devaneios.


- Te irritei? –Rony parecia mais preocupado do que antes.


- Ah, isso. Não, querido, não irritou – ela passou meio apressada por ele mais uma vez, com a bolsa pendurada no braço por uma alça só e aparentemente procurando alguma coisa, enquanto respondia sem parecer compreender o que dizia.


- Hermione, olha pra mim.


Os olhos dela varreram a sala procurando os dele, mas com visível confusão.


- Por que você está agindo desse jeito?


- Eu havia e esquecido de uma coisa muito importante e sua sessão de cócegas me fez lembrar.


- Ainda não entendi.


-  Ah, você vai entender depois.


Rony não discutiu. Sabia que a namorada ficava com esses lapsos de concentração absoluta e ninguém conseguia tirá-la de sua própria cabeça. Parecia que estava meio avoada nos sentidos, mas fora isso era a Hermione convencional, certinha e atarefada com as milhões de coisas que sempre precisava fazer.


Quando deu por si ela estava toda arrumada e não mais com aquele ar de que ainda está faltando alguma coisa. Segurava uma xícara nas mãos e o vapor do chá quente envolvia seu rosto enquanto ela tomava.


- Você acertou dessa vez.


- O que? – apenas resmungou tentando entender o que ela estava querendo dizer, já que o tirou de suas especulações de maneira tão dramática.


- Está ao menos prestando atenção no que eu estou dizendo? – perguntou divertida.


- Pra falar a verdade, nesse momento não.


- Foi o que eu imaginei, pela sua cara. Você estava quase babando no carpete, meu amor – falou rindo antes de ir para a cozinha.


- Mione? – Disse quase gritando da sala.


- O que foi? Não precisa gritar, estamos na mesma casa – ao confessar a última parte ela sorriu abertamente, deleitando-se com a sensação de tal fato.


- Desde quando você me chama de querido, ou meu amor? – Rony estava aparentemente confuso.


- Ah, apenas variando um pouco. Olha, eu tenho que ir, na hora do almoço no mesmo lugar de sempre?


- Agora? Mas ainda falta meia hora pra você sair, Mi.


- Tenho um assuntinho a resolver antes disso – dependurou-se no pescoço dele e lhe deu um beijo antes pegar a bolsa e sair apressada do apartamento. – Ah, não esquece de por comida pro Bichento – a porta bateu.


Por mais que Rony achasse aquela situação estranha, ele não se preocupou por dois motivos: primeiro que ela era Hermione Granger, e Hermione Granger sempre vai ter suas peculiaridades difíceis de entender. Segundo que ela provavelmente tinha mais algum compromisso na sua agenda superlotada, e considerando que ela sempre teve um dia muito cheio de coisas que a própria inventava, como passar horas a fio estudando sem nenhuma necessidade, não era de outro planeta o fato de que ela tinha alguma coisa a mais para resolver.


Dirigiu-se a cozinha e tomou calmamente sua xícara de chá, que mesmo tão quente, estava mesmo bom, como ela havia lhe dito há pouco. Observou como tudo era estritamente arrumado naquela casa. Era impressionante que ele vivesse ali.


Lembrou-se do modo com que Hermione chegava em casa com a varinha em punhos e com um aceno tudo ficava brilhando. Perguntava-se por que sua mãe sempre cuidou tanto da casa, já que Hermione fazia isso parecer tão fácil. Bastava o murmúrio de alguns feitiços que a casa praticamente se arrumava sozinha e tudo mantia-se na mais perfeita ordem. Simplesmente brilhante, foi o que pensou.


Viu a hora no relógio e saiu correndo, parando apenas para deixar a xícara na pia. Caminhou por toda casa procurando suas coisas, vestindo a camisa e escovando os dentes ao mesmo tempo, com uma habilidade incrível para arrumar-se com o pouco tempo que lhe restava.


Terminou com um segundo de folga, que foi o suficiente apenas para observar o retrato dele e de Hermione que ficava na prateleira da sala, em meio a tantos livros. Na foto bruxa, Hermione sorria docemente e ele fazia uma careta meio de lado, até que virava e dava um beijo na bochecha dela, fazendo com risse mais ainda. A foto era a favorita dos dois, com aquele cenário de inverno, que lembrava tanto Hogwarts.


Olhou de novo para o relógio.


- Droga!


Saiu correndo do apartamento desaparatou ainda no corredor do prédio.


 


Hermione andava tão rápido pelos corredores abarrotados do ministério que praticamente corria. A bolsa novamente pendurada por uma alça só em um dos braços, diversas pastas e papeis em no outro. Não ouvia os comprimentos das pessoas ao seu redor, nem as reclamações pela sua visível desatenção.


Chegou ao elevador antes que ele se fechasse e para sua sorte encontrou Harry.


- Por Mérlin, te achei.


- O que houve?


- Eu que pergunto, você sumiu! Como esperava que eu resolvesse alguma coisa com você fora das minhas vistas Harry?


- Desculpe, mas o Ministro queria falar uma coisa muito importante comigo.


- Tudo bem... eu to meio desnorteada hoje, você me pegou de surpresa – ela deu uma risada cansada. – Mas ta tudo certo então, né?


-Sim, sim.


- Que bom – ela sorriu para ele. – Céus, já cheguei! To indo, Harry – virou-se e saiu antes de ouvir a despedida do amigo.


Foi tropeçando em mais gente andando espalhafatosa pelos corredores lotados até chegar à segurança de sua sala sorrindo.


Largou a quantidade assustadora de papéis que carregava no canto da escrivaninha e sentou, deixando que seu corpo descansasse por três míseros segundos antes de pegar a pasta do topo, abri-la e deparar-se com mais e mais papéis com o que se preocupar. Tomou a pena em mãos e começou a escrever febrilmente, como se dependesse de sua vida. A pilha do primeiro canto ia diminuindo à medida que a segunda ia aumentando, tudo numa velocidade digna de aplausos.


Depois de começar, essa era primeira vez que olhava para o relógio e já era hora do almoço. Mesmo tendo perdido a manhã toda completando e analisando aquela montanha de papéis intermináveis, ela terminara tudo em pouco tempo.


Saiu da sala calmamente, já que nesse horário o movimento do Ministério não era tão deturpante, mesmo que agitado. Andou pelas ruas de Londres olhando o movimento e pensando na vida, em que tinha que fazer ao chegar em casa, o que queria fazer no fim de semana... Havia aprendido com Rony, ou melhor, ele praticamente obrigou-a a aprender, que na hora do almoço não era hora para pensar em trabalho, pois era a única folga do dia inteiro. Isso a deixou mais calma, e menos ansiosa, então havia sido um costume adotado com bastante facilidade.


Chegou ao restaurante de sempre cumprimentado a atendente, que já era conhecida.


- Bom dia, Anne. Você viu o Ron chegar?


- Sim, Srta. Granger, ele está bem ali – a moça loira disse sorrindo, apontando para o canto mais afastado do lugar.


- Obrigada.


Rony olhava tão fixo para a janela que estava quase babando, de novo.


- Ron – chamou alegre, tentando tirá-lo de seus pensamentos.


- Ah, oi Mione – olhou-a sentar-se na sua frente depois de passar a mão carinhosamente em seus cabelos ruivos.


- Um galeão pelos seus pensamentos – disse risonha.


Rony riu e observou-a fazer o mesmo, balançando de leve os cachos castanhos e cheios. Sim, era uma visão linda.


- Não estava pensando em nada. Só te esperando – sorriu de lado –, mas como foi o seu tal compromisso hoje de manhã?


- Ah, um sucesso! – contou juntando as mãos, parecendo orgulhosa pelo resultado.


- Vai poder me contar o que é? – Tentou persuadi-la.


- Eu sei que você está curioso, mas tudo a seu tempo.


- Não se trata apenas de curiosidade, Mi, fico preocupado.


- Preocupado? Ah Rony, você não existe mesmo – disse balançando a cabeça.


- O que tem? Eu te amo, poxa, quero te proteger do mal do mundo.


Rony percebeu que havia ganhado com o sorriso terno que Hermione lhe dava. Agora ele sabia que era só cutucar mais um pouquinho que ela entregava o jogo. Com o tempo aprendeu a lidar e até manipular os sentimentos daquela mulher que amava tanto, e descobriu que era um artifício muito útil.


- Ah, me diz se tem a ver com trabalho. Se tiver eu paro de te perguntar.


- Você não desiste não é? – ele negou com a cabeça e ela riu – não tem a ver com trabalho.


- Ah agora vai ter que me contar! – a expressão sapeca no rosto sardento dele a fez lembrar-se de quando ainda faziam aquelas saídas noturnas e ela dava um sermão inacabável mesmo que ficar ali na companhia dos dois amigos na madrugada pela escola, fosse algo precioso.  


- Posso até te contar, mas isso é segredo de estado. Não pode falar nem pro Harry – os olhos dele mantinham-se atentos a cada palavra pronunciada, como se precisasse absorver cada sílaba. – Muito bem, o Harry vai pedir a Gina em casamento e ele me pediu ajuda pra escolher o anel.


Mesmo com a concentração absurda de Rony, ele tomava um pouco de água quando ela ainda falava e engasgou de maneira bastante dramática ao ouvir o fim da sentença. Tudo que Hermione pode pensar em fazer foi rolar os olhos, pela reação exagerada de Rony.


A primeira coisa que ele conseguiu em dizer depois de recobrar a voz foi:


- O Harry vai pedir a Gina... mas e... Espera, se é o Harry que vai fazer isso por que não posso comentar com ele?


- Porque eu não podia ter te contado, ele estava com medo exatamente dessa sua reação exagerada.


- Imagina a reação do Harry quando for a Gina contando isso pra ele – Rony sussurrou tão baixo, que Hermione praticamente não ouviu, mas compreendeu.


Assim como Rony, ficou espantada com aquela declaração e engasgou-se, porem de maneira muito mais discreta e tão imperceptível que o próprio Ron não notara que ela havia escutado o que ele acabara de dizer.


Enquanto almoçavam Hermione não conseguia tirar o sorriso bobo do rosto, por mais que tentasse. Era muito diferente, para não dizer absurdo, ver aquele menino desajeitado e insensível fazendo tal declaração de amor, mesmo que ele não tenha tido intenções de que ela o ouvisse, diretamente.


 


 


Tudo que queria ao por os pés em casa, era sua cama. O treinamento havia moído e triturado todo e qualquer músculo de seu corpo até virar um mero resquício capaz de mantê-lo em pé. Estava tão cansado que não teve pressa pela cama em si, atirou-se no sofá mesmo, gemendo com a queda.


O rosto enfiado numa almofada, os braços largados do lado do corpo, metade do corpo no curto sofá, no qual seu corpo delgado não cabia por completo, e seus pés ficavam tocando o chão, esparramados pela sala.  Tentou sair da posição completamente desconfortável, mas parecia menos do que a agonia de manter-se de pé. 


Ouviu o clique da porta e os passos de Hermione ao entrar no cômodo, o que fazia um barulho relativamente alto, considerando o salto batendo no chão de madeira.


 - Ron, você está bem? – ela disse levemente preocupada.


Resmungou um pouco e conseguiu forças para se virar e parar sentado no chão, vigiado pelos olhos atentos de Hermione.


- Calma, Mi. To bem, só quebrado por causa do treinamento.


- Ah, entendi – disse sentando no sofá. - Não precisa ficar ai largado no sofá desse jeito, quem vê isso e não te conhece, acha que você caiu morto.


Ouviu-se ambas as risadas ressoar na pequena sala.


O silencio tomou conta do lugar rapidamente, deixando uma situação tensa. Não sabendo muito bem o que fazer, puxou-a para seu colo.


- Desculpa, não queria te assustar, Mi – ele sussurrou em seu ouvido, com o pedido de desculpas muito claro na voz, mesmo que ela não tenha brigado com ele.


Deixou-se ser abraçada por ele ali mesmo no chão da sala de estar. Era engraçado o modo com que sua vida era regrada fora de casa, mas perto dele, completamente imprevisível. Tudo que planejou fazer ao chegar em casa havia tomado outro rumo no momento que viu seu namorado jogado como um cadáver no sofá.


Ron observou os olhos arregalados castanhos dela fitando os seus. Tomado por uma vergonha inexplicável, beijou-a, como se fosse a única coisa sensata a se fazer naquele momento. Claro, que aquela era uma cena muito estranha, Hermione Granger, a sabe-tudo da escola, atirada no chão com seu namorado aos beijos, que por acaso era seu melhor amigo e que, num passado não tão distante, não conseguiam passar um dia sem discutir.


- Por acaso você deu comida ao Bichento como eu pedi? – interrompeu o momento com a pergunta repentina.


- Ah, desculpa Mi. Fiquei todo enrolado e me atrasei.


- Tudo bem, mas o coitadinho ta o dia inteiro sem comer, vou dar comida pra ele.


- Não, eu não deixo – disse sorrindo prendendo-a em seus braços.


- Mas ele está sem comer o dia todo, Ron. Tadinho...


- Mi, ele ficou sem comer o dia todo, agüenta mais um pouquinho. Não vou te deixar sair, tenho certeza que você acha meu colo melhor do que dar comia a um gato peludo.


- Mentindo você não ta, mas eu não quero deixar ele com fome.


- Gato se vira. Sabe caçar, sei lá, faz qualquer coisa.


- Tudo bem, depois eu coloco comida pra ele.


- Ganhei de Hermione Granger pela primeira vez na minha vida.


- Muito engraçado, Ronald Weasley.


- Não to mentindo. Desde Hogwarts você sempre ganha nossas discussões.


- Isso é mentira. Ninguém nunca ganhava nossas discussões. Os dois saiam irritados e as discussões eram sempre ridículas. Você sabe disso.


- Só sei que eu era um idiota por ter ficado brigando esse tempo todo com você.


- Sei que era.


- Engraçadinha.


A conversa  terminou tão subitamente como começou, interrompida por mais uma sessão de beijos, a qual não sabiam ao certo quem havia começado. Até porque, ninguém estava muito interessado nisso naquele instante.


 


 


A madrugada estava mais gelada que a anterior, e Hermione foi obrigada a levantar para pegar mais um cobertor. Jogou-o em cima da cama e correu pra debaixo dele, aconchegou-se e fechou os olhos calmamente olhando o despertador ao lado e pensando que no dia seguinte não teria que acordar cedo. Sorriu e virou para o lado,  adormecendo assim que fechou os olhos.


Batidas incessantes na porta da frente foram o que a acordaram naquela manhã de sábado. Transtornada por ter que acordar às sete da manhã de um sábado, foi com a pior cara do mundo atender a porta.


Quando viu Gina com o sorriso mais bobo que já havia visto parada ali, no batente da porta, soube do que se tratava, e apenas sentiu o impacto da amiga em cima de si gritando histericamente.


- O Harry me pediu em casamento, Mi, ele me pediu em casamento!


- Eu sei disso, Gina, mas precisava vir até aqui às sete da manhã?


- Ah, Hermione para de ser chata. Fui pedida em casamento e você age como se fosse uma coisa que acontece todo dia.


Rony apareceu na sala com a cara mais amassada e irritada possível. Sua irmã mais nova havia aparecido na sua casa às sete da manhã do seu sábado com a sua namorada. Era uma situação revoltante, que não poderia estar acontecendo.


- Gina! – Gritou irritado – ta fazendo o que aqui?


- Ah Rony, não enche.  Vim falar com a Hermione, não com você.


- Caso a mocinha não tenha percebido, a casa também é minha, e a sua gritaria histérica me acordou.


- Ah, ta bom, eu vou embora. Fiquem ai – parecendo meio irritada se virou e bateu a porta ao sair.


- Que chata. Agora não vou conseguir mais dormir.


- Acho que você exagerou, Ron. Imagina, foi o pedido mais importante da vida dela, é um motivo bom para se estar tão feliz.


- Não quero tirar a felicidade dela, só quero que ela me deixe dormir em paz. Quando chegar a sua vez, você não vai dar um ataque desses né?


- Ah, quando chegar a minha vez? Não entendi...


Dando-se conta do que tinha dito, Rony atingiu o mais alto dos vermelhos e sua voz pareceu falhar antes mesmo de sair. O nervosismo que o tomou era tanto, que sentiu-se em Hogwarts com aquele velho medo de admitir seus  sentimentos. O pior era que Hermione parecia não ter entendido realmente, e aguardava a resposta calmamente, o fitando nos olhos, o que o deixava meio perdido e atordoado.


A voz saiu meio cambaleante enquanto tentava explicar aquilo de uma maneira que não o acusasse, e nem assustasse Hermione, que ainda aguardava a resposta.


- É... eu... só... é...


- Nossa que foi de tão grave assim?


- Ah, eudissequequandochegarasuavezvocênãovaiterumataquedesses – disse tão rápido que parecia um língua daquelas completamente incompreensíveis, sua boca ficou seca, agora praticamente sem palavras. Os olhos arregalados estavam focados só e unicamente em Hermione, esperando a reação dela como uma sentença de morte.


Demorando um pouco para entender a língua desconexa do namorado, foi colocando os pingos nos is mentalmente, e ao entender o que ele quis dizer, percebeu a importância daquelas poucas palavras.  Tomou um susto, engasgando com o próprio ar, mesmo sabendo que aquilo não era um pedido oficial, mas o aviso prévio dele. Analisando a situação em uma fração de segundo, pode ver que o melhor era não deixar Rony mais nervoso, e conter-se.


- Ah, entendi.


Todo o ar dos pulmões de Rony foi liberado em um sinal nítido de alívio. Os músculos relaxaram e a cabeça perdeu uns mil quilos, deixando espaço para que pudesse pensar. Não sabendo o que fazer pensou no óbvio, puxou-a pela cintura e beijou-a.


 


 


Atrasados novamente. Foi o que Hermione pensou quando saia pela casa desesperada procurando sua bolsa. Era impressionante como sempre se atrasavam quando tinham algum compromisso nA Toca, e o Harry havia pedido para que eles nãos e atrasassem de novo...


- Rony! Já ta pronto?


- Não. Sabe onde ta a minha camisa verde?


- Ah não. Essa é muito feia. Vai com a branca.


- Ok então. Já ta pronta?


- Sim.


- Então vamos.


A vida deles passava com uma rotina absolutamente programada e organizada, mas nada monótona. Parecia que já estavam casados, porque se comportavam como se isso já estivesse acontecido.


Não moravam há muito tempo juntos, mas, por incrível que pareça, o “pequeno” fato de estarem juntos acabou com toda e qualquer briga, com todas as discussões, com os desentendimentos e transformou a vida dos dois em uma harmonia profunda, a qual era de dar inveja em muitos “casais perfeitos”.


E realmente, eles eram um casal perfeito. Enquanto saiam pela porta dianteira do prédio para ir desaparatar em um beco próximo, andavam de mãos dadas, como se nada mais importasse no mundo, fora a presença de seus seres, ligados por um amor inimaginavelmente forte.


Batendo levemente na porta, Hermione e Rony esperaram Moly, ou qualquer outro Weasley, abrir a porta. Quem abriu fio uma Gina desesperada, que quase acertou um tapa na cara do seu mais querido irmão.


- Vocês se atrasaram de novo.


- Ah Gina, não enche. Dessa vez foi só meia hora – irritado com a irmã, entrou pela porta e a ignorou totalmente, enquanto cumprimentava seu pai e seus irmãos.


- Desculpa Gina. Tentei deixar tudo pronto na hora, mas... Ah, desculpa.


- Fazer o que né. Vocês dois não têm jeito mesmo. Até no meu jantar de noivado se atrasam.


- Já pedi desculpas. E além do mais, nada nunca sai na hora por aqui. Sei que você também sabe disso.


Gina não conseguiu mais fazer jogo duro e riu abertamente da amiga.


- Você tem razão. O jantar nem está totalmente pronto ainda.


- Viu? E não briga com o Rony... ele ta nervoso com tudo isso.


- Nervoso? E ele tem motivo por acaso? – perguntou Gina quando entravam na sala e se sentavam no sofá, sussurrando.


- Acho que ele se sente pressionado. Sabe que daqui a pouco vai ter que me pedir. O que eu acho uma grande bobagem.


Gina gargalhou gostosamente.


- Mas é óbvio que é isso Hermione. Como eu não havia pensado nisso antes?


- Enfim Gi. Depois você se vinga dele. Vou cumprimentar os outros – Hermione se levantou e foi falar com todos os presentes.


O jantar transcorreu tranquilamente, com todas as brincadeiras possíveis da parte de Jorge e Rony, que caçoavam de Harry de todas as maneiras possíveis. Gina estava radiante, agora que seu pedido de casamento, juntamente com seu anel de brilhantes era oficialmente oficial. Toda a festança acabou de madrugada e, enfim, todos voltaram para o conforto de suas casas.


 


Mais algumas semanas se passaram, muito corridas e cheias de trabalho, como sempre, mas com o toque doce que um Weasley e uma Granger podem dar a uma relação.


 Enquanto Rony preparava o jantar, isso mesmo, Ronald Weasley preparando algo comestível, Hermione arrumava a casa com floreios de varinha.


- Mi? – Rony perguntou da cozinha.


- Oi.


- Pode pegar um pacote dentro da minha mochila que tem alguns temperos que eu comprei?


- Claro. Onde ta a mochila?


- No escritório eu acho.


Hermione chegou até a mochila de Rony buscando o tal pacote. Não o encontrando começou a revirar seu conteúdo, quando deparou-se com uma carta.  O envelope azul bêbe com caligrafia perfeita lhe chamou a atenção. As cartas do ministério usavam pergaminho, não ficavam em envelopes.


Destinatário: Sr. Ronald Weasley


Remetente: Stephany Johnson


Curiosa e enciumada, abriu o envelope cuidadosamente, apenas para saber do que se tratava. Leu a primeira linha e quando a terminou, não pode evitar e ler o primeiro parágrafo. Ao terminar de ler este não se conteve e foi lendo até terminar. Ao acabar a ultima palavra seus olhos já estavam cheios d’água e uma raiva descomunal a invadia.


__________________________________________________________________________________________________


Bem, espero não temorar tanto como nesse cap. mas eu vou postar o proximo capitulo siiim. Agora minha cabeça está cheia de idéias novas... hauahauhaua


Desculpem de novo, beijinhos

Compartilhe!

anúncio

Comentários (5)

  • Andye

    Ai não.... de novo??? kkkkkkkkkkk

    2012-03-01
  • juliavon

    adorei a fic... posta logooo

    2012-01-10
  • Larry Potter l LP

    aah agora eu quero saber quem é essa ;x HAUSHA'

    2011-12-22
  • Lana Silva

    Nossaaaaaaaaaaaaaaaa vai ter briga ??? O.O quem é essa criatura ????????? Esperando maiiiiis !

    2011-12-18
  • LuizaFrança

    EU QUASE TIVE UM ATAQUEEEEEEEE!MEU DEEEUS POSTA LOOOGO!!!E NAO FAZ OS DOIS SE SEPARAREM!

    2011-12-11
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.