Cleverus Count



- Hoje não diz nada de jeito no jornal...-comentou Hermione, com o Daily Prophet entre os dedos e com uma torrada na mão.

-Também não esperas que haja notícias todos os dias, não é? Ou querias uma lei que proibísse a escravatura dos elfos?-perguntou Ron.

- Desculpem o atraso.- disse Harry sentando-se.- Estive a arranjar um bom lugar para o quadro do Sirius. Sabem que ele agora anda muito aborrecido, sempre fechado dentro da mala... Pelo menos ainda ninguém o viu e isso é que interessa.

- Vocês já repararam no que o professor Count está a beber?-perguntou Hermione.- É diferente de ontem.

- Parece que deve ter notado que os alunos ficavam com impressão de olhar.

- Também acho.- concordou Harry.- Posso ver o jornal?

- Podes. -disse Hermione distraida- Já viram o penteado da Pansy Parkinson? Ainda está mais feia do que era antes.

- Mas o Malfoy está a gostar. Já viram a forma como ele fala com ela?- disse Ron, entre gargalhadas.- Ainda vai dar casal...

- Já viram isto?-perguntou Harry, bastante admirado, com o jornal na mão.

- O quê?-perguntou Ron.

- Vejam bem isto.- e mostrou uma página do jornal, onde se encontrava, um pouco escondido, a fotografia de Lucius Malfoy.- Ouçam bem:



O funcionário do Ministerio da Magia, Lucius Malfoy, encontra-se desaparecido, desde o dia 1 de Agosto deste ano. Todos pensavam que Lucius Malfoy se encontrava em férias, mas não há sinal dele em lado nenhum. A sua mulher recusa-se a fazer qualquer comentário, sobre este desaparecimento súbito, aliás, porque Lucius Malfoy andava agora a trabalhar para Cornelius Fudge, que nomeou-o à pouco tempo seu secretário, após o problema da ex-secratária Dolores Umbridge.
O desaparecimento de Malfoy, veio pois afectar todo o Departamento de Controlo de Poções, que andava agora a criar novas misturas a fim de ajudar Cornelius Fudge a curar-se da bronquite de dragão. Aliás, o Ministro da Magia esclareceu ao Profeta que “ Ele [Lucius Malfoy] está sob minhas ordens! Malfoy foi directamente para a Floresta da Albânia, sob ordens minhas. Não se metam nisto, é ultra-secreto.”-diz Cornelius, que veio directamente à redacção do profeta esclarecer isso.
Ninguém tem a certeza da declaração do ministro, pois afinal também não há sinal nenhum de Lucius Malfoy na Albânia, mas esperaremos para saber mais informações.


Quando Harry terminou, mal podiam acreditar.

-Lucius Malfoy desaparecido?!-exclamou Harry.-O que lhe terá acontecido?

-Não faço mínima ideia... Acham mesmo que está sob as ordens do Fudge?

-Aposto que é só treta!-respondeu-lhe Ron.- Lucius Malfoy deve ter ido para algum lado qualquer e o Fudge resolveu mentir. Não é?

-Pois, ele até foi a redação esclarecer isso...-disse Hermione.-Mas o Malfoy estava a criar poções para o Fudge. Terá alguma coisa a haver com lutar contra o Dumbledore?

- Não faço ideia. O Fudge até já acredita que o Voldemort voltou, pois ele próprio o viu...

- O que é verdade é que eu vi a mulher do Malfoy quando ia a caminho de Grimmauld Place.

- Viste? Aposto que andava a espiar!

- Talvez. Mas ela não disse nada do que andava a fazer e talvez ...

- Já viram as horas? Faltam cinco minutos para a aula começar e nós ainda estamos aqui!- interrompeu Hermione.

Sairam do salão nobre sempre a conversar e quando chegaram à sala de aula o professor tinha acabado de abrir a porta. Como se não tivessem se atrasado correram para e entraram na sala atrás de Hannah Abbout. Harry pousou a saca na mesa e retirou os livros. Ron sentou-se ao seu lado.

-Bom dia, turma.-saudou o professor num tom monótono e autoritário.-Chamo-me William Count e sou o vosso professor de Defesa Contra as Magia Negra. Esta turma foi muito bem retratada pelo vosso antigo professor, do terceiro ano, onde falava sobre cada elemento. Contudo, não podemos esquecer que os tempos mudam, e já estam no sexto ano, preparando-se para, num dia distante sigam uma carreira profissional.

O professor sentou na secretária e de pernas cruzadas, prosseguiu sempre com o mesmo tom de voz.

- Vou fazer a chamada e gostava que se apresentassem. Digam onde moram, a idade e também algumas coisas que gostem de fazer.

A chamada foi bastante rápida. O professor parecia mais simpático do que imaginavam, mas também era um pouco apressado, o que não demorou muito para ser ele próprio a apresentar-se.

-Bom, já sabem o meu nome, tenho trinta e cinco anos e nasci na Transilvânia. Os meus pais emigraram para aqui e licenciei-me para auror no Ministério da Magia. Mas fui expulso de lá e o director desta escola conseguiu com que eu entrasse para aqui ensinando esta disciplina.Gostava só de pedir que nesta aula não tragam certos produtos pois sou alérgico a eles. São a cabeça de alho, um crucifixo ou água benta. Hoje vamos só fazer uma pequena aula de revisões. Vou ler um pequeno relato de um feiticeiro muito famoso chamado Philip Magno e que foi um dos mais poderosos combatente das trevas que já houve. Ouçam bem: Philip Magno ia a caminho de Salónia, e numa região muito montanhosa foi atacado por um par de grifos bastante ferozes que por pouco o iam comendo. Com um simples feitiço de paralizamento, Philip tirou os grifos do caminho, mas imaginava que haveria algo escondido pelas montanhas, pois naquela região não era comum haver grifos. Passado pouco tempo descobriu um esconderijo de uma série de feiticeiros negros, que tinham roubado o famoso selecionador Cálice de Fogo e tencionavam vende-lo a peso de ouro. Mas Philip salvou a situação, utilizando uma série de feitiços de atordoamento e de paralizamento. De seguida, agarrou no objecto e saiu dali para fora... Simples, mas eficaz. Vou só fazer algumas perguntas. O que são grifos?

- Animais voadores, com cabeça de águia e corpo de leão.-respondeu Hannah Abbout.

- Certo. Qual é o feitiço de atordoamento e paralizamento?

- Atordoar e Petrificus Totalus.- disse Neville, rapidamente.- Aprendi com o E.D.- acrescentou baixinho, só sendo possível o Harry ouvir.

- Muito bem, Lonmgbottom. E alguém sabe qual é uma das funções dos grifos?

- Guardar locais...- disse Hermione.

- Correcto. Penso que já chega por aqui. Acho que... sim, vou agora falar um pouco sobre o que vamos aprender este ano. Todos já devem saber que o sexto ano é um dos anos mais importantes da aprendizagem de Defesa contra as Artes Negras. Vamos relembrar as Maldições Imperdoáveis, visto que vocês já as aprenderam no quarto ano, vamos falar sobre várias formas de se defender e atacar e ainda vou-vos ensinar a capturar seres vivos perigosos. Claro que alguns já deixaram de ter Cuidados com as Criaturas Mágicas e é importante falar sobre alguns temas que fazem parte da área. Por outro lado quero que tenham bastante atenção e empenho nas tarefas que irão ser dadas ao longo do ano. É importante que fiquem a saber que darei pontos nas vossas vitórias e retirarei nas derrotas.

O professor Count tinha ar de ser bastante inteligente, mas também muito severo e pouco amigável. Parecia que não dava muita confiança aos alunos, mas no entanto gostava de ensinar tudo o que sabia.

Passaram o resto da aula a falar um pouco sobre a primeira matéria do ano e, quanto tocou a campainha, todos os alunos sairam.

- Aquele professor é bem severo.-disse Harry, endireitando a pasta.- Olha que ele não passa cartão a quase ninguém.

- Também, foi a primeira vez que ele deu aulas aqui, Harry. Não me admira que seja assim.

- Só sei que fala pelos cotovelos.-comentou Ron.- Bom, agora temos aulas do quê?

-Transfiguração -informou Hermione.

- Oh, não... agora que falas nisso esqueci-me completamente da varinha na sala. Tenho de lá voltar depressa.

Harry foi a toda a velocidade até a sala de Defesa Contra as Artes Negras, esperando que ninguém a tivesse trancado. Com sorte estava aberta e alguém lá estava a conversar.

- Olha Longbottom, os teus pais entregaram-me isto para eu guardar até completares dezoito anos. É demasiado arriscado entregar-te agora.

- Mas penso que para o ano o senhor já não vai cá estar.

-Pois não, mas conheço a tua avó e posso contactar-te.

Harry pensou que parecia bastante mal estar ali a ouvir a conversa entre o professor e Neville , então achou que o melhor era bater à porta o mais depressa possível. O professor abriu alguns segundos depois.

-O que foi Potter?

- Deixei aqui a minha varinha, er... posso ir buscá-la?

- Podes, vai lá.

Harry entrou e agarrou na varinha. Neville estava ao lado da porta a olhar para Harry um pouco com pressa.

Quando já estava perto da sala de Transfiguração pensou o que seria que o professor possuia que pertencia aos pais de Neville. Por momentos pensou como é que eles se conheciam, mas como tanto o Professor Count e os Longbottoms trabalhavam no Ministério, pensou que fora no trabalho.

Quando entraram na sala de Transfiguração, a professora McGonagall estava bastante bem disposta. Fez um discurso muito inteligente sobre Transfiguração e de seguida começou logo a matéria sobre os Homoplantas, mostrando imagens e falando resumidamente cada uma.

- É muito simples fazer a poção para isso, basta dois meses com trabalho intenso e já está.

A aula foi interessante, mas passado pelo menos uma hora, alguém bateu à porta.

- Com licença.-disse a professora enquanto se afastava e abria a porta.

- Olá Minerva! Prazers!

- Bom dia. Qual é o problema?

- Gostava de falar consigo num instante.

- Agora? Mas estou a dar aulas...

- Bom é algo de urgente. Tinha é que ser a sós.

A professora McGonagall olhou para a turma.

- Esperem só uns minutos.- e saiu.

Harry olhou rapidamente para o Ron e Hermione.

-Vocês nem sabem o que é que eu vos vou contar!

E falou tudo o que tinha ouvido na sala do professor Count.

- Acham que o Neville já conhecia o professor?-perguntou Ron.

- Não! Cá para mim devia ser amigo dos pais do Neville e agora queria lhe entregar alguma coisa.- disse Harry.

- Mas se fosse assim tão importante os Longbottoms teriam dado à avó do Neville.

-Pode ser. Mas se calhar era algo do ministério e muito secreto.

Hermione emitiu um ruido de descrença.

- Vocês eram bons mpara escrever um livro! Não acham que estão a fazer uma história depressa de mais? Talvez era só um objecto dos pais do Neville que confiaram ao professor Count para agora dar ao filho deles...

- Eu acho que a Hermione tem razão.-concordou Harry.- Nós não nos deviamos andar a meter... Eu nem sequer devia ter ouvido a conversa...

A professora McGonagall entrou de novo na sala. Tinha o ar de quem acabava de ser surpreendida. Pegou de novo na varinha e continuou a aula apesar de estar muito pensativa.

-Que temos agora?- perguntou Harry olhando para o horário depois de ter acabado a aula.

- Almoço!.- respondeu bem disposto o Ron.

- E depois Poções.-informou Hermione. A alegria do Ron murchou como um balão furado...

- Bolas, nós já tivemos ontem! Querem estragar com o ano!
- Mas esta aula vai ser diferente! Não vamos fazer poções mas sim aprender alguns ingredientes.- disse Hermione tentando levantar os ânimos.

- Mas é poções na mesma...

Iam a entrar no salão quando Harry foi saudado por um grupo de raparigas do primeiro ano.

-Olá, Harry!

Quando ele olhou nem queria acreditar no que via. Era Sarah, a filha de Ivonne, que era a amiga dos Dursleys. Ele nunca imaginou que eles fossem feiticeiros.

-Eu sou a Sarah Lovegood e estas são a Rose, esta é a Play, esta é a Elizabeth e esta é a Peggy.

- Prazer. Não sabias que eras feiticeira...

-Toda a minha família é feiticeira. Mas os teus tios nem sonham essa possibilidade.

-Foi a tua mãe que salvou os meus tios, não foi?

-Sim, nós apanhamos um valente susto quando vimos o lethifold! Não podiamos deixar que acontecesse de novo, pois eu já não via a minha irmã e o meu pai à bastante tempo.

- És irmã da Luna, não és?-perguntou Hermione.

- Sou. O meu pai nem acreditou quando nos viu. Achava que tinhamos morrido. Até publicou na Voz Delirante o que aconteceu.

- Que bom.- disse Harry sem conversa.

- Bom, nós temos que nos despachar pois temos Herbologia a seguir.

-Está bem.- disse Harry, enquanto entravam para o salão.

Aha! Daqui a pouco, começam a pedir-te autógrafos...-disse Ron, rindo-se.

-Oh, não gozes!-disse Harry aborrecido.

-Ela conhece os teus tios?-perguntou Hermione.

- A mãe dela é amiga da minha tia.

-Só mesmo uma Lovegood para ser amiga dos teus tios... Er... sem ofensa.

-Não ofendes nada. A minha tia pensa que a Ivonne é muggle. Por isso a minha tia fez amizade com ela. Parece que a ela e a filha foram de férias para Maiorca, e ficaram lá cinco anos.

-Cinco?!-admirou-se Ron, sorrindo incrédulo.-Tanto tempo! A isso é que eu chamo desprezadores de trabalho...

-Pois... Mas se é assim elas são um pouco estupidas... E o marido a pensar que tinham morrido...

- Talvez foram obrigadas...

- O que queres dizer com isso Hermione?-perguntou Harry.
- Vamos pensar um pouco.- pediu ela.- Não seria um plano perfeito raptalas enquanto estavam de férias, parecendo que estavam mortas?

-Bolas, Hermione, que dramática!-exclamou Ron, ao ouvir aquela teoria.-E além disso para o que quereriam dela?

- A Luna contou-me no ano passado que a mãe fazia muitas experiências...

- Bom, e sabendo que andavam à solta a Ivonne e a Sarah, alguém deve ter mandado o lethifold atrás delas.-concluiu Hermione, bastante convencida do que dizia.

- Talvez é isso. Mas agora vamos comer! E olhem que o Snape não vai esperar por nós!

***



- Hoje agradecia a vossa rapidez na compreensão da matéria pois infelizmente... só temos apenas uma hora para a aula. Vamos estudar uma nova planta originária da Grécia. Isto que vocês vem aqui é uma erva da vida, ou alho dourado como preferirem.- Snape tinha na mão uma planta um pouco feia com uma flor branca bastante idosa e decrépita e uma raizes salientes pretas e rugosas. A planta mais parecia um insecto gigante camuflado muito mal de flor e a tia Petúnia nunca que colocaria aquilo a enfeitar a mesa da sala de Jantar.- Esta planta tem um poder incalculável, consegue superar todos os feitiços e nenhum a consegue destruir. É bastante útil a proteger coisas e é um óptimo ingrediente para várias poções. Portanto queria que neste pouco espaço de tempo fizessem uma pequena descrição sobre a planta e para trabalho de casa quero uma descrição muito completa sobre a planta para entregar daqui a quinze dias. Quem quiser pode pedir uma planta à Professora Sprout, ou pode também comprar em Hogsmeade por treze leões.

A aula foi, resumidamente, o trabalho que o Snape tinha pedido. Não havia grandes conclusões para tirar acerca da erva da vida além do que já fora dito pelo professor. Quando a aula terminou foram para a sala comum dos Gryffindor ver se faziam o trabalho de casa, enquanto a Hermione foi até às estufas pedir uma erva da vida à professora Sprout. Harry, que não estava com disposição nenhuma para começar a fazer os trabalhos de poções foi ter com a professora McGonagall, na sala dos professores falar sobre o inicio dos treinos de Quidditch.

- Ah, Harry, podes entrar! Não está ninguém na sala.

A sala era grande e bastante acolhedora com uma mesa ao centro e uma espécie de armário de bebidas a um canto que era onde os professores iam buscar a comida.

- Olha Harry, penso que amanhã está bom, não à qualquer problema. -começou ela a falar.- Podes sentar, se quiseres.

Enquanto definiam o horário e a forma de divulgar o treino de Quidditch, a porta da sala dos professores abriu-se. Era Stupidus que tinha entrado.

- Olá.

A McGonagall olhou para Stupidus como se ele tivesse interrompido uma conversa muito importante e saudou-o friamente. Ele saiu tão depressa como entrou...

- Olha Harry,-disse ela rapidamente,- Tu não recebeste mais nenhuma carta, pois não?

- Não.

- Óptimo. Não te esqueças que quando receberes avisa-me rapidamente, está bem?- pediu ela e parecia ser urgente.- Agora podes ir.

Harry saiu de lá pronto para ir até à sala comum pôr um aviso no placard quando quase se esbarrava contra Dobby.

- Olá Dobby!

- Olá...- disse ele num tom místico, parecido com a professora Trellawney.

- O que é que tens?

- Nada. Eu acabei de entregar um panfleto ao chefe de Gringotts. Ele pediu para falar com o Crouch.

- O quê?- perguntou Harry embasbacado

- Albus Dumbledore quer ir beber um chá com o Senhor das Trevas? Muito bem, eu preparo tudo.

- Dobby, tu estás mesmo bem?

- Melhor do que nunca, obrigado. A seguir, por favor, podes ir chamar Lucius Malfoy porque eu vou ter uma reunião urgente. Há que tratar das eleições não é mesmo?! Talvez depois eu faço-lhe uma promoção...


Capítulo estranho, não? Mas é um dos mais importantes para a compreensão da história! Espero que gostem e ( mais importante ainda) VOTEM e COMENTEM, POR FAVOR!!!

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