Sonhos se tornam realidade



Capítulo 8: Sonhos se tornam realidade.


 


 


O verde das folhas das árvores dava lugar a um tom mais alaranjado. O outono estava começando, trazendo dias mais amenos e agradáveis.


 


Hermione estava sentada sobre uma cadeira, no jardim; que ficava na parte de trás da casa. Uma leve brisa roçava em seu rosto. Mesmo com a chegada do outono, algumas flores ainda alegravam o jardim.


 


Era sábado, estava sozinha em casa. Hermione tinha ficado com desejo de comer algo bem “trouxa”, então pediu ao marido ir comprar um lanche, já que era uma comida rápida de se preparar, afinal, ela estava com muita fome. Ron saíra fazia mais de uma hora, mas ainda não tinha voltado.


 


Ela não se lembrava do último dia em que esteve tão feliz. Na verdade havia outros momentos que concorriam com aquele, e que ela guardava com carinho, na memória, e alguns deles, também nas fotografias: O primeiro beijo, o dia que Ron e ela começaram a namorar, o dia do noivado, o do casamento, a reconciliação depois da briga e a descoberta da própria gravidez.


 


Sua barriga já era visível de modo que qualquer um que a visse, não teria dúvidas de que ela estava grávida. Ela se sentia feliz, em mostrar para todos, que ela estava esperando um bebê do homem que amava.


 


Agora, com quatro meses e meio de gestação, estava na metade do caminho. Daqui a pouco tempo, estaria com seu filho nos braços. Hermione ainda se perguntava se não estaria vivendo um sonho.


 


Ron estava tão ou mais feliz do que ela. O marido era só mimos e se ela deixasse, ele levaria o café na cama e a carregaria nos braços, todos os dias. Ele ficava super preocupado e cuidava dela, como se ela fosse de vidro.


 


Ela ficava feliz com os cuidados do marido, mas tinha que confessar que às vezes ele exagerava muito. A mãe dela também estava fazendo isso. A visitava todo o fim de semana e levava muitas frutas e verduras, para que ela comesse, dizendo que ela tinha que se alimentar direito para a saúde do bebê. A senhora Weasley também dava conselhos e dicas para quando o bebê nascesse, mas não ficava o tempo todo pegando no seu pé, afinal ela já fazia isso com Angelina, que era até agora, a mãe do bebê mais novo da família.


 


O pequeno Fred estava com quase dois meses e já demonstrava ser filho de George Weasley. Ele chorava muito e era inquieto. Todos diziam que seria um bom inventor e que tocaria as Gemialidades Weasley, muito bem. Angelina, é claro, não gostava muito dessas observações da família Weasley, mas George adorava. Ele sorria só de olhar para o filho e confirmava que o menino seria um bom administrador para o negócio do pai, quando fosse mais velho. A senhora Weasley, gostava de dizer, que seu neto, continuando com as Gemialidades Weasley ou não, terminaria o sétimo ano em Hogwarts. E Angelina, deixou claro, que concordava inteiramente com a sogra.


 


James, que até a pouco, fora o caçula da família, pareceu se acostumar com seu novo cargo, apenas ser o primeiro neto menino dos Weasley. Gina sempre dizia que esse lugar, ninguém tirava dele.


 


O bebê Potter, estava com onze meses. Harry estava com muita expectativa para o primeiro aniversário do filho. Hermione e Gina, já haviam combinado com a senhora Weasley, os doces, comidas, bebidas e até decoração, para a festa do menino, dali a um mês. Harry dizia ter comprado o melhor presente para o filho, mas não contou para ninguém o que era. Gina sugeriu, numa conversa com Hermione, que esse tal presente, só poderia ser uma vassoura. E ela não discordou, afinal era típico do Harry.


 


Hermione lembrou-se da carta e da fotografia, enviadas pela mãe de Harry para Sirius. Ele havia ganhado do padrinho, sua primeira vassoura, quando completou um ano. E com a paixão pelo quadribol, que os pais, avô e os tios do menino, tinham em comum, não estranharia ver Harry presenteando o filho com uma vassoura.


 


Ela sorriu e acariciou a barriga. Não podia se sentir mais feliz. Era casada com o amor da sua vida, eles se amavam, tinham uma bela casa, bons empregos, e agora um filho estava a caminho para trazer mais alegria. Estava lendo todos os livros sobre gravidez e criação de filhos, que encontrou. Alguns eram de autores trouxas e outros, de bruxos. Queria saber o máximo possível e não queria deixar nada, que talvez fosse importante, passar despercebido.


 


Pensou em Ron. Ele era um marido maravilhoso, fazia tudo para agradá-la na gravidez. Naqueles últimos meses, ele nem sequer a contrariou.  Estava muito feliz por Ron superar a insegurança de ser pai e estar agora, tão feliz com a chegada do bebê.


 


Então ela sentiu. Seu bebê mexera pela primeira vez. Foi algo bem sutil, nem dava para dizer que era um chute, mas já foi o suficiente para deixá-la emocionada.


 


Hermione começou a sorrir, sem reação. Ficou olhando para a barriga, esperando o bebê mexer novamente. Passaram-se alguns minutos, mas não aconteceu.


 


- Hermione! Voltei! - Era Ron, que falava, lá de dentro da casa. Ela se levantou com cuidado e entrou, pela porta da cozinha.


 


Ron estava colocando algumas sacolas de papel, sobre a mesa. Ela observou o marido por alguns instantes.


 


- Ron... senti nosso bebê mexer. - Ela disse e esperou a reação dele.


 


O ruivo a olhou e sorriu.


 


- É sério? Foi agora? - Ele foi para perto dela. - Eu não acredito que perdi isso...


 


Hermione sentiu o bebê mexer novamente.


 


- Está mexendo.


 


- Agora? - Perguntou ele confuso.


 


Ela pegou a mão do marido e a colocou sobre a barriga. Parecia que o bebê percebeu isso e começou a mexer mais, mas não muito.


 


- Está sentindo?


 


- Bem de leve... - Respondeu Ron sem olhar para ela.


 


Ron fitava sua barriga, como se assim fosse possível ver o bebê. Ele sorria e ela também.


 


Hermione estava mais feliz do que nunca. Estava ali, sentindo seu bebê mexer e Ron, seu marido, estava ali participando daquele momento.


 


Depois do que pareceram alguns segundos, o bebê parou de mexer. Ron tirou a mão da barriga dela e a abraçou.


 


- Obrigado, por tornar isso real... - Ele disse.


 


- Eu que tenho que te agradecer... - Ela falou. - Por você me amar.


 


Eles se beijaram.


 


Ela poderia pedir algo mais? Não, pois provavelmente não havia algo, naquele momento, que a fizesse mais feliz do que estar ao lado de Ron, sentindo seu filho mexendo pela primeira vez.


 


Depois se sentaram à mesa para comer o lanche, que Ron trouxera da lanchonete trouxa.


 


- Levei um tempão pra conseguir fazer o pedido. - Ron disse. - A atendente não entendia nada do que eu dizia.


 


- Ou você que não estava se fazendo entender, querido. - Hermione disse sorrindo.


 


- Pode ser... – Disse ele.  – Esses lugares, lenchonetes, são bem complicados... não sei como os trouxas conseguem.


 


Ela sorriu com o comentário de Ron, mas não o corrigiu, já estava acostuma em ouvi-lo falando errado, quando o assunto era algo do mundo trouxa. Hermione se lembrou de algo, saiu da cozinha sem dizer nada.


 


- Aonde você vai? - Perguntou Ron, quando ela já subia as escadas, indo para o andar de cima.


 


- Já volto!


 


Ela entrou no quarto do casal e pegou um livro, de capa branca, que estava sobre o criado-mudo, e voltou à cozinha.


 


- O que é isso? - Perguntou Ron, quando ela voltava a se sentar na cadeira que ocupava.


 


- É um diário. - Respondeu ela abrindo o tal diário.


 


- Um diário?


 


- Um diário sobre a gravidez. - Disse ela folheando o diário. Em seguida, fez uma anotação. - Não poderia deixar o primeiro chute do bebê de fora.


 


- Eu não sei como você consegue fazer essas coisas... - Disse Ron sorrindo.


 


- Depois, com os anos, a gente se esquece dos detalhes, das datas... e escrevendo aqui, vou sempre poder ler e relembrar.


 


Ela fez uma pausa, enquanto terminava sua anotação.


 


- Você quer ver? - Perguntou ela ao marido.


 


- Eu posso?


 


- É claro! Não é nada confidencial. - Falou ela, enquanto se levantava e sentava-se na cadeira ao lado de Ron. - Você pode ler sempre e se quiser, pode escrever também.


 


Ele pegou o livro das mãos dela.


 


Hermione ficou observando, enquanto ela lia suas anotações acerca do bebê e da gravidez.


 


- Você é maravilhosa Hermione... está lindo. - Ele disse, devolvendo o diário a ela.


 


- Que bom que você gostou. - Ela deu um beijo rápido nele, e voltou ao seu lugar. - Mas agora, eu preciso comer o meu lanche.


 


Ela sozinha, comeu dois hambúrgueres. Agora grávida, não se sabia quem comia mais, ela ou Ron.


 


O casal passou o resto da tarde e começo da noite, conversando sobre o bebê. Na verdade, nos últimos meses, esse era o principal assunto das conversas deles. Não sabiam ainda se era menino ou menina, e tampouco haviam escolhido algum nome, portanto se referiam ao filho, como "bebê".


 


De noite, quando foi dormir, Hermione teve um sonho. Nele ela não estava grávida. Ela estava de pé, na cozinha da sua casa. Havia um carrinho de bebê, que com um feitiço, ia pra frente e para trás, como se estivesse embalando um bebê. Ela não conseguiu identificar se havia um bebê ali, dormindo, pois seus olhos se espantaram ao ver três crianças entrando correndo na cozinha. Dois meninos e uma menina. Os meninos eram morenos, um deles Hermione reconheceu, era James. O afilhado deveria ter uns quatro, talvez cinco anos. Os outros dois, eram um pouco menores, com uns três anos cada. Ela não sabia dizer quem era o outro menino, mas ele tinha os mesmos cabelos de James. Já a menina, era ruiva, com os cabelos um pouco cheios.


 


Os três corriam em volta da mesa, depois pararam de correr e os dois mais jovens, se aproximaram dela.


 


- Titia... James pegô meu binquedo. - Dizia o menino mais novo, choramingando. Quando ele olhou para ela, a chamando de tia, ela percebeu que ele tinha os olhos verdes. Um certo tom, que lhe era muito familiar. Ia perguntar o nome dele, quando o outro interrompeu.


 


- Madrinha, eu não peguei não! - Negou James, que estava a sua frente também. Ela estava confusa, com aquelas crianças ali. Mas sua maior surpresa, foi quando a menina, se dirigiu a ela.


 


- Mamãe, pegô sim, eu vi. - Falou a ruivinha, que parecia irritada, e que estava mais próxima a ela. Hermione percebeu que a menina tinha os olhos azuis. Os mesmos olhos azuis de Ron. Sentiu uma pontada no peito e uma emoção repentina ao compreender quem eles eram.


 


Antes que ela pudesse falar ou fazer algo, James saiu correndo para a sala e as duas crianças menores, saíram atrás dele. Ela virou-se e olhou para o carrinho, que ainda ia e vinha, pra frente e para trás. Ainda podia ouvir a briga das três crianças, que agora, estavam na sala.


 


Hermione se aproximou do carrinho, que estava de costas para ela, mas, antes de ver quem era o bebê ali, ela acordou. Piscou os olhos e fitou o teto. Percebeu que já havia amanhecido. Virou-se e viu que Ron não estava na cama. Onde ele estaria?


 


Ela se sentia estranha. Lembrou que havia sonhado e ficou pensando nisso.


 


Uma menina. A menina no sonho a chamara de mãe. Seria mesmo sua filha?


 


Lembrou que James também estava no sonho. Mesmo o menino estando mais velho, ela logo o reconheceu.


 


Teria uma filha, uma linda menina ruiva e com olhos azuis. Mesmo sendo um sonho, ela sabia que aquilo que viu, não era mentira. Suspeitou quem fosse o outro menino, assim que viu a cor dos seus olhos, mas não tinha nem idéia de quem era o bebê no carrinho.


 


Levou as mãos à barriga e instantaneamente, o bebê chutou de leve.


 


- Você é uma menininha? - Perguntou ao bebê, como se ele fosse responder. Já ia pensar que estava doida, fazendo perguntas a um bebê que nem nascera, quando ele mexeu. Um chute.


 


Ela interpretou aquilo como um sim.


 


Ouviu passos do lado de fora do quarto e logo viu que Ron entrava trazendo uma bandeja de café da manhã. Ele sorriu para ela.


 


- Bom dia. - Disse ela se sentando, encostada nos travesseiros.


 


- Bom dia e feliz aniversário, minha flor. - Falou Ron, quando postou a bandeja, à frente dela e a beijou.


 


Era dezenove de setembro, dia do seu aniversário. Como foi esquecer-se do próprio aniversário?


 


- Obrigada amor! Eu nem lembrava que hoje era meu aniversário! - Disse ela surpresa.


 


- Ainda bem que eu não esqueci... - Disse ele sorrindo. - Senão, não iríamos comemorá-lo.


 


Ela começou a tomar o café, mas não pediu para que Ron comesse com ela.  Estava morrendo de fome e já estava achando que o que tinha naquela bandeja, não daria nem pro começo.


 


Ron ficou deitado ao seu lado, observando ela comer.


 


- Amanhã tenho consulta médica. - Disse ela ao marido, em seguida, mordeu sua torrada.


 


Hermione estava fazendo o acompanhamento da gravidez, com um médico trouxa. Ron não se importou. Mas o parto seria no St. Mungus, pois com certeza, a família Weasley num hospital trouxa, chamaria muita atenção. Ela já podia imaginar o senhor Weasley fazendo perguntas aos médicos e enfermeiros, sobre o funcionamento dos materiais e máquinas hospitalares trouxas. Era melhor não arriscar, o bebê nasceria em meio aos bruxos mesmo.


 


- Vou fazer um exame e nele vai dar pra saber se o nosso bebê é um menino ou uma menina. - Completou ela.


 


- O que você acha que é? - Ele perguntou.


 


Ela lembrou-se do sonho. Já sentia que o bebê era uma menina. A menina do sonho.


 


- É uma menina. - Disse ela sem rodeios. - Tenho certeza.


 


- Como você sabe? - Indagou Ron a olhando, curioso.


 


- Eu tive um sonho, nessa noite.  - Ela disse, olhando para o marido. - Eu estava lá na cozinha. Apareciam três crianças, que entraram correndo. Uma delas era James, com uns cinco anos. Os outros dois eram menores, um menino e uma menina. Eles estavam discutindo sobre um brinquedo que James pegara do menino mais novo.


 


Hermione percebeu que Ron, observava atento, enquanto ela falava.


 


- A menina se aproximou de mim e me chamou de mamãe.


 


Ron sorriu.


 


- Ela era ruiva, mas tinha os cabelos cheios, como os meus. - Continuou ela. - E os olhos... eram iguais aos seus... azuis.


 


- Uma menina. - Disse Ron ainda sorrindo.


 


Ele colocou a mão sobre e barriga dela. E o bebê chutou.


 


- Nossa ruivinha. - Falou ele emocionado.


 


Mais tarde, quando o sol já estava se pondo, Hermione estava tirando um cochilo no sofá da sala, quando Ron apareceu e ela acordou.


 


- Hermione, porque você ainda não se arrumou? - Perguntou ele, que já estava arrumado para sair.


 


- Me arrumar para quê? - Indagou ela, sonolenta.


 


- Vamos sair. – Ron disse, olhando para ela. - Ou você acha que vai passar seu aniversário nesse sofá?


 


Hermione disse que não queria sair, mas Ron insistiu e ela aceitou se arrumar. Ela colocou um vestido azul, que comprara numa loja de moda para gestantes; os sapatos, com um salto quase inexistente e pouca maquiagem. Completou o visual, colocando a corrente que Ron lhe dera.


 


- Aonde vamos? - Perguntou ela, quando desceram para a sala.


 


- Uma surpresa. - Ele disse a guiando até a lareira. - Você vai entender quando chegar lá. Entre.


 


Ela, mesmo sem entender nada, entrou. Ron pegou um pouco de Pó de Flu, o jogou aos pés dela dizendo:


 


- A toca.


 


Antes que ela pudesse questionar, se viu envolta em chamas verdes e logo se encontrava na sala da Toca. A sala estava escura, ela saiu da lareira e de repetente a luz se acendeu, revelando a família Weasley em peso ali.


 


- Surpresa! - Falaram todos ao mesmo tempo. Havia faixas e balões. Todos usavam chapéus de festa. - Feliz aniversário!


 


Hermione sorriu envergonhada.


 


Logo em seguida, Ron apareceu à lareira. Ele limpou a fuligem da roupa e depois ajudou ela a fazer o mesmo.


 


Gina veio abraçá-la. Assim como a senhora Weasley e a própria mãe. Ficou surpresa ao ver seus pais ali.


 


Viu que todos estavam ali, sorrindo felizes. O pequeno James, que estava com Harry, no sofá ao lado, veio andando, ou melhor, se apoiando nos móveis, até ela. Ela se abaixou e pegou o menino nos braços.


 


- Veio dar parabéns para a madrinha, James? - Ela perguntou ao menino, diante dos olhares dos membros da família.


 


Harry se levantou e foi abraçá-la.


 


- Feliz aniversário Hermione. - Disse ele.


 


Hermione, com uma barriga de quatro meses e o afilhado no colo, só conseguiu abraçar Harry com um dos braços, o que estava livre.


 


- Obrigada Harry.


 


Harry pegou o filho dos braços dela, o menino relutou um pouco a ir com o pai.


 


- Ron, a idéia foi sua? - Perguntou ela, se dirigindo ao marido, que estava ao seu lado.


 


- Foi sim. - Disse ele. Ela o abraçou e o beijou.


 


George, que estava ali na sala ao lado de Angelina, começou a assoviar o que fez todos rirem.


 


- Vamos todos lá pra fora! Antes que a casa exploda de tanta gente! - Disse a senhora Weasley feliz.


 


Os convidados foram saindo da sala, indo para o quintal.


 


Do lado de fora, Hermione viu, uma verdadeira festa preparada. A mesa que usavam sempre para os aniversários, natais e demais comemorações, estava com uma linda toalha branca. Os pratos, talheres e enfeites, perfeitamente arrumados. Havia algumas fitas douradas penduradas e uma grande faixa rosa, com letras também douradas, onde se lia: "Feliz aniversário, mamãe Hermione", presa à lateral da casa.


 


Ali, no quintal, Hermione foi abraçada pelos outros membros da família.


 


- Vamos todos nos sentar. - Disse a senhora Weasley.


 


Hermione e Ron se acomodaram no meio da mesa, lugar que era reservado a quem fosse o aniversariante. Ela não podia se sentir mais feliz, reunida com a família que tanto amava. Notou que só Carlinhos não comparecera, mas ela não se importava, sabia que ele estava ocupado e que morava longe. Além dos Weasley e dos pais dela, a senhora Tonks e Teddy, também estavam ali.


 


Depois de um jantar maravilhoso, onde todos se divertiram bastante, a senhora Weasley, trouxe um lindo bolo, em glacê branco, com florzinhas cor-de-rosa.


 


- Obrigada senhora Weasley, está lindo! - Disse ela a sogra.


 


Depois de cantarem parabéns, no qual, Hermione sentiu seu rosto queimar, envergonhada; serviram o bolo.


 


A festa prosseguiu por mais uma hora, até que alguns convidados começaram a se despedir e ir embora. Hermione estava cansada, assim como todos ali na festa. George e Angelina foram embora, porque Fred estava chorando bastante. Os pais de Hermione também foram, pois tinham consultas marcadas para o dia seguinte. As meninas, Molly e Dominique, que brincaram bastante e fizeram bagunça, estavam cansadas e sonolentas. James, que ainda não sabia andar direito, limitou-se a observar as brincadeiras das primas mais velhas, do colo do pai, mas tentou o tempo inteiro acompanhá-las e brincar também. Vick ficou o tempo todo perto de Hermione. A menina achava engraçado que o bebê, estava ali, dentro da barriga da tia.


 


Hermione ganhou muitos presentes, em maioria, coisas para o bebê.


 


Depois de todos se despedirem e saírem, ficaram somente Hermione, Ron, Harry, Gina, James e o senhor e a senhora Weasley.


 


- Gina, venha ver os presentes que ganhei. - Disse Hermione chamando a cunhada.


 


Gina a acompanhou até o sofá da sala, onde estavam os presentes. Hermione contou a Gina, o sonho que tivera.


 


- Nossa! Uma menina! - Falou Gina surpresa, sorrindo.


 


- Amanhã saberei se é mesmo uma menina. - Falou Hermione.


 


- E você viu o James também! Eu queria ter um sonho assim! - Exclamou Gina ainda sorrindo. Depois ela ficou um pouco séria. - Quem era o outro menino?


 


- Certeza eu não tenho, mas de uma coisa eu sei... - Disse Hermione olhando em volta para ver se havia alguém por ali. Ela encarou a cunhada. - Ele tinha os olhos verdes e os cabelos negros. E ainda por cima, me chamou de tia.


 


- Você quer dizer...


 


- Sim, é isso mesmo que você pensou que quero dizer.




****



Obrigada a todos os leitores, pelos comentários!

Esse é o antepenúltimo capítulo da fic!

Desde o começo planejei por volta de 10 capítulos, e vai ficar assim como no projeto. Mas a boa notícia, é que estou planejando uma continuação.


Boa leitura e espero que gostem! 

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Comentários (1)

  • Kary

    Esse capítulo está lindo <3 Mal posso esperar para ver a Rosinha nos braços da Mione e do Ron !!! :D

    2011-04-08
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