Meninas de Valor



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[Alanis Morissette -That I Would Be Good]


Anita acordou antes de todas as amigas na manhã de domingo. Ficou algum tempo virando de um lado para o outro da cama, na tentativa de conseguir dormir novamente. Mas figura de Remo caído no jardim junto a um cervo e um cachorro persistia em habitar seus pensamentos, que pairavam entre a curiosidade e a preocupação. Percebendo que aquilo não levaria a nada, a menina levantou e foi até o banheiro para tomar um banho e se aprontar para o café da manhã.


Enquanto a água muito quente batia por seu corpo, ela tentava afastar toda aquela confusão de sua cabeça. Era muito estranho pensar que em tão pouco tempo já havia se apegado tanto àquelas pessoas, e a idéia de que o amigo podia estar passando por maus momentos realmente estava assombrando-a.

Assim que terminou o banho a garota se trocou e rumou à sala comunal. Após acomodar-se em uma poltrona, ficou observando o dia amanhecer enquanto folheava um exemplar do Profeta Diário do dia anterior sem muito interesse.

Mas um fato chamou sua atenção. Pelo meio do jornal havia uma foto de um lugar muito bem conhecido pela menina, o Beco Diagonal, onde passava a maior parte do tempo quando podia sair de casa nas férias. As pessoas quem andavam pela rua pareciam muito assustadas, olhando para os lados e cochichando entre si.

Confusão na Travessa do Tranco causa medo aos consumidores do Beco Diagonal” dizia o título da reportagem. Aquelas palavras chegaram a causar náuseas em Anita, que conhecia muito bem o tipo de gente que habitava aquele lugar.

Não conseguindo controlar a curiosidade, e indo contra todos os seus princípios de manter-se longe de tudo que dissesse respeito a seu pai, passou os olhos pelo jornal. Constatou então que aquele grupo de bruxos mal-encarados que haviam “visitado” sua casa no fim das férias estava aumentando, e teve a leve impressão de que o ponto de encontro era a Borgin & Burkes. Uma suposição que logo foi confirmada, já que uma declaração do Sr. Borgin sobre o acontecido destacava-se pelo meio do texto. Dizia que não estava envolvido com a confusão, o que se contradizia a um movimento realmente muito maior do que o normal em sua loja.

Agora sim a cabeça de Anita estava realmente confusa. Apesar de nunca ter se dado bem com o pai, ela não conseguia deixar de se preocupar. Querendo ou não, ele era seu pai, e a idéia de vê-lo enrascado por conta das malditas Arte das Trevas não lhe agradava nem um pouco.

Passou a mão pelo rosto, que suava a essa altura, até os cabelos que caíam sobre seus olhos, jogando-os para trás num gesto delicado. Lágrimas já salpicavam sua face e por mais que ela tentasse dizer a si mesma que aquilo não era um bom motivo para se chatear não conseguia parar de pensar no que acabara de ler.

Remo, que estava descendo as escadas da sala comunal pelo mesmo motivo de Anita, surpreendeu-se ao encontrar alguém ali. Curioso, ele aproximou-se sorrateiro da menina que se encolhia em um sofá perto da enorme janela, a qual iluminava toda a sala com uma leve luz vinda do dia que amanhecia.

-- Anita? -- ele chamou-a um tanto hesitante, enquanto encostava sua mão delicadamente no ombro dela.

Uma sensação muito estranha percorreu o corpo da garota, e após se levantar num pulo e jogou-se aos braços do amigo. Ele, por sua vez, ficou muito confuso ao perceber que a menina chorava em seu ombro, mas como um bom amigo afagou os cabelos dela preocupado.

-- O que aconteceu? -- ele perguntou ainda envolvendo-a em seus braços.

Percebendo a “besteira” que acabara de fazer, ela se afastou do garoto um tanto tímida, secando seu rosto e amarrando seus cabelos num nó mal feito. Ao olhar para Remo ela não pode deixar de perceber que o menino tinha uma aparência nada saudável, estava com olheiras profundas e vários arranhões riscavam seu rosto. Tentou buscar coragem para falar com ele sobre o que vira no dia anterior, mas depois de tudo que ela havia feito resolveu não tocar mais no assunto.

-- Acho que meu pai possa estar metido numa enrascada... -- ela disse, virando-se para a janela.

Os olhos de Remo caíram sobre o jornal, que ainda estava aberto na página da tal reportagem. Após ler atentamente o que dizia ele voltou-se para a amiga.

-- Isso não deve passar de um mal entendido, fique calma! -- disse, passando seu braço sobre o ombro de Anita. -- Você sabe, melhor do que ninguém, como são essas coisas das trevas, sempre causam confusão.

Ela se sentiu um tanto desconfortável naquela situação; o menino com quem se preocupava a minutos atrás era quem estava ajudando-a naquele momento. Os dois ficaram ali conversando por mais de duas horas, o que realmente a tranqüilizou. Aos poucos a sala foi se enchendo, e quando todos já rumavam ao refeitório para o café, os Marotos finalmente desceram.

-- Vou lá para baixo com eles, mas qualquer coisa é só me chamar, tudo bem? -- ele disse, dando um beijo estalado no rosto da menina e seguindo os amigos logo depois.

***


--Anita! -- Lílian gritou, uma vez que já havia chamado a menina três vezes sem êxito, fazendo-a levar um susto. -- Pode me passar o suco de abóbora, por favor?

--Ah, claro! -- ela disse como se tivesse acabado de acordar de um sonho.

-- O que você tem? -- Alice perguntou curiosa, apesar de um pouco tímida Anita nunca ficava aérea daquela maneira.

-- Não tenho nada, estou ótima! -- respondeu sem ser muito convincente.

-- Até parece. -- Marlene contestou. -- Ela está assim desde que o Remo passou mal ontem, tenho a leve impressão de que temos uma amiguinha apaixonada por aqui!

Repentinamente as maçãs do rosto de Anita adquiriram um tom extremamente vermelho, e inevitavelmente ela sentiu seu estômago revirar.

-- Parece que temos uma amiga maluca também... -- a garota disse revirando os olhos e soltando uma risadinha.

-- Realmente, Lene, acho que você está um pouco maluca. -- Lily disse entre risos. -- Não é obvio que o negócio da Anita é com o Black?

Logo após uma exclamação de indignação por parte de Anita, e uma certa desconfiança de Marlene, Lílian continuou.

-- Desde que chegou, ela e o Six não se desgrudam! É conversinha pra cá, bilhetinhos pra lá... Muito estranho tudo isso!

-- Olha quem fala! -- Alice interrompeu a ruiva. -- Senhora Lílian Evans futuramente, mas não admitida, Potter! Você é a última pessoa que pode falar de relações indefinidas com amigos.

E assim começou uma árdua, e muito divertida, discussão entre aquele grupo de meninas.

Entrar no papo de namoros, ou mesmo garotos, era um tanto arriscado por ali. Após os comentários sobre os possíveis amores de Lílian e Anita, Marlene e Alice não pararam de bombardear a loirinha de perguntas, desde quando fora seu primeiro beijo até qual fora seu relacionamento mais duradouro, e é claro, sem perder a chance de provocar Lily sempre que podiam em relação a Tiago.

O que por parte serviu para distrair a cabeça de Anita, que pelo resto da tarde com as amigas não pensou mais nos problemas que inundavam sua mente.

Já o clima entre os marotos era completamente diferente. Ao invés de animados e bagunceiros como de costume, os quatro meninos passaram aquele dia trancafiados no dormitório. Tiago, Remo e Pedro passaram a maior parte do tempo jogando Snap Explosivo, já Sirius parecia demasiadamente fraco e desanimado para ficar com eles.

A noite anterior realmente havia exaurido o menino, além de ter lhe provocado um resfriado nada agradável. Tendo plena consciência de que não estava nada bem, ele culpava-se mentalmente por não ter condições de acompanhá-los naquela noite e parecia ficar mais aflito a cada hora que se passava.

Assim que a tarde caiu, quando sol já estava baixo, Sirius acompanhou os amigos até a entrada da escola um tanto quieto e chateado. Assim que os três meninos seguiram para o jardim, ele rumou ao salão principal, que àquela hora ainda estava vazio.

Se acomodou pelo meio da mesa da grifinória, e tentou parecer o mais displicente possível, já que ver Sirius Black sem os amigos, ou uma garota, ao seu lado era realmente um fato raro. Depois alguns minutos ali, o menino não pode deixar de notar um casal que discutia num tom de voz bastante alto na mesa da Lufa-Lufa. Por um momento se divertiu, lembrando-se das muitas confusões amorosas que se metera, e da quantidade de brigas e lágrimas, por parte das garotas, é claro, que estas geraram. Mas, logo após reconhecer o casal briguento, sentiu suas entranhas revirarem.

Marlene e Lex, que finalmente pareciam ter dado um fim na discussão com um acalorado beijo, agora se despediam e a menina andava em direção à mesa de sua casa, já tomando conta de que Sirius estava lá.

-- Olá! -- ela disse com um sorrisinho leve estampado no rosto, enquanto acomodava-se ao lado do amigo.

-- Oi... -- Sirius respondeu, sem ao menos olhar para a menina. O simples fato de saber que ela estava com Lex já o irritava profundamente.

-- Onde estão os meninos? -- Lene perguntou olhando a sua volta.

-- Não sei. -- ele respondeu seco, enquanto encarava uma mancha na mesa aparentemente muito interessado.

A garota encarou-o bastante intrigada, era muito difícil encontrar Sirius com aquele humor.

-- Aconteceu alguma coisa? -- ela perguntou, segurando a mão do menino delicadamente.

Sirius estremeceu ao simples toque da menina e, mesmo sem ter a intenção, voltou seu olhar para ela, que o observava docemente.

-- Briguei com o Tiago essa tarde. -- ele mentiu, quanto mais conseguisse esconder o real motivo da sua irritação era melhor.

Naquele momento Marlene pôde perceber o suposto motivo do mau-humor do garoto, e apesar de querer ajudá-lo ela hesitou em perguntar se tinha vontade de desabafar. Com todos os anos de amizade, a menina já conhecia o amigo suficientemente bem para saber que não seria uma boa idéia perguntar o que se passava por sua cabeça.

Com seu jeito galante e brincalhão, Sirius realmente não passava a imagem de um menino fechado, que tivesse alguma dificuldade de conversar quando o assunto fosse seus sentimentos. Mas a verdade era que, apesar de negar isso com todas as suas forças, em muitas situações seu sangue Black falava mais alto. Por muitas vezes ele fazia lembrar seu pai, Órion Black, o mais durão e severo de toda a família.

-- O que você acha de ir ao corujal comigo antes do jantar? -- ela perguntou, na tentativa de animá-lo.

-- Não sei, Lene... -- disse enquanto era puxado pela menina. -- Estou um pouco indisposto.

-- Desculpas não... --ela tentou, sendo interrompida por Sirius no meio da frase.

-- E acho que seu namoradinho não gostaria de te ver andando comigo. -- o menino disse rispidamente.

Marlene bufou de raiva, e soltou a mão de Sirius.

-- O meu namoradinho tem plena consciência de que você é meu melhor amigo. -- disse, com o semblante contraído.

Por um momento, ao ver a amiga com as bochechas levemente vermelhas, por conta de sua pele muito branca, e a boca contraída numa expressão de raiva um tanto forçada, Sirius sentiu uma onda quente percorrer seu corpo. Como se tudo estivesse às mil maravilhas o menino desatou a rir.

-- Por que você está rindo? -- ela perguntou enquanto tentava ao máximo esconder a sua vontade de rir também.

-- Porque você fica muito linda com essa carinha de raiva. -- o menino respondeu com simplicidade, sem notar que deixara a amiga extremamente embaraçada.

-- Vai ou não ao corujal? -- Lene perguntou, quase atropelando a frase que acabara de deixá-la daquela maneira. -- Preciso mandar uma carta à minha mãe.

-- Já que faz questão da minha ilustre presença, sim, eu vou! -- respondeu como o costumeiro Black.

Enquanto andavam, os dois conversavam como se nada tivesse acontecido, e Sirius ainda tinha aquela boa sensação, de que nada de ruim podia acontecer àquela hora. Assim que chegaram ao corujal, uma coruja negra foi voando desajeitada até eles, pousando no ombro de Sirius e dando leves bicadinhas em sua orelha. Era Misty, a destrambelhada coruja de Alice.

-- Saia daqui, coruja estúpida! -- ele bradou, tentando aflitivamente espantar o animal.

-- Por que você tem essa terrível mania de achar que todos os animais são estúpidos? -- Lene disse, enquanto estendia seu braço delicadamente para a coruja e afagava sua cabeça.

Sirius deu uma risadinha sem graça, realmente não gostava muito de animais, a não ser os cachorros, é claro.

-- Digamos que eu não tenha muita afinidade com eles... -- disse ainda rindo.

Enquanto Marlene amarrava sua carta à pata da coruja, o menino foi andando até uma enorme janela, onde as corujas entravam e saiam do lugar. Dali de cima enxergava-se toda a escola, e seus terrenos. Àquela hora o sol já quase desaparecia, deixando apenas raios vermelhos e rosas riscando o céu, refletindo nas poucas nuvens que resistiam sobre aquela imensidão azul. Após algum tempo a menina chegou sorrateira por trás dele, passou os braços delicadamente por sua cintura, ficando na ponta do pé e apoiando sua cabeça no largo ombro do moreno.

Sirius suspirou profundamente, como se pedisse para ela não fazer aquilo. Apesar de tentar se enganar, dizendo a si mesmo que o que sentia por Marlene era só uma grande afinidade e que os dois eram apenas melhores amigos, o menino no fundo sabia que alimentava um sentimento a mais por ela. Tentando ao máximo deixar esses pensamentos de lado, ele procurou apenas se concentrar na paisagem à sua frente e aproveitar a leve brisa que batia ali.

-- Eu te amo, sabia!? -- Marlene disse, enquanto afagava a barriga do menino.

Ele, por sua vez, ficou parado e sua respiração aos poucos foi ficando mais forte.

-- Sei que posso contar com você para tudo, -- ela continuou para pesar de Sirius. -- e sei que em nenhum lugar do mundo poderia encontrar um amigo melhor do que você.

Após dizer isso, ela apertou o abraço, deixando que sua respiração quente chegasse bem perto do pescoço do menino. Ele ficava cada vez mais nervoso, mas ainda assim segurava a mão de Lene que estava encostada em sua barriga. Após um tempo ela o soltou, e encostou na janela.

Aquela luz dourada e tênue batia no rosto da menina, fazendo-a ficar mais bonita do que normalmente. O coração de Sirius batia forte e uma enorme vontade de envolver a menina em seus braços tomava conta de seu corpo. O que se contrapunha ao pensamento que ressoava em sua cabeça, que dizia que Marlene amava Lex, e nunca deixaria o namorado para ficar com ele. Naquele momentos, mais do que nunca, Sirius teve vontade de amassar aquela cara de bom menino do garoto.

Como num reflexo de defesa ele se afastou dela, e tentou fazer o mesmo com seus pensamentos.

-- Acho melhor entrarmos. -- ele disse rispidamente, já andando para a porta que dava acesso ao corujal.

Apesar daquela atitude um tanto rude, diante de uma declaração sincera sobre seus sentimentos, Marlene pareceu não ficar chateada com a reação do amigo. Sabia muito bem que seu coração era um lugar muito difícil de se atingir, e como se nada tivesse acontecido ela o seguiu em direção aos jardins.

Quando já estavam pelo meio do caminho, Sirius sentiu suas entranhas revirarem ao vislumbrar duas figuras muito parecidas com Tiago e Pedro entrando na escola. O sentimento de culpa e a preocupação voltaram a habitar seus pensamentos, quase apagando o que se passava anteriormente. Apertou o passo, fazendo com que Marlene quase corresse ao seu lado.

-- O que houve? -- a menina, já esbaforida da corridinha perguntou preocupada.

-- Nada! -- ele respondeu sem ser nada convincente. -- Acho que já estamos atrasados para o jantar...

Lene revirou os olhos numa expressão de impaciência, Sirius estava realmente perturbado naquele dia. Ela tinha plena consciência de que o menino não era nada pontual, e que também não se importava com esse defeito, além do que, estavam longe de estarem atrasados para o horário de início do jantar.

Assim que adentraram o salão, mais uma vez a menina foi surpreendida pelo amigo, que no mesmo instante foi correndo até a mesa da Grifinória onde Pedro e Tiago estavam sentados. Não querendo ser inconveniente, e já sabendo que se tratando de Sirius nada podia ser considerado estranho, resolveu ir até a sala comunal encontrar Alice, Lílian e Anita, que já deviam estar se aprontando para o jantar.

-- O que aconteceu? -- Sirius perguntou enquanto tentava retomar o ar.

-- Calma, Almofadinhas! -- Pedro disse, vendo que o menino realmente estava preocupado.

-- O Aluado teve um ataque de frescura e praticamente nos expulsou de lá, dizendo que precisávamos jantar. -- Tiago disse tranqüilo.

Como se um peso tivesse sido tirado dele, Sirius largou-se no banco ao lado de Tiago, que agora ria da cara de assustado do amigo junto a Pedro.

***


Assim que atravessou o buraco do retrato, Marlene deu de cara com as amigas, que riam junto a um grupo de sextanistas próximas à lareira. Mas, logo após chegar um pouco mais para perto dali, foi puxada por uma Lílian que não parecia muito confortável no grupinho.

-- Por Merlin! Elas não param de fazer perguntas sobre os meninos!-- Lily exclamou com a voz estranhamente fina.

-- Os meninos a quem você se refere são Sirius, Remo e Tiago?

Ao que a ruiva acenou positivamente com a cabeça Marlene soltou uma risadinha irônica.

-- É impressão minha, ou tem alguém com ciúmes? -- ela perguntou ainda rindo.

-Ciúmes! Até parece, Marlene McKinnon! Você sabe que não gosto desse tipinho de meninas oferecidas. -- ela disse, por parte sendo sincera, uma vez que realmente não gostava desse tipo de papo. -- Vamos descer para o jantar que é o melhor que fazemos.

Assim que Alice e Anita conseguiram se desvencilhar do tal grupinho de meninas oferecidas, as quatro rumaram ao Salão Principal, onde a maioria da escola já se encontrava. Assim que se acomodaram pelo final da mesa da Grifinória, Anita não pode deixar de perceber que um pouco mais a sua frente os Marotos estavam sentados, com exceção de Remo, o que fez a garota voltar a se preocupar com o assunto.

Quando todos já haviam tomado seus lugares e esperavam o jantar ser posto o diretor levantou-se, e após apenas pigarrear, todo o salão ficou calado para que ele se pronunciasse.

-- Boa noite! -- ele disse com um sorriso sereno estampado no rosto. -- Creio que muitos de vocês já estejam muito curiosos em relação aos acontecimentos que teremos em nossa escola este ano.

Um murmurinho geral percorreu todo o salão, a escola inteira estava numa enorme expectativa em relação aos jogos antes citados pelo diretor.

Dumbledore pigarreou outra vez.

-- Como ia dizendo -- recomeçou ele, sorrindo para os alunos que miravam a mesa dos professores com muita atenção -- Teremos a honra de sediar um evento muito excitante nos próximos meses, e espero que recebam bem nossos convidados. Tenho o enorme prazer de informar que a temporada dos Jogos Interescolares de Quadribol terá início daqui a exatamente três semanas. Creio que alguns de você ainda não saibam do se trata o torneio, já que os Departamentos de Cooperação Internacional em Magia e de Jogos e Esportes Mágicos resolveram interromper sua prática há 10 anos atrás devido a morte de um jovem rapaz por um balaço errante. Aqueles que sabem me perdoem por dar uma breve explicação, e deixem sua atenção vagar livremente.

“Assim como o Torneio Tribruxo, o qual não nos interessa falar neste momento, os Jogos Interescolares de Quadribol foram criados há muito tempo atrás, como uma competição amistosa entre as três maiores escolas européias - Hogwarts, Beauxbatons e Durmstrang. As escolas se revezam para sediar o torneio a cada três anos, e todos concordam que esta é uma excelente maneira de estabelecer laços entre os jovens bruxos e bruxas de diferentes nacionalidades.

Durante anos houve várias tentativas de reiniciar a competição, nenhuma das quais foi bem-sucedida. No entanto, os nossos Departamentos decidiram que já era hora de fazer uma nova tentativa. Trabalhamos muito durante o verão e este começo de ano para garantir que nada saia errado.

Os diretores de Beauxbatons e Durmstrang chegarão com os times competidores de suas escolas em outubro, e permanecerão conosco a maior parte deste ano letivo. Sei que todos os alunos de Hogwarts estenderão suas boas maneiras aos nossos visitantes. Assim que for a hora, informarei a todos mais novidades sobre nosso evento.”

Dumbledore voltou a se sentar. Ouviu-se um estardalhaço de vozes dessa vez, muito agitados e curiosos, os alunos pareciam nem ligar para o jantar que acabara de ser posto.



N/A Bom, me esforcei pra escrever esse cap. e mesmo assim achei ele um pouco pequeno, mas gostei mesmo assim.

Bem, alguns de vocês devem estar estranhando o comportamento do Sirius, mas eu estou puxando o personagem pra um lado mais frio, que é como eu realmente o vejo.

A copa vem aí, e vão ter muitas novidades!

Bem gente, é isso aí. Confesso que estou um pouco chateada, que nessa prévia que eu postei quase ninguém comentou, então vou pedir pra quem ler deixar pelo menos um recadinho, ok!? *-*

Beijos

Mah Lupin
:*

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