Baile de Inverno




baile de inverno



Baile de Inverno



-Draquinho! Draquinho! Gostou do meu vestido? Eu comprei o vermelho mais forte que tinha, afinal vir com você ao baile merece o melhor, não é?

-Er... Acho que sim! – Draco estava sentado em uma das mesas bebendo ponche e a única coisa que ele ouviu de Pansy Parkinson era: BláBláBláBlá...

Draco usava um traje principesco azul escuro com as detalhes dourados no colarinho e na manga o que lhe dava um ar de príncipe, estava com uma mascara também dourada que combinava com seu cabelo loiro e curto.

Draco brincava com o copo quando de seus devaneios ouviu uma voz esganiçada:

-Draco! Draco! Vamos dançar, vamos?

-Ah... Não to afim! – Draco falou cruzando os braços e deitando sua cabeça sobre a mesa em cima dos braços.

-Então vou procurar alguém que queira dançar, afinal não me produzi toda pra ficar aqui com você nesse mau humor.

-Nem pense nisso – ele disso com a voz abafada dentro dos braços – Você veio comigo, vai ficar aqui!

-Não, não vou! – Pansy falou se levantando e depois levantou a cabeça de Draco – Vou embora.

Pansy saiu com raiva, Draco se levantou para ir atrás dela quando pela porta entrou uma garota

“Cara! O que é aquilo? Um anjo é?” – Draco pensou paralisado – “Ela esta sozinha?”

Luna entrou e sozinha seguiu para uma mesa, sempre sozinha, Draco por sua vez a seguiu com os olhos e até mesmo esqueceu-se de Pansy, ficou ali, parado olhando para a garota com curiosidade admirando aquela beleza diferente cuja ele nunca havia visto, ele não a conhecia, mas sabia que tinha que ir até ela afinal ele era o ‘Bonitão de Hogwarts’ o ‘Pegador de garotas’.

Draco foi caminhando até ela, quanto mais se aproximava mais seu coração batia forte: “O que é que esta acontecendo aqui?” – Se perguntava.

-Olá senhorita – Sua falsa cortesia fez com que a garota se levantasse.

-Olá – a menina respondeu com olhar sonhador.

-Gostaria de convidar a mais bela das garotas para dançar.

-Ah, onde é que ela está? – a garota não estava brincando, Draco deu uma risada compreensiva (raro) para a garota.

-Não, você é a garota, não sei se notou mais você é mais linda de todo o salão.

-Er... Obrigada! – a garota devia estar envergonhada, a mascara não permitia o privilegio de Draco olhar suas bochechas rosadas.

-E então? Dança comigo? – Draco disse estendendo sua mão.

-Sim eu quero – Luna falou lhe entregando a mão.

 Avril Lavigne - Keep holding on


Uma musica suave tocava, Luna prestava atenção na letra e no ritmo...

-Er... Seu nome é? – Draco perguntou, mas Luna nem prestou atenção, ela estava olhando para o chão – O que foi?

-Não é nada – Luna parecia diferente, seu coração batia forte, nunca tinha dançado com um garoto, principalmente um tão bonito.

Eles dançaram e depois de dançarem conversaram, Draco ria das coisas curiosas e diferentes que ela dizia e ela ria porque gostava da risada dele.

-Eu tenho que ir, já é tarde.

-Ainda são onze horas – Draco falou surpreso – Alem do mais, amanha não irá ter aula

-Eu sei, mas tenho que fazer uma trabalho de poção de recomposição, deixei o meu cair e quebrar.

-Tudo bem então – Draco disse entristecendo – Posso pelo menos ver seu rosto?

Os dois se levantaram da mesa, Draco se aproximou para levantar a mascara da garota, mas ela o impediu.

-Minha amiga disse que se tirar a mascara perde a graça.

-Mas se eu não ver quem é você, como eu vou te procurar depois?

-Me procurar? Por quê? Eu vou me perder?

-Não, é que eu quero te ver mais vezes.

-Acho melhor não – Naquele momento Luna sentiu como se centenas de borboletas voassem dentro de sua barriga – Tenho mesmo que ir!

Luna virou-se, ela caminhava para a porta quando uma mão a segurou e a virou, ela encarou Draco por uns minutos sem saber quem ele era, o mesmo acontecia com ele. A aproximação era iminente, devagar a respiração ficou mais difícil, era como se Draco havia perdido toda sua experiências com mulheres, Luna nunca havia beijado ninguém e não sabia o que viria depois. Foi Draco quem tomou a iniciativa e a beijou, com a mão no rosto de Luna ele a acariciou, com os olhos fechados ele sentia o rosto perfeito da pequena garota o que para ele era seu pequeno anjo. Luna ficou nas pontas dos pés e alcançou o pescoço de Draco, era seu primeiro beijo, mas com aquele garoto a guiando era como se ela já havia beijado, as borboletas agora dançavam descontroladas e ela sentia o perfume de seu belo demônio, por que era isso que ele parecia por ter a avassalado daquela maneira. Finalmente suas bocas se separaram, Draco e Luna abriram os olhos a única coisa que Draco viu foi dois olhos azuis brilhantes que aos poucos ia se distanciando, até que um cabelo loiro tomou conta de sua vista, a garota corria e ele gritou:

-Um nome! Apenas um nome! – Já era tarde ela havia sumido.

________//________



Luna correu para o salão comunal, correu muito seu coração batia rápido, não se sabia se era por causa da corrida ou por causa do nervosismo.

Luna respondeu a pergunta para entrar no salão e entrou, se sentou em uma escada que levava a uma sala de estudo que havia ali, a sala estava enfeitada com brilhos porque a Corvinal havia ganhado o quadribol no dia anterior e os enfeites tinham feitiços prolongadores.

Luna ficou pensativa, uma lagrima escorreu dos seus olhos

“Nunca mais vou vê-lo, talvez veja, mas nunca vou saber quem ele é... Quando finalmente algo acontece comigo tem que ser assim”.

________//________


Luna foi para o seu quarto, tirou seu belo vestido e a maquiagem, voltou a simples Luna, tentou dormir mais não conseguiu, se levantou vestiu um casaco e saiu do salão. Ela sabia que era errado, mas naquele momento não lhe importava, estava mais desligada do que no normal, estava pensando no seu beijo e no garoto mascarado.

________//________


Draco correu atrás da garota, mas não a encontrou. Cansado demais de procurar Draco foi para as masmorras chegando lá tirou sua mascara e a jogou encima de um dos sofás.

-Mais que Droga! – falou revoltado.

Draco foi até o dormitório trocou de roupa e deitou-se, se remexeu, mas não conseguiu dormir, se levantou e saiu do salão comunal.

-Danem-se todos! – disse caminhando não se sabe pra onde.

Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.