Uma virada do destino



Uma Virada do Destino
Hinge of Fate
Autora - Ramos
Tradução - Clau Snape
Beta reader - Bastetazazis
Disclaimer: Estes personagens são de propriedade de J.K. Rowling. Nenhum lucro foi obtido pelo seu uso.
Cap. 14

Nota do autor: Este capítulo inclui uma descrição gráfica de violência. Não é para ser excitante de maneira NENHUMA ou para romancear este tipo de violência. Entretanto, para transmitir um sentimento de sacrifício de coragem sob perigo.

Mas por favor, não leia isto se o conceito de estupro, de alguma forma, o incomodar. Pule direto para o próximo capítulo. E se você AINDA o ler e se sentir intimidado, tenha coragem para dizê-lo.

* * * * * * * * * *

Lutando contra as ondas escuras do inconsciente, Hermione despertou lentamente. O tecido fazia cócegas no seu nariz, fazendo-o se contorcer, e seu maxilar estava sensível. Mais do que sensível, quando ela tentou dar uma olhada na escuridão, tentando abrir os olhos. Seu maxilar doía com uma agonia pulsante, e quando ela o moveu, a dor enfureceu ainda mais. Canino e pré-molar, seu lado racional identificou automaticamente a partir dos gráficos do consultório dos seus pais.

Seu rosto estava enterrado em pregas de tecido, sua respiração dissonante o puxava para dentro da boca. Não importava como ela virasse a cabeça, ele permanecia, e ela era incapaz de alcançá-lo com as mãos. Seus braços se esticavam, mas as mãos não vinham. Seus pulsos também doíam, e ela percebeu vagamente que estava deitada de bruços, os pulsos presos atrás dela. Aquilo estava errado – ela não era capaz de deitar sobre sua barriga há semanas. O bebê em seu ventre tinha grande objeção em ficar apertado.

Ah... É apenas um sonho, sua mente sonolenta percebeu. Eu só estou sonhando que acordei. Uma vez reconhecido, era uma coisa simples expandir seus pensamentos, empurrá-los de encontro aos limites para descarrilar um pesadelo crescente. Ela era capaz de fazer isso desde que tinha dez anos.

Só que não funcionou.

O sonho era mais real, mais imediato que qualquer fantasia girando por sua mente inconsciente. Era assustadoramente parecido com as poucas vezes que fora jogada numa Penseira. E foi no instante que ela fez essa conexão, que sua mente sonolenta percebeu que o Anisthetae do Prof. Dumbledore havia finalmente se esgotado.

Um som veio, uma porta se abriu, então de repente mãos fortes seguraram seu braço e arrastaram-na do beliche torto onde ela estava. Uma presença física, maior e mais poderosa que ela, a guiou bruscamente para frente, sem se preocupar se ela desviava de um batente de porta ou se colidia nele. É um homem - seu instinto lhe disse, e o medo que fora uma vaga névoa, se contraiu de repente em seu estômago, afiado e imediato.

As vozes se aproximaram, e uma luz fraca causou alguma impressão na capa escura sobre a cabeça dele.

- Eu não tenho tempo para isto, Lúcio - repreendeu uma voz familiar.

- Você não tem tempo para fazer o que o nosso Lorde está oferecendo, Severo? - questionou uma voz seca aristocrática. - Eu quero saber o porquê disto.

- Porque eu estou sob a vigilância de Dumbledore, seu tolo. O homem pode estar senil, mas ainda mantém um olho afiado em mim e naqueles da minha Casa. Se suspeitar de algum deslize meu, ele vai me mandar para Azkaban num piscar de olhos.

- Como você é convincente, meu amigo. Ou, pelo menos, nosso Lorde pensa assim. Ele acredita em você, veja só. Parece pensar que você está fazendo um serviço valioso para nossa causa na sua posição de capacho do Dumbledore. - A voz casual endureceu. - Nosso Lorde está convencido da sua lealdade, Severo, mas eu não estou. E quanto mais eu penso nela, menos convencido eu fico.

- O que você quer, Lúcio? - o mestre de Poções respondeu ácido. - Minhas afirmações de lealdade? Uma confissão juramentada? Um anúncio de página inteira no Profeta, talvez?

- A cabeça de Harry Potter numa bandeja seria um começo.

- Eu não posso tocar no menino, você sabe disso. A única razão para eu permanecer naquela maldita escola é manter um olho no moleque, e no seu também.

- Sim, Draco, meu filho e herdeiro. Ele tem me contado muito sobre você ultimamente. Sobre sua turma de Poções. Sobre uma determinada sangue-ruim.

- Se você está se referindo à atrevida da Granger, não há nada que eu possa fazer sobre ela. Ela é a monitora-chefe, e se seu precioso rebento parasse de se lamentar e se incomodasse em estudar para a ocasião, ele poderia realmente ter uma possibilidade contra àquela irritante sabe-tudo. Mas como ela realmente estuda, e Draco raramente se digna a abrir seu livro, não é nenhuma surpresa que as notas dela sejam melhores que as dele.

Uma nota da satisfação rastejou na voz de Malfoy: - Bem, eu vou remover esse espinho para você, Severo. É noite de Halloween, e nós temos uma advertência para emitir.

- Nosso Lorde aprovou esta... advertência? Você sabe como ele pode ser compreensivo com pensamentos independentes, Lúcio - continuou sedoso. – Tem certeza que suas ações estão corretas?

- Eu tenho sua sanção e benção para isto. Ele deseja enviar ao tolo do Diretor uma mensagem para sua política permissiva. Ruim o suficiente para que a instituição bruxa mais respeitada tenha sido invadida por mestiços e coisa pior. Um exemplo deve ser feito.

- Que tipo do exemplo? - Snape perguntou, suspeito.

Lúcio deve ter feito algum sinal, visto que as mãos fortes que prendiam Hermione a arrastaram para frente e a empurraram dentro do quarto. Perdeu o equilíbrio, como pretendido, e caiu pesadamente. Seu braço torceu desajeitadamente sob ela e ela gritou quando um estalo efetivo disparou agonia através de seu ombro. Uma risada cruel acompanhou os passos que se aproximavam mais dela, e uma mão arrastou a capa aproximadamente fora de sua cabeça.

Encolhida em seu canto, Hermione piscou contra a luz que parecia muito brilhante de começo. Dos homens que a cercavam, ela reconheceu Lúcio Malfoy primeiramente. Outros dois homens estavam próximos, parecendo-se muito com os dois comparsas de Draco Malfoy, e que ela supôs que deviam ser os pais de Crabbe e Goyle. Um terceiro homem, nem tão grande quanto os outros, mas ainda assim grande, parou ao lado dela.

Ele lhe parecia familiar, e a dor em seu maxilar lhe trouxe a memória de um homem que estava parado no beco perto do Três Vassouras e que, de repente, impulsionou um punho enorme na cara dela. Deve ter sido ele quem a capturou em Hogsmeade.

Na realidade, a sala estava iluminada por alguns suportes de velas nas paredes e numa mesa ao lado. As sombras pesadas projetavam destaques dramáticos nas paredes, fazendo as cabeças empalhadas nas paredes ricamente estofadas parecem quase vivas. Aqui um hipogrifo gritava silenciosamente, seus pés dianteiros separados cruzados sob as penas de bronze da nuca. Numa parede distante, uma chapa de ouro pendurada com uma cabeça de unicórnio, olhos opacos, embotados e empoeirados. Entre os arcos e as lanças que completavam a decoração desta versão especialmente bizarra de um chalé de caça bruxo, diversos outros animais místicos e mundanos olhavam fixamente sem emoção pela sala.

Ela virou para o último homem, em pé ao lado de Malfoy com seus olhos estreitados num desprezo familiar. Severo Snape.

- Professor? - ela chamou. Uma linha da esperança floresceu e murchou imediatamente contra o conhecimento certo de que ele não faria, não poderia fazer nada para ajudá-la.

- Vocabulus Strangulatem - Malfoy entoou, apontando sua varinha preta para ela. A varinha disparou uma névoa cinzenta que se estabeleceu em vota da garganta dela, gorduroso e desagradável.

- O que... - ela começou, apenas para sentir o feitiço a apertar imediatamente, asfixiando-a até pontos pretos aparecerem diante de seus olhos. Quando relaxou e permitiu que ela desse uma respiração ofegante, ela viu o sorriso malicioso satisfeito na cara do Malfoy.

- Você enlouqueceu, Lúcio? - Snape perguntou, soando entendiado. - A menina me conhece, e você. Não importa que feitiço de memória você coloque nela, Dumbledore vai conseguir quebrá-lo se você lhe der razão suficiente para isso.

- Não se ela estiver morta - Malfoy argumentou razoavelmente. - E ela estará, quando nós tivermos acabado com ela. Ela vai parecer tão funesta, você não acha, pendurada diante dos portões de Hogwarts, com nada além do seu precioso emblema no corpo violentado? Metade dos sangues-ruins da escola terão partido até o final da semana.

- Cinco Galeões como serão mais - rugiu o terceiro Comensal da Morte.

- Sentindo confiante, Avery? Muito bem, você está dentro - Malfoy concordou. – O que você acha, Severo? Importa-se em fazer uma aposta?

- Eu ficarei com meu dinheiro - Snape disse friamente. - E você também deveria, se fosse esperto. Ela é a maldita monitora-chefe, seu idiota. Logo tudo estará no Profeta.

- Mas esta é exatamente a idéia! - Lúcio rebateu. - Nós não podemos permitir que os sangues-ruins tomem o nosso mundo!

- Assassinar uma estudante atrairá demasiada atenção! Se você quer dar um exemplo aos sangues-ruins, espere até o próximo fim de semana em que visitarão Hogsmeade. A cidade será invadida por estudantes, você pode atacar dúzias daqueles malditos se quiser!

- Todos os fins de semana de folga foram cancelados, seu tolo. Nenhum estudante tem permissão de sair da escola agora, e da próxima vez que puderem, a cidade estará fervilhando com aurores! Alguém contou à Dumbledore sobre nossos planos de hoje!

- Mais uma razão para esperar! Você nunca teve cabeça para a estratégia, Lúcio. Mate-a, e você trará os aurores ainda mais rapidamente, e eu serei seu primeiro suspeito deles!

- Ninguém o viu deixar a escola, Severo. Ninguém vai pensar que você teve alguma coisa a ver com isso.

- Eu não terei qualquer coisa a ver com isso. Eu estou saindo, e recomendo seriamente que você ouça sua razão em vez do seu ego. Obliviate a garota, dê-lhe uma razão plausível para seu atraso, e espere por uma oportunidade melhor. - Pausou, como se considerando alguma obrigação desagradável. - Se você desejar, eu a pegarei agora e inventarei alguma história de que ela torceu o tornozelo ou alguma sandice. Você pode me agradecer depois.

Um brilho feio apareceu nos olhos do Malfoy, muito parecido com o do seu filho, e a tensão estalou entre os dois homens. O movimento de Snape foi obscuro enquanto procurava sua varinha, mas a varinha de Malfoy já estava para fora e em mãos.

- Império!

Por um instante, Severo Snape permaneceu absolutamente imóvel, sua varinha a meio-caminho escondida em sua manga. A imobilidade desintegrou-se rapidamente quando suas mãos começaram a tremer ligeiramente, crescendo em uma agitação paralítica enquanto sua mente lutava contra à Maldição Imperdoável.

- Ele está resistindo! - Malfoy rosnou. - Juntos! Império!

- Império! - ecoaram os outros três, suas varinhas a postos, e os quatro feitiços paralisaram as mãos de Snape outra vez. Malfoy deu um sorriso fino, uma expressão satisfeita que fez Hermione estremecer.

- Assim está muito melhor, não é, velho amigo? Solte sua varinha, isso, bom menino. - Sob a instrução melíflua do Malfoy, a varinha de Snape foi novamente empurrada para sua manga e o homem ficou parado, balançando ligeiramente, as mãos abaixadas ao seu lado e o rosto pasmado de forma não característica. Malfoy andou em torno dele, pisando distraído sobre o corpo de bruços de Hermione.

- Severo Snape. Sob o meu comando. Como é delicioso - Malfoy ronronou. - Por anos eu fiz como você mandou, me alimentei de seus restos enquanto você penetrava cada vez mais nas graças do nosso Lorde. Covarde! - cuspiu. - Você sempre amou dar ordens, dizer-nos o que fazer e o que não fazer. Você nunca compreendeu o trabalho real. - Inclinou-se perto da orelha de Snape, sua bela cabeleira loira ao lado dos cabelos escuros de Snape, as feições contraídas. - Medo. Este é o nosso trabalho. O medo faz um homem fazer o que lhe é dito, não algum feitiço ou uma poção ridícula. A mão do chicote, meu amigo. Mas não para você, Ah, Não. Você nunca gostou de sujar suas mãos.

Malfoy circundou sua vítima uma vez mais. - Bem, você vai começar a sujar suas mãos agora, velho amigo - ele assegurou a Snape. - De joelhos! - gritou.

Estupidamente, Snape obedeceu e ajoelhou no chão. - Você é meu agora, Severo - Malfoy continuou. - Eu posso fazer você fazer qualquer coisa. Imagine só as possibilidades! - Riu, e seus comparsas riram com ele, obedientes. - Quer lamber minhas botas, Severo? Tolo! Lamba as botas dela então. Vamos, lamba!

Os olhos de Hermione se arregalaram em descrença quando Snape arrastou-se para frente de joelhos e se esticou para agarrar um de seus tornozelos. Ela lutou contra o impulso de chutá-lo quando ele levou o couro barato à boca e olhou fixamente, apavorada, quando a ponta da língua dele apareceu e lambeu a ponta do seu sapato.

De algum modo, apesar do inchaço em seus punhos apertando dolorosamente as suas costas, a dor em seu ombro e o medo sufocante, Hermione sentiu um pouco de pena pelo homem a seus pés. Sabia muito pouco sobre o altamente desagradável mestre de Poções, mas não poderia imaginar um homem tão orgulhoso forçado a humilhar-se daquela forma. Observar aquilo era quase tão humilhante quanto deveria ser fazê-lo, e Lúcio Malfoy estava sorrindo como uma criança com um brinquedo novo para jogar.

- Você tem sorte que eu prefira meninas, Severo, ou nós poderíamos ter uma noite muito longa pela frente. – A concentração intensa de Malfoy voltou-se para Hermione, e um outro frisson de medo disparou através dela. - Bruxas nascidas trouxas são para se divertir na moita, meu velho. Não para serem monitoras-chefes.

O homem elegante deslocou seu peso e olhou fixamente nela, como estivesse considerando um padrão para um tapete. - Tire a camisa - disse negligentemente. - E todo o resto, também.

Hermione arfou e tentou rastejar para longe, mas o aperto de Snape em seu tornozelo a fez cambalear para trás. O joelho dele caiu pesadamente sobre suas pernas e fixou-a no lugar enquanto as mãos, tão competentes ao formular uma poção, estavam desajeitadas quando a alcançaram. Um único “NÃO!” estourou de seus lábios antes que o feitiço em torno de sua garganta apertasse outra vez, rendendo seu esforço ineficaz enquanto ela lutava para respirar.

Ela estava impotente para pará-lo quando a encantadora blusa nova que sua mãe lhe comprara foi aberta com um puxão, os botões rasgados através da seda fina revelavam seu sutiã. Os dedos dele deslizaram dentro dos bojos do sutiã e rasgaram o tecido rendado numa mostra surpreendente de força. O ar frio atingiu sua pele exposta, mas não esfriou o rubor a vergonha que surgiu em seu rosto e desceu para o seu peito enquanto os homens em volta dela regozijavam e assobiaram.

Acima dela, os olhos escuros de Snape brilharam em pânico, não luxúria, mas suas mãos não vacilaram enquanto seguia as instruções adicionais de Malfoy. Hermione girou sua cabeça para longe, fechando os olhos firmemente e mordendo o lábio para parar de gritar quando ele a tocou. Sua carne reagiu automaticamente, intumescendo em picos duros, e não podia fugir da boca dele quando sugava cada um alternadamente. Descobriu que o feitiço ainda permitia que ela gritasse quando Malfoy o mandou usar os dentes.

Soluçando desamparada, Hermione não reagiu imediatamente quando o peso sobre ela se deslocou e ele tocou debaixo de suas pernas. Apesar do feitiço, ela não conseguiria deixar de gritar quando sua saia foi levantada rudemente; a visão ficou escura quando seu ar foi cortado, mas ela sentiu claramente um puxão áspero quando a calcinha foi rasgada ao longo do quadril. Seus joelhos foram agarrados e separados rudemente.

Forçando seus olhos a olhar acima da cabeleira escura inclinada sobre ela, ela pode discernir a expressão maléfica de Malfoy enquanto ele apreciava completamente ter Snape como seu fantoche; seus comandos eram sucintos e formulados nos termos mais cruéis. Nunca lhe ocorreu que enquanto os outros homens gritavam conselhos e comandos repugnantes, Snape seguia somente àqueles que Malfoy emitia, e apenas da maneira mais rápida e superficial. As mãos dele tremiam enquanto lutava contra a força mágica que o mantinha cativo.

Aquelas mesmas mãos longas e fortes escorregavam com resistência pela parte interna das suas coxas enquanto eram forçadas para baixo, e ela arfou quando uma boca morna desceu para a parte mais íntima dela, deixando-a molhada com sua saliva. Ela lutou enquanto Snape era ordenado a explorá-la. Primeiro um, então dois dedos sondaram seu sexo, trabalhando a umidade dentro dela, implacável em sua invasão. O instinto a fez empurrá-lo com seu calcanhar, tentando rastejar para trás e se afastando com os cotovelos. Um chute empurrou seu ombro, felizmente não o quebrado, e parando sua tentativa de escapar.

De repente, pareceu que a silhueta escura de Snape apareceu sobre ela, e ela sentiu o golpe duro de alguma coisa contra o interior da sua coxa. Incapaz de se ajudar, Hermione olhou sobre ele e por um instante o olhar dele travou com o dela.

Nos últimos anos, ela tinha visto o lábio dele ondular com desprezo, seus olhos moverem-se bruscamente com suspeita, sombrios com malícia, expressando sarcasmo e ódio e mil formas diferentes de raiva e desprezo. Contudo, neste momento, o rosto de Snape mostrava somente o horror, uma janela para o inferno pessoal de um homem que já tinha visto de tudo.

- Faça! - Malfoy ordenou.

Snape forçou seus quadris para baixo enquanto ele forçava sua passagem para dentro dela, hesitando na entrada antes de se mover pesadamente e romper seu hímen. Hermione sentiu como se estivesse sendo aberta ao meio; a invasão fora demasiado dolorosa para deixá-la gritar e ela se contorceu sob o peso dele. O próximo movimento foi pior, mais fundo; ela sentiu como se estivesse dividida ao meio pela imensa presença dele dentro dela.

As vozes em torno dela enfraqueceram em seus ouvidos quando ela chegou perto da inconsciência, mas essa benção lhe fora negada. Sentiu seu atacante puxar violentamente seus joelhos para cima antes que penetrasse outra vez, e a dor explodiu em sua barriga quando o eixo duro dele começou a golpear seu cérvix.

Ela cometeu o erro de olhar para cima, e ficou horrorizada ao ver um dos homens acima dela se masturbando por sobre as vestes, claramente esperando a sua vez com ela. Pela animação e comentários altos sobre eles, os homens poderiam estar assistindo a uma partida de Quadribol. Lágrimas caíam pela sua face, umedecendo seu cabelo, e o aperto duro em sua coxa passou para a sua cintura. Ela pensou que certamente morreria com a dor e a humilhação, e quis nada mais do que se afundar no chão duro abaixo dela e desaparecer inteiramente do mundo.

Sob as zombarias e os comentários cruéis acima dela, um silvo quieto de uma voz chamando seu nome finalmente foi registrado.

- Abra... sua mão... Hermione. Abra! - As palavras foram mais sussurradas que faladas, e ela obedeceu antes de notar que os sussurros estavam sincronizados com os movimentos de Snape. Abaixo da cintura, ela sentiu algo que poderia ser o polegar dele erguendo-se nos seus dedos fechados, que se abriram quando algo duro foi empurrado contra seu punho. Longo, delgado...

Era a varinha dele.

Sem pensar, sua mão agarrou a varinha. Sua cabeça se moveu, e acima dela, o rosto tenso de Severo Snape apareceu em foco através de uma cortina escassa de cabelo preto, seus dentes especialmente curvos apertados firmemente. Sombreados, seus olhos encontraram-se com os dela assim enquanto os dedos dele envolveram os dela sob as costas.

- Finite Incantatum - ele sussurrou. Um tinir da mágica atravessou a varinha nos dedos dela, e por sua vez, a varinha reconheceu seu poder, usado em conjunto com seu verdadeiro dono. Um instante depois, o feitiço gorduroso e constritivo em torno da sua garganta se evaporou. Os dedos dele apertaram os seus próprios em torno da vara de ébano antes de soltá-la, deixando-a em sua mão.

O ruído e a dor desvaneceram-se na distância enquanto seus olhares se encontraram uma vez mais, no desespero e na dor compartilhada entre eles, antes que a natureza já não pudesse ser negada. Ele afastou o rosto do dela enquanto seu corpo se endurecia. A carne sensível e devastada a deixou ainda mais ciente do pulsar profundo e da semente quente depositada em seu interior, o corpo dele estremeceu enquanto ele se derramou. Os homens em torno deles assobiaram quando reconheceram os sinais, e Hermione sentiu-o retirar-se de seu corpo quase imediatamente.

O som dos aplausos lentos e calculados a fez olhar para cima para ver Malfoy aplaudindo o desempenho de Snape. Snape, ela notou, ficou prostrado para trás sobre seus pés, o rosto humilhado enquanto suas mãos ajeitavam a calça. Aquelas mesmas mãos, pálidas e apertadas, abaixadas na altura da coxa, embora sua linguagem corporal mostrasse somente aquiescência e uma renúncia impar.

A expressão orgulhosa na cara de Malfoy mudou para um desejo cruel quando ele se moveu, ignorando a posição ajoelhada de Snape que abotoava as calças. Nem ele, nem Hermione viram a faca que Snape puxou de suas botas até que ela voou acima, dirigida pela grande força de seu dono, e se enterrou no perfil de Malfoy.

Malfoy gritou rudemente e um dos homens deu um passo a frente e chutou Snape, rápida e duramente. Gritos soaram quando os outros seguiram o exemplo. Avery segurou Snape pela frente de suas vestes, arrastando-o, e deu um soco maciço em sua cara. Um segundo golpe fez Snape cambalear para trás em direção à cornija da lareira com um estampido. Pequenas peças de porcelana chinesa e um lindo jogo de candelabros de bronze caíram no chão quando Snape tentou se segurar, o sangue fluindo da boca e do nariz. Goyle e Crabbe o perseguiram na espreita.

Ninguém observou quando Hermione rolou para o lado, fora do caminho, ignorando a dor gritante em seu corpo violentado enquanto ela se arrastava pelo assoalho para ganhar a segurança duvidosa da parede mais próxima. A varinha em sua mão enroscou-se na saia rasgada e blusa aberta, mas os sons dos socos pesados diziam-lhe que tinha que agarrar a possibilidade que lhe fora dada. Ela respirou profundamente.

Concentrada, ela sussurrou as palavras para quebrar as amarras em torno dos seus pulsos. Não era a toa que Hermione era a bruxa mais inteligente de Hogwarts. O feitiço requeria apenas concentração e a formulação das palavras, que o feitiço de Malfoy a tinha impedido. As palavras não tinham que ser audíveis.

Seus pulsos queimaram-se com a circulação restaurada enquanto as cordas se afrouxaram e caíram longe. Hermione rolou secretamente para ver se alguém havia notado. Não tinham; em vez disso, um dos homens mantinha Lúcio Malfoy ereto, sussurrando um feitiço curativo, enquanto os outros dois continuavam a bater com uma lenta deliberação no homem pendurado fracamente em seus punhos.

Malfoy se endireitou, ainda se segurando pelo lado, seu belo rosto retorcido de ódio quando deu um pontapé vigoroso na virilha de Snape. Snape dobrou-se sem um som. Os dois Comensais da Morte deixaram-no cair no chão e o observaram enquanto ele tentava se curvar em auto defesa. Os outros se juntaram em torno dele, como chacais que cercam um leão ferido, movendo-se para chutá-lo, suas vozes se extinguindo numa previsão quieta da matança eminente.

Procurando freneticamente pela sala por uma inspiração ou um milagre, uma caixa de prata virada chamou a atenção de Hermione. Ou melhor, a pequena pilha de poeira cinzenta derramada sobre ela. Um plano desesperado fez emergir um novo fôlego em sua mente, e ela pegou uma pitada, verificando antes que um pequeno fogo ainda queimava na lareira. Um grão do pó estaliu no fogo, transformando-o num verde característico de uma lareira ativada pelo pó de Flu. Ela poderia partir em segundos, e deixar os Comensais da Morte imaginando estupidamente para onde ela tinha ido.

Ela passou a varinha para sua mão dominante e cuidadosamente arrastou um bom punhado do pó antes de se voltar para os homens que faziam seu melhor para matar Severo Snape.

Ela respirou fundo e chamou toda sua formidável concentração.

- Expelliarmus! Estupefaça! Estupefaça!

A varinha de Snape estava desengonçada na sua mão, mas o poder estava lá, abastecido pelo seu próprio medo e fúria e dor. Avery e Goyle caíram no chão, estuporados, e Crabbe foi propelido para trás, sua varinha voando no ar. Ele bateu de encontro a uma parede distante e deslizou para baixo, sua respiração nocauteada. Seu próprio peso manteve-o sem se levantar por uns poucos segundos preciosos.

Lúcio Malfoy se virou, ainda instável, suas vestes manchadas de sangue embreadas ao seu lado. Seu lábio ondulou em desprezo quando ele a viu de pé, encolhida na frente da lareira, sua blusa rasgada ainda aberta e pendurada sobre os seios excedentes marcados com as mordidas, desgrenhados e batidos. Ela apontou a varinha cuidadosamente enquanto ele se levantava para se desviar da maldição dela e lançar a sua própria.

- Accio Snape!

Seja lá o que Malfoy esperava, não era aquilo, e ele foi jogado de lado quando a forma inconsciente de Snape lançou-se obedientemente de encontro a ela. Ela lançou um punhado do pó de Flu no fogo e gritou um destino quando o corpo enorme de Snape esbarrou com o dela, e eles caíram juntos na lareira.




N/T - Aff! Que capítulo duro de traduzir, só posso agradecer a Bastet por ser super parceira nesta jornada. Lê-lo agora foi mais dolorido que quando li da primeira vez, mas era necessário. O próximo capítulo já está começado e espero não demorar tanto. Bjs pelos reviews carinhosos e irei respondê-los em breve. Clau Snape.

N/T2 – A votação do OWL continua até dia 31 de janeiro quem puder e quiser votar em Virada do Destino e também em Hinge of fate,ficarei grata.

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