Teste e Desculpas



Desculpem, sinceramente, a demora, mas final de período na faculdade é de enlouquecer...

Bom, esperando que gostem, ai vai, o próximo capítulo...


 


 


Teste e Desculpas


 


- Para James! – gritava Sarah enquanto o primo a arrastava para fora do Salão.


- Para você de se debater, Sarah! Precisamos ter uma conversinha. – JJ conseguiu ouvir daquela discussão.


- Sarah... – e foi a ultima coisa que ele conseguiu falar antes de perder os sentidos.


 


(...)


 


- JJ! – ele conseguia ouvir alguém chamando seu nome ao longe. Quem, ele não tinha forças para precisar.


- Vamos, Max, mais rápido! Ele está sangrando muito! – ele ouvia uma voz que parecia familiar, mas também não chegava a conseguir saber a quem pertencia.


- Eu vou na frente, alguém precisa avisar ao Cyg! – disse uma voz feminina cuja dona ele também não conseguia identificar, ainda que parecesse bastante familiar.


- Rápido, Darla! – as vozes começaram a se confundiam.


- Vamos, Ollie! Cuidado! – as vozes se confundiam e borrões por sua pálpebra fechada se envolviam em um turbilhão de cores e novamente ele foi perdendo os sentidos.


 


(...)


 


- Jay! – ele ouviu seu irmão.


Queria conseguir reunir força suficiente para lhe responder, acalmá-lo de alguma forma, mas algo o impedia, algo sugava suas energias, deixando-o cada vez mais debilitado, cada vez mais cansado e cada vez mais próximo de uma nova inconsciência.


- Calma, Cyg! – e novamente, não conseguia distinguir o dono da voz. – Temos que chegar com ele até a Ala Hospitalar. – alguém tentava acalmar seu irmão, mas ele nem conseguiria agradecer àquela pessoa, pois não conseguir reunir força suficiente sequer para ligar aquela voz a seu dono.


- Deixe-me levá-lo, Max. – ele ouvia Cyg um pouco mais perto de si, enquanto parecia que o mundo sacolejava ao seu redor, conseguiu sentir, embora parecesse pertencer a outro corpo algo que se assemelhando a braços embaixo de si.


- Ele vai ficar bem, não é? – ele ouvia uma voz doce e preocupada ao longe, esta lhe soava calmante, embora não tivesse certeza sobre o que estava havendo com ele nem ao seu redor, aquela voz o fazia se sentir mais tranquilo, como se fosse uma forma de amenizar seu estado.


- Não sei, querida... – alguém tentava acalmar a dona da primeira voz, parecendo, no entanto, tão ou mais preocupada que a anterior. – Mas faremos o possível pra isso acontecer!


- Fique bem, Jay! – e ele sentiu uma pequena mão, segurando a sua e finalmente parecia de volta a terra.


- Dessa vez aquele ruivo idiota vai me pagar caro... – a mão foi retirada da sua e mais uma vez as vozes se confundiam e a consciência se esvaiu como água em uma mão aberta.


 


(...)


 


- Ele vai ficar bem, Madame Ponfrey? – ele ouvia a voz aflita de seu irmão se aproximando dele a cada nova letra proferida pelo moreno.


- Um pouco mais de calma, Sr. Malfoy! – ele ouviu uma nova voz que não reconhecia, mas parecia preocupada com seu irmão e mesmo com ele. – Seu irmão vai ficar bem, graças a agilidade com que o trouxeram aqui, ele não sofrerá nada de mais grave. Precisará reforçar a alimentação, mas nada alem disso. – fosse quem fosse o dono da voz, tentava acalmar Cyg, mas, pelo visto, sem muito sucesso.


- Mas ele... – começou o moreno novamente, pelo visto, insistindo na irrealidade daquelas proposições.


- Eu estou bem, Cyg... – disse o loirinho, reunindo muito mais força do que de fato tinha disponível, embora conseguindo apenas se expressar em um fio de voz, havia sido o suficiente para fazer seu irmão se calar instantaneamente.


- Jay... – disse o moreno sorrindo ao se aproximar e acariciar os cabelos e o rosto do irmão que esboçou o sorriso mais forte que conseguiu, embora seu esforço fosse quase em vão.


- Jason, será que você conseguiria abrir os olhos? – perguntou a enfermeira de forma gentil pondo a mão sobre o rosto do menino a fim de verificar alguma diferença acentuada em sua temperatura.


Com algum esforço, o garoto abriu os olhos e se viu em um lugar de paredes e revestimento ofuscantemente brancos.


- Muito bem, querido, agora, por favor, tente levantar seus membros, um de cada vez, começando pelo seu braço direito. – pediu a enfermeira observando atentamente o garoto que vagarosa e corajosamente atendeu ao pedido, embora, obviamente, com muito esforço. – Muito bem, Jason! – elogiou a enfermeira sorrindo para o garoto, quando ele baixou seu braço esquerdo. – Como está sentindo sua cabeça? – perguntou a enfermeira começando a analisar alguns dos aspectos físicos do menino.


- Só consigo dizer que está muito pesada. – respondeu o garoto ainda em um fio de voz.


- Acha que consegue se sentar? – perguntou ela verificando a temperatura e a pressão do loirinho.


- Com ajuda é possível que sim. – respondeu ele com a voz pastosa.


- Você terá. Me dê a mão e tente levantar... Isso... Devagar, não precisa ter pressa... Muito bem, meu rapaz! – ela elogiou o garoto ao conseguir sentá-lo na beirada da cama.


- Parece que está tudo rodando! – disse ele tonto.


- Depois do trauma que você sofreu, isso é completamente normal. – garantiu a enfermeira analisando o garoto com cuidado. – Acha que consegue se levantar, Jason? – perguntou ela ainda segurando os braços dele com firmeza.


- Consigo. – confirmou o loiro, um pouco mais confiante.


- Ótimo, então vamos devagar tentar te pôr de pé, ok? – e assim, com a ajuda da enfermeira JJ pôs-se de pé. – Muito bem, garoto! Ao que me concerne o menino está ótimo. E não vejo razão para que permaneça aqui.


- Quando posso sair daqui? – perguntou o menino quando a enfermeira o soltou e ele, com alguma dificuldade de equilíbrio se apoiou na beirada cama para conseguir s manter de pé.


- O Sr. pode ir com seu irmão, mas se sentir tontura ou qualquer outro tipo de mal estar quero que me procure imediatamente, fui clara, Sr. Malfoy? – disse a enfermeira com seriedade.


- Sim, Sra. – garantiu o loiro.


- Não se preocupe, madame Ponfrey, se acontecer algo ele virá direto pra cá. – assegurou o moreno se aproximando do irmão e, ao substituir a posição da enfermeira, servindo de apoio para o loirinho.


- Acho bom mesmo. Bem, estão dispensados. – disse ela pouco antes de se retirar do recinto.


- Cyg, o que aconteceu? Por que eu estou aqui? – perguntou o menino enquanto eles caminhavam vagarosamente até a saída da Ala Hospitalar e ele tentava forçar sua mente a lembrar-se de como chegara ali, do porquê de ter estado deitado naquela cama.


- Você não se lembra? – perguntou o moreno preocupado.


- Me lembro de estar esperando Sarah para o café e de James chegar irritado com alguma coisa e sair arrastando Sarah pelo buraco do retrato... Depois me lembro de muito pouco... Alguém me carregou... – disse o loirinho forçando a memória.


- James empurrou você contra a mesa de centro que foi quebrada com seu peso e você bateu a cabeça com força e se cortou em alguns lugares... – JJ podia sentir o esforço quase palpável de seu irmão para controlar o tom de voz. – Ollie, Max e Darla encontraram você no chão ensanguentado, então Darla desceu pra me avisar enquanto Ollie e Max te traziam pra cá. Encontrei com eles no meio do caminho e troquei de lugar com o Max ajudando o Ollie a te trazer até aqui. Quando chegamos, Madame Ponfrey cuidou de você e disse que não tinha acontecido nada demais, embora pudesse ter acontecido, você estava bem. – concluiu o moreno concentrando-se em ajudar o loiro a chegar à saída, embora estivesse se contendo para não pensar em outros assuntos nada agradáveis que sempre envolviam o primo ruivo de sua namorada.


- Onde estão os outros? – perguntou tentando desviar a atenção do irmão, embora aquilo parecesse impossível, pois passada a preocupação inicial, Cygnus agora exibia a expressão com a qual sempre voltava dos verões na Alemanha, o que significava, e disso Jason tinha plena certeza, que o moreno estava contendo uma enorme raiva e, ao que parecia não por muito mais tempo.


- Todos lá fora, esperando que eu leve alguma notícia sua. – respondeu ele ainda tentando apenas concentrar-se em regularizar os passos, agora menos vacilantes, mas ainda frágeis, do irmão caçula.


- Você não vai fazer nada com James, não é, Cyg? – perguntou o loirinho sem conseguir pensar em uma forma de ser mais polido.


- Não me peça pra deixar isso passar, Jason! – disse o outro irritado, mas depois se controlando ao perceber que aquele era o menos culpado de toda aquela história. – Enquanto o problema dele era comigo, tudo bem, eu tenho a idade e a estrutura física necessária para enfrentá-lo, mas envolver você... Não existe a menor possibilidade de eu não fazer nada com ele. – respondeu seriamente, embora não agressivo.


- Mas Cyg... Emily, Sirius, Annabeth... – disse o loiro, ainda com alguma dificuldade em criar argumentos fortes, mas ainda sabia o que poderia fazer seu irmão recuar.


- Eu sinto muito por todos eles, JJ, você nem tem ideia do quanto... Mas, dessa vez, James Potter ultrapassou todos os limites aceitáveis. – disse Cygnus quando eles, finalmente, chegaram à porta de saída da enfermaria.


- JJ! – Sarah se jogou nos braços do loirinho, assim que Cygnus abriu a porta e deu passagem ao irmão, o que quase derrubou o, já muito frágil, garoto.


- Calma, Sah! – disse em um fio de voz, enquanto se equilibrava, com a ajuda das mãos do irmão em suas costas. – Eu estou bem. – disse ele sorrindo fracamente quando a ruiva saiu do abraço do loiro.


- Tem certeza de que você tá legal, JJ? – perguntou Sirius se aproximando do amigo com uma expressão muito mais séria do que JJ chegara a ver no rosto do moreninho.


- Ele já está bem sim. – assegurou Cygnus ao soltar o irmão e perceber que o loirinho se sustentava sozinho. – Só não posso dizer o mesmo do seu irmão depois que eu encontrá-lo.


- Cyg... – disse Emily aproximando-se do namorado.


- Sinto muito mesmo por você, Emily, mas dessa vez seu primo conseguiu me fazer chegar ao limite da minha paciência. – disse ele tentando não ser grosso com a namorada, mas fracassando miseravelmente.


- Você sabe como ele é impulsivo, Cyg... – comentou a menina, embora em um tom muito mais baixo do que costumava usar.


- Eu também sou, mas por motivo nenhum saio por ai agredindo o irmão de ninguém. – disse o garoto dessa vez sem conseguir conter a grosseria


- Cyg... – começou a ruiva com um fio de voz, parecendo muito mais frágil do que qualquer um ali já a vira.


- Emy, dessa vez nada do que você faça ou diga vai livrar o James do que ele deveria receber! – disse Oliver intrometendo-se e abraçando a ruiva pelos ombros ao ver a situação da garota e a falta de reação de Cygnus à isso.


- James realmente pegou pesado dessa vez, Emy. – disse Max aproximando-se da amiga e, como Ollie, tentando amenizar de alguma forma a angustia da ruiva.


- Tenho certeza que ele não teve a intenção de ferir o Jay... – disse Sirius de maneira tímida que beirava a vergonha.


- Eu não teria tanta certeza assim, Sirius... – respondeu de pronto Cygnus ainda muito irritado.


- Cygnus! – ralhou o loirinho ao notar a expressão que a frase do irmão produzira em Sirius. – Também não acho que ele quisesse causar toda essa... Sarah? Está tudo bem? – disse ao notar que a ruiva havia gemido de dor quando ele passou a mão por seu braço direito.


- Ah... Tudo bem, sim. É só que eu acho que Jim segurou meu braço com um pouco de força demais. – disse a menina tentando proteger o braço.


- Ele te machucou? – perguntou o loirinho preocupado.


- Só um pouco. Nada com o que se preocupar. – a ruiva tentou parecer confiante, mas sem muito sucesso.


- Deixe-me ver. – pediu o loiro.


- Não precisa... – começou a ruivinha.


- Sarah, por favor... – disse o garoto mandando-lhe um olhar sério. – Merlin, isso não vai ficar nada bonito. – disse ele analisando a marca que James fizera no braço da ruivinha.


- Nem está doendo tanto... – disse a ruivinha colocando a manga que levantara para mostrar o braço ao loirinho, no lugar e, mesmo sem notar, protegendo o braço.


- A questão é que não devia estar doendo nada, Sarah. – se pronunciou pela primeira vez, Annabeth, aproximando-se da menina de forma gentil, embora o tom cinza de seus olhos estivesse muito mais intensificado do que jamais estivera. – Vamos dar um jeito nisso antes do teste, ta? – garantiu Annie sorrindo para a ruivinha, enquanto analisava o braço da menina.


- Isso não vai mais acontecer! Ele não vai fazer mais isso com você... – começou o loirinho no tom mais firme que conseguiu proferir desde que saíra da enfermaria, mas sendo logo interrompido pelo irmão.


- Nem pense nisso, Jason! – disse o moreno irritadamente. – Você não vai se afastar de nenhum amigo seu, só por que James Potter acha que deve sair por ai, batendo nas pessoas só porque lhe dá na telha! – disse o irmão mais velho olhando seriamente para o mais novo, como há muito tempo não olhava. E JJ detestava que o irmão o olhasse daquela forma, então, embora sustentasse o olhar de Cygnus, não gostava da expressão no rosto dele.


Depois de um momento tenso, onde a maioria deles evitava até mesmo respirar, Darla se pronunciou, decidida a, pelo menos, amenizar aquele mal estar.


- Agora que o JJ está bem, porque não vamos aproveitar o resto do tempo que nos resta lá fora, nos jardins? – propôs Darla, no que alguns concordaram timidamente, pois Cygnus ainda permanecia imóvel, obviamente no limite de seu autocontrole.


- Como serão os testes, Ollie? – perguntou Alice, que também estivera no grupo e que, como Darla, estava tentando deixar a situação o mais longe possível daquele clima horrível.


- Serão bem simples, na verdade, Lice... Não quero complicar demais, mas também não vou facilitar muito a vida de ninguém... – disse o rapaz tentando manter o assunto para aliviar a tensão ainda reinante nas expressões e ações de Emily, Cygnus, Annie e Sirius.


- Por falar em testes, vocês vão assistir, não é? – perguntou Max apoiando a ideia de Ollie, e referindo a pergunta aos Sonserinos e às irmãs Longbottom.


- Estaremos lá pra torcer por vocês, podem ter certeza. – disse Alice de pronto, referindo-se à ela e à irmã.


- Você vai poder prestar o teste, JJ? – perguntou Darla, olhando para o garoto de forma que beirava a preocupação.


- Acha mesmo que consegue? – pronunciou-se Cygnus ao ver que o irmão iria confirmar.


- Você vai assistir? – perguntou o loiro olhando significativamente para o irmão.


- Claro que vou! – respondeu o moreno sem pestanejar. – Não perderia seu teste de forma nenhuma. – assegurou o moreno sem conseguir conter a nota de orgulho na voz, por mais irritado que estivesse, Cygnus jamais deixaria de comparecer ao teste de Jason.


- Então acho que consigo prestar o teste, sim. – disse o loiro com um sorriso pequeno, embora sincero, pois sabia que a irritação do irmão logo passaria, pelo menos, assim esperava.


- Mas, só vai, se prometer que se sentir qualquer tipo mal-estar vai me avisar imediatamente. – disse ele ainda meio rabugento.


- Avisarei sim, prometo. – garantiu o loirinho, sorrindo de leve com a preocupação do irmão.


- Tem certeza de que está em condições de voar, JJ? – perguntou Sarah de maneira suave quando o grupo ia chegando aos jardins do castelo.


- Se sentiria mais calma se estivesse lá, pra prestar o teste conosco? – perguntou ele sorrindo para a garota.


- Mas as vagas pra artilharia já estão preenchidas... – disse ela com um sorriso meio desanimado.


- Se eu fosse você não me confiaria muito nisso, Sarah... – disse Cygnus sombriamente.


- Você não vai me tirar meu artilheiro, não é, Cyg? – perguntou Ollie parecendo preocupado.


- Só pra prevenir, se eu fosse você, pensaria em uma seleção de reservas... – aconselhou Cygnus ainda com o mesmo tom.


- Cyg... – e mais uma vez Emily tentou refrear o namorado.


- Não vamos mais discutir sobre isso, Emy... – disse ele tentando não ser grosso com a namorada, pois notara que a magoara e não estava gostando nada da sensação que isso lhe trouxera, mas a raiva do primo da ruiva ainda o consumia com fervor. – O que o seu primo...


- Cyg? – JJ se pronunciou, fazendo seu irmão se calar e evitar a primeira briga do casal, pois se deixasse aquilo acontecer, sabia que Cygnus magoaria Emily fortemente e que o sofrimento posterior da ruiva dilaceraria o coração de seu irmão.


- Fala, Jay. – disse o moreno tentando conter-se e olhar apenas para seu irmão.


- Estou faminto. – disse ele mandando um recado claro para o irmão através do olhar, alertando-o da situação que quase provocara. – Se importaria de me levar pra comer algo? – perguntou deixando em seu tom a clareza de que uma recusa não estava em questão.


- Não. – disse o moreno entendendo o objetivo do loirinho. – Você vem conosco, Annie? – perguntou ele olhando suplicantemente para a loira.


- Claro. – respondeu ela entendendo as mensagens não ditas dos irmãos Malfoy.


- Então nós vamos seguindo até o campo para arrumá-lo antes dos testes. – disse Ollie de forma a incentivar os demais a caminhar na direção do campo.


- Ok, nos vemos mais tarde, Ollie. – respondeu Annabeth. – Vamos, meninos. – disse ela seguindo o caminho pelo qual haviam chegado até ali, enquanto guiava Jason e era seguida de muito perto por Cygnus.


Após alguns minutos, onde Jason teve certeza de que os amigos não os escutariam mais, ele parou e fez com que Annie e Cyg também o fizessem.


- Ela não tem culpa do que o primo fez. – disse ele indo direto ao ponto e repreendendo seu irmão pelo modo como andou tratando a namorada.


- Eu sei, ta legal? Mas é difícil olhar pra ela e não se lembrar dele. – disse ele da forma mais sincera que pôde, parecendo obviamente entender o mal que causara a Emily.


- Ela ama vocês dois e não quer ver nenhum problema entre seu namorado e o primo. – disse o loirinho tentando fazer seu irmão compreender a situação em que a ruiva se encontrava.


- Eu entendo, mas porque ela sempre fica passando a mão na cabeça dele? – perguntou ele impacientemente.


- Ela só passa a mão na cabeça dele quando está perto de você! – posicionou-se o loirinho de forma clara, pois não estava nada disposto a deixar que Cygnus estragasse aquele relacionamento. – Quando você não está por perto, ela é bem rígida com ele...


- Então porque ser completamente diferente na minha frente? – perguntou o moreno meio desarmado.


- Por que ela não quer te dar mais motivos pra brigar com ele! – respondeu Annabeth, sem conseguir se conter. – É realmente horrível ver vocês dois brigando... – comentou ela num tom mais tristonho.


- Você também vai defendê-lo? – indagou indignado o moreno.


- Não é nada disso, Cygnus! – rebateu a loira de pronto, mas logo recuou, pois a ultima coisa que queria era brigar com o amigo. – Eu sei, perfeitamente bem, que James, normalmente, age muito mal. Mas não é por isso que gosto, ou queira, ver vocês dois tentando deformar um ao outro, como da ultima vez! – disse a garota de forma firme.


- Ele é um irresponsável inconsequente! – disse Cygnus voltando a ficar irritado.


- Já chega, Cyg! – disse a Sonserina energicamente. – Eu não quero ter que brigar com você! – disse ela tentando se controlar para não explodir com o moreno.


- Vai brigar comigo por causa das idiotices de James Potter? – perguntou ele sarcasticamente e a beira do descontrole.


- Não, ela vai brigar com você por causa das suas idiotices! – disse Jason se colocando entre o irmão e Annabeth e olhando diretamente para Cygnus. – Se quer descontar sua raiva em alguém, desconte-a em James, não em Annie, Emily ou em Sirius! – disse o loirinho seriamente.


E então ao olhar a expressão séria no rosto do irmão mais novo e ao ouvi-lo relevar suas ultimas palavras, Cygnus deixou seus ombros caírem, cansado. Sabia que o irmão estava certo, precisava se controlar, ou acabaria perdendo sua melhor amiga e a namorada que tanto demorara a ter.


- Me desculpem, vocês dois... Sei que estou bastante insuportável hoje... – disse ele, embora obviamente só mirasse o irmão. – Desculpe, Annie, me perdoe, por favor. Eu não quero mesmo brigar com você! Estou meio irritado... – ele tentava se expressar da melhor forma para impelir Annabeth a desculpá-lo.


- Meio, Cygnus? – perguntou a menina falsamente irritada.


- Ok, ok... Estou bem irritado... Me desculpe,  ok? Sinto muito mesmo... – disse ele sendo inteiramente sincero.


- Eu sei que você não faz por mal, Cyg... Mas ainda assim, você magoou Emy. – disse a loira entendendo o motivo da irritação, mas sabendo que se o moreno não fosse remediar o erro cometido ficaria a se culpar por um longo tempo, pelo sofrimento passado pela ruiva.


- Eu sei, e não me orgulho nada disso, pode ter certeza. – disse ele em um tom já mais triste.


- Então vá lá e mude isso! Ela não tem culpa de absolutamente nada do que aconteceu, ao contrario, tenho certeza de que por ela, nada disso seria possível, nem em sonho! – posicionou Jason reforçando o caminho já iniciado por Annabeth, pois amava o moreno e não queria que ele ficasse se culpando por nada daquilo.


- Eu concordo com o seu irmão. – disse Annie, embora todos já tivessem entendido as intenções de ambos.


- Eu também concordo com ele. – garantiu o moreno com seriedade. – Vamos levá-lo até a cozinha, e eu prometo que vou falar com Emy. – disse ele começando a guiar JJ na direção das cozinhas e sendo seguido por Annabeth.


- Tenho certeza de que vai. – comentou o loirinho já um pouco mais feliz.


 


(...)


 


- Vá falar com ela, Cyg. – Jason, Annabeth e Cygnus haviam voltado a se reunir aos amigos no campo de quadribol, onde todos ajudavam na preparação do espaço para o teste que aconteceria dali a poucos minutos.


- Ela não está me parecendo muito receptiva... – murmurou o moreno meio envergonhado ao observar a aspereza com que a ruiva vinha agindo desde que eles chegaram ao campo.


- O que esperava? – perguntou Annabeth com ironia. – Ela está magoada com você! Só não poderia estar saltitante por isso, não é? – perguntou a loira enquanto eles faziam alguns ajustes em um alvo no meio campo, a pedido de Oliver.


- Deixa de ser medroso e vai falar com ela de uma vez, Cygnus! – retrucou Jason olhando firmemente para o irmão.


- Já vou, já vou... – disse o garoto levantando-se de onde estivera ajoelhado.


- Acha que dará certo? – perguntou Annie no momento em que Cygnus foi se afastando.


- Se ele não estragar tudo... – respondeu o loirinho como se esperasse que o irmão não ouvisse, embora ele obviamente ele fosse capaz de fazê-lo.


- Não irei! – respondeu o moreno com um meio sorriso ao virar o rosto para o irmão.


- Eu sei que não! – respondeu o loirinho sorrindo também, ao assistir o irmão se afastar dele e de Annie, indo na direção de Emily.


- Posso te ajudar? – perguntou o moreno quando se aproximou da ruiva.


- Sinto muito por você, Cygnus, mas sua grosseria conseguiu me fazer chegar ao limite da minha paciência. – respondeu ela de forma dura, sem olhar para o garoto.


- Emy... – ele começou envergonhadamente, pois sabia que Emily tinha todo o direito de estar irritada com ele.


- Eu sei que o que James fez foi muito sério, mas você não precisava ter me tratado daquela forma... – disse ela depois de respirar fundo e reconsiderar sua forma grossa de reagir à oferta de ajuda do namorado.


- Eu sei disso... – disse ele sentindo-se realmente muito mal e passando a mão pelo cabelo em um sinal claro de nervosismo e embaraço. – E me desculpe, por favor, Emy... – disse ele tentando forçar a ruiva a olhá-lo nos olhos. – A ultima coisa que eu gostaria agora era estar brigado com você. – disse ele com toda a sinceridade que conseguiu reunir.


- Também não quero brigar com você, mas também não queria que você saísse por ai arrumando problemas com o meu primo. – disse ela penalizada com a expressão beirando a desolação que o moreno agora exibia.


- Emy, James... – começou Cygnus de uma forma mais controlada, pois não estava mesmo disposto a deixar que um completo idiota como James Potter o fizesse brigar pela primeira vez com Emy.


- Eu sei o que ele fez, mas ver vocês dois brigando como cão e gato é horrível pra mim, Cyg! – disse a menina, deixando sua suplica evidente nas entrelinhas.


- Eu sei, ruivinha, mas, por favor, entenda... – disse como se estivesse em um obvio conflito, pois sabia o quanto a ruiva amava o primo e não faria nada que magoasse Emily, mas, em contrapartida, ele mexera com seu irmão... – Emily, seu primo bateu no meu irmão... Você não tem ideia do que eu pretendo fazer quando encontrá-lo...


- Eu sei o quanto você deve estar irritado com o James, mas violência só gera mais violência, Cyg! – disse a menina, como se suplicasse para que o moreno entendesse o mal que faria a todos.


- Conheço essa relação melhor que ninguém, Emily! – disse moreno mostrando em sua expressão o quanto lutara toda a sua vida para quebrar aquele ciclo em sua vida e na de seus irmãos.


- Então porque estimular esse ciclo? – perguntou a ruiva tentando persuadir o moreno a entender seu ponto de vista e desistir de fazer algo a James.


- E o que sugere que eu faça? – perguntou o garoto beirando a irritação. – Simplesmente não posso aceitar que James Potter machuque meu irmão e fique impune, achando que pode repetir isso quando bem lhe aprouver.


- Punição não acarreta, necessariamente, em briga ou violência, Cyg! – disse a menina beirando o desespero.


- Então me sugira uma solução! Porque deixar seu primo acha que pode repetir isso que nada acontecerá... Isso nunca! – disse o moreno já exaltado.


- Vamos parar, depois do teste, para conversarmos. – ela sugeriu – Eu, você, James e Annabeth, também. – esclareceu a ruiva.


- Com que objetivo, Emily? – o garoto tentava considerar a solução encontrada pela namorada, pois não queria ter de causar, por causa de James, um mal-estar entre ele e Emy.


- Vamos conversar com James, ele escuta Annabeth. E podemos também delimitar alguns restrições a James. – disse ela tentando explicar sua ideia.


- Isso não vai dar certo! – se posicionou o moreno.


- Vai sim, se você der uma chance a isso, vai dar certo, sim! – afirmou a ruiva com confiança.


- Não vou conseguir, Emy... Não vou conseguir estar no mesmo espaço que seu primo sem fazê-lo provar do próprio veneno! – disse o moreno com sinceridade, pois embora adorasse aquela ruiva, James batera em seu irmão.


- Tente, Cyg... Por favor, por mim! – suplicou a ruiva se aproximando do moreno e pondo as mãos em seu rosto, obrigando-o a olhar para ela.


- O que será que você não conseguiria de mim, hein? – perguntou o garoto depois de alguns momentos de apreciação daquele belíssimo rosto.


- Acho que bem pouca coisa! – disse ela sorrindo com sinceridade para o namorado que sorriu divertido.


- Engraçadinha! – disse ele antes de puxá-la para um beijo apaixonado.


- Emy! Cyg! – eles ouviram a voz de Oliver se aproximando. – Vamos ter de começar os testes! – disse ele ao se aproximar do casal.


- Bem, já vou indo então, não quero atrapalhar... – disse o moreno começando a se afastar da namorada e do amigo.


- Um momento, Cyg... – disse Ollie se aproximando do moreno. – Tenho algo pra falar com você.


- Tudo bem... Eu acho... – disse ele ao parar.


- Relaxe, é só uma conversa... Pode nos dar licença, Emy? – disse ele ao notar a aproximação da ruiva.


- Ah, claro, Ollie. Nos vemos mais tarde, Cyg! – disse ela se retirando pouco depois de dar um ultimo beijo no namorado e sorrir para os dois.


- O que houve, Ollie?


- Tenho uma proposta a lhe fazer, Cyg...


 


(...)


 


Então, estavam todos reunidos conversando no centro do campo, quando Ollie foi ao centro do campo e chamou a atenção de todos soprando com força seu apito de capitão.


- Ok, Pessoal! Um pouco de atenção, por favor! – disse ele no que todos se calaram e concentraram sua atenção no capitão. – Obrigado. Bom, vamos começar o teste separando vocês em três grupos. – ele começou a explicar como se daria o teste. – Gostaria que os candidatos à vaga de Batedor se posicionassem à minha direita, Artilheiros à minha esquerda e os Apanhadores se aglomerassem à minha frente. – disse ele apontando as posições de cada tipo de candidato.


Então assim eles fizeram, seguiram para suas respectivas posições e esperaram pela nova instrução de Oliver.


- Muito bem, - disse ele ao perceber que todos já estavam em seus devidos lugares. – agora vamos começar com os testes de Batedores, depois seguimos com a Artilharia e passamos, por fim, aos apanhadores. Por tanto, quero apenas os batedores aqui, os demais podem sentar-se nas margens do campo. – e assim todos fizeram. – Prontos, Batedores? – ele perguntou quando viu que os demais candidatos haviam se afastado do centro do campo. – Apanhem um bastão naquele baú logo ali e dividam-se em duplas. – disse ele apontando para um grande baú próximo do grupo para o qual todos seguiram.


- Juntos, JJ? – perguntou Max quando ele e o loirinho seguiam até o baú junto aos demais concorrentes à vaga.


- Claro! – respondeu o loirinho entusiasmado, sorrindo para o moreno.


- Então tá legal. – disse ele quando tirou as mãos do baú trazendo dois bastões. – Tome. – disse entregando um deles ao loirinho. – Segure-o assim, vai te dar mais sustentação, principalmente quando for rebater um balaço. – disse o moreno instruindo o loirinho. – E tem mais uma coisa, não precisa ficar segurando apenas ele quando voar, pode manter as duas mãos na vassoura, se quiser... – e continuou a dar dicas ao loirinho, que melhorassem seu desempenho.


- Ok. – disse o garoto absorvendo todas as dicas dadas pelo amigo de seu irmão.


- Todos com suas duplas e seus bastões? – perguntou Oliver quando viu a aproximação da maior parte do grupo. – Então vamos dar inicio o teste. – disse ele pegando a própria vassoura e sendo imitado pelos candidatos – O que vocês têm a fazer é uma tarefa bastante simples, não vai lhes exigir muito raciocínio, embora domínio sobre o bastão e a vassoura sejam providenciais. Tudo o que vocês têm de fazer é acertar o maior numero de alvos móveis que puderem e, obviamente, acertando o menor numero de colegas possível... – disse ele explicando como seria de fato a prova.


- Hey, JJ, venha aqui. – disse Max chamando o loirinho para perto de si, para lhe falar ao ouvido. – Vamos acertar assim: mantenha-me sempre no seu campo de visão, ok? – perguntou ele enquanto Oliver tirava as dúvidas dos demais candidatos. – Desse jeito teremos como sempre mandarmos os balaços um pro outro, ok?


- Certo. – disse o garoto ainda tentando apreender tudo o que o moreno pudesse lhe ensinar.


- E tente não acertar nenhum dos outros candidatos também, ok? – acrescentou ele sorrindo, pois achava realmente improvável que o menino fosse fazer algo assim.


- Pode deixar. – disse o garoto sorrindo com o óbvio apoio do moreno.


- Ótimo, então vamos voar. – disse ele ao notar que Oliver já tinha autorizado os demais a levantar voo, enquanto ele próprio também já estava no ar.


Então, com todos no ar, JJ, como sempre acontecia quando montava em uma vassoura empolgou-se um pouco e fez uma acrobacia no ar para no final rebater um balaço na direção de um dos alvos móveis.


- Muito bom, Jay! – disse o moreno empolgado com a acrobacia e o acerto do menino. – Vou te mandar um balaço pra você tentar acertar aquele alvo ali, está vendo? – disse ele mostrando ao menino um alvo relativamente longe.


- Estou sim. – disse ele mirando o alvo indicado por Max. – Pode deixar. – disse o garoto se preparando para rebater.


- Ótimo, então fique de olho em mim! – disse o rapaz pouco antes de mergulhar entre os demais concorrentes para rebater um balaço na direção do loirinho que o mandou direto para o alvo combinado. – Muito bom, JJ! – elogiou o moreno sorrindo para o loirinho.


- Pega, Max! – disse o garoto pouco depois mergulhando alguns metros abaixo de onde estava e batendo um balaço na direção de Max que o rebateu acabando com dois alvos seguidos.


- Bate aqui, Moleque! – disse Max sorrindo e levantando a mão para o mais novo bater quando o garoto foi se aproximando dele depois de ver o moreno acertando o alvo. – Mandou muito bem, garoto! – disse ele assanhando os cabelos do loirinho.


- Vamos acabar logo com isso! – disse o loirinho empolgado sorrindo para o moreno.


- É assim que eu gosto! – disse o moreno quando, juntos, ele e JJ mergulharam entre os colegas rebatendo um mesmo balaço várias vezes e derrubando cada vez mais alvos, sem nem uma vez ameaçar a integridade física de nenhum dos outros candidatos.


E quando já não restava nenhum alvo circulando entre os candidatos a batedor, Oliver apitou novamente e orientou todos a voltarem ao chão.


- Parabéns, todos fizeram um trabalho excelente! – disse ele elogiando o grupo quando todos chegaram ao chão. – Agora se sentem logo ali, para que eu possa chamar o próximo grupo. Mas, daqui a pouco, chamarei algumas duplas, as que tiveram o maior número de acertos aos alvos, para me auxiliarem nos demais testes. – disse ele pouco antes do grupo começar a seguir até a margem do campo.


- Acha que seremos escolhidos? – perguntou JJ inseguro quando seguia junto com Max para se reunir aos outros.


- Pelo sorriso que vi no rosto do Ollie quando olhou pra gente, tenho certeza que seremos escolhidos. – disse o moreno sorrindo. – Você foi incrível! – elogiou o moreno sorrindo radiante.


- Obrigado. – disse o menino meio envergonhado.


- Ora, não fique envergonhado! – disse o moreno sorrindo. – Nunca vi, nesta escola, alguém com um domínio de bastão que você tem! E ainda mais com essa idade! Você é um prodígio, JJ! – disse o moreno muito feliz e empolgado.


- Então, vamos começar o teste para artilharia! – disse Oliver se posicionando na frente de todos os demais candidatos. – Vocês se dividirão em trios e terão cinco chances para acertarem as goles nos aros. – disse ele começando a explicar como decorreria o teste. – Mas para que não seja assim tão fácil, os candidatos a apanhadores estarão também em campo, a procura de bolas como essa, enfeitiçada pela professora Nipponik, que estarão circulando por toda a extensão do campo, ou seja, quem conseguir capturar o maior numero de bolas, já estará a frente de muitos outros. E, logicamente, haverá também três duplas de batedores tentando acertar todos vocês. Todos entenderam? – perguntou o capitão aos candidatos.


- Cygnus?! – algumas vozes exclamaram por entre os candidatos.


- Ah, sim... É ele que vai defender os aros. – disse Oliver como se aquilo fosse apena um pequeno detalhe.


- Você ta de brincadeira, não é, Ollie? – perguntou Max assustado com a proposta de Oliver.


- Cyg vai agarrar, teremos seis batedores prontos a nos atacar e ainda teremos de desviar por todos esses apanhadores? – perguntou Emily tentando esclarecer o que aconteceria ali.


- Você quer mesmo ter algum artilheiro este ano, Ollie? – perguntou Hunter Kent, um aluno do mesmo ano que Oliver e os outros, também assustado com o que aconteceria.


- Vou pegar leve, pessoal, prometo. – disse Cygnus sorrindo para os amigos. – Ollie só quer ter certeza que quem entrar para o time vai estar capacitado para o que vier... – disse ele dando de ombros e sorrindo para a namorada.


- Viram? Cyg me entende. – respondeu Ollie também sorrindo.


- Mãos à obra? – perguntou Cygnus sorrindo com companheirismo para Ollie.


- Mas é claro... Max, JJ, Steve, Natalie, Sophie e Andrew peguem os bastões e venha pra cá. – disse Ollie apontando para o grupo de pretendentes as vagas de Artilheiros. – Apanhadores apanhem suas vassouras e levantem voo. Cyg, pra sua posição. Vocês três vão na frente, pra dar o exemplo. Vamos lá. – disse enquanto ele próprio subia em sua vassoura.


- Pronta? – perguntou Cyg voando baixo e próximo à Emily.


- Sempre! – disse ela sorrindo para o moreno e levantando voo também.


- Quero só ver quando estiver lá em cima. – disse ele sorrindo para a namorada enquanto voava baixo e ao redor da ruiva.


- Você vai ver. – disse ela quando começou a voar ao redor do moreno.


- Vamos, casal 20! – gritou Ollie a alguma distancia dali.


- Sim, Sr., Sr. – disse o moreno batendo continência. – Não pegue leve! – disse ele aproximando-se da namorada para roubar-lhe um beijo.


- Maluco! – disse ela sorrindo com a brincadeira do moreno.


- Por você! – respondeu ele pouco antes de se afastar da ruiva, enquanto Darla se aproximava com Max.


- Ele é muito fofo. – comentou a ruiva sorrindo bobamente.


- E exibido! – acrescentou Max sorrindo.


- Vamos! – disse Darla chamando os outros a se reunir com os demais candidatos e Ollie que estavam no centro do campo de quadribol.


 


(...)


 


Ao final do teste, Oliver, segurando sua prancheta com todos os resultados, reuniu todos os candidatos à sua frente.


- Bem, parabéns a absolutamente todos! O teste foi realmente incrível! – elogio o Capitão sorrindo satisfeito com o teste.


- Esse ano, estou sentindo que teremos mais problemas com a Grifinória do que o de costume... – comentou Cyg sorrindo provocantemente para o amigo.


- Pois é, Cyg! Faremos da sua vida um pouco mais agitada esse ano! – disse Ollie devolvendo a provocação e fazendo todos sorrirem, inclusive Cygnus. – Bem, vamos aos resultados, então. – disse Ollie voltando-se novamente para o grupo de candidatos. – Sem surpresas pra ninguém, e por motivos bastante óbvios, a artilharia será ocupada por Darla Donovan, James Potter e Emily Weasley, tendo como reservas Hannah Fassbender, Marcel Frances e Sarah Weasley. Parabéns aos seis. – parabenizou o Capitão sorrindo com a comemoração dos artilheiros e de seus reservas. – Para as vagas de Batedores, também como era de se esperar, sobretudo depois do desempenho brilhante que tiveram hoje, os titulares serão Maximillian Phillips e Jason Malfoy, tendo como reservas Natalie Adams e Steve Spink. Parabéns. – continuou o capitão sorrindo quando Jason pulou sobre Max e este pulou sorrindo com o menino nas suas costas. – E por ultimo, mas com certeza não menos importante, o nosso apanhador titular, Sirius Potter, com Layla Mount como sua reserva. – Oliver agora sorria radiante com a comemoração que os integrantes da equipe agora faziam.


- Você tá de brincadeira, não é, Oliver? – perguntou um rapaz se destacando da multidão dos demais concorrentes dispensados. – Dois moleques do 1º ano ocupando as únicas vagas em aberto? – disse ele muito assustado.


- Havia seis vagas em aberto, Kent. – disse Cygnus se posicionando contra o rapaz. – E se você não é competente o bastante admita isso e pare de culpar os outros por serem melhores que você.


- Não se meta no que não é da sua conta, Malfoy! – disse o rapaz partindo para cima de Cygnus.


- Veja lá como fala com ele, Kent! – disse Ollie evitando que o rapaz chegasse a Cyg que foi logo afastado do outro pelos demais amigos. – Ele está aqui como meu convidado, veio nos ajudar com o teste. E minha decisão quanto às vagas na equipe já está absolutamente tomada. – disse ele de forma a evitar qualquer contestação. – Se eu achasse que houve, entre todos os candidatos, alguém que jogou melhor que Potter ou Malfoy seriam estas pessoas a serem selecionadas, mas como obviamente, Sirius e JJ foram os melhores, a vaga é deles. Fui suficientemente claro, Kent? – disse ele ameaçadoramente.


- Foi, Wood. – disse o outro a contragosto.


- Ótimo. – disse ele virando-se novamente para o restante do grupo. – Agora estão todos dispensados, menos você. – disse apontando para James. – Você vai me ajudar a arrumar essa bagunça. – disse ele apontando para tudo o que estava espalhado pelo campo.


- Mas Ollie... – começou o ruivo fazendo careta.


- Não discuta comigo, Potter! Você fica. – disse ele pontual e decididamente.


- Podemos ficar pra ajudar também, Ollie... – se ofereceu Darla tentando diminuir a tarefa que seria entregue a James.


- Não, Darla, dessa vez só quem vai ficar é o James. – disse Oliver de maneira clara e decidida. – Podem subir. Nos vemos mais tarde. – ele fez questão de dispensar os demais. – Vamos, James. – e foi se afastando com o ruivo em seus calcanhares.


Então, junto com Alice, Lana, Annie, John e Scott, que logo apareceram para parabenizar os amigos, os demais seguiram para fora do Campo de Quadribol, pelos Jardins, na direção do Castelo.


- Cyg? – perguntou Emy se aproximando do namorado que ainda estava parado olhando fixamente para Ollie e James que começavam a organizar a bagunça pelo campo. – Cyg, você está bem? – perguntou ela preocupadamente.


- Eu to legal, Emy. – garantiu o moreno, virando-se para a ruiva e forçando um sorriso para a namorada.


- E por que não parece? – perguntou a ruiva perspicazmente.


- Por que eu sou assim... – garantiu ele voltando-se agora diretamente para a namorada e tentando parecer o mais normal e relaxado possível. – Parabéns, minha artilheira linda! – disse ele mudando o foco da conversa e de seus pensamentos, enquanto sorria o mais radiante e sincero possivel para a menina.


- Sua? – perguntou a menina deixando de lado a expressão anterior do namorado, pois achava que não queria trazer o motivo daquela expressão à tona.


- Mas é claro. E quem você acha que te deixou acertar os aros todas as vezes? – perguntou ele tentando descontrair e sorrindo divertido para a namorada.


- Você não fez isso, Cyg! – disse Emy realmente assustada com a possibilidade de o namorado ter burlado o teste.


- Claro que não, Emy! – disse o moreno sorrindo divertido com a exclamação da namorada. – Você fez tudo sozinha. Com puro talento, sabe disso. – ele fez questão de se explicar e reforçar o talento da ruiva.


- Você me assustou! – reclamou a menina batendo no ombro do namorado, falsamente irritada com o moreno.


- Hey, ruiva, não fique assim! – disse ele abraçando a garota pelas costas, evitando que ela se afastasse dele. – Claro que eu não faria nada assim! – disse ele obrigando a garota a voltar-se pra ele, mesmo sem soltá-la. – Por três grandes motivos: 1º: Ollie teria percebido e me mandado sair de campo e eu não perderia a chance de impedir o seu primo e o Kent de acertarem os aros. 2º: eu nunca trapacearia algo que você quisesse tanto. 3º, ultimo e com certeza mais importante: jamais insultaria sua capacidade incrível de artilheira. – ele fez questão de reforçar seu argumento.


- Acho que eu encontrei o namorado mais fofo e perfeito do mundo! – disse a garota sem segurar a pose irritada e cruzando os braços pelo pescoço do namorado.


- Se você não parar de dizer isso, vou acabar me convencendo, hein? – disse Cyg pouco antes de ser puxado pela ruiva para um beijo caloroso.


- Hey, casalzinho! – eles ouviram a voz de Max ecoando pelo lugar. – É melhor sairmos do campo antes que Ollie nos expulse daqui! – alertou ele, uma vez que àquela altura não havia mais ninguém por ali, a não ser Ollie e James mais afastados e o recém-chegado, Max.


- Já vamos, Max! – assegurou Emy sorrindo para o amigo. – Vamos! – disse ela puxando a mão do namorado para se reunirem ao restante dos amigos que já estavam bem a frente, conversando divertidamente, pelo menos, quase todos. – Cyg?


- Fala. – disse o moreno quando eles se aproximavam mais dos amigos.


- Acho que você tem que conversar com alguém... – disse Emy de forma séria olhando de soslaio para Sirius que ia logo a frente, mas deslocado da conversa que envolvia seus primos, Lana John e JJ.


- É, acho que peguei pesado com ele... – disse o moreno sentindo-se culpado pela forma como falara com o mais jovem dos Potter.


- Vai lá. – disse a ruiva empurrando o namorado para logo depois se reunir aos amigos.


- Ok. – disse o moreno seguindo em direção ao moreninho. – Six? – perguntou levemente quando se aproximou o bastante do garoto.


- Ah, oi, Cyg! – disse Sirius meio tenso, mas ainda assim forçando um sorriso.


- Six, te devo um pedido de desculpas, pelo modo como te tratei mais cedo. – disse o moreno mais velho da forma mais direta e sincera que pôde.


- Tudo bem, Cyg, eu entendo que você só estava irritado com meu irmão... – disse o moreninho de forma compreensiva. – E com todo o motivo, devo acrescentar. – acrescentou o garoto como que para evitar a duvida de que apoiava de alguma forma que fosse a atitude do irmão. – Você não vai machucá-lo, não é Cyg? – perguntou meio preocupado com o irmão.


- Não posso te prometer nada, Six... Seu irmão realmente conseguiu tocar no meu ponto fraco. – disse ele embora de forma pesarosa, pela expressão do garoto.


- Tenho certeza de que ele nem pensou no que estava fazendo... – começou o moreninho, mas logo foi interrompido pelo mais velho.


- Não pensar no que faz, é algo natural do seu irmão, Sirius. – disse ele de modo enfático. – Mas, pare de pensar nisso, ok? Essa carinha desanimada não combina com você! – disse ele tentando dispersar o assunto. – Especialmente não depois de ter ganhado o posto de apanhador da Grifinória! – disse sorrindo e bagunçando ainda mais o cabelo do moreninho.


- Eu fui bem mesmo? – perguntou o garoto com um sorriso tímido.


- Garanto que se não tivesse sido, Oliver não teria posto você no time! – garantiu o moreno sorrindo e provocando, no moreninho, um sorriso mais descontraído e mais confiante. – E, como opinião própria, acho que você foi incrível! – acrescentou ele sorrindo marotamente.


- Obrigado, Cyg! – agradeceu o garoto sorrindo muito mais agora.


- Se mostrar toda essa disposição em campo, durante os jogos, devo admitir que teremos problemas com a Grifinória este ano... – disse ele sorrindo meio de lado para o garoto.


- Se depender de mim, vocês terão mesmo! – respondeu o moreninho feliz.


 


(...)


 


- Tem certeza que quer que eu divida o mesmo espaço com ele, Emy? – perguntou Cygnus enquanto ele caminhava ao lado de Emy e Annie, enquanto a primeira os conduzia até uma sala de aula vazia.


- Prometa-me que vai se comportar, Cyg! – disse ela abrindo a porta para permitir a passagem do casal de Sonserinos.


- Só se ele prometer primeiro! – disse o moreno assim que entrou na sala e viu que ela já era ocupada pelo ruivo que despertara tantos sentimentos ruins em ambos os recém-chegados.


- Eu não vou arrumar problema nenhum, Malfoy. – disse o ruivo assim que notou nada indireta frase de Cygnus ao chegar à sala. – Eu prometo! – ele garantiu olhando para Annabeth que logo desviou o olhar.


- O que eu estou fazendo aqui mesmo? – perguntou Annie de maneira entediada ao virar-se para Emily de braços cruzados.


- Não aja assim, Annie! – pediu suplicante Emy.


- É difícil quando se trata do idiota irresponsável do seu primo, Emy! – respondeu a menina de pronto ainda carrancuda.


- Não vou dizer que esteja errada, Ann... Chase. Eu sei o quanto fui idiota... – falou o ruivo em um tom baixo, embora audível, e onde foi bastante perceptível seu embaraço.


- Idiota? – a loira foi realmente sarcástica. – Não James, idiota não é um adjetivo suficientemente forte para descrever o que você foi! – disse ela altamente irritada com o ruivo. – Você tem uma mínima noção do que poderia ter feito a Jason? – disse ela se aproximando do rapaz revoltada e agressivamente.


- Eu... – começou o ruivo.


- E se fosse o seu irmão, seu irresponsável? – disse Cygnus interrompendo o argumento do ruivo também muito exaltado.


- Cyg! Annie! Por favor, se acalmem! – pediu, mais uma vez suplicante, Emily.


- Como poderíamos nos acalmar, Emily? – perguntou Annie ainda revoltada com o ruivo.


- Deixe-os, Emy. Eles têm toda a razão para agir assim... – disse o ruivo em um tom baixo, embora decidido.


- O que deu na sua cabeça, hein, Potter? – disse o moreno avançando para o ruivo depois de se ver livre do obstáculo da presença de Emily à sua frente. – No que estava pensando quando fez aquilo? – disse o moreno segurando o ruivo pelo colarinho da camisa.


- Eu... Sinto muito, Cygnus. Mesmo, sinto muito por ter feito tudo aquilo com o seu irmão. – disse ele de forma corajosa, não recuando com o avanço de Cygnus.


- Sente muito? Você vai sentir quando eu começar a te dar aquilo que você merece! – disse ele ameaçando dar um soco no ruivo.


- Cyg! – Emily se precipitou até a dupla e evitou que o namorado batesse em seu primo.


- Vá com calma, Cyg. – disse Annie afastando o amigo do ruivo, sem dar nenhuma atenção ao segundo. – Eu sei que você está louco pra socá-lo e com todo o direito do mundo, devo acrescentar. Mas não é assim que se resolve nenhum tipo de impasse. – disse ela de maneira decidida enquanto Emily ia até o primo para verificar como ele estava depois de perceber que Annie estava no controle da situação com Cyg.


- Annie... – começou o moreno.


- Eu sei que você quer socá-lo! E, repito, ninguém, tiraria sua razão. Até eu tenho vontade de fazê-lo, mas você tem de admitir, Cyg, que essa não é a melhor forma de se resolver coisa alguma... – disse a loira de forma coerente tentando fazer o amigo recuar da ideia de socar o ruivo com toda a vontade que parecia possuir.


- E o que resolveria o problema, na sua opinião, Annie? – disse Cyg em um obvio e quase sobre-humano esforço de conter a irritação e a vontade de socar o primo de sua namorada.


- James se responsabilizará, a partir de hoje, por quaisquer formas de agressão que venham à de qualquer forma atingir Jason... – começou Annie depois de ver o amigo voltar ao controle de si mesmo.


- Hey... – começou a protestar o ruivo.


- Sob a pena de uma queixa direta às seus pais... – interrompeu Emily para mostrar seu obvio apoio à Annie.


- E a concessão de um desejo qualquer à Cygnus. Sem nenhuma restrição. – disse a loira continuando para complementar o que Emily havia dito.


- Meninas... – recomeçou o ruivo.


- Quer que aumentemos a pena, James? – perguntou Emily de forma impetuosa.


- Não, não... – disse o ruivo meio que a contragosto. – Está bem, eu tomarei conta para que nada nunca mais aconteça com Jason. – assegurou o ruivo, supondo que poderia ser coisa muito pior.


- Prometa. – exigiu Annie.


- Não. – foi a vez de Cygnus intervir. – Quero que faça um juramento mágico de que protegerá meu irmão de todo e qualquer mal que puder e que jamais causará mais danos a ele, de quaisquer naturezas. – foi a vez de Cygnus exigir ao se aproximar de James.


- Eu, James Arthur Potter, juro magicamente proteger Jason Jaccob Malfoy, da forma mais abrangente que eu puder, evitando ao máximo lhe causar danos, de quaisquer naturezas. – falou o ruivo com muita certeza e decisão na voz.


- Satisfeito, Cyg? – perguntou Annie olhando preocupadamente para o moreno.


- Bem mais do que eu imaginei que ficaria. – respondeu o garoto com sinceridade.


- Então temos um acordo? – perguntou a loira olhando de um para o outro.


- Temos. – garantiu o moreno.


- Fácil assim? – perguntou Emy meio assustada com a facilidade com que o acordo fora conseguido.


- Um juramento mágico como este, impede fisicamente que James volte a promover qualquer tipo de mal a Jason ou que saiba que de alguma forma alguém o fará, sem que ele faça nada. – esclareceu o moreno à confusão da ruiva.


- Quer dizer que... – começou a raciocinar Emy.


- Enquanto James estiver presente, ninguém poderá fazer mal algum a JJ. – terminou Cygnus.


- Mas ainda não acho que isso o redima por completo. – comentou Annie olhando ainda irritada para o ruivo.


- Annie tem toda a razão. Você ainda deve um pedido de desculpas a Jason. – disse Cygnus olhando diretamente para o ruivo de forma firme.


- Farei isso assim que o encontrar. – garantiu o rapaz de forma veemente.


- É bom mesmo. – disse Cygnus estreitando os olhos para o ruivo. – Vamos, Emy, temos uma detenção pra monitorar. – disse segurando a mão da namorada e puxando-a para a saída da sala.


- Nos vemos mais tarde. – disse Emy antes de sair da sala.


Então, mesmo que por um breve momento, Annie e James fixaram os olhos um no outro e apenas ficaram observando-se.


- Bem, é melhor eu ir também... – disse Annie depois de quebrar o contato visual com o ruivo e se dirigindo a porta ainda entreaberta pela saída de Emily.


- Annie... – James alcançou a loira já no corredor.


- Você me prometeu não me decepcionar, James. – extravasou a loira irritada.


- Sinto muito, Annie. – se defendeu o ruivo. – Sei que... – começou o garoto novamente.


- Chega James. – ela logo o cortou. – Se você não é capaz de seguir com a sua parte no nosso acordo, talvez eu também não possa seguir com a minha. – disse pouco antes de virar as costas para o rapaz e continuar seguindo pelo corredor.


- Annie, espera! – disse ele correndo à alcançá-la e segurar seu braço, fazendo-a para e virar-se de frente para ele.


- Esperar pelo que? – perguntou Annie sarcasticamente. – Por você? – agora parecia muito mais trite que sarcástica. - De novo, James? – e ao final da frase já se podia ver um brilho intenso em seu olhar que não estivera ali, minutos atrás.


- Me dá mais uma chance, Annie. – pediu o ruivo de forma suplicante.


Ele deslizou sua mão, desde o braço da loira até sua mão; pegou-a e de forma delicada beijou-a demoradamente, inspirando seu cheiro e sentindo a textura de sua pele.


- Será sua ultima chance, James. – disse a loira rendendo-se. – Se você jogar essa chance fora, eu... – foi a vez de ela começar e não terminar.


- Eu não vou jogar. – garantiu ele decidido. – Eu, James Arthur Potter, juro magicamente nunca mais voltar a decepcionar você, Annabeth Chase. – disse repetindo os atos que fez ao fazer o juramento na frente da prima e de Cygnus.


- Não precisava ter feito isso. – comentou a loira assim que o ruivo terminou.


- Precisava sim. Preciso lhe dar a certeza de que não vou brincar com a sua confiança novamente. – disse o ruivo tentando ser e parecer o mais honesto e sincero possível.


- James...


- Confie em mim, Annie, por favor. – pediu ele ainda mais suplicante que antes, ele parecia mesmo disposta a não decepcionar a loira daquela vez.


- Então não me decepcione de novo. – disse a loira com seriedade.


- Não farei. – garantiu o Grifinório. – Quer dar uma volta no jardim? – perguntou ele quase suplicando com o olhar que a loira aceitasse o convite.


- Só se antes formos procurar o Jason pra você se desculpar com ele. – impôs a ruiva ainda mantendo a seriedade.


- Bastante justo. – aceitou o ruivo de bom grado.


- Então vamos. – disse a loira dando as costas ao ruivo e obrigando-o a segui-la pelos corredores em direção aos jardins.


 


(...)


 


- JJ! – exclamou Annie ao avistar o loirinho junto com os amigos conversando despreocupadamente às margens do lago negro.


- Ah, oi, Annie. – respondeu o menino sorrindo para a loira recém-chegada.


- James tem algo a falar pra você. – disse ela quando chegou até os primeiro-anistas, acompanhada de perto pelo Potter ruivo.


- Ah, bem, Jason, eu gostaria de te pedir desculpas. Fui um idiota e te agredi sem motivo algum. – disse o ruivo de forma bastante direta, pois não estava disposto a prolongar aquilo mais que o estritamente necessário.


- Desculpas aceitas, James, sei que você só agiu sem pensar... – respondeu o loirinho parecendo sincero.


- Eu sinto muito. – reforçou o ruivo de forma sincera.


- Sei disso. – garantiu o loiro com confiança – E também sei que meu irmão deu um jeito pra você não fazer nada parecido com isso nunca mais. – acrescentou o loirinho divertido com a capacidade do irmão mais velho.


- Pois é, seu irmão consegue ser bastante persuasivo, quando quer. – comentou o ruivo também divertido.


- Você não tem ideia do quanto. – comentou o loirinho apoiando o clima amistoso que o ruivo o ajudara alevantar.


- Acho que já tenho sim. – respondeu ele sorrindo e causando em Sirius, sentado próximo, um grande e sincero sorriso.


- Querem jogar quadribol conosco? – perguntou Sarah também divertida com a nova amizade que ia surgindo à sua frente.


- Ah, acho que vamos dispensar. – respondeu o ruivo sorrindo de lado para o irmão, os primos e os amigos. – Tenho algo mais importante à que dar atenção. – disse o garoto agora olhando para Annabeth.


- Ah, é? – perguntou a loira sorrindo marotamente. – E o que é mais importante que o quadribol pra você? – perguntou ela sorrindo mais “sonserinamente” agora.


- Você, Annabeth. – respondeu o ruivo se aproximando mais ainda da loira. – Você é mais importante que qualquer coisa no mundo. E eu não vou descansar até provar isso a você. – disse o ruivo olhando fixamente para os olhos da loira, sem quebrar o contato visual em nenhum momento.


- Ainda tem um longo caminho pela frente, mas está indo muito bem. – elogiou a loira meio sarcasticamente, embora soasse agora menos Sonserina.


- Pelo menos estou no caminho. – disse ele olhando sorrindo maroto para a loira.


- Garotos espertos. – disse ela ao perceber que JJ, Sirius, Sarah e os outros haviam saído dali para lhes dar mais privacidade.


- Um deles é meu irmão. O que esperar? – exclamou o ruivo sorrindo como se aquilo fosse o fato mais obvio do mundo.


- Como você consegue ser tão metido assim? – perguntou a menina sorrindo para o ruivo.


- Não sei como, mas sei que não vou parar se essa é uma forma de te fazer sorrir. – disse ele parecendo encantado com o sorriso sincero da loira.


- James, você entende o que significa pra mim, não é? A confiança que estou depositando em você? – perguntou Annie de uma forma mais séria.


- Entendo, Annie, e não vou te decepcionar nunca mais. – garantiu o ruivo tentando ser o mais sincero que pôde. – Então, ainda podemos fazer aquele passeio pelos jardins? – perguntou sorrindo depois de um momento em que apenas observou Annie e foi observado pela loira.


- Não vai se importar se nos virem juntos? – perguntou ela ainda sem quebrar o contato visual.


- É exatamente isso que eu quero: deixar claro pra todo mundo que eu estou saindo com a garota mais gata de todo o castelo. – disse ele sorrindo para loira e se aproximando dela sedutoramente.


- Bobo. – disse ele se deixando ser abraçada pelo ruivo.


- É, provavelmente sou mesmo... – disse ele sorrindo para a menina enquanto ela também o abraçava. – Mas vamos logo, tenho uma surpresa pra você... – disse ele pegando a mão da loira e começando a conduzi-la.


- Ah, então é por isso que você está insistindo nesse passeio. – disse ele divertida sorrindo com a euforia do ruivo.


- Mas é claro que sim... Espero que goste do que eu planejei pra gente. – disse ele envergonhadamente.


- E como sabia que eu aceitaria o convite? – perguntou ela em duvida.


- Não sabia. Esperava que aceitasse. – respondeu ele com sinceridade.


- E se eu não aceitasse? – perguntou ela com curiosidade.


- Bem, então teria de desfazer tudo e esperar a ocasião certa pra repetir o convite. – disse ele sorrindo com sinceridade – Agora feche os olhos que eu vou te levar até à surpresa.


- Olha lá o que vai fazer, hein, Potter! – disse ela parecendo irritada, embora sorrisse ao fechar os olhos e se deixar ser conduzida por James.


- Não te faria mal. – disse ele sorrindo e segurando sua mão com delicadeza. - Então aproveite o passeio. – disse ele começando a de fato conduzir a loira – E não vale trapacear, hein? – disse ele de forma divertida.


- Não sou tão parecida com você, sabia? – perguntou ela sorrindo de lado, imaginando a careta que o ruivo poderia estar fazendo.


Então James conduziu a loira pelos jardins e através de uma pequena seção da floresta proibida, onde havia, com vista para uma parte de Hogsmead e do lago negro, uma toalha de piquenique repleto das comidas e bebidas favoritas de Annabeth.


- Calma, calma, devagar... Pronto, já pode olhar. – disse conduzindo a menina até uma clareira em um pequeno morro no meio da floresta.


- Oh, minha nossa! – exclamou ela logo depois de abrir os olhos. – James, que lindo! Você fez mesmo tudo isso, sozinho? – disse ela impressionadamente olhando ao redor para o que James havia feito.


- Que falta de confiança em mim... – comentou ele, embora parecesse divertido com isso.


- Desculpe, mas não consigo imaginá-lo fazendo algo assim... – disse ela parecendo envergonhada pelo que havia dito.


- Não tem pelo que se desculpar. – disse o menino sorrindo e indo até a loira. – E pode começar a imaginar, porque essa foi a primeira, mas, com toda a certeza do mundo, não será a ultima. – disse ele levantando o rosto da menina e sorrindo sinceramente para ela.


- Você vai mesmo mudar? – perguntou ela olhando deslumbrada para toda a aquela imagem à sua frente, tudo o que ele havia feito pra ela, mesmo sem saber se ela aceitaria o convite.


- Vou. Já tomei minha decisão. Vou mudar por você. – disse o garoto veementemente sem quebrar o contato visual com a loira.


- Espero que não se arrependa.


- Não imagino como eu poderia. Você é perfeita, Annie. – disse ele acariciando o rosto da menina e afastando o cabelo de seu rosto com delicadeza.


- Não sou não. – disse ela meio envergonhada.


- É, sim. E se não é, é o mais próximo que alguém já chegou disso. – disse ele sorrindo e novamente erguendo o rosto da loira para poder olhar a profundidade dos olhos cinza da garota, e ao fazê-lo notou que, pela primeira vez, havia feito Annabeth enrubescer.


- Estou vendo que o nível dos adjetivos está melhorando muito... – disse ela divertida tentando conseguir tempo para retornar a sua cor natural.


- E vão melhorar ainda mais! – garantiu ele sorrindo.


Então eles se encararam e começaram a acariciar o rosto um do outro até que fixaram os olhares um no outro. Mas então um tronquilho derrubou um dos copos sobre um dos pratos na toalha do piquenique, chamando a atenção do casal.


- Vamos comer, antes que os animais levem tudo. – disse o ruivo envergonhado.


- Vamos sim. – disse ela depois de ver o garoto afastando-se em direção à toalha de piquenique. – Ah, James. – disse ela chamando a atenção do ruivo pouco antes deste se ajoelhar ao lado da toalha.


- Hum. – disse ele virando-se para a loira.


- Acho que você esqueceu uma coisa. – comentou ela enquanto se aproximava do ruivo.


- Ah, sério? Eu pensei que... – ele logo começou desarrumar o cabelo ruivo e a balbuciar coisas nervosamente.


- Cala a boca e me beija, idiota. – disse ela puxando o ruivo mais pra perto e selando seus lábios com os seus.


Então ela deixou que o ruivo a segurasse pela cintura e lhe beijasse, beijo este que foi se aprofundando até que ambos não pudessem mais evitar a necessidade de ar. Então passaram uma tarde maravilhosa juntos, desfrutando da companhia um do outro, até que começou a anoitecer e o ruivo foi levar a loira até as masmorras antes de seguir até seu próprio Salão Comunal, de lá até seu dormitório onde teve a melhor noite de sono de toda a sua vida e onde sonhou por toda a noite com a loira, por quem, agora, faria o que fosse preciso para assegurar seu bem-estar.


 

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