Talvez não seja ruim



     -Hagrid! –E correram para abraçar o grande amigo. Todos adoravam o meio gigante, sempre que ele ia fazer uma visita a alguém era pura alegria o dia todo. Hagrid era padrinho de Tiago.


     Os novos amigos ficaram espantados com Hagrid e seu tamanho de meio gigante.


     -Que saudade. Esses aqui são os nossos amigos, Hagrid, Julia Souza – ela é brasileira – e esse é o Scorpio Malfoy. –Rosa logo apresentou os amigos.


     -Olá. –Foi só o que os dois conseguiram dizer.


     -Olá para vocês também. Agora me sigam. Alunos novos por aqui. Por aqui.


     E todos foram seguindo Hagrid até o lago, segundo Tiago eles iriam de barquinho, mas a lula gigante iria escolher um aluno para servir de brinquedo para ela durante o ano, e era dessa parte da viagem até o castelo que Alvo estava com medo.


     Os alunos se dividiram em grupos de cinco e entraram nos barquinhos. “Parece que os outros não estão com medo... Vamos ver no que isso vai dar.”


     Todos os barquinhos chegaram a outra margem sem nenhum estudante faltando, mais uma mentirinha de seu irmão em que Alvo foi pego, mas ele não estava se importando com isso, no momento.


     Alvo e todos os outros colegas, inclusive sua prima, estavam maravilhados. Aquela paisagem era linda, como num sonho, só que era muito melhor pois era real, nisso seu irmão não havia mentido tinha descrito a paisagem até muito bem. Lá estava, um lindo castelo iluminado por dentro que parecia ter saído de contos de fada na frente de uma linda paisagem de montanha e para finalizar um lindo pôr-do-sol cor-de-rosa.


     Alvo e Julia ficaram admirando o por do sol por mais tempo do que os outros e quando deram-se conta disso já estavam sozinhos.


     -Julia precisamos ir, a seleção já deve ter começado. –Al saiu correndo puxando a amiga pela mão em direção a escola. Não sabia bem para onde estava indo, no entanto não desistiu de correr para aquela direção.


     Quando os dois já estavam bem próximos do castelo – e muito cansados – avistaram uma porta grande e de madeira, dali a alguns instantes eles entraram, ou por falta de opção ou por que dali estava vindo vozes, mas não importa.


     Atrás da porta havia um mini-salão com mais uma porta no final.


     -Olha Julia! É daquela porta que está vindo as vozes. Deve ser ali o Grande salão, vamos entrar.


     Os dois abriram devagar a porta e ficaram maravilhados. Era ali o Grande salão, ainda mais bonito do que o que seu pai havia lhe descrito. Dessa vez foi Alvo que foi puxado pela mão de Julia.


     Alguns alunos ainda estavam de pé, inclusive Rosa, porém Scorpio já estava sentado na mesa da Sonserina. Mal Alvo e Julia chegaram junto dos alunos um professor muito alto e magro chamou, com uma voz esganiçada:


     -Potter, Alvo Severo.


     Alvo se adiantou e sentou no banquinho ao lado do professor, que logo colocou o Chapéu Seletor em sua cabeça cobrindo seus olhos.


     “Muito mais fácil que seu pai. Já até sei para que casa você vai.” O Chapéu pensou dentro da cabeça de Al.


     “Vou para a Sonserina, não é?”


     “Vai.” E então disse em voz Alta para que todos ouvissem.


     -Sonserina! –Assim que o chapéu disse isso se ouviu muitos: “Oh!” e “Um Potter na Sonserina?” , mas também ouviu-se muitas vivas e palmas, principalmente por parte de seu amigo loiro sonserino.


      “Pode ser que não seja tão ruim, pelo menos já tenho um amigo!”  E foi se sentar ao lado de Scorpio.


     Depois de Al, um aluno foi para a Corvinal e outra foi para a Grifinoria depois foi a vez de Julia que foi rapidamente selecionada para a Sonserina, para a alegria dos dois amigos – e da própria Julia, que não queria ficar sozinha – que aplaudiram muito a menina. Rosa foi a ultima a ser selecionada e ela demorou muito, muito mesmo, para fazer isso, mas no final acabou indo para a Corvinal e com muita satisfação no rosto.


     Logo assim que Rosa se sentou a Diretora McGonagall levantou-se e começou a fala.


     -Bem vindo a todos! Hoje começa mais um ano letivo aqui em Hogwarts. Agora vamos começar com o banquete!


     Um delicioso banquete apareceu do nada na mesa da Sonserina e nas demais mesas também e todos começaram a comer e conversar.


     Mais ou menos 45 minutos depois Alvo, Scorpio e Julia já estavam cheios de comer e conversar, entre eles e com outros novos amigos, Stefan Parkinson, Tiffany Green e Andrew King.


     Pouco tempo depois a diretora disse para que todos os alunos acompanhassem os monitores de suas casas e se despediu. O Grande Salão ficou uma bagunça, mas Alvo conseguiu dar um sorriso para sua prima que já tinha conseguido fazer muitos amigos e um olhar (só um pouquinho) maléfico para seu irmão que fingiu não ter visto e seguiu com seus amigos sonserinos para as masmorras.


     Virando em um corredor deserto das masmorras via-se um enorme arco de pedra com uma porta sem maçaneta, mas com um buraco no meio.


     -Só o que vocês precisam fazer para entrar é apontar a varinha para o buraco e dizer a senha que é: Serpentes Esmeraldas. Assim vejam. –E ele apontou a varinha e disse a senha e a porta se abriu.


     Lá dentro era uma sala grande com algumas mesas e cadeiras em um canto e uma lareira enorme no outro com vários pufes em volta dela. As paredes tinham um papel de parede felpudo e verde cintilante e o chão de uma madeira corrida escura que davam ao ambiente um ar sombrio. Haviam dois corredores que levavam aos dormitórios de cada ano, um corredor era o das meninas e o outro o dos meninos.


     -O corredor da direita é o dos meninos e o da esquerda é o das meninas. A primeira porta a direita de cada corredor é o dormitório do primeiro ano.


     Alvo, Scorpio, Stefan e Andrew se despediram das meninas e foram dormir. Entraram na primeira porta a direita do corredor dos meninos. O quarto era simples com cinco camas e cinco cômodas pequenas ao lado de cada cama e um banheiro bom. Em cada cama havia uma colcha com o nome de cada um dos meninos. Na quinta cama não havia o nome de ninguém. Na hora eles não repararam e foram tomar banho e dormir, pois estavam muito cansados.


     “É, a Sonserina não é ruim, eu gosto daqui. Tenho que escrever para meus pais, mas posso fazer isso amanhã, estou morrendo de sono.” E Alvo foi dormir muito ansioso com o primeiro dia de aula, amanhã.

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