Capítulo 03




Capítulo 03 –Malagarras.


Por incrível que pareça, acordei cedo na sexta-feira. Muito mais cedo do que o necessário, me dando tempo suficiente de passar na sala de reuniões dos monitores.


Sentei na ponta da mesa, meu lugar usual, e peguei uma folha de papel grande o suficiente para escrever um aviso que fosse impossível dos outros ignorarem.


“REUNIÃO DE MONITORES
SEXTA-FEIRA, ÀS 20:00.”


Colei na porta da sala, que fica no corredor que dá acesso ao Salão Principal. Dessa vez não teriam desculpas para nenhum monitor deixar de comparecer à reunião. Isso é algo que realmente me irrita, os alunos são designados para a monitoria justamente por serem responsáveis, e não são capazes nem ao menos de aparecer em uma reunião? O que me surpreende é o Potter nunca ter perdido uma.


- Eu gosto do modo com que você conduz as reuniões. – a voz do dito cujo soou logo atrás de mim. Tirei as mãos do cartaz, e fechei os olhos, pedindo por paciência. Virei devagar para encará-lo. Ele estava do mesmo jeito de sempre, o uniforme mal arrumado, a gravata jogada num dos ombros e os cabelos desajeitados. Sem falar do sorriso incansável, e irritante.


- Não sabia que você acordava tão cedo Potter. – falei cruzando os braços, de frente para ele.


- Não dormi ainda. – deu de ombros. Levantei uma sobrancelha. Ele parecia bem descansado, se fosse eu que ficasse uma noite sem dormir, estaria andando por ai num estado pior que o de um zumbi. – Mas então, ontem, quando você não havia notado que estávamos na sala, - ele recomeçou, e eu senti minhas bochechas começarem a esquentar. – eu disse que precisava falar com você, mas acredito que não tenha ouvido, não é? – perguntou com um sorriso cínico. Grande imbecil.


- Posso ter ouvido algo do tipo. – falei tentando fazer pouco caso, colocando uma mecha do cabelo para trás. Ele riu pelo nariz.


- Não precisa fingir que não ouviu. Eu sei que você estava prestando atenção. – Potter falou num tom pretensioso, dando um passo para frente. Automaticamente, dei um passo para trás. – E também não precisa fugir de mim. – riu novamente. – Não é como se eu fosse te agarrar do nada. – bufei.


- Não se atrase para a reunião. – falei com a voz firme, saindo dali para tomar meu café.


- Nunca me atraso, chefe. –eu ainda o escutei falar, já do outro lado do corredor. Grande imbecil.


Atirei-me no banco, ao lado de Emme, que já tomava café acompanhada de Lene e Remus. Eles me olhavam como quem perguntava o porquê da expressão emburrada, mas eu apenas passava geléia calmamente num pedaço de pão.


- Parece que alguém acordou de mau humor hoje. – Lene cantarolou, e eu somente levantei os olhos para ela, que sorria largamente, com uma torrada a meio caminho da boca.


- Bom dia, pessoal. – Sirius chegou, e sentou tão perto de Lene que estava quase em seu colo, do outro lado da mesa ao que eu me encontrava. Acredito que ele tenha pena de depositar todo o seu peso sobre a madeira sensível que foi usada para a fabricação dos bancos de Hogwarts, já que ele sempre senta em cima de uma de nós, bruxas pra lá de resistentes. Geralmente Marlene é seu assento predileto. – Porque essa cara? – perguntou assim que olhou para mim.


Suspirei, e indiquei Potter, que acabava de entrar no Salão Principal, acompanhado de Gwen Morrinson. Na verdade, era ela quem estava pendurada em seu braço, como se não conseguisse caminhar sozinha. Ele sorria para ela, e pareciam estar se divertindo. Mas eles não haviam terminado o namoro uns três dias atrás? Bem, isso não era problema meu.


- Ele está com ela de novo? – Remus exclamou, parecendo bastante surpreso. Provavelmente havia pensado o mesmo que eu.


- Gwen é uma chata de marca maior. – Sirius reclamou, e foi minha vez de parecer surpresa, assim como as outras duas. – Qual é? Não posso desgostar de uma garota nessa escola?


Isso era bastante estranho, já que Sirius gostava de qualquer coisa que usava saia e se movimentava. Gwen devia ser muito pior do que parecia.


- Uau, para você dizer isso, ela deve ser terrível! – Emme falou com um sorriso. Minhas amigas acompanham meu pensamento.


- Lene, a sua amiga está me ofendendo! – ele fez uma cara de criança injustiçada para minha amiga.


- Não tenho nada a ver com isso. – Lene deu de ombros, fazendo com que o bico de Sirius aumentasse, e nós ríssemos. – E vamos logo para a aula. – falou pulando do banco, Sirius, que estava apoiado nela quase caiu, e nós rimos mais ainda. – Vamos logo! – ela praticamente ordenou, e levantamos rapidamente. Lene sabe ser bastante autoritária.


O único motivo para ela querer ir logo é que agora teríamos aula de Trato das Criaturas Mágicas, a matéria preferida de Lene. E eu não sei a razão para ela gostar tanto. Eu e Emme só fazemos porque ela insistiu, então Remus começou a fazer por causa de Emme, e Sirius e Potter acabaram indo parar na turma também.


- Muito bem turma, hoje iremos estudar as Malagarras¹. – o professor Kettleburn anunciou alegremente, e tirando um enorme pano que cobria um tanque de vidro. Esticamos os pescoços, para então ver criaturas estranhas e acinzentadas, que caminhavam vagarosamente sobre pedras.


- Lagostas? – uma garota da Corvinal perguntou, com expressão de desagrado. Não a culpo, eu estava com a mesma expressão no rosto.


- Não, senhorita Braskitt. Não são lagostas. – Kettleburn parecia realmente ofendido por alguém ter se referido aos seus amados… bichinhos de tal forma. – Malagarras apenas se parecem com lagostas, mas não tente em hipótese alguma comer de sua carne, já que esta é venenosa.


- Essa aula é um saco. – Sirius resmungou ao meu lado, e eu concordei com um aceno de cabeça. Marlene lançou olhares bravos para nós, que simplesmente ignoramos.


- …e o interessante sobre as Malagarras, é que quem é mordido por uma delas, é “amaldiçoado”, tendo uma semana de azar extremo, e… - ele continuava a falar e falar.


- Eu devo ter sido mordida por uma dessas, essa semana. – cochichei para Emmeline, ao meu outro lado.


- Exagerada. – ela riu.


- E agora venham todos aqui. – nos aproximamos mais ainda, para então ele tirar o pano de outro tanque, onde havia diversas espécies de crustáceos, caminhando uns sobre os outros. – Vamos ver quem descobre qual desses crustáceos é o alimento preferido da Malagarra! – ele ainda falava como se fosse a coisa mais empolgante de se fazer.




- Eu juro que só não largo essa aula por faltar apenas um mês para nos formarmos! – Emme exclamou exaltada, enquanto andávamos dos jardins para dentro do castelo.

Realmente, passar uma manhã inteira tentando descobrir o almoço preferido de uma lagosta cinzenta não foi e nunca será minha atividade preferida.


- Vocês reclamam demais. Eu achei essa aula muito legal. – Marlene falava com o queixo erguido, como se estivesse ofendida por falarmos mal de sua aula preferida.


- Legal? Legal é uma aula de Poções, onde fazemos coisas úteis! – foi a minha vez de falar. Ela podia falar mal da nossa aula preferida, mas nós não podíamos falar da dela?


- Pff, vocês só gostam daquela aula fedorenta porque o professor Slughorn puxa o saco de vocês. – ela rebateu.


- Aula fedorenta? Estamos falando de Poções ou Trato das Criaturas Mágicas? – Emme perguntou se fazendo de desentendida, e eu me segurei para não rir.


Fomos até o Salão Principal com essa conversa sobre “qual aula é a mais legal”, “qual aula é a mais fedorenta”, e assim por diante.


Chegamos lá meia hora antes do almoço, ou seja, não havia quase ninguém, e a comida nem havia sido servida ainda.


- Olá meninas. – Alice cumprimentou, para então sentar ao nosso lado. – Tentei alcançar vocês depois da aula, mas Frank me impediu. – ela sorriu largamente.


- Onde ele foi? – Lene perguntou diretamente, já que eles sempre estavam grudados.


- Jogar Quadribol com os outros garotos. – ela falou e nós quatro reviramos os olhos ao mesmo tempo. – Vocês sabem que eles não podem ter meia hora livre que já vão para o campo.


- Garotos. – Lene falou num suspiro, balançando a cabeça como se eles não tivessem jeito.


- Então, já conseguiu pensar em algo para o trabalho? – Alice perguntou, tentando esconder a ansiedade.


- Na verdade não. – admiti. – Vou falar com Potter hoje à noite, e já que ele sempre tem idéias criativas para brincadeiras, espero que também tenha para o trabalho.


- Tenho certeza que vocês farão um grande trabalho. – ela falou, colocando o cabelo para trás.


- Queria ter essa sua certeza. – falei num suspiro.


- Oras, se eu estou no meio disso, com certeza que vai ser grande. – Potter falou, aparecendo do nada. Ele se sentou ao lado de Alice, que agora estava entre nós, e se serviu da comida, que acabara de aparecer, com a sua delicadeza habitual.


- Já teve alguma grande idéia? – perguntei sem olhá-lo, servindo arroz em meu prato.


- Mas é claro. – ele falou com a boca cheia, me encarando divertido, certamente sabendo que isso me irritava profundamente.


- E posso saber o que é? – tentei usar meu tom mais tranqüilo, ou pelo menos estava fazendo o possível. As garotas comiam devagar, observando atentas, e tenho certeza de que estavam loucas para rir. Remus e Sirius, junto de Frank, chegaram logo em seguida.


- Não vou falar agora. – Potter falou piscando um olho, e rindo, como sempre. – Não quero estragar a surpresa para nossos amigos.


Pude perceber que Alice estava se segurando para não pular do banco, de tanta curiosidade.


- Que seja. – resmunguei, e voltei a comer.


- Mas então, Lene. – Sirius começou a falar. – Aonde quer ir amanhã?


- Sabe… eu andei pensando, e não sei se acho uma boa idéia. – ela falou enrolando uma mecha do cabelo nervosamente. Eu e Emme nos entreolhamos. Ela havia desistido por causa do que dissemos? De repente eu sentia um embrulho no estômago, que me fez perder imediatamente a fome.


- Como assim? – ele perguntou espantado. O resto de nós comia (ou fingia comer) tentando fazer de conta que não ouvia.


- Não acho que seja uma boa idéia, quer dizer, nós somos amigos, e todos sabem o que você quer quando sai com uma garota. – ela falou tudo de uma vez, rapidamente, e eu mais do que nunca queria um buraco para me esconder. Desviei o olhar para Emme, e ela parecia estar da mesma forma que eu, só que, ao contrário de mim, ela não ficava vermelha, e sim pálida.


Agora você pensa, porque as duas retardadas estão se sentindo mal por uma amiga dar um fora no garoto? Bem, sabe quando você tem certeza que falou uma besteira, e que isso vai prejudicar alguém? É mais ou menos a mesma coisa. Sirius podia mesmo estar querendo sair com ela como amigos, e agora ele provavelmente iria ficar… bem, com o ego machucado. Isso, meus queridos, se chama consciência pesada.


- Ah, Lene, fala sério! – ele falou largando os talheres na mesa. – Eu não te chamaria para isso. Quer dizer, a não ser que você quisesse. – disse com um sorriso pervertido, e eu quase ri, ao contrário de Remus, que havia se engasgado com o suco, e Potter, que teve um ataque de riso descarado.


- Então está decidido, vocês dois vão sair amanhã, e você Sirius, não vai forçar a Lene a fazer nada que ela não queira. – Frank falou, interrompendo o discurso de “acha mesmo que eu iria querer qualquer coisa com você? Como se eu fosse dessas garotas fáceis e burras que beijam o chão que você pisa!” que Marlene faria.


- Está decidido. – Sirius falou confiante, mas esperando a resposta de minha amiga.


- Ok. – ela falou, para então voltar a comer.


Bem, eu ainda teria que arranjar uma maneira de me sentir melhor com isso. Talvez tentando convencer Marlene de que Sirius não é tão ruim assim, embora ele seja.


Logo após o almoço, tivemos aula de Transfiguração, com a minha mais recentemente odiada professora, que fez questão de me ignorar completamente durante a aula, e ainda por cima, me fez sentar de novo com Potter, para que possamos “melhorar o relacionamento, agora que têm um importante trabalho a fazer”. Será que existe a possibilidade de eu mesma me lançar um Avada Kedavra? Porque se existe, vou fazer o mais rápido possível.


Depois da aula de Transfiguração, foi a vez de Defesa Contra as Artes das Trevas, com o professor Quinck. Sim, ele é tão idiota quanto o próprio nome, e devo dizer que até mesmo os alunos sabem mais do que ele, sendo que muitas vezes somos nós mesmos quem acabamos dando a aula. Mas no geral, essa é uma matéria interessante e bem ativa em sala, já que passamos quase três horas por aula fazendo feitiços de defesa e ataque leve, o que torna esse período bastante aturável.


Já eram sete horas da noite quando saímos da sala. Essa era a nossa maior turma, já que todos os alunos do sétimo ano da Grifinória e da Corvinal estavam nela. Procurei Potter rapidamente com os olhos, o avistei, e ia começar a falar quando ele me interrompeu.


- Já sei Evans, sem atrasos. – ele falou divertido, indo para o lado oposto do Salão Principal, com Gwen pendurada em seu braço. Foi a primeira vez em uns três anos que ela dirigiu o olhar para mim, mesmo que tenha sido fuzilador.


Eu e Remus comemos rapidamente, já que teríamos que ir para a reunião, e ainda teríamos uma sala para organizar. Não pense que isso é fácil só por sermos bruxos. Na verdade a organização é sim, o problema é a locomoção de um lugar para o outro dentro do castelo.


- Só espero que todos venham dessa vez, já que é a penúltima reunião do ano. – comentei com Remus ao abrirmos a porta.


- Não se estresse com isso, Lily. – ele falou no seu tom normalmente calmo. – Apenas pense que temos somente essa e a próxima reunião, para então esquecer totalmente essa coisa de falta de responsabilidade da parte dos outros. – e então sorriu largamente. Remus não tinha o sorriso debochado e egocêntrico de Sirius e Potter, mas sim um sorriso doce e tranqüilo. Ele sofre bastante por ser um lobisomem, mas ao contrário de muita gente, ele não se revolta, e ainda faz de tudo para ser uma boa pessoa.


Eu simplesmente concordei com a cabeça, sentando em minha cadeira, e começando as anotações da pauta. Menos de cinco minutos depois, Potter chegou, sentando-se ao meu lado. Sua roupa estava mais bagunçada que o normal, ele fazia questão de não disfarçar que estivera com Gwen até um minuto atrás.


- Não falei que chegaria na hora? – perguntou com seu tom usual, tirando a gravata no ombro e a largando na mesa. Eu revirei os olhos, e continuei com minhas anotações. Tive a impressão de que Remus sorrira de leve, mas não posso afirmar.


Às 20 horas, em ponto, todos os monitores estavam sentados ao redor da mesa. Com exceção dos dois monitores do sétimo ano da Sonserina, que chegaram quase vinte minutos depois de que a reunião começara.


Como sempre, havia sido aquele tumulto.


- Eu não acho certo darmos detenções aos alunos quando os encontramos fora de seu Salão Comunal depois das dez da noite. – Amy Wives, sexto ano da Lufa-lufa, sentenciou em certo momento.


- Não é uma questão de acharmos certo ou não, Amy, e sim de nós seguirmos o regulamento. – eu falei com a voz monótona. Toda santa reunião tinha alguém que falava a mesma coisa que ela.


- Mas então porque os Marotos podem transitar pelo castelo a hora que bem entenderem, e nada é feito a respeito? – Severus Snape, sétimo ano da Sonserina, falou com acidez. Mas conseguiu o que queria, quase todos os monitores começaram a discutir ao mesmo tempo. Remus e Potter se entreolharam com as sobrancelhas erguidas, como se não aprontassem nada.


Eu sabia que me arrependeria do que fiz a seguir. Levantei da cadeira, e bati com as mãos na mesa com força.


- Silêncio! – pedi, e todos pararam de falar para olhar para mim. – Os Marotos levam detenções sim por transitarem pelos corredores. Eu mesma vivo dando detenções para eles, inclusive para o monitor-chefe. – falei olhando para o dito cujo, que sorrira largamente, como se eu o estivesse elogiando ou algo do tipo. – Agora, vale perguntar se vocês fazem o mesmo.


A sala ficou em silêncio por alguns segundos, até que uma garota do sexto ano da Corvinal levantou a mão.


- Sim, Jones.


- Bem, eu devo admitir que não é sempre que vejo um deles por ai que dou detenção. – ela falou, arrumando pomposamente os cabelos loiros. – Afinal, eu não daria uma detenção para Sirius Black, não é? – ela falava sorrindo demais. Levantei uma sobrancelha, ainda em pé. – Quer dizer, ele é o garoto mais bonito na escola, e eu assim como as outras monitoras, não quero que nenhum deles fique chateado conosco.


Oferecida. Era a única coisa que passava na minha cabeça. A sala havia ficado dividida. As garotas cochichando o quanto os Marotos são maravilhosos, e tudo o mais, e os garotos reclamando deles. Acredito que eles haviam esquecido que tinham dois Marotos presentes na reunião. Olhei rapidamente para eles, verificando que estavam sentados folgadamente em suas cadeiras, alheios ao burburinho.


- Silêncio! – pedi novamente, dessa vez bem menos paciente, mas ainda sim todos obedeceram. – Acredito que este assunto esteja encerrado, não? Pois bem, vamos ao próximo… - e assim transcorreu o resto da reunião. Ainda havia indivíduos que queriam retomar ao assunto Marotos, mas eu intervinha toda vez.


Eram quase dez da noite quando a reunião finalmente terminara. Escolhi dois quintanistas da Corvinal para fazerem a ronda esta noite, e eles foram sem reclamar.


- Eu tenho que ir, fiquei de encontrar com a Emme ainda. – Remus falou baixo, para que apenas eu e Potter escutássemos. Havia poucos monitores na sala, e já estavam de saída.


- Vai entregar livros na biblioteca? – Potter perguntou com um sorriso sacana, e eu não pude deixar de rir, então, fingi um ataque de tosse quando ele dirigiu o olhar para mim.


Remus apenas balançou a cabeça, rindo, e saiu, junto com os dois últimos monitores.


- Enfim sós. – Potter falou apoiando as costas na mesa, e olhando para mim, com os braços cruzados no peito, e ainda com o sorriso sacana.


- Sim, vamos resolver isso logo. – achei melhor ignorar o tom que ele usara, e abrir meu caderno. – Falei com a Alice, e ela me passou o que havia pensado. –disse esticando o caderno para que ele lesse.


- O que ela sugeriu? – perguntou fingindo que não viu meu braço esticado, segurando o caderno. Bufei e recolhi o braço. Ele sorriu mais ainda.


- Ela pensou em fazer algo que fale um pouco de cada aluno da Grifinória, sendo que seriam os próprios colegas que diriam algo uns sobre os outros. Mas ainda precisa de um modo de ser apresentado. – contei o que ela me dissera na noite passada, enquanto guardava o caderno na mochila.


- É fácil. – ele falou depois de pensar por alguns instantes. Foi a minha vez de cruzar os braços e esperar que ele dissesse algo. – Um livro.


- Como assim um livro? – perguntei confusa.


- Como aquelas escolas americanas trouxas fazem, aqueles livros com fotos de todo mundo, só que poderíamos acrescentar algo na página de cada um. – ele falou como se fosse simples. O que na verdade era. – E para apresentar na hora da cerimônia pode ser apenas um texto, ou algo assim, até porque ficaria bem chato para as outras Casas ficarem nos ouvindo falar uns dos outros.


- James Potter acaba de ter uma boa idéia, e que pode ser usada para o bem? – falei incrédula, sem conseguir fechar a boca direito. Ele riu, e bagunçou mais ainda os cabelos.


- Lily Evans fazendo uma piada enquanto se encontra sozinha comigo em uma sala? – ele brincou, e eu não consegui evitar um sorriso. – Ei, espera ai, eu fiz Lily Evans rir? – falou como se estivesse muito impressionado. Revirei os olhos. – Para completar, ela deveria aceitar um convite meu. – disse, agora mais pensativo.


- Não vamos abusar. E achei que tivesse parado com isso. – falei mais séria, jogando a mochila nas costas. Eu devo mesmo ter sido mordida por uma daquelas Malagarras.


- E parei, só estava fazendo um teste. – ele sorriu, e pela primeira vez, eu notei que não era um sorriso debochado, nem nada, era apenas um sorriso… simples. Sacudi a cabeça, apagando esses pensamentos da mente.


- Está na hora de voltarmos para o Salão Comunal. – avisei, olhando o relógio de pulso. – Ou podemos acabar em detenção. – falei rindo.


- Que nada, Marotos não levam detenções, esqueceu? – Potter riu, e novamente eu ria com ele. Eu deveria estar num dia completamente oposto a TPM, para não ver problemas em andar com James Potter até o Salão Comunal da Grifinória, e ainda, de vez em quando, trocarmos algumas palavras que não fossem ofensivas.




Respostas:

Eugênio: aah, muuuito obrigada pela capa, ela é linda *o* e pelo parabéns também,haha. E te entendo, eu sofro muito com a falta de tempo, mesmo não tendo nada pra fazer (?)


Flávia Lovegood: auhauhauahua, sabe que eu também fiquei com uma vontade de comer purê de batatas depois de ler esse comentário? Haha.


Fê Black Potter: concordo totalmente, mas homens são homens u.u haha. Espero que goste deste capítulo também, mesmo com a demora ^^


Nah Black: uahauhauhauha, James foi estúpido mesmo, mas tudo tem um motivo :p e Sirius e Lene são o casal mais perfeito pra mim, as vezes até mais que James e Lily, então não posso não falar sobre eles também! Haha. Sim, bio é a minha maior paixão, depois do meu cachorro *-* hehe. Uaau, achei que fosse engenharia de engenharia mesmo, haha. Eu sou a favor de salvar o mundo o/ iih, meus pais não tem nem idéia de que eu bebo, e não sei nem como, se já cheguei até depois da aula trocando as pernas, e mais de uma vez, auahuahuahuah. Eu demorei, mas postei o capítulo :D espero que goste desse também!


Vanessa: auhauha. Conheço bem essa preguiça, faço muito disso :p a Minerva é do mal, cara, ela conseguiria proibir a Alice de cruzar o caminho da Lily, se ela quisesse, uahauha. Fico tão feliz que tenha gostado *-* até porque eu to virando muito fã tua por causa de do you believe in Magic? Eu demorei, mas espero que o capítulo esteja bom o suficiente pra compensar isso :D





n/a: eu não morri :D só me enrolei mais do que eu esperava para terminar este capítulo. Na verdade, eu não sei dizer o que aconteceu para demorar, só aconteceu. Mas eu quero pedir um milhão de desculpas a quem acompanha a fic, e quero dizer que vou parar de dizer “vou postar sempre tal dia”, acho que isso é uma das coisas que me faz não terminar, é saber que eu tenho que terminar até tal dia. Estranho, não? Mas bem, na escola eu sempre fui assim também :P


Acredito que a partir de agora a fic vai andar em um ritmo melhor, mesmo que eu ache que sempre escrevo as coisas acontecendo muito rapidamente, mas enfim. Como deu pra perceber, vai girar em torno de Lily e James, e com leves pitadas dos outros em volta, até porque quem narra é a Lily, e não tem como ela estar na cabeça dos outros também. E eu não sei porque eu falei isso, já que é tão óbvio. Deve ser porque já passou das duas e meia da manhã, e eu prometi pra Ju que não dormiria até terminar, e eu consegui o/


Assunto completamente fora da fic: eu estou tão emocionada, descobri que sou boa em jardinagem, e as sementes que eu plantei, deveriam levar uma semana pra nascer, e nasceram em dois dias! Os meus pés de girassol levaram uma semana pra brotar, e já estavam grandinhos quando fui viajar, mas meu pai e minha irmã esqueceram deles, e deixaram que eles morressem --‘ só consegui salvar um coitado, que está nas últimas :/ e também descobri que eu sou boa em fazer doces com gelatina *-* tá, eu sei que isso é a coisa mais fácil de fazer, mas deixa eu ser feliz :P haha.


Bem, acho que chega de ficar falando coisas que ninguém quer saber, mas é o sono que faz isso comigo. Mais uma vez, desculpa pela demora em postar. Comentem muuuuuito. Até o próximo.


Beijos.


N/B: Oie! A Lizzie tarda, mas não falha. Como sempre, adorei o capítulo. O James provocativo é tudo de bom. E a peninha do Sirius quando Lene quase desmarcou com ele? Fora as risadas com a proteção da monitoria quanto aos marotos.


Tenho de confessar algo: estou com inveja da Lily. Sabe ela ficou sozinha numa sala com James Potter e praticamente foi chamada pra sair com ele. Bom, pelo menos para quem tem uma visão otimista e romântica. Fora que ela está na fase oposta ao TPM, e eu estou exatamente nesta fase nefasta de meu ciclo menstrual. Tipo, como escrever coisas felizes nesta fase?


Lizzie, o melhor mesmo é não prometer nada. Eu mesma prometi que nunca mais iria prometer nada, pois sempre quebro minhas promessas, especialmente as com datas, ou restrições de chocolate. Aliás, eu quebro até mesmo esta minha última promessa.


Não faço idéia de como se planta ou mesmo como se cozinha. Mas amo girassóis e conversa de gente embriagada de sono, rs.


Vamos lá gente, muitos comentários, ela merece!


Beijinhos


Ju


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