O dia em que me mudaram



Cap 1 – O dia em que me mudaram

Kyo sentou-se a mesa para tomar seu café da manhã ainda emburrado, não aceitava nem admitia que seus pais tinham o direito de fazerem-lhe o que fizeram. Olhou com a cara fechada para de um para o outro, fazendo questão de deixar os cabelos sobre o rosto, exatamente como sua mãe detestava. Nenhum dos dois sequer o dirigia o olhar, fingindo não se importar com o garoto.
Ele enfiou um pedaço de bacon na boca e girou o garfo entre os dedos, observando seu próprio prato.
–Não adianta fazer cara feia, que isso para mim é fome. –zombou-lhe a mãe, sem olhar para ele.
–Se fome fosse o problema já estaria resolvido, não. –retorquiu o garoto, enfiando mais um pedaço de bacon na boca.
–Olha como fala com sua mão, Kyo. –interveio o pai.
Kyo olhou para o pai, com uma expressão um pouco pior que a da mãe. Sabia que a idéia tinha sido dele. A culpa tinha sido dele. Não estariam fazendo aquilo se ele tivesse simplesmente dito que não. O que é que tinha de mais em ficarem do jeito que estavam? Nunca faltara nada, ele nunca pedira nada a mais do que aquilo. Olhou o mais profundamente nos olhos azuis do pai, vendo os seus próprios olhos azuis ali, escondidos atrás de sua cabeleira negra.
–Já te disse que se quiser manter seus cabelos grandes vai ter que prendê-los, não disse? –perguntou a mãe.
Ele não respondeu, apenas empurrou os cabelos para trás com as pontas dos dedos e continuou comendo, como se não tivesse ouvido uma única palavra do que ela dissera.
–Kyo Hunter, não finja que não está me escutando. –falou sua mãe, entre os dentes.
Kyo olhou para os cabelos louros e olhos verdes da mãe. Era uma mulher quase bela, não chegava a ser bonita, mas era muito bem cuidada e não aparentava ter mais de quarenta. Ao contrario do pai, de cabelos negros e prateados, um cinquentão conformado, com todo o charme da idade.
–Eu não estou te ignorando, só estava pensando por que eu tenho que fazer o que você quer se ninguém faz o que eu quero… –lançou o garoto, com um olhar inquisidor.
–Kyo, não se faça de desentendido porque você sabe exatamente o porque disso que está acontecendo. –rebateu a mãe, perdendo por um segundo a compostura. –Assim como sabe que nem seu pai, nem eu estamos gostando dessa situação também.
–Hogwarts… –murmurou o garoto, com insatisfação. –Tantos lugares no mundo e vocês querem ir para a Inglaterra?
–Não somos nós que queremos ir para a Inglaterra, seu pai foi transferido para lá. –sua mãe explicou-lhe pela terceira vez na semana.
–Inglaterra… Puta terrinha de merda… –resmungou o garoto.
–Não vou lhe pedir novamente para prestar atenção em como fala com sua mãe. –seu pai abriu mais uma vez a boca.
Mais uma vez Kyo o encarou, há quase duas semanas não falava com o pai, desde que ele chegara com a maravilhosa noticia de que fora promovido e que teriam que se mudar. Thomas Hunter era gerente de relações de Gringotes, o que era um cargo importantíssimo, uma vez que pouquíssimos humanos trabalhavam em Gringotes, e esse numero era especialmente reduzido na América, onde só se trabalhava com Dólares, não importava se na comunidade mágica ou trouxa.
–Por que não posso ficar com a tia Angelina? –perguntou o garoto, olhando esperançoso para a mãe. –Nathalie entra em Gallard esse ano, posso ajuda-la a se adaptar e tudo o mais.
–Já tivemos essa conversa Kyo, e a resposta foi não. –disse sua mãe, com paciência. –Sua tia ainda não está completamente bem, depois da morte de seu tio, e Nathalie não te suporta, como já estamos cheios de saber.
O garoto olhou mais uma vez para a mãe.
–Lá eu vou ser privado dos meus direitos. –lançou sua ultima cartada.
Finalmente chamou a atenção de seu pai e sua mãe parecera ter vacilado em sua decisão.
–Direitos? Que direitos? –perguntou-lhe.
–Eu soube que lá é proibida a execução de magias por menores… –murmurou o garoto, como se tivesse medo da reação de seus pais.
Sua mãe riu e seu pai voltou novamente sua atenção para seu prato, como se comer fosse a coisa mais importante que alguém poderia estar fazendo.
–Suas pesquisas não foram completas, como de costume. –zombou sua mãe.
O garoto baixou o rosto. Sabia… Sempre é assim. Eu sempre deixo uma parte do quebra cabeça de fora.
–Na Inglaterra a maior idade é aos quinze, idade em que se entra em Hogwarts.
A noticia atingiu Kyo não com um, mas com dois baques. O primeiro foi um alivio, não se preocuparia com magia, podia fazê-la livremente. Mas o segundo lhe fez se levantar de um salto.
–Eu não vou ter que cursar o primeiro ano de novo, não é? –pediu ele, quase resignado com a idéia de ir para a Inglaterra.
–Você tem bastantes coisas pra aprender, ainda, passou raspando.
–Mãe… –gemeu o garoto.
–Não reclame.
–Parece que não adiante mesmo... Tô me sentindo um telespectador da minha vida... Só assisto, vocês tomam as decisões. –disse ele se levantando e deixando a mesa.
O garoto levou seu prato até a pia e deixou-o lá. Sem lavar, olhou para a cozinha e suspirou.
–Eu estava notando que você não apelou para suas amizades daqui, ou para a falta que eles fariam. –comentou sua mãe.
O garoto não disse nada, apenas estralou os dedos das mãos e seguiu até a porta da cozinha, que dava para o hall. Parou ali e olhou para cima.
–A senhora me ensinou a não mentir.
E ele saiu.




Diário do autor:

18/01/08

Hoje o dia amanheceu nublado. Tava com cara de chuva... Resolvi escrever essa fic hoje mesmo, tava sem muita coisa pra fazer, e com muita coisa pra por pra fora.
Minha namorada diz que eu sou louco… Sei lá por que.
Eu estava lendo uma fic de uma garoto cujo nome não me lembro e acabei tendo essa idéia, apesar de a fic dela não ter nada a ver com a minha, a dela fala exatamente sobre o Harry, a minha talvez nem comente a existência dele, apesar de o cara ser famoso por ter dado um fim em Voldemort. Tô pensando nisso ainda. A fic dela se chama Mudando o Passado, pra quem quiser ler, e tem continuação, Novos Tempos, ainda não concluída, mas extremamente interessante.
Tem uma amiga minha que está doida pra eu terminar uma outra fic minha… Mas eu tô sem ânimo… Escrever fic sobre um livro que já foi escrito e em que a historia é completamente diferente dá no saco.
Bem cap que vem eu escrevo mais, se alguém quiser ler.
E, com, como todo bom autor do F&B eu lhes imploro: Comentem.... nom ligo pros votos (apesar de ser legal estar bem cotado), mas por favor, comentem... Xinguem eu, meus pais, meus filhos e tantas outras gerações que vocês quiserem da minha família, mas comentem, gente!!!

Tchau, até mais!!!

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