Anoiteceu



A última aula, Transfiguração, finalmente esse dia havia acabado, ela rumava até as portas do castelo olhando para todos os lados para ver se não vinha ninguém, ainda estava carregando seu material, andava rapidamente, passou pelas portas do castelo silenciosamente, quando ouviu que alguém a seguia,estava na hora do jantar e todos estariam lá, quem poderia ser?

Apertou o passo olhando fixamente a cabana de Hagrid, tinha que chegar lá antes que seu seguidor a alcançasse, andava muito depressa escutando seus passos no gramado e o se seu seguidor, um pouco antes de chegar à cabana, sentiu que alguém lhe segurou o braço, sentia uma mão quente e pequena, antes que pudesse fazer qualquer coisa sentiu algo bater em sua cabeça, soltou um grito agudo que mais parecia um pequeno guincho, estava tonta, o que havia lhe acertado era pesado, seu braço estava tentando se soltar enquanto ela se esforçava ao máximo para enxergar a pessoa no escuro, começou a chutar e a espernear, gritou alto, ouviu passos correndo de encontro a ela, passos leves mas ao mesmo tempo pesados, não sabia como distinguir, só sabia que estaria a salvo.

-SOLTA ELA! – Uma voz gritava a poucos metros das duas.
-NUNCA! – A voz ao seu lado gritou para o outro, o ódio que aquela voz emanava, era impossível ser Isabelle.
-ESTUPEFAÇA! – A outra voz gritou e Sophie sentiu a mão lhe soltar e escutou uma batida no chão, ela ainda estava de pé, o vulto abatido a poucos metros do seu lado.

Olhou para quem lhe salvou, e viu que ele falou alguma coisa, mas não conseguia reconhecer, a vulto que estava jogado no chão levantou e saiu correndo, Sophie caiu no chão, com a mão na cabeça e os olhos fechados, ouviu a porta da cabana se abrir e sentiu mãos frias lhe segurando, uma voz soava longe, clamando para ela ficar acordada, ela tentava, jurava que tentava.

Sentiu que lhe levavam para dentro do castelo, sem fazer muito barulho, mas ainda escutava a voz pedindo para ela ficar acordada, não conseguiu tudo sumiu.

Estava tarde, ela acordou e a enfermaria estava escura, mas sabia que alguém estava lá, pois sentiu uma mão na sua, e alguém estava deitado perto de sua barriga, abriu os olhos lentamente e sentiu uma pontada na cabeça e fechou os olhos de novo, se mexeu de leve para não acordar a pessoa do seu lado, mas sentiu ela se mexer também, a única coisa que fez foi soltar sua mão e passá-la nos cabelos da pessoa que estava lá, reconheceu Scorpios, com seus cabelos lisos e sedosos, ele estava acordado, mas estava tão bom, o quanto ele esperou por mais um toque dela.

Ela abriu os olhos e viu ele a fitando, ele se sentou.

-Você está bem? – Ele perguntou com ar de preocupação.
-Sim... – A voz dela saia rouca e cansada.
-Desculpe, mas você tem que descansar.
-Não quero descansar. – Ela sorriu, aquele sorriso, que sempre foi alegre agora estava tão cansado, ele entendia, tinha sido uma semana difícil. Ele retribuiu o sorriso.
-Aquele vulto bateu em você com um cano de bronze, deve ter roubado da sala de poções.
-Doeu, como você sabia que eu estava lá?
-Eu estava te protegendo... – Disse ele encabulado.
-Obrigada. – Ela sorriu para ele e segurou a mão dele. Ele apenas olhava para ela, ela mostrava cansaço, mas não queria dormir, só queria ficar olhando para ele, uma lágrima escorreu de seus olhos, ele estava atordoado sem saber o que fazer.

-O que aconteceu?
-Por que comigo? Eu tenho onze anos Scorpios... – Ela chorava a deixando mais linda, ressaltando aqueles olhos verdes que ele tanto amava, como foi se apaixonar? Nunca tinha se apaixonado, mesmo que conhece-se a menina
há séculos, ela era tão diferente de todas...
-Não sei, se isso está acontecendo com você tem alguma razão. – Ele ainda estava sem ação, sentiu que ela apertava sua mão em busca de carinho, ele se levantou e a abraçou, sentia as lágrimas molhando sua camisa, sentia a respiração dela em seu peito, só não a dor que ela sentia.

Ele tirou os sapatos e o casaco e deitou com ela e ela se arrumou abraçada com ele e ele a protegendo.

-Eu vou te proteger de tudo, prometo. – Ele disse baixo no pé do ouvido dela. Foi só o que ela precisava para estremecer e mostrar que o amava.

Ele sorriu e ambos dormiram o melhor sono que poderiam ter.


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