Verdades que vem a tona



Capítulo 4 – Verdades que vem à tona

Líly acordou com um bom humor surpreendente no dia seguinte, nem parecia ter tido a calorosa discussão no Grande Salão. Como era sábado, tomou um longo e relaxante banho, colocando uma calça jeans e uma blusa verde que deixava seus olhos mais lindos ainda. Desceu para o salão comunal, como já tinha perdido o café, resolveu que ficaria por ali mesmo lendo um livro.

-Bom dia Remo – disse a menina reconhecendo a expressão de cansaço do amigo

-Ah, bom dia Líly, como está?

-Bem, recarreguei as energias, pronta para mais um dia de estudo – disse a menina se sentando ao lado do menino.

-Bom – começou ele visivelmente constrangido – eu me referia mais sobre ontem à noite. Espero que não tenha ficado magoada.

-Eu devo admitir que fiquei no começo, mas então Potter foi pedir desculpas a mim. Pareceu-me sincero. Então eu acho que estamos numa boa, quanto ao Sirius, bom, eu realmente ainda devo sérias desculpas a ele.

-Considere-as aceitas ruivinha – disse Sirius que tinha ouvido.

-Evans, Black, Evans. Bom, agora estou com a consciência mais tranqüila, visto que você já me desculpou não é? – ela sorriu.

-Não sabia que tinha o poder de te deixar com a consciência pesada Líly. – falou maroto.

-E realmente não tem. Foi mais pelo fato de eu ter dado o escândalo – replicou ela.

Ele sorriu brevemente.

-Bom, a conversa está boa, mas eu realmente tenho afazeres a fazer, se é que me entendem. – disse ele olhando de soslaio a uma quintanista.

-Bom proveito Black.

-Obrigado ruivinha.

-Evans, Black, Evans. – replicou ela inutilmente.





****




Ela almoçou com suas amigas e juntas foram até ao jardim, mas Líly decidiu por subir a sala comunal, já que tinha trabalhos, para daqui duas semanas, para fazer. As amigas tentaram, sem sucesso, fazer com que ela ficasse, mas ela estava decidida a passar a tarde estudando. Já na sala comunal, sentou-se na cadeira próxima a janela e começou a fazer os trabalhos, parando ocasionalmente para se espreguiçar, mas recomeçando logo em seguida.


-Fazendo trabalhos em um dia tão lindo quanto este ruivinha? – sussurrou alguém em seu ouvido fazendo ela pular de susto.

-Potter – disse olhando para o lado – Me deu um baita susto sabia? Sim, eu estou fazendo trabalhos em um dia tão lindo como este, qual o problema nisso?

-Deveria aproveitar mais os raros momentos de folga que temos sabia?

-Eu acho que cabe a mim decidir o que eu quero fazer com meus momentos de folga, Potter.

-Mas eu tenho uma idéia muito interessante – chegou mais perto – não quer saber não?

-Não, não estou nem um pouco interessada.– disse corando

-Que pena Líly, tinha certeza de que você iria gostar de um passeio.

-Um.. passeio?

-Sim, o que você pensou que fosse?

-Na..nada – mentiu ela.

-Ora Líly, sua pervertida – brincou ele, fazendo ela rir.

-Fique quieto Potter.

-Por que não me chama de James?

-Porque suas fãs não iriam gostar – ironizou ela.

-Mas eu ia – disse ele fazendo ela corar.

-Tem certeza? – pediu ela, séria.

-Tenho sim Líly.

-Então está bem, James.

-Então, Líly, aceita a oferta do passeio?

Ela pareceu ponderar a oferta, um de seus trabalhos já estava terminado, enquanto ao outro faltava apenas um pedaço a ser copiado, já que era um resumo.

-Está bem, mas se tentar qualquer coisa, eu juro que te jogo no lago – disse ela séria e vendo a expressão do rapaz não pode conter o riso – Brincadeira.

-Vamos então – disse estendendo o braço para ela.


Passavam pelos corredores sob os olhares curiosos dos que os viam. Líly imaginava o que eles estariam pensando, afinal, ontem ambos fizeram um show de gritos no Grande Salão e hoje andavam de braços dados pelo colégio. Largou delicadamente o braço dele e parou de andar, mudando de direção e indo pra uma sala vazia.


-Lil, que aconteceu?

-Eu realmente não deveria estar fazendo isso. Não era pra você ser gentil James. Era pra você ser um cafajeste, arrogante, galinha, e não sensível, atencioso e legal comigo. – ele a olhou com uma cara incrédula.

-Como é que é?

-Era pra mim te odiar, como sempre jurei que odiava – começou ela, seus olhos começando a marejarem – e não pra mim acabar gostando de você. Por que isso deve ser uma tática, não é?

-Lily, você, você gosta de mim?

-Sim James, você conseguiu que eu não resistisse! Meus parabéns, já pode considerar mais uma na sua lista! – disse agora chorando compulsivamente.

Ele sorriu.

-Então é isso? Você realmente acha que vai acabar assim?

-E não é?

-Claro que não Líly Evans. É só o começo.

-Co.. como assim?

-Eu te amo Líly, eu quero ficar com você. Não tem lista, você é a única, você é a que eu quero Líly.

-Eu acho que não entendi.

-Que parte do “Eu te amo e quero ficar com você” você não entendeu?

-Você me ama James?

-Mais que tudo Líly. É realmente tão difícil assim de acreditar?

-É, é realmente difícil de acreditar. – disse ela não podendo conter um sorriso.

-Então deixa eu provar que você é a única que eu quero – falou ele maroto.


Ele chegou junto dela, seus narizes se encostando. A enlaçou pela cintura sensualmente e a fez ficar colada nele. Roçou seus lábios no dela, aprofundando o beijo gradativamente. O beijo foi se tornando cada vez mais apaixonado, provocante, sensual, impossível de querer parar. Quando ambos estavam sem fôlego separaram seus lábios, aproveitando até o último contato. Ela sorriu pra ele e ele para ela.

-Eu te amo Líly.

-Eu também te amo James.

-Lil, você.. er.. por acaso não quer.. er... na...namorar comigo? – falou gaguejando e corando.

Ela puxou ele para um novo beijo.

-Isso responde a sua pergunta?

-Responde. E eu gostei tanto da resposta que vou querer ‘ouvir’ de novo. – disse ele puxando ela para um beijo.



Eles saíram da sala de mãos dadas, com sorrisos estampados nos rostos, realmente tinham perdido a noção do tempo, estava de noite já. Voltaram para a sala comunal. As amigas de Lily estavam aflitas, afinal não tiveram notícias dela, porém quando a viram entrar no salão comunal de mãos dadas com o ... Potter? Sim, ele mesmo, ficaram estupefatas. A menina que jurava odiar ele até a noite anterior chegando de mãos dadas com o mesmo? Já os marotos, amigos de James, sorriam abertamente. Os dois sentaram-se no sofá em frente à lareira e conversaram com seus amigos durante várias horas. Convenientemente, eles foram deixados a sós uma certa altura da noite, após, é claro, ter explicado com detalhes tudo o que tinha acontecido. A ruiva descansava a cabeça no peito, bem definido vale acrescentar, do maroto. Ele a beijou ternamente.

-Sabia que eu te amo? – perguntou ele fazendo com que ela sentasse em seu colo.

-Não. Você nunca me disse isso. – brincou ela.

-Te amo ruivinha – disse ele beijando-a.

-Também te amo James – disse ela docemente devolvendo o beijo.










N/A: Eu estou terminando a fic por aqui, eu sei que está escrito que é uma shorfic, e geralmente estas são de um capítulo, mas convenhamos, essa nem ficou tão grande assim não é? Espero que tenham apreciado lê-la assim como eu gostei de faze-la. Até a próxima

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