O espelho



 


- Harry! – ouviu-a chamando seu nome, que ecoou pela sala praticamente deserta, se não fosse pela presença dos dois, mas ele simplesmente não dera atenção.


  


- Harry! – chamou-lhe novamente.


 


Ele virara para vê-la melhor. Gina estava à sua frente, com seus longos cabelos ruivos escorrendo-lhe sobre o ombro. Seus olhos demonstravam piedade e compaixão. Eles eram iluminados pela lua cheia que entrava pela janela e banhava seus joviais rostos.


 


Harry tinha enormes olheiras roxas em baixo de seus olhos, pelas noites em claro, após a morte de Dumbledore.  Seus cabelos pretos tornaram-se ainda mais rebeldes desde aquele terrível acontecimento na torre.


 


- Harry! – murmurou ela pela terceira vez, agora atraindo sua total atenção. – Sei que já sabe, mas o funeral está marcado para amanhã e...


 


Sua voz desfaleceu no meio da frase, ainda não conseguiam acreditar que aquilo fosse verdade.


 


Mas era, Dumbledore realmente estava morto. Já se faziam três dias desde então, mas ele não conseguia esquecer a expressão que se espalhou pela face de seu diretor, quando este fora atacado por uma das pessoas em quem mais confiara: Snape.


  


Este estava foragido. Oh, Harry se sentia muito burro por ter acreditado naquele homem. Aquele que tinha a total confiança de Dumbledore, mas em sua primeira oportunidade, matou-o.


 


- Harry! – chamou-o novamente, desta vez irritada com a falta de atenção - O Expresso de Hogwarts partirá depois do funeral, então é melhor preparar seu malão.


 


- Se era só isso, pode se retirar.  – falou ele hostil.


 


- Sei como se sente, mas uma atitude como esta não fará Dumbledore voltar à vida, ele está morto, você tem que aceitar.


 


- Você fala com tanta simplicidade porque nunca perdeu alguém que amou na


vida. Meus pais estão mortos, Sirius está morto, e agora Dumbledore, você não compreende isso. – disse ele, levantando-se bruscamente, com os olhos marejados em lágrimas. Harry não tinha o costume de chorar, não na presença de outra pessoa.


 


- Você acha que não compreendo? – perguntou ela furiosa. – Dumbledore não significava apenas a você, mas a todos nós, ele certamente foi o melhor diretor que Hogwarts já teve, e, não se esqueça de tudo o que lhe ensinou, ele não gostaria de vê-lo num estado como este. Você é Harry Potter, encare seus problemas, como você encara tudo na vida. Você não tem nada a perder.


 


- Tem razão, todos os que amo se foram.


 


- Pensei que eu significasse mais para você.


 


- Gina, eu não...


 


- Não precisa dizer mais nada, você já disse mais do que o necessário.


 


 E sai enfurecida pela porta do salão Comunal de Grifinória.


 


- Harry, vimos Gina sair chorando daqui, ela não quis nos contar o que houve. – disse Hermione, entrando na sala segundos depois, acompanhada por Rony.


 


- Eu acho que esse é nosso fim, digo, do namoro entre mim e Gina.


 


- Mas Harry, depois de tudo pelo qual passaram somente agora Rony está aceitando, e...


 


- Mais nada Hermione, talvez eu deva encara o fato de que não fomos feitos um para o outro.


 


 


O céu daquela manhã estava extremamente bonito. Nuvens fartas num belo azul cobriam-o por inteiro, exceto  pela enorme bola dourada que estava entre as nuvens saudosas. Ah, o Sol nunca esteve tão magnífico quanto àquele dia , era  como em despedida ao antigo diretor da escola. Todos os alunos vestiam as habituais vestes pretas da escola, e cada aluno tinha uma faixa sobre a roupa com as cores de sua casa.


 


- Eu não vi Gina hoje, você a viu? – aproximava-se de Harry, Hermione, que conversava triste com Rony.


 


- Não! Não a vejo desde ontem à noite, dizem que ela passou uma boa parte do tempo na biblioteca, acho que ela está convivendo demais com você, Hermione. – debochou Rony.


 


- Não sei como pode fazer piadinhas infames em um momento como este. Ah, olá Harry! – exclamou a amiga, somente agora notando sua presença.


 


- Oi. – respondeu ele brevemente.


 


- Harry, eu sei que está sendo difícil para você, para nós também, mas...


 


- Tudo bem! – disse ele, cabisbaixo.


- Realmente é difícil para nós. Mas saiba que estaremos com você. Até o fim!


- Obrigado! Mas não quero que se arrisquem por mim.


- A decisão não é sua cara, é nossa. – falou Rony.


- Preciso pensar. – disse ele, levantando-se.


- Onde você vai? – perguntou Hermione, preocupada.


- Terminar de arrumar meu malão. Eu penso melhor quando estou com as mãos ocupadas. 


Harry estava saindo do Salão Comunal da Grifinória, agora vazio, o expresso de Hogwarts sairia em meia hora da estação de Hogsmeade. Jogou todos os pertences que lhe faltavam dentro de seu malão e Edwiges e começou a caminhar para a saída.


Estava passando pelo corredor da Sala Precisa quando algo lhe chamou atenção na parede, como um tijolo fora do lugar. Sabia que deveria se apressar, mas a curiosidade falou mais alto então chegou mais perto e começou a observar o pequeno retângulo a sua frente, seguindo seu instinto empurrou a pedra e então viu uma porta se abrir.


- Meu Merlin, essa passagem eu não Conheço!                                           


Deixou-se levar pela curiosidade e se esqueceu completamente que deveria ir para estação de Hogsmeade, passou pela passagem e percebeu que na verdade era uma sala e ficou surpreso com o que dentro dela estava.


Gina estava carregando seu malão e seu mini puff roxo Arnold passando pelo corredor do sétimo andar que levava a Sala Precisa quando viu Harry, estava indo em sua direção e ouviu o que ele disse. Ficou surpresa com a exclamação do moreno, se ele que tinha posse do Mapa do Maroto não conhecia a tal passagem quem dirá ela. Mas antes que pudesse chamá-lo viu Harry entrar na passagem que começava a se fechar.


Sabia que deveria estar a caminho de Hogsmeade, mas preocupada com Harry esqueceu isso, esqueceu que por mais compreensiva que fosse estava magoada por Harry ter deixado seu relacionamento com ela de lado, esqueceu que desde a hora do funeral, estava tentando esquecê-lo tentando tirar de sua cabeça aquele terrível porco-espinho de olhos verdes que assim como seus irmãos tentavam protegê-la a qualquer custo e entrou na passagem sem pensar duas vezes.


Quando entrou ficou surpresa com o Harry parado, melhor, estático a sua frente encarando um belo e alto espelho com uma magnífica moldura dourada. Ela sabia de que se tratava o objeto a sua frente, Rony comentou algo com ela uma ou duas vezes há alguns anos. Sabia que o espelho a sua frente era nada mais nada menos que o Espelho de Ojesed, estava encantada e completamente fora de si quando a voz de Harry a trouxe de volta a vida:


- Você já devia estar na estação – Disse Harry.


- E você também. – Rebateu a Ruiva. – Esse é o espelho de Ojesed, estou certa? Ele é fascinante!


-Sim, você está certa e também está parecendo a Hermione.


- Considerando o quanto ela é inteligente, vou pensar nisto como um elogio.


 


- Não vi você no enterro, por que não foi?


 


- Queria evitá-lo. Ainda estou muito magoada com o que me disse ontem à noite.


 


- Desculpe-me. Não tive esta intenção.


 


- Não teve, mas me magoou muito. – disse ela, virando-se para o espelho.


 


- Gina, o que você vê quando olha para o espelho? – Perguntou mudando de assunto. – Eu vejo, meus pais, Sirius, a família Weasley, Dumbledore – disse com um suspiro – e todos os outros que eu amo e quero por perto, principalmente você.


- Eu vejo minha família... e você também é claro – apressou-se em responder - sem Você-Sabe-Quem fazendo das nossas vidas um inferno – Respondeu Gina, mas não era toda a verdade. – Resumindo, me vejo extremamente feliz.


- E por qual motivo?


 


- Porque nós dois ficamos juntos, para todo o sempre.


 


- Gina, você sabe o quanto eu te amo.


 


- Não, pelo menos eu achava que sabia. – respondeu – Esse espelho mostra os nossos desejos mais profundos de nossos corações. Está no livro Objetos magicamente fantásticos e suas características. Ler é a melhor cura para uma alma deprimida.


 


- Gina, você sabe perfeitamente que nunca poderemos ficar juntos.


 


- Eu sei, já cansei de escutar isso. Tudo por causa de Voldemort. É seu destino destruí-lo, talvez você nem sobreviva, e eu? Passarei toda a eternidade sofrendo por esse amor não correspondido...


 


- É correspondido sim...


 


- ... enquanto você simplesmente nem lembrará de mim. – terminou, nem dando atenção à fala dele.- Acho isso tão injusto – Disse vagando mais uma vez pelos seus pensamentos.


 


- Isso o que? – Perguntou Harry


- O que aconteceu e está acontecendo com você, me pergunto como pode existir alguém tão cruel quanto Voldemort – Falou revoltada com tudo o que Harry teve que suportar até aquele dia – Como uma pessoa incrível como você pode passar por tudo o que você passou, eu... eu acho isso tão errado.


- Eu também Gi, se eu pudesse trocaria toda a minha fama e todo o meu dinheiro dentro do Gringotes para poder ter meus pais, Sirius e Dumbledore do volta – Harry fechou os olhos e suspirou pensando em como seria sua vida se tivesse crescido com seus pais, sentiu um pouco mais de conforto quando a mão de Gina tocou seu ombro, olhou para ela e com toda a sinceridade do mundo disse:


- Você acha que eu não gostaria de consertar tudo? Tudo o que eu mais queria era poder ficar com você, ter meus pais, Sirius e Dumbledore de volta, mesmo que eles não soubessem de minha existência, eu gostaria de ter uma chance de reencontrá-los. Eu queria muito mesmo poder mudar o meu passado Gina.


 


O que aconteceu depois disso está completamente além da compreensão de Gina e Harry, ambos se sentiram sugados para dentro do espelho e a única coisa em que conseguiam pensar era que a confusão em que estavam se metendo nesse momento não seria algo fácil de resolver e logo após isso tudo ficou escuro e os dois jovens perderam a consciência.
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Nota da autora: Primeiramente, gostaria de me desculpar pela demora a postar. Antes, tinha milhares de provas escolares e trabalhos, de um tempo para cá, foi por preguiça mesmo, kkk. Me desculpem. Em segundo, quero dizer que, como vocês perceberam, se passa durante o sexto ano do Harry, mais precisamente o final, quando ocorre a morte de Dumbledore. Como também devem ter percebido, essa obra não está de acordo com a criada pela ilustre J.K. Rowling, mas se estivesse de acordo, acabaria não dando certo a nossa fic. Espero que gostem, qualquer crítica ou elogio, por favor, comentem. É sempre bom ler o que vocês têm a dizer.
Quero agradecer também à Fernanda C. Felizardo, que está me ajudando (e muito), a criar essa fic. Na verdade, a ideia para o tema da fic foi dela, então, te agradeço muito. 

Um grande beijo para cada um de vocês,

JulianaAs. 

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Comentários (5)

  • Warick

    Nossa você escreve muito bem msmPassou os sentimentos dos personagens de uma maneira fantasticacontinue escrevendo 

    2013-04-07
  • JulianaAs.

    Obrigada Lily, espero que continue acompanhando,beijos

    2012-05-18
  • Lily Proongs

    ameii

    2012-05-14
  • JulianaAs.

    Obrigada Lily, pode deixar, que logo o próximo capítulo estará aqui, beijos

    2012-05-09
  • lily jean OLIVER

    bom e vc é do meu time kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk estou adorando continua senão de assaro estou acompahando a fic a marcei como estou lendo ass lily oliver(p. corfindor) 

    2012-05-08
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