A volta de Harry



Dois dias depois Grasy conversava com Gwen em frente a sala dos professores e logo ouviram o Prof. Flitwick tentando descobrir o assassino junto com a Profa. Sprout.
- Não pode ser um aluno, ninguém tem nenhum motivo, mas qualquer um teria usado magia...
- Claro que não, Pomona, o culpado seria facilmente descoberto, pois bastaria um Prior Incantato.
Elas riram e seguiram em frente.
- Nossa, Grasy, eu ainda não acredito que você teve coragem de matar aquele idiota do Thomas!
- Podemos dizer que é nosso dever matar os imbecis desta escola. Sempre digo que a sorte de alguns é o azar de outros. Não se preocupe, Gwen, ainda vou acabar com todos eles! E você deveria me ajudar, não é?
- Eu estou fora dessa, não tenho essa habilidade, Grasy e você sabe muito bem disso!

Gina se encontrava numa péssima situação e não tinha ninguém em quem confiar para contar que seu maior suspeito era ela mesma. Luna? Neville? O que diriam eles? Pensou então em Rony, Hermione ou em Harry. Eles estavam no mesmo lugar, então receberia conselhos triplos se mandasse uma carta.

Caro Harry
Sei que não é uma boa hora para eu mandar uma carta, mas tem algo muito estranho acontecendo aqui em Hogwarts e acho que só vocês podem me ajudar. Tirando a câmara ser aberta, a historia está se repetindo.
Por favor, me ajude.
Gina

Ela enviou pelo corujal e respirou fundo. “Ok, Merlim, vamos fazer um trato. Se estiver tudo bem vai ser um dia ensolarado”.
Entrou no salão Principal e se lembrou de uma coisa logo que viu Neville olhando pensativamente para sua enorme tigela de mingau.
- Oi, Neville, você se lembra quando estávamos vindo no tr...- parou de falar e olhou em sua volta. O salão estava meio vazio porque quase ninguém viera este ano. Mas ela percebeu que Malfoy também não viera, ela não o vira em nenhum momento, mas então o que ele fazia no trem e por que entrou em sua cabine?
- O que aconteceu Gina? Eu me lembro do que?
- Nada, não. – e saiu para as masmorras onde tinha aula de poções.
Passara aquela noite inteira fazendo um dever complicado, o que foi até bom, pois desviou sua mente dos problemas. Mas, se antes ela ficou preocupada, nada se compararia com agora.
O Prof. Slughorn recolheu os deveres e, quando ela se sentou, ouviu-se um raio e gotas de chuva fizeram um estardalhaço lá fora.

- Bem, se ela pensa que mandar o Potter vir aqui vai adiantar alguma coisa está enganada.
- Gwen, minha querida, pode vir 500 Potters e ninguém vai nos pegar. Podem pegá-la, mas não a nós.

Gina fechou o vaso sanitário e se sentou nele para refletir. Aconteceu alguma coisa na cabine que ela não estava se lembrando. A peca chave estava em sua memória, ela podia sentir, mas não conseguia pensar no que era. Ouviu uma coruja bater na janelinha do banheiro e percebeu ser a resposta do quase ex-namorado.

Querida Gina
Entendi o que quis dizer, mas não se preocupe, pois nós três estamos indo aí te ajudar. Fique calma e tente esconder dos outros seu suspeito. Estaremos aí depois de amanhã.
Com muito amor
Harry

Logo ela acordou, com a carta jogada de um lado. Teve um sono leve, mas não se lembrava de ter nem sentido alegria pela resposta (ou pelo “com muito amor”). Saiu e viu que eram 10 da noite. Quando entrou no banheiro eram 5 da tarde.
Desceu no salão comunal e encontrou Demelza, que lustrava sua vassoura.
- Oi, Demelza, tudo bem?
- Já melhorou seu humor?
- Do que você está falando, eu nem te vi esses dias...
- Estou falando das respostas malcriadas que deu pra gente hoje! Agorinha de pouco, quando você subiu pro dormitório e xingou o Neville, os Creevey e eu.
Ela congelou e arregalou os olhos. Tinha certeza que estivera no banheiro a noite toda.

Quando Harry, Rony e Hermione chegaram, a Profa. McGonagall ficou algum tempo conversando com eles em sua sala e depois os quatro puderam trocar as idéias. Harry a abraçou como se nunca tivesse terminado com ela e os três pareciam realmente preocupados quando ela terminou de contar a história completa.
- E agora, o que você pretende fazer? Vamos tentar descobrir juntos antes que seja tarde demais. – disse Hermione.
- Mas não temos certeza de que você seja a culpada, não precisa ficar assim.- disse Rony.
Mas ainda assim tudo apontava pra ela.

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