, what's done



Capítulo VI


- what's done,


    is done.


Ao som de: Whit or Whitout/ U2


Frase do capítulo:  Ás vezes a gente tem que seguir sozinho.


 




 


- Pelas barbas de Merlin! – Murmurou Sirius estagnado ao ver Violet descer as escadas. - Como... Como você fez isso?


 


Lílian, Tiago, e Sirius estavam ao pé da escada, esperando por Violet e Nicole, que apareceram no meio da conversa. Remus havia dito que precisava agilizar um processo, e por isso teria de encontrar seus amigos no Salão Principal.


 Uma mais bonita que a outra. O vestido de Violet emanava liberdade, transmitia segurança, alegria com sua saia cintilante e o vestido colado ao corpo. Nicole tinha no rosto uma determinação assombrosa, quem não a conhecesse poderia achar suas feições duras, mais seus amigos, ali, diante dela, sabiam que ela, em nada se parecia com uma pessoa dura e severa.


Nicole chamou Violet e Lílian para um canto da sala e disse:


- Não posso fazer isso gente, ele nem está aqui, se quisesse mesmo alguma coisa comigo é claro que teria vindo.


- É claro que pode – encorajou Violet – Mais do que isso, você precisa. Está em você, sempre esteve, tenho certeza de que ele esqueceu alguma coisa no dormitório e voltou para buscar.


- Na verdade, - começou Lilian vendo ali uma oportunidade de melhor a situação – acho que nada deve ser feito hoje.


Ambas olharam-na espantadas.


- Do que é que você está falando? Agora a pouco no quarto ia dizendo que eu devia fazer isso, que devia falar. O que aconteceu Lilian?


- Nicole, você é minha amiga, eu a amo vou lhe apoiar, em tudo que quiser fazer, mais olhe bem pra nós. Que dia nós nos vestimos dessa maneira? É assim como quer se lembrar dessa noite? Porque eu pensei melhor e percebi que quero me divertir, vou dançar até não poder mais parar em pé, quando isso acontecer, eu sento um pouco, pra me levantar depois e dançar de novo. Divirta-se um pouco.


- Meninas, será – interrompeu Tiago – que já podemos ir andando?


- Um minuto Tiago – Disse Nicole inquieta fazendo um sinal com o dedo indicador, e depois sussurrou para Lilian. – Continue


A ruiva retomou sua explicação.


- Nicole, você está maravilhosa, é uma noite maravilhosa, e é exatamente por isso que você tem que aproveitar isso, deixe fluir, se alguma coisa tiver que acontecer, então acontecerá.


- Mas...


- Mas nada, dance ria, cante, e viva a música (n/a: essa é pra você Fer) HOJE, é tudo o que tem, isso é uma ordem, divirta-se.


Lilian saiu quando terminou a frase, deixando uma Nicole abobalhada atrás de si.


- Pronto, - disse ela a Tiago, podemos ir agora.


 


Na verdade quando Nicole chegou no salão principal não pode de maneira alguma, discordar de palavra que Lilian havia dito.


O salão estava decorado em preto, roxo e laranja, típico de Hallowen. Haviam rostos e mais rostos de abobora iluminados. Preenchiam todo o espaço, e haviam luzes saindo de todos os lugares, luzes alaranjadas que deixavam tudo em um ambiente bem mais Hallowen.
Tudo estava tão bonito. As mesas das casas haviam sido retiradas, uma enorme pista de dança ocupava a maior parte de salão.
O teto estava todo iluminado e devia mostrar o céu lá fora porque havia uma enorme lua prateada, que prendeu a atenção de Nicole por algum tempo.


- É encantado para parecer o céu lá fora – sussurrou uma voz masculina atrás de si, - li em Hogwarts uma história. – ela reconheceu ser Lupin falando ao seu ouvido.


- O que pretende com essas brincadeiras Remus Lupin? – Perguntou Nicole se virando.


Remus abriu a boca para responder, mais parou no meio caminho, e virou-se, saindo de perto.


 


Tiago notou que já havia uma grande quantidade de jovens no salão, as meninas de vestidos, os meninos de terno e gravata, um feito histórico para Hogwarts. A maioria estava de máscaras. Como ele pudera esquecer? Uma festa de Hallowen sem máscara?
- Gente, - disse ele fazendo com que todos os seus amigos voltassem á atenção para ele. – Olhem ao redor de vocês, o que vêem?


- Uma bela festa de Hallowen – disse Sirius malicioso


- Essas pessoas, elas estão de mascara seu besta.


- Ah! – Suspirou Sirius - é verdade. O que faremos agora? – completou ele irônico


- Por Merlin! – Disse Lilian, mostrando a varinha – Somos bruxos.


Com um floreio ela murmurou:


- Mascarate conexa.


Não mais que de repente, uma mascara branca toda produzida caiu com um baque surdo, no chão bem na sua frente.


- Então, é isso o que você fica fazendo enfurnada o dia todo naquela biblioteca? Perguntou Sirius conjurando a sua própria mascara.


- Foi de importância né?


 


Nicole se afastou um pouco para pensar no que Lilian havia dito, e nem prestou atenção se haviam gente de mascara ou não, de roupa ou não.


Absorta em seus pensamentos, não levou um minuto para ouvir que havia alguém perto dela, e menos de um segundo para sentir que era Remus.


- P- posso falar com você um minuto? – Perguntou ele receoso.


- Claro – respondeu Nicole sorrindo. “Se alguma coisa tiver que acontecer, então acontecerá.”


- Ele deu um giro, e foi se encaminhando para fora do salão


Nicole resolveu ficar calada e segui-lo. Nada disse quando passaram por algumas portas. E por mais algumas. E outras que vieram depois dessas. Depois de 30 portas e sabe-se lá quantas escadas, ela não agüentou mais:


- Remus, pode-me dizer onde estamos indo?


- Você logo verá.


De repente virou á esquerda e abriu uma porta, o que mais chamou a atenção de Nicole, era que havia uma tapeçaria gigante ao lado da porta.


A sala era pintada em azul claro, que parecia ter sido tirado do vestido de Nicole.


Havia um sofá enorme e visivelmente muito fofo, e havia um projetor que em muito se parecia com aqueles antigos, usados em cinemas ao ar livre, onde as pessoas iam de carro.


Duas bacias pequenas de pipoca que estavam vazias, e uma jarra com o que Nicole julgou ser suco de abacaxi.


- Me vesti dessa forma para comer pipoca?


Remus olhou-a serio.


- Tenho algumas coisas para resolver com você.


- Temos é? – perguntou ela sarcástica.


- Ah muito tempo venho planejando isso Nicole, não acabe com tudo.


Ela resolveu, mais uma vez, deixá-lo falar.


- Eu não sei como você faz, - iniciou ele - mais sei que faz.


- Remus do que você es...


Ele a ignorou e foi em frente com o seu discurso.


- Sei que quando chego perto de você meu coração dá uma cambalhota, e a garganta minha fecha, me deixando sem ar. Quando eu não te vejo, tudo o que eu sei fazer é pensar em você, e ficar emburrado, porque você não está por perto. Eu sei que sinto ciúmes de você até com o Tiago. Tudo o que eu sei é que aonde eu vou o seu cheiro está comigo, e suas formas estão fixadas na minha cabeça, numa espécie de carimbo


Nicole olhou para Remus perplexa. Porque diabos ele fazia aquilo? Que direito tinha ele de tomar o controle da situação daquela maneira.


- Eu sei, - disse Remus – que sou apaixonado por você desde que entrou naquela cabine de trem, no dia 1° de setembro, e sei que apesar de tudo, não posso ficar com você.


O rosto de Nicole murchou. “É claro que nada disso pode ser real” Ela conteve algumas lagrimas. “Só mais um pouco e poderá chorar”


- Vou me arriscar e perguntas por que.


- Nicole...- Ele se aproximou, e ela se viu a centímetros dele, além de estarem quase do mesmo tamanho, por causa do salto que ela usava. Começou a deslizar os dedos pelos cabeços dela. Deixando-a ao mesmo tempo estremecida e furiosa.


- Pare. Pare com isso Remus. Está me deixando fraca, não tem esse direito. Ninguém tem o direito de fazer isso. Você não pode brincar com meus sentimentos dessa forma. Você acha Remus Lupin, que pode me chamar aqui dizer todas essas coisas para mim para depois dizer que não podemos ficar juntos? E o que mais? Pra que tudo isso? Esse quarto fofo, o filme e até as bacias para pipoca. Pretendia me seduzir também? Só falta dizer que agora vai me levar para a cama e logo depois mudar de idéia dizendo que não podemos ficar juntos. – Claro era um absurdo, ele jamais faria tal coisa, não sem o consentimento dela, mas quando ela viu o que dissera, já havia dito.


Ele apertou o braço dela com força.


- Nunca, nunca mais diga tamanha bobagem novamente. - Remus estava extremamente serio e visivelmente chateado com a acusação dela - O que pensa que sou? Acha que eu seria capaz de fazer alguma coisa com você? Quem sabe amarrá-la e estuprá-la? Não é essa afinal uma boa idéia? Por Deus garota! Você tem 15 anos, o que pensa que sou? Um monstro?


Ela abaixou o rosto e ele soltou o braço dela, deixando uma marca vermelha


 - Me perdoe, eu não quis dizer isso,


 - Nicole, - a respiração dele estava quase voltando ao normal - eu não vim aqui para discutir, já são quase dez horas e honestamente você é a ultima pessoa que eu deveria estar vendo,


- Remus, por Merlin, diga alguma coisa que faça sentido.


"fale de uma vez"


Ele respirou fundo, e num fôlego disse:


- Sou um lobisomem está bem? Ás dez horas minha transformação começa, então eu perco minha consciência, não devo ficar na companhia de outras pessoas. De ninguém, exceto alguns tipos de animais. Então na verdade pode me culpar, menti quando disse que não era um monstro.


Por um segundo ele ficou olhando-a enquanto ela absorvia a informação, ele achou que ela o estrangularia torturaria, e então iria embora. Foi por tanto achar que ele não acreditou quando ela acabou com a distância entre eles e cobriu a boca dele com a dela. No começo ele não sabia o que fazer, entrou em estado de choque. Mais depois se descobriu beijando a garota que fora apaixonado durante quatro anos. Não foram quatros anos gastos para deixá-la ir embora. Quando deu por si estava colocando uma mão na cintura dela, e a outra passeava pelas costas, que o vestido deixava a mostra. Já ela se concentrou em deslizar as mãos por cada centímetro do peito dele, e por vezes acariciava o cabelo dele. Ela já estava tão extasiada que não registrou o momento que a língua dele começou a explorar a boca dela. Mais registrou bem quando ele interrompeu o beijo quente, e começou a espalhar beijos suaves e leves por todo o pescoço dela.


- Nicole? – sussurrou ele se odiando por ter que interromper aquilo


- Hunn?


- Eu jamais me perdoaria se machucasse você! – Ele sorriu malicioso – em todos sentidos. – concluiu com uma piscadela.


Ela deu um sorriso tímido, mas não imaginou como poderia negar qualquer coisa que ele lhe pedisse naquele momento.


- Eu tenho que ir, não poderia jamais permitir que você me veja em forma de lobisomem.


- Mais... Não quero que você vá. – resmungou Nicole


- Eu não quero ir. – Ele estava triste novamente, odiava ser um lobisomem, ter que partir daquela maneira, deixando-a para trás. – Não vou permitir que sofra por causa da minha condição. – O olhar dele perfurou-a como uma lança.- Depois de todos esses anos...


- Você, você achou que eu o amaria menos? - Ela sorriu sarcástica - como se isso fosse mesmo possível.


- Vamos voltar aqui depois, ver um filme... – Ele disse sonhador.


- Obrigada por preparar tudo isso, lamento não termos tido tempo para aproveitar.


- Não foi tão difícil, que dizer é a Sala Precisa, tudo o que tive de fazer foi pedir, além do mais, teremos, - disse ele- uma vida inteira.


Ele a beijou com ferocidade, com necessidade, com paixão, levantou-a do chão.


- Quero que se divirta, que dance, e aproveite a noite com os seus amigos.


- Vou tentar. – respondeu Nicole sorrindo.


- Comprei uma coisa pra você.


- Uma coisa pra mim? Mas você... Mais eu não...


- Vire-se Nicole Sullivan. – apesar do uso de nome e sobrenome, o tom foi gentil.


Ela deu as costas a ele, e ele pegou uma caixinha envolta em veludo verde, abriu-a e de lá de dentro tirou uma corrente, com um pingente prateado em forma coração. O coração abria verticalmente, e lá dentro estava escrito em letras de ouro, de um lado Remus, e do outro “sempre pertenceu a você”


Ele abotoou a corrente, e começou mais uma vez a passar as mãos pelas costas dela. Ela sorria em resposta. Ele não se conteve, virou-a para si, e beijou-a de novo, com a mesma intensidade do primeiro beijo.


- Se continuarmos assim não sairemos daqui hoje a noite. – Disse ele com um suspiro.


Ela sorriu, colocando naquele sorriso toda a alegria que sentia.


- Quem se importa?


- Não faça isso garota, não sabe com que está mexendo. – Ele ameaçou-a fazendo cara de mau, para depois dar-lhe um beijo leve outra vez.


Saiu deixando Nicole ali, com um sorriso de orelha a orelha, e uma felicidade que poderia iluminar Las Vegas. Ela quis ficar por mais algum tempo, apreciando o que ele havia feito para ela, e saiu um pouquinho depois, dando pulinhos leves, balançando o vestido de um lado para o outro.


                                                                  ~


 


Tiago viu o que teve certeza que não poderia ser Lilian dançando. Uma ruiva misteriosa que podia dançar graciosamente, ou provocativamente. Tiago percebeu que ela sabia bem como fazer os dois. Ás vezes ela lançava alguns olhares á Tiago, mais ele percebeu que a atenção dela estava voltada para Sirius. Quem era aquela garota que mal chegara e já estava tentando, ela estava tentando seduzir Sirius?


Não podia acreditar para completar, aquela certeza de que aquela não era Lilian, não mais existia. Onde ela se metera? Não a tinha visto desde que conjurara as mascaras.


Ouviu um barulho, quando um copo voou e foi se partir em vários pedaços, na parede ao lado.


- Largue-me!


Viu Violet sair correndo do salão e Sirius olhando-a ir embora extremamente furioso sair marchando logo em seguida, na direção contraia.


Teve vontade de ir atrás dele descobrir o que estava acontecendo, mais olhou ao redor e não achou nem Lilian nem Nicole. Achou que a culpa da briga provavelmente seria de Sirius, e foi atrás de Violet.


Saiu do salão a tempo de vê-la subindo as escadas. Seguiu-a, para se descobrir logo em seguida na Torre de Astronomia.


- Violet? – Chamou ele.


- Vá embora. – Pediu ela chorosa, com um fio de esperança.


- Acha realmente que vou deixá-la aqui, sozinha?


- Não sei o que eu acho. Seria mesmo uma surpresa encontrar alguém que quisesse me apoiar.


- O que aconteceu afinal?


- Eu queria entender. Só isso, entender.


Ele se calou, esperando que ela continuasse. E ela assim o fez.


- Elas não entendem, tampouco querem entender.


- É o Sirius né?


- Como você sabe?


- Sou um maroto Violet, mais também sei ser um bom amigo. – Ele a abraçou.– Não sei se algum dia tive a oportunidade de dizer isso, mais você pode contar comigo a qualquer hora que precisar, ou simplesmente quiser.


- Obrigada Tiago, sempre o considerei um grande amigo. Atualmente deve ser o melhor que tenho.


Ele nada disse, apenas se afastou um pouquinho e escorou no parapeito da Torre, olhando a imensidão que levava até o chão.


- Elas não entendem, acho que é simplesmente complexo demais para elas... – Violet parou um minuto olhando para o céu, “algo em sua vida estava prestes a mudar” fora o que Sconnell dissera. Parece que havia mudado mesmo. – Não é nada com o Sirius em si, nada que ele tenha feito, mais porque elas não me apóiam? Deveriam Tiago, realmente deveriam... É o mínimo.  Você não vai acreditar no que aconteceu agorinha á pouco. Perguntei a Lilian o que ela achava, se eu deveria falar com Sirius ou não, sobre como eu me sentia, sobre o que queria para minha vida, sobre mim, conversar entende? Nós nunca conversamos, eu nem sei o que ele sente por mim...


- Ah, - disse Tiago, - isso eu posso te garantir, Sirius a acha a pessoa mais incrível que já conheceu, por as vezes ele se mantêm um pouco afastado, tem medo de machucá-la.


- Hum... Certo, mais porque as minhas amigas, não podem me dizer isso? Porque elas falam sempre a mesma coisa? Que eu tenho que decidir logo, que não posso ficar prendendo ele dessa maneira, e que ele é incrível e não poderia me dar a chance de perdê-lo? Começo a me perguntar o que elas sabem sobre mim... De que adianta? De que adianta dizer que me ama, e que vai estar do meu lado, a Lílian hoje me disse umas coisas incríveis, e eu disse a ela, mas é que quando esse tipo de coisa acontece, é como se fosse em vão, como se não valesse a pena, e fosse tudo uma grande besteira, da boca pra fora.


- Liberdade. – Foi tudo o que ele disse.


Ela o olhou espantada.


- Como? O que?


- Sou legimente, - disse ele simplesmente, dando de ombros.


Ela se assustou novamente.


- Estou brincando Violet. Mais é que isso é obvio demais, basta olhá-la para perceber. Você não é o tipo de pessoa que gosta de se prender. Veja sua casa todos os seus problemas, você acha que para elas isso é de alguma forma acessível? Contudo você é a pessoa mais livre que conheço, tudo pode estar caindo, desmoronando em cima de você, e você continua se preocupando com os outros, sorrindo. Você é mais forte do que pensa Humphrey.


- Nunca pensei que poderia ver todos meus pensamentos na cabeça de outra pessoa dessa forma, muito obrigada por tudo Tiago, contudo ainda não sei o que fazer. Devo falar com elas? Falar com Sirius?


- Talvez, porque não falar?


- É esse o problema, porque sempre eu tenho que falar? Se for importante para elas porque elas não falam também? Não expressam suas opiniões? O meu lugar...


- O seu lugar não é aqui. – Completou Tiago – Eu entendo você. Isso aqui é normal demais pra você.


- É... Tiago, - E dessa vez foi ela quem o abraçou – obrigada, estou me sentindo muito melhor. Você é um grande amigo.


- Espero que sim...


- Vamos entrar? Já devemos ter perdido a metade da festa...


- Claro, mas antes, antes acho que vou lhe dar um presente.


- Um presente? Pra mim? E qual é a ocasião?


- Não há uma ocasião, Remus, Sirius e eu fomos a Hogsmeade hoje a tarde, comprar um presente para cada uma das nossas garotas, quer dizer, não é como se você fosse a minha garota, nada disso, o Remus comprou pra Violet, Sirius para você e eu para a Lílian, mas é que agora, me parece que isso aqui vai ficar melhor em você. É que, como eu não sei exatamente o que a Lílian sente por mim, eu comprei uma coisa mais... Mais de amigo pra ela, mas é que, ele é perfeito para você, quando você estiver nas suas viagens e essas coisas.


- Mas eu não posso aceitar, vou ficar com dois e a Lílian sem nenhum?


- Não faz mal, amanhã volto á Hogsmeade e compro alguma outra coisa para ela.


Tiago colocou a mão no bolso da calça e tirou uma caixinha lá de dentro, era exatamente igual a caixinha que Remus havia dado à Nicole, ele entregou a caixinha a ela. Ela a abriu.


Lá dentro haviam uma corrente fina de ouro com coração de tamanho médio, a corrente era extensa, e a medalhinha podia se perder no decote da roupa, era como um vira tempo, fora feito para que apenas o seu dono soubesse que estava lá, o pingente também era de ouro, com detalhes em vermelho.


- Abra. – ele disse gentilmente.


Ela abriu o coração, e lá havia uma foto dos seus cinco melhores amigos abraçados com ela na ponta da direita. Estavam sorrindo, e a foto se movimentava, embaixo da foto estava escrito. “Não importa aonde esteja, estaremos sempre no seu coração”


- Que tal?


- É – disse ela emocionada, acho que isso realmente vai ficar melhor em mim. – Ela mesmo afastou os cabelos e colocou o pingente.


Ele fez um gesto com o braço e ficou parecendo uma xícara.


– Vamos senhorita?


- Obrigada gentil senhor. – Respondeu ela dando o braço a ele.


Saíram da Torre de Astronomia sorrindo e brincando, enquanto caminharam até o Salão Principal.


Quando chegaram lá não podiam acreditar no que os esperava.


Paralisados viram o artilheiro da equipe de quadribol da grifinória se agarrando com uma ruiva de vestidos vermelhos.


Tiago fez um esforço enorme para virar o rosto, e quando finalmente conseguiu, olhou para Violet.


A expressão nos olhos dela era dura, indecifrável. Deu um beijo na testa dela, da maneira como faria um pai com a filha que vai para a faculdade.


- Violet, Violet – Disse ele baixinho, procurando saber se ela ainda estava em orbita


Violet nem virou a cabeça, de tão chocada que estava, apenas mexeu com os olhos na direção do amigo.


- O que é? – Ela estava tão confusa, que mal pode sussurrar.


- Ficaremos bem.


 


 


 


 


 


 


 






n/nanda:  MAAAANHÊEE EU QUERO UM REMO, COMPRA UM PRA MIM?


AIOEHIOEHIEOAHIEOAHAE, muito foda esse capt!  Qe saudades de beetar e dar a minha opinião. Lala’.    Enfim, achei muito lindo o Remo e a Nicole.  Tomara que dê tudo certo! Não demora pra escrever fg’    a fic ta foda *-*


Beeijos cat, nem preciso falar que eu te amo (L’


n/chel: O que eu posso dizer? Como todos os capítulos maravilhosos da cáh-chan, este está
simplesmente maravilhoso, como já era de se esperar. Estou ficando doida ou o Remmie é uma
gracinha? Cuti cuti, *-*
Ok, eu amo o Remmie, o jay e o six, mas isso não vem ao caso. Mas, own, lindo perfeito tudo esse capítulo.
Espero que a cah continue essa escritora maravilhosa, e vocês?
Um dia eu vou dedicar assim às minhas fics.
Você é uma ÓOOTIMA escritora, continue assim *-*









Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.