No Ministério da Magia



Harry e os outros chegaram ao Ministério da Magia. Retiraram-se da lareira e começaram a andar com a multidão. Entraram no elevador e depressa chegaram ao Departamento dos Mistérios.


-Ola! Chamo-me Fletcher Jones. Em que posso ajudar-vos? - perguntou um senhor, em frente à porta para o Departamento, sorrindo.
O homem olhou para todos eles. Obviamente, demorou o olhar em Harry.


-Harry Potter! - exclamou Fletcher - É uma honra conhecer-te finalmente! Mas porque estão aqui? Este lugar não deve trazer-te boas recordações Harry. O ministro anda louco por falar contigo. É melhor não deixares que ele saiba que estás aqui.


-Eu sei. Preciso de fazer uma coisa aqui. - informou Harry misteriosamente.


-Podes dizer-me o que é. Eu não vou dizer a ninguém. Mesmo se quisesse não podia. Os Inomináveis são obrigados a fazer um juramento. Tudo o que acontecer aqui fica aqui. - garantiu Jones.


-Ok. - cedeu Harry - Tenho uns ... hum... bloqueios na minha magia. Preciso de os retirar. 


-Ahh! Importas-te que te faça um feitiço? Não te vai magoar nem nada. - pediu o homem.


-À vontade. - concordou Harry curioso assim como os seus acompanhantes.

Fletcher sacou a varinha e apontou-a ao rapaz. Fez um feitiço não verbal e em seguida um pergaminho apareceu na sua mão. 


-Legilimens e Occlumens natural... - começou a ler em voz alta ficando cada vez mais espantado - ... metamorfomago..., magia sem varinha... Uau! Estou impressionado!


-Obrigado. - agradeceu Harry - Então? Posso retirá-los?


-Claro! Eu mesmo trato disso. - informou o homem - Mas os teus amigos têm de esperar cá fora.


-Nós estamos aqui à tua espera Harry. - prometeu Bull para o rapaz que tinha ficado com um pouco de receio.


-Certo. - cedeu Harry ainda desconfiado - Até já.


-Boa sorte. - desejou Albus seguido pelos outros.

Harry e Fletcher ultrapassaram a grande porta preta. Quando entraram várias outras portas se avistavam. Entraram na 3ª a contar da direita.
A sala era simples mas com alguns objetos totalmente desconhecidos para o moreno. Havia uma cadeira na sala.


-Senta-te ai por favor. - pediu Fletcher apontando para a cadeira. 

Harry sentou-se e esperou. O homem postou-se à frente dele e explicou-lhe o que iria acontecer:


-Isto não vai ser doloroso nem nada. Agora que já sei os teus "poderes ocultos", vou precisar de te fazer uns feitiços. Enquanto eu vou fazendo esses feitiços tu vais ter de dizer-me o que estás a sentir. Está bem? 


-Sim. Tudo bem. - respondeu Harry.


-Agora atenção. Eu vou retirar-te os bloqueios mas tu não vais ter controle sobre eles. Vais ter que aprender a controlar os sentimentos. Mas isso, vais ter que aprender sozinho ou com os teus amigos. Percebes-te?

Harry anuiu em consentimento.


-Muito bem. Então agora... - Jones fez um feitiço de convocação e em seguida uma máquina onde cabia um corpo deitado apareceu - Entra ai.


-Porquê? - perguntou o rapaz-que-sobreviveu desconfiado.


-Enquanto eu te vou retirar os bloqueios tu vais libertar uma grande eenergia. - explicou Fletcher sorrindo - É mais seguro, para ambos, que tu mantenhas essa energia presa a ti.

Harry entrou. Deitou-se e esperou. Fletcher Jones lançava vários feitiços, todos bastante complexos e desconhecidos para a maioria das pessoas.
Harry foi dizendo como se sentia. Quando acabou, ambos respiraram aliviados. Estavam os dois a suar.


-Pronto. Já não tens um único bloqueio. - afirmou o Inominável - Como te sentes?


-Bem. Bastante cansado e bastante poderoso. - respondeu Harry com um sorriso fraco.


-Toma bebe isto. - pediu o homem retirando um pequeno frasco do bolso - Poção revigorante.

Harry bebeu-a toda de um único gole.


-Senhor Jones... - começou Harry.


-Fletcher. - cortou ele sorrindo.


-Certo. Fletcher, importa-se de não contar a ninguém que estive aqui nem dos meus poderes? - pediu o moreno.


-Não vou contar nada Harry. - garantiu Fletcher.


-Obrigado. - agradeceu Harry.


-De nada. Agora é melhor irmos andando. Tens pessoas à espera. - lembrou Fletcher - Há uma rapariga. Ela tem quase sempre os cabelos cor-de-rosa choque.


-A Tonks? Ninphadora Tonks. - informou o rapaz - Que tem ela?


-Nada. Sei que ela é metamorfomaga. E visto que a conheces pede-lhe para te ensinar a controlares-te. De certeza que na escola não queres andar a mudar a cor dos cabelos. Tens de aprender a controlar. A parte mais fácil de controlar é as transformações do corpo. A parte mais díficil é aprenderes a controlar a cor dos olhos e dos cabelos. Por exemplo, se estiveres com muita raiva, mesmo que já tenhas aprendido a controlar a cor dos olhos e dos cabelos pode mudar. Quanto à magia em si, acho que os Dumbledore's te ajudam.  


-É, acho que sim. - concordou Harry rindo.


-Bom, é aqui que nos despedimos. - disse Fletcher quando já tinham ultrapassado a porta e os outros já vinham a correr para Harry - Boa sorte e não te esqueças do que te disse. Qualquer coisa fala comigo.


-Certo. Obrigado. - agradeceu novamente Harry.


-Mais uma coisa! - lembrou-se Jones.

Este aproximou-se de Harry e falou ao seu ouvido, tão baixo que os outros ao seu redor não conseguiram ouvir uma só palavra:


-Não uses os teus poderes para o mal. Para isso já temos Voldemort. Não te vingues de ninguém com a tua nova magia. Por mais que tenhas raiva de uma pessoas. Por mais malvada que essa pessoa seja ou mesmo que já te tenha feito alguma coisa horrível, como matar alguém de quem tu gostas. Vingança nunca é o melhor caminho. Vingares-te não vai alterar o passado, vai alterar a tua consciência pois se matares alguém mesmo que seja Devorador da Morte, esse teu acto vai ficar para sempre gravado na tua memória. Vais ter mais um peso às costas, o peso de teres tirado a vida a alguém.


-Isso não incomoda Voldemort pois não? - perguntou Harry também sussurando.


-Lord Voldemort não tem coração. Tu não és um deles. - respondeu o homem afastando-se em seguida de Harry. 


-Nunca te esqueças disso. - pediu Fletcher ao moreno já em voz alta. Os outros adultos ficaram muito confusos. Não estavam a perceber nada. - Adeus Harry.


-Adeus Fletcher. - retribuiu Harry virando-se para sair.
Os outros murmuraram também despedidas e sairam com o moreno.
Dirigiram-se aos elevadores e subiram para o átrio.


-O que é que ele te disse? - perguntou Lupin a Harry, curioso assim como os outros.


-Deixa de ser cusco Moony. - respondeu Harry rindo.


-Não queres dizer pois não? - perguntou novamente Reamus.


-Não. - foi a resposta curta e direta do rapaz-que-sobreviveu.

As portas do elevador abriram-se e eles saíram.
Misturaram-se novamente com a multidão. Iam entrar na lareira quando ouvem um grito conhecido para alguns daqueles:


-HARRY!

Eles pararam e voltaram-se. Viram um homem a cerca de 15 metros deles. Rufus Scrimgeour, o Ministro da Magia, vinha a correr para eles.


-Como é que ele nos viu? - perguntou Aberforth espantado.


-Scrimgeour foi chefe dos aurors. - lembrou Harry - De certeza que identificar alguém não é problema para ele.


-Harry, que bom que estás aqui. - articulou o Ministro a arfar por ter corrido com todas as suas forças até a Harry e aos outros.


-Pois, mas se não se importa eu agora tenho de ir andando. - disse o moreno.


-Harry, espera. Só uma palavrinha. - pediu Scrimgeour.


-Claro! Sei uma muito boa: Adeus! - respondeu Harry. Os amigos abafaram risos só por estarem à frente do Ministro da Magia.


-Harry, não me vais conseguir evitar para sempre. - informou o ex-chefe dos aurors.


-Está bem. - cedeu Harry - Diga de uma vez o que quer.


-Podemos falar a sós? - pediu o Ministro.


-Eu tenho plena confiança neles. Pode falar aqui e agora ou eu vou-me embora. Você não tem qualquer coisa que me prenda aqui. - atirou-lhe Harry.


-Muito bem. - concordou o Ministro - Pensaste sobre aquilo que eu te sugeri no final do teu 6º ano?

Todos olharam para Harry espantados e curiosos mas ele não notou.


-Aquilo sobre eu mentir às pessoas do mundo feiticeiro e dizer que estou a gostar e que aprovo o que o Ministério da Magia está a fazer? - perguntou o moreno sarcásticamente.


-Já que és tão esperto, Potter, diz lá o que é que o Ministério e eu estamos a fazer de mal. - disse Scrimgeour mais ordenando que pedindo.
Os que assistiam à conversa não gostaram da ordem e agarraram imediatamente nas varinhas por baixo das capas.


-Eu nem sei por onde começar. - respondeu o rapaz - Em vez de andar atrás de Devoradores da Morte anda atrás de mim. Eu não vou mentir à comunidade feiticeira. Tudo o que fazem é idiota. Você é idiota. Porque iria eu ajudar o Ministério se vocês nunca me ajudaram?  


-Estou a ver que não mudaste muito. Continuas fiel ao Dumbledore da cabeça aos pés não é Potter? 


-Sempre.

Rufus Scrimgeour virou-se e saiu. Harry virou-se e viu que todos sorriam para ele. Estavam todos muito orgulhos pela maneira como Harry falou com Scrimgeour, apesar dele ser o Ministro da Magia.  
Harry olhou para todos e prendeu o seu olhar no diretor de Hogwarts. Este tinha os olhos rasos de água pelo que tinha ouvido.


-Vamos? - perguntou Aberforth ainda a sorrir para o moreno.


-Sim. Quanto mais depressa sair daqui melhor. - respondeu Harry sorrindo também para ele.

Entraram na lareira e em poucos segundos estavam na Sede da Ordem da Fênix, na sala da Mansão dos Dumbledore.
Tonks, que ainda estava sentada no sofá veio a correr até eles e abraçou Harry pelo pescoço.


-Estás bem? - perguntou a metamorfomaga separando-se dele.


-Estou. - respondeu forçando um sorriso.


-Então conta lá. O que aconteceu. - pediu Ninphadora mudando rapidamente de assunto.

Durante o resto da tarde eles falaram sobre isso. Harry contou tudo o que aconteceu, incluindo a conversa com o Ministro pois a amiga não tinha assistido. A auror fartou-se de rir quando soube como Harry falou com o seu chefe.


-Então também és metamorfomago? - perguntou Tonks espantada e feliz.


-Sim. Fletcher explicou-me que não era fácil controlar a cor dos cabelos e dos olhos pois mudavam conforme a disposição. Ensinas-me a controlar? Não posso estar em Hogwarts e ter os meus cabelos a mudar de cor.


-Claro que te ensino! - exclamou Tonks entusiasmada.


-Também tens de saber controlar os poderes. - informou Lupin.


-É, eu sei. Tu ajudas-me não é? - pediu Harry para o amigo.


-Claro. - respondeu o lobisomem sorrindo para o ex-aluno.


-Eu já tinha dito que te ajudava. - declarou Albus para Harry quando este olhou para si.


-Eu também ajudo. - alinhou Aberforth.


-Eu também. E já sei o sítio perfeito para isso. - disse Minerva.


-A Sala das Necessidades? - perguntou Harry.

McGonagall assentiu.


-Tu sabes que eu não posso ajudar-te nisso. Mas posso ajudar-te com a espada e com o arco. - sugeriu Bull.


-Sim, isso seria muito fixe. - concordou o moreno.


-Vamos jantar? - propôs Aberforth, ao que todos concordaram imediatamente.

Após o jantar, conversaram um pouco na sala.
Ficou decidido que na semana seguinte, a última das férias, iriam pôr em prática a 3ª fase do plano.


*******************************
OI!
Afinal enganei-me. Não consigo acabar a fic antes das aulas começarem. Vão começar no dia 15/09/2012 (sexta-feira daqui a 1 dia sem contar o dia 15).
Não sei se vou conseguir postar todos os dias. Senão conseguir posto 1 ou 2 capitulos de semana a semana. Eu depois aviso.

Espero que gostem deste capitulo e comentem bastante pois se não eu não vou saber se estão a gostar e não poderei continuar.

Agradecimentos especiais a Deusa Potter e a Ana Marisa Potter por terem comentado alguns dos meus capitulos.

Ana é muito bom ter outra pessoa portuguesa a ler a minha fic. Eu sou de Évora e tu?

Bjs e Abraços



H.D.

Compartilhe!

anúncio

Comentários (2)

  • vitoria67

    maravilhoso

    2013-06-19
  • Ana Marisa Potter

    O capitulo está optimo estou desejosa de ler a contiuação.   Não sabia que tambem eras portuguesa de Portugall é que eu tambem ou já agora és de onde? Bjs e até ao proximo cap.

    2012-09-11
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.