O Vidro Que Sumiu (parte I)

O Vidro Que Sumiu (parte I)





Quase dez anos haviam se passado desde o dia em que os Dursley acordaram e encontraram o sobrinho no batente da porta,


-Porra! Dez anos? Isso tudo?!


-Sim, Sirius, dez anos. Agora pode deixar eu ler?


-Deixe de ser ranzinza, Remus.


-Ranzinza, eu? Tem certeza disso, Sirius?


-Huum... err...


-Sirius... - Remus tentou chamar a atenção do garoto que estava cantarolando.


-Esqueça. - disse com a voz falha.


-Acho bom. - falou e deu um pequeno sorriso antes de voltar a ler.


mas a Rua dos Alfeneiros não mudara praticamente nada.


-Isso é o que eu chamo de criatividade. - comentou James.


-Túnia sempre foi sem graça mesmo. - respondeu Lily.


-Mas são dez anos! - Sirius exclamou de repente. - como uma pessoa aguenta a mesma decoração por dez anos?


-Do mesmo jeito que uma pessoa consegue aguentar você por sete anos. - Remus respondeu irritado com aquelas interrupções.


-Eu sei que você me ama, Remus.


-Hurum. Senta lá e espera, Sirius.


-Será que o casal já pode parar de discutir a relação e Remus pode voltar a ler?


Remus corou e voltou a ler antes que Sirius retrucasse.


O sol nascia para os mesmos jardins cuidados e iluminava o número quatro de bronze à porta de entrada dos Dursley, e penetrava sorrateiro a sala de estar que continuava quase igual ao que fora na noite em o Sr. Dursley ouvira a funesta notícia sobre as corujas.


-Funesta nóticia só se foi para o Harry. - disse Alice


Somente as fotografias sobre o console da lareira mostravam o tempo que já passara. Dez anos antes havia uma porção de fotografias de uma coisa que parecia uma grande bola de brincar na praia, usando diferentes chapéus coloridos,


-Mas quem, em sã consiência tiraria fotos de uma bola de brincar na praia?


-Isso não é exatamente uma bola.


-Como não?


-Espere o Remus ler. - e fez um sinal para o licantropo continuar.


mas Duda Dursley não era mais


-Espere aí! - Frank exclamou - você está querendo dizer que essa 'coisa' que parece uma bola é o seu primo?


-Exatamente, Frank.


bebê, e agora as fotografias mostravam um menino grande e louro na primeira bicicleta,


-O que é uma bicileta? - Sirius perguntou, transpasando a pergunta da cabeça de todos os sangue-puros daquela sala.


-Não é bicileta, Six, é bicicleta.


-Sim, tanto faz, mas me diga, o que seria um troço desse?


-É um tipo de meio de transporte saudável, que também é utilizado para a perca de peso. - falou Hermione


-Oh, não. Oh, não. Oh, não. - exclamou James.


-O que foi, Jay? - perguntou Marlene irritada com o drama do amigo.


-Nós temos uma Lily 2 ou um Remus 2! - falou apontando para Hermione.


Assim que disse isso, recebeu um tapa na nuca de sua namorada e ficou todo molhado pelo potente aguamenti que recebeu do amigo.


-Que merda, Remus. Tinha que me molhar?


-Óbvio que sim, James. Onde estariam os marotos, se não fosse a mente genial desse grupo, vulgo eu.


O Potter do passado resmungou coisas incompreensíveis enquanto tentava se secar e ouviu o filho dizer:


-Tá vendo, pai. Veja como eu tenho sorte. Enquanto você tem duas enciclopédias ambulantes eu só tenho uma. - e sorriu maroto para Hermione.


Um sorriso que morreu logo depois, quando viu sua mãe ficando vermelha e preparando a varinha, e Remus e Hermione que já estavam com a varinha preparada.


Uma série de feitiços e clarões depois, Harry se encontrava de cabeça para baixo, com o cabelo rebelde rosa, roupas femininas e uma bolsinha vermelha ridícula. Enquanto todos riam da desgraça do Potter em questão. Sirius e James, que já haviam sofrido coisas parecidas de uma Lily raivosa e um Remus maroto e malévolo devido a proximidade da lua cheia, retiraram os feitiços do afilhado/filho, mas sem consegui conter o riso.


-Merlin! - disse Harry depois de devidamente arrumado e sentado no seu lugar - eu estava parecendo a Umbridge. - comentou olhando especificadamente para os colegas do futuro.


-Com certeza! - exclamou George antes de voltar a rir.


Depois de todos conseguirem voltar ao normal, Remus voltou a ler.


no carrossel de uma feira, brincando com o computador do pai, recebendo um beijo e um abraço da mãe. A sala não continha nenhuma indicação de que havia, outro menino na casa.


-Com certeza! É logico que não. Provavelmente eu ou o Remus fomos buscar o veado jr. Nunca que iriamos deixar ele vivendo lá.


James sorriu verdadeiramente para o amigo, que retribuiu. Ao contrário de Harry, que esboçou somente um sorrisinho triste, pensando como o padrinho deveria ter sofrido em Azkaban pensando a mesma coisa.


No entanto Harry Potter continuava lá,


-Como é que é? - Sirius exclamou e se virou para Harry - Por que é que você não estava morando comigo Prongs jr.? Por quê?


-Sirius. Eu acho melhor você se acalmar. Os livros vão dizer o por quê. Não se preocupe.


-Mas como não me preocupar?


-Sirius - chamou Marlene - sente-se. Depois você surta, ok?


Contra a vontade, Sirius se sentou, mas ainda se perguntava por que não tinha ficado o afilhado.


no momento adormecido, mas não por muito tempo. Sua tia Petúnia acordara e foi sua voz aguda que produziu o primeiro ruído do dia.


-Nossa, Harry, eu sei como é isso. Aquela voz de taquara rachada te acordando é pior do que qualquer despertador. - disse Lily se lembrando da irmã.


-Com certeza. - comentou, Harry, ainda com o sorriso triste adornando os lábios.


Acorde! Levante-se! Agora!


Harry acordou assustado.


-A pergunta é: Quem não acordaria assustado? - disse Dorcas.


A tia bateu à porta outra vez.


Acorde! – gritou.


Harry ouviu-a caminhar em direção à cozinha e em seguida uma frigideira bater no fogão.


-Nossa! Seu ouviu é potente, viu parceiro? - exclamou Ron - como você conseguiu escutar isso sendo que seu quarto era no primeiro andar?


-Bem... er... é por que... - Gaguejou Harry, sem querer contar a todos que passara dez anos da sua vida a dormir em um armário debaixo da escada.


Remus, vendo o desconforto do "sobrinho", voltou a ler.


Virou-se de costas e tentou se lembrar do sonho em que estava. Era um sonho gostoso. Havia uma motocicleta. Tinha a estranha sensação que já vira esse sonho antes.


-Caramba, Harry. Nem tem uma memória boa, você né? - disse George.


-Fazer o quê? - falou, dando de ombros.


A tia voltara a porta.


Você já se levantou? — perguntou.


-Sua tia é bem chatinha, né, Harry? - disse Gina, antes de completar rapidamente - Sem ofensas, Lily. - olhando para a sogra.


-Não se preocupe. Eu acho a mesma coisa. - e sorriu para a nora.


Quase — respondeu Harry.


Bem, ande depressa, quero que você tome conta do bacon. E não se atreva a deixá-lo queimar. Quero tudo perfeito no armário no aniversário de Duda.


Por um instante o silencio reinou na sala... que foi seguido por gritos, ameaças e promessas de morte para a irmã de Lily e seu cunhado asqueroso. A voz de Lily se sobrepôs diante a de todos que estavam dentro daquela sala.


-SILÊNCIO! - a ruiva gritou. Quando todos calaram a boca, ela se virou para o seu filho e com a voz controlada, que não combinava em nada com seu rosto avermelhado por causa da raiva e as mãos fechadas em punhos muito bem apertadas, como se fosse aliviar algo, e perguntou:


-Desde. Quando. Túnia. Obriga. Você. A. Cozinhar? - pontuando cada palavra, e todos que a conheciam de longa data sabiam que a ruiva estava tentando conter a raiva.


A cada palavra Harry se encolhia mais e mais, mas decidiu contar logo para não desencadear a ira da mãe.


-A-acho que desde os cinco anos. Eu não me lembro di-direito. - e assim que pronunciou as palavras, desejou nunca tê-las dito.


A ruiva em questão ficou extremamente vermelha. Se não fosse seu namorado, James, ela iria até o mundo trouxa, atrás da irmã dela, para matá-la lenta e dolorosamente, com um prazer sádico.


-Lírio, calma, amor...


-Você ouviu, Jay, você ouviu. Desde os cinco anos, Jay. Como podemos deixar isso acontecer?


-Pshh! A gente vai mudar isso, Lírio, eu prometo. - E puxou a namorada para sentar em seu colo.


Mas quando ouviu seu namorado falando, decidiu não fazer aquilo. Não agora.


Harry gemeu.


Que foi que você disse? — perguntou a tia com rispidez.


-Você não disse nada! - falou Dorcas, exasperada.


-Não é como se isso fosse mudar algo. Sinceramente. - Harry deu de ombros.


Nada, nada...


O aniversário de Duda — como podia ter esquecido?


-Harry, Harry, oh Harry! - falou George - por que você nunca usou esse seu sarcasmo em nós? - e fez biquinho. - Por quê?


-Por que eu nunca quis. - disse sugestivo.


-Traduzindo - falou Ron - ele estava ocupado demais sal - e foi interrompido novamente por Harry que pulou em cima dele.


-Harry - comentou quando se recuperou do choque - qual a parte do 'Eu tenho namorada', você não entendeu. Cara, eu não me importo de você ser gay, e tal, mas eu tenho uma namorada e amo ela, ok? - a cada palavra dita, Harry ia ficando mais e mais vermelho até que não aguentou e disse.


-EU NÃO SOU GAY, TÁ LEGAL! Não tenho nada contra - falou olhando para Remus e Sirius - Mas caso você não se lembre, eu tenho uma namorada, e ela é a sua irmã.


-Hurum, tá certo, agora SAI DE CIMA DE MIM!


-Viu, ok! Calma.


E voltou para seu lugar, e aguentou as piadinhas dos garotos em volta dele.


Harry levantou-se devagar e começou a procurar as meias. Encontrou-as debaixo da cama e depois de retirar uma aranha de um pé, calçou-as.


À menção da palavra 'aranhas', Ron estremeceu involuntariamente, Harry sorriu sombriamente, fazendo planos em sua mente.


-Por que tem aranhas em seu quarto, Harry? - Alice perguntou.


O mesmo ficou em dúvida e em por alguns segundos cogitou a possibilidade e logo descartou-a.


-O livro logo irá dizer, Alice.


Dito e feito.


Harry estava acostumado com aranhas, porque o armário sob a escada vivia cheio delas e era ali que ele dormia.


Mais silêncio... e mais baderna. James estava furioso com a cunhada imprestável que havia arrumado. Não que fosse culpa de Lily ela ter uma irmã daquela. E também estava com raiva de Dumbledore ter deixado o filho dele naquele lugar. E de McGonagall, por não ter persistido mais. Estava até com raiva da formiga que por ali passava. Mas sabia que antes de tudo, deveria cuidar de seu Lírio que estava chorando e ao mesmo tempo com raiva. Ele odiava ver seu lírio chorando, e cuidaria para que nada daquilo que estava naquele livro acontecesse.


Antes que Sirius azarasse o livro para descarregar a raiva que sentia, Remus voltou a ler.


Já vestido saiu para o corredor que levava à cozinha. A mesa quase desaparecera tantos eram os presentes de aniversário de Duda.


-Esse garoto parece mimado. - disse Dorcas.


Harry arqueou as sobrancelhas e disse:


-Mimado é apelido, Dorcas.


Pelo que via, Duda ganhara o novo computador que queria,


-O que seria um compatudor? – perguntou Marlene.


-É computador, Lene. E depois eu explico, ok? – falou Lily


para não falar na segunda televisão e na bicicleta de corrida.


-Agora eu pergunto: Para que, por Gryffindor, essa baleia quer uma bicicleta? - disse James.


-Isso é um mistério, pai. – respondeu Harry, sorrindo de lado.


James, particularmente, adorava ser chamado de 'pai'.


Para o quê exatamente, Duda queria uma bicicleta de corrida era um mistério para Harry


James sorriu ao perceber que pensava a mesma coisa que o filho.


-Não basta ter a mesma cara – começou Sirius. – tem que pensar igual.


-Ao menos eu penso, Pads.


-Não com a cabeça de cima.


-Pelo menos não é com o estômago. – falou James para Sirius e encerrou a discussão com um sinal para seu outro amigo voltar a ler.


, porque Duda era muito gordo e detestava fazer exercícios — a não ser, é claro, que envolvessem bater em alguém.


-Eu SÓ espero que seja bater em você, Harry. – falou Gina


Harry deu um sorrisinho amarelo, e desviou da pergunta.


O saco de pancadas preferido de Duda era Harry,


-Sabe, ruivinha – falou Sirius – eu estou seriamente pensando e fazer uma visitinha –nada- amigável para sua irmã. Você se importaria?


-Não me importo de você me deixar acompanha-lo, Six.


mas nem sempre Duda conseguia pegá-lo. Harry não parecia, mas era muito rápido.


-Isso ele puxou de vocês dois. – Remus se auto interrompeu.


-Por quê? – Lily perguntou


-Você tinha que ser muito rápida para escapar do Prongs. E ele ainda mais rápido para te pegar. Quem olhava de fora, achava que estava acontecendo uma maratona. Só dava para ver os vultos.


Eles deram um sorrisinho sem graça enquanto todos riram.


Talvez fosse porque vivia num armário escuro,


Lily estremeceu. Não tinha caído a ficha que seu filho vivia dentro de um armário.


mas Harry sempre fora pequeno e muito magro para a idade.


- Ah! Pode se despreocupar, Harry. Você é assim por causa do Jimmy. – Marlene falou. - Na verdade, é tipo uma maldição dos Potter's. Tio Charlus me mostrou fotos de quando ele tinha onze anos. A mesma coisa.


-Huum, - Harry interrompeu-a. – Desculpe, mas que é esse 'Tio Charlus'?


James boquiabriu-se de horror. Como seu filho não sabia quem era os próprios avós?


-Harry – Remus murmurou – o tio Charlus e a Tia Druella (N/A: eu esqueci o nome da mãe do James, acho que é esse, mas não tenho certeza : /) são seus avós.


Harry entristeceu-se de repente. Nunca se tocara que seus pais tinham pais. Seus avós.


-Bem, Harry. – o namorado de Lily falou – depois eu mostro para você algumas fotos deles. Pode continuar a ler, Moony.


Severus suspirou. O velho sentimentalismo Gryffindor.


Parecia ainda menor e mais magro do que realmente era porque só lhe davam para vestir as roupas velhas de Duda e Duda era quatro vezes maior do que ele. Harry tinha um rosto magro, joelhos ossudos, cabelos negros


Coisas como 'Jay, Jimmy, James, veado, e Prongs' foram ouvidos na sala


e olhos muito verdes.


Coisas como 'Lils, ruiva, Lírio, Lilica e Lily' foram ouvidos


Usava óculos redondos,


- A única diferença entre o seu e o meu é que o meu é quadrado. – o Potter pai comentou.


Harry sorriu para o pai.


remendados com fita adesiva, por causa das muitas vezes que Duda socara no nariz. A única coisa que Harry gostava em sua aparência era uma cicatriz fininha na testa que tinha a forma de um raio.


-Você gostava dela? – perguntaram Mione, Ron, Gina, Neville e George.


-Bem, naquela época eu não sabia bem o que significava. – sorriu amarelo.


Existia desde que se entendia por gente e a primeira pergunta que se lembrava de ter feito à tia Petúnia era como a arranjara.


No desastre de carro em que seus pais morreram — respondera ela. — E não faça perguntas.


-Túnia passou dos limites! Como assim, nós morremos em um acidente de carro? – Lily explodiu.


-Mãe, se acalme. Não faz diferença. Agora eu sei da verdade.


-Mas... mas...


-Esquece.


Lily suspirou pesadamente. Ele conseguira convencer ela com poucas palavras. Mas ela não ia deixar barato para a irmã. Não mesmo.


Não faça perguntas — está era a primeira regra para levar uma vida tranqüila como os Dursley.


-Que tipo de criança passa a vida inteira sem fazer uma mísera pergunta? – Hermione falou indignada.


Harry levantou timidamente a mão, brincando. Mas levou um belo beliscão na perna, da namorada, e antes que todos vissem, ele a abaixou.


Tio Válter entrou na cozinha quando Harry estava virando o bacon.


Penteie o cabelo — mandou, a guisa de bom-dia.


-Educação ótima, a dele.


Mais ou menos uma vez por semana, tio Válter espiava por cima do jornal e gritava que Harry precisava cortar os cabelos.


-Que cara amigável! E educadíssimo também. Sempre gostei de ter ele como cunhado. – Lily falou, e antes de completar a fala todos a olharam boquiabertos até ela falar – só que não.


Sorriram novamente. O mundo voltou aos eixos.


Harry deve ter feito mais cortes que o resto dos meninos de sua classe somados, mas não fazia diferença, seus cabelos simplesmente cresciam daquele jeito — para todo lado.


-Maldição Poooootter! – cantarolaram Remus e Sirius.


-Agora me digam, quantas 'maldições' os Potter's têm?


-Das que eu me lembro agora três.


-Quais?


-A do cabelo bagunçado, a do corpo pequeno, e as das mulheres ruivas.


-Hein?


-Não sei se você percebeu, Harry, mas sua namorada é ruiva, sua mãe é ruiva. Minha mãe é ruiva e minha avó também era.


-Interessante.


Lily sorriu ao ver o namorado e o filho interagirem daquele jeito.


Harry estava fritando os ovos na altura em que Duda chegou à cozinha com a mãe. Duda se parecia muito com o tio Válter. Tinha um rosto grande e rosado, pescoço curto, olhos azuis pequenos e aguados e cabelos louros muito espessos e assentados na cabeça enorme e densa.


-Cara, que coisa feia! – exclamou Sirius.


Tia Petúnia dizia com frequência que Duda parecia um anjinho — Harry dizia com frequência que Duda parecia um "porco de peruca".


-OH! HARRY! POOORRRRQUUUÊÊÊÊÊ? – George exclamou.


-Cara, se controla. Você está assustando eles.


-Não mesmo, Harry. O Sirius é mais escandaloso. – falou James falou e levou um soco do amigo.


Harry pôs os pratos de ovos com bacon na mesa, o que foi difícil, porque não havia muito espaço. Entrementes, Duda contava os presentes. Ficou desapontado.


Trinta e seis — disse, erguendo os olhos para o pai e a mãe a — Dois a menos do que no ano passado.


-Cara, QUE MOLEQUE MIMADO! – Lene exclamou.


-E eu que já ficava contente com os meus 6. – falou James


Snape revirou os olhos. Que moleque prepotente. E não, ele não estava falando de Duda.


Querido, você não contou o presente de tia Guida, e aqui está um grandão do papai e da mamãe, está vendo?


Está bem, então são trinta e sete — respondeu Duda ficando vermelho. Harry, percebendo que Duda estava preparando acesso de raiva começou a engolir seu bacon o mais depressa possível caso o primo virasse a mesa.


-Ele já fez isso?


-Sim, umas duas ou três vezes.


Tia Petúnia obviamente também sentiu o perigo, porque na hora disse:


E vamos comprar mais dois presentes para você hoje. Que tal fofinho? Mais dois presentes está bem assim?


-Se esse moleque fosse meu filho ia ficar sem sentar por duas semanas. – falou Remus entredentes.


-Pra começar, Moony, se esse moleque fosse seu filho, ele não seria desse jeito. No máximo faria isso uma vez e pronto.


Duda pensou um instante. Pareceu um esforço enorme. Finalmente responde hesitante:


Então vou ficar com trinta... Trinta...


Trinta e nove, anjinho — disse tia Petúnia.


-Que garoto burro! Nem sabe fazer uma conta simples. – disse Neville, irritado com a prepotência do garoto.


Ah. — Duda largou-se na cadeira e agarrou o pacote mais próximo. — Então, está bem.


Tio Válter deu uma risadinha.


O baixinho quer tudo a que tem direito, igualzinho ao pai. É isso ai, garoto! — e arrepiou os cabelos de Duda com os dedos.


- O garoto é idiota, feio e burro, igualzinho ao pai. – falou Hermione numa péssima (ou ótima) imitação de Tio Válter.


Naquele instante o telefone tocou e tia Petúnia foi atendê-lo, enquanto Harry e tio Válter assistiam Duda desembrulhar a bicicleta de corrida, a câmara de filmar, um aeromodelo com controle remoto, dezesseis jogos de computador e um gravador de vídeos. Estava rasgando a embalagem de um relógio de ouro quando tia Petúnia voltou do telefone parecendo ao mesmo tempo zangada e preocupada.


Más noticias, Válter a Sra. Figg fraturou a perna. Não pode ficar com ele. — e indicou Harry com a cabeça.


-Figg? Mas Anabelle Figg não estuda aqui? O que é que ela está fazendo num surbúbio trouxa?


-Mãe, essa que você está falando deve ser a irmã da Arabella. Sabe, a sra. Figg que foi mencionada é um aborto.


-Ah! Então tá.


Duda boquiabriu-se de horror, mas o coração de Harry deu um salto. Todo ano, no aniversário de Duda, os pais dele o levavam para passar o dia com um amiguinho em parques de aventuras, lanchonetes ou no cinema. Todo ano deixavam Harry com a Sra. Figg, uma velha maluca que morava ali perto. Harry detestava o lugar. A casa inteira cheirava a repolho e a Sra. Figg lhe mostrava fotografias de todos os gatos que já tivera.


-Sei como é, Harry. Também não gosto de nenhum gato.


-Acho que a Tia Minnie não iria gostar de ouvir isso – Remus comentou


Sirius empalideceu enquanto todos riam.



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