Amigos apesar de tudo






Harry não conseguiu ver aquela cena e foi em direção ao amigo consolá-lo.
- Rony – disse ao colocar a mão no ombro do amigo – Não fique triste... Quem sabe ela pode ligar nas próximas horas, conciliando tudo!
Rony olhou para o amigo.
- Será mesmo? Eu acho que ela é muito rancorosa...
- Mas, pense um pouco Rony. Foi você que foi grosso com ela!
- Ah Harry! Eu fiquei nervoso...
- “Fiquei nervoso” – imitou-o Harry – , Rony! Você agora é namorado dela. Tem a obrigação de tratá-la bem! Com carinho.
Rony riu do amigo.
- Ah é? Você diz isso como se já tivesse experiência própria. Você nunca namorou! Não sebe como é.
- Nunca namorei OK! Mas se eu estivesse namorando, minha namorada ia ser tratada como uma dama, não como um animal!
- Hahaha! Fala isso crente que é fácil ter um relacionamento... Cara! Namoros têm os seus momentos bons e ruins! Ou seja: tem horas de beijos abraços e carinhos, e outras, têm discussões e momentos difíceis. E isso, tem que ser encarado de uma maneira normal, sempre com um perdoando o outro, com diálogos, companheirismo...
Harry viu mesmo como Rony sabia da coisa. E não parou por ai...
-... E o melhor de tudo: fidelidade e sinceridade. Ah! E o amor, que é à base de tudo! Mas eu acho que Mione não me ama como eu pensava... – disse Rony triste.
Harry não agüentou ver o seu amigo triste, colocou a cabeça de Rony em seu ombro. Rony começou a chorar.
- Calma Rony! Calma! – disse Harry consolando-o.
- Que calma o quê! Ah! Você não sabe o que estou passando. Só de pensar... Pô que você ama uma pessoa e por qualquer babaquice, ela larga você! Snif, snif... – disse Rony aos prantos – Sabe Harry? Acho que ela não me amava!
- Espere ai Rony, como assim “não me ama”? Não se confunda Rony... Porque uma coisa é amar e outra coisa é aturar suas grosserias!- disse Harry num tom sério.
Rony logo tirou a cabeça do ombro do amigo.
- Grosserias o cacete! Pô! Ela-não-me-ama! Só sentiu uma atração por mim!
Harry achou meio engraçado o tom de fala que o amigo usou quando disse “atração”.
- Atração? Por quê? O que você tem de atraente? – disse Harry usando o mesmo tom do amigo.
Rony não gostou na insinuação dele, então aproveitou para fazer inveja ao amigo.
- Vou te falar: beleza e um beijo irresistível...
Harry não conseguiu segurar o riso.
- Ta rindo do quê? Você nem sabe beijar!
Harry no mesmo instante parou de rir. Por um instante na sua cabeça, passou uma situação meio que embaraçosa. Como ia se virar para ter o seu primeiro beijo com Cho Chang? Ela já é experiente. Mas Harry, nem faz idéia de como é dar um selinho! “Mas se ela quiser um beijo de língua? Que desastre!” pensou Harry. E ele logo tirou o pesadelo da memória.
- O quê que tem? Você também não sabia... – disse Harry num tom sem graça.
- OK! OK! Não é tão difícil... Eu te ensino!
- Com os passos e tudo mais? – debochou Harry – Detalhadamente?
- Isso! – confirmou Rony – Tim por Tim-Tim!
- Calmo ai! Não se empolgue muito! – disse Harry se afastando do amigo.
- Ih! Qual é? Ta achando que vou te beijar é? – disse Rony – Sai fora mané. Se é seu sonho não tenho nada haver com isso...
- O quê? Ta achando que sou GAY?! Fala sério Rony... Fala sério. Só falei de zoação.
- Ah é? – duvidou Rony – Sempre no meio de mentiras, tem grandes verdades...
Harry ficou furioso.
- Ah! Eu te pego – berrou Harry.
E os dois saíram correndo um atrás do outro. Passaram a tarde toda conversando, mas claro que teve um intervalo para o almoço e o lanche.


Já faziam 24hs que Rony não via Hermione. Harry não sabia mais o que fazer. Rony o perturbava toda hora por causa de Hermione. Coisas como tipo: “Ela não me ama mais!” ou “Acho que ela só quis me usar”, eram ouvidas a todo instante dele. Harry já estava à beira da loucura.
- CHEGA! BASTA! JÁ ESTOU FARTO! – berrou Harry – VOCÊ QUER A HERMIONE? VAI LÁ PEGA ELA PRA VOCÊ! OBRIGUE A ELA A TE ATURAR, PROQUE EU NÃO TE AGUENTO MAIS!
Vendo a revolta de Harry, Rony logo se aquietou. Pensou em falar algo, mas preferiu ficar de boca fechada.
- Ah! Até que em fim você se calou. Eu já não agüentava mais! – disse Harry, agora mais calmo.
Mas Rony, revendo os seus conceitos, falou:
- Desculpe Harry! Eu nem sei o que estou fazendo aqui. Eu deveria está em casa enfrentando a minha família. Acho que seria melhor... Melhor do que ficar aqui dando trabalho a você e Hermione! E no final das contas... Deixa pra lá! – e então Rony foi se levantando – Acho melhor eu voltar para casa...
- Não! Sua mãe vai te estrangular Rony, volte! Eu vou te ajudar a sair dessa OK? – disse Harry tentando ajudar o amigo – Já faz quatro dias que você está longe de casa. E sem falar que sua família já deve ter percebido tudo! Ou não...
- Vira a boca pra lá Harry! Se Percy não acordou... Ai meu Deus! Será que... Não pode ser...
- Não Rony, caramba. O que eu fui falar? – disse ele a si mesmo – Olha Rony... Não chore... Você não matou Percy!
- Eu quero morrer Harry! – choramingava Rony tristemente – Vou me suicidar!
- Isso nunca, ficou louco?! E a Mione? – apressou-se Harry a perguntar.
- Vai dar graças a Deus pela minha morte! – disse um Rony muito amargurado.
- Não fale besteira – disse Harry paciente – Escute: que tal nós irmos lá em cima escrever uma carta pra Mione?
- Larga a mão de ser idiota Harry. Que besteira. Escrever carta... Agora eu que não quero mais! – disse Rony agora sério e decidido – Se quiser, ela que venha até a mim. Se não... Vá pra merda!
Harry se espantou com a decisão do amigo. Para não se meter muito só respondeu:
- OK! Faça o que você quiser – disse e logo após subiu para o seu quarto. Rony foi logo atrás dele.
Chegando lá, Harry vê Edwiges vindo com uma carta. Ela deixou a carta em cima da cama de Harry e logo depois foi comer. Harry pegou a carta e verificou o remetente. Quando leu, seu coração deu um salto. Rony logo percebeu a expressão que estava estampada no rosto de Harry, algo como medo e ansiedade.
- O que foi Harry? Quem te mandou essa carta? – perguntou Rony presunçoso.
- Sua mãe...- disse Harry.
Rony num instante se sentou levando a mão na boca. Harry começou a ler a carta que dizia:

“Caro Harry,
Já faz quatro dias que Rony desapareceu! Estamos desesperados...
Tudo aconteceu quando fomos a Londres comprar roupas novas para as crianças. Rony até discutiu comigo... Odiou as roupas que comprei para ele. Então fui trocá-las só para agradá-lo, mas, quando fui procurá-lo para lhe mostrar as outras roupas eu não o encontrei! Perguntei a Gina, Fred e Jorge e eles não sabiam a onde Rony estava. Fiquei, e estou desesperada! Como o meu Ronyquinho vai conseguir sobreviver nesse mundo dos trouxas? Ele quase não conhece os costumes deles!
Harry lhe pedimos a sua ajuda. Qualquer informação nos comunique, por favor!

Atenciosamente... Molly Weasley

PS: Percy enlouqueceu! Fred e Jorge o encontraram dormindo debaixo da cama de Rony. E quando acordou estava totalmente fora de si. Não se lembra de quem é quem dentro de casa... E claro não lembra nem quem ele mesmo é!”

Logo após ler a carta Harry ficou um tanto aliviado. Rony estava curioso para saber o conteúdo da carta.
- E ai Harry? – perguntou Rony ansioso.
- Toma – e deu a carta a Rony – e leia você mesmo.
Rony pegou a carta tremulo e começou a ler. Harry ficou observando o amigo aliviado. Agora Rony poderia voltar para casa tranqüilo, todos iam lhe receber com bastante carinho. Mas tinha um problema: Percy perdera a memória devida a pancada que Rony lhe dera no dia da discussão entre os dois. Se Percy com o tempo fosse recuperando a memória, pior seria para Rony, porque com certeza contaria a suposta verdade ao Sr. e a Sra. Weasley. E dessa vez Rony não teria lados para quais correr... Rony voltaria para casa, mas com a consciência muito pesada enquanto a verdade não for revelada.
Rony terminou de ler a carta. Agora estava com uma aparência diferente. Harry pôde perceber isso.
- E...?
- Já estou mais aliviado. Posso voltar para casa agora – disse Rony feliz.
- È... Mas que desculpa você vai inventar?
- Não sei... Ih agora você me pegou... Pô me ajuda ai!
- Eu?
- É ué!
- OK! Vamos ver... AH! – disse Harry estalando os dedos – Você pode falar que queria ir ao banheiro!
- Quê? Ter ido ao banheiro?
- É – confirmou Harry empolgado – Porque você estava muito apertado e que não conseguiu esperar a sua mãe com as roupas... Isso!
- Fala sério Harry, deixa de ser patético!
- Não não, escuta – disse ele ignorando o comentário de Rony – ai você não sabia a onde era o banheiro e foi perguntar a um estranho que estava do lado de fora, e ai você se perdeu...
- Para! Para tudo! –disse Rony interrompendo Harry – É melhor eu falar que sai da loja pra ver um... Chafariz! Lá tinha um chafariz – disse Rony ao ver o amigo franzir a testa – E quando eu quis voltar, não achei a loja a onde minha mãe estava porque a rua estava cheia de gente... E estava mesmo – disse Rony lentamente – É isso mesmo – disse Rony pensativo – Qual é a nota Sr. Harry Potter?
- Digamos que oito e meio Sr. Ronald Weasley.
- Dez por mim! O que mais interessa?
- Ta bom, ta bom... Vamos descer agora? Precisamos conversar a respeito de como você vai embora.
- Indo! – disse Rony dando de ombros – Harry, eu sei ir para casa não se preocupe. Eu vim da casa da Mione até aqui! – lembrou-lhe Rony – Posso ir em paz!
- É verdade, mas, eu posso mandar uma coruja para seus pais? È melhor eles virem aqui te buscar...- insistiu Harry – E sem problemas já que os Dursley não estão em casa.
- Por falar nisso Harry, quando eles vão voltar?
- No final das férias.
- Então daqui a poucos dias...
- É... Vamos descer?
-Ãh!? Não vai escrever a carta para os meus pais? – disse Rony que resolveu dar o braço a torcer e deixar Harry chamar seus pais para ir buscá-lo.
- Sim, me esqueci! – mentira Harry que estava esperando uma resposta de Rony que fora obtida segundos atrás.
- Dãh! – encarnou-lhe Rony.
- Bobo...
Harry se sentou na escrivaninha e pegou pergaminho, pena e o seu tinteiro para escrever para os pais de Rony.

“Olá para todos. Venho por meio desta dizer que Rony está aqui comigo na casa dos Dursley. Ele está bem. E está bem acomodado também porque os Dursley estão viajando. Por isso podem vir buscá-lo com tranqüilidade amanhã.

Harry

PS: Aproveitem e venham para o almoço.”

Após escrever a carta, Harry mandou Edwiges levar a carta no seu destinatário.
Harry e Rony ficaram na janela olhando a coruja voando no céu iluminado pela lua. Rony olha para Harry.
- Valeu – disse num tom baixo. Harry o olhou com um sorriso.
- Que nada Rony. Afinal sou seu amigo não sou?
- Sim, claro que sim! – disse Rony alegre – Cara... Muito obrigado mesmo de coração – disse dando tapas nas costas de Harry, e este retribuiu-lhe abrindo mais o sorriso agora de orelha a orelha. Então Rony continuou – Pô foi mal as grosserias... É que pensando bem... Eu acho que fui muito rude com a Mione...- suspirou ele triste – Caramba... Eu fiquei muito chateado, porque ela fez careta pra mim...uma caretinha inocente que não era pra ofender! C... – Rony começou a xingar e a dar murros em sua própria cabeça. Harry no mesmo instante o pegou pelos dois braços, mas ele continuou se batendo – Cara como eu pude ser tão burro? – disse olhando Harry nos olhos – Mas que merda! – e Rony novamente começou a xingar aos prantos.
Harry sacudiu Rony e vociferou:
- PARE COM ISSO P... – xingou Harry na intenção de chamar a atenção do amigo, o que não adiantou de nada porque Rony se fez de surdo e continuou a berrar.
- O que tem de errado comigo, Harry? O que tem de errado...? Será que é porque eu sou pobre e não tenho uma boa educação? Será? – perguntava Rony a Harry que estava achando que o amigo estava surtando – Porque eu acho que só um ignorante tem coragem de mandar sua amada enfiar a língua no...
- Cale a boca Rony! – interrompeu-o Harry.
- Por que? A verdade dói não é? É... Olha só pra mim! Olha você... – e olhou amargamente Harry de cima a baixo – o famoso Harry Potter... O mais novo apanhador do século... O menino que resistiu o poder de Você-sabe-quem... O queridinho do professor Dumbledore! E que tem um cofre recheado de din...
“SOC” Harry não resistiu e deu um soco na cara de Rony. E olhando o amigo caído no chão se recuperando do soco disse:
- É Rony... Eu sou e tenho tudo isso... Mas eu preferia não ser e nem ter isso tudo só pra ter uma família com irmãos... – Harry começara a chorar – Se fosse possível trocar agora de vida com você, eu trocaria! Porque do que me adianta ser queridinho, ser o melhor e vencedor se eu no fundo sou uma pessoa solitária? Que moro com pessoas que me odeiam e que me tratam como um bicho sarnento e repulguinante!
Rony, agora se levantando, se comoveu com as palavras de Harry.
- Harry... – começou Rony.
- Volte para sua casa – interrompeu-o Harry – Valorize o tesouro mais precioso que você tem que são seus pais e seus irmãos! Depois mande uma coruja para Mione.
- OK – concordou Rony com a voz rouca.
- Opa Rony! Vamos cuidar disto lá embaixo – disse ele apontando pro sangue no nariz de Rony que passou a mão e viu o sangue nos dedos.
- É... Quero vê que outra desculpa eu vou inventar agora não é Harry? – disse Rony num tom debochado.
Harry deu uma risada limpando as lágrimas do seu rosto. Os dois saíram do quarto de Harry e desceram à escada rumo à cozinha. Chegando ao aposento Harry pegou medicamentos para fazer um curativo no hematoma que lê fizera com um soco no rosto de Rony.







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