De Volta ao Largo Grimmauld



            Oi, pessoal, olá! Mais um capítulo para vocês, espero que estejam gostando da fic, ok? Deixo logo avisado que, a partir do capítulo quinze, as partes com muitas aventuras e cheias de incríveis viagens em busca de horcruxes e das partes do Amuleto de Merlin vão começar, e não vão parar! A cada capítulo, a partir do quinze, teremos cenas eletrizantes! Até lá, são capítulos necessários para a história. Espero que gostem desse capítulo, e de todos os outros!




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Capítulo onze




De volta ao Largo Grimmauld










E




ra sábado, dia dez de setembro. No dia seguinte, se não decidissem logo, Rony e Hermione partiriam no Expresso de Hogwarts para mais um ano letivo. Esse ano seria importante para eles, pois era no sétimo ano que eles faziam os exames de N.I.E.M.s (Níveis Incrivelmente Exaustivos em Magia), exames esses que podiam afetar todo o seu futuro e profissões. Rony e Hermione, entretanto, queriam apenas partir com Harry e ajudá-lo no que fosse possível.


Na hora do jantar, todos estavam tensos. Harry estava sofrendo por não poder voltar para Hogwarts por causa da missão, Rony e Hermione queriam ir com ele, que não queria deixar, Gina estava triste por ter de ficar o ano inteiro sem ver o namorado, sabendo que ele poderia morrer, e Molly e Arthur tinham medo da decisão que Rony poderia tomar. Certa hora, Rony não agüentou a tensão e explodiu, sua boca jogando farelos de biscoitos para todo lado:


— NÃO, ISSO NÃO É JUSTO!


Todos se voltaram para ele, estupefatos.


O rapaz engoliu e, num tom mais baixo falou:


— Isso não é justo... Harry tem todo o direito de viver normalmente como nós! E ele vai partir numa missão perigosa, difícil, para ajudar toda a bruxidade... Meu Deus, vocês não vêem que deixá-lo partir sozinho numa missão deixada por Dumbledore é covardia? Ele precisa dos amigos, precisa de toda a ajuda que puder. Sei que a Ordem vai ajudar no que ele pedir, mas têm coisas que Dumbledore só permitiu que ele contasse a mim e a Mione. Só nós podemos ajudar na parte mais importante da missão. Harry, mamãe, papai, eu tomei minha decisão. Já tenho 17 anos, tenho a idade de decidir o que fazer da minha vida. O que vocês acham que será de Hogwarts se... se V-Voldemort ganhar, tomar o poder?  Que futuro vocês vêem para a bruxidade? Por isso, Harry, já está decidido, eu vou com você. Não sou covarde.


Quando ele parou de falar, a respiração estava ofegante. Todos o olhavam impressionados com a segurança com que ele falara, e mais, fora a primeira vez que ele dissera o nome do Lord da Trevas. Arthur e Molly o olhavam com uma mistura de orgulho e medo. Hermione o olhava como se fosse a primeira vez que o estava vendo. O Sr. Weasley falou, tremendo:


— Eu... não tenho o direito de impedi-lo, Ronald. Sei que sofrerei muito com o medo que sentirei ao saber dos perigos que vocês vão correr, mas é verdade o que você falou. Nesse momento temos que pensar em combater o Lord das Trevas, não em profissões e futuro, pois é verdade, que futuro a bruxidade vai ter se tiver que se subjugar ao Lord? Só peço que pensem muito antes de partir para qualquer aventura. Vocês não estão preparados. Precisam aprender mais alguns feitiços importantes, coisas que só alunos de N.I.E.M.s sabem, pois vocês enfrentarão forças das trevas realmente poderosas e cruéis. Tem a minha benção, Rony.


Meio histérica, a Sra. Weasley falou:


— Mas... Mas, Arthur, o que você está fazendo? Ele é só um garoto! Eu não vou deixar meu garotinho ser morto por Comensais da Morte, Arthur, não vou mesmo! — ela segurava com força o braço do marido, as orelhas tão vermelhas que pareciam pedaços de carne crua.


— Molly, pense! Rony não é mais um garoto! Ele é um homem! E um homem tem de pesar suas decisões, e nosso filho só nos prova que não é um covarde, que é um verdadeiro amigo! Não podemos impedi-lo, e falando sério, nem quero ou pretendo. Parece que suas prioridades estão erradas, Molly! Você acha que o Rony será uma pessoa melhor se for para Hogwarts, vire monitor-chefe, se forme e vá trabalhar para o Ministério? Posso saber quem é um homem melhor, Molly, ele, que quer combater as forças das trevas e lutar por um mundo melhor, ou Percy, que trabalha no Ministério e renega a própria família?


Nesse momento, ela pôs as mãos nos olhos, pois pensar em Percy era muito dolorido.


— Não são prioridades... Não estou pensando em relação a futuro. Tenho medo que meu filho morra. Mas você tem razão. Ele tem que escolher o próprio caminho. Tem a minha benção, Rony.


— Obrigado... — murmurou Rony. Ele se voltou para Hermione e sorriu. A garota deu um sorriso para ele ao qual ele tinha certeza que nunca recebera, e corou.


— E eu também irei com o Harry. A minha inteligência pode ser necessária — falou Hermione, com ar empolado para quebrar o clima tenso.


— Vocês sabem que quero ir sozinho — falou Harry, o cenho franzido. — Não quero que corram perigo. Eu já disse, sou dispensável, não tenho família...


— Agora tem, Harry, é o único parente de Ana Christie... — lembrou Rony.


Harry tinha esquecido dela.


— É mesmo... Mas mesmo assim, não quero arriscar a vida de vocês em algo que foi confiado a mim.


— Se Dumbledore não nos quisesse junto a você, Harry, não teria permitido que nos contasse sobre... Você-Sabe-O-Quê. 


— Isso mesmo, Mione.


Vendo que não tinha mais argumentos, Harry sorriu.


— Tudo bem... Sei que não conseguirei pôr juízo na cabeça de vocês... Vamos todos à luta!


Na verdade, ele sentia-se feliz por saber que teria a companhia de seus melhores amigos, que além da companhia lhe dariam ajuda extremamente necessária. Rony era corajoso, apesar de muitas vezes não parecer, era o melhor amigo que ele poderia ter, Hermione era um gênio, seus conhecimentos e sua inteligência já o haviam ajudado vezes sem conta e não era agora que ela falharia.


— Sr. Weasley, suas palavras foram muito sábias. Sei que precisamos de mais treinamento. Então pensei se não seria melhor que nós nos mudássemos para a casa do Largo Grimmauld... Eu tenho mesmo que tomar posse da minha herança... — ele falou aquilo com certa amargura, pois para ele herdar aquilo, Sirius tivera de morrer. — Pensei que, como lá é a sede da Ordem da Fênix, será melhor para estudarmos e aprendermos alguns feitiços, uma vez que lá vão sempre muitos bruxos. Acho que o Lupin e o Moody podem nos ajudar muito. Ah, e não podemos nos esquecer de treinar aparatação, o Rony e eu, para fazermos um novo teste. Lá é mais perto do Ministério do que aqui.


 — Tudo bem, Harry, mas nós iremos com vocês. Ficaremos com vocês o máximo de tempo que pudermos, antes de vocês terem de cumprir a... a missão de vocês.


— OK.


Harry se lembrou de algo.


— Mas, Sr. Weasley, tinha me esquecido de uma coisa! Snape — ao falar esse nome ele tremeu numa raiva surda — ele sabe onde é a sede da Ordem! Não pode dizer aos outros Comensais onde é?


— Moody lançou vários feitiços protetores em torno e dentro da casa, de uma maneira que Snape nem nenhum Comensal vão conseguir atacar a casa. Se tem um bruxo bom em feitiços é o Moody, o melhor auror que o Ministério já teve.


— Bem, se está tudo decidido — falou a Sra. Weasley, mal-humorada — é melhor nós começarmos a ajeitar as coisas para a mudança. E Gina, trate de deixar o seu malão pronto! Amanhã vai ser uma correria para chegarmos a King’s Cross sem carros do Ministério, Scrimgeour não quis emprestar ao seu pai!


Todos subiram as escadas. Harry, Rony e Hermione foram para o quarto de Rony, revisar tudo o que ele decidira levar consigo e também para ajeitar tudo o que eles próprios levariam. Hermione estava nervosa, pois teria de se desfazer de muitos livros que não teriam serventia para a missão deles, e tirando os livros do Lockhart, o Monstruoso Livro dos Monstros e o Adivinhando o futuro, ela achava que todos eram importantes. Entretanto resolveu levar apenas os livros de feitiços, transformações, poções, azarações e um bom sobre animais e plantas mágicos, além do seu inseparável Hogwarts, uma história, embora achasse o livro preconceituoso por não citar em nenhuma vez o nome dos escravizados elfos domésticos.


— Mione, me diga, como você acha que poderemos carregar esse monte de livros e mais tantas coisas em nossas viagens? — perguntou Rony, olhando, incrédulo, o tamanho da pilha de livros.


— Ah, nas últimas férias, em casa, eu assisti a um antigo filme trouxa, Mary Poppyms, e tive uma idéia. A personagem principal, a Mary, ela tinha uma bolsa, sabe, e ela tirava tanta coisa de dentro dela, coisas que naturalmente não caberiam numa bolsa comum, e tive a idéia de enfeitiçar uma bolsa para que nela coubessem mais coisas do que o normal, e foi o que fiz.


Ela foi até o quarto que dividia com a Gina e trouxe até os meninos uma pequena mochila de viagem. Dentro dela, na frente dos meninos incrédulos, conseguiu por todos os livros e mostrou para os meninos que ainda cabia muita coisa.


— É como as barracas que usamos na Copa Mundial de Quadribol, que por fora parecem pequenas e por dentro são como apartamentos. Por falar em barracas, Rony, seu pai falou que o Perkins, o amigo dele lá do departamento, que emprestou a barraca, a deu de presente para ele. Pedi ao Sr. Weasley que nos emprestasse, pois não sabemos se teremos de acampar durante a busca às Horcruxes. Ela já está dentro da mochila junto com as minhas roupas. Vamos, Harry, ponha as suas coisas aqui dentro, e você, Rony, vê se resolve logo o que vai levar para a gente guardar logo.


Rony ficou decidindo o que levaria, enquanto Harry e Hermione ficavam jogando xadrez de bruxo (“ai, que jogo de bárbaros!”, “fala isso porque sempre perde!”). Finalmente Rony pôs suas coisas dentro da mochila da Hermione, que nesse momento já tinha mais coisa do que dois malões juntos. Harry por fim guardou a sua Capa da Invisibilidade e o Mapa do Maroto, coisas que ele achava extremamente úteis, mesmo que não fosse mais a Hogwarts, e também pôs a sua Firebolt Super. Virou-se para Rony. 


— Ei, Rony, eu tenho a Firebolt Super agora, você fica ofendido se eu te der a minha Firebolt de presente?


O garoto arregalou os olhos.


— Mas... Mas foi o presente que o Sirius te deu!


— Eu sei que você cuidará bem dela, meu amigo.


Antes de guardar a vassoura na mochila, o garoto a poliu tanto que a deixou brilhando. Hermione abriu a boca de sono.


— Bem, pessoal, acho bom nós irmos dormir, agora. Temos que acordar cedo amanhã! Olha a hora! Já é muito tarde!


— Sim, Mione, mas antes me diz uma coisa — falou Rony. — Como nós vamos conseguir carregar essa mochila, hein? Ela parece que vai ficar bem pesadinha... Acho que não vai ter ombros e costas que agüentem...


— Não se preocupe, Rony, ela é uma mochila mágica, não pesa nada, só o leve peso dela mesma, não revela nada do peso do que carrega. Bem, pessoal, boa noite!


A garota foi para o quarto de Gina e se deitou, logo adormecendo. No quarto de Rony, os amigos se deitaram nas camas com padrão dos Chudley Cannons, o time de quadribol para o qual Rony torcia e ficaram deitados, tentando dormir, os olhos abertos mirando o escuro.


— Harry?


— Sim, Rony?


— Eu... queria te perguntar algo... Você acha que... eu tenho chances com a Mione?


Harry se esforçou para não rir. Sabia que Rony devia estar tão vermelho que seria difícil distinguir onde começaria e terminaria os seus cabelos ruivos. Seria interessante se ele e Mione namorassem, mas com certeza eles viveriam em pé-de-guerra, pois raramente concordavam em alguma coisa, e viviam discutindo. Mas já sentira que havia um clima entre eles, principalmente desde o quarto ano deles em Hogwarts, durante o Torneio Tribruxo, pois Rony parecera ficar morrendo de ciúmes de Vítor Krum, o rapaz com quem Hermione fora ao Baile de Inverno.


— Falando seriamente, Rony, vá em frente. Acho que os dois foram feitos um para o outro. Acho que rola um clima entre vocês.


— Que bom... Ei, mas não conte nada a ela, não, viu? Bem, boa noite, Harry.


Sorrindo, Harry esfregou os olhos sonolentos. Adoraria ver Rony namorando Mione e ele a Gina. Quem sabe se, no futuro, se tudo desse certo e Harry não morresse ao enfrentar Voldemort, eles não poderiam ter uma vida normal, saindo, levando as namoradas para tomar um sorvete... De repente, não estava mais no quarto. Estava na entrada de uma caverna na região da Cornualha, olhando para um mar revolto, e estava tão feliz que as risadas pareciam irromper de dentro dele. O que ele queria estava prestes a acontecer, de maneira que o mundo bruxo inteiro estaria aos seus pés, principalmente a ralé composta por Sangues-Ruins e traidores do sangue...


— Finalmente! Finalmente o que tanto quis!


Subitamente, Harry não estava mais na caverna, mas novamente na cama, e rolava de dor, as mãos pressionando a cicatriz, que doía como nunca. Gemeu de dor, e parece que o gemido acordou Rony, pois ele estava sobre Harry, tentando acordá-lo.


— Harry! Acorde!


Ele abriu os olhos e se sentou, uma sensação de ânsia de vômito no estômago.


— O que foi, cara? É a cicatriz de novo? L-Lord Voldemort? Você o viu?


Harry maneou a cabeça. A dor e a ânsia iam diminuindo aos poucos. Ofegante, ele falou:


— Sim... Ele estava muito feliz... Aconteceu alguma coisa que ele queria com muita força e há muito tempo... Eu não sei o que é, mas acho que devo contar à Ordem assim que chegarmos ao Largo Grimmauld...


Rony parecia assustado.


— Você não está conseguindo guardar sua mente de L-Lord Voldemort, não é? Hermione acha que você tem de praticar mais Oclumência, mas acho que é bom ter essa ligação, não é? Assim, podemos estar avisados de algumas coisas.


As palavras de Rony calaram fundo em Harry. Será que não conseguira aprender Oclumência por um desejo inconsciente de querer saber o que Lord Voldemort estava sentindo e pensando? Era possível. Não queria perder aquela conecção. Queria aprender uma maneira de se controlar e não permitir que Lord Voldemort entrasse na mente dele, mas poder entrar na mente do bruxo.


— Bem, Rony, eu já estou melhor... Volte para a cama, quero ver se consigo descansar um pouco... Obrigado por tudo.


Ambos voltaram a se deitar nas camas, mas demoraram a dormir.


Pela manhã, todos acordaram cedo para poder ir levar Gina à estação de trem e ir, em seguida, para o Largo Grimmauld. Foi a correria de sempre, pessoas semi-vestidas subindo e descendo as escadas, torradas ou fatias de bolo nas mãos, enquanto a Sra. Weasley gritava com todos, estressada, principalmente com Gina, que arrumava o malão pela terceira vez, pois se esquecera de pôr coisas dentro dele. Quando os dois táxis de trouxas, vindos do vilarejo de Ottery St. Catchpole, pararam em frente à entrada da Toca, foi uma correria para acomodar toda a bagagem. Da última vez que usaram táxis de trouxas para ir à estação, havia tantas pessoas e tantos malões para acomodar que todos foram apertados. Dessa vez, apenas havia seis passageiros e um malão de madeira, o de Gina, e algumas malas de viagem, e todos foram folgados. Harry, Rony, Hermione e Gina foram num carro e o Sr. E a Sra. Weasley no outro. Queriam que Gina fosse com eles para dividir direitinho o número de passageiros, mas a garota teimou, pois queria ficar os últimos momentos perto do namorado, para se despedirem.


Enquanto, imprensados numa das portas traseiras, Harry e Gina se agarravam e se beijavam, Rony e Hermione fingiam que não viam e não tinham coragem de olhar um para o outro, vermelhos como tomate. O motorista do táxi, que não gostara de ir tão longe para pegar aqueles passageiros, agora ria abertamente do ardor dos dois jovens e da timidez dos outros dois, pensando que eles deviam estar fazendo o mesmo.


Quando chegaram a King’s Cross, já estavam atrasados, faltavam poucos minutos para o trem com destino à Hogwarts partir. O Sr. Weasley pediu aos motoristas de táxis que os esperassem, pegou o malão de Gina e todos correram apara a plataforma 9 ¾. Encostaram displicentemente na parede entre as plataformas 9 e 10 e passaram para o outro lado. Fumegando, estava lá a locomotiva a vapor vermelha, o Expresso de Hogwarts, e Harry olhou com saudade para o trem que por seis anos o levara para a escola que considerava como seu segundo lar. Todos se despediram de Gina (o beijo dela e de Harry foi indecente). Harry, Rony e Hermione falaram com alguns amigos, como Simas Finnigan, Neville Longbottom e Luna Lovegood, então todos que iam para Hogwarts embarcaram no trem, que começou a andar e desapareceu na curva.


Os que ficaram na estação voltaram aos táxis e foram até o Largo Grimmauld. A rua continuava a mesma de sempre, com seu aspecto sujo decadente, a praça e os casarões antigos. Os táxis pararam entre as casas de número 11 e 13, como fora solicitado, e todos desceram. Harry pagou aos motoristas, pois o Sr. Weasley estava meio enrolado com o dinheiro dos trouxas, e eles foram embora. Em frente às casas, quando Harry fixou o olhar entre as casas de número 11 e 13, pensando no número 12, essas casas pareceram se afastar e uma porta com o número 12 e o nome “Casa dos Black” apareceu, bem como seu monte de janelas escuras. Entraram devagar, evitando barulho, para não “acordar” o retrato da Sra. Black, mãe de Sirius. Enfim, se acomodaram, e Harry pensou durante todo o tempo na solidão que Sirius passara no seu último ano de vida.                                                                                   


***


Durante os dias que ficaram na casa do Largo Grimmauld, Harry, Rony e Hermione treinaram muita magia defensiva e de ataque. Tonks, embora meio desajeitada, os ajudava, mas os bruxos que lhes eram melhores professores eram Lupin e Moody, quando não estavam a trabalho. Os garotos precisavam treinar mais feitiços e azarações, e praticar mais feitiços não-verbais.


Harry estava, como sempre, tendo muita dificuldade nos feitiços não-verbais. Moody ficava com raiva.


— Harry, você é um dos bruxos mais capazes e inteligentes de sua idade que eu conheço. O seu problema está resumido em duas coisas, meu rapaz: falta de concentração e falta de segurança. Parece que você tem a idéia errada de que não é um bruxo bom o suficiente. Mas você é, meu rapaz. Você consegue conjurar um Patrono Corpóreo poderoso, soube que conseguiu resistir à Maldição Imperius quando estava no quarto ano. Se você usar a mesma concentração que usou para resistir à Maldição quando for praticar feitiços não-verbais, você conseguirá. É algo extremamente importante, pois assim, você tem uma vantagem sobre os seus inimigos.


Com o tempo, Harry, e também Rony, que tinha certa dificuldade, também conseguiram dominar os feitiços não-verbais. Hermione e Rony também foram treinados por Moody para conseguir resistir a Maldição Imperius, pois era algo importante e muito necessário.


Um dos feitiços que deu mais trabalho aos meninos foi o Feitiço da Desilusão, inclusive para Hermione. Era um feitiço que exigia muita concentração e magia, e muito complicado. Esse feitiço poderia ser muito útil, pois se não tivessem como se esconder sobre a Capa da Invisibilidade, eles poderiam passar despercebidos em certas ocasiões.


Quando aprendeu a técnica, o que foi particularmente difícil e demorado em relação aos outros, Rony gostou muito de se iludir e dar susto nas pessoas no Largo Grimmauld. Ficava com seu corpo parecendo o de um camaleão, com as partes do corpo assumindo a textura e cor das coisas que estavam atrás dele, de uma maneira que ficava muito difícil de ser percebido. Ele só parou certo dia, pois escolheu a desastrada da Tonks para dar um susto. Quando ela entrou na casa, por milagre não tocando a campainha que acordaria o retrato da mãe de Sirius, Rony deu um susto nela, que se sobressaltou e derrubou o porta-guarda-chuvas com formato de trasgo montanhês, que caiu com um estrondo. Logo estavam ouvindo:


— CORJA! RALÉ IMUNDA CONSPURCANDO A MINHA CASA! TRAIDORES DO SANGUE! SANGUES-RUINS! ESCÓRIA BRUXA, IMUNDÍCIE SUJANDO MEU SANTO LAR!


Foi muito difícil para Lupin e Moody conseguirem fechar as cortinas que cobriam o seu quadro, e ao receber uma bronca, na sua idade (não de Lupin, que se divertia lembrando-se da época dos Marotos e suas brincadeiras, mas do sério Moody), Rony ficou envergonhado e nunca mais assustou ninguém quando coberto pelo Feitiço da Desilusão.


O treinamento intensivo que os meninos receberam durante todo o mês de setembro ajudou-os muito, pois aumentou o seu repertório de feitiços, inclusive feitiços que só lhes seriam ensinados perto do fim desse ano. Moody lhes ensinava feitiços de N.I.E.M.s, e outros que nem bruxos de N.I.E.M.s sabiam, pois eram feitiços ensinados durante o treinamento para auror, o Feitiço da Desilusão era um desses.


Certa noite, quando Harry, Rony, Hermione e o Sr. e a Sra. Weasley jantavam, a porta da cozinha se abriu com estrondo. Todos se levantaram com as varinhas em punho. Relaxaram ao ver que era apenas Moody e Tonks, mas ao ver a cara deles, assustaram-se.


— Mataram o Ministro. O Ministério da Magia caiu nas mãos de Voldemort e dos Comensais da Morte.




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Respostas aos Comentários (pena, dessa vez foram quase inexistentes...):




Rayssa Rochadel: Muito obrigada, você não abandona a fic, e me faz uma autora feliz, pois sempre está comentando, sabe o quanto uma autora precisa de comentário...Sim, Rayssa, a família Gryffindor ainda vai aprontar bastante, vai ter muita aventura, viagens, duelos, romances... Pode aguardar! Eu adorei criar a Ana Christie, aposto que, no decorrer da fic, você vai amar essa personagem! Bjs




Ayla Tereza: Ayla, outra leitora que não abandona e tem a delicadez de deixar um comentário. Muito obrigada, querida. Sim, realmente eu gostei muito de fazer Harry e Ana serem parentes, mesmo distantes. Fala sério, a coitada não tinha ninguém, e ele, só aqueles parentes tão chatos... Agora vai ser bom, não é? Não estão sozinhos!Bjos!




Curopapo: Oi, um novato! Que bom! Muito obrigada por ter comentado, queria que outros leitores fosse como você. Eu mesma comento nas fics que leio, mesmo que seja apenas para incentivar os autores, mas a maioria das pessoas não é assim. Estou muito feliz por ter gostado de minha fic, ok? É mesmo legal o Harry e a Ana terem laços de sangue, os dois são muito sozinhos! Bjs!




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           Ai, pessoal, comentem e votem mais, please! Até a próxima!




                                                                        Beijos




                                                                              Ana Christie


 

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