Homicídio em Londres



Capítulo 7 – Homícidio em Londres

Aquela palavra atingiu o peito de Hermione com mais força do que ela estava à espera. A morena colocou um novo emplastro nas feridas do peito de Draco, que ameaçavam infectar, e que poderiam ser a causa da súbita febre do loiro.

- Hermione… Amo-te…

- Dorme, Draco! Dorme…

Quando o loiro finalmente adormeceu, Hermione saiu do quarto, não sem antes lançar um feitiço de alerta caso o estado dele de alterasse, e foi até à cozinha.

- Hermione vou indo, sim? – disse Ron, que passava à frente da porta da cozinha todo perfumado. – Hermione?

- Sim?

- Está tudo bem?

- Sim, claro. Vai lá! Não deixes a moça à espera!

- Não devo voltar para casa esta noite, mas não te preocupes que se precisares de mim, basta comunicares pelo galeão da Armada do Dumbledore, que fui desenterrar dos confins das minhas gavetas. Não hesites se precisares!

- Não te preocupes! – acalmou-o ela com um sorriso.

Assim que Ron bateu a porta, Hermione tratou de passar a limpo o relatório que tinha de enviar a Brooke.

Como é que lhe vou explicar que aquele loiro burro saiu de casa sem minha autorização?”, pensava a Hermione, enquanto ligava uma música calma. Sentou-se, novamente, à mesa redonda da sua cozinha. Cruzou as pernas e puxou por um novo pergaminho.

Às 19h30, uma coruja bate no vidro da janela da cozinha, arrancando Hermione dos seus setenta centímetros de relatório. Desde os tempos da escola que ela se havia tornado uma pessoa altamente minuciosa nos seus trabalhos. Claro que não era agora, como curandeira, que ia deixar de o ser. Antes pelo contrário. Os seus amigos muitas vezes brincavam isso.

Flashback

- Porque não podes ser simplesmente como as outras pessoas normais?

- Harry! A organização faz parte do profissionalismo de uma pessoa!

- Sim, Hermione. Até tens razão. Afinal de contas foi a tua organização que tantas vezes me ajudou nos meus trabalhos. – confirmou Ron, anuindo. – Mas tu ultrapassas todos os limites possíveis e imaginários! – continuou ele apontando para a estante do gabinete médico de Hermione.

Todos os pergaminhos que lá encontravam estavam divididos por três secções diferentes: uma relativa aos dados dos pacientes, por ordem alfabética dos seus apelidos; outra para os diversos livros que Hermione tinha, todos eles separados por temas e dentro deles, por ordem alfabética dos apelidos dos autores; e uma terceira área para as suas infinitas pesquisas, não só sobre a maldição
Cruciatus, escritas em pergaminhos de uma tonalidade mais escura, mas de todas as maldições e feitiços que lhe chegavam às mãos. Hermione era tão dedicada ao trabalho que, quando surgia um paciente com algum problema pouco conhecido, ela passava noites em branco, tanto no hospital, como em casa, a pesquisar e a resumir todas as informações que conseguia descobrir.

Fim de Flashback

Não pode deixar de ser rir ao se lembrar dessa conversa. Abriu a janela e a coruja depositou na sua mão uma edição do Profeta Diário vespertino, que a deixou muito nervosa.

Mulher muggle encontrada morta num beco de Londres.

Aquilo que parecia ser só mais um incidente de criminalidade
muggle veio a tornar-se num homicídio mágico à muito não presenciado em Londres. Uma mulher (ver fotografia abaixo) com cerca de vinte e cinco anos, de cabelos castanhos e olhos pretos, foi encontrada morta perto do Snitch Pub. Vestida com uma pequena saia preta e uma camisa branca desabotoada, pensa-se que se tratava de uma prostituta.”.

Hermione desceu os olhos até à fotografia e soltou um pequeno grito de espanto. Nela via-se um grupo de aurores do Ministério, que moviam em torno da mulher, à procura de pistas que dessem alguma informação sobre o assassino, o motivo do crime ou até o facto de uma mulher muggle ter sido encontrada morta na parte bruxa de Londres.

- Hera… - disse a morena num sussuro arrastado. Depressa continuou a ler a notícia.

O dono do Snitch Pub, Martin Bloodsworth, recusou-se a prestar declarações sobre este incidente, alegando que, e passa-se a citar, ‘lá por ela estar no beco junto ao meu bar, não significa que a tenha de colaborar com as investigações’. Os Aurores ainda não conseguiram apurar se o silêncio de Martin se deve a uma possível cumplicidade ou ao medo de poder ser uma possível vítima, uma vez que ele tem familia muggle.

Para já, a única informação segura é a causa de morte da jovem mulher:
Avada Kedavra.”

Hermione estava perplexa. Como é que aquela mulher de quem ela salvara Draco pode ter sido encontrada morta?

Eu deixei-a viva!”, pensava a morena, tendo racionalizar os seus pensamentos. “Será que Harry viu o Profeta Vespertino?

Com um aceno de varinha, Hermione copiou integralmente a notícia para um pergaminho novo, que anexou a uma carta onde explicava toda a situação de Draco com essa tal mulher. Depois de despachar a carta para o amigo que ainda estava na Nova Zelândia, e o relatório para Brooke, no Hospital, a morena dedicou-se a um jantar, já tardio pelo avanço que o relógio já marcava.



Num local não muito longe do apartamento do Trio Maravilha, um homem estava sentado numa rica poltrona de veludo vermelho, com um copo de whisky de fogo numa mão e um charuto noutra. Desenhava círculos de fumo a cada tragada que dava no charuto e exibia um sorriso cínico.

- Com que então, encontraste a Sangue de Lama… – divagou ele em voz alta, enquanto girava o copo na mão esquerda, fazendo tilintar as duas pedras de gelo que lá estavam. – Sempre pensei que o pequeno aviso que te dei tivesse sido suficiente para te tirar de cena durante mais uns tempos… Parece que o destino jogou contra mim, desta vez…

Olhou pela janela e observou a lua que se escondia por detrás de umas teimosas nuvens. Levantou-se da sua poltrona e, ainda a fumar, aproximou-se de um recorte de jornal que tinha preso na parede.

- Já que não consegui afastar-te da Sangue de Lama a bem, vou afastar-te dela a mal… – disse, maquiavélico, enquanto encostava a ponta do charuto em brasa ao canto da notícia que ostentava na parede. Ficou a olhar para o recorte a arder, até restar apenas cinzas. No local junto ao pionés que o mantinha na parede podia adivinhar-se, por entre as pontas chamuscadas: Hermione Granger: carreira promissora como curandeira”.



De cinco em cinco minutos, Hermione olhava pela janela à espera de qualquer notícia de Harry. Tinha que se acalmar. As notícias não iam chegar mais depressa se ela estivesse enervada. Olhou pelo relógio e viu que este marcava 21h40. O efeito das poções de Draco deveriam estar a passar.

Hermione tinha temperado uns hambúrgueres para o jantar e estava agora mesmo a lavar o arroz. Para falar a verdade, a morena quase que desfazia o arroz em água, tamanho era o nervosismo. A música calma que havia ligado anteriormente, ainda tocava, num volume ligeiramente mais alto, devido ao inevitável barulho que Hermione fazia a cozinhar. Depois de fritar o arroz em azeite e alho, a morena adicionou água e tapou, deixando cozinhar em lume brando.

Depois de lavar as mãos, dirigiu-se ao seu quarto para ver como Draco se encontrava. No instante em que esticava a mão para abrir a porta, o loiro surgiu no seu campo de visão, com a t-shirt completamente suada.

- Draco…

- Obrigada, Hermione.

A morena corou violentamente. Não estava preparada para falar do que se tinha passado naquela tarde e ainda teria de lhe contar que a tal Hera tinha sido assassinada. A curandeira levou a sua mão à testa de Draco e viu que a febre tinha desaparecido completamente.

- Se calhar é melhor tomares banho. O jantar já está quase pronto.

- Jantar?

- Sim… Ainda não comeste nada hoje para além do pequeno-almoço, mas quando chegámos a casa dei-te uma poção revigorante.

- Chegámos?? O que queres dizer com chegámos?

Hermione parou a meio do caminho para o quarto de banho, para onde estava a levar Draco.

- De que é que te lembras, Draco? – perguntou ela levantando uma sobrancelha.

- Lembro-me do Ron chegar. – Hermione corou de novo. – Lembro-me de tomar banho e sair.

- Mais?

- Lembro-me de um bar e de eu pedir um whisky de fogo… Depois disso são só imagens turvas… Lembro-me de tu apareceres lá…

Tinham chegado, a muito custo, pois a febre de Draco tinha deixado-o mais fraco, ao quarto de banho. Hermione abriu o chuveiro e tirou a t-shirt de Draco.

- O que vais fazer…? – perguntou ele num misto de surpresa e desejo.

- Vou ver como tens os cortes no peito. – respondeu ela, profissionalmente, sem sequer perceber o entusiasmo de Draco na sua pergunta.

Depois de tirar o emplastro do seu peito, Hermione limpou cada um dos cortes e fez um curativo impermeável em cada um deles.

Meu Merlin. Como é que ele consegue ter uns abdominais ainda mais definidos que os de Ron?”. Hermione abanou a cabeça para dissipar estes pensamentos.

- Toma um duche rápido, que eu vou terminar o jantar.

De volta a cozinha, Hermione pôs uma frigideira ao fogão com um fio de azeite. Assim que este aqueceu, a morena pôs os hambúrgueres a fritar. Preparava-se para virá-los quando o azeite respigou para o seu braço.

- Fod… - ia dizendo ela, sem querer. – Eu e a minha mania de cozinha à maneira muggle.

Com um toque de varinha e para contragosto de Hermione, o jantar ficou pronto. Quando Draco entra na cozinha, Hermione tinha o braço debaixo da torneira, uma vez que era apologista do uso da Medicina convencional Muggle em conjunto com a Magia.

- Hummm! – exclamou ele, deliciado. – Que cheiri… O que se passou, Hermione?

- Queimei-me. Sou um autêntico desastre. – concluiu ela, enquanto observava as manchas vermelhas no seu braço devido ao azeite a ferver.

- Queres que ponha a comida na mesa, enquanto tratas disso? – perguntou um loiro muito prestativo.

Com um aceno de cabeça, Hermione saiu da cozinha para ir buscar uma poção ao quarto de banho. Quando lá entrou, susteve a respiração. O vapor de água resultante do banho de Draco e que ainda enevoada o ambiente tinha conservado o tão característico odor dele. Era inevitável negar o poder que ele ainda exercia sobre ela. Seria tão mais fácil se Hermione se deixasse levar por todo aquele mar de sentimentos. Seria tão mais fácil se ela simplesmente passasse uma borracha sobre estes quatro anos. Seria tão mais fácil se…

Não! Também tenho o meu orgulho!”, pensou ela. “Ferido, mas tenho!

Com uma agilidade própria de uma curandeira, Hermione aplicou uma poção na área queimada e cobriu-a com uma ligadura.

Ao regressar à cozinha, perdida nos seus vagueios mentais, esbarrou contra Malfoy, que tinha acabado de colocar a saladeira na mesa, e desequilibrou-se. O loiro, com os seus surpreendentes reflexos, agarrou a morena, envolvendo-a os braços, enquanto esta levava a sua pequena mão ao peito de Draco. Suas bocas estavam a milímetros.

Sim… Seria tão mais fácil!”, pensou num momento de fraqueza. Hermione precipitou-se e mergulhou, desesperadamente, os seus lábios nos de Darco Malfoy, numa conjugação perfeita, numa complementaridade tão característica dos dois, numa união de almas gémeas… A morena despertou do seu sonho quando Draco se inclinou e encostou os lábios à sua testa.

Depois do que se passou hoje de manhã, é melhor conquistar primeiro a sua confiança!”, pensou o loiro.

Voltando ao mundo real, Hermione pôs-se de pé e separou-se de Draco.

- Obrigado pela salda e por me teres ajudado.

- De nada. Sempre às ordens. – respondeu ele, batendo com os calcanhares e fazendo continência. Eis uma faceta que Hermione não conhecia, mas que a estava a agradar e muito.

A morena temperou a salada e serviu o jantar sem trocarem palavra, até que Hermione quebrou o silêncio.

- Darco! Temos que falar sobre hoje à tarde. – O menino, agora homem, levantou os olhos do prato e encarou-a. – Quem era a mulher do bar? Conhecia-la?

- Como assim “quem era a mulher do bar”? Não havia nenhuma mulher no bar.

- Er… Havia… - Hermione, gesticulando muito, tal como fazia quando estava nervosa, explicou em poucas palavras o que se tinha passado naquela tarde, tarde essa que tinha sido apagada da memória de Draco.

- Portanto, eu apenas te trouxe para casa após aquele a infeliz incidente. – acabou ela, pousando as mãos na mesa.

Draco estava boquiaberto. Como é que não se lembre de praticamente nada?

- Mas isto não acaba aqui… - avisou ela, dando-lhe o jornal para as mãos. O garfo de Draco caiu em queda livre para no prato.

- Foste…?

- Obviamente que não!

- Então, como…?

- Não sei, Draco, não sei… Mudando de assunto, conheces esta marca? – questionou Hermione, mostrando-lhe o esboço que Harry lhe havia desenhado.

- Tens noção que isto é impossível, não tens, Hermione?

- O que é que é impossível?

- Esta marca… Esta marca é característica dos seguidores de Voldemort.

- O quê? – perguntou uma Hermione confusa. – Como assim?

- Pode-se dizer que era um pequeno erro de fabrico de todos os que ostentavam a marca negra no braço. Claro que aproveitaram para tirar partido disso. Uma marca tão pequena e imperceptível passaria despercebida para quem não soubesse como procurá-la. Portanto nunca se tornou grande incómodo para eles, antes pelo contrário, servia para oficializar e confirmar que a informação transmitida era verdadeira…

- Deixa-me ver se compreendo. – disse a morena, tentando arrumar as novas informações que lhe eram passadas. – Todos os que têm a marca negra deixam esta marca em todas as mensagens que enviam, sejam elas simples pergaminhos, berradores, lembradores ou qualquer coisa do género? – Draco anuiu. – Como é que isso é possível?

- Simples. Basta tentares pensar como Voldemort. Ele tinha que garantir que os seus seguidores eram fiéis, portanto, todas as informações escritas que circulavam entre eles tinham de ser “seladas” com um feitiço. É nesse acto que a marca é “carimbada” no pergaminho.

- Claro! É óbvio! Cada vez que se usa magia num objecto, deixa-se lá uma marca. Mas se todas as varinhas são diferentes, então, as marcas também o são, certo?

- Certo. E é isso que mais me assusta… Esta marca é da varinha do meu pai!

- Mas de Azkaban, não é possível mandar correspondência…

- Aí está o grande problema, Hermione! Nenhuma outra pessoa pode criar esta marca, mesmo utilizando a varinha dele, porque…

- Porque a varinha serve apenas para canalizar a magia do seu portador. É a varinha que nos escolhe e não ao contrário…

- Exacto!

- Draco! O Harry está na Nova Zelândia, atrás de um grupo de supostos seguidores de Voldemort.

- Não estou a ver onde queres chegar…

O resto do almoço já tinha sido esquecido. Hermione levantou-se e começou a passear na cozinha, de um lado para o outro.

- Ele disse uma coisa curiosa no último pergaminho que mandou. Deixa me ver. – e pôs-se à procura do manuscrito que tinha lido mais cedo. – Está aqui: “Não que o grupo de bruxos Voldemort-wanna-be sejam bem sucedidos, mas como são desorganizados, dificultam-nos a vida. É que no meio da desorganização deles existem pistas que mostram que eles estão a ser “comandados” por alguém. O que é muito estranho… Parece-me que vamos cá ficar mais uns dias para além do prazo estipulado.” E se…

- Se alguém afastou o Harry e a sua equipa de aurores de Londres para me poder atacar?

- Tem alguma lógica, não? OK, parece um, bocado descabido, mas pensa comigo.

Como é que eu não a descobri à mais tempo? Ela é brilhante. Já para não falar que fazemos uma boa equipa.”, pensou o loiro.

- Modéstia à parte, todo o mundo sabe que o Harry é o melhor auror que está em serviço. Não só devido ao prestígio de ser o menino que sobreviveu, mas também pela bravura, coragem e desempenho que sempre mostrou em situações de batalha, quando ainda estávamos em Hogwarts. – Hermione puxou a sua cadeira e sentou-se, inconscientemente, ao pé de Draco. – O novo Lord ordenou a um grupo de feiticeiros para arranjarem problemas que simulassem um possível regresso ou nascimento de outro Voldemort, no outro lado do planeta, para afastá-lo daqui e mantê-lo ocupado por algum tempo. Não achas que é muita coincidência teres sido atacado no mesmo dia em que o Harry foi destacado para Nova Zelândia?

N/A.:
Olá a todos... *escondida por detrás do sofá para não ser apedrejada em praça pública pelo desaparecimento* Eu sei que estive fora daqui durante muito tempo, mas não foram tempos fáceis (ainda não estão muito, mas estasse tudo a compor). Não tinha tempo para nada, raramente aparecia no MSN (e quem tem o meu MSN sabe disso) e quando aparecia era sempre a correr... Mas cá estou com novo capítulo da fic. :) Podia ter feito maior para compensar, mas isso implicaria mais tempo sem acatulizar, portante decidi postar com o tamanho de sempre. :) lol Espero que gostem, apesar de eu achar que não está grande coisa.


Agradecimentos (por ordem de comentários):


 


a.j. lestrange - Ainda bem que gostaste! :) O post foi urgente acredita! Foi só o tempo de acabar o semestre da faculdade e terminar o capítulo! :)

Rana
 - Não entres em desespero, porque desesperada andei eu!! Nem sequer tinha tempo para "perder" a ler as fics que seguia ou para ir fazendo respostas aos comentários que recebia na fic! Acredita! :) Espero que gostes do capítulo!! :)

Jacq Nasc
 - Também tenho saudades tuas e das tuas maravilhosas fics! Mas já ando a lê-las! Devagarinho, mas estou a tentar por a leitira em dia. :) Espero que já estejas mais desocupada, porque também é preciso um tempinho para nós próprias para não entrarmos em colapso mental!! Eu que o diga! lol

Esther
 - Oh querida! Parei por motivos de força maior!! Mas já regressei! :) hihi

Silvia Cecil
 - ACTUALIZEI!! ACTUALIZEI!! ACTUALIZEI!! ACTUALIZEI!! ACTUALIZEI!! ACTUALIZEI!! =P =P

Artemis Granger
 - Muitas saudades tuas também! E das tuas fics maravilhosas! :)

Pronto! Novo capítulo! Espero que o próximo não se demore! Entretanto também estou a tentar continuar a minha nova fic "O último beijo" (http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=32517). :)

Kiss *

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