Duelos de titãs



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O correr das horas seria realmente traiçoeiro aquela noite. Draco andava em passos largos pela Floresta Proibida e foi preciso um considerável esforço para que Harry o acompanhasse. A tensão entre os dois se fazia nítida, mas era evidente também a inexistência de tempo para satisfazer o desejo que ambos tinham de se confrontarem.

― Quanto falta ainda? – ao observar que Draco o fizera andar em círculos por alguns minutos, Potter questionou impaciente. Estaria Malfoy assegurando que ele perdesse o senso de direção antes de continuarem a caminhada rumo ao lugar do encontro? A pergunta ressoou alta na cabeça do menino de olhos verdes, contudo isso era verdadeiramente irrelevante. A dor no punho ainda não havia deixado que Harry tornasse a raciocinar de forma clara e ordenada. Mesmo assim, o garoto possuía apenas uma certeza: tinha a convicção incontestável de que não saberia mais precisar por qual ponto da mata havia entrado, nem sequer delimitar por onde deveria sair se necessário fosse.

Malfoy havia conseguido o que planejara e se manteve impassível ante aquele questionamento. Ele percorria com pressa os espaços entre as pedras e musgos enquanto os troncos das árvores, cada vez mais intimidadores, anunciavam que o castelo já se encontrava distante. Pouco a pouco, o vento foi se tornando gélido e árido, conferindo à caminhada um ritmo cada vez mais sinistro. Não tardou muito e uma parada repentina noticiou que, se não haviam chegado ao destino querido, ao menos atingiram o meio capaz de conduzi-los até lá. Draco fora invadido por um estado de excitação quase febril e não ocultou o sorriso quando percebeu nova expressão de dor na face de Potter. A fim de alcançar o outro lado do que parecia ser a beira de um rio, o garoto se abaixou entre os arbustos de uma planta agressiva e mal cheirosa, machucando-se ainda mais. Aparentemente animado por isso, o loiro prosseguiu concentrando-se em procurar alguma coisa encoberta sobre a robusta folhagem que preenchia o chão. Por breves segundos, Malfoy se mostrou apreensivo e foi possível notar a sombra do medo em seu semblante. Custasse o quanto fosse, ele devia encontrar a ponta de um laço meticulosamente escondido ali.

― Droga! – Draco deixou escapar uma ponta de raiva. – Deveria estar aqui – um tempo precioso foi perdido naquela busca até o garoto apanhar a extremidade de uma corda grossa e esverdeada que lembrava uma serpente peçonhenta e maligna. – Ajude-me, idiota, não temos a noite inteira, sabia? Você tem um encontro! – Malfoy gritou com Harry e foi visível o esforço deste para não o enforcar fazendo uso daquele objeto. Valendo-se apenas de uma das mãos, Potter auxiliou “o mensageiro” a puxar, para a margem do rio, uma embarcação pequena e de aspecto pouco confiável.

― Aonde iremos? – indagou Harry com uma expressão atordoada.

― Não interessa! Você verá! Com medo, Potter? – Draco falou sarcasticamente, mas aparentou perder um pouco da empáfia assim que tropeçou em um pé invisível desequilibrando-se e quase tombando sobre a água. – Essa brincadeira vai custar caro a você, cicatriz, pode ficar certo disso!

― Brincadeira? – Harry deteve o riso, contudo estava bastante intrigado. Ele verdadeiramente não havia colocado o pé objetivando que Draco caísse e se perguntava em silêncio quem poderia ter feito aquilo. Para completar o quadro de fenômenos estranhos e inexplicáveis, Potter e Malfoy escutaram em seguida várias batidas contra a madeira da embarcação.

― É melhor parar com isso – advertiu o loiro agora visivelmente nervoso.

― Não fiz nada! – sibilou Harry. – Será que você ficou cego ou ainda não notou onde eu estava o tempo inteiro?

Irritados, ambos se encararam alguns segundos com olhares furiosos e foi por pouco que uma briga não se iniciou. Logo que atingiram o meio do rio, Malfoy lançou sobre as águas uma âncora de aparência enferrujada, provocando uma ondulação anormal sobre toda a superfície. Não tardou muito para que o próprio barco desaparecesse em meio à escuridão, como se nunca houvesse estado naquele local, e a Floresta Proibida cedeu lugar a uma mata densa e escura, a uma relva corpulenta e negra; estavam na temida Floresta das Sombras. O barco emergiu a beira do mar caudaloso e sepulcral que banhava as margens da vegetação preta e atracou, automaticamente, ao lado de outro pequeno bote ali existente.

― Eis o esperado momento da chegada do meu convidado! – a voz fria, mas repleta de júbilo ecoou entre o silêncio provocante e pouco acolhedor de uma reunião discreta de duas pessoas. Iluminados sob o clarão de archotes fincados ao solo numa roda, Voldemort e Snape esperavam. Harry pôde ver os olhos do seu detestável professor percorrendo-o de uma maneira compenetrada e insondável. – Severo, traga-o para o centro!

O fiel comensal conduziu Potter ao meio do círculo com celeridade e, no mesmo instante em que tocou o ombro do garoto, viu uma jóia fulgurar no pescoço dele com um incômodo brilho colossal. A visão quase o fizera entrar num transe passageiro, não obstante a voz do Lord o tragou para a realidade do momento que presenciava.

― O menino, Severo! Liberta o menino! Draco o levará de volta para Hogwarts. Lá, ele terá o mesmo fim dos outros! – Voldemort manteve entre os lábios um sorriso gelado.

― Seu... – Harry não aguardou sequer uma palavra a mais. – Sectumsempra! - o feitiço que Potter lançara não alcançou Voldemort por milímetros, mas a contrapartida veio de forma imediata e dolorosa.

Crucio! o Lord murmurou instantaneamente e os gritos que se seguiram demonstravam que ele não havia errado. Inexistiam lugares para falhas na mente de Voldemort. Potter tombou sobre o chão de folhas negras; ainda caído, pôde ouvir o bruxo berrar outra vez: – Crucio! - o rapaz sentiu os músculos se contraírem como se fossem rasgar ao meio e novamente uma dor invadiu seu corpo com muito mais intensidade. O punho esquerdo, que já se encontrava quebrado, teve os ossos estilhaçados quando a maldição imperdoável foi proferida. Harry fez menção de levantar a varinha contra o Lord, entretanto não conseguia se mover. – Não, não dessa vez, minha criança! Não haverá interferências! Malfoy, você vai levar o Weasley de volta ao castelo e ajudará os outros! Já se divertiu muito por hoje, meu rapaz; não me lembro de ter autorizado que brincasse com o Potter e vejo que o fez. Fica difícil acreditar que o garoto tenha partido o pulso sozinho, porém resolveremos isso depois, estou certo? – O senhor das trevas fitou seu “mensageiro” com evidente desprezo.

― Cla-cla-ro Milorde! Per-per-dão – balbuciou Draco com uma palidez cadavérica.

― Aprenderá a não converter as missões que lhe sejam designadas em vinganças pessoais, Malfoy. Um deslize elementar e inadmissível em qualquer dos meus seguidores! Mas isso fica para depois – Voldemort ponderou enquanto Snape trazia Fred. – Bem, não preciso mais de você, Weasley, contudo não posso negar que, até a chegada do meu brinquedo predileto, sua companhia me divertiu muito.

Fred fez uma investida sobre o bruxo, no entanto estava tão enfraquecido que simplesmente caiu ao lado de Harry. Somente então, ele percebeu com pesar a presença do amigo ali.

― Harry, Harry! – o ruivo gritou tentando fazer com que o rapaz acordasse.

― Que emoção! Não é tocante? – indagou Voldemort ironicamente para Severo, que observava tudo aparentando estar imperturbável. Draco, por sua vez, mantinha-se aéreo desde a repreensão vigorosa do Lord e foi justamente em meio àquela fração de segundos de desatenção que Harry entregou a Fred a varinha do senhor Weasley.

― Esconda e sai daqui, Fred. Acredita! Você não pode me ajudar em coisa alguma – foi apenas o que Potter conseguiu sussurrar antes que Voldemort voltasse a atenção aos dois.

― Ora, não adianta chorar, jovem Weasley. Seu amigo ainda não está morto e nem poderia, porém logo estará. Você não foi convidado para a festa. Na verdade, nem pode ficar já que devo libertá-lo, a fim cumprir minha parte no Pacto de Nornas – Fred fez uma expressão descrente. – Oh, não tente entender, meu caro! Draco, leve-o para o barco e o conduza a Hogwarts! Não preciso dizer que não cabem equívocos dessa vez!

― Si-sim, Milorde! – Malfoy apanhou Fred, auxiliando-o a se levantar e rumou para uma das embarcações desaparecendo em seguida.

― Severo, por gentileza, cede a sua varinha ao Menino-Que-Não-Vai-Sobreviver! Não queremos que os fantasmas do passado atrapalhem esse duelo... eles já se intrometeram uma vez, porém não agora! – Voldemort gargalhou em largo som enquanto Snape se aproximava do corpo de Potter, entregando-lhe a própria varinha e guardando a outra no bolso interno das vestes do garoto. Mais uma vez, ele encarou o brilho do colar que Harry mantinha abrigado sobre o peito e, de modo realmente estranho, uma nesga de luz iluminou o olhar do professor de rosto pálido.

― Lord, convém lutar com “isso” nesse estado? – Snape evidenciou o desdém que tinha por Potter e ficou explícita a raiva que o menino sentia reciprocamente por ele, porque foram as palavras de Severo que fizeram Harry se erguer de forma penosa, entretanto, ainda assim, mantendo-se em pé.

― Verdade, Severo. Verdade. Não quero que a história pense que tive medo. Não há espaço para covardia em mim! – Imediatamente, Voldemort mirou a varinha em direção a Potter e conjurou uma série de feitiços não verbais. Pouco a pouco, os cortes que Harry possuía na face, braços e o punho quebrado foram sendo envolvidos por um calor vibrante. Alguns instantes depois, já não havia mais qualquer ferimento, embora a dor advinda da maldição Cruciatus permanecesse presente no corpo do menino.

― Por que fez isso? – Harry fitou Voldemort de forma desafiadora.

― Continua insolente esse garoto! – o Lord riu. – Mas tudo bem, logo encerraremos esse encontro! Contudo, antes quero a Poção da Felicidade!

― Imaginei que não a desejasse mais – retrucou Potter decidido a não a entregar.

― Pensou errado, criança! Novamente falhou ao imaginar – disse Voldemort, no momento em que seus olhos ganhavam uma cor avermelhada e cheia de ódio. – Lembra-se do pacto?

― Você poderia ao menos explicar! A poção serve para quê? – inquiriu Harry ainda sem saber se obteria a resposta.

― O último desejo dos moribundos! Não serei deselegante. Não, não serei. Não me recuso a atender seu derradeiro pedido. Você nem imagina o porquê, Potter? Achava-o um pouco mais perspicaz, garoto! Tudo bem... – Voldemort falou em um falso tom misericordioso e benevolente –, seus pais criaram essa poção há anos atrás, na verdade, antes que você nascesse...

― Mas é apenas uma poção da felicidade, uma espécie de Felix Felicis – desdenhou Harry fingindo-se desinteressado. - O que há de tão especial nela?

― Tolo rapaz, há tudo de especial nela! Não é uma Felix Felicis qualquer! Ela poderia ser o meu fim simplesmente porque foi feita por você e aquela trouxa! Sim, pouco adiantaria, Potter, que eu o matasse sem ter a certeza de que também havia destruído essa poção! Seus pais começaram a desenvolvê-la assim que você foi concebido! Uma artimanha eficiente deles, mas que, claro, eu descobri! O mesmo feitiço que o protegeu quando matei os seus pais foi utilizado ardilosamente no desenvolvimento dessa nova Poção da Felicidade. Quando seus pais acresceram a raiz de roma a ela, selaram também um poder incontrastável nessa Felix Felicis tão peculiar! Quem a bebe passa a ter parte do amor das pessoas que fizeram essa poção e, desse modo, recebe a mesma proteção e o encargo que você possui por conta dos seus pais, por culpa da sua mãe. Eu não conseguiria tocar naquele que a tomasse, apesar de já poder fazer isso em você. E há mais! Como há! A pessoa também se tornaria parte da profecia! Portanto, seria capaz de me destruir! Pensa, Potter! Imagina esse poder nas mãos erradas; em posse dos meus inimigos! Poderiam formar um exército de pessoas com força para tentar por fim a minha existência. Não gostaríamos disso, não é?

― Continua sendo absurdo o seu raciocínio! – Harry asseverou impetuosamente. – Eu posso ter feito a poção inúmeras vezes! Você não tem o controle sobre isso, nem sobre quem já a bebeu – blefou Potter enquanto a risada de Voldemort ressoava pela Floresta das Sombras.

― Tolo! Tolo! Como ousa falar assim comigo? Acha que não pensei nisso? Acredita mesmo que EU deixaria passar algo assim? Não me subestime, garoto! A Poção da Felicidade só pode ser feita duas vezes a cada século! Apenas duas vezes, meu caro! Seus pais foram brilhantes, devo admitir! Uma poção feita pelo amor de duas almas que, por isso mesmo, só pode ser preparada duas vezes a cada século, já que não se encontra um amor verdadeiro mais de uma vez na vida e entenda por vida: século! Portanto, você e sua trouxa já fabricaram toda a poção que poderiam! A primeira leva me foi entregue pessoalmente por seu professor e a destruí! É evidente que a destruí! Fizeram-na como uma simples tarefa de classe! O segundo e último frasco está no seu bolso! Não adianta negar! Acabei de ler em seus pensamentos e vou destruí-lo também! Quanto ao número de pessoas que beberam a poção? – Voldemort sorriu triunfante. – Duvido muito que o velho diretor tenha deixado alguém a provar sem que soubesse exatamente quais conseqüências isso poderia trazer. Mas não se preocupe, pois, dada à incerteza, ordenei que todos próximos a você fossem mortos! Creio que inexiste o risco de algum idiota, fora do seu círculo, ter feito a besteira de experimentar esse elixir da vida ou, para mim, morte! A dúvida lançou uma sentença de morte poderosa sobre os seus amigos, rapaz, e olhe o lado bom! Há um lado maravilhoso! Todos vocês se encontrarão no outro lado! Mortos, é claro, mas esse é um mero detalhe... Agora, dê-me a poção antes que me arrependa de ter consertado seus ossos e decida parti-los novamente em mais pedaços do que se poderia contar! – o Lord ameaçou dando flagrante mostra de que havia perdido a paciência.

― Vem pegar! – provocou Potter, que empunhando a varinha de Severo, encarava o rival com uma expressão de ódio irreconhecível.

Avada Ked... – Voldemort começou a dizer a maldição fatal.

― Lord – interrompeu Snape friamente. – Ainda não está na hora – informou o Comensal que consultava naquele instante o relógio de bolso preso à vestimenta negra. – O encontro está marcado para meia-noite e o duelo somente pode se dar nesse horário! Do contrário, o Pacto de Nornas seria descumprido.

― Quanto tempo, Severo? – Voldemort perguntou visivelmente frustrado de não poder por fim a vida de Harry naquela mesma hora.

― Quinze minutos apenas, Lord! – respondeu o professor.

― Está bem! Terei de suportar mais alguns segundos da sua existência, garoto! Mas será por pouco tempo! Vou ao encontro de Nagini enquanto isso! Talvez ela até me sugira um modo divertido de matar você, Potter – brincou Voldemort recuperando o humor cáustico. - Severo, vigie-o. Embora duvide que ele deixe esse lugar, não convém negligenciar o convidado de honra. Certamente o senhor Potter não gostará de ser a razão da morte mais rápida de sua amada trouxa! Retorno em quinze minutos! – o bruxo informou antes de desaparecer.

― Traidor! – Harry gritou para Snape tão logo o Lord das Trevas se ausentara. – Sempre achei que você fosse um traidor! Estava certo! Como pôde enganar Dumbledore?

― Pouco me importa sua opinião ao meu respeito, Potter! - Snape sorriu para o garoto secamente. - Onde encontrou isso? – inquiriu o professor que observava o camafeu preso ao pescoço do aluno.

― Não lhe interessa! – rugiu o menino com dureza.

― Onde estava? Diga! – bradou Severo agora tomado por um nervosismo descontrolado e incompatível com sua inabalável ponderação. Harry arqueou o braço em direção ao odiado professor, apontando a varinha para ele de maneira intimidadora. - Não ousaria me ameaçar – replicou Snape. – Não teria coragem de ferir um homem desarmado, Potter!

― Um homem sim, mas um traidor como você? Posso abrir uma exceção! – a fala de Harry saiu amargurada e cheia de rancor.

― Quem deu esse camafeu a você, Potter? Responda! – ignorando a advertência do menino, Severo prosseguiu. – Há anos não o via!

― O que o camafeu do meu pai interessa a você? – questionou Harry verdadeiramente incomodado com aquela estranha insistência de Snape. O professor gargalhou em um tom discreto e áspero, avaliando de modo atento a curiosidade do garoto.

― Interessa-me justamente porque não pertence ao seu pai! – disse Severo por fim.

― Claro que pertence! Foi um presente de aniversário da minha mãe e há uma inscrição aqui ao lado! Um “P” de Potter!

― Ou será um “P” de Prince? – insinuou o professor. - Parece que se esqueceu de uma coisa: existem outros nomes iniciados com a letra “P” além do seu, Potter! Vejo que o seu convencimento é um vício do qual seu pai sofria também! Meu nome completo é Severo PRINCE Snape! Lílian me presenteou com esse camafeu realmente no meu aniversário e usou a inicial do meu nome trouxa na inscrição para me lembrar de que um mestiço não deveria compactuar com a perseguição a bruxos por distinções de sangue. Essa fotografia dela fui eu mesmo quem tirei alguns meses após ter recebido o presente!

Naquele instante, não se poderia precisar a confusão de sentimentos que se passava na mente de Harry. Era custoso demais acreditar naquilo que havia escutado, contudo inexistiam razões para Severo estar mentindo. Toda a inquietação do garoto viera à tona com aquela revelação e, de algum modo, Potter sabia que era verdade. Ele apenas não conseguiria dizer se desejava conhecer mais sobre o assunto ou parar por ali. Apesar disso, algo o compeliu a indagar:

― Você e minha mãe...

― Lílian foi uma grande amiga, Potter. Somente tomamos rumos diversos. A tentativa dela de me fazer desacreditar na causa dos sangues puros, com a inscrição da inicial do meu nome trouxa nesse camafeu, não foi mais forte que a sedução das idéias que o Mestre professava. Seguimos caminhos diferentes, portanto. Recordo-me de ter perdido essa jóia há muitos anos. Às vezes, questiono também se não foi o próprio Lord quem me separou dela... Bem, isso não vem ao caso agora! Potter, você está com a minha varinha, ou seja, eu estou desarmado! Não é preciso pensar muito no que fazer! Você deve me estuporar para ficar claro que resisti à sua fuga, pegar o barco e desaparecer daqui! Está esperando o quê?

― Você ficou louco? Se eu fugir, Hermione morre!

― Meu relógio está atrasado, Potter!

― Como? Atrasado? – Harry fitava o professor com ceticismo. – Atrasado quanto?

― Quanto você acha, garoto? – Severo sibilou venenosamente, guardando entre os lábios um sorriso árido. – Já passam das doze e não temos muito tempo! Logo o Lord voltará! Anda! Faz o que eu digo e some daqui!

― Mas... mas...

― Sem “mas”, Potter! Não é hora para heroísmo. Não seja patético como o seu pai!

Diante do insulto a Tiago, foi com um exorbitante prazer que Harry direcionou a varinha para Severo e proferiu o feitiço estuporante:

Estupefaça!

O professor caiu desfalecido sobre o chão de folhas negras, ficando visível apenas sua face amarelada, tendo em vista que a vestimenta preta se confundia com escuridão do solo. Harry possuía o semblante contraído de tensão e os batimentos do coração alternavam-se num ritmo descontrolado. O garoto ainda procurava compreender o que o professor Snape tinha acabado de fazer e, embora fosse certo que seu ódio por ele não havia se encerrado, era igualmente exato que se fazia impossível não respeitá-lo depois daquela atitude. Potter continuaria a desconfiar de Severo, entretanto sua crença no julgamento de Dumbledore elevara-se a um patamar inalcançável durante aquela madrugada fria. Na embarcação, o moreno estava prestes a lançar a âncora sobre as águas escuras do Oceano dos Mortos quando uma voz esganiçada pediu que ele aguardasse um pouco mais.

― Harry Potter, meu senhor! Ainda não! Ainda não deve jogar a âncora! Tem que ser no instante certo, senhor! Tudo precisa ser no tempo correto!

― Dobby? Sabia que havia alguém me seguindo – o garoto falou mais para si mesmo.

― Harry Potter, meu senhor, Dobby não teve a intenção, mas professor Dumbledore disse que era necessário! – explicou o elfo batendo com a cabeça na madeira do barco.

― Então foi você quem quase derrubou o Malfoy! – constatou o moreno agradecendo internamente àquela criaturinha por ter provocado a cena de pânico que Draco fizera quando ouviu as batidas no bote.

― Perdão, Harry Potter! Meu senhor, professor Dumbledore pediu que o seguisse em qualquer lugar fora da escola, mas ele deixou claro que Dobby não poderia interferir em nada para não prejudicar um pacto! Dobby não resistiu, senhor, e fez o Malfoy malvado quase cair, por isso me puni. O professor me falou que eu só deveria aparecer quando o pior já houvesse passado. Eu quis ajudar e não pude! – confessou o elfo decepcionado. – Mas agora vou levá-lo de volta para o castelo! – ponderou a criatura de olhos esbugalhados que acabara de pegar a âncora das mãos de Harry e jogá-la ao mar. Em milésimos de segundos, o barco retornou à conhecida Floresta Proibida e, para surpresa de Potter, Draco se encontrava preso a um amontoado de cordas que Fred conjurou certamente fazendo uso da varinha que, pouco antes, o amigo lhe entregara.

― Harry! Você está bem? – o ruivo andou com dificuldade até Potter abraçando-o e substituiu a expressão de derrota e tristeza, que possuía no rosto, por uma alegria verdadeira. Saber que Harry estava vivo evidentemente confortou o Weasley.

― Sim, Fred, e você? – perguntou o moreno.

― Estou bem! De quebra, consegui render o idiota do Malfoy. Quem diria? O pateta ainda me veio com uma história de que agora era “o mensageiro” de Você-Sabe-Quem! Deixa só o Jorge saber disso! Podemos até arrumar um emprego de coruja pronta entrega para esse panaca na loja de logros se o chefinho dele o demitir. – Harry não conseguiu conter o riso ante aquela idéia estapafúrdia.

― Harry Potter, meu senhor, o menino Malfoy fugiu! Enquanto vocês conversavam, o garoto virou uma coruja negra na minha frente e sumiu rumo ao castelo! Não houve tempo do Dobby fazer nada – lamuriou-se a criaturinha.

― Puxa! – recriminou-se Fred. – Não deveria ter deixado de apontar a varinha para ele.

― Provavelmente foi avisar aos Comensais que o plano fracassou! Precisamos chegar rápido! – Potter invocou alguns feitiços cicatrizantes a fim de que o ruivo conseguisse andar mais depressa. Desse modo, fizeram todo o percurso de volta a Hogwarts sem dificuldades, uma vez que Dobby conhecia perfeitamente vários atalhos nunca antes utilizados pelos garotos. O Weasley ainda se culpava por ter permitido que Draco escapasse, no entanto logo se convenceu de que aquele não era o maior dos problemas pelos quais passariam. A marca negra estava posicionada com ampliação grandiosa sobre a torre mais próxima da casa Grifinória e era possível ver, mesmo de longe, feixes de luzes saindo de todas as partes que denunciavam um combate intenso no interior do castelo.

Por uma das passagens secretas, Harry, Dobby e Fred conseguiram entrar na escola e o ambiente era simplesmente desolador. Várias das estátuas existentes, ao longo do corredor pelo qual passavam, haviam sido destruídas formando um amontoado de bronze retorcido sobre o chão. As paredes possuíam alguns buracos e as poucas cortinas que ainda se faziam presentes nas janelas encontravam-se rasgadas, conferindo ao lugar um aspecto de pós-guerra verdadeiramente apavorante. Gritos ensurdecedores provaram que a batalha não havia se encerrado e os três apertaram o passo rumo ao som agora próximo. Encurraladas por dois comensais da morte, Gina e Lilá tentavam se esconder sem sucesso entre as estantes da biblioteca enquanto estalidos de feitiços eram lançados impiedosamente contra elas.

Crucio! – berrou um dos servos de Voldemort no exato instante em que as garotas chegavam a uma fileira de livros sem saída. Logo, novos gritos quebraram o silêncio momentâneo, demonstrando que outra sessão de tortura se reiniciara.

Fred, Harry e Dobby apressaram-se em auxiliar as meninas lançando conjuntamente uma série de feitiços estuporantes sobre os Comensais. Conseguiram atingir apenas um, já que o outro se encontrava mais perto da saída e alcançou a porta numa rapidez impressionante. Do lado oposto da biblioteca, ainda era possível escutar vozes exaltadas numa discussão entrecortada de maldições e escudos de defesa.

Expelliarmus! – gritou o Comensal que se aproximava de Luna, fazendo a varinha dela voar por alguns metros de distância.

― EI! Procure alguém do seu tamanho, idiota! – provocou Rony que o seguia com o dedo desafiadoramente em riste. O comensal se virou na direção do rapaz encarando-o com incredulidade e esse foi o tempo necessário para que Luna se levantasse e corresse dali em busca de ajuda.

― Ora, ora, ora! Outro ruivo! Pelo jeito tão piadista quanto aquele que eu seqüestrei e tive o prazer de torturar! Acho que o nome do garoto era Fred... Acredita que ele teve a audácia de me chamar de morcego das trevas? – confessou o comensal sorrindo maliciosamente. – Isso antes de cair aos prantos! – continuou o homem de vestes escuras.

O rosto de Rony se iluminou com uma raiva insana e desmedida. O menino se viu diante do Comensal que havia raptado o irmão e a idéia do sofrimento que seria necessário para fazer Fred chorar foi capaz de preencher Ronald com uma ira de proporções inimagináveis.

Vingardium Leviosa! – disse Rony com uma frieza e calma chocantes. O Comensal fitou o menino cheio de descrença e ainda tentando imaginar se estava diante de um bruxo burro ou um bebê que balançava inutilmente um graveto como se regesse sobre o ar uma orquestra invisível.

― Um feitiço de levitação? Pretendia fazer com que eu voasse, garoto? Errou a mira – o servo do Lord ironizou enquanto ria alto pela biblioteca. – Acha que devo ter medo de um feitiço simples como esse?

Finite Incantatem! – falou Ronald, fazendo com que a imensa mesa localizada agora acima da cabeça do Comensal despencasse pesadamente sobre ele. – Não, não acho que deva ter medo de um simples feitiço! Mas do fim dele? Pode apostar que sim! – Rony respondeu para o bruxo desfalecido que jazia embaixo da pilha de carvalho; pouco antes, uma mesa.

Luna levara Harry, Dobby, Fred, Gina e Lilá ao local da biblioteca onde Ronald lutava contra o Comensal e todos chegaram ainda em tempo de presenciar a pergunta do servo de Voldemort ser respondida energicamente pelo Weasley.

― Maninho, nem eu conseguiria tanto! – admitiu Fred sorrindo e se fazendo notar. Rony correu para o irmão que estava abraçado a uma Gina emocionada. Seus olhos cintilaram como os dela e ele agradeceu a Deus por recuperar aquele membro da família, mostrou-se grato por este continuar vivo e bem.

― Rony, realmente obrigada – interrompeu Luna já de posse da varinha.

― Não foi nada – enxugando as lágrimas dos olhos para que ninguém as visse, o garoto falou sinceramente. - Temos de procurar os outros – o ruivo lembrou enquanto se aproximava de Harry a fim de cochichar no ouvido do amigo um agradecimento muito semelhante àquele que havia recebido. Não foi surpresa escutar uma resposta idêntica a que dera há pouco.

Todos deixaram a biblioteca percorrendo cuidadosamente o caminho que levava à casa Grifinória. As cenas de destruição os acompanharam a cada passo que davam e foi impossível ignorar uma volumosa poça de sangue visível no canto de um dos corredores parcamente iluminados. Ninguém foi capaz de pronunciar sequer uma palavra sobre aquilo, entretanto era evidente a apreensão daquelas almas aflitas. Quem teria sido? O silêncio eloqüente indagava nas mentes de cada um com o que parecia ser um grito sem fim. Quando atingiram a torre próxima da Grifinória, ouviram um brado feminino reclamar que não estava enxergando. Embora nada conseguisse ver, a mulher enlouquecida lançava feitiços em todos os lados, impedindo o grupo de chegar ao retrato da mulher gorda.

― O que você fez? – berrava a Comensal histérica para Neville. O menino conservava nas mãos o saco do pó cegante que havia lançado nos olhos dela. A nova gemialidade não só tinha sido aprovada como foi definitiva para salvá-lo, e as instruções de Jorge garantiram que Longbottom a usasse sem se ferir.

Mancando, Dino se esforçou a fim de alcançar um espaço seguro das rajadas de feitiços distribuídas indiscriminadamente pela serva de Voldemort e, apenas assim, pôde imobilizá-la.

Incarcerous! – pronunciou Thomas prendendo a mulher entre várias voltas de uma corda forte. O garoto sorriu para Neville, que permanecia abaixado e ainda atônito pelo modo como as coisas aconteceram. Tão logo a situação se controlou, Longbottom se ergueu e ajudou Dino a caminhar até o ponto onde Gina e os demais aguardavam. A menina se desvencilhou de Fred para abraçar o namorado e o beijou ternamente na boca sob os olhares confusos do Weasley recém chegado.

― Gina! – chamou Fred num falso tom de bronca. – Isso não é justo! Eu acabei de voltar e você já me trocou?

― Bem, ela não poderia beijar você do mesmo modo, Fred! Acho que esse detalhe pesa um pouco – ponderou Lilá sorrindo entre leves gemidos de dor. – Contente-se em ser um bom cunhado – aconselhou a garota finalmente.

― Onde estão Mione e Jorge? – perguntou Harry, que não conseguira relaxar mesmo com a amenidade daquela conversa. Ante a ameaça de Voldemort, era efetivamente um alívio ver todos bem. Contudo, isso não diminuía a sua preocupação e um forte pressentimento nauseante que teimava em incomodá-lo. Ele precisava saber de Jorge e seu coração clamava pela presença de Hermione como uma exigência que não poderia deixar de ser atendida.

― Antes dos Comensais invadirem a escola, a maioria dos alunos foi conduzida as suas casas. Parece que havia integrantes da Ordem guardando a entrada de cada uma delas, além dos professores. Mas nós não conseguimos ficar parados no salão comunal e fomos procurar você – assumiu Gina, envergonhada.

― Fomos apanhados a caminho da sala precisa por vários Comensais – interveio Neville.

― Não houve como ficarmos juntos – concluiu Rony, amargurado. – Desde aquele instante, não vi Jorge ou Hermione. Apenas consegui me manter perto de Luna; eu sabia que Gina e Lilá estavam um pouco a nossa frente quando fugimos para a biblioteca.

― Precisamos encontrá-los – Harry disse no exato momento em que começou a andar na direção do escritório de Dumbledore, seguido pela AD. Ele não sabia por que, mas sentia como se precisasse estar lá. Aquela impressão estranha revolvia seu coração num compasso acelerado e Potter teve a leve sensação de que um sabor amargo tomou conta de sua boca inexplicavelmente.

No corredor de acesso à sala de Alvo, Hermione lutava, ao mesmo tempo, com três Comensais, munida apenas de uma coragem grandiosa.

Estupefaça! – conjurou um dos perseguidores dela.

Protego! – a morena se defendeu com precisão.

― Sua tola! Certamente Harry Potter já está morto! Facilita as coisas e poderá se juntar a ele de modo rápido e indolor – sugeriu o homem de trajes negros, irritado com a persistência da menina em se manter viva.

Petrificus Totalus! – berrou Hermione, ignorando os conselhos do servo de Voldemort, enquanto corria em direção à gárgula. A garota conseguiu derrubar o interlocutor, no entanto os dois outros Comensais mantinham-se apostos e não tardaram em lançar novos feitiços contra ela.

Avada Kedavra! – Um raio verde saiu da ponta da varinha de um deles buscando o alvo em meio ao caos já instalado.

Estupefaça! – insistiu o outro para se certificar que o fim havia sido atingido.

Os dois feixes de luz, vindos de pontos distintos, perseguiram Hermione obstinadamente. Um deles apenas se chocou contra a gárgula que guardava a entrada da sala de Dumbledore, pulverizando-a em minúsculas partículas de uma poeira cinzenta e pesada. O outro acertou em cheio as costas da menina, fazendo-a cair inerte sobre o chão da escada que, em vão, ela tentara subir.

Também atraídos pelo barulho, Potter e os amigos chegaram aquele lugar. Entre a nuvem de pó, eles puderam observar, mesmo precariamente, o professor Alvo duelando sozinho com os dois Comensais restantes: os homens responsáveis por aquele quadro de tristeza e destruição. A AD assistia paralisada ao embate. Entretanto, não foi nisso que Harry se fixou. O garoto somente tinha olhos para o corpo indefeso que restava prostrado em meio à bruma de poeira. Ele simplesmente se negava a acreditar na própria visão. Recusava-se a crer que tudo se finalizara naquela cena negra. Culpando os óculos, Harry os retirou da face num gesto desesperado de libertação e se precipitou ao local onde Hermione permanecia. O menino desconsiderou o duelo pelo qual teria de atravessar e mecanicamente abateu o Comensal que se colocou em seu caminho, cortando, enfim, a densa neblina.

Quando alcançou a namorada, tinha o rosto salgado por lágrimas e as mãos trêmulas, hesitantes. Vencendo o medo que quase o imobilizara, Potter se sentou no chão trazendo Mione para perto de si num abraço acolhedor. Sentiu um bolo invisível penetrar-lhe a garganta e o choro saiu convulsivo, entristecido, desesperado como o reflexo de tudo aquilo que representa a palavra “dor”. Involuntariamente, Harry pressionou seus lábios contra os de Hermione e um conhecido sabor doce invadiu a boca dele, contrastando com o amargo que, pouco antes, fizera morada ali. Desse modo, o garoto percebeu que a esperança ainda poderia ser nutrida, poderia ser alimentada até o último grão.

Rennervate! – o menino arriscou um feitiço reanimador. Vagarosamente, Mione abriu os olhos. A respiração estava muito fraca, mas sua presença já era um alento. Ela continuava viva. O feitiço que a atingira foi o estuporante e não a maldição da morte.

― Depressa, leve-a para Madame Pomfrey! – disse Dumbledore que acabara de prender o último comensal.

Harry carregou nos braços a garota que amava e seguiu escoltado pela Armada de Defesa para a ala hospitalar. Precisariam de muita sorte dali em diante e era certo que uma dose extra dela estava guardada em algum lugar, restava escondida em algum local, pronta, quem sabe, para ser simplesmente usada.


Continua...


Arwen Undómiel Potter

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Fanfic escrita por Arwen Undómiel Potter
Capítulo revisado pela beta-reader Andy “Oito Dedos”

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Agradecimentos:


Meus queridos,

Ufa! Meu Deus que capítulo difícil! É certamente o maior de toda a ficção até agora e há evidentes razões para isso. Se estiver correta, esse é o nosso antepenúltimo encontro e não posso me alongar aqui, a fim de evitar que antecipe o futuro da história ou a despedida dela... Tudo ao seu tempo! Portanto, quero inicialmente agradecer a TODOS que sempre se fazem presentes aqui! Sou grata de coração por cada um de vocês, pelo carinho, pela ajuda, enfim, por tudo que já fizeram e fazem tão generosamente pela ficção! Agora, vamos sem demora ao agradecimento dos meus amados comentadores:

RHAISSA! Perdão, querida! Só pude atualizar agora (assim que acabei). Os estudos, trabalhos, responsabilidades com as ficções que "beto" não deixaram que eu viesse antes. Mas é maravilhoso saber que gostou tanto do capítulo 30! Concordo com você, querida! As lembranças de Harry e Mione foram extremamente emocionantes! E o mensageiro é muito bonito com certeza! Acho que seria ideal termos um pombo correio desses! Eu mandaria diversos recados só para vê-lo mais vezes (risos). Ah, sim! Certamente farei outras ficções Harry e Hermione após essa! Na verdade, encerrei uma Rony e Hermione junto com o capítulo 31 dessa fic. A idéia da shortfic surgiu e, como não conseguiria fazer outra H/H concomitante a essa, então a escrevi em agradecimento a todos os R/H que, mesmo gostando de outro shipper, leram e lêem “A Poção da Felicidade”! Contudo, o projeto da próxima H/H já está sendo trabalhado! Fica tranqüila! Que maldade com a Gina, Rha (risos). Veremos o que pós-batalha trará... Mais uma vez, obrigada por sua presença tão maravilhosa! É preciso realmente coragem para postar uma ficção, contudo é a generosidade de pessoas incríveis como você que tornam essa tarefa um verdadeiro prazer! Obrigada sinceramente por tudo que sempre faz por essa história! Infelizmente não deu para postar antes e agradeço a compreensão! Um super beijo para você, querida!

JERRY MAGUIRE! Olá, querido! Excelente que tenha aproveitado o capítulo 30! Espero que o 31 satisfaça parcela da sua curiosidade! Logo você saberá de tudo! Beijos e até o capítulo 32!

JULIA_GRANGER_POTTER querida! Pois é! Malfoy era o mensageiro (alguns até descobriram rs). O Lord tem artimanhas que nem eu ouso imaginar (essa foi só uma delas...). É um futuro interessante o que a Mione viu... muito interessante... Atendi ao seu pedido e postei mais um! Espero vê-la em breve, querida! Um beijo especial e até logo!

Querida ALINE BRAGA, também me emociona muito lembrar que já se passou 1 ano e como me deixa feliz saber que você estava junto de mim durante esse tempo! Os momentos de diálogo foram sim significativos e continuam sendo! Obrigada pelas congratulações, querida! A festa também é sua e sei que tem consciência disso! Não precisa se desculpar! A porta sempre estará aberta para que você venha quando puder, meu anjo! Devo dizer que você captou a essência do capítulo 30! Envolvimento de Draco, ansiedade da AD, inquietude da Mione por causa do Harry e amadurecimento do garoto (do homem) para enfrentar o capítulo 31! Os Duelos de Titãs! Agradeço realmente tudo, Aline! Por sua compreensão tão humana, pela sua generosidade de alma em dispor de parte do seu tempo para ler a fic e comentá-la (sempre que pode!). Saiba também que poderá contar comigo sempre que precisar! É só entrar em contato, está bem? Um forte abraço, um grande beijo, fica com Deus e até breve!

NATY89, bom demais saber que o capítulo 30 despertou sua curiosidade para o fim! Fico muito alegre com isso e saiba que estamos perto! Obrigada pelos parabéns e por comentar, querida! Beijos, Arwen.

LARISSA querida! Você disse e acertou! O salão do tempo deu muita coisa! Quanto às visões se concretizarem? Veremos... Vou responder uma pergunta sua (na verdade já respondi rs)... eles não tornarão ao salão (o próprio guardião do tempo afirma que não seria mais visto por Harry depois do mergulho). Paro por aqui, a fim de evitar me exceder na resposta e estragar o que está por vir. Ah, faltam somente 2 capítulos para o fim (salvo engano...). Quanto à “feitura” do filho de Harry e Mione... bom, melhor aguardar... melhor aguardar... Espero não ter demorado muito! Esforcei-me para postar antes, contudo alguns trabalhos me impediram. Tenho certeza de que me entende! Um beijão para ti!

Minha querida EDILMA MORAIS! Puxa, que lindas suas palavras! O momento do Harry com a mãe foi realmente tocante! De fato estava emocionada quando escrevia, assim como o instante do parto de Mione... Muito gratificante saber que essas imagens ficaram retidas em sua memória, coração e espírito! É exatamente por pessoas como você que escrevo, Edilma! Você não imagina o quanto me deixou feliz! Essa história é feita com muito amor mesmo! Quanto ao momento em que será feito o filhinho do Harry e Mi? (risos). Adorei a sua pergunta, mas melhor ver o que acontece... falta pouco para o fim... Saiba que também adoro você, minha linda! Grandes beijos, Arwen.

Venerável ANDY 'OITO DEDOS'! Minha amada beta! Fico cheia de felicidade pelo seu apoio, carinho e dedicação! Você também mora no meu coração e agradeço a Deus por ter te achado! Não importa que tenha vindo depois do dia 5 (risos). A verdade é que você entrou na vida dessa ficção antes dele e fez parte da festa em pensamento (tenho certeza disso). Um beijo e um queijo, querida!

SUELEN GRANGER, obrigada pelo estímulo para que eu continue, querida! Alegra-me saber que gostou do capítulo 30! Beijos, Arwen.

Querida CAROLINE MARQUES! Seus olhos atentos e seu coração sensível não deixaram escapar os significados presentes no passeio pelo tempo que Harry e Hermione fizeram! Fico extremamente feliz com isso! O mérito da surpresa com o Malfoy se deve, em parte, à capacidade que Voldemort tem de ser imprevisível e astuto. O Lord planejou muito bem cada coisa... pelo menos achou que sim... obrigada pelo feliz aniversário e, principalmente, por ter vindo para a festa, por me ajudar sempre comentando e ser essa pessoa tão doce! Um beijo imenso para você!

DANIELA PAIVA, você se surpreendeu com o Malfoy? Ele sempre surpreende, não é? Adorei que tenha gostado da ida do Harry e Mione ao salão do tempo! Muito está dito ali, querida! Obrigada pelos parabéns e por sempre estar aqui comigo! Mil beijos, Arwen.

BRUNA S. C., ou melhor, BRUH ANGELLORE querida ! Você não se enganou! Está me ajudando desde o começo dessa ficção e como eu te agradeço! Muito bom que encontrou a poltrona de chitz que havia reservado especialmente para você! Quanto ao hidromel? Fica para comemorarmos o último capítulo já que, sim, você é parte dessa ficção e uma parte muito importante! Muito obrigada pelos parabéns! Sei que ser prestigiada por uma excelente escritora com o seu talento é uma honra para a qual gratidão ainda será pouco! OBRIGADA MESMO! Quer dizer que você não sentiu firmeza nas lembranças... hum... por que será? (risos)... Saberemos... Você pensou no Malfoy? Pensou certo! O loiro estava realmente muito estranho (muito mesmo!). Havia uma razão para isso e você já sabe qual... Bom... o duelo Harry-Voldemort foi o que precisava ser... não ouso dizer mais... não para você que pega as coisas no ar... que capta tudo, mesmo quando presente só em pensamento (ou nas entrelinhas da história!). Muito bom que gostou do capítulo 30 e tomara que aprecie o 31! Também acho o Harry simplesmente PERFEITO para a Mione! Fica com Deus, meu anjo, e até breve!

OTAVIO BACH, como você fez parte desses 12 meses! E como eu agradeço a você por tudo que tem feito, querido! Sem comentários o seu comentário! Deixou-me sem palavras e ele foi avassalador (risos). É verdade, Malfoy estava estranho... saía no horário de aula... encontrões pelos corredores já o deixavam nervoso... e eis que o nosso mensageiro se revelou! Fico feliz que tenha apreciado o capítulo 30 e obrigada sinceramente pelo comentário e pelos parabéns! Beijos grandes, Arwen.

Querida ANA LÍVIA, que bom que gostou do capítulo 30! Espero que tenha aproveitado o 31! Realmente pode surpreender um pouco o Malfoy ser o mensageiro, mas as pistas estavam todas aí (risos). Juro que estavam! Obrigada pelos parabéns e desejos de sucesso! Esteja certa de que sua contribuição para essa festa de 1 ano foi muito grande também! Beijos, Arwen.

Mais uma vez, torno a agradecer a TODOS pelas presenças, comentários, votos, e-mails e tantos outros modos que vocês sempre encontram para se fazerem presentes nessa ficção! Abraços especiais para minha beta que em breve revisará esse capítulo!

Um grande beijo em todos, fiquem com Deus e até o nosso penúltimo encontro,

Arwen Undómiel Potter

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