Sob o olhar de Ron






Depois de longa ausência, estou de volta! Peço desculpas aos que descobriram a fic justamente no meu período de stand by. Como não estava acontecendo uma interação com os leitores por aqui e a FeB apresentou vários problemas técnicos, meio que fui abandonando esse espaço. Mas as leitoras lindas que me procuraram no twitter me convenceram a voltar (ahuahuahuahuahua)!

Como o título já antecipa, este capítulo vai apresentar o ponto de vista de Ron, começando com um breve flashback. Espero que curtam!


Beijos!


* * * * * * * *







Para ouvir antes, durante ou depois da leitura do capítulo:


Boys Don’t Cry


(The Cure)


http://bit.ly/2ykVy4k


 


 


“O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige, nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença”.

(Carlos Drummond de Andrade)


 


 


 


Quando chegou em casa, ele foi tirando as botas, que jogou contra as paredes antes de proferir palavrões. “O que está acontecendo? Você quase destruiu meu quadro preferido”, Carlinhos reclamou.


— Desculpa. Eu devia morar sozinho. Não sou uma boa companhia – Ron dividia a casa com o irmão, mas, como ambos trabalhavam muito, eles pouco se viam.


— Você é uma ótima companhia quando está com bom humor. Pode me contar o que está acontecendo? – ele perguntou.


— Marian me chamou para conversar. Ela disse que ainda me ama e quer voltar comigo. Eu me sinto um idiota. Além de não esquecer uma pessoa que me despreza, não consigo me apaixonar por uma garota linda que tem grande amor por mim – Ron estava péssimo naquela noite.


— Por que você não volta para Marian? Insiste mais um pouco. Tenho certeza que vai acabar se apaixonando por ela – Carlinhos não gostava de ver o irmão para baixo.


— Não seria justo com Marian. Tentei me apaixonar por ela durante dez meses. Mas não consigo tirar Hermione da cabeça – ele rendeu-se ao forte sentimento que nunca o abandonara.


— Então procura Hermione e fala o que sente por ela – para o rapaz que preferia a convivência de dragões a de bruxos, não era fácil compreender os complexos mecanismos do amor.


— Carlinhos, você ainda não entendeu? Hermione não gosta de mim. Ela me dispensou, me deu um fora, pediu para eu não procurá-la mais. E isso é que estou fazendo para manter o mínimo de amor próprio que ainda me resta – Ron falava com emoção.


— Acha mesmo que não tem mais qualquer chance com ela? – Carlinhos simpatizava com Hermione.


— Não, nenhuma chance. Eu não culpo Hermione. Ela não é obrigada a gostar de mim. Só não precisava ter aparecido em minha vida. Podia não ser bruxa, por exemplo. Não deixaria de ser brilhante e faria grande sucesso no mundo trouxa. Ou podia ter estudado em outra escola de bruxaria, existem tantas por aí... – Ron sabia que não seria fácil esquecer aquela garota que amava desde o início da adolescência.


— Infelizmente, você não pode mudar o passado. Que tal pensar no presente? Se não conseguiu se apaixonar por Marian, pode tentar com outra bruxa, não é? – Carlinhos queria dar ânimo novo ao irmão.


— É, você tem razão – Ron respondeu apenas para encerrar a conversa.


Na verdade, o mais jovem dos irmãos Weasley estava decidido. Tentaria fazer como Carlinhos e concentrar-se inteiramente no trabalho. Sim, queria riscar a palavra amor de suas prioridades. O problema é que existia certa bruxa chamada Hermione Jean Granger. Se ela não existisse ou pelo menos nunca tivesse cruzado seu caminho, a vida dele seria bem mais simples.


Se viver apenas para o trabalho era fácil e prazeroso para Carlinhos, isso se tornou um martírio para Ron. O corpo dele deu sinais de que não era possível ignorar o coração. Ron emagreceu, ficou abatido, passou a dormir pouco e mal. Nem mesmo as melhores comidas, viagens mais fabulosas ou os sucessos profissionais conseguiram preencher o vazio que sentia. 


 


 


 


* * * * * * * * * *


 


 


 


Durante dois anos, o trabalho de auror havia sido a salvação de Ron. Mesmo se não esquecera o forte sentimento que tinha por Hermione, suportou aquela distância do coração, que doía mais que qualquer separação física. Por isso a Romênia tinha se tornado um lugar tão importante na história do rapaz.


Agora, no entanto, era um suplício pensar que precisava voltar para Bucareste. Tinha sido convocado por Stefan, que o apoiava naquela missão na Inglaterra, e não podia recusar. O chefe dos aurores havia pedido a Marian para procurá-lo no Ministério da Magia em Londres para avisar que precisava dele com urgência na Romênia.


Marian combinou de conversar com Ron num discreto restaurante bruxo em um bairro tranquilo e afastado do Centro de Londres. O local tinha sido uma indicação do chefe dos aurores romenos.


— Não sei como Stefan, que nunca morou em Londres, conhece mais a cidade do que eu. Nunca tinha ouvido falar desse restaurante – Ron abriu um sorriso.


— Por isso Stefan é o chefe, Ron – Marian deu uma gargalhada. – Ele sabe mais do que todo mundo.


Mesmo se tinham desmanchado o namoro há mais de um ano, Ron e Marian ainda continuavam próximos. Faziam parte da mesma equipe de aurores, que, por sinal, era muito unida. O principal responsável por isso era Ștefan Hablinschi. Apesar de ser rigoroso, ele mostrava-se afetuoso e amigo, propiciando um clima de família no departamento.  


Stefan trazia uma ferida ainda aberta. Há 10 anos perdera o filho mais velho, que estava no início da adolescência, atacado por comensais da morte. Transformou a dor em luta e passou de auror eficiente à referência internacional entre os que lutavam contra os bruxos das trevas.   


— Como você está, Ron? – aqueles olhos azuis claros o encaravam com interesse.


— Estou bem, Marian. E você? – Ron tinha um grande carinho pela ex-namorada, que o ajudara muito no momento mais infeliz da vida dele.


— Tudo bem comigo também. Você e Hermione estão juntos? – ao ver a hesitação do rapaz, ela continuou: - Pode me falar. Eu já superei o fim do nosso namoro.


— Ainda estamos separados, Marian. Nada é tão simples assim quando se trata de Hermione e eu – o jovem deu os ombros, resignado.


— Eu sei. Não entendo porque essa menina te faz sofrer tanto assim. Você é um cara incrível, Ron, e não merecia passar por tudo isso – a bela auror olhava-o com ternura.


— Marian, é um tanto confuso explicar sobre o meu relacionamento com Hermione. Até porque nem eu entendo isso muito bem – o ruivo ficava sempre aflito quando falava daquele assunto.


— Seria suficiente saber que ela ama você com a mesma intensidade que você a ama. Desculpa, Ron, mas tenho razões para achar que não é assim. Você já sofreu demais por causa dela – Marian fazia questão de manter a amizade com o rapaz.


— Quando Hermione foi me procurar na Romênia, garantiu que ainda me ama. E sabe, Marian, eu acredito na sinceridade dela. Mas a nossa situação ainda é bem confusa. Stefan deve ter contado para você que fui perseguido por alguns bruxos e atacado três vezes por eles – Ron falava com a voz calma.


— Mas eles foram presos, não é mesmo? – ela arregalou os olhos muito azuis.


— Sim, prendemos quatro bruxos. Disseram não saber para quem trabalhavam, apenas que o pagamento vinha da Inglaterra – a garota tinha um ar preocupado ao ouvir aquele relato.


— O que eles queriam? – Marian parecia tensa.


— Bem, a princípio queriam me dar um susto, para me manter afastado de Hermione. Mas como isso não estava dando, partiram para o plano b – Ron arqueou as sobrancelhas.


— E o plano b era...


— Exatamente o que pensou. Me matar – o rapaz não deixou Marian concluir e ficou muito sério.


— Ron, tenha muito cuidado. Não vale a pena se arriscar tanto assim. Quem contratou esses quatro pode muito bem ter recrutado outros matadores – a auror sempre se preocupava com ele.


— Fica tranquila, aqui não sou o Ronald Weasley, tenho outra identidade. Está tudo sob controle – o ruivo deu um leve sorriso.


A garota anunciou que tinha ido a Londres a pedido de Stefan para solicitar que Ron voltasse à Romênia. “Mas estou no meio das investigações sobre os ataques e finalmente consegui reunir algumas provas contra uma das pessoas das quais suspeito. Não posso sair daqui agora”, ele argumentou.


— Stefan não me deu muito detalhes sobre os motivos pelos quais quer que volte. Mas parece que tem algo a te falar e isso só pode ser feito pessoalmente – a auror explicou.


— Marian, você está namorando alguém? – a pergunta foi inesperada, mas Ron desejava, sinceramente, que a jovem encontrasse um cara legal, que a amasse e fizesse feliz. Ela merecia isso.


— Ron! Que pergunta é essa? Depois que fui rejeitada por você, decidi ficar solteira e me transformar na auror mais poderosa de todos os tempos – a loura deu uma risadinha, mostrando bom humor, uma das características dela que tinham atraído o rapaz.


— Não duvido que será, se já não for, a auror mais poderosa de todos os tempos. Mas que história é essa de que te rejeitei? Você é que me dispensou depois de ver que eu sou tão idiota a ponto de continuar gostando da menina que me deu um fora – Ron disse divertido.


— Menos mal que agora ela voltou atrás e está te amando novamente – Marian contrapôs.


— Vamos deixar Hermione fora da nossa conversa agora. Pode ser? Quero falar de você. Não está interessada mesmo em ninguém? – ele insistiu.


— Não, Ron. Sou um pouco exigente e, depois de namorar você, aumentei ainda mais meu grau de exigência. Mas não desisti do amor. Quando encontrar alguém interessante, vai ser o primeiro a saber – ela voltou a sorrir.


— Fico feliz em saber que nosso namoro não te traumatizou ao ponto de fazer com que desistisse do amor – Ron olhou para garota com carinho.


No fundo, o bruxo sabia que Marian ainda o amava. Mas era uma pessoa tão especial que preferiu renunciar ao relacionamento com Ron quando entendeu que ele não esqueceria Hermione, por mais que quisesse.


Ron e Marian conversaram mais um pouco sobre outros assuntos. O rapaz sempre se sentia feliz quando estava na companhia daquela bela e inteligente auror. No dia seguinte, antes de voltar à Romênia, ela foi ao Ministério levar uma carta de Stefan para Harry. Foi quando Hermione a viu e, pelo que deixou transparecer nunca conversa com o ruivo, ficou muito enciumada.


Naquela noite insone, depois do jantar com Hermione, o ruivo relembrou de diferentes momentos do relacionamento dos dois. Discussões intermináveis, dias sem dirigirem a palavra um ao outro e uma louca paixão que o primeiro beijo, na Sala Precisa, só fez confirmar.


Mas depois daquele beijo vieram tantas outras brigas! Ainda assim, não conseguia imaginar sua vida sem Hermione. Era muito bom saber, após um longo tempo de incertezas, que ela o amava.


Entendia a mágoa da garota por não declarar o amor que tinha por ela. A bruxa gostava de ações, de gestos de carinho, mas não abria mão das palavras. E como ele desejava falar de seus sentimentos! Aliás, tinha guardado tantas frases e declarações apaixonadas em segredo.


Seguia as orientações de Stefan. O chefe dos aurores desconfiava que havia um rastreador que era acionado sempre que ele e Hermione falavam dos sentimentos ou se beijavam na boca. Aquilo não tinha muito fundamento, mas já vira tanta coisa estranha no mundo bruxo desde o seu tempo de estudante em Hogwarts que não duvidava de nada.


A questão é que não era fácil calar o sentimento forte que o ligava irresistivelmente a Hermione. Mas precisava aceitar esse forçado silêncio, até porque, se dependesse de Stefan, ele e a ex-namorada nem se encontrariam mais. O experiente auror tinha certeza que alguém queria o casal distante e, enquanto não conseguisse isso, não desistiria. “Vocês correm risco de vida. Antes de descobrirmos o mandante desses ataques, não se aproxime mais da Granger”, o chefe pediu.


Sentia-se tenso por ter driblado as orientações de Stefan na noite passada. Mesmo se não falara de seus sentimentos, beijara Hermione – e duas vezes! Havia sido maravilhoso, mas, passada a emoção daquele momento, experimentava um grande medo de ter colocado tudo a perder.


Decidiu passar dia que antecedia a viagem para Romênia em seu novo e último endereço. O apartamento, localizado nas proximidades do Ministério da Magia, era ainda mais simples que os demais, apesar de nenhuma das outras moradias anteriores ter algum luxo. As mobílias se restringiam a um velho sofá, uma mesa com dois lugares, uma cama e algumas prateleiras nas paredes.


Depois de arrumar a mala, Ron começou a fazer algumas anotações. Estava querendo organizar melhor as provas encontradas até o momento para apresentá-las a Stefan. Foi quando lembrou que um dos seus maiores suspeitos talvez pudesse estar se encontrando com Hermione naquela noite. Não, Mione não convidaria aquele bruxo metido a galã para a comemoração de aniversário do chefe, claro. E se estivesse tão magoada com ele que decidisse levar Robert Veronese como acompanhante?


Tinha que ir até lá. Conhecia muito bem o local. Ele e Hermione já haviam se encontrado muitas vezes naquele restaurante bruxo quando eram namorados. E se fosse uma cilada? Melhor correr esse risco a deixar a garota que amava submetida a um perigo ainda maior.


Lembrou-se que Gina e Harry também haviam sido convidados para a comemoração e confirmaram presença. Se de fato Hermione podia estar sob alguma ameaça, seria bom ter o chefe dos aurores da Inglaterra por perto.


Ainda havia sobrado um pouco da poção polissuco usada para se transformar em David Scott. Aquele auror, que tinha sido seu alter ego durante 45 dias, voltara para os Estados Unidos. Nisso acreditavam todos que conviveram com ele. Mas era preferível aparecer no restaurante com a aparência de Scott do que como Ronald Weasley.


Ao abrir a porta do Cozinha da Torre, o coração do rapaz parou de bater. Hermione estava no local e na companhia de Robert Veronese!


Cerca de dez mesas colocadas juntas eram ocupadas pelos bruxos que trabalhavam na Regulamentação e Controle de Criaturas Mágicas e em mais alguns outros departamentos do Ministério, com seus respectivos acompanhantes. Quem devia estar lá, ao lado de Hermione, era ele e não aquele almofadinha do Robert!


Quando parece que nada pode piorar, o destino pode nos pregar uma peça. Não era possível! Os dois estavam se beijando na boca? Alto lá! Aquela era a sua garota, a sua Hermione. Não deixaria que qualquer um a tirasse novamente de seus braços!


— Oi! Estou atrapalhando? – o David-Ron falou com a voz forte assim que chegou junto à mesa, sem se importar com as dezenas de olhares que se voltaram para ele.


— Hã... Er... Como está? Tudo bem? – aquelas palavras, a expressão do rosto, o tom de voz, nada parecia combinar com a Hermione que conhecia desde os 11 anos.


— Como vai? Acho que me lembro de você do Ministério – Robert o olhava de forma desconfiada.


— Estou bem. E você? – ele encarou o rapaz de um jeito severo.


Neste momento, Martin percebeu a presença de Scott. “Com vai, David? Achei que já tinha voltado para os Estados Unidos. Sente-se aqui com a gente. Estou comemorando meu aniversário”, o bruxo o saudou com entusiasmo, provavelmente já tinha bebido algumas cervejas amanteigas.


— Parabéns, Martin. Infelizmente, não vou poder ficar. Preciso falar com Harry Potter. Imaginei que estaria aqui... Você não sabe dele, Hermione? – voltou a dirigir-se à garota, já que queria confirmar a sua intuição.


— Ah, sim... Ele deve estar chegando... Eu acho – Hermione tinha um olhar vazio.


— Feliz aniversário, Martin! Preciso ir agora – ele sorriu sem graça.


Andou apressado e, ao sair do restaurante, usou o portal que trazia há alguns dias com ele, por sugestão de Harry. Era uma maçaneta redonda e discreta que o levaria direto para casa do cunhado e da irmã.


— Harry! – ele gritou assim que chegou à cozinha da residência dos Potter.


O amigo não demorou a aparecer. Estava usando uma roupa formal e com os pés descalços. “O que houve, cara? Por que está como David Scott? Aconteceu alguma coisa com Hermione?”, Harry logo o encheu de perguntas.


“Você vai à festa do Martin? Não pode se apressar?”, a voz de Ron revelava toda a sua tensão. Ao perceber o olhar interrogativo do auror, ele falou rapidamente das suas suspeitas. “Preciso que vigie os dois. Não os deixe desaparatar de lá”, pediu.


Diante da urgência da situação, Harry convocou suas botas, que calçou com o uso de mágica. “Tenho que ir agora. Por favor, não demora”, Ron voltou a pedir. “E você? O que vai fazer?”, o chefe dos aurores o questionou. “Vou atrás dela”, o ruivo anunciou com decisão.


Precisava agir rápido. Ao alcançar à varanda, já sabia como encontrar Hermione. Tirou do bolso da calça aquele objeto que sempre o acompanhava. Não se enganara. A luz azul voltou a flutuar e, mais uma vez, entrou no seu peito e o aqueceu, mostrando onde deveria ir.


Usou mais uma vez o desiluminador, agora para acender as luzes do porão daquela casa localizada nos arredores de Londres que parecia abandonada. Hermione estava lá, amordaçada, com pés e mãos amarrados, sentada numa velha cadeira. Que desespero sentiu ao vê-la em tais condições. O olhar aflito da inteligente bruxa o torturara ainda mais. Não devia ter saído de perto dela!


A voz de Ron saiu fraca, como se fosse ele a estar amordaçado. “Mione? O que houve? Está machucada?”, perguntava ao mesmo tempo em que a libertava de todas as amarras. Com um fio de voz, ela pedia para o rapaz tirá-la de lá. O bruxo a envolveu em seus braços com cuidado e carinho e desaparatou para o único lugar seguro que conhecia.


Enquanto tomava o chá preparado por Molly Weasley, o rapaz foi bombardeado de perguntas. Respondeu as que eram possíveis, pedindo desculpas por ainda não poder contar à mãe tudo que tinha acontecido. Já passava da meia-noite quando Potter chegou À Toca.


— Encontrou com Hermione? – foi a pergunta direta e preocupada de Harry.


— Sim. Ela estava presa no porão de uma velha casa. Quando voltei lá, depois de deixá-la aqui n’A Toca, não encontrei mais ninguém. Todos haviam fugido – falou com certo desânimo.


— Não se preocupe. Voltarei lá com minha equipe para tentar descobrir alguma pista. Você estava certo. Aqueles eram Mary Elizabeth e Edmund Deverich, o marido dela. Usaram a poção polissuco para se transformar em Hermione e Robert Veronese – Harry contou para em seguida dizer que havia levado os dois até o Ministério, onde seriam interrogados pela manhã.


O chefe dos aurores ingleses perguntou ao amigo se Hermione poderia acompanhar o interrogatório. “Ela não tem condições. Na queda, ao ser estuporada, bateu com a cabeça no chão e está sentindo muitas dores. Madame Promfrey já venho medicá-la”, Ron mostrava-se ainda mais aflito.


— Tudo bem. Mas você vai, não é? – ele já sabia qual seria a resposta.


— Claro. Estarei lá. Mas preciso avisar ao Stefan sobre tudo que aconteceu... –  o rapaz tinha olheiras pronunciadas.


— Já fiz isso. Stefan chega cedo, a tempo de participar do interrogatório. Posso ver Mione agora? – Harry pediu.


— Sim, eu também quero vê-la. Vamos até lá – o ruivo começou a subir as escadas daquela residência torta, sendo acompanhado de perto pelo amigo.


Depois de ver Hermione, que estava inconsciente, Harry despediu-se de Ron e combinou de voltar À Toca pela manhã para buscá-lo. “Acho melhor irmos juntos ao Ministério”, ele sugeriu.


O ruivo voltou ao antigo quarto de Gina para velar pelo sono da jovem que dominava todos os seus pensamentos. Molly estava lá, sentava ao lado da cama ocupada por Hermione, que ainda dormia.


— Você ama muito Hermione, não é? – a sra. Weasley não usou de subterfúgios.


— Sim, mãe. Muito. De uma forma desesperada até, se é que entende – ele também foi objetivo.


— Por que não me falou que estava na Inglaterra? Não sei por que se distanciou tanto assim de mim e do seu pai – Molly sofria com o fato do rapaz visitar pouco A Toca depois que foi morar na Romênia.


— Mãe, eu não podia. Estava numa missão sigilosa. E quanto ao fato de vir pouco aqui... Eu precisava ficar distante de tudo que me fazia lembrar Hermione – a sinceridade dele a surpreendeu.


— Há quanto tempo estão se encontrando? – a mãe não sabia o que tinha acontecido depois de visitar Hermione no Canadá.


— Mione foi me procurar na Romênia há quase seis meses e desde então estamos nos encontrando, mas com pouca frequência. Depois vou te contar tudo com mais calma, mãe. Mas, resumidamente, existem alguns bruxos que querem nos ver separados. Não sei ainda a razão disso. Dois deles foram capturados hoje – Ron explicou.


Molly Weasley, que ganhara algumas rugas e muitos fios brancos de cabelos depois da morte de Fred, abraçou com afeto o filho caçula. “Vai dar tudo certo. O destino de vocês é ficar juntos”, ela balbuciou nos ouvidos de Ron.


 


 


* * * * * * * * * *




Estamos na reta final! Temos apenas mais oito capítulos pela frente, todos recheados com muita emoção. Nosso amado casal vem lutando bravamente contra um destino que não escolheu. Acreditam que Ron e Hermione vão conseguir finalmente voltar para os braços um do outro? Joguem suas fichas que a roleta já começou a girar! 


 


 

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