A carta



-E então? Como foram, queridos?-perguntou a sra. Wealsay.
-Passei, mamãe! Eu passei!-disse Rony.
-E você, Harry, passou também?-perguntou Gina, aparentemente dando mais atenção ao garoto do que ao irmão.
-Passei.-disse Harry
-Viu?-Retrucou Mione-e você ainda estava preocupado antes da escola-ela deu um suspiro ao falar isso-fechar.
-É. Mais eu tive um treinamento especial. Uma prova de fogo.-Dizendo isso subiu para o quarto. Talvez ninguém soubesse muito bem o que ele queria dizer, mas ele sabia muito bem. Antes de, como Hermione falou, Hogwarts fechar, um pouco antes de Dumbledore morrer, ele havia aparatado de uma caverna, onde ele e o diretor haviam ido procurar o medalhão de Slytherin, acreditando ser uma Horcrux, até Hogsmeade, e com Dumbledore sendo seu acompanhante.
Harry passou a manhã inteira pensando em Dumbledore e no Snape. Como Snape podia ser um triador. Ele era chato, era. Perseguia Harry, pelo simples fato de ele ser filho de Tiago Potter, perseguia. Até aí tudo bem. Mas matar Dumbledore?! Aí já era demais. Harry teve seus pensamentos interrompidos por Gina, que acabara de adentrar no quarto.
-Harry? Tudo bem com você?
-Claro, Gina. Só estava pensando no TRAIDOR-e deu ênfase à palavra- do Snape.
-Olha, Harry, tudo bem que você ficou abalado com a morte de Dumbledore e com Hogwarts sendo fechada,todos ficamos. Mas daí a ficar trancado no quarto? Vamos. Saia um pouco dessa monotonia. Depois do almoço podemos dar uma volta pelo jardim.
-Você sempre sabe como me consolar, Gina.-Disse Harry passando a mão pelo rosto da menina.
Gina sabia. Agora era a hora. Quem sabe Harry finalmente queisesse voltar com ela (Não que já não tivesse voltado, mas não havia admitido isso ainda). Foi aproximando seu rosto do rosto de Harry, suas bocas quase se encostando...
-Caham.
Harry e gina olharam. Rony estava ali, em pé na porta.
-Mamãe mandou avisar que o almoço está pronto.
-Ok, Rony. Já estamos descendo-disse Gina, com um que de raiva na voz.
Rony desceu as escadarias. Sabia que na primeira oportunidade, Gina ralharia com ele por ter sido tão estraga-prazeres.
-Então, Rony?
-Eles já estão vindo, mãe.
Todos sabiam o que Gina e Harry estariam fazendo lá em cima, menos a sra, e o sr, Weaslay(que, pela primeira vez em duas semanas, havia vindo almoçar com a família), que não sabiam do caso entre os dois na escola. E puderam perceber que Rony atrapalhara os planos dos dois pela cara de raiva de Gina. Harry se mantinha neutro.
-Então, crianças? Como têm sido seus dias?-perguntou o sr. Weaslay.
-Bons.
-E você Harry? Tudo bem com você?
Provavelmente, o sr. Weaslay havia notado a cara de triste de Harry.
-Tudo-resmungou ele.
O sr. Weaslay pareceu notar que o garoto não estava a fim de conversa, pois não perguntou mais nada. Mas, Harry, que havia se lembrado de algo, perguntou:
-Vocês disseram que o Gui está na França com a Fleur?
-Sim, Harry, querido. Porque?
-Mas e o fato de ele agora ser um "meio" lobisomem? Isso não acarretaria problemas em uma viagem de férias para a França?
-Harry-começou o sr. Weaslay-Nós não sabemos se ele vira ou não lobisomem, pois a última vez em que isso poderia ter acontecido ele não estava em casa, a ponto de podermos ver. Mas garanto que, se acontecer alguma coisa, Fleur ou alguém relacionado saberá cuidar do problema.-e dizendo isso fez questão de enfatizar que a conversa terminava ali.
Após o almoço, Harry foi dar um passeio com Gina. Andaram pelo jardim, então pararam, um de frente para o outro. Harry botou a mão na nuca de Gina. Iam se aproximando, quando foram, mais uma vez, interrompidos. Desta vez não foi Rony, mas sim um gnomo que saia de sua toca procurando minhocas. Gina foi pegar o duende para arremessá-lo pra fora do muro, mas Harry foi mais rápido, e deu um chute no duende. Este voôu longe.
-Não se preocupe, nunca farei isso com Rony.-disse Harry, percebendo o olhar assustado de Gina. Esta riu. Harry, novamente, colocou uma mão na nuca de Gina, e postando a outra na cintura da mesma, foi aproximando-a de si. Harry sentiu os lábios de Gina nos seus. Seus pés saíram do chão. Parecia estar flutuando no nada. Uma sensação muito boa. Então, se separaram. Sentaram debaixo de uma árvore, e ficaram ali, discutindo os momentos bons que haviam passado juntos, e dando, a pequenos intervalos, beijos rápidos. Enquanto isso, dentro do quarto, Hermione lia seu livro sobre as criaturas mágicas. Mas, de repente, fechou o livro. Aquele livro fazia ela se lembrar de Hagrid. Sabia que nunca mais veria-o, ou se visse, seriam poucas vezes e por um breve espeço de tempo. Então, Rony adentra no quarto.
-Mione, eu queria falar com você.
-Pois fale.
-Sabe no funeral do Dumbledore, quando eu acariciei seus cabelos.
-Sim. Que que tem?
-Bom. Acho que não foi por acaso. O Harry me fez perceber o que eu realmente sentia por você e...
Desta vez foi a vez de Rony ser interrompido. Uma coruja negra tentava entrar pela janela. Rony abriu a janela e retirou a carta do bico da coruja.
-É pra minha mãe.
-Porque ela não entrou lá por baixo.
-Vai ver tentou, mas ninguém percebou.
-Vamos entregar a carta à sua mãe.
-Ok. Já vamos aproveitar e botar a coruja no corujal.
E foram. Quando entraram no corujal, Rony empoleirou a coruja num canto alie tentou recomeçar a conversa.
-Mione, então...
-Olha, Rony. Eu percebi o que você quis dizer. Mas não acho que estou preparada para qualquer pergunta que você vier a fazer.
-Mas...
-Olha, conversamos outra hora, Ok?
-Tude bem-murmurou Rony.
Desceram e entregaram a carta à sra. Weaslay. Esta murmurou alguma coisa como "tudo bem, tudo bem" e se virou para Rony e Mione.
-Vão chamar Harry e Gina para o jantar. Eles devem estar no jardim.
Rony e Hermione foram. Quando chegaram, surpreenderam os dois(Harry e Gina) dando um longo e demorado beijo.
-Caham.
Os dois se viraram.
-Mamãe está chamando vocês para o jantar.
Gina e Hermione foram mais a frente, enquanto Rony e Harry, mais atrás, conversavam.
-Foi boa sua tarde?-perguntou Rony
-Muito. Acho que acabei de reconsiderar a decisão que tomei no enterro de Dumbledore.
-Cuide bem de minha irmã, sim?
-Ok. Mas, me responda uma coisa. Porque você não se entrega logo para Mione?
-Bom-respondeu Rony corando-Hoje eu tentei fazer isso, mas ela me disse que não estaria preparada para responder nenhuma pergunta que eu fizesse.
Um pouco mais na frente, Gina e Mione também conversavam.
-Sabe, Mione, não entendo porque você e o Rony ainda não estão juntos.
-Gina, você sabe que eu não gosto do Rony.
-Não é o que parece-resmungou Gina.
-Gina!
-Qual é, Hermione. Você sabe muito bem que meu irmão é gamado em você, e melhor do que ninguém sabe que gosta dele.
-Eu NÃO-e deu ênfase à palavra- gosto dele.
-Ok, ok. Mas depois não diga que não tentei ajudar.
Eles se dirigiram para a cozinha, se sentaram, e esperaram pelo jantar. Mas, de repente, um gnomo, vindo do jardim, adentrou na cozinha. Gina não se conteve e deu um belo chute neste. Então o gnomo voôu e bateu na sra. Weaslay, que vinha carregada de um prato de macarrão. Este caiu no chão.
Gina se encolheu, sabia que havia feito merda. A sra. Weaslay olhou para ela com censura e começou:
-Ginevra Molly Weaslay! Olha o que você fez!-disse.
-Ginevra?-Perguntou Rony-seu nome é Ginevra?
-É sim, porque?-respondeu a garota
-Eca...
-O que você tem contra ele, sr. Billius?
-Pelo menos Billius é meu nome do meio, e Ginevra é seu primeiro.
-Mas as pessoas me chamam de Gina.
-E as pessoas me chamam de Rony.
-E que tal "Roniquinho"?
-Não me chame assim-murmurou Rony.
-Roniquinho, Roniquinho e Roniquinho.
-Para! Já disse para não me chamar assim.
-Então não me chame de Ginevra.
-Mas eu não chamei. Só perguntei se esse era mesmo seu nome.
-Porque a mamãe me chamaria assim se não fosse?
-Crianças, crianças-interrompeu a sra. Weaslay-parem com essa discussão já.
-Mas foi você quem começou, mãe.-Retrucou Gina
-EU??????
-É. Você me chamou de Ginevra.
-Muito bem, muito bem. Vamos parar já com essa discussão boba.
Harry ainda ouviu Rony murmurar um "eca" mas foi só.
-Agora vou ter que fazer a janta de novo. Bom, desta vez vou fazer de um modo mais fácil.-e preparou outro prato de macarrão com a varinha. Todos comeram silenciosamente. Quando acabaram e estavam já subindo para seus respectivos quartos, a sra. Weaslay chamou Harry.
-Sim, sra Weaslay?
-Bom, hoje recebi uma carta...
-De quem?-interrompeu Harry.
-Isso não vem bem ao caso.-respondeu ela-o caso é que, agora que você é maior de idade, poderá morar sozinho. E você poderá partir amanhã mesmo para o Largo Grimmauld, número doze.
-Hum, ok-disse Harry- Tudo bem. Amanhã demanhã arrumarei minha malas, e então irei para lá.
-Bom, Harry, querido, agora vá dormir- dizendo isso ela se retirou.
-Harry rumou para seu quarto. "Finalmente" pensou ele. "Finalmente morarei sozinho. No lugar que mais me traz lembranças de Sirius. E que ainda tem todos os quadros da família Black reclamando sempre que se faz um ruído."
Como que lendo seus pensamentos, o sr. Weaslay, lá debaixo falou:
-E não se preocupe, Harry. Demos um jeito de tirar aqueles quadros reclamões de lá.
-Ah. Obrigado, sr. Weaslay.
Então rumou para o seu quarto, se jogou na sua cama, e adormeceu rapidamente.

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