Love is in the Air



Capitulo 3


A noite prolongou-se, era já bastante tarde, quando Harry já vestido com as roupas de dormir se dirigiu “momentaneamente” ao seu quarto. Depois de todos irem dormir, Harry abriu cuidadosamente a porta do seu quarto, e entrou no de Diana, que olhava a janela de forma distante.


- Hey! Que tens? – Harry abraçou-a por trás, e ela descansou a cabeça no ombro dele, mas sem nunca deixar de olhar a janela ou de proferir uma palavra. Ele continuou a segura-la pela cintura, afagando-lhe levemente os longos cabelos negros.


- Queres falar?


- Estou cansada, e com medo de tudo isto… Não faço a mínima ideia do que se passa, nem do que se vai passar, pouco ou nada nos dizem, e o pior é que tudo acaba por cair em cima de nós…


- Eu sei… Tudo é incerto, mas no que depender de mim, o mundo pode cair, podem todos sucumbir as trevas, mas eu vou estar sempre ao teu lado. Eu juro…


- Não faças promessas que sabes que não podes cumprir, tu és o escolhido, tu tens que…


- EU NÃO TENHO COISISSIMA NENHUMA! Eu vou proteger-te, juro!


- Fala baixo, senão vão dar por nós… - Ela parecia bastante feliz com o comentário dele. – Mas não te preocupes que eu dou-te uma mãozinha com isso!


Ela aproxima-se e cola os seus lábios nos dele, que a puxa pela cintura e a deita na cama…


Entretanto no quarto de Sirius, no andar de cima


- Bella… Está tudo bem?


Sirius batia a porta da casa de banho, queria saber se ela estava bem… estava na casa de banho a um bom bocado, talvez estivesse apenas a arranjar-se…


Ele abriu a porta da casa de banho, e chamou-a novamente, quando ouviu um choro fino, vir do fundo do enorme e ostentoso banheiro.


Ela vestia agora uma velha camisola, os cabelos negros estavam presos num rabo-de-cavalo, o rosto enterrado nos joelhos que estavam puxados para ao pé do peito. Parecia uma menina indefesa, uma imagem que nunca associaria a ela, ela era forte, independente e sobretudo distante emocionalmente.


- Bella? – A voz era de preocupação e dor. Sim, aqui dói-lhe a ele, mas do que doía a ela.


Ele segurou-lhe gentilmente um braço, fazendo-a erguesse até a sua linha de rosto, viu que algo repousava na mão dela, um pequeno frasco com um líquido azul indistinto, a primeira vista, Sirius não reconheceu aqui, mas algo lhe dizia que não era nada muito normal.


- Bella? Porque é que…? – Ele olhou para a mão dela. Apenas pousou o frasco sobre a pequena mesa de mármore que ali estava e abraçou-o, deixando-se chorar… ao fim de um tempo, quando as lágrimas secaram, ela afastou-se delicadamente.


- Sirius, desculpa, eu não te vou pedir nada… porque tudo isto foi culpa minha, desculpa… por mais que te ame, e mesmo sabendo que tu não sentes nada por mim…


“… por mais que te ame, e mesmo sabendo que tu não sentes nada por mim…”


“… por mais que te ame, e mesmo sabendo que tu não sentes nada por mim…”


As palavras ecoavam repetitivamente na mente de Sirius, e sem se dar conta, os lábios dele já estavam sobre os dela, as mãos buscavam o calor que tanto queriam…


Mas ela separou-se, talvez agora já lhe nascesse um sorriso no rosto, ténue mas ainda sim um sorriso.


- Sirius, o que sabes sobre poções indicadoras?


- Poções indicadoras?? Bella, tens a certeza que te sentes bem? Porque eu acho que…


- Poções indicadoras?


- Poções indicadoras, deixa ver, são poções preparadas para indicar alterações no corpo de um feiticeiro, normalmente usam-se para detectar pequenos envenenamentos, encantamentos e gr…


E fez luz na cabeça de Sirius, poções indicadoras eram utilizadas frequentemente para confirmar gravidezes… e Bella…


- Estás grávida?


Ela puxou a poção para a sua mão novamente, e deixou-se na sua linha de visão…


- Estou e tu és o pai.



Na manhã seguinte


Inês já se encontrava de pé a algumas horas, com todos os trabalhos de casa já feitos a quase um mês, não lhe restava grande coisa para fazer senão repetir feitiços atrás de feitiços… praticar… ah e é claro, corrigir e fazer grande parte dos trabalhos de Ron.


Mas a sua cabeça apenas continuava repetitivamente, a pensar na mãe e no irmão… onde estariam, o que teriam para comer… estariam protegidos, porque não ficavam ali, afinal aquela casa também era da mãe…


Tudo aquilo a continuavam a preocupar, naquela casa já vivia mais de 20 pessoas, mas duas, não ia alterar nada… Para além disso, aquela era dos Black, e eles eram Black’s… Porque não??


~~*~~


 Pouco depois, Diana acordou, ainda nos braços de Harry, que dormia calmamente a seu lado… deu-lhe tempo para pensar, aquilo estaria certo? Dariam eles certo? Eles iriam ter tantos obstáculos pela frente, que aquilo era mais certo não resultar… mas olhou para ele e sorriu, porque não tentar. Acordou-o, beijando-o.


- Dorminhoco… Acorda, são horas!


Se Harry alguma vez sonhou ter alguma coisa com Diana, foram os melhores sonhos da sua vida, porque ele achava que uma rapariga como ela nunca o iria querer, ele era só problemas e complicações… Mas ali estava ela, a beija-lo e ele tinha de confessar, ela beijava melhor que nos sonhos…


- Diana… Mesmo gostando dos teus beijos mais do que qualquer outra coisa… eu preciso de saber… O que há entre nós?


- Não sei… Não me apetece estar com muitas explicações para toda gente… gostava mais que guardássemos um pouco mais para nós, só por uns dias ou assim…


- Claro… Eu entendo… Não é fácil namorar com alguém que aparece constantemente na capa do profeta diário apelidado de mentiroso…


Ela olhou, e viu tristeza… e não pode evitar beija-lo. – Eu amo-te seu idiota! E os meus sentimentos não mudam por causa de capas de jornais, muito menos por seres corajoso e fiel aos teus amigos, isso não me vai fazer deixar de te amar, muito pelo contrário, vai-me fazer amar-te ainda mais… eu não tenho qual problema em dizer isso a ninguém, só estou cansada de que olhem para mim, como se nunca me tivessem visto namorar… e quando me virem contigo vão longo dizer A Black anda com o Potter, é só para chamar a atenção! – Diana imitava na perfeição a voz das Slytherin’s… - Eu quero estar contigo, mas em paz e sossego… se é que me entendes!


- Eu percebo mas…


E Diana não teve outra hipótese, pegou-lhe pela mão, desceu as escadas até a cozinha onde estava toda a gente, e beijo-o.


Ninguém abriu a boca nem sequer para comentar, nem mesmo os gémeos Weasley…


- E sim, respondendo as caras de parvos que apresentam, nós namoramos! E ninguém! MAS MESMO NINGUÉM TÊM NADA A VER COM ISSO! – Esta tinha sido para o Sirius e ele sabia bem… - Por isso, agradecíamos imenso que não começassem com as criancices do costume! O nosso muito obrigado!


Diana beijou-o mais uma vez, ainda meio atónico com toda a situação, Harry deixou-se levar para fora da casa… Os membros da ordem iam começar, mas Dumbledor fez sinal para que se calassem e os deixassem ir… Porque o amor estava no ar!


Em Grimmauld Place…


Sirius ainda meio atónico com a notícia, parecia gostar da ideia. Harry era seu afilhado e ele adorava-o e se a filha tinha de ter um namorado, ele era o indicado. Claro que Diana tinha herdado aquele feitio dos pais, e com ela nunca fiando! Mas pronto podia ser pior…


Eles estavam os dois, no quarto. Bella penteava os cabelos e lançava alguns feitiços sobre eles… tentando que eles se mantivessem sedosos e brilhantes, e estava a conseguir excelentes resultados… Sirius apenas a observava. Mais o seu ventre. Sirius só havia sabido da existência de Rigel e de Diana, já ambos tinham 13 anos, mas amava-os mais que tudo na vida, mas aquele bebé ia ser educado por ele e por Bella, ele ia vê-lo crescer, ia-lhe ensinar a andar, a jogar com chaser… Ia estar lá quando ele entrasse pela primeira vez para o expresso a caminho do seu primeiro ano…


Claro que iria ama-lo tanto com amava os filhos, mas seria diferente…


Ela notou… O olhar dele, meigo e doce que caia sobre si, sabia bem que não tinham algo muito definido, mas ela amava-o e ele a ela… era uma questão de tempo e de…


E ele beijou-a! Sem mais nem menos enquanto sorria e dizia em voz baixa “Eu amo-te”

Compartilhe!

anúncio

Comentários (1)

Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.