A história de Petúnia



Capítulo 2: A história de Petúnia

O dia amanheceu preguiçoso. Mal os primeiros raios de sol bateram em seu quarto, e Harry se levantou. Ele observou como seu quarto, que era uma mistura de quarto trouxa e bruxo, estava incrivelmente bagunçado e resolveu preparar seu malão para a viagem. Decidiu levar o máximo de suas coisas para a Toca e lá definiria o que seria essencial para a sua busca pelas Horcruxes.

Ele esperou que os Dursleys levantassem para então descer e tomar seu café. Ele resolveu que, após o mesmo, avisaria os parentes de sua ida.

O café começou normal como todos os dias:

- Mas é só isso? – disse Duda, reclamando da quantidade de comida que a mãe lhe servia (embora Duda estivesse mais forte devido aos treinos de boxe que fazia, a enfermeira de sua escola recomendara um controle de sua alimentação para que não recuperasse o peso anterior).

- Querido, você tem que controlar seu peso. – respondeu Tia Petúnia, dando a entender que odiava fazer isso com seu Dudinha.

Tio Válter continuava lendo seu jornal e ignorando Harry o máximo que podia. Harry olhava para os parentes e tentava imaginar como seria sua vida sem eles a partir do momento que fosse para a Toca, e do modo como se sentia aliviado de nunca mais precisar passar pelas humilhações que seus tios lhe submetiam. Ele sentia uma ponta de tristeza pelo fim daquela que era a única família que tivera até os 11 anos de idade.

Num pequeno período de silêncio que se seguia, Harry decidiu que iria começar o assunto, pois não adiantaria esperar um momento melhor (momentos melhores nunca existiam na casa dos Dursleys).

- Vou embora por esses dias e não voltarei mais. – Foram as palavras ditas por Harry o mais rápido que pôde, na esperança de que os tios nem notassem.

- Como é que é? – Disse o tio que, embora parecesse longe, não perdia um só acontecimento que havia em sua casa.

- Meus amigos me escreveram e virão me buscar por esses dias, embora não dissessem em qual seria. – Harry parecia mais preocupado, apesar de não sentir medo dos tios desde o 3º ano em Hogwarts. Estava cada vez mais seguro.

- Ficarão felizes por saber que é bem possível que não voltarei mais para essa casa, pois daqui a alguns dias serei adulto e poderei ter minha própria casa. – naquele momento, Harry esperava vivas de alegria, e que os tios demonstrassem todo o alívio que teriam por finalmente terem se livrado dele.

Os segundos que se passaram foram estranhos e intermináveis. A atitude do tio e de Duda, no fundo, machucaram mais do que os gritos de viva ou danças da vitória (ele tinha se acostumado com a idéia devido aos gêmeos Weasleys, Fred e Jorge, que sempre as faziam em momentos de felicidade) que ele esperava. O tio simplesmente ignorou a notícia, e o primo continuou a assistir a TV.

O que Harry não sabia era que por dentro dos dois, os vivas e as danças da vitória aconteciam e eles apenas não o faziam com a intenção de machucá-lo mais porque o desprezo é muito mais dolorido do que o ódio.

A única pessoa que pareceu se importar e lançou um olhar diferente a Harry foi sua tia Petúnia. Ela permaneceu em silêncio por alguns segundos.

- Mas não vai ser hoje, vai? - disse num tom de voz que Harry nunca tinha ouvido da tia.

- Eu acho que não, mas nunca se sabe. – respondeu Harry, esperando que a tia continuasse a conversa. Porém, ela se calou e lançou um olhar de que depois conversariam, olhando em seguida para o tio e para Duda, que a olhavam surpresos com sua atitude.

O café prosseguiu sem que ninguém dissesse mais uma única palavra, o que Harry não achou de todo ruim, porém a atitude da tia o surpreendeu e ele esperava poder conversar a sós com ela logo para tentar entender o que estava acontecendo.

Durante todo o dia, Harry tentou encurralar a tia pela casa para que pudessem conversar, mas ela sempre dava um jeito de escapar, ora inventando um trabalho, ora simplesmente expulsando Harry, dizendo que ele estava atrapalhando ou sujando a casa.

Como não conseguia conversar com a tia, ele resolveu sair e dar uma volta, sempre tendo o cuidado de não se afastar de casa e levar sempre consigo sua varinha para se proteger.

Lembrou-se da Sra. Figg, que tomava conta de Harry quando seus tios saiam durante sua infância, e resolveu visitá-la. Quando era criança, as visitas eram chatíssimas para Harry, pois tinha de conviver com os inúmeros gatos que ela possuía. Mas quando no quinto ano a Sra. Figg contou-lhe que era um aborto (filho de bruxos que não consegue fazer magia) e só não tinha lhe contado isso antes porque achava que se as visitas de Harry fossem divertidas, seus tios não o deixariam voltar à sua casa, as visitas ficaram muito divertidas. As conversas com a Sra. Figg eram um meio de Harry conhecer um pouco da história da sua família, pois ela tinha estudado em Hogwarts junto com sua mãe (no breve período que a família dela tentou que ela estudasse magia) e acabaram fazendo uma certa amizade (as duas foram da Grifinória).

Harry parou em frente à porta da casa da Senhora Figg e tocou a campainha. Após alguns segundos, ouviu passos e a porta se abriu. A senhora Figg apareceu e abriu um largo sorriso para Harry.

- Boa tarde Harry, até que enfim você veio visitar sua velha amiga.

- Como vai, Sra. Figg, tudo bem? – respondeu Harry.

- Tudo ótimo, meu querido. – disse ela, e abriu um espaço e para que Harry entrasse.

Harry entrou e pôde perceber que nada havia mudado na casa da Sra. Figg desde sua última visita.

- Você gostaria de beber alguma coisa, meu querido? Talvez um chá com alguns biscoitos? – perguntou ela.

- Não, obrigado. Só vim para conversarmos e para me despedir, pois logo devo retornar a Hogwarts (Harry achou melhor não contar a Sra. Figg que não pretendia voltar a Hogwarts, e sim sair na busca pelas Horcruxes) e acho que não voltarei à casa dos meus tios no ano que vem. – respondeu ele.

- É realmente uma pena, mas espero que possa visitá-lo quando se instalar em sua nova casa. – ele respondeu já com um olhar triste e tentando disfarçar os olhos marejados.

- Não se preocupe, mandarei o endereço assim que me instalar e aguardarei ansioso a sua visita. – Harry sorria, tentando acalmar a Sra. Figg.

Naquele momento, uma idéia surgiu na cabeça de Harry. Meio sem pensar, perguntou a Sra. Figg:

- Sra. Figg, minha mãe lhe falava sobre a minha tia Petúnia?

- No começo sim, porém a partir do segundo ano ela simplesmente parou e achei indelicado voltar ao assunto.

- O que ela lhe falou no primeiro ano? – perguntou Harry, mais curioso do que nunca.

- Ela dizia que tinha uma irmã que amava muito e estava muito triste por deixá-la em casa sozinha.

- Então elas se davam bem? – perguntou ele.

- Acredito que sim, pois Lílian escrevia quase toda semana para a irmã e para os pais, e recebia respostas sempre. Lembro-me de que no começo ela chorava quase toda vez ao receber uma carta da irmã, mas era aquele choro de saudade e não de raiva ou tristeza.

Harry ficou confuso, pois para ele sua tia sempre odiara sua mãe. Depois da declaração da Sra., Figg, parecia que em algum momento já houve amor entre elas e alguma coisa mudou essa situação.

- Quando foi que ela parou de receber cartas de minha tia? – perguntou Harry.

- Acredito que foi logo que ela retornou para o segundo ano, pois a quantidade de cartas diminuiu e ela nunca mais citou sua tia. Falava apenas sobre seus pais.

- Ela disse alguma coisa sobre porque minha tia deixado de falar com ela enquanto estudaram?

- Infelizmente não. No primeiro ano, não tinha muita intimidade com Lílian, e como no segundo ela simplesmente não falava mais sobre ela, nunca conversamos sobre sua tia. – respondeu a Sra. Figg, com um quê de decepção, pois gostava muito de falar as coisas sobre Lílian para Harry.

A tarde combinou com uma conversa amena entre os dois e Harry se sentiu revigorado quando se despediu da Sra. Figg.

- Até mais, meu querido, espero vê-lo logo – despediu-se a Sra. Figg.

- Com certeza, Sra. Figg, sabe que gosto muito de você. – respondeu Harry, dando o sorriso mais sincero que pôde.

Harry então presenciou uma demonstração de afeto dela, chorando como se despedisse de um filho, e se sentiu triste por deixá-la.

Harry retornou à casa dos tios e, como sempre, foi ignorado pelo o resto do dia, no jantar e no início da noite, recolhendo-se ao quarto na esperança de que Rony viesse buscá-lo na mesma noite.

De forma surpreendente, o sono veio rápido naquela noite para Harry, enquanto lia um livro de feitiços. Isto não acontecia já fazia muito tempo, porém ele foi acordado por passos que caminhavam em direção a sua porta. Olhou para o relógio e percebeu que já eram mais de 2 horas da manhã.

Embora achasse difícil ser algum comensal da morte que tivesse burlado a proteção que sua mãe tinha colocado sobre a casa, ele levantou com cuidado, pegou sua varinha e se colocou atrás da porta para escutar o que estava acontecendo.

- Não posso, eu simplesmente não posso. – ouvia sua tia Petúnia dizer em voz baixa e com muita insegurança, seguido de ruídos que para Harry soaram como um choro baixo.

Subitamente, Harry abriu a porta de seu quarto e deu de cara com sua tia parada em frente a ele, de camisola e com os cabelos presos por bobes. Ele acharia a cena hilária, se não fosse pela expressão de tristeza e pelos olhos vermelhos da tia.

- A senhora quer me dizer alguma coisa? – ele disse calmamente, tentando dar à tia uma situação cômoda para falar o que queria.

- Aqui não, seu tio pode ouvir! Vamos lá pra cozinha. – ela respondeu em voz baixa, e se dirigiu à cozinha.

Harry a seguiu curioso e resolvido a saber a verdadeira história de sua tia com sua mãe.

Ela se sentou e colocou água numa chaleira, pegou duas xícaras e começou a preparar um chá para os dois. Essa atitude já seria uma novidade para Harry, mas o mais impressionante para ele era o aparente sorriso de sua tia ao olhar para ele, no vai e vem da preparação do chá.

Ela preparou o chá e se sentou em frente a Harry, tomou um gole e disse num tom quase carinhoso:

- Tome seu chá, querido, aproveite enquanto está quente.

Harry tomou um gole de seu chá e disse rapidamente:

- Quer me dizer alguma coisa, tia Petúnia?

- Sim, mas não sei se tenho coragem. – ela respondeu, tentando não fazer voltar as lágrimas a seus olhos.

- É a respeito de minha mãe?

- Sim. Mas como é que você sabe?

- Imaginei, pois não consigo pensar em qualquer assunto, sem ser esse, que fizesse a Senhora querer conversar comigo. – respondeu Harry, sem conseguir reter o ressentimento que tinha da tia por nunca ter conversado com ele sobre a sua mãe.

Nessa hora, as lágrimas que Petúnia segurava rolaram sobre seu rosto e, com as mãos, ela tentou secá-las. Ela fitava os olhos verdes de Harry e, soluçando, lhe disse:

- Você nunca vai me perdoar, não é?

- Não sei. Por que só agora a senhora está se preocupando com isso?

- Porque eu nunca mais irei vê-lo e, conseqüentemente, nunca mais irei ver os olhos de minha irmã.

- Mas a senhora nunca me pareceu se importar com isso.

- Podia parecer que não, mas ver seus olhos sempre foi um modo de me encontrar com Lílian. - a tia agora fazia força para chorar baixo, parecendo não querer acordar seu marido e seu filho.

- O que houve entre você e minha mãe, afinal de contas?

- Vou te contar. - respondeu a tia, agora parecendo decidida.

- Tudo começou quando sua mãe recebeu a carta daquela escola. Ela ficou muito feliz e, conseqüentemente, mamãe e papai também. Eu fiquei com muito ciúme, mas eu amava minha irmã e acabei ficando feliz por ela também. No primeiro ano, eu escrevia para ela de duas a três vezes por semana, e ela respondia dizendo que estava com saudades e que pensava em mim, papai e mamãe todos os dias. Isso me animava e me fazia acreditar que nada mudaria, mesmo estando tão longe de Lílian – ela parou por um momento e pareceu tomar ar para continuar. - Mas as coisas mudaram.

- Quando sua mãe voltou para casa no fim do ano letivo, eu não consegui controlar o ciúme, pois meus pais só tinham olhos para ela e me deixavam totalmente de lado. Diziam que só queriam compensar Lílian pelo tempo que passava na escola, mas eu sabia que era por acharem que ela era especial e muito melhor do que eu.

- Minha mãe tentou falar com a senhora? Fazer a senhora ver que não era isso? – perguntou Harry querendo entender o que se passava na cabeça da tia.

- Várias vezes, mas eu não queria saber dela. Achava que ela gostava daquela atenção e não sentia minha falta.

- Se tem tanta raiva de minha mãe, por que quer que eu a perdoe agora? – bradou Harry, com uma certa raiva.

- O caso era que eu tinha raiva de sua mãe, não tenho mais. – disse ela, de forma simples.

- Posso saber por quê? – disse Harry irônico.

- Primeiro foi por causa da carta que estava com você no dia que chegou. Ela dizia que você era filho de minha irmã e que ela e seu marido estavam mortos. Dizia ainda que se eu não o recolhesse, você iria morrer, e as pessoas que o atacaram viriam atrás de minha família também. O único jeito de protegê-la era mantendo você aqui até se tornar adulto. Isso me deixou com mais raiva ainda, pois agora Lílian iria colocar a minha família em risco.

- Prometi a mim mesma que recolheria você, mas não o trataria como meu filho, visto que você era o responsável pelo perigo que minha família corria a partir daquele momento – finalizou ela.

- Agora eu não entendi. Pelo jeito, a carta só fez você ficar com mais raiva da minha mãe, no que isso ajudou?

- Na verdade, só mudou mesmo no ano passado, quando aquele homem que veio buscá-lo voltou alguns dias depois.

- Dumbledore voltou aqui depois de me levar para a casa de meus amigos? O que ele queria? – Harry parecia transtornado e quase exigia que sua tia lhe contasse o que houve.

- Ele voltou um dois dias depois de levá-lo e o mais estranho foi que ele queria conversar apenas comigo, e solicitou que seu tio e Duda saíssem de casa. – explicou.

- Ele me contou que os ataques a qual a carta se referia iriam acontecer de qualquer forma, e ela pensou não somente na sua proteção, mas também na minha e na de Duda.

- Ele me contou que minha irmã pensou em mim até o último minuto e que sentia um grande amor, tanto por mim quanto pelo meu filho, mesmo sem conhecê-lo. Mas isso não seria suficiente para perdoá-la. Foi quando o homem disse que minha irmã só tinha voltado para escola para tentar achar uma resposta para uma doença que mamãe possuía, e que chegou a quase morrer testando poções nela mesma para tentar achar uma cura. Eu não sabia que mamãe estava doente, pois meus pais não me contaram e pediram a Lílian que também não me contasse, visto que nada podia ser feito e eles queriam me poupar – Tia Petúnia agora não se continha e chorava com as mãos no rosto.

- Quando mamãe morreu, meu pai disse que foi um mal súbito e ninguém poderia prever.

Seguiu-se um breve silêncio e então Petúnia continuou:

- Sua mãe tentou salvar minha mãe e proteger meu filho e a mim. Ela nunca deixou de tentar se comunicar comigo, mas eu nunca lhe dei chance de se explicar. Fui tão injusta com ela e tratei tão mal seu filho, que agora não sei nem como pedir que você e ela me perdoem. E acho sinceramente que não mereço esse perdão.

Harry não soube o que responder. Após algum tempo, olhou para a tia e disse:

- Tia Petúnia, preciso ir me deitar – disse Harry, sem saber o que sentir e se conseguiria perdoar sua tia.

- Claro, querido. Vá se deitar – respondeu sem coragem de encará-lo.

Harry se levantou e foi para seu quarto, deixando sua tia na cozinha, ainda de cabeça baixa, sentindo vergonha pelo modo que sempre tratou Harry e por não ter coragem de mudar suas atitudes na frente de seu marido, com medo de que ele se zangasse.





No dia seguinte, parecia que aquela conversa não tinha acontecido e tudo corria normalmente na casa dos Dursley. O malão de Harry continuava pronto e ele aguardava ansioso a chegada de Rony.

A única coisa que poderia denunciar a conversa do dia anterior era o fato de que tia Petúnia não brigou com Harry o dia inteiro, nem pediu que fizesse qualquer tarefa doméstica.

Porém, notou que ela fazia de tudo para seu tio e Duda o deixarem em paz, sempre inventando assuntos a resolver ou coisas a fazer quando percebia que qualquer um dos dois tentava chateá-lo.

O dia passou sem Harry ter qualquer tipo de problema ou chateação. Ele terminou achando que sua tia estava tentando pelo menos protegê-lo, o que já era um grande passo na opinião dele.

Com a chegada da noite, quando todos já estavam dormindo, Harry foi acordado com batidas em sua porta e com uma voz conhecida que o chamava baixinho:

- Harry, acorde, precisamos ir – Era Tonks que tinha ido buscá-lo.

Harry levantou rapidamente e abriu a porta, encontrando a garota de cabelos roxos e com um sorriso aberto ao lado de Lupin, que a acompanhava.

- E aí Harry, beleza? – perguntou a garota.

- Tudo. Estava com saudades de vocês – disse Harry.

- Nós também, mas temos que ir logo pra aproveitar a escuridão da noite. – sugeriu Lupin, já pegando a varinha e fazendo o malão de Harry levitar em direção a sala, onde se encontravam Moody e o Sr. Weasley.

Harry sorriu para o Sr. Weasley e cumprimentou Moody rapidamente, pois este insistia para eles saírem depressa.

- Como iremos para a Toca? – perguntou harry a Lupin.

- Aparatando, pois é mais rápido e seguro.

Harry segurou na mão de Tonks e já se preparava para aparatar quando, sem saber porquê, resolveu olhar para a janela do quarto de sua tia, se deparando com uma cena que não esperava. Petúnia o olhava com lágrimas nos olhos e parecia desejar a Harry sorte, ao mesmo tempo em que pedia perdão e demonstrava todo o arrependimento dos anos de maus tratos que tinha feito o sobrinho passar.

Harry acenou e sorriu para a tia. Ele sentiu que a tinha perdoado e talvez o tempo pudesse fechar as feridas. Quem sabe poderia reencontrá-la algum dia.

Petúnia retribuiu o sorriso e mandou um beijo para ele, entendendo o que Harry sentia e desejando que o dia em que fosse reencontrar seu sobrinho não demorasse. Quem sabe eles até poderiam enfim conversar sobre Lílian, que ambos amavam tanto.

CRACK!


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