O Convite



 


Uma batida na porta, e ela se entreabriu.
- Alvo? Chamou-me aqui? – perguntou a senhora.
- Entre Elizabeth. Eu a chamei sim.
- Aconteceu alguma coisa com Lílian? – ela se sentou de frente para o diretor.
- Ainda não.
- Ainda não? Como assim ainda não?
- Voldemort desconfia que sua maldição não foi concretizada.
- O que?! Como?
- Um de seus comensais da morte, Victórius Malfoy, é pai de um de nossos alunos e estava na estação no dia 1º de setembro. Ele viu Lílian com seus pais trouxas e reconheceu a família real trouxa da Inglaterra.
- Mas ele não poderia saber quem é Lílian...
- Não poderia, mas ele percebeu a diferença de Lílian com seus pais e irmã adotivos. Ele a descreveu para Voldemort. A senhora sabe que Lílian tem olhos do Imperador Nícollas, mas possui os inconfundíveis traços da Imperatriz Alexandra Romanov.
- Sim, eu sei, mas acha que Voldemort...
- Ele ligou a descrição de Victórius à de uma jovem menina que lhe escapou inexplicavelmente há 10 anos.
Elizabeth levou as mãos à boca. Não podia ser. Sua Lílian, sua amada neta não poderia...
- Contou a ela? – perguntou.
- Esperei que me dissesse o que acha melhor fazermos.
- Melhor não contar. Vamos esperar. Ela ainda não precisa enfrentar isso. Enquanto estiver em Hogwarts estará segura.
- Com toda certeza.
- Preciso voltar. Tenho que contar a Willian e Sophia. – disse ela se levantando.

**

Depois do dia no corujal James e Lílian não voltaram a se falar. Não que James não tenha tentado. É claro que tentou. Mas Lílian não facilitou. Fugia dele, arrumando as desculpas mais esfarrapadas que encontrava. Logo já era fim de setembro e James ainda não conseguira abordá-la com sucesso.
- Diga que você é o príncipe e que se ela não escutá-lo a mandará para o calabouço. – sugeriu Sirius na aula de Transfiguração, enquanto eles a observavam de longe.
- Pare de brincadeiras, Almofadinhas. – pediu James.
- Mas você pode fazer isso!
- E onde ele arrumaria um calabouço? – perguntou Remo, revirando os olhos.
- Ele manda erguer um e grava na porta: “Em homenagem à minha amada ruivinha, porque se ela não pertencer ao príncipe, tampouco aos súditos”.
James lhe deu um tapa na cabeça.
- Eu vou erguer um calabouço para você se não começar a me levar a sério. – ameaçou.
- Desculpe, alteza, mas não sou gay.
Remo e Pedro riram gostosamente.
- Almofadinhas, por favor! – pediu James – Preciso de ajuda! Minha mãe está organizando um baile para que eu arrume uma noiva no mês que vem!
- Convide Lílian.
- O que?
- Convide Lílian para o baile. Quem sabe a rainha não a aprove depois de conhecê-la?
James bateu a mão na testa. Como pode ser tão burro em não pensar nisso? Mas ainda tinha um detalhe.
- Ela está noiva.
- E onde isso te impede de convidá-la para um baile? Duvido que, seja lá quem for o noivo dela, pode oferecer a ela uma festa como essa.
- Isso não é o que importa, Almofadinhas – repreendeu Remo – Lílian admitiu que está noiva por obrigação. E de quebra ainda demonstrou sentir algo por James. Você só tem que conquistá-la, Pontas. Você é um grande partido. Por que a família dela não o aprovaria se soubessem que ela o ama? Convide-a com a família para o baile.
A esperança voltou ao coração do príncipe.


- Você está infeliz Lil’s – acusou Lene.
- Como queria que eu estivesse? – perguntou a princesa deprimida – Amanhã é o último dia do mês.
- Deveria estar feliz por isso. É um mês a menos até nos formarmos.
- É, e é um mês a menos até que eu me case com o príncipe Derick.
- Lílian! – ela gritou sobressaltando a ruiva – Pelo amor de Deus! Cancele esse casamento! Se isso te faz tão infeliz, por que se casar?
- Shiiiii – Lílian olhou ao redor. Muitas pessoas olhavam para elas.
- Você vai se casar, Lily? – perguntou Maria Macdonald.
Lílian olhou feio para Marlene.
- Não – respondeu – Lene só está encenando um sonho que ela teve comigo me casando.
- Ah.
Todos os outros voltaram a olhar para os livros à sua frente. Lílian olhou para o fundo da sala. James a olhava com um pouco de decepção nos olhos. Com certeza havia ouvido as palavras de Lene, como os outros. Mas o que fazer quando o destino é tão cruel com a gente? Virou-se para o livro à sua frente. Ela já o tinha lido durante as férias, não havia nada ali que ela não soubesse. Aproveitando-se disso ela se permitiu relaxar e levar seus pensamentos para longe daquela sala...
Imaginou-se em um palácio magnífico com James. Ele Rei. Ela Rainha. Ambos marido e mulher. Imaginou-se com filhos, mas não eram filhos de um pai qualquer. Eram seus filhos com James. Principezinhos de cabelos negros e bagunçados e princesinhas de cabelos ruivos e olhos verdes como os dos Romanov. Romanov... Lembrou-se de sua mãe lhe dizendo quando pequena que nem sempre princesas vivem contos de fadas como nos livros. Sua mãe estava certa. Sua vida estava longe de ser um conto de fadas. Talvez se ainda tivesse os pais, se ainda morasse na Rússia e se ainda fosse uma Romanov pudesse se casar com James ao invés de Derick. Mas talvez de morasse na Rússia nem teria conhecido James. Talvez teria ido para uma escola de bruxos na Ásia...
Despertou de seus devaneios quando o sinal tocou. Levantou-se rapidamente e não esperou Marlene ao ver que James vinha em sua direção. Atropelou alguns alunos, pedindo desculpas em seguida e saiu da sala. James não desistiu e a seguiu. Ao perceber isso Lílian desistiu com um suspiro. Não suportava mais a distancia. Precisa ao menos trocar algumas palavras com ele e se sentiria melhor. Parou no meio do corredor e virou-se para esperá-lo. Ele sorriu vitorioso e a alcançou.
- Como você é difícil! – ele disse sorrindo.
- Como você é insistente!
Ele riu.
- Eu? Insistente? Tem certeza?
Lílian ergueu as sobrancelhas confusa.
-“Lílian! Pelo amor de Deus! Cancele esse casamento! Se isso te faz tão infeliz, por que se casar?” – ele repetiu Marlene – Eu é que te pergunto! Por que insistir se isso te faz tão infeliz?
- Você não entende, James...
- Tente me explicar, então. – pediu cruzando os braços e encostando-se à parede.
- Não posso.
- Por que não pode?
Lílian suspirou. Ele não desistiria.
- Tenho um segredo. – disse.
- Também tenho um. Diga-me o seu e lhe direi o meu.
Ela riu.
- Qual seu segredo? – perguntou.
- Vai me dizer o seu?
- Não poderia nem que quisesse. Está guardado por um feitiço.
Ele uniu as sobrancelhas.
- Pelo visto é um grande segredo. Quem é o fiel dele?
- Dumbledore.
James tentou esconder a surpresa. Se Dumbledore era o fiel do segredo, se ele participava do segredo, é porque era alguma coisa realmente importante e confidencial. Mas se Lílian não podia ficar com ele porque estava noiva e não podia largar do noivo por causa desse segredo, então...
- Isso impede que fiquemos juntos? – perguntou.
- Não. Mas me impede de terminar com o meu noivo.
- O que nos impede de ficar juntos – concluiu.
Lílian confirmou com um aceno. James respirou fundo.
- Lílian... Peça a Dumbledore para me contar.
- Não.
- Por quê?
- James... não quero que faça parte disso. Não quero que se envolva. Sua mãe quer lhe arrumar uma noiva. Será melhor se ficar com alguém que ela queira. Acredite, enfrentaria muito mais do que apenas ela para ficar comigo.
- Se seu noivo que nem te ama vai enfrentar, por que eu não posso?
- Por que eu não suportaria te perder. – deixou escapar em um sussurro.
Em outro momento James ficaria feliz em ouvir isso, mas agora...
- Está correndo algum risco de vida? – perguntou rapidamente.
- James, fique fora disso.
- Não! Lílian, diga-me o que está acontecendo ou quem vai procurar Dumbledore serei eu!
- Não faça isso! Não vai adiantar!
- Certo. Você quer fazer isso do jeito difícil? Assim será. Não vou permitir que você corra risco algum! Não importa com quem esteja casada ou com quem eu esteja casado! Sempre irei amar você! Sempre correrei o risco que for por você! Então não me importa que não queira me contar o que é esse segredo! Não vou me afastar de você!
- James, por favor...
- Terá um baile em meu palácio no mês que vem. Você deve ter ouvido falar. Como sabe, minha mãe quer que eu escolha uma noiva. Quero que você vá e leve sua família. Chame suas amigas se quiser.
- Obrigada pelo convite, mas não vou.
- Uma princesa nunca diz não.
- Não me compare com uma princesa.
- Você age como uma. Como não comparar?
- Uma princesa faz o que é melhor para todos. E é melhor que eu não vá a esse baile.
- Está vendo? Uma princesa! Por favor. Não pense nos outros, Lílian. Pense em mim. Se não quer ficar comigo ao menos me conceda uma valsa.
Lílian suspirou derrotada. Não conseguiria negar.
- Não precisamos valsar em seu baile. Podemos valsar aqui – ela indicou o corredor vazio.
- Com toda a certeza. – ele sorriu e acenou com a varinha, fazendo uma música soar e a tomou em seus braços, girando pelo corredor.
Lílian sorria ao dançar. Amava dançar e como uma princesa fazia isso muito bem, modéstia parte. Mas dançar com James era como um sonho. Lembrou-se de si mesma aos sete anos, no baile de aniversário do governo de sua família na Rússia, quando subiu nos pés do pai que a rodopiou pelo salão sob os olhares de admiração de todos. Sentia- se segura e feliz naquele dia. Sentia-se segura e feliz neste dia.
Ainda sorrindo, parou de dançar.
- Onde aprendeu a dançar assim? – James perguntou admirado.
- Você quem estava me guiando.
- Mas não adianta apenas ser guiada. Você parecia saber o que estava fazendo. Não ficou nervosa... estava tranqüila... Essa valsa não é uma qualquer. É uma valsa real. Como sabe dançá-la?
- Já disse. Você me guiou.
- Você sorria... Parecia se sentir em casa.
- Me sinto em casa quando estou com você. Perdi meus pais, meu irmão e minhas três irmãs quando eu tinha sete anos e quando estou com você... É como se eu tivesse minha família de novo. Como se estivesse em casa.
Ele sorriu levemente.
- Eu poderia ser sua família se você quisesse. Poderíamos formar nossa família. Eu poderia levá-la para casa... – ele me analisou enquanto eu corava – Venha para o baile. Traga sua família. Dou minha palavra que não irá se arrepender.
- Prometo pensar nisso, mas não vou garantir nada.
- Tenho um mês para convencê-la. Por enquanto a única coisa que exijo é que pare de se manter longe de mim.
- Vai usar de seus poderes de príncipe?
- Não. Com você eu sou apenas James, e você é a Princesa Lílian. Você dá as ordens.
- Ordeno que se encaminhe imediatamente para sua aula, Sr. Potter!
James gargalhou.
- Agora mesmo, Majestade, mas antes...
Ele inclinou-se e a beijou docemente.
- Agora sim, seu desejo é uma ordem, Alteza. A menos que tenha mudado de idéia e queira mais um...
- A aula, James.
Ele riu e juntos seguiram para a próxima aula.


~*~*~*~*~*~


Esse capítulo ficou mais curto, mas espero que tenham gostado.


Espero comentários para postar o próximo!!


E aceito qualquer crítica, opnião e sugetões!!!


bjooss


Chrys

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Comentários (6)

  • Lily Proongs

    aaaaaaaaaaaaaamei

    2012-05-17
  • lily jean OLIVER

    você demorando muito quer me madar de coriosidade desculpe naõ ter cometado antes mas hoje entrei para olhar e nada achei resolvi comentar por merlin não desista da fic *fazendo cara de corsa abadonada* quero mais

    2012-05-04
  • Maria _Fernandes_99

    Otimo!

    2012-05-04
  • lily jean OLIVER

    está otimo mas pera aí o james não pensa usa o cerebo garoto lerrrrrrrrrrrrrrrdooooooooooooooo

    2012-04-22
  • Allice Fox

    AMEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII continua

    2012-02-10
  • Dani Evans Potter

    goostei bastante do capitulo , msm nao sendo tão grande mais ficou legal :)nao demore tanto pra posta nao taa?!beeeijos ate a proxima  

    2012-02-10
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