O jantar em família



Harry estava saindo do ministério da magia estava caminhando até um restaurante que não ficava muito longe de onde estava. Foi quando avistou uma pessoa bastante conhecida e se aproximou.


- Duda! – cumprimentou o primo, que também parecia bastante surpreso em vê-lo.


- Harry! – o abraçou – Não sabia que trabalhava aqui perto.


- O ministério fica logo ali! – apontou em direção ao local de onde havia acabado de sair – E como foi a sua viagem? Quando foi que você voltou?


- Cheguei ontem à noite – respondeu – Aventuras sempre são boas, já estou planejando a minha próxima viagem.


- Que maravilha! – balançou a cabeça afirmativamente – Queria tanto ter tempo para viajar assim.


- Você quem escolheu trabalhar atrás de uma mesa de escritório – lembrou – Já eu, preferi sair pelo mundo descobrindo esportes radicais.


- Não estou reclamando do que faço – explicou – Adoro o meu trabalho.


- Está certo! – deu de ombro – Para onde estava indo?


- Almoçar! – respondeu – Por que não vem comigo? Assim conversamos mais.


- Eu aceito o convite! – balançou a cabeça afirmativamente – Estou mesmo com fome.


Não demoraram muito para chegar ao local. Sentaram-se em uma mesa vazia e fizeram o pedido e ficaram esperando.


- E como estão as coisas? – Duda quis saber – Os seus filhos.


- Eles estão ótimos! – falou – Todos os quatro.


- A sua esposa está grávida? – pareceu feliz.


- Não! – achou aquilo muito estranho – O que te faz pensar isso?


- Você disse quatro filhos – explicou – A última vez que eu te vi, você tinha só três filhos.


- E tenho mesmo! – pareceu bastante aflito – Tem certeza de que eu disse quatro?


- Disse sim! – confirmou.


- Eu quis dizer três! – confirmou – Acho que estou trabalhando demais.


- Deve estar mesmo! – balançou a cabeça afirmativamente – Por que não tira férias?


- Talvez eu tire mesmo! – concordou.


A comida chegou logo em seguida e eles fizeram a refeição em total silêncio.


Enquanto isso tudo acontecia, Gina também estava saindo para almoçar. Desceu o elevador para o térreo da sede do Profeta diário, Luna já estava esperando por ela.


- Oi amiga! – a cumprimentou assim que a viu – Fico feliz por você ter aceito o meu convite para almoçar. Tem tanto tempo que a gente não conversa.


- Tem razão! – concordou enquanto saiam do prédio – E espero que você saiba o quanto é terrível eu entrar aqui.


- E por quê? – riu divertida com a careta da amiga.


- Sabe que eu sou a editora do Pasquim! – lembrou – O Profeta Diário é o meu concorrente direto.


- Está bem Luna! – continuou a rir.


- Eu simplesmente não entendo! – suspirou pesadamente – Você é minha melhor amiga, deveria trabalhar comigo lá na revista.


- Escrevo uma coluna sobre quadribol – lembrou – O Pasquim não fala sobre esportes.


- Mas eu posso colocar! – disse rapidamente – É só você dizer que aceita escrever.


- Vou pensar nisso! – falou – É sério!


Conversaram sobre mais algumas coisas até chegarem ao restaurante,


- Como está a Danielle? - a ruiva quis saber.


- Está muito bem! – a outra respondeu – Ela está na casa do meu pai. Costumo levá-la para O Pasquim comigo, principalmente para ela passar um tempo com o Dino. Mas hoje ela acordou com febre.


- Coitada! – comentou – Eu tenho que ir lá vê-la, afinal, é minha afilhada.


- Tem razão! – concordou com a cabeça – Por que vocês não aparecem lá amanhã?


- Vou perguntar ao Harry se ele quer ir! – disse – Ultimamente ele anda muito desanimado para sair de casa no final de semana. Só quando é extremamente necessário.


- E como está o casamento de vocês? – perguntou – Você não parece muito feliz.


- E está certa – suspirou pesadamente – Não estamos bem. Para falar a verdade estamos em crise desde antes do Alvo nascer, a Lilian foi a nossa última tentativa frustrada de salvar o nosso casamento.


- Nunca poderia imaginar isso – comentou chocada – Então não seria melhor vocês dois se separarem?


- Nunca conversamos sobre isso – explicou – Mas acho que estamos bem desse jeito, é pelo bem das crianças.


- Vai ser melhor para eles ter os pais separados do que na mesma casa e brigando o tempo todo – falou – Foi assim comigo e com o Dino, estávamos brigando tanto que achamos melhor terminarmos e continuarmos amigos. Foi para o bem da Danielle.


- A gente não briga – continuou – Apenas não vivemos mais como marido e mulher. É cada um no seu canto.


- Se você prefere manter as aparências para a sua família – deu de ombros – Não vou falar mais nada.


- Eu nunca comentei isso com ninguém – seu tom de voz era bem baixo nesse momento – Mas acho que o Harry está me traindo.


- O que faz você pensar isso! - espantou-se.


- Não sei! – deu de ombros – Apenas penso assim. E tenho certeza de que ele tem esse caso há bastante tempo


- O Harry não parece o tipo de pessoa que leva uma vida dupla – riu levemente – Daquele tipo de pessoa que tem duas famílias e engana as duas mulheres.


- Não ri Luna – olhou para a amiga parecendo bastante brava – Eu estou falando sério.


- E tem alguma idéia de quem possa ser a outra? – quis saber.


- Hermione Granger! – disse de uma vez – Eu sempre desconfiei da amizade desses dois. Não é possível que nunca tenha acontecido nada entre eles.


- Não acho que eles sejam amantes! – comentou – A Mione é apaixonada pelo seu irmão e os dois vão ter mais um bebê.


- Sei que o Rony nunca reclamou nada a respeito da Mione. Pelo menos não para mim – continuou – Mas eu não consigo deixar de pensar nisso.


- E o que você pensa – quis saber – Que o bebê que a Mione está esperando é do Harry e não do Rony?


- Talvez! – deu de ombros – Só vamos ter certeza quando ela nascer.


- Tenho certeza de que você está imaginando coisas – comentou – Eles não tem um caso.


- Tenho uma grande idéia – disse de repente fazendo a loira se assustar – Vai jantar lá em casa hoje.


- Está bem! – respondeu – Mas por que isso de repente?


- Rony e Mione também vão para lá – explicou – Assim você pode reparar o comportamento deles dois e concluir por si mesma se eles têm um caso ou não.


- Isso vai resolver dois problemas de uma vez só – concluiu – Vou provar que você está totalmente enganada e vocês poderão ver a Danielle.


- Está combinado – apertaram as mãos como se estivessem fechando um acordo.


Terminaram de almoçar calmamente e voltaram para os seus trabalhos.


Um pouco mais tarde, a casa da família Potter estava pronta para receber os convidados. Harry desceu as escadas e encontrou a esposa verificando todos os locais da sala para ver se não estava faltando nada.


- Eu pensei que só o Rony, a Mione e os filhos viessem – comentou quando percebeu que havia dois lugares a mais na mesa – Que mais vez?


- Fui almoçar com a Luna hoje! – responde enquanto ajeitava uma almofada, sem olhar para o homem – E chamei para ela vir aqui com a Danielle.


- Eu encontrei o Duda na hora do almoço – também falou – Também o convidei para vir aqui, mas ele não pode vir, porque vai jantar na casa dos pais hoje.


- Entendi! – comentou – Vou ver se as crianças já estão prontas.


Subiu as escadas rapidamente deixando o moreno sozinho na sala. Cerca de alguns minutos depois a campainha tocou.


- Oi gente! – disse assim que abriu a porta e viu seus dois melhores amigos – Entrem!


Foram para a sala e se sentaram no sofá, as crianças permaneceram em pé olhando para todos os cantos.


- Daqui a pouco Alvo e Lilian vão descer – o de olhos verdes disse – Ai vocês vão poder brincar.


- Está bem! – concordaram.


- Rose! – o menino disse no topo da escada e veio correndo em direção a prima – Que bom que você chegou.


- O que acha de irmos jogar Snape explosivo – ela sugeriu.


- É uma boa idéia! – concordou – O Hugo e a Lilian podem vir também, ai jogamos em dupla.


- Eu prefiro jogar xadrez bruxo! – o menino mais novo respondeu cruzando os braços – Vocês não preferem?


- Não! – disseram ao mesmo tempo.


- Está bem! – concordou por fim – Eu jogo Snape explosivo.


- E você Lilian? – Rose perguntou – Vêm também?


- Não! – cruzou os braços – É um jogo muito chato.


- Vai se divertir com os seus primos – Gina se ajoelhou para ficar na altura da filha – Você vai achar chato ficar aqui com a gente.


- Tudo bem! – balançou a cabeça afirmativamente – Mas eu só vou ficar olhando o jogo.


- Tudo bem! – Alvo disse antes de correr para o andar de cima juntamente com os outros.


Quando chegaram ao quarto do garoto, Lilian acabou aceitando jogar. Estavam se divertindo bastante, até que ouviram batidas na porta e uma mulher loira entrar no local em seguida.


- Oi crianças! – disse sorrindo para eles.


- Oi tia Luna! – responderam ao mesmo tempo.


- Vejo que vocês estão jogando Snape explosivo – observou as cartas espalhadas pelo chão - Gostava muito de jogar isso quando estava em Hogwarts. Principalmente na viagem.


- É por isso que eu estou doida para ir para Hogwarts – Rose comentou – Todos falam que lá é maravilhoso.


- Tenho certeza de que todos vocês vão adorar – comentou – Embora alguns ainda demorem um pouco.


Os quatro garotos riram levemente.


- Já ia me esquecendo do que me fez vir aqui – colocou a mão sobre a cabeça – Vocês se importam da Danielle ficar aqui com vocês?


- É claro que não! – o menino mais velho disse – Quanto mais gente melhor.


- Ótimo! – balançou a cabeça afirmativamente.


A menina morena de olhos azuis entrou e sentou diretamente na cama, ela parecia um pouco cansada.


- Oi Dani! – todos a cumprimentaram.


- Oi! – disse acenando.


- Ela ainda está com um pouco de febre – pôs a mão sobre a testa dela – Por isso está um pouco desanimada.


Saiu do local e deixou que eles continuassem a jogar.


- Ganhamos! – Alvo disse super feliz – É isso ai Rose.


- Nós somos imbatíveis! – concordou começando a pular animada – Ninguém consegue ganhar da gente.


- Eles são uma dupla perfeita – o outro garoto comentou.


- É mesmo! – Lilian concordou – Vocês dois deviam se casar.


- Está louca! – disseram ao mesmo tempo espantados.


- Não temos nada um a ver com o outro – a menina completou – Não poderíamos casar.


- Mamãe sempre diz que ela e o papai brigavam muito quando estavam no colégio – Hugo comentou – Pode acontecer à mesma coisa com vocês.


- Credo! – fizeram careta.


- Acho que vocês se dariam super bem juntos! – ela completou – Pensem bem nisso.


Ouviram um barulho e, em seguida, a porta se abrindo: era Harry, ele parecia um pouco preocupado.


- O que houve tio Harry? – a mais velha quis saber se levantando.


- Só vim aqui avisar que o jantar está pronto – respondeu.


- Já estamos indo pai! – foi à vez de Lilian falar.


- Ótimo! – concordou – Estamos esperando por vocês.


Logo eles desceram e todos começaram a jantar. Todos estavam conversando animadamente.


- Vou pegar mais um pouco de suco – Hermione avisou se levantando da mesa – Estou com bastante sede nesses últimos dias.


- Não acha melhor eu ir! – o ruivo sugeriu – Assim você não precisa se levantar.


- Não tem problema! – respondeu indo em direção a cozinha,


- Se você quiser eu vou até lá ajudá-la? – o de olhos verdes falou.


- Vai até lá Harry! – pediu – A Mione é muito teimosa e nunca vai admitir que precisa de ajuda.


Quando chegou, a mulher já estava colocando o jarro de suco novamente na geladeira.


- Mione! – disse fazendo com que ela o olhasse.


- Rony te mandou aqui! – começou a rir levemente – Ele não tem jeito mesmo.


- Eu perguntei se ele não achava melhor eu vir até aqui – explicou – Na realidade, precisava de uma desculpa para conversar com você.


- O que você quer? – cruzou os braços parecendo um pouco irritada.


- Acho que não deveríamos mais continuar com esse segredo – estava bastante sério – Devemos contar a verdade para eles o quanto antes.


- É claro que não vamos fazer isso – balançou a cabeça negativamente – Combinamos isso há quase 12 anos.


- Você não tem idéia do que eu ouvi a crianças conversando no quarto – continuou – A Lilian dizia que o Alvo e a Rose deveriam se casar.


- E o que os dois falaram sobre isso – também ficou bastante preocupada nesse momento.


- Disseram que nunca se casariam – respondeu – Mas nunca vamos saber o que eles vão pensar daqui a alguns anos. Séria melhor contarmos que eles são irmãos.


- Tenho certeza de que eles não vão mudar de opinião – revirou os olhos – Tenho observado o comportamento dos dois. Agem como melhores amigos, igual a nós dois.


- E olhe o que aconteceu conosco – lembrou.


- É diferente – contou – Tenho certeza de que eles nunca vão pensar em cometer uma louca dessas.


- Acho que sei por que você não quer contar a verdade – foi se aproximando dela lentamente – Para continuar negando tudo o que aconteceu entre a gente naquele hotel em Paris.


- Aquilo foi um momento de fraqueza – foi se afastando até que sentiu suas costas encostarem na parede – Isso nunca mais vai se repetir.


- Como pode ter tanta certeza – passou a mão delicadamente pelo rosto da amiga – O que você diria se eu te beijasse nesse momento?


Ela não teve tempo de responder, pois percebeu que Harry foi se aproximando cada vez mais até que pudessem sentir a respiração acelerada um do outro. Foi então que ouviram passos de alguém se aproximando e se afastaram, Gina apareceu logo em seguida.


- Só vim aqui ver se estava tudo bem! – explicou rapidamente – Vocês estavam demorando.


- Já estávamos indo – o de olhos verdes falou rapidamente – É que a Mione estava me falando o quanto estava ansiosa para que o bebê nasça logo.


- É isso mesmo! – a mulher concordou – Não estou agüentando mais essa barriga.


- Sei como é isso! – a outra respondeu – Mas acho melhor você vir logo, a comida de vocês está esfriando.


- Já vamos! – ele concordou.


O resto do jantar foi bastante tranqüilo. Quando Luna foi embora, a ruiva acompanhou a amiga até o lado de fora da casa.


- Fiquei muito feliz de você ter vindo – disse sorrindo – Observou o que eu tinha pedido.


- Claro! – respondeu enquanto observava a filha que dormia nos seus braços – Mas não percebi nada de estranho. Estavam agindo como sempre.


- Tem certeza? – pareceu desconfiada – E àquela hora em que os dois foram até a cozinha. Acreditou naquela desculpa?


- Deve ser verdade! – tentou confortá-la – Os dois são melhores amigos, costumam conversar bastante.


- Não sei! – deu de ombros – Ainda continuou desconfiada.


- Está bem! – balançou a cabeça – Mas tenho certeza de que não tem motivo para se preocupar.


- Tudo bem, obrigada pela ajuda – suspirou pesadamente – Lá no final da rua tem um lugar seguro para aparatar.


- Está bem! – concordou com a cabeça – Conversamos melhor outro dia.


A ruiva observou à amiga caminhar até desaparecer em seguida. Logo depois, voltou para dentro da casa.

Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.