Filho de Voldemort



Filho de Voldemort – Cap 1


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Tempo: Alguns anos atrás – Mansão Malfoy. Quarto de Narcisa


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A cabeleira loira estava solta formando um manto nas costas brancas. A pele exalava um cheiro que atraía qualquer homem, baunilha.


Somente uma toalha envolvia seu corpo. Deitada em sua cama larga e aconchegante, ela aguardava impacientemente.


Aquele que ela aguardava, um homem alto e magro, adentrou o quarto sorrateiramente. Ele conhecia muito bem o local para onde estava indo, afinal, não era a primeira vez que ele fazia esse caminho. Ainda nas sombras, parou por alguns instantes, admirando a mulher deitada que logo sentiu a presença dele em seu quarto.


No instante em que ela ia se virar, mãos quentes e fortes taparam sua boca enquanto seu corpo era prensado na cama. Parecia ser brutal, mas era incrivelmente delicado. Um jogo delicado de sedução e prazer.


Um jogo que eles jogavam, há meses.


Tudo começou com um pedido dela.


Um pedido desesperado por ajuda.


Ele, incrivelmente cavalheiro, estava a... “ajudando”.


Claro que havia seus benefícios indiretos.


Prazer.


Dinheiro.


Reputação.


Enfim, um bom negócio para ambos.


{N/A: Estou saindo da história. Isso só terá relevância daqui há algum tempo. Agora, de volta a cena do quarto, sim?}


- Calma, minha delícia. Sei que você está sozinha e ansiosa para me ver. – sussurra Snape passando uma das mãos na bunda dela. E a outra segurando os cabelos.


- Ansiosa? Estou brava com você! Como pode deixar passar tanto tempo? – pergunta Narcisa preocupada. – É tempo já de termos alguns resultados práticos.


- Eu vou te compensar, minha Mestra. Farei meu máximo por você. – responde Snape a virando e fazendo a toalha sumir. Com prática, lambeu os mamilos com voracidade, enquanto que suas mãos agora passeavam pelo corpo dela.


Ele desceu a língua em toda região da barriga chegando ao ponto crucial, o clitóris. Ela gemeu forte e ele a chupou enfiando dois dedos na intimidade. Um baixo “delícia” foi pronunciado por ela.


Sentindo o corpo alvo dela estremecer, ele subiu rapidamente e beijou seus lábios com raiva e paixão.


- Agora, é a sua vez Narcisa. – Snape fala esfregando seu membro no rosto dela. – Venha sentir o gosto de um verdadeiro homem. Seu maridinho viadinho não oferece isso, não é? – Snape batia o membro nos lábios de Narcisa enquanto esta tentava abocanhar. – Hoje, Narcisa, vamos terminar nosso acordo. Hoje você ficará grávida.


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Tempo: Alguns anos atrás – Uma mansão na França


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- As investidas estão avançando perfeitamente. – fala Voldemort com um pequeno sorriso. – Estamos com mais aliados e todos com seus “dons” peculiares.


- É verdade, Mestre. – concorda Lucio tomando todo o conteúdo o copo de uma vez – Aqueles Ogros são espetaculares!


- São sim. Mas não podemos esquecer de que os Centauros estão ainda em “cima do muro”, temos que trazer para nosso lado.  – Voldemort bebe diretamente da garrafa e dá uma sacudida em direção a Lucio derramando um pouco da cerveja amanteigada.


- Claro claro. – Lucio sorriu de como seu mestre estava, era difícil Voldemort beber tanto, isso acontecia quando ele estava realmente satisfeito com alguma coisa.


Voldemort o encarou.


- Algum problema, Mestre? – Lucio pergunta diminuindo seu sorriso.


- Nenhum. – responde Voldemort devagar. – Diga, meu caro Lucio, quem, depois de sua família é claro, você acha que é mais leal a mim?


- Humm... – Lucio apertou os lábios numa estranha dúvida do motivo de seu Mestre lhe perguntar isso. – Isso é algo muito delicado de responder. Acredito que todos tem suas respectivas importâncias para o senhor os ter como servos, Milord. Imagino, contudo, que Severo esteja bem aplicado em lhe agradar. O senhor demonstra muita confiança nos serviços que ele executa. Minha escolha óbvia é Snape. Afinal, ele é dedicado. Honesto. Correto. Jamais trairia um membro de nosso grupo. Confio nele, tanto quanto se pode confiar em alguém nesses tempos, é claro.


- Exatamente! – grita Voldemort e bate a garrafa na mesa – Ele é muito bom em me passar informações. Mas, ele deixa algo no ar, principalmente quando todos estão reunidos.


- Sim, percebi. – fala Lucio pensativo – Acredito que tudo se resume ao papel que ele tem na escola.


– Deve ser por isso. – fala Voldemort terminando de beber a cerveja. – Falemos agora de você, meu servo mais fiel. E seu herdeiro? Nada ainda?


- Estou trabalhando nisso, milorde. – fala Lucio dando uma risadinha. – Pode ter certeza de que em breve Narcisa estará grávida de um Malfoy.


- Deixe-me congratulá-lo novamente, por sua esperteza em dar a ela uma poção do amor, Lucio. – fala Voldemort cumprimentando-o com um sorriso. – E o contrato de casamento que impede o divórcio. Foi uma jogada genial.


- Obrigado, Milorde. – fala Lucio sorrindo. – Claro que só foi possível por que Belatriz me ajudou, dando a ela a poção disfarçadamente.


- Claro... a doce Belatriz. – fala Voldemort sorrindo com pensamentos obscenos.


- Sim, Belatriz. Eu não a vejo, há alguns dias. – fala Lucio sério.


- Eu a enviei em uma missão. – fala Voldemort sorrindo. – Ela deve seduzir Sirius Black para nosso lado. Pode ser que demore um pouco para voltar.


- Entendo, Milorde. – fala Lucio baixando a cabeça em sinal de submissão.


- Tenho algumas coisas ainda para pensar. – fala Voldemort levantando-se. – Eu o vejo em alguns dias.


- Naturalmente, Milorde. – fala Lucio sério levantando-se também. Arrastou a capa e seguiu para a saída do local até a frente da casa.


“Tenho que transar com Narcisa hoje á noite.” – pensa Lucio com nojo. – “Odeio isso! Odeio não poder viver como eu desejo, mas infelizmente, tenho que gerar um herdeiro! Depois, talvez, eu possa declarar meus sentimentos a Milorde!”


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Tempo: Sim, ainda alguns anos atrás. Mas uns meses mais pra frente. Kakakaka!


 Hogwarts – Sala de Dumbledore. Data:  19:30 hs


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       Ele aguardava ansioso. Junto a ele, Sirius Black segurava um pequeno frasco de poção Polissuco alterada. Ela funcionaria por 8 horas ininterruptamente.


       - Ela está chegando. – fala Dumbledore em voz baixa.


       - Acho que Tiago deveria ser consultado. – fala Sirius preocupado


- Ele está em missão. – fala Dumbledore negando com a cabeça. – Só volta em dois dias. Essa chance é única. Temos que aproveitá-la.


       - Acho arriscado. – fala Sirius.


       - Lílian dará conta. – fala Dumbledore. – Não é a primeira missão de espionagem dela.


- Falando de mim? – pergunta Lílian entrando na sala.


       - Sente-se, Lílian. – pede Dumbledore mostrando uma cadeira. – Precisamos que cumpra uma missão de espionagem.


       - Do que se trata? – pergunta Lílian séria.


       - Sabemos que se casou há pouco tempo, Lílian, e não lhe pediria isso se não fosse importante. Não teremos outra chance dessas tão cedo. – fala Dumbledore. – Se é que teremos um dia.


       - Estou pronta. – fala Lílian.


       - Eu... embebedei Belatriz na minha casa. Ela estava tentando me seduzir. – fala Sirius sério. – Ela, bêbada, me falou onde é um dos esconderijos temporários de Voldemort. Consegui uma pequena mecha de cabelos dela. E temos essa polissuco que dura 8 horas. Mas é experimental, então não é certeza de que agüente 8 horas.


- E? – pergunta Lílian séria.


       - Precisamos que se disfarce de Belatriz. Eu trouxe roupas idênticas as dela. – fala Sirius apontando para uma sacola sobre a mesa.


- Sabemos que ela tem livre acesso ao escritório de Voldemort. – fala Dumbledore.


       - Invado e mato-o? – pergunta Lílian séria.


       - Não. Voldemort não estará lá. – fala Dumbledore. – Invade o escritório dele e rouba os documentos necessários. Entrar e Sair. Sem perda de tempo. Sem magias. Mas pode ser arriscado.


       - Eu dou um jeito. – fala Lílian séria. – Me dê a Polissuco!


- Vista-se, primeiro. – fala Sirius lhe apontando a sacola que ela pegou e saiu da sala. Minutos depois ela voltou, já vestida.


       “Lembre-se! Ela é esposa do seu melhor amigo! Lembre-se! Ela é esposa do seu melhor amigo! Lembre-se! Ela é esposa do seu melhor amigo! Lembre-se! Ela é esposa do seu melhor amigo! Lembre-se! Ela é esposa do seu melhor amigo! Lembre-se! Ela é esposa do seu melhor amigo! Lembre-se! Ela é esposa do seu melhor amigo! Lembre-se! Ela é esposa do seu melhor amigo! Lembre-se! Ela é esposa do seu melhor amigo! Lembre-se! Ela é esposa do seu melhor amigo!” – pensa Sirius controlando-se como podia ao ver o quão sexy Lilian Evans ficava naqueles trajes.


       - A poção. – fala Lilian vendo o embaraço de Sirius.


- Muito bem. – fala Sirius lhe entregando a poção que ela bebe até o fim. – Tem 8 horas a partir de agora. Aqui está a planta do local. Não é exata, mas pode ajudar. Boa sorte!


- Leve esta chave de portal. – fala Dumbledore sério lhe entregando uma pequena pena. – Ela o deixará próxima do esconderijo dele e depois, a trará de volta pra cá. Não funcionará dentro do esconderijo dele.


            - Obrigado. – fala Lílian pegando uma pena que Dumbledore lhe entregou. Um pequeno puxão e ela estava em frente a uma mansão, na França.


 


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Tempo: Alguns anos atrás – Uma mansão na França


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Com um pensamento de obstinação em deixar a mente fechada, Belatriz adentrou no escritório de Voldemort. Fez o possível para manter os passos ainda mais leves, precisava ser discreta. Suas roupas não eram do tipo que estava acostumada a usar, mas tinha que admitir: estava sexy!


“O olhar de Sirius já me disse tudo!” – pensa Lilian sorrindo envergonhada.


O espartilho preto em vinil ressaltava ainda mais os seios fartos, a saia do mesmo material, e indecentemente curta, tinham um visual interessante com a ajuda das meias de seda! As botas de cano alto davam-lhe um estilo dominatrix.


Não foi difícil encontrar o escritório. Nem ficou surpresa ao ver que o escritório era tão luxuoso. Numa das paredes laterais havia um espelho que a cobria inteira. Olhou mais uma vez seu visual, seus cabelos pretos estavam presos no alto da cabeça, alguns fios desprendiam sensualmente. E ela sorriu. Seus grandes olhos pretos, e sua boca vermelha faziam a combinação perfeita do pecado! Estava gostando de ser Belatrix!


Começou a remexer em alguns papéis sobre a mesa, afinal, precisava encontrar o que buscava. Tão absorta estava na tarefa que não ouviu passos atrás de si. Só se deu conta que não estava sozinha quando mãos fortes prenderam sua cintura fina. Seu coração disparou!


“Mérlin!” – pensou apavorada.


- Bela! A que devo a honra? – pergunta uma voz, bem próxima a seu ouvido a fazendo arrepiar-se. Era uma voz arrastada, típica de Sonserinos, com o cheiro forte de álcool. Foi quando ela teve um tremor e arrepiou-se com medo! Ela sabia a quem pertencia aquela voz!


Porém se lembrou de que, naquele momento, ela era Belatrix, e um sorriso brotou de seus lábios.


- Bela, o que faz aqui? Sei que costuma freqüentar a minha cama! E o quarto, mas... O que a traz ao meu escritório? Bela! Bela! Não deve estar procurando sua virgindade não é mesmo? – pergunta Voldemort cinicamente, enquanto suas mãos apalpavam os seios, e sua boca roçava atrevidamente a pele do pescoço.


- Minha virgindade? Como posso querer aquilo que foi dado de tão bom grado? - ela disse gostando daquele contato viril.


- Você é uma mulher de muitos homens Bela! No entanto só me procura quando não encontra satisfação total! – reclama Voldemort mordiscando a orelha dela e fazendo-a arrepiar-se de prazer.


- Um bom servo sempre volta ao seu mestre! – fala ela com a voz trêmula.


- E eu adoro te ter de volta! Sei que é leal a mim! Mesmo quando outro te toca! - ele disse roçando sua ereção nas nádegas dela, e suas mãos entrando por debaixo de sua saia, fazendo com que ela não pode conter o gemido que lhe veio à garganta.


- Hum! Minha Bela hoje está comportada? Não quer gemer? – pergunta Voldemort a apertando delicadamente, fazendo ela se arrepiar ainda mais, agora de luxuria. – Você sabe que eu adoro quando você geme como uma cadelinha no cio! – ele disse a apertando ainda mais. - Sei o quanto gosta de meu sexo sujo e sacana! – ele apertou o rosto dela, a obrigando a curvar o pescoço pra trás, esse entregar as mordidas leves que ele e lhe dava pelo pescoço. - Sei o quanto adora me ter explodindo dentro de você! Em sua boca... - ele colocou um dedo na boca dela, e “Bela” não resistiu chupá-lo com gosto. – Aqui... - ele disse agora tocando a calcinha dela, que já se encontrava atrevidamente úmida, ele tocou o clitóris num gesto rude. - E aqui... - ele completou enquanto segurava com força a bunda dela, e seus dedos a tocando muito intimamente.


Havia passado algum tempo, mas ambos não tinham percebido, o prazer era guia do casal. Os dois corpos estavam exaustos, e Voldemort já estava praticamente dormindo. Virou o corpo libertando a mulher de seu abraço, não se dando o trabalho de olhá-la.


Ela levantou um pouco o corpo, pois sua mente ainda a mantinha viva para quem ela era e num ato impulsivo pulou para a mesa em sua frente agarrando o papel que tanto procurava. Vestiu-se rapidamente bem no momento em que e o seu cabelo caiu em cascata mostrando sua verdadeira tonalidade.


Lilian não pensou em mais nada, segurou sua roupa e saiu correndo da sala, mas não sem antes esbarrar em uma cadeira o que fez despertar Voldemort um pouco e olhando para a porta avistar uma cabeleira ruiva sumir dali.


Lílian praticamente correu para sair do esconderijo de Voldemort sem ser descoberta, assim que se viu livre aparatou para sua casa. Sentiu o alívio percorrer seu corpo e com o papel ainda na mão se jogou no sofá. Leu o que tinha pego da mesa de Voldemort e o pôs no centro ao lado do sofá. Suspirou. Até que ponto ela tinha ido pela Ordem da Fênix. Ela é uma mulher casada, e por falar em casamento, seu marido só chegaria dali a dois dias, o que deu uma certa segurança a ela, afinal, mais do que ninguém a mesma precisava de um tempo para absorver o que tinha acontecido.


            Foi até o quarto e banhou-se rapidamente, ainda sem acreditar que tinha tido o melhore “gozo” da sua vida. Não se dando por satisfeita começou a se masturbar pensando no seu “pior inimigo” Voldemort. Muito mais tarde, decentemente vestida e banhada, voltou até Hogwarts, onde entregou a Dumbledore o papel.


            Nem Sirius, nem Dumbledore perguntaram nada a ela, e ela, tampouco disse qualquer coisa.


            Aquilo seria seu segredo... para sempre.


 


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Tempo: Alguns anos atrás – Uma mansão na França


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Voldemort se encontrava no escritório sozinho. Um “ar” preocupado reinava em suas feições. Um dos seus comensais havia batido a porta e como não obteve resposta, girou a maçaneta devagar pondo o rosto parcialmente dentro do cômodo.


- O que quer? – pergunta Voldemort sem interesse.


- Vim ver como o senhor está, Lord, afinal desde ontem que o senhor não nos fala nada. – responde o Comensal sério.


- Saia! – fala Voldemort sem interesse.


- Mas Milord... – contesta o comensal.


- CRUCIO!!!! - grita Voldemort enfurecido – a palavra ‘ontem’ lhe trouxe uma lembrança vaga da transa, uma das melhores por sinal, que tinha ocorrido. O que ele não entendia, era o vulto ruivo que ele via em sua mente. – Agora saia daqui, seu verme inútil!


O comensal mal teve tempo de fechar a porta e sentiu um estremecimento provavelmente advindo de algum feitiço jogado por Voldemort.


As horas no esconderijo passaram lentamente, todos estavam quietos e preocupados, pois sabiam que quando o Lord se mantinha “fechado” era algo de vida ou morte, contudo, em se tratando de Voldemort – o Lord das trevas – quando o assunto não se resumiria a morte?


A noite caiu e entre sussurros e tilintares de talheres no jantar que ocorria no esconderijo uma voz suave ecoou.


- Boa noite, caros amigos. – Voldemort seguia para a ponta da mesa.


Alguns tossiram engasgados, outros deixaram a comida cair e ainda teve os que se levantaram em sinal de respeito.


- Oh! Não se afobem! – falava Voldemort num sussurro – Eu entendo que por não ter aparecido desde ontem a noite, vocês não esperassem que eu viesse para o jantar. Acalmem-se.


Todos se ajeitaram no sentar e permaneceram calados.


- Claro que eu viria hoje, temos coisas a fazer. Vocês sabem, nós temos muitas coisas para banir e acertar nesse mundo desprezível. Temos uma vida justa para impor aos bruxos. E não há ninguém melhor do que eu para ser Lord, não acham? – pergunta ele sorrindo e todos concordaram vigorosamente.


- Então, nosso novo alvo será uma família muito prestigiada, os Potter. Eles vêm dando muito apoio aos nascidos trouxas, uma pena. – fala Voldemort sorrindo. – Quero a família inteira exterminada.


 


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Tempo: Alguns anos atrás – Residência de Lilian Evans ops, Potter


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Lílian, após passar a noite e o dia dormindo, estava tentando pôr em ordem as muitas papeladas espalhadas em sua mesa. Ela revirava, empilhava, colocava em ordem alfabética, separava por tipo de documento, porém tornava a juntar novamente, pois seu cérebro não prestava atenção ao que suas mãos faziam e sua consciência brincava de lhe atormentar.


“Onde eu estava com a cabeça?” – pensa ela assustada com o que fez. - “Transar com ninguém mais, ninguém menos que...Voldemort! Loucura isso, mas como se não bastasse eu... Gostei disso. Ele é uma perdição na cama.”


- Boa noite minha amada esposa! – fala Tiago aparatando dentro da sala dando um susto em Lílian – Você está bem? Está pálida...


- Oh não! Desculpe-me Tiago, mas, você me deu um susto e tanto... Não era pra você chegar amanhã? – pergunta Lílian tentando se recompor.


- Eu já fui mais bem recebido por você, Lílian – Tiago comenta desapontado – Parece que não gostou que eu voltasse mais cedo.


- Não é isso! – fala Lílian assustada – Eu só estou um pouco em “alerta”, digamos assim.


- Alguma missão? – pergunta Tiago preocupado.


- Sim. Tive que ir a um esconderijo para pegar um papel – falava Lílian torcendo para que essa conversa não se estendesse.


- Esconderijo? Você foi com quem? – pergunta Tiago preocupado.


- Hã? É... Sozinha mesmo... – responde Lílian a contragosto, afinal ele iria saber a verdade de todo jeito mesmo.


- SOZINHA? Lílian você é maluca? E aquele filho-da-mãe do Sirius, eu não falei pra ele tomar conta de você? – pergunta Tiago.


- Acalme-se Tiago! – ordena Lílian com raiva – Eu não sou criança! E Sirius não é meu babá! Chega dessa conversa, eu fui e... – ela se lembrou do que aconteceu lá com Voldemort – E... Peguei o papel, estou aqui sã e salva, não é?  – ela pergunta completando mentalmente, “pela sanidade não tenho tanta certeza”.


- Ainda assim é um absurdo – Tiago responde indo ao banheiro tomar banho.


Lílian estava confusa por ter que esconder esse fato de seu marido mas o que lhe afetava mais era a sensação de “satisfeita” que obteve depois do sexo com Voldemort. Desistindo de discutir mentalmente o acontecido resolveu deitar-se, isso parecia agradável. Até que Tiago apareceu na porta, nu e com algo levemente disposto apontado em sua direção.


- Lílian? Acho que mereço umas Boas-Vindas. – fala Tiago manhoso e Lílian o olhou de relance. - - Vai me deixar aqui em pé? – Tiago pergunta estranhando Lílian. Já fazia um bom tempo que eles não se tocavam como antes e sempre parecia que Lílian transava com ele por pura obrigação.


- Estou cansada Tiago. Talvez você queira deixar pra amanhã... – fala Lilian fingindo cansaço.


- Ah não! Eu estou bem disposto hoje. – ele fala subindo na cama e beijando as pernas de Lílian, o que a fez automaticamente fechá-las.


- Algum problema? – Tiago pergunta irritado.


- Claro que não – responde Lílian com um sorriso forçado e em sua mente parecia que um letreiro piscava FAZ UM BOM TEMPO QUE VOCÊ, SENHOR MARIDO, SÓ FAZ METER E GOZAR, E NÃO FAZ NADA PRA ME AGRADAR.


Tiago subiu e se enfiou no meio de suas pernas arrancando um grito de dor de Lílian. Ele pareceu não se incomodar, ele estava se sentindo bem, afinal, estava no que ele queria e não demorou muito até que ele veio a gozar.


Lílian o empurrou e saiu do quarto se perguntando que rumo sua vida tomaria. Ela concluiu então que deveria trazer de volta o modo como ela e Tiago viviam antes.


“Preciso fazer isso. Preciso.” – pensa Lilian cansada.


            O que ela não sabia é que... bem, o destino e engraçado ás vezes.


            Semanas depois, Lilian descobriu que estava grávida. A felicidade de Tiago quase apagou o sentimento de culpa de Lilian, pois ela não sabia com certeza, quem era o pai de seu bebê.


 


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Tempo: Alguns anos atrás – Residência de Lilian Potter


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            “Então é isso?” – pergunta-se Voldemort parado em frente a um berço onde um bebê de pouco mais de um ano o olhava com olhos verdes. Seu pai fora morto no andar de baixo, e de nada adiantaram as súplicas de sua mãe. Ela também estava morta, apesar de tentar dizer algo antes de ser morta. Ele não se importou em descobrir o que ela queria dizer. Bastou um Avada e tudo acabou. Agora, ele olhava para a criança. – “Seria você meu Nêmesis, criança? Você? A única esperança que eles tem?? Bem, isso não importa!”


Ergueu sua varinha e apontou-a para a cabeça do menino. Olhou nos olhos do garoto e algo em seu cérebro piscou.


- Avada ... – fala Voldemort sentindo-se estranhamente feliz e ao mesmo tempo com uma sensação estranha. Algo a ver com o rosto da criança. - ... Kedavra!


Ao terminar de dizer o feitiço da morte, algo ‘brilhou’ em sua mente. O conhecimento. A certeza. E o pânico pelo que tinha acabado de fazer.


A explosão a seguir o matou.


E na testa da criança, um desenho em forma de raio estava vermelho.


Logo, o único som que continuava, era o som do choro de uma criança.


 


 


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Fim do Primeiro capítulo.


Um aviso básico.


Agora é contigo


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Comentários (1)

  • Sophia Dullok

    Gostei de parte da idéia -Voldemort tendo um herdeiro com a Lilian- e gostaria de usá-la. Irei usar somente isso, essa idéia, o resto não me foi tão convidativo ao ponto de que eu desenvolva... mas a parte que citei me foi, no mínimo, além de muito critivo, intrigante. Antes de começar, porém, queria sua permissão para que eu pudesse escrever com mais tranquilidade, sem achar que posso estar plagiando ou coisa do tipo. Já sou autora a uns dois anos, mas não publico minhas obras aqui, na verdade até esqueci a senha da minha primeira conta. ^^  Obrigada e boa sorte no mundo das fanfics.

    2011-08-05
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