Coliseum



N/A: Este capítulo contém algumas falas de personagens que foram retiradas do livro "Harry Potter e a Câmara Secreta". Bom, obviamente elas não são de minha autoria, são da J. K. Rowling e da Lia Wyler. ^^0
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Finalmente o Sol se punha. Logo atravessariam os portões testrálios puxando as carruagens cheias de alunos e muitas barquinhas cruzariam o lago com os primeiranistas. Draco, Pansy, Cabbe e Goyle erguiam-se inquietos nas pontas dos pés procurando Aurea e Allard.
- Aqui!
- Ah, que bom vê-los de novo!
E entre cumprimentos e novidades eles entraram no Salão Principal e sentaram-se à mesa da Sonserina. Assistiram interessados a cerimônia de seleção, relembrando o ano anterior e aplaudindo os novos colegas de casa. Foi com prazer que viram surgir a comida sobre a mesa e embora Allard estivesse um tanto preocupado com a ausência do pai junto aos professores, não mencionou nada e se ateve às conversas e quitutes.
- Vocês nem imaginam! - dizia Draco com uma cara abismada - Tive o azar de encontrar Potter na Floreios e Borrões! Estava com aquela sangue-ruim da Granger e toda aquela laia dos Weasley! Ah, que gente baixa... O pai deles fez o favor de ter um chilique ao ver o meu... Já queria partir pra pancadaria...
- Ah, que absurdo! Isso é tão constrangedor...
- Que tipo de gente se põe a fazer uma coisa dessas? Imagine, brigar em público!
- É, Allard, gente que não tem a mínima educação...
- Ainda depois chegou aquele brutamontes do guarda-caças!
- Ah, aquele cara me dá uma péssima impressão!
- É o que eu sempre digo: não sei o quê ele está fazendo aqui em Hogwarts!
- Vai ver que não acharam ninguém que quisesse aquele emprego... Deve ser um serviço bem sujo...
- É... Mas vocês sabiam que ele até já esteve em Azkaban? - acrescentou Draco em tom de fofoca.
- Nossa! Por quê?!
- Ah, não sei direito... Ouvi meu pai comentando...
- Mas, se ele fez alguma coisa para ser preso, com certeza é perigoso...
E assim seguiu-se o jantar.
Os dias que se passaram foram cheios de novidades para todos: colegas novos, professores novos, matérias novas. Mas a novidade mais excitante veio uma semana depois. Malfoy viera correndo eufórico encontrar os amigos.
- Adivinhem! Eu sou apanhador da equipe de quadribol!!!
- Ah, que ótimo!
- Muito legal mesmo!
- Meus parabéns!
- E para comemorar minha entrada no time da casa, meu pai mandou Nimbus 2001 novas para todos os jogadores!
- Wow! Ha, a taça deste ano é nossa!
- Com certeza! Amanhã mesmo nós iniciaremos o treinamento...
- Pode ter certeza que estaremos lá para ver vocês!
E por todo o resto da tarde o assunto foi quadribol, mesmo que, daqueles, só Draco se interessasse pelo esporte. No dia que se seguiu, todos acordaram mais cedo para ver o treino. Infelizmente encontraram mais gente querendo fazer o mesmo. Quando se aproximavam do campo - no qual já jogava o time da Grifinória - Olívio Wood, o capitão deles, desceu do ar seguido pelos outros jogadores e se dirigiu em tom de encrenca para Marcus Flint, capitão da Sonserina:
- Flint! Está na hora do nosso treino! Levantamos especialmente para isso! Pode ir dando o fora!
Marcus lembrou-lhe que havia espaço para ambos os times e pensou consigo mesmo que ele não teria causado empecilho se fosse outro time chegando. O problema não era espaço, o problema é que eles eram da Sonserina. Felizmente tinha uma autorização do professor Snape para começarem a treinar Draco, que nunca tinha jogado com o time. Os grifinórios não esperavam que os adversários contassem com um novo apanhador e um garoto alto se dirigiu a Draco com um ar de desdém:
- Você não é o filho do Lúcio Malfoy?
Embora Draco não tenha dado importância à tal atitude, Marcus não pôde deixar passar que um garoto bem mais velho tentasse qualquer tipo de insulto contra o membro mais novo da equipe, muito menos contra sua família, que além de não ter nada a ver com o assunto, tinha sido muito generosa com o time - embora, claro, ele soubesse que isso tudo era pra ver o pequeno herdeiro campeão. De qualquer forma, o pai de Malfoy tinha sido bem legal. Não deixaria aqueles grifinórios continuarem com aqueles sorrisinhos bestas nas caras.
- Já que você mencionou o pai do Draco, deixe eu mostrar a vocês o presente generoso que ele deu ao nosso time.
E a um sinal do capitão, os jogadores deixaram ver suas novas vassouras. Os adversários ficaram sem resposta e Flint aproveitou a oportunidade para alfinetar-lhes gratuitamente, e logo chegaram mais alguns alunos da grifinória que nem eram do time. Eram Weasley e Granger e Draco não conseguiu segurar a língua quando o garoto pediu explicações, como se aquilo lhe dissesse respeito. Já não era simpático ao outro pelo que seu pai dizia da família dele, mas no ano anterior ele passara mesmo a não suportá-lo.
- Boas, não são? - disse se referindo às novas vassouras - Mas quem sabe o time da Grifinória pode levantar um ourinho e comprar vassouras novas, também. Você podia fazer uma rifa dessas Cleansweep 5; imagino que um museu talvez queira comprá-las.
De fato, só os grifinórios não riram. O time todo caiu na gargalhada e mesmo Allard, Pansy e Aurea que não entendiam nada do jogo e das marcas de vassouras - e haviam seguido o time ao campo - riram da língua afiada de Malfoy. Infelizmente aquela gente da grifinória tinha talento para confusões e a garota Granger fez questão de insinuar que as vassouras novas eram suborno para que Draco jogasse. A despeito dos conselhos do pai para que se mantivesse sempre calmo e se mantivesse acima de qualquer insulto, o sangue do jovem Malfoy pareceu ferver-lhe nas veias e ele não pode evitar retrucar:
- Ninguém pediu sua opinião, sua... Sua sujeitinha de sangue ruim! - falou quase fora de si.
Por uma fração de segundo pairou no ar um agourento silêncio durante o qual os presentes pareciam tentar assimilar se o que tinham escutado era verdade. Sangue ruim não era exatamente uma expressão que se usasse gratuitamente. Mas logo o silêncio foi substituído por um falatório indignado. O grifinório alto que iniciara a discussão e o que aparentemente era seu irmão gêmeo tentaram partir para cima de Draco, mas Marcus o protegeu. Enquanto se esquivava atrás do capitão, Weasley apontou-lhe a varinha, lançando um feitiço cujas palavras não conseguiu distinguir. Chegou a fechar os olhos esperando o baque, mas o feitiço saiu pela culatra. O agressor empunhava uma varinha quebrada e a magia atingiu a ele próprio fazendo-o cair a metros dali e começar a regurgitar lesmas...
Malfoy só viu que os colegas desataram a rir enquanto os grifinórios, irritadíssimos, se dispersavam e Potter ajudado por Granger acudia Weasley.
- Bem feito! - dizia Aurea rindo. - Bem que você falou que esses Weasley adoram uma briga!
- Não sei se você reparou, mas o garoto que começou a briga, aquele que depois quis bater em você, Draco... Ele é irmão do barraqueiro... Aliás, ele e o outro igual a ele...
- Só podia ser...

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