Heróis... outros nem tanto...

Heróis... outros nem tanto...



- Qual é a sua Black? – perguntava James ainda revoltado com o amigo enquanto estava sentado em sua cama.  -  No que raios você estava pensando quando mandou o Ranhoso para lá?



- Ok.. eu fiz besteira... admito! – dizia Sírius por fim – Eu não pensei que pudesse sair do controle.



- Esse é o problema com você Black, você não pensa! – ralhou novamente James.



- Eu não sei porque motivo você está tão zangado Prongs? – perguntou Sírius. – Remus e Hardy fariam um favor a comunidade bruxa dando cabo da vida daquela cobra.



- Que ele é um caso perdido... e realmente não olhar para aquele nariz iria ser a melhor coisa... eu não nego... – disse James finalmente – ... mas não podia permitir que você com sua cabeça de vento... carregasse essa culpa... sem falar no Moony quando descobrisse o que você tinha feito. Já imaginou como ele ficaria se soubesse que tinha matado aquela cobra?



- É... – disse Sírius em um suspiro - ... eu não pensei em como Remus iria se sentir...



- Esse é o seu problema Sírius... como James disse ...você nunca pensa... – repetiu Peter e levou uma almofadada de Sírius.



- Cala a boca Wormtail... – disse o garoto se defendendo de outra almofadada que voltara em sua direção - ... eu já estava no limite com aquela minhoca desde que vi ele atacando a leoa... e depois ele ficar me seguindo por ai... não tenho sangue de barata...



- Acontece Padfooth que o que você viu não era exatamente o que você viu... – disse James sentando-se no malão aos pés da cama.



- Do que é que você está falando? Andou fumando alguma erva suspeita das estufas? – perguntou Sírius.



- Sarah... – começou James - ... ela me contou o que houve no dia em que pedi que seguisse e conversasse com Evans...



- Então ela se lembrou? – perguntou Peter e James confirmou com a cabeça.



- Acontece que ela não tinha “perdido” a memória... Snape se aproveitou do que aconteceu para bagunçar suas lembranças... – disse James - ... foi Lily quem lançou o feitiço contra Sarah, não o Ranhoso.



Tanto Sírius quanto Peter pararam de respirar por alguns segundos. James também não queria acreditar que ela tivesse chegado a esse ponto. Contudo porque motivos Sarah mentiria, e pior porque raios a Sra. Certinha e de boas maneiras se sujeitaria a Magia Negra? Isso ainda estava difícil de engolir. Pelo menos para James.



- Como é que é? Mas... mas... – começou Sírius porem James o interrompeu.



- Você apenas o viu alterando a memória de Sarah para proteger Lily... – disse James finalmente – Pergunte a Sarah se quiser, ela me disse que a discussão com Lily fora definitiva e que ambas perderam a calma. Mas ela jamais pensou que a ruiva pudesse lhe atacar pelas costas.



- E que feitiço foi esse que fez tanto estrago? – perguntou Peter curioso e James encarou os garotos.



- Sectusempra... – disse ele e os três trocaram olhares.



- Que raios de feitiço é esse? Nunca ouvi falar... – disse Peter e James deu de ombros.



- Seja lá que feitiço é esse... pode ser fatal caso não seja feito o contra feitiço... – disse James – Sarah me disse que depois que foi atingida, era como se facas quentes perfurassem seu corpo com tanta rapidez que logo ela começou a perder os sentidos. Mas antes que ela perdesse tudo por completo, ouviu Snape discutindo com Lily e no momento seguinte, a dor começou a se extinguir e ela só acordou dois dias depois na enfermaria sem lembrar o que tinha acontecido.



- Ele estava protegendo Lily de quê? – perguntou Sírius.



- Não é de hoje que Remus tem ficado de olho na Evans... – disse James – Nossa monitora vem brincando com artes das trevas a meses... e acredite, o ataque ao trio de bisbilhoteiras da Corvinal também tem cheiro de coisa das trevas



- Aposto que o Ranhoso foi quem a forçou Lily a isso... – disse Sírius mas Peter discordou.



- Não acho que tenha sido isso... Lily sempre defendeu e foi amiga do Ranhoso... talvez ele esteja apaixonado por ela e bem... não quis que ela levasse a culpa por ter atacado a protegida da McGonagall... – disse Peter e James concordou. – Além do mais, o fato de o ataque as Corvinas ter sido no mesmo horário em que estávamos a dois andares abaixo... fez com que muitos começassem a duvidar realmente de que somos os vilões.



- Pode ser mas quanto ao Ranhoso... a gente sabe que é apaixonado pela ruiva a anos... talvez tenha sido por isso que ele preferiu levar a culpa. -  James agora encarava os dois - ... ele não quis que Evans tivesse a sua honra perfeita manchada por isso... tanto que mexeu na cabeça da Sarah... só seus amigos não contavam com nosso motim...



- Como foi que a memória da Sah voltou? – perguntou Peter.



- Alice a acertou sem querer com o Surgito. – disse James – então o feitiço da memória foi desfeito... obviamente depois de tantas poções ainda levou um tempo para que ela lembrasse de tudo...



- Cara... agora me sinto mal... – disse Sírius por fim - ... então porque aquele imbecil me atacou?



- Certeza de que não foi você quem o atacou primeiro? – perguntou Peter e Sírius então coçou a cabeça fazendo uma careta.



- Bom... eu não sei o que nos aguarda depois disso... – disse James.



- Isso também explica o motivo de mal vermos a nossa monitora... – disse Peter - ... ela não esta conseguindo encarar a AG.



- Pode ser... – disse James - ... mas o que me preocupa agora são os planos dos sonserinos. O plano deles de me culpar por aqueles ataques foi por água abaixo. E se não tem mais essa carta nas mangas... vão inventar outro meio para tentar nos tirar da escola.



- Mas ai vem a dúvida... – disse Sírius se levantando - ... quem então azarou aquelas corvinais?



- Quando eu e Emme encontramos aquelas destrambelhadas... elas estavam atordoadas... não tinham perdido os sentidos... muito pelo contrário – comentou Peter - ... eu vi o pó brilhante fosforescentes de Belladona, alguém o misturou com alguma poção que o fez se tornar um gás alucinógeno...



- E como sabe de tudo isso Wormtail? – perguntou Sírius curioso.



- Cachorrão... tem várias coisas ao meu respeito das quais eu não comento... e meu conhecimento das plantas é um deles... – disse Peter e então levara uma almofadada na cara.



- Ae... ae... pare com isso Padfooth.. – disse James - ... continue...



- Bem... Jorkins foi a primeira que encontramos, ela estava certa de que havia dado uma bela conjuntivite para o “ciclope” que ela havia enfrentado... – comentou Peter.



- Mas não era a Madley quem estava com isso? – perguntou Sírius e Peter confirmou com a cabeça.



- Exatamente por isso achamos que alguém usou da belladona para confundir as meninas e fazer elas se atacarem... – disse Peter. – Blackmoon afirma que acertou a perna de uma mulher com cobras na cabeça... mentusa... makusa...



- Medusa... – disse James.



- ISSO! – confirmou Peter – E era Berta quem estava com a perna machucada... Sendo assim, Emme está convicta de que uma acabou acertando a outra pensando ser outra coisa.



- Mas ninguém havia falado sobre o “motim”... – disse Sírius - ... porque motivo elas estariam justamente naquele corredor...



- Seja lá o que tenha levado elas até lá... precisamos descobrir... quanto mais aliados tivermos... mais fácil será de derrubarmos aquele imbecil que senta na cadeira do barba branca... – disse James.



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O ministério da magia parecia ter caído em um poço sem fundo. Quando Amélia Bones, chegou naquela tarde. Havia uma quantidade enorme de bruxos trajando capas vermelhas e azuis. Algo meio incomum, apesar de estarem sempre rodeados de gente incomum. Mas desde que o corpo de Carter havia aparecido flutuando em meio saguão, as coisas estavam piores do que antes. Muitas vezes se viu sendo seguida por alguns bruxos os quais ela sabia eram capachos de Alecto Carrow. Desde o fatídico dia em que ouviu por parte de Moody sobre o “quase extermínio” dos Potters, seu humor e paciência para com o Ministro da Magia (ou no caso o fantoche) do Lord das trevas havia se extinguido. O medo de serem mortos estava fazendo com que a maioria dos bruxos fingisse que nada estava acontecendo. Muitos ela sabia estavam sendo coagidos, agora mais do que antes afinal, Amycus Carrow I estava colocando as manguinhas de fora e o fato de ter liberado as maldições e estar torturando crianças na escola estava começando a repercutir. Obviamente ela também fora uma das bruxas que mandou anonimamente um bilhete para o jornaleco The Defensers que estava circulando pela comunidade bruxa. Sim isso mesmo, havia um grupo de bruxos, os quais ela ainda não sabia quem eram que estavam “expondo” por assim dizer as atrocidades que aconteciam na comunidade bruxa e pondo mais uma vez em cheque o Ministério. Como era de se esperar, haviam vários bruxos os quais estavam sendo encaminhados para o Departamento de leis mágicas e enfrentando varias horas de depoimentos. E naquele dia não era diferente, Moody ainda não havia retornado de sua “viagem” ao Egito, e isso estava começando a despertar a curiosidade de Alecto, tanto que a bruxa apareceu em seu “puleiro” como ela chamava a sua pequena sala, para lhe questionar sobre o paradeiro do bruxo.



- Então Srta. Bones... – disse Alecto com um brilho sádico no olhar - ... ainda não tive notícias do seu tutor aqui no Ministério... existe algum motivo para ele ter desaparecido assim... sem deixar vestígios?



- Até onde sei... Srta Carrow... – respondeu Amélia sem rodeios e muito menos demonstrar preocupação - ... Alastor Moody é o único bruxo desse departamento o qual nunca ninguém conseguiu controlar ou seguir, se ele não deu notícias ainda, é um bom sinal de que realmente achou o que estava procurando...



- E... o “quê”... exatamente ele estaria procurando? – perguntou Carrow e Amélia então a encarou com um sorriso visivelmente confiante – Acredite Srta... se eu tivesse a mais vaga idéia, já teria reportado a Srta... mas infelizmente, sou apenas uma estagiária... porque um auror como Alastor Moody se reportaria a mim?



- Bem... como você é a que mais tem conhecimento e ele parece ter você em alta estima, pensei que soubesse onde ele estaria metido... – disse Alecto com uma falsa inocência a qual não enganava ninguém.



- Essa para mim é nova Srta Carrow... – disse Amélia dando uma gargalhada, pois a maneira com que Carrow lhe encarou fora cômica - ... Moody apenas quer uma empregada a qual faça tudo o que ele não quer fazer... e não precise pagar por isso... não passo de uma estagiária que vive a maior parte do tempo organizando os arquivos que ele não quer organizar...



- Então quer dizer que você não tem o mesmo... – então foi notável a maneira com que Carrow pronunciara a palavra “carinho” mas por fim acabou optando por outra palavra -  bem... quer dizer que não gosta de ser sua estagiária?



- Srta Carrow... – disse Amelia Bones se aproximando - ... tenho vários talentos os quais não posso fazer uso justamente por ele achar que sou “apenas uma estagiária”. – Então voltou a sua posição normal – Sigo apenas ordens.



- Então se eu precisar de seus serviços... – disse Alecto com um olhar desconfiado - ... poderei contar com sua ajuda eu suponho...



- Com a mais absoluta certeza... estou as suas ordens Srta Carrow...– respondeu Bones fazendo a melhor cara de convincente que conseguiu. Talvez fingindo estar do lado de Alecto, quem sabe teria um pouco mais de liberdade para ajudar Moody em suas investigações. Alecto então abriu um sorriso enigmático assim que se levantou, girou em seus calcanhares e saiu da pequena sala. Sim, a aparição de Alecto em seu “poleiro” era realmente estranha, e isso queria dizer que ela tinha de ficar com os olhos e ouvidos ainda mais atentos. Talvez por esse motivo quando saiu do ministério aquela noite, Amélia optou por seguir um novo caminho. Não pegou seu trajeto tradicional, e não quis aparatar afinal tinha que ver com os próprios olhos o que estavam esperando dela. Não tinha notícias de Moody ou qualquer pessoa da Ordem e isso a deixava um tanto preocupada. Sabia sobre o que os Potters e outras famílias estavam passando mas até aquele momento não tinha a mínima noção do que a Ordem estava investigando. Como Moody havia lhe dito, era melhor ela não saber assim seria mais fácil enganar os inimigos. Por um lado ele tinha a mais absoluta razão. Principalmente agora que os olhares tinham se voltado para ela.



Andou mais uns dois quarteirões e então sentou-se em uma pequena cafeteria, sentou-se ali por alguns minutos, seria bom tomar uma boa xícara de chá antes de ir para casa. Foi então que viu Ana Lucía Cortez se aproximar com um garoto, parecia bem mais novo do que ela, talvez uns dois ou três anos.



- Hola... como estas... – disse a garota - ...não temos nos visto muito nesses dias...



- Oi Ana... – respondeu Amélia com um sorriso - ... isso é uma verdade, as coisas tem estado muito complicadas ultimamente... nossa ilustre chefe pediu minha colaboração... se é que me entende.



- Sim... mas pelo que vejo ainda conseguem tempo para tomar um chá... – respondeu o garoto de mal humor. Então este coçou os olhos fazendo uma careta – Não consigo me acostumar com olhos normais..



- Deixa de criancice irmãozinho... – respondeu Ana e então piscou para Amélia que encarou o garoto. – ou não te dou um sorvete.



- Acho melhor você não me tratar como se eu fosse um moleque de 5 anos Cortez... – disse o garoto - ... eu já caçava esses vermes das trevas quando você nem pensava em vir ao mundo...



- Sr. Moody? – perguntou Amélia um tanto espantada.



- Pensou que fosse quem? – respondeu ele em tom baixo – Babbytti a coelha? É óbvio que sou eu...



- Não sei Sr... – disse Amélia olhando para Ana com espanto - ... bem, o Sr. está...



- Patético... eu sei. – respondeu ele. – Mas vamos ao que interessa... – então olhou para Ana e ela pareceu lembrar-se de alguma coisa.



- Aqui... – disse Ana com um sorriso lhe passando um pedaço de papel disfarçadamente.



- Não me olhe assim... – disse o disfarçado Moody - ... preciso de alguns arquivos que estão na ala de segurança máxima... principalmente tudo o que você puder conseguir sobre Cuthbert Binns.



- O professor de História da Magia? Porque está tão interessado nele? – perguntou Amélia confusa.



- Não faça perguntas menina... apenas faça! – disse ele em um tom mais alto do que pretendia.



Uma senhora que passava por eles apenas olhou-o com certa repreensão.



- Que jovenzinho mais grosseiro... – disse ela empinando o nariz e indo embora.



- Apenas consiga o que eu estou pedindo... – respondeu Moody girando os olhos nas órbitas - ... tenho motivos para acreditar que o pobre velho não morreu pela idade...  – então ele torceu os lábios de maneira engraçada e coçou a cabeça - ... bem, talvez tenha mas ele tinha uma saúde de ferro... se morreu é porque teve ajuda pra isso.



- Eu não quero ser desmancha prazer... – disse Amélia disfarçadamente – mas Binns já era meio caduco quando eu estudei em Hogwarts... e não foi Dumbledore quem disse que ele morreu de um infarto?



- E o quê... exatamente... – disse o disfarçado Moody apoiando-se sobre a mesa quase encostando seu nariz no de Amélia - ... ocasionou esse infarto? – então voltou a sentar-se novamente e encarou as duas mulheres diante de si com uma expressão séria.



- Estive na mansão Potter pouco antes de ser atacada... – disse ele – William, aquele verme traiu a Ordem, traiu o próprio sangue... um dos meus melhores amigos está desaparecido com a esposa...



- Eu sei... os Perks não é? – perguntou Ana Lucía e o garoto confirmou com a cabeça.



- Nem quero saber como está a pobre menina... primeiro perdeu os pais... e agora não sabe onde estão seus avós... ou se é que estão vivos... – então olhou novamente para as garotas - ... tenho parte da pesquisa de Binns... a que estava em Hogwarts mas não está completa... obviamente alguém além dele e de McGonagall ou Dumbledore teve acesso a essa pesquisa... então quero tudo o que o Ministério tem sobre ele e seus estudos...



- Não sei se consigo isso Moo... – então Amélia olhou para Ana  - Moorbit... mas vou fazer o meu melhor.



- Não espero menos de vocês... – disse ele por fim.  – Agora se me derem licença... não agüento mais essas “sensações de adolescente”...



- Também já vou indo... – respondeu Ana apoiando o braço no de Moody disfarçado - ... vou acompanhar meu “irmãozinho” até em casa... nos vemos no trabalho amanhã Amélia...



- Foi um prazer conhecê-lo Moorbit... – disse Amélia simpática mas Moody apenas acenou com a mão fazendo uma careta, e eles então desapareceram. Se Moody achava que Binns tinha sido morto por alguém... bem, era algo a se investigar.



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- Eu estou dizendo a você Derik! – dizia Berta sentada na poltrona em plena sala circular da torre da Corvinal – Eu e as meninas ouvimos falar sobre a tal “revolução” e queríamos saber mais sobre o assunto.



- E não passou por sua cabeça se tratar de uma armadilha? – retrucava o garoto nervoso.



- Vá com calma ai... – agora era Anny quem tomava a palavra - ... tem de concordar que estamos todos cansados de sermos humilhados, repudiados e além de tudo feito de sacos de pancada das cobras, qualquer coisa que nos ajudasse OBVIAMENTE teríamos ido averiguar!



- Sim... OBVIAMENTE não é? – disse ele nervoso – Vocês podiam ter se matado. Além disso... Medusa e um Ciclope??? Francamente Berta!



- Ei ei ei mandrião! – disse Pandora Madley cruzando os braços na frente do peito cerrando os olhos – Eu vi sim uma coisa se mexendo na minha frente e atirei! Minha mãe sempre diz... Se está em um corredor escuro...atire primeiro... pergunte depois!



- A primeira regra nessas situações é não se meter em um corredor escuro Pandora... assim não precisa atirar... não acredito que vocês fizeram isso sem nem ao menos me chamar? Eu faço parte desse jornal ou não? – perguntou Derik



- É claro que faz.. – respondeu Berta – Mas você estava todo enrolado por conta dos NIEMs, além disso era só uma averiguação... não sabíamos que ia causar tanto estardalhaço.



- E eu me lembro muito bem de ver essas duas criaturas antes de uma caixa voar pra cima de mim...  – disse Anny sacudindo os cabelos.



- Armaram pra cima da gente... – disse Derick por fim - ... sabiam que Berta não agüentaria um “furo”.



- EIII... eu não sou assim... – disse a menina mas recebera um olhar duvidoso do restante do grupo - ... ok... ok... só um tiquinho...



- Está na cara que usaram alguma coisa pra vocês se atacarem... – então Derik encarou uma a uma das meninas... e eu acho que sei quem pode me dizer...



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James estava atirado sobre a cama no dormitório dos garotos olhando para o teto quando recebeu um belo travesseiro voador direto em sua cara.



- QUAL É PADFOOTH! – disse ele nervoso.



- Qual é digo a você! – respondeu o outro em resposta no meio do dormitório – O que é que você realmente quer?



- Mas do que é que você está falando? – perguntou o garoto confuso – Acho melhor você prestar mais atenção nas ervas que tem pego da plantação da Sprout!



- Não se faça de besta galhudo... estou falando da Leoa... – respondeu Sírius com os braços cruzados enquanto James o encarava - ... Em uma hora você a dispensa... mas é só o Corvo capitão aparecer que você age como se fosse dono dela? Está na fase do “me ame e me odeie”?



- É complicado Black... – respondeu James. Sabia exatamente o que estava sentindo pela garota, mas só pelo fato de ser um “Potter”, já era ter nascido com prazo de validade.



- Aham... sei...  aí você fica nesse vai não vai... dando esperanças para a garota... não deixando ninguém chegar perto dela... – agora Sírius se jogava na cama de frente a de onde James estava sentado - ... e não venha me dizer que não é você quem fica aprontando pra cima daquele Corvinal..



- Eu... eu não consigo me conter! Está bem? – respondeu James levantando-se – É mais forte do que eu.



- O que exatamente? – perguntou Sírius – A garota é louca por você galhudo... está mais do que estampado na testa dela... está esperando o quê para ficar com ela?



- Você não entende... – respondeu James sentando-se no malão visivelmente abatido - ... pela primeira vez eu realmente sinto algo verdadeiro por alguém... e...



- Olha galhudo... – disse Sírius encarando o amigo - ... eu não sei o que realmente está acontecendo com você, juro.. trocaria de lugar com você se eu pudesse... mas sei que aquela leoa daria a vida por você, mesmo você sendo esse Mané babaca que vem sendo com ela.



- Eu jamais em minha vida pensei que fosse odiar ser um Potter... – respondeu James finalmente - ... você viu o que está acontecendo... Black... acabaram com toda minha família... o clã Potter se reduz a mim e meus pais agora... não quero que Sarah seja a próxima...



- James... isso é realmente lindo... – disse o garoto agora se levantando indo até o amigo e tocando em seu ombro - ... mas extremamente idiota... já está começando aparecer o Moony...



- O que é que eu tenho haver seja lá com o que vocês estejam falando... – disse Remus entrando no dormitório.



- Por onde foi que andou? Temos de reunir a AG... – tratou logo de mudar de assunto James mas Remus o interrompeu.



- A AG vai ter de esperar... – disse Remus jogando a mochila sobre a cama e voltando sua atenção aos dois - ... Derick quer conversar com você Prongs...



- Comigo? – espantou-se James. Não tinha muito apresso pelo capitão Corvinal, na verdade não tinha apresso nenhum e isso era recíproco. – E o que aquele filhote de hipogrifo quer comigo?



- Sinceramente eu acho que você deve ir... – disse Remus sentando-se e encarando James - ... quanto mais gente na nossa “Ordem” melhor... precisamos de aliados...



- Ok... tudo bem... eu vou ouvir o que aquele idiota tem pra falar... – disse James contrariado. Realmente as coisas não estavam boas. Até onde ele sabia, por mais que os bruxos estivessem desconfiados sobre o que acontecia no Ministério da Magia, ninguém estava se atrevendo a questionar. Mesmo porque, quem se quer pensasse nisso tinha passe livre e direto para o além. Isso quando não com uma parada a Azkaban antes... ou até mesmo Nurmengard. No horário marcado, James saiu da torre da Gryffindor escondido sobre a capa de invisibilidade. Derick havia combinado de lhe encontrar nos jardins, próximo a casa do guarda caças na Orla da Floresta. Era o lugar mais seguro que ele conhecia, sem falar que era onde geralmente ele usava para suas saídas dos terrenos da escola. Seu pai havia colocado proteções naquele local, obviamente não podia sair sozinho dali, mas deixemos os detalhes para mais tarde. A muito o toque de recolher tinha sido dado, e a maioria dos bruxos não estava mais nos corredores, a não ser os costumeiros alunos servos das trevas e alguns ministeriais. James sabia que Carrow I por mais que tentasse já não conseguia mais agüentar manter sua postura de “bom samaritano”. Explodia a maior parte das vezes diante os alunos, também desaparecia sem deixar vestígios largando a escola a mercê de alguns ministeriais. Ele como bom gryffindor, teve o prazer de fazer um deles escorregar escada abaixo feito um tobogã gigante por dois andares. Desceu mais dois lances de escada, e então adentrou no salão principal, pela saída lateral próxima a mesa dos professores ele saiu para o corredor externo e dali foi fácil andar sem esbarrar em ninguém.  Em sua mente tentava entender qual seria o motivo do capitão corvinal ter lhe chamado para uma conversa. Mas como Remus mesmo havia lhe dito, era hora de fazer do seu inimigo um aliado contra um inimigo maior. Quando se aproximava da Orla pode ver um vulto entre as árvores e então se escondeu, o vulto passou por ele e James conseguir distinguir quem era. Derick passou por ele olhando para uma espécie de relógio, então o capitão gryffindor tirou a capa de invisibilidade, guardou-a dentro de seu agasalho e saiu de trás de seu esconderijo.



- Devo admitir que para você pedir um encontro comigo aqui... o assunto deva ser desesperador... – disse James encarando o garoto que virou-se rapidamente com o susto.



- Sinceramente Potter... preferia um encontro com uma certa Gryffindor... – respondeu o Corvinal com um sorriso que fez os olhos de James cintilarem - ... mas creio que isso deva esperar mesmo...



- O que você quer Cooper! – disse James sem rodeios, o comentário não tinha sido muito agradável. E antes que ele usasse sua varinha era melhor ir direto ao assunto.



- Não que ache que vocês sejam 100% inocentes... mas confesso que não acredito que vocês tenham atacado os membros do informativo como andam dizendo por aí. – disse Derick.



- Quanto a isso deviam já estarem cientes já que estávamos três andares abaixo... – disse James escorando-se em uma das árvores e encarando o garoto. - ... por mais que às vezes Berta e suas amigas me irritem escrevendo asneiras no informativo... não faria algo desse nível com elas...



- Enfim... – disse Derick - ... o que exatamente aconteceu com elas?



- Até onde sei... Peter viu pó de beladona espalhado em um canto do corredor... – disse James cruzando os braços e encarando o garoto, sua mão sempre próxima a varinha caso fosse necessário usá-la - ... acho que você sabe o que isso pode fazer...



- Mas pó de beladona é proibido... – respondeu o garoto - ... todo mundo sabe disso, sem falar que o próprio ministério tem leis rígidas para se conseguir, meu pai trabalhou nesse departamento a alguns anos... não tem como um aluno ter conseguido isso...



- Acredite Cooper... se alguém conseguiu isso... – disse James sério - ... é porque não é um aluno. Ainda mais se acrescentado alguma outra poção poderosa... quem fez isso com suas amigas, sabia muito bem o que estava fazendo.



- Bem... e eu sei exatamente o que pretendo fazer... – respondeu o Capitão corvinal encarando James. Era possível notar o desconforto do garoto ao falar, ou melhor admitir que precisava de ajuda e James se deliciou com isso - ... soube que vocês tem mantido um grupo secreto para defender a escola...



- Como foi que soube disso? – perguntou James, AG não era um grupo aberto a outros alunos, afinal ele tinha apenas pessoas de sua confiança por perto. E duvidava que alguém além deles soubesse. Suspeitas sim, mas confirmação ninguém além de Lorigan.



- Não importa como eu soube... – respondeu Derick - ... o que importa é que você acabou de confirmar... e eu quero fazer parte.



- Acho que você não entendeu... embora já nessa altura das coisas esse boato já esteja tão popular quanto os outros ao meu respeito... – disse James olhando o garoto como se o avaliasse - ... apenas eu e meus amigos Gryffindors decidimos fazer alguma coisa já que ninguém fez nada por essa escola...



- Por isso mesmo estou aqui... – o garoto corvinal estava tão sério que uma dobra parecia se formar em sua testa - ... não sou só eu, mas muitos da Ravenclaw estão dispostos a se sacrificar se for preciso para que Dumbledore volte e a escola volte a ser o que era. Os NIEMs estão chegando, e muitos temem não terem capacidade suficiente para serem avaliados...- então ele olhou para James sério - ... temos material suficiente para expor as atrocidades que Carrow I e seus membros ministeriais tem feito dentro das paredes desse castelo... e decidimos expor isso para o mundo... – então ele olhou para o lado do corujal - ... as nossas asas vão se abrir... e com elas levaremos a verdade...



- Ou ou ou... - disse James agora com um sorriso matreiro no rosto - ... o que você quer dizer com isso Cooper? - Seu tom agora era preocupado, não que se importasse no Capitão azul levar uma coça de algum professor mas se colocar no caminho de um comensal com plenos poderes era maluquice. - Você sabe que eu não advertiria você... mesmo porque não me importaria de você levar um belo puxão de orelhas... - disse James finalmente - ... mas acho que é inteligente para saber os riscos que corre tentando armar algo na surdina... tudo tem ouvido por aqui... e mexer com um comensal, é mexer com a morte... espero que saiba das conseqüências azulzinho... se entrar nessa guerra... não tem mais volta. - Sabia que tinha sido extremamente duro, mas tinha de ser realista. O risco de entrar em guerra aberta com Amycus, o "comensal diretor" era mais do que o necessário. Era questão de sobrevivência. James no entanto encarou o garoto quando este virou-se para ele. Usar o que o informativo sabia sobre Carrow seria um bom começo, mas tinham que ser mais espertos do que o diretor... - Muito bem... – disse James - ... só que como líder de sua casa... terá que se submeter a mim nessa guerra... pois não se engane Cooper... a batalha contra as trevas realmente chegou a esse castelo... e até onde eu sei... Carrow pode matar... – James pode ver que o garoto, embora fosse corajoso engolira em seco.



- Se for para acabar de uma vez por todas... com isso...  – disse Derick - ... não me importarei em seguir você... – o garoto estendeu a mão para James que a apertou firme. A essa altura, suas pequenas diferenças já não faziam sentido. A guerra pela retomada da escola já era algo inevitável. E quanto mais aliados tivessem ao seu lado nessa batalha, maiores eram suas chances.



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Sarah estava sentada em frente a lareira lendo mais uma vez “Manual infalível de rastreamento e formas de fuga” quando Remus entrou com Olivia. Era bom finalmente ver seus dois melhores amigos finalmente se entendendo. Chegou a sorrir ao ver Remus dando um selinho em Olivia quando esta subia as escadas toda sorridente. De certa forma tinha de admitir que sentia uma pontinha de inveja da amiga. Mas por outro lado, ela levara tanto tempo para finalmente dobrar Remus que, bem, eles dois mereciam ser felizes. Apesar dos dias macabros que estavam passando na escola. Quando percebeu que Remus voltava-se para ela, folheara o livro que a mais de uma hora estava na mesma página. Se tinha absorvido alguma coisa desde que o pegara para ler, ela não sabia ao certo. Sua mente estava viajando em lembranças, das quais realmente sentia saudades. Mas já estava se acostumando com algumas delas... mas algumas ainda era difícil suportar...o que naquele caso específico tinha nome e sobrenome. James Potter.



- Se realmente o que busca são respostas para os problemas não vai encontra-lo nesse livro... – disse Remus sentando-se na mesa de centro olhando diretamente para mim.



- Ok... sabichão... – respondeu Sarah por fim - ... e por acaso você sabe que respostas estou procurando?



- Bem... – disse ele tirando o livro das mãos da garota, olhou para ele e depois novamente para ela o devolvendo - ... vai ser um pouco difícil encontrar tendo livro de ponta cabeça.



- É você está completamente certo... – disse Sarah dando um profundo suspiro.



- Eu sei que é besteira da minha parte lhe perguntar o que lhe preocupa tanto... – disse ele apoiando-se os braços nos joelhos e tocando os dedos das mãos – afinal, você tem mais coisas com que se preocupar do que qualquer um nesse castelo...



- As vezes fico me perguntando se... – então ela fechara o livro e novamente respirou fundo. Fazia dias que não se sentia assim tão perdida, na verdade, ela tentava a todo custo permanecer forte, mas já não estava conseguindo com tanto sucesso. - ... se eu não tivesse me envolvido com Potter... talvez... as coisas pudessem ter sido diferentes...



- Hummm – gemeu o garoto levando uma das mãos ao queixo pensativo - ... talvez... muito provavelmente ele continuaria sendo o galinha, irresponsável e babaca de sempre...



- Não dê méritos a mim... – respondeu Sarah achando graça da pergunta - ... ele passou por poucas e boas... uma hora ou outra ia ter de amadurecer....



- Acredite... – disse Remus - ... não a ponto de salvar a vida do Ranhoso.



- Salvou? – perguntou Sarah um tanto espantada, tudo bem que ele era um mau caráter, sem vergonha e idiota... e realmente ela não gostava dele. Mas quando avisou James sobre a brincadeira de Sírius foi para que ele avisasse alguém.



- Sim... tudo bem que... bem... – agora Remus estava um tantinho encabulado - ... digo, eu e Hardy quase os matamos... mas, James salvou o Ranhoso e acho que isso não foi exatamente algo que o agradou. Conversei com ele, e, bem ele me conhece, e sabe o quanto meu probleminha peludo me priva das coisas...



- Priva porque você é responsável demais... – disse a garota e ele dera uma gostosa gargalhada.



- Touche! – respondeu ele – A questão é que mesmo sendo aquela cobra ranhenta... eu ficaria muito mal afinal, eu jamais feri alguém na minha vida e... Confesso que embora alguém como ele merecesse, não faria isso.



- É... eu posso até dizer que esfolaria alguém vivo mas... enfim... não sou tão cruel a esse ponto... já não posso dizer o mesmo da ruiva... – disse Sarah.



- Lily não é má pessoa... apenas... – tentou dizer ele mas Sarah o interrompeu.



- Apenas tentou me matar... se isso não é amor enrustido pelo Potter... – disse ela e Remus apenas sorriu.



- Não seja cruel... – respondeu o garoto - ... ela apenas tomou  decisões erradas... ou foi levada a tomar essas decisões...



- Não se engane Remus... – disse Sarah séria - ... a bondosa Lily sabia muito bem o que estava fazendo... e aquele feitiço...



- Eu tenho ouvido falar sobre esse Sectusempra... – disse Remus - ... alguns lufanos, incluindo Hardy me contaram que ele tem se tornado muito popular nas “torturas matinais” que os sonserinos dão.



- Assim como temos a AG... – disse ela o encarando séria - ... eles também tem o “grupinho secreto dele”... lembra-se... vi uma tatuagem no antebraço do Snape... algo me diz que esse feitiço é algo de “dentro”. E se Lily conseguiu conjurá-lo com tanta força...



- É porque ela tem um lado escuro pronto para despertar.... – respondeu Remus - ... não consigo mais conversar com ela como antigamente... e várias vezes tenho de segurar Oli pois... sempre que vê Lily...



- Ela puxa a varinha... – disse Sarah deixando-se cair na poltrona novamente – é eu sei... agradeço pela Evans voltar ao dormitório sempre depois que Oli já esteja dormindo.



- É... as vezes eu sinto falta da minha parceira de monitoria... – disse ele com um suspiro – mas lamentavelmente não podemos mudar as decisões dos outros...



- Infelizmente... – disse Sarah ouvindo o som do buraco do retrato abrindo e James entrando com Sírius e um Pettgrew com os braços cheios de doces. Os olhos de James encontraram os da garota mas por algum motivo ele os desviou e continuando seu caminho subiu as escadarias para o dormitório masculino.



- Como eu dizia... infelizmente você está certo Remus... – disse a garota pegando novamente o livro nas mãos.



Mesmo depois de tudo o que havia acontecido Sarah já estava ficando cansada das turbulentas mudanças de James. Tudo bem, ele estava com problemas, estava sendo alvo de intrigas e “conspirações” mas, tinha de tratar ela como se não existisse? E em outras, ela era o primeiro alvo a ser atacado? Já estava ficando cansada desse tipo infantil de comportamento.



- Eu sei que vocês dois são intragavelmente estudiosos, mas será que pelo menos por alguns minutos podem prestar um pouco menos de atenção nos livros e um pouco mais em nós? – disse Sírius então tanto Remus quanto Sarah se voltaram aos dois.



- Muito bem Sr. Pathfoot... – disse Remus levantando-se e alongando-se – agora que já tem nossa total atenção... o que tem para nos dizer?



- Bem... – disse Sírius tomando o lugar de Remus diante a Sarah e tirando o livro de suas mãos - ... nosso ilustre capitão resolveu fazer uma reunião com os membros da AG e obviamente os novos recrutas...



- Novos recrutas? –perguntou Sarah olhando de um a outro e então Sírius sorriu docemente.



- Sim minha linda Leoa... o fato de termos armado aquela confusão nos corredores despertou os bruxos rebeldes que há em outras casas... – disse ele fazendo um ar pomposo - ... então o Cooper procurou nosso ilustre capitão para unir-se a nossa frente de batalha.



- Mas hein? – perguntou Remus espantado – Aquele galhudo vai ter de me explicar exatamente o que o Cooper disse.



E mais uma vez Sarah ficara sozinha, a não ser por Sírius que estava sentado a sua frente lhe encarando com um brilho estranho no olhar. Ela então tentou disfarçar retomando sua leitura (que na verdade nem tinha começado) mas ele tirou-lhe o livro das mãos e a encarou com uma das sobrancelhas arqueadas.



- O que é que foi Sírius? – perguntou ela já esperando que ele falasse alguma besteira.



- Ué... nada... apenas estava admirando sua beleza estonteante... – respondeu ele o que fez com que ela sorrisse mesmo sem ter vontate. – Aha! Consegui devolver o sorriso lindo que eu tanto sentia falta.



- Eu devia era usar minha varinha em você para começo de conversa... – disse ela tomando o livro devolta.



- E porque? Tudo acabou bem não foi? – disse ele fazendo sinal com as mãos – Ranhozo infelizmente foi salvo pelo galhudo... e aposto que ele vai pensar duas vezes antes de novamente seguir um de nós.



- De onde tira essas “pérolas” hein? – perguntou Sarah tentando se manter firme na reprimenda.



- Minha inspiração sou eu... – respondeu ele com um enorme e sedutor sorriso – E ele mereceu por ter se metido a besta com você.



- Não... você simplesmente não pensou em seus amigos quando mandou o Snape pelo salgueiro... – respondeu ela com a voz trêmula – Não pensou em como Remus ficaria caso acontecesse alguma coisa... James podia ter se ferido...



- Ou ou ou... – disse Sírius inclinando o corpo para frente e cerrando os olhos – Isso tudo é por que se preocupou com o galhudo se ferir?



Sarah até tentou buscar em sua mente uma desculpa mas tecnicamente não conseguiu pensar em nenhuma plauzivel.



- Você ainda gosta daquele pateta? – perguntou ele.



- Que diferença isso faz? – disse ela por fim, já estava farta de ficar bancando a dama de ferro, tinha 17 anos, devia era estar pensando nos seus NIEMs, ou em que vestido usar na sua formatura e no entanto... – Tem outras tantas aqui no castelo que choram rios de lagrimas por ele... sou só mais uma no meio delas...



- E quem foi que te encheu a cabeça com essa baboseira? – perguntou ele sério – Quem foi que disse a você que... é apenas mais um troféu?



- Não é preciso dizer nada Sírius... – respondeu Sarah respirando fundo para que sua voz não falhasse - ... as pessoas falam, e se quer saber... eu... eu já estou cansada...



O garoto a encarou ainda mais sério, o que a deixou um tanto insegura para continuar.



- Você está querendo dizer que... – começou ele - ... que está desistindo do Prongs?



- Fui eu quem tomou um chute pra começar Sírius... – respondeu ela o encarando, era uma das poucas vezes que via o olhar do garoto tão sério e triste - ... ele me dispensou... e por alguma razão idiota eu venho tentando com todas as minhas forças ignorar as idas e vindas dele.



- Olha Leoa... – começou Black mas ela o interrompeu.



- Chega de desculpas Sírius... – respondeu a garota por fim  - ... já está na hora de virar a página e...



- Não diga que vai desistir do galhudo agora... – interrompeu Sírius - ... você sabe muito bem que eu seria o primeiro da fila se não soubesse o quanto aquele débil é apaixonado por você.



- Bela maneira de demonstrar... – disse ela desanimada.



- É que os garotos não sabem muito bem como demonstrar o que estão sentindo... – disse ele apoiando seus braços no joelho da garota - ... olhe para mim por exemplo, não tenho senso de responsabilidade alguma... e também não consigo conversar com alguma garota sem levar ela para um armário de vassouras...



- Você sempre conversou comigo... – começou a dizer a garota mas ele a interrompeu.



- Porque você é diferente... é uma das melhores pessoas que eu conheci até hoje. Lamento não ter tido amizade com você antes... afinal... – então ele abrira o típico sorriso conquistador - ... se tivesse tido a chance mais cedo... quem sabe não estaríamos aproveitando esse tempo fazendo outra coisa... hein? – e dera-lhe uma piscadela. Sarah sentira o rosto corar violentamente o rosto e ele dera uma gostosa gargalhada – Mas foi Prongs... quem conseguiu derrubar esse muro que envolvia seu coração... e por alguma razão estúpida... e que fique muito clara... eu sou totalmente contra... anda bancando o idiota Mor, capitão babaca...



- Ok... ok... eu entendi... – interrompeu a garota sorrindo timidamente.



- Eu amo aquele imbecíl... – disse Sírius finalmente - ... não me entenda mal, ele é como um irmão para mim mas... também não gosto que ele te trate como um io-io... que vai e volta quando ele bem entende...



- É admirável de sua parte pensar assim... – respondeu ela agradecida - ... mas não como disse Remus, não podemos controlar as decisões dos outros... só posso controlar as minhas... e eu realmente estou cansada Sírius.



- Posso te fazer uma pergunta... mas me prometa que vai responder com toda sinceridade? – disse ele. – Você realmente ama aquele imbecil retardado?



- Eu nunca senti por alguém o que eu sinto por ele... – disse Sarah por fim sentindo um nó na garganta. Mas então sorriu um tanto sem graça – Talvez eu tenha “idealizado” demais um príncipe encantado que não existe...



- Aham... e... como seria esse seu “príncipe”? – perguntou o garoto cruzando os braços diante o corpo e a encarando.



- Ahhh... sei lá Black... – disse ela rindo mas ao perceber o olhar sério do garoto, respirou fundo e começou a falar - ... bem... Ele seria um pouco mais alto do que eu, de forma que... quando ele me tirasse para dançar, eu pudesse repousar minha cabeça junto ao ombro dele. Nada muito magro como um palito, mas ele também não seria uma massa de músculos que só pensa em seus bíceps. – Pode ouviu o som parecido com um latido de Sírius e então continuou - ...Quando ele me abraçasse, teria que ser algo reconfortante, protetor sabe.... Olhos brilhantes, transbordantes de confiança. Cabelos curtos e finos que eu pudesse fazer deslizar pelos meus dedos, um sorriso contagiante... E, mais importante de tudo, alguém com quem eu pudesse rir, com quem eu pudesse falar sobre tudo, com quem eu não me importaria de passar horas presa em algum lugar, nem teria medo de me atirar num precipício tendo apenas uma vassoura para me segurar... Alguém extremamente carinhoso, mas não possessivo, que... não precisasse passar todo o tempo agarrado em mim para provar que me ama... Alguém que tivesse personalidade, que fosse amigo, leal... Enfim, se eu fosse descrever tudo passaríamos o dia todo aqui.



- Hummm e... se eu te dissesse... que... você acabou de descrever o galhudo... – disse Sírius cerrando os olhos - ... você reconsideraria esperar mais um tempo antes de chutar o trazeiro dourado dele?



Sarah então juntou as mãos sobre os joelhos e encarou Sírius dando um enorme suspiro.



- Sim, eu sei. Acho que sempre soube, embora não quisesse ver. – então colocara as mãos sobre o rosto e disse de modo abafado -  Alguém pode me dar um tiro? Ou um Avada Kedavra?



- Acho que você só não levou um Avada porque minha priminha não conseguiu oportunidade ainda... – disse ele tirando as mãos da face de Sarah - ... eu sei que é difícil... e também sei que deve ser realmente um pé no saco ficar esperando um idiota mini projeto de homem tomar uma decisão definitiva...  – então olhou novamente para a garota - ... dê mais uma chance aquele idiota... não jogue toda a felicidade de vocês pro espaço tão cedo...



- Eu fui dispensada esqueceu Black? – respondeu Sarah.



- Mas desde quando você faz o que te mandam? – perguntou ele e ela sorriu – além disso, eu juro para você... que depois que tudo isso passar... se aquele galhudo não cair aos seus pés... – então ele abriu um enorme sorriso – eu serei o primeiro da fila para sair com você...



- Está tentando me consolar Black? – perguntou Sarah sorrindo.



- Não... estou falando sério... se aquele paspalho é idiota o bastante para deixar uma garota como você escapulir entre os dedos... – disse ele com um sorriso - ... eu não sou... agora anda... dá cá um abraço...



- Você não tem jeito mesmo... – disse ela curvando-se e lhe abraçando.



De certa forma Sarah sentia-se confortável com Sírius, apesar obviamente dele lhe dizer gracinhas mas ele sempre a fazia rir. E duvidava que ele estivesse falando sério quanto a ser “o primeiro da fila”, mas agradecia do fundo do seu coração pelas palavras gentis. Apesar de agora estar mais confusa do que antes. Sentira então um beijo estalado em sua bochecha praticamente na hora em que uma voz ribombou pela sala circular.



- O QUE POR MERLIN ESTÁ ACONTECENDO AQUI!



Sarah afastou-se de Sírius tão rápido quanto o garoto o fizera, por alguns minutos o ar sumira dos seus pulmões e não sabia se conseguiria respirar outra vez, e foi então que os dois viram um James Potter com as mãos cerradas ao lado do corpo respirando ruidosamente.


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