Capítulo 4 - Again, again.



 











Capítulo 4


 




James


James Potter






  Cara, me fingir de irritado cansa demais. Sério, se não fosse por meus pais eu juro que não estaria fazendo isso, até quando o Remus chapadão faz algo eu tenho que me controlar para não rir, isso é sucks demais.


  Vocês devem estar se perguntado “O quê?! Como assim se fingindo de irritado?”. Bem, digamos que meus pais trabalham no meio artístico, minha mãe é produtora de filmes e meu pai é dono de uma gravadora de música. Daí, eles queriam muito que seu tão precioso único filho fosse como eles, famoso e dono de coisas importantes, então eles me obrigaram a fazer um teste para ser ator.


  Mas agora você deve se perguntar o que eu estou fazendo na minha casa junto com meus amigos, ao invés de estar fazendo o meu teste e ainda por cima me fingindo de irritado. Bem, digamos que antes de ir ao teste, eu tenho que mandar um vídeo meu, atuando.


  Eu, então, obviamente, decidi colocar as câmeras externas da casa como câmeras internas, para poder filmar a mim e aos meus amigos, e depois mandarei esse vídeo para a produtora.


  Para meu plano ficar mais bem feito, eu decidi não contar para meus amigos e para minha futura namorada, que eu estou filmando-os, nem ao menos para o Sirius eu contei.


  Sei que ainda não expliquei minha irritação, mas eu realmente esperava que vocês deduzissem sozinhos. Bem, eu preciso mandar um vídeo atuando, então escolhi a irritação, pois o filme que eu pretendo estrelar é um filme onde o personagem principal é um garoto um tanto irritado, que era todo Bad Boy, até finalmente conhecer uma garota que é perseguida pelos neonazistas, então ele decide ajudá-la, e blá, blá, blá.


  Eu sei que um vídeo apenas com alguns adolescentes – um deles completamente chapado – fazendo um trabalho sucks de química, não é nada legal... Então por isso eu tomei “precauções”,grand finale neste momento. digamos que eu irei dar o


  Ah, caramba, eu to falando certinho demais, que merda é essa, em?! Ah, já sei por que. Lílian Evans está sentada ao meu lado, segurando minha mão para que eu possa por delicadamente uma fina folha de ouro em nosso projeto – não é ‘ouro’ ouro, sacks?! É algo parecido para poder ajeitar o trabalho.


  Caramba! Por que eu estou corando?!  E porque eu estou tão nervoso?! Eu nunca fiquei assim antes, eu nunca fui tão afetado por uma garota. Diabos de Lílian Evans, que apareceu para complicar minha vida.


- Ah não! O que faremos agora?! Depois daqui eu não sei mais o que fazer! Só o Remus saberia, mas ele está... Está... CHAPADO! – A Lily gritou nervosa, enquanto quase arrancava seus cabelos.


  Eu segurei sua mão. Ela me olhou, com o cenho franzido.


- Vai dar tudo certo, Lils. Nós já estamos quase acabando. – Eu falei, sorrindo para ela.


  Ela pareceu ficar mais calma, enquanto ficava levemente corada, tirando sua mão da minha. Lily abaixou a cabeça, sem querer me olhar. Eu me aproximei de seu ouvido.


- Eu ainda não esqueci que você deixou o Remus te beijar. – Eu sussurrei em seu ouvido, enquanto ninguém estava olhando. – Eu prometo não dar em cima de você o resto do dia, mas isso apenas se no final do dia você me der um beijo. Ah, e eu não aceito “não” como resposta.


  Ela deu uma risadinha sarcástica.


- Há séculos você diz que vai parar de dar em cima de mim, você não vai conseguir. – Ela sussurrou, rindo. – Seu recorde é hm... Cinco minutos?


- Paga pra ver, amor. – Eu falei, dando uma piscadela para ela.


  Eu me levantei, Lily me olhou sem entender. Agora eu precisava parar de falar com ela, e me concentrar no meu grand finale.


- Gente, eu irei ali, ver como estão a Dora e o Remus. – Eu falei, sorrindo para a Lily.


- Certo... – O Edgar disse, sem prestar atenção no que eu estava falando. – Bem, Lily, eu já sei o que nós faremos agora...


  A ruiva revirou os olhos, eu juro que se eu fosse ela, eu faria o mesmo. Se liga, EDGAR dizendo que sabe fazer algo sobre o trabalho? Muito engraçado.


-Olha, em 1908, Rutherford realizou uma famosa experiência, na qual bombardeou com partículas alfa uma folha de ouro delgadíssima, não é? Então, é só nós fazermos a mesma coisa que ele, mas sem bombardear nada. Pegamos esse cubinho aqui, fingimos que é o bloco de chumbo que Rutherford utilizou, depois pegamos essa placa circular, e pronto. Daí, chegamos à conclusão que um átomo é composto por um pequeno núcleo carregado positivamente e rodeado por uma grande eletrosfera, que é uma região envolta do núcleo que contém elétrons. No núcleo está concentrada a carga positiva e a maior parte da massa do átomo. Pronto, ai nós fazemos a maquete e THARAN!


  Minha boca ficou aberta, assim como as dos demais.


  Então quer dizer que as notas ótimas do Edgar, não são por que ele cola da Dorcas, e sim porque ele é naturalmente inteligente? Mamma mia, pode me matar agora.


- O... O quê? – Dorcas perguntou, com os olhos muito arregalados.


- Bem, é só nós... – O Edgar-não-tão-burro começou a falar.


- Não, não é nada disso... Tipo... Você, você, você, você, você... – Dorcas começou a falar, como se fosse um disco arranhado, apontando para ele e fazendo uma careta estranha.


- Ta Dorcas, nós já entendemos...


- Bem... Quer dizer que você, você, você... – Ela começou a fazer aquilo de novo.


- Dorcas!


-... Não cola de mim, e é naturalmente inteligente? – A Dorcas finalmente perguntou.


- Eu não sou inteligente... É que tipo, essas coisas são obvias, dã. – Ele disse como se aquilo fosse normal.


- Edgar... Só pra constar... Nada disso é obvio. – O Sirius disse, recuperando-se do choque. – É, tenho que concordar com a Sra. Potter quando ela disse: “No cafofo do James, tudo pode acontecer”.


- Minha mãe não disse isso. – Eu falei indignado.


- Ah, falou sim, só que ela disse “Na mansão dos Potter, tudo pode acontecer”, só que eu dei uma ajeitadinha básica.


- Você e essa sua mania miserável de chamar minha casa de cafofo. – Eu disse, revirando os olhos. - Bem, vou ver como estão à prima do Sirius e o Remus, isso aqui já está ficando louco demais.


- Já vai tarde. – A Lily cantarolou.


  Eu simplesmente revirei os olhos e sai da sala de estudos, em outros dias eu, provavelmente, falaria algo que a deixaria muito, muito corada, talvez de raiva ou vergonha. Mas hoje eu não podia me esquecer que fiz uma aposta com ela, então tenho que me controlar.


  Desci as escadas, em direção a sala de estar. Eu esperava que Remus e Dora estivessem lá, mas pelo que vi, eles não estão. Segui para a cozinha, aliás, Dora e Remus agora, eram problemas a menos.


  Entrei na cozinha, naquela parte não havia ninguém. Andei para a bancada de marmóreo que ficava por toda a extensão da grande cozinha da minha casa, aproximando-me daquela parte, escutei risadas.


 - Alfred? – Chamei.


   Ao chegar perto da mesa, vi Dora rindo, enquanto Remus comia algo e falava que nunca ele iria querer parecer com Alfred, um homem alto demais, gordo demais – nas palavras dele, pelo que escutei, ele chamou Alfred de “fofinho” – e careca.


  Alfred olhou para mim quando eu me aproximei.


  Talvez Remus e Dora fossem mais “problemas” do que eu pensava.


- Gaymes. - O Remus falou, com um sorriso idiota.


- Ah Gaymes... Quer dizer, James, desculpa ai, mas o Remmie disse que estava com fome. – Dora falou com uma voz de riso.


  Quando eu me virei para falar com ela, meus olhos demoraram-se alguns segundos em seu decote. Sério, eu conheço a Dora há um tempo, desde que eu era pequeno e ia passar alguns dias na casa do Sirius. Quando eu ia lá, eu sempre acabava conhecendo alguns primos irritantes dele, ou outros que eram até legais. Só que quando eu era pirralho, eu conhecia a Dora com apenas... Acho que uns cinco anos. Então quando eu voltei a vê-la, hoje, isso foi realmente surpreendente, por isso que eu fiquei em choque ao saber que ela era... A Dorinha, priminha do meu melhor amigo.


  Saindo de meus devaneios, eu me concentrei em seu rosto, tentando deter a força que queria fazer com que eu olhasse para baixo – para o decote dela.  


- Não se preocupa Dora, não tem nenhum problema. – Eu disse, sorrindo e passando as mãos em meus cabelos.


  Tive a impressão que o Remus revirou os olhos, mas bem eu não estou nem ai, isso é problema sexual dele. Olhei para o Alfred, ele me olhava um pouco preocupado.


- Dora, eu preciso falar com o Alfred, você poderia cuidar do Remus para ele não fazer nenhuma besteira? – Falei, olhando de esguelha para Alfred.


- Claro. – Dora olhou para mim com uma expressão estranha, sério, parecia que ela estava me analisando ou algo do tipo, o que sei é que eu realmente fiquei com medão, as pessoas que estão nessa casa devem estar loucas.


  Sai da cozinha com Alfred em meu encalço. Passamos pela sala de estar, depois pela sala de jogos, até finalmente chegarmos ao meu escritório, que ficava ao lado direito do escritório do meu pai, o da minha mãe ficava ao lado esquerdo.


  Eu sentei na minha cadeira, enquanto Alfred sentava na cadeira que ficava na frente da minha escrivaninha. Ele me olhou por um tempo, suspirando. Eu sabia exatamente o que ele pensava, Alfred era muito previsível. Ou talvez fosse porque eu o conhecia como um filho conhece o pai. Aliás, ele sempre foi como um segundo pai para mim.


- James... – Alfred falou um pouco cauteloso. – Você sabe as ordens que seus pais me deram, eu não posso deixar que você faça besteiras. Tem certeza que você quer fazer isso? E que nada dará errado?


  Eu mantive minha expressão decidida, eu conhecia muito bem aquele homem, para saber que ele sabia que nada me faria mudar de opinião. Eu precisava fazer aquilo, meus pais iriam sentir orgulho de mim, eu faria tudo que precisaria fazer.


- Alfred, você sabe muito bem que eu não mudarei a minha decisão, e que tudo que irei fazer é para os meus pais, porque eles querem. Então eles não terão direito nenhum de brigar comigo, ou com você. – Falei firmemente, com um sorriso sarcástico surgindo em meus lábios.


  Ele assentiu, sabendo que não poderia fazer mais nada. Cara, o Alfred é muito gay em algumas horas. Eu não consegui esconder o riso, enquanto ele levantava e eu via uma de suas expressões mais Gay, ele me olhou, revirando os olhos.


- Alfred, não se esqueça de falar com o George e de tirar esse chiclete nojento que está pregado em suas costas. – Eu falei, rindo e imaginando que só o Remus poderia ter colocado aquele chiclete ali.


  O mordomo xingou baixinho, enquanto saia do escritório, indo falar com George, o cara do serviço de segurança da casa, sobre os nossos planos. Se tudo desse certo, logo, logo, eu viraria um astro do cinema, exatamente como os meus pais desejavam.


  Dei um sorrisinho sarcástico, saindo do meu escritório.




Dora


Dora Tonks






  Passei minhas mãos pelos meus cabelos, tentando ajeitá-los. Sério, acho que meu cabelo não gostou dessa casa, porque desde que eu entrei aqui ele realmente não quer ficar quieto e bonitinho. Suspirei pesadamente, desistindo.


  O garoto a minha frente me observava, totalmente concentrado. Eu sorri de lado, encarando-o, enquanto prendia meu cabelo, achando que finalmente assim, ele ficaria de boa.


- O que foi? – Eu perguntei, ainda sorrindo.


  Ele pareceu acordar de seus devaneios, olhando-me com um sorriso de orelha a orelha e que era totalmente malicioso. Senhor, como esses amigos do meu primo são gostoso, sério, acho que daqui a pouco eu tenho um... Bem, esquece.


- Você me lembra sorvete. – Remus disse.


  Eu ri. Meu Deus, esse é um dos casos mais engraçados de gente chapada que eu já vi na minha vida, sério. Meus amigos de Paris vivem ficando chapados e sem se preocupar com o mundo, mas pelo menos eles ficam tipo... Normais. Esse garoto não, ele está realmente muito doidão.


- Por quê? – Eu perguntei quando consegui me controlar. Mordi um pedaço do meu sanduíche, observando-o.


  Remus olhou diretamente para minha boca, com olhos sonhadores e maliciosos. Ele mordeu o lábio inferior. Eu tive que conter meu suspiro.


- Porque minha vontade e te tomar e te lamber todinha, até só restar à casquinha. – Ele disse com a maior cara de pau.


  Eu engasguei com sanduíche, enquanto ria compulsivamente. Tomei um gole do meu suco, tentando parar de rir. Meus olhos começaram a lacrimejar, até que eu consegui parar de rir.


  Eu o olhei, apostando que meu rosto devia estar totalmente vermelho, não por vergonha, claro, mas sim porque tipo... Eu engasguei né? Eu ainda tentava controlar minha crise de riso.


   Olhei-o com uma expressão maliciosa. Dora Tonks! Lembre-se de que sua mãe lhe ensinou a NÃO se aproveitar de garotos gostosos que estão acidentalmente chapados, eu tentava dizer isso pra mim mesma, não que minha mãe já tenha falado algo sobre não se aproveitar de garotos chapados, mas eu realmente precisava de um motivo para não fazer isso.


- Sério? – Eu perguntei, sabendo que minha expressão maliciosa estava se aprofundando. – Eu realmente não entendo o porquê. – Falei sinicamente, mordendo o lábio inferior.


  A expressão maliciosa que ele fez eu tenho certeza que conseguiu ser “pior” do que a minha. Nossa senhora, Freud que nos proteja. Quando o Sirius falou de seus amigos, eu nunca imaginei que o Remus Lupin, caracterizado pelas palavras do Six como “Nerd gayzinho que só sabia fazer tarefa de química” poderia ser tão... ‘Remus pega eu’.


- Bem, se você não entendeu, eu posso mostrar. – Ele falou com um sorrisinho safado.


  Remus se aproximou de mim lentamente, puxando-me para que eu ficasse de pé. Ele segurou minha cintura, puxando meu corpo contra o dele. Seu rosto veio em direção ao meu, mas quando sua boca estava a milímetros do minha, ele desviou o percurso, indo em direção ao meu pescoço.


- Você realmente tem cheiro de sorvete. Um sorvete de... Baunilha com cobertura de chocolate e granulados. – Ele falou sonhadoramente, me fazendo rir.


- E cheirando o meu pescoço você descobriu tudo isso? – Eu perguntei, ainda rindo.


- Talvez seja porque você tem o cheiro do meu sorvete preferido, então pode crer que eu reconheço a metros de distância. – Ele falou em meu ouvido, fazendo com que todo o meu corpo ficasse arrepiado. – Eu tenho certeza que seu gosto deve ser tão bom quanto seu cheiro. – Ele depositou mordidinhas em minha orelha, eu suspirei.


  Eu me afastei lentamente dele, rindo da expressão que ele fez. Provavelmente vocês devem estar achando que eu sou louca por estar me afastando de um cara tão, tão... - Vocês me entenderam-, como é o Remus. Mas tipo assim, eu tenho meus motivos...


- Pensei que sua preferência sexual fosse outra, Sr. Lupin. Você não está me confundindo com o Sirius não, não é? – Brinquei.


  Ele fechou os olhos, abrindo lentamente em seguida, um sorriso sonhador e engraçado surgiu em seus lábios, então, tipo, do NADA ele saiu da cozinha correndo e gritando o nome do meu primo. Eu bati a mão em minha testa e sai correndo atrás dele.


  Contando que mesmo eu não sendo baixinha, e minhas pernas sendo longas, as dele são praticamente uns quinze centímetros maiores do que as minhas, e isso faz com que ele tenha uma boa dianteira.


  Desviei dos objetos, apressando o passo para tentar alcançá-lo. Ele estava perto de um sofá negro que combinava perfeitamente com a casa quando eu consegui me aproximar um pouco dele, e ao ver sua intenção de subir as escadas, bem... Eu pulei em cima dele, fazendo com que nós dois caíssemos no chão.


  Digamos que nós caímos em uma posição muito... Como posso dizer... Suspeita, pronto, suspeita, essa é a palavra. Nossos corpos estavam entre a parede e as “costas” do sofá, meu corpo estava por cima do dele. Eu comecei a rir, óbvio.


- Você é louco? – Perguntei. – Nunca mais fuja de mim, mocinho. – Falei brincando, sem sair de cima dele, aliás, eu não queria perder aquela oportunidade.


- Se for para você ficar em cima de mim, bem, acho que vou fugir mais vezes. – Ele falou, virando a cabeça para o lado para cheirar meu cabelo, e depois voltando a me encarar. – Sorvete. – Falou de um modo sonhador.


- Você quer sorvete? – Perguntei, mordendo o lábio inferior. Dora Tonks, não se aproveite, ele está chapado, não se aproveite!, Tentei repetir para mim mesma.


- Só se o sorvete for você. – Remus falou, olhando diretamente para meu lábio.


  Ta vendo, baby?! Eu sei como provocar, mas infelizmente, por enquanto, vai ficar só na provocação mesmo, sabe como é, não é? As mulheres têm que ficar no comando, tudo quando nós queremos, na hora que queremos.


- E então, nós já comemos, e acho que sinceramente você não está mais com fome. – Ignorem o outro sentido dessa frase. – O que vamos fazer agora?


  Remus se levantou, com uma expressão engraçada.


- Podemos colocar musica? Podemos colocar musica? – Ele perguntou com um biquinho. Biquinho às vezes pode ser gay, mas esse dele é tão... Sexy.


- Não sei, será que o James deixa? – Perguntei, olhando para ele com uma cara de duvida.


   Foi então que alguns passos soaram ao lado da escada, me virei para ver quem era; Alfred estava saindo dali, com uma expressão cansada, mas de certo modo, indiferente. James veio logo atrás dele. Eles param ao nos verem.


   James coçou a cabeça, parecendo um pouco sem saber o que fazer, ele olhou para Alfred que sutilmente deu de ombros. Eu já havia me esquecido, mas essas atitudes deles me fizeram lembrar, eu estava desconfiada de James, ele parecia esconder algo, não que eu o conhecesse a tempo suficiente para falar algo desse tipo, mas eu conheço as pessoas, sei que ele esconde algo. Eu vou e tenho que descobrir o que é.


- Gente, espero que vocês não precisem mais dos serviços do Alfred, porque agora o expediente dele acabou e ele vai embora. – O James disse, depois de algum tempo.


   Alfred olhou para ele e depois para nós, assentindo.


- Gaymes! – Remus falou daquele jeito débil.


  James apenas revirou os olhos, sem sorrir. Há algo muito estranho com ele, Sirius havia me dito que James era muito parecido com ele, sempre rindo e fazendo piadinhas e não um garoto sério e estilo “Não me toque”. Tive que olhar para ele analisadoramente.


- James, nós não precisamos mais dos serviços do Alfred, mas você poderia, por favor, colocar uma musica aqui? O Remus teve um súbito de loucura e quer escutar...


- Eu quero escutar “Again, Again” da Lady Gaga. – Remus gritou e começou a dançar, dando umas reboladinhas esquisitas. Então ele parou e olhou para mim com uma cara safada. – Dora, você quer fazer um Again, Again comigo?


  Eu fiquei vermelha, muito vermelha, mas foi de rir.  Sabe, eu tenho que concordar com dona Andrômeda, minha mãe, eu realmente não me envergonho fácil, se é que eu me envergonho com algo, claro.


  Mas eu não era a única que ria ali, James estava tendo crises de risos e Alfred estava realmente tentando se concentrar para não rir, não sei, talvez fosse o trabalho dele que não o deixasse dar risada, vai saber.


  Remus também ria, mas não do mesmo motivo que nós, e sim porque ele queria nos acompanhar na risada. James parou de súbito de rir, olhando de esguelha para Alfred, eu acompanhei seus movimentos.


- Tenham um bom dia, mas agora terei que ir. – Alfred falou, nós assentimos.


  James assentiu, e depois foi em direção ao som, enquanto Alfred ia embora. Nós ouvimos o som da Lady Gaga tocar lentamente, Remus começou a dar aquelas reboladinhas estranhas, abaixando-se um pouco, abrindo as pernas e passando suas mãos pelo seu corpo, uma dancinha que não combinava nada com a musica.


  James fez uma cara emburrada, mas ele parecia se concentrar para não rir de novo. Eu o encarei.


- Não sabia que você curtia Lady Gaga. – Eu disse, rindo. Porque tipo, fala sério, as musicas da Gaga são horríveis, só Just Dance era suportável, porque prestava para dançar, agora o resto é realmente uma poluição sonora. Nada contra, claro, porque ela – a Gaga - é até engraçada, ou melhor, exótica.


  James fez uma cara engraçada, enquanto seus olhos viajavam para o meu decote e depois subiam para meu rosto, ele estava um pouco corado. Cara, o que ele tem com o meu decote? Meu deus, desde que eu cheguei, ele fica praticamente babando pelo meu decote, parece que nunca viu um na vida.


- Por mais difícil que seja acreditar, é minha mãe que é viciada nessa ai. – Ele falou, com uma carinha de nojo. – Hey, mas eu vou subir se não a Lily vai me matar por eu não estar ajudando no trabalho. – Seus olhos brilharam quando ele falou o nome da garota.


- Lily é a ruiva que parece uma bonequinha? – Eu perguntei, sem ter muita certeza.


- Ah, é sim! – Ele disse, com os olhos brilhando de novo, por trás da expressão séria. – Ela realmente parece uma bonequinha, não é? – James perguntou, sem se conter.


  Eu assenti, me controlando para não rir. Então ele subiu as escadas me deixando sozinha com o Remus-chapado-dançarino-de-cancan. Em falar nele, sério, eu realmente tenho que me controlar para não rir,eu sei que eu já disse, mas eu vou repetir; Esse é o garoto chapado mais louco que eu já conheci, sem noção.


- Garota mais linda da minha vida. – Ele falou do nada, quando eu comecei a dançar com ele, só de brincadeira mesmo.


  Eu levantei a sobrancelha para ele, rindo.


- Remmitho, florzinha do meu coração poluído, lembre-se que sua fruta é outra. – Eu disse, rindo.


- O Sirius? Ah, esquece, eu só estou fazendo isso por idéia da Lene, ela disse que o Sirius sempre foi apaixonado por minha beleza. – Ele falou, dando de ombros.


  Parei de dançar, encarando-o com o cenho franzido. Então, quer dizer, que o Remus só estava zuando com a cara do meu primo, porque a morena que estava ‘agarrada’ com o Remus quando nós chegamos havia inventado uma mentira? Oh, estou indignada... Por que eu nunca pensei em fazer algo como isso?


  Virei fã dessa garota, sem noção. Sério, mas ela não é a garota que o Sirius disse que é a mais bonita de todas as do grupo? Será que ela estava com raiva dele, para fazer isso? Ou será que ela só estava zuando mesmo?


  Bem, eu sempre soube que o Remus não era gay, aliás, ele não tem jeito de gay, ele não se veste como um – que, aliás, eu tenho que dizer, os gay se vestem muito bem, pelo menos os que eu conheço -, ele não dança como um e ele tem uma pegada tão, tão, tão... - Bem, esqueçam – do tipo que nenhum homossexual teria. Então não tinha como ele ser gay, e se ele fosse... Senhor, eu faria ele voltar a se heterossexual em um segundo. Eu me garanto, beijos.


  Mas só de saber que ele está fazendo isso por culpa da garota que meu primo fala tão bem, sei lá, é chocante. Excepcional, eu terei que ter umas idéias como esta mais tarde.


- Dora, me empresta sua blusa? – O Remus perguntou com aquele arzinho sonhador, pude ver que não havia nenhuma segunda intenção em suas palavras.


- Para? – Perguntei, tentando sair de meus devaneios.


- Bem, eu vou deixar o Sirius louco. – Ele disse malicioso.


  Se era realmente para isso, quem seria eu para não ajudar? Eu dei um sorrisinho de lado, realmente malicioso. Eu depois iria falar com a Marlene, eu falaria que eu iria a ajudar para azucrinar a vida do Sirius, pelo menos por hoje.


- Claro. – Respondi. – Mas tem uma condição, eu não irei ficar só de sutiã por ai, e eu estou com preguiça de pegar meu casaco que está em minha bolsa lá dentro do carro do Six, então eu irei vestir sua camisa.


  Ele deu de ombros, e tirou à camisa, deixando-me ver seu abdômen definido e simplesmente perfeito, minha vontade foi de morder aquele abdômen todinho, mas eu me contive. Contive-me em apenas suspirar. Tirei minha blusa, deixando-me apenas com meu sutiã preto com rendinha vermelha. Entreguei minha roupa para ele, enquanto ele me entregava à dele.


  Vesti sua camisa preta, que ficou enorme em mim, cobrindo totalmente o short que eu estava usando, na verdade parecia que eu estava apenas com aquela camisa, que parecia mais um vestido. Nele foi o contrário, minha blusinha laranja ficou muito apertada, eu percebi que um pouco de seu decote foi aberto, o aumentado mais ainda.


- Nossa, eu estou com frio. Como é que você agüenta ficar só com essa blusinha e esse short? Cara, nós estamos em Londres. – Remus falou, fingindo que seus dentes batiam de frio, o que era realmente uma mentira.


- Dude, não tem como você estar com frio, a casa do James é climatizada, tem aquecedor, sem falar que nós estamos com dezenove graus lá fora, está calor comparado aos outros dias. – Eu falei, dando um tapa na testa dele.


- Ah é. – Ele falou, parando de fingir que estava com frio e esticando os braços. – Olha, é verdade! Eu não estou com frio. – Remus começou a fazer uma dancinha mais estranha do que as outras.


  Revirei os olhos, nessa hora eu não estava muito preocupada com as coisas doidas do Remus, e sim com o que o Potter estava tramando, sério... Ah, vocês tem que me dar um credito! Eu quero me formar e ser uma detetive da agência secreta Inglesa. Então eu sempre me interesso por essas coisas!


  Ouvi risadinhas vindas da escada, vindas de menina morena, duas loiras, uma ruiva, e mais três garotos morenos que desciam as escadas. Olhando para eles eu tive uma idéia de como conseguir tirar a informação da boca do James.


  Sorri maliciosamente, enquanto Remus corria para abraçar o Sirius, e este olhava assustado para mim e para minha roupa. Ops, será que ele está pensando pornografias sobre a minha pessoa? Mas se ele estiver... Quem liga? Eu não ligo. ;)


 




N/B: Dora DIVÃ. Senhor eu a amei, sem noção! Remus dançãndo super sexy! E ele trocando a blusa com a Dora; Não tem preço! Amei,posta mais Lúh!


PS:. Você é louca, para xingar a Lady Gaga?! u.ú


N/A: Não B., eu não sou louca, agora convenhamos, a musica da Gaga é totalmente sem futuro. E eu também virei fã total da Dora, mas meu Deus, se eu fosse ela eu teria agarrado o Remmie, e não fugido dele.


Luise Simões, lembre-se, você ama o Sirius, Remus é de Brenda e das leitoras, então não roube ele delas. lalalala 66'.


Gente, desculpem-me pela demora do capítulo, mas isso foi porquê eu falei pra mim mesma que eu só poderia terminar de escrever esse capítulo quando eu postasse na minha outra fic, por isso demorou. Desculpa.


Espero que estejam gostando! Eu amo os comentários de vocês.


;*

Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.