Segundo Capítulo.



Image Hosted by ImageShack.us


~~> Segundo Capítulo.
“Um novo começo...”

- Eu acho que esse tal garoto deve ser o namorado da Mary... – Comentou Sirius para Bel logo após ler a notícia para a loira.
- E o que a gente faz?! – Perguntou Bel olhando para Mary Kate que ainda dormia.
- Mostra a notícia para ela... – Respondeu Sirius. – E dá um jeito de sair daqui... – Pontuou. – Porque se a polícia trouxa chegar à conclusão de que o sangue na pedra pertence à dela, sem dúvidas vão fazer mil perguntas para ela... – Completou.
- Mas como?! – Perguntou Bel confusa.
- Eu achei o médico daqui meio...“estranho” – Murmurou Sirius. – Se é que você me entende... – Completou.
- Você acha que...?! – Perguntou Bel pela metade, Sirius apenas confirmou com a cabeça. – Eu não sabia que haviam tantos assim “disfarçados”... – Pontuou.
- Eu não tenho certeza... – Começou Sirius. – Mas que ele é estranho é... – Completou.
- Bom dia... – Ressoou uma voz que acabou por acordar Mary Kate.
- Bom dia, eu acho... – Murmurou Mary Kate esfregando os olhos para tentar manter eles abertos.
- Tenho uma boa notícia para vocês... – Começou o médico. – Não tem nada demais com você mocinha...e, você já pode ir para casa... – Disse rapidamente como se estivesse com pressa. – Eu aconselho que vocês saiam pela porta do fundo...- Murmurou.
- Como assim?! – Perguntou Mary Kate confusa.
- Apenas façam o que eu pedi... – Murmurou o doutor.
- Está bem... – Murmurou Mary Kate se levantando e indo trocar de roupa.
- E vocês dois... – Começou o médico. – Cuidado... – Murmurou. – Eu sei que vocês já perceberam que eu sou como vocês... – Completou.
- Como?! Uma pessoa?! – Disfarçou Bel com medo que ele fosse um trouxa e que estivesse falando sobre outra coisa.
- Você sabe muito bem como... – Respondeu o médico olhando seriamente para Bel que ficou sem graça e sorriu um sorriso amarelo.
- Pronto... – Murmurou Mary Kate ao sair do banheiro.
- Esperem um pouco... – Avisou o médico saindo do quarto onde Mary Kate estava.
- O que está acontecendo?! – Perguntou Mary Kate para Sirius que apenas entregou o jornal para ela.
- Não... – Murmurou Mary Kate com uma cara de pânico.
- Depois, quando chegar lá em minha casa, você chora... – Pontuou Sirius segurando Mary Kate pelo braço antes que as pernas dela fraquejassem e ela caísse no chão por causa da notícia.
- E porque a gente tem que sair do hospital?! – Perguntou Mary Kate. – Depois de ler isso estou me sentindo pior do que antes, acho melhor eu ficar por aqui mesmo... – Completou.
- Você não tem idéia da loucura que vai ser se a polícia trouxa desconfiar de você... – Começou Sirius. – Eles através de uma investigação podem encontrar coisas que não deveriam, e descobrir sobre...bom...você sabe sobre o quê... – Completou.
- Venham... – Chamou a voz do médico por entre a porta entreaberta do quarto branco.
- Hasudhausd! – Riu Bel baixinho. – Isso parece cena de fuga de filme... – Pontuou recebendo um olhar de repressão de Sirius que não tinha achado nem um pouco de graça no comentário da amiga.
- Merlim nos proteja... – Murmurou Mary Kate com um olhar vago.
Eles saíram do quarto e rumaram para a porta dos fundos do hospital, enquanto na recepção, oficiais da lei trouxa, pegavam a ficha de todos os pacientes que haviam dado entrada no dia anterior de noite.
- Sim... – Começou Bel. – Qual desses corredores nos leva à porta dos fundos?! –Perguntou em meio a uma bifurcação.
- O da esquerda... – Sugeriu Sirius confuso.
- Eu acho que é o da direita... – Murmurou Mary Kate.
- Eu acho que eu vou pedir informação... – Pontuou Bel olhando de maneira confusa para as duas portas. Os polícias já estavam com a ficha de Mary Kate na mão, o que constava na ficha batia certinho com o que eles estavam procurando.
- Eu vou pela direita... – Disse Mary Kate.
- Eu vou pela esquerda... – Completou Sirius.
- E eu fico aqui com uma cara de abestalhada esperando um de vocês dois voltar com uma cara de decepção... – Concluiu Bel, mas ao ver um médico com uma caixa de cigarros no bolso indo pela porta da esquerda resolveu mudar de idéia. – Eu vou pela esquerda com o Si, e você também Mary... – Disse puxando Mary Kate e saindo pela porta da esquerda junto com Sirius logo após o médico ter saído.
- Estamos salvos... – Murmurou Mary Kate. – Agora vamos logo para a sua casa Si... – Completou.
- Vamos... – Concordou Sirius indo junto com as duas garotas para a sua casa.
- Liu!! – Gritava Douglas pela casa.
- Que foi Douglas?! – Perguntou Liu sonolenta enquanto descia as escadas da casa.
- Leia isso... – Murmurou Douglas entregando o jornal trouxa para Liu.
- Hey! – Exclamou Liu ao ver a foto do garoto na capa. – Ele era... – Começou.
- O seu vizinho... – Completou Douglas.
- Namorado da Mary... – Acrescentou Liu.
- Você não acha que foi a... – Começou Douglas.
- Marta?! – Perguntou Liu. – Não...eu tenho certeza que foi ela e mais o namoradinho dela... – Completou guardando o jornal.
- E o que você vai fazer?! –Perguntou Douglas ao ver que Liu estava procurando por algo na cozinha.
- Falar com a minha prima... – Disse sorrindo. – Ligue para o Sirius, finja estar preocupado, e pergunte onde a Mary Kate está... – Completou.
- Sim senhora... – Brincou Douglas.
- Enquanto isso eu pego um pouco do nosso estoque de poção polissuco... – Disse ainda mexendo na área onde continha os frascos na cozinha.
- Aiaiai... – Murmurou Douglas começando a ligar para o telefone de Sirius.
- Si... – Murmurou Bel. – Eu já estou cansada... – Disse parando de andar.
- Eu acabei de sair do hospital, e você está cansada Bel?! – Perguntou Mary Kate sorrindo.
- Vamos Bel... – Apressou Sirius. – Nunca se sabe se tem alguém nos seguindo... – Pontuou.
- Ahhh não! – Exclamou Bel. – Tudo menos cena de perseguição agora... – Pontuou sentando no meio da grama do jardim de uma casa, que tinha uma plaquinha “Não pise na grama”.
- Garota! – Reclamou alguém abrindo a porta da casa. Sirius e Mary Kate estavam na calçada.
- É com você Mary... – Murmurou Bel brincando com a grama.
- É com você Bel... – Pontuaram Sirius e Mary juntos, fazendo com que Bel se virasse para ver quem havia chamado ela. Era uma mulher chique, de cabelos longos e ruivos, nariz arrebitado. Ela trajava um vestido de marca que provavelmente haveria lhe custado alguns mil dólares.
- Você não leu o aviso de “não pise na grama”?! – Perguntou a mulher impaciente.
- Tecnicamente eu não estou “pisando” na grama, eu estou “sentada” nela... – Respondeu Bel, que não estava querendo se levantar.
- Bom...então saia já daí para eu não chamar a polícia... – Pontuou a mulher com um olhar que se tivesse o poder de matar teria certamente matado Bel.
- Jararaca... – Murmurou Bel se levantando.
- Você disse o quê mocinha?! – Perguntou a mulher que não havia ouvido direito o que Bel havia dito. Sirius e Mary Kate disfarçavam risos.
- Sua cara de jaca! – Exclamou Bel impaciente já na calçada.
- Sua atrevida! – Gritou a mulher morrendo de vontade de bater em Bel.
- Vamos Bel... – Murmurou Sirius puxando Bel antes que ela fosse discutir com a mulher.
- Liu... – Começou Douglas com o telefone no ouvido. – Só dá caixa de mensagens...acho que ta com defeito... – Pontuou.
- Continua tentando Douglas! – Retrucou Liu arrumando sua bolsa e botando nela uma garrafinha de algo.
- Você só me dá trabalho, pequena... – Brincou Douglas tentando ligar para Sirius novamente.
- Doutor Field?! – Perguntou um dos policiais para o médico que estava passando pelos corredores do hospital.
- Pois não?! – Respondeu o doutor.
- Consta aqui na ficha que o senhor estava tratando da paciente do quarto 304, onde está ela?! – Perguntou o policial.
- Eu realmente estava cuidando dela, mas ela teve alta faz algum tempo... – Pontuou o doutor Field disfarçando um nobre sorriso.
- Se o senhor não se importa nós vamos levar a ficha dela... – Pontuou o policial.
- Tudo bem... – Murmurou o Doutor Field que não tinha deixado informações muito úteis na ficha de Mary Kate.
- Nada ainda Liu... – Murmurou Douglas após ter ligado dezenas de vezes para o telefone da casa de Sirius.
- Tenta de novo! – Exclamou Liu, alguma coisa deve ter acontecido.
- Estou tentando Liu...estou...alô?! – Perguntou Douglas ao notar que alguém havia atendido ao telefone.
- Quem é?! – Perguntou a voz masculina do outro lado da linha.
- Aleluia Sirius! – Exclamou Douglas torcendo para que Sirius não tivesse o ouvido falar com Liu.
- Douglas, é você?! – Perguntou Sirius. – Poderia jurar que ouvi uma outra voz ao fundo do telefone... – Pontuou confuso. – “Quem é?!” – Perguntou Bel para Sirius, enquanto pegava um copo de água para Mary Kate. – É o Douglas...eu acho... – Sirius murmurou de volta.
- Sou eu sim Sirius, e a voz que você ouviu foi da Lila... – Esclareceu Douglas olhando para Liu que já estava ficando preocupada.
- Ela está aí em sua casa é?! – Perguntou Sirius sem saber o porquê de sua própria pergunta.
- Sim... – Respondeu Douglas rapidamente. – Mas eu liguei para saber se você tem notícias da...
- Mary Kate?! – Interrompeu Sirius. – Ela está aqui em casa... – Completou sabendo o que Douglas provavelmente perguntaria.
- Então ela provavelmente estava na hora em que... – Começou Douglas novamente.
- O namorado dela fora assassinado?! – Perguntou Sirius. – Sim...mas ela não se lembra de nada, e agora ela está se debulhando em lágrimas no quarto de cima, com a Bel consolando ela... – Pontuou num tom de desanimo.
- Vou passar aí com a Lila... – Pontuou Douglas. – Tem problema?! – Perguntou em seguida.
- Não, sem problemas... – Respondeu Sirius tranquilamente.
- É até bom que eu vejo se levo a Bel para almoçar comigo depois... – Adicionou Douglas com um sorriso.
- Nem perde tempo né safado?! – Brincou Sirius. – Afinal, você quer a Lila ou a Bel?! – Perguntou.
- A Lila é somente uma amiga minha... – Respondeu Douglas. – E devo admitir que acho que estou apaixonado pela Bel... – Completou.
- Então venha mesmo e leve ela para almoçar com você, e fico aqui com a Lila e a Mary Kate...ou só com a Mary... – Pontuou Sirius confuso.
- Vem cá... – Começou Douglas diminuindo o tom de voz para que Liu não o ouvisse. – Você não tirou os olhos da Lila...sentiu algo por ela foi?! – Perguntou sabendo que seria normal caso ele tivesse sentido algo mais do que uma simples atração por Lila, afinal, Lila na verdade era Liu, pelo menos aquela Lila que Sirius conheceu.
- Até você Douglas?! – Perguntou Sirius indignado.
- Vai dizer que ela não é bonita... – Retrucou Douglas. Liu olhava para ele confusa, não entendia porque ele estava a falar baixo.
- Bonita ela é... – Respondeu Sirius. – Mas eu não quero me decepcionar de novo... – Completou com uma voz triste.
- Estou indo para aí então... – Disse Douglas de repente. – Eu e a Lila... – Completou.
- Estarei te esperando... – Pontuou Sirius logo após desligando o telefone.
- Pronta Lila?! – Perguntou Douglas para Liu.
- Quase... – Disse Liu pegando sua bolsa. – Vamos?! – Perguntou antes de tomar a poção. Deixaria para tomar ela quando já estivessem realmente saindo.
- Oh se vamos... – Murmurou Douglas.
- Bel!! – Gritou Sirius. – O Douglas está vindo... – Avisou.
- Sozinho?! – Perguntou Bel de lá de cima.
- Não...a Lila também está vindo com ele... – Pontuou Sirius. – Ambos vão vir ver a Mary... – Esclareceu.
- Hasudhausdha! – Riu Bel. – Isso explica o seu tom de animação... – Pontuou.
- Muito engraçada... – Murmurou Sirius passando a mão pelos cabelos como se quisesse os arrumar.
Alguns minutos depois a campainha tocou. Lá estava ela, seus cabelos negros e longos que contrastavam com sua pele branca, seus olhos de cor indefinida puxada para o roxo. Estava vestindo uma calça jeans meio folgada, e uma camisa rosa meio colada.
- Sirius! – Saudou Douglas abraçando o amigo, que parecia hipnotizado pelos olhos da garota.
- Douglas! – Saudou Sirius de volta após alguns segundos, nos quais, o seu olhar acabou por se encontrar com o de Lila. Mary Kate e Bel continuavam no andar de cima.
- Olá... – Murmurou Liu, ou seria Lila?!...Se fosse realmente “Liu” ali talvez ela tivesse feito um outro tipo de recepção, algo mais...bom...não podia, não iria estragar os próprios planos, ali, agora, ela era apenas Lila.
- Olá... – Murmurou Sirius de volta. Douglas já havia entrado na casa e olhava para os dois com um sorriso nos lábios.
- Tudo bem?! – Perguntou Lila tentando soar o mais normal possível enquanto ia abraçar Sirius.
Como podia um simples abraço despertar tantas emoções nela?! Sentiu suas pernas fraquejarem, sua cabeça girar. Por um momento desejava apenas nunca mais ter que sair do abrigo dos braços do maroto. Fechou os olhos e deixou uma lágrima discreta lhe escorrer dos olhos.
Sirius não sabia o porquê, mas era como se ele não quisesse mais soltar aquela garota, nunca mais. Talvez ele estivesse realmente apaixonado novamente. Sentiu o seu coração bater mais forte junto ao da garota, por algum motivo, com um simples abraço dela, ele sentiu o muro de seu coração desabar. Sua maior vontade no momento?! Somente de beijar ela. Seria isso considerado traição?! Não...ela estava morta.
- Cof cof... – Interrompeu Douglas. Ele sabia que se ele deixasse aquele momento continuar Liu não ia mais se conter, e talvez não fosse o melhor momento para ela destruir o seu disfarce.
- Errr... – Murmurou Sirius sem graça ao se separar do abraço. “Lila” já havia se livrado da lágrima teimosa que lhe havia escapado dos olhos. – Seja bem vinda ao meu humilde lar... – Disse cordialmente antes de fechar a porta que estava atrás deles.
- Obrigada... – Agradeceu Lila com as bochechas extremamente coradas.
- Pensei que ia desistir... – Sussurrou Douglas no ouvido de Lila.
- Nunca... – Murmurou Lila de volta. Ou melhor, Liu.
Um silêncio sepulcral se instalou. Sirius, “Lila” e Douglas estavam sentados no sofá da sala esperando Mary Kate. De tanto em tanto tempo Lila olhava para o relógio.
- Está com pressa Lila?! – Perguntou Sirius ao notar a preocupação da garota com o tempo.
- Imagina... – Começou “Lila”. – Nem um pouco de pressa... – Disse novamente olhando para o relógio, já ia dar uma hora que ela havia tomado à poção. – Onde fica o banheiro?! – Perguntou já de pé.
- Primeira porta do corredor da direita... – Respondeu Sirius rapidamente.
- Obrigada... – Agradeceu a garota indo para o banheiro.
Lá estava ela, sozinha naquele banheiro de paredes de azulejos brancos com pequenos detalhes em azul. Olhos para sua nova face no espelho do banheiro, jogou água em seu rosto. Aquela não era ela...
Afinal, agora o que ela realmente era?! Liu ela não podia mais ser para todos...e Lila...bom, ela não era a “Lila”, existia uma Lila já.
- Satisfeito Merlim?! – Perguntou Liu num murmúrio de voz. – Agora estou presa a essa subvida... – Pontuou sentando – se no chão do banheiro após fechar a torneira. – Se ao menos eu pudesse... – Continuou. – Não...eu jurei para meu irmão que eu me vingaria... – Completou. Sua imagem agora já era a sua real face.
Incrível como o universo parece conspirar contra certas pessoas, como se não fosse suficiente à vontade de chorar que ela estava sentindo, algo tinha que piorar.
- Lila... – Começou uma voz masculina do outro lado da porta na qual Liu estava encostada. – Você está bem?! – Perguntou preocupado.
- Eu...eu... – Murmurou Liu perdida nas palavras, aquela voz, ela sabia exatamente quem estava do outro lado da porta. – Eu estou ótima...só uns problemas pessoais... – Confessou.
- Se quiser pode desabafar... – Pontuou a voz masculina.
- Não precisa Si... – Começou Liu. – Quero dizer...Sirius... – Corrigiu – se.
- Pode me chamar de Si mesmo... – Murmurou Sirius do outro lado. – Mas como você sabia que era eu?! – Perguntou.
- Eu já gravei a sua voz... – Respondeu Liu. Pior desculpa impossível, porém a única que encontrara.
- Sua voz me faz lembrar a minha... – Começou Sirius. Pelo tom de voz dele era possível dizer que lágrimas lhe escorriam a face, agora ele também estava sentado encostado na porta. A porta, era a única coisa que mantinha o corpo dos dois afastados.
- Você ainda a Ama?! – Perguntou Liu. – Quero dizer, mesmo depois de ela ter falecido?! – Perguntou confusa. Tudo que ela precisava é que ele dissesse que não.
- Sabe... – Começou Sirius. Do outro lado da porta ele agora brincava com o colar pendurado em seu pescoço. – Antes de conhecer a Liu eu era um garoto meio...idiota... – Confessou entre risos.
- Como assim?! – Perguntou Liu com o rosto apoiado em suas mãos.
- Eu tinha medo de realmente me apaixonar por alguém... – Confessou Sirius. – Mas eu acabei me apaixonando por ela... – Pontuou. – Na verdade, eu descobri que sempre fui apaixonado por ela...aquela que eu tinha como amiga... – Completou.
- “Merlim...o que foi que eu fiz?!” – Se perguntou Liu. – “Eu acabei com o coração da única pessoa no mundo que eu não poderia ter acabado...” – Pensou.
- Eu tentei negar para mim mesmo o que eu sentia... – Continuou Sirius. – Mas quanto mais eu negava, mais eu me apaixonava... – Pontuou.
- “Eu vou falar tudo...eu não vou agüentar mais...” – Pensava Liu. Ouvir Sirius falando sobre o que ele sentia era uma tortura para ela.
- Ela então arranjou um namorado... – Disse Sirius logo após dando uma pausa. – E eu comecei a namorar a Mary Kate... – Confessou. – Se é que aquilo pode ser chamado de “namoro”... – Completou.
- A Mary Kate?! – Perguntou Liu tentando disfarçar.
- Foi... – Respondeu Sirius. – Nessa época ela e a Liu não se davam bem...na verdade acho que era ainda mais profundo o sentimento das duas...era uma mistura de ódio com decepção... – Pontuou.
- E o que aconteceu?! – Perguntou Liu fingindo estar curiosa.
- A Mary Kate fez uma coisa não muito legal com a Liu... – Começou Sirius. – E como a Liu ainda era minha amiga eu tomei partido dela e acabei o meu “namoro” com a Mary Kate... – Disse de vez.
- Se arrepende de ter feito isso?! – Perguntou Liu agora olhando para os próprios sapatos.
- Nunca! – Respondeu Sirius quase que imediatamente. – Ela, a Liu, foi a melhor coisa que já me aconteceu... – Confessou. – Não tem um segundo que eu não pense nela... – Murmurou.
- Talvez você devesse esquecer ela... – Murmurou Liu com lágrimas nos olhos.
- Impossível... – Murmurou Sirius. Por algum motivo se sentia bem conversando com Lila.
- Mas ela já morreu... – Pontuou Liu.
- Algo me diz que não pode ter terminado daquele jeito... – Murmurou Sirius. – Sei lá, meu coração não quer acreditar que ela morreu... – Confessou.
- Pare de seguir seu coração... – Aconselhou Liu. Tinha medo de ser descoberta.
- Não posso... – Começou Sirius. – Ele fala mais alto do que a minha mente... – Pontuou. – Mas e os seus problemas...o que houve?! – Perguntou. Liu deu graças a Merlim dele ter mudado de assunto.
- Nada demais... – Respondeu Liu mentindo. Sentia imensa vontade de abrir aquela porta e beijar o maroto como ela mesma.
- Vamos... – Começou Sirius. – Eu te contei muito sobre mim... – Pontuou. – Sua vez de me dizer algo sobre você... – Completou.
- Certo... – Concordou Liu. – Bom...eu acho que magoei o grande Amor da minha vida... – Confessou. O que não era mentira.
- E não tem como você tentar reparar esse erro?! – Perguntou Sirius. Algo dentro dele gritava por ciúmes, ou algum sentimento confuso.
- Não...minha vida toda está presa a esse erro... – Confessou Liu.
- Você se arrepende?! – Perguntou Sirius.
- Na verdade não... – Respondeu Liu.
- Faria tudo de novo?! – Perguntou Sirius novamente.
- Tudo... – Respondeu Liu.
- Então você não o Amava tanto assim... – Pontuou Sirius.
- Eu o Amava mais do que a mim mesma... – Retrucou Liu. – Você não faz idéia do quanto eu o Amava... – Completou. – “Na verdade faz, mas não sabe que faz...” – Pensou.
- Vai ficar aí no banheiro?! – Perguntou Sirius de repente.
- Não... – Começou Liu. – Já vou sair... – Disse se levantando e se olhando novamente no espelho. Pegou sua bolsa e...Oops!
- “Oh não...a Liu esqueceu a bolsa aqui no sofá...” – Pensou Douglas ao ver a bolsa que estava em cima do sofá.
- “Drogaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!” – Pensou Liu ao notar que havia deixado sua bolsa no sofá. – “Merlim, o que o senhor quer de mim?!” – Se perguntou sentando – se novamente e se batendo sem querer na porta.
- Tudo bem Lila?! – Perguntou Sirius preocupado.
- Sirius... – Começou Liu. – Pede para o Douglas trazer a minha bolsa?! – Pediu.
- Err... – Murmurou Sirius confuso. – Claro... – Disse por fim. – Douglas!! – Gritou Sirius, mas para a sua surpresa Douglas já vinha com a bolsa de Lila.
- Licença... – Pontuou Douglas.
- Pode deixar que eu entrego... – Murmurou Sirius pegando a bolsa da mão de Douglas. Liu congelou dentro do banheiro ao ouvir tal coisa.
- Não eu entrego... – Disse Douglas pálido.
- Pode deixar...não vou abrir a bolsa dela não... – Brincou Sirius. Douglas se afastou e olhou a cena de longe.
- “Aí meu Merlim...” – Pensou Liu antes de abrir uma pequena fresta da porta e passar sua mão para fora.
Ao sentir a mão de Sirius encostar-se à sua para lhe entregar a bolsa Liu só pensou em uma coisa...“Tomara que ele não me reconheça...”.
- “Hey...essa mão...” – Pensou Sirius. – “Estou confundindo elas demais...concentra Sirius, ela é a Lila...L - I – L – A!” – Concluiu em pensamentos.
- Obrigada Si... – Agradeceu Liu pegando a bolsa o mais rápido possível e fechando a porta antes que Sirius pudesse pensar em fazer algo. – “Não me admiraria nada se ele descobrisse tudo...” – Pensou pegando uma garrafa que estava em sua bolsa.
- Estavam conversando sobre o quê?! – Perguntou Douglas ao notar o olhar sonhador de Sirius.
- Só conversando... – Respondeu Sirius. – Eu gosto de conversar com ela... – Completou entrando em conflito com o seu “eu” interior.
- Você está se apaixonando... – Murmurou Douglas com um sorriso no rosto.
- Isso não... – Retrucou Sirius. – Não mesmo... – Repetiu.
Liu, dentro do banheiro, tomou a poção. Sentir seu corpo se modificar não era exatamente uma boa sensação. Olhou – se no espelho uma última vez para ter certeza que não tinha vestígios de quem ela realmente era, e ao ter certeza disso abriu a porta cuidadosamente.
- As garotas já desceram?! – Perguntou “Lila” ao sair do banheiro.
- Ainda não... – Respondeu Sirius olhando para Lila, ela era realmente muito bonita. – Se quiser conversar com a Mary eu posso te levar lá em cima... – Propôs.
- Eu quero... – Respondeu Lila quase que imediatamente.
- Venha comigo então... – Murmurou Sirius oferecendo o braço para Lila, que aceitou e o segurou para ir até o quarto. – Eu digo para a Bel descer... – Cochichou ao passar por Douglas. Douglas apenas sorriu.
- Belzinha... – Murmurou Sirius ao entrar no quarto. O quarto estava escuro, talvez fosse pelo sentimento de perda de Mary Kate, essa, por sua vez, encontrava – se chorando enquanto Bel tentava acalmar ela em vão.
Liu sentiu o seu coração apertar, suas pernas fraquejaram, se não tivesse sido por Sirius ter a segurado ela sem dúvidas cairia ali.
- Você está bem Lila?! – Perguntou Sirius confuso após a quase queda da garota, enquanto a segurava.
- Foi só uma tontura... – Mentiu Liu. Sentiu – se fraca devido a sua impotência perante a situação. Era a sua prima sofrendo, e o que ela podia fazer?!...Nada, apenas, no máximo, falar umas palavrinhas bonitas e normais. Naquele momento teve uma imensa vontade de chorar juntamente com sua prima, mas não podia, ela era Lila...não Liu.
- Quer sentar?! – Perguntou Sirius preocupado, mesmo que fosse apenas uma tontura aquilo não era nada bom.
- Eu vou falar com ela... – Murmurou “Lila” apontando para Mary Kate. Bel estava consolando Mary, mas ao mesmo tempo olhava para Lila com uma expressão esquisita.
- Belzinha... – Recomeçou Sirius sem soltar a mão de Lila que agora estava entrelaçada com a sua. – Desce para fazer companhia para o Douglas?! – Perguntou sorridente.
- Claro... – Respondeu Bel entendendo que aquela garota queria conversar com Mary Kate. – Cuidado com o que vai falar... – Murmurou friamente para Lila ao passar por ela na porta. Era estranho para Liu ser tratada daquele jeito por sua amiga, provavelmente Bel estaria com ciúmes por causa de Douglas.
- Terei cuidado... – Murmurou Liu de volta embora tivesse certeza que Bel não iria lhe ouvir. – Se você não se importar eu gostaria de falar com ela a sós... – Disse olhando para Sirius.
- Claro... – Murmurou Sirius soltando a mão de Lila. O que ela iria querer com a Mary Kate se ela mal conhecia a garota?! Por confiança em Lila ele saiu do quarto.
- Mary Kate... – Murmurou Lila indo para junto da garota de cabelos curtos e negros. – Você está bem?! – Perguntou sabendo qual seria a resposta.
- Bem?! – Começou Mary Kate. – Eu perdi o Amor da minha vida e você me pergunta se eu estou bem... – Murmurou chateada.
- Você vai conseguir superar...eu sei que você é forte o suficiente... – Pontuou Lila abraçando Mary Kate.
- Você nem me conhece direito... – Murmurou Mary Kate em meio a lágrimas.
- Eu sei o suficiente sobre você... – Começou “Lila”. – Mais do que você pensa... – Murmurou por fim.
- Não sabe mesmo... – Retrucou Mary Kate.
- “When you're down and troubled; And you need a helping hand; And nothing, whoa nothing is going right. (Quando você estiver abatida(o) e preocupada(o); E precisar de uma ajuda; E nada, nada estiver dando certo,)”… - Começou Lila cantando.
Mary Kate parou de chorar por um tempo e olhou para Lila como se quisesse perguntar algo.
- “Close your eyes and think of me; And soon I will be there; To brighten up even your darkest nights.( Feche seus olhos e pense em mim; E logo eu estarei lá; Para iluminar até mesmo suas noites mais sombrias.)” – Continuou Lila, sua voz era tão doce. Do lado de fora Sirius ouvia a garota cantar encostado na parede do corredor.
- “Como ela sabe a música que eu cantei para a Liu quando ela estava triste por causa do Edu?!” – Se perguntou Mary Kate. A resposta era óbvia, porém, é incrível como algo que põem na cabeça de alguém faz com que essa pare de pensar em coisas que estão além do óbvio. – “Deve ter sido o linguarudo do Douglas que deve ter descoberto pela própria Liu...” – Concluiu em pensamentos. Liu ou não, aquela música era confortante, pois dizia que independente de qualquer coisa ela sempre poderia contar com alguém.
- “You just call out my name; And you know wherever I am; I'll come running, oh yeah baby; To see you again.( Apenas chame alto meu nome; E você sabe, onde quer que eu esteja; Eu virei correndo; Para te encontrar novamente.)” – Continuou “Lila”, ela sabia que aquela música faria Mary Kate se sentir melhor.
- “Que voz...” – Pensou Sirius agora no vão da porta.
- “Winter, spring, summer, or fall; All you got to do is call; And I'll be there, yeah, yeah, yeah; You've got a friend.( Inverno, primavera, verão ou outono; Tudo que você tem de fazer é chamar; E eu estarei lá, sim, sim, sim; Você tem um amigo.)” – Cantava “Lila”. Mary Kate já havia parado de chorar.
- “If the sky above you; Should turn dark and full of clouds; And that old north wind should begin to blow.( Se o céu acima de você; Tornar-se escuro e cheio de nuvens; E aquele antigo vento norte começar a soprar.)” – Intrometeu – se Sirius começando a cantar junto com Lila.
“Lila” olhou para trás, e viu o maroto sorrindo para ela, controlou – se para não pular em cima dele e beijar ele. Sorriu de volta, um sorriso simples. Mary Kate olhava para os dois já mais feliz.
- “Keep your head together and call my name out loud; And soon I will be knocking upon your door.( Mantenha sua cabeça sã e chame meu nome em voz alta; E logo eu estarei batendo na sua porta.)” – Completou Lila olhando agora para Sirius. Mary Kate não pôde esconder uma risadinha.
- “You just call out my name; And you know where ever I am; I'll come running to see you again; Winter, spring, summer or fall; All you got to do is call; And I'll be there, yeah, yeah, yeah.( Apenas chame meu nome; E você sabe, onde quer que eu esteja; Eu virei correndo para te encontrar novamente; Inverno, primavera, verão ou outono; Tudo que você tem de fazer é chamar; E eu estarei lá, sim, sim, sim.)” – Cantaram Lila e Sirius juntos compartilhando sorrisos.
- “Hey, ain't it good to know that you've got a friend?; People can be so cold; They'll hurt you and desert you.( Ei, não é bom saber que você tem um amigo?; As pessoas podem ser tão frias; Elas te magoarão e te abandonarão)”. – Cantou Sirius.
- “Well they'll take your soul if you let them; Oh yeah, but don't you let them.( E então elas tomarão sua alma se você permitir-lhes; Oh, sim, mas não permita-lhes.)”. – Completou “Lila” sorridente.
- Sem querer interromper o momento serenata…mas já interrompendo... - Começou Mary Kate aparentemente de bom humor.
- O que foi Mary?! – Perguntou Sirius com um sorriso estilo “Eu – tenho – 32 – dentes”.
- Eu vou descer... – Mary Kate murmurou sorrindo.
- Que bom que você está sorrindo... – Pontuou “Lila”.
- Lila... – Começou Sirius. – Se você não se importar, eu gostaria de conversar um pouco com você... – Pediu.
- Sem problemas... – Murmurou “Lila” fazendo que “ok” com o polegar.
- Eu só vou acompanhar a Mary até lá embaixo... – Pontuou Sirius sorrindo.
- “É a minha chance...” – Pensou Liu. – Estarei te esperando... – Disse sorrindo de volta.
- Até daqui a pouco... – Murmurou Sirius antes de sair.
- Até daqui a pouco nada Si... – Murmurou Liu indo até a porta para ter certeza de que ambos haviam descido. – O que eu faço agora... – Se perguntou no topo da escada. – Descer... – Murmurou descendo as escadas bem devagar e indo para um lugar mais escondido da casa, apenas Douglas a viu.
- Pronto Mary... – Disse Sirius quando eles chegaram à sala de visitas. Bel estava de costas para a porta da sala, conversando com Douglas que estava em sua frente.
- Agora suba para falar com a Lila, Sirius... – Pontuou Mary Kate com um sorrisinho discreto nos lábios. – Não vai querer a deixar mofando lá né?! – Completou.
- Nem pensar... – Respondeu Sirius, estaria ele apaixonado?!
- Vá logo então rapaz... – Apressou Douglas tentando sorrir.
- Indo... – Disse Sirius se dirigindo até as escadas e subindo – as. Enquanto isso Liu tentava achar uma porta que desse para fora de casa.
- Aleluia... – Murmurou Liu abrindo uma porta tomando cuidado para não fazer barulho e saindo da casa de Sirius. – “Tenho que voltar para casa, daqui a pouco o efeito da poção passa e eu não tenho outra aqui...” – Pensou indo correndo para casa.
- Lila?! – Chamou Sirius ao entrar no quarto e não ver a garota. – Você ainda está aqui?! – Perguntou com uma cara triste. – Droga...ela foi embora sem nem ao menos dizer nada... –Murmurou jogando – se na cama.

“Empty spaces - what are we living for
Abandoned places
I guess we know the score
On and on, does anybody know what we are looking for...
(Espaços vazios... Para que nós estamos vivendo?
Lugares abandonados
Eu acho que já sabemos o placar
E continuando, alguém sabe o que nós estamos procurando?)”


- Tira ela da sua cabeça Sirius Black... – Murmurou Sirius. – Ela vai fazer com você o mesmo que a Liu fez, vai te abandonar... – Completou triste em sua cama.

“Another hero, another mindless crime
Behind the curtain, in the pantomime
Hold the line, does anybody want to take it anymore…
(Um outro herói, outro crime impensado
Atrás da cortina, na pantomima
Segure a linha, alguém quer segurar um pouco mais?)”


- Onde estamos?! – Perguntou uma voz feminina fina em um lugar escuro. – Porque minhas mãos estão atadas?! – Perguntou em seguida. – Nosferato meu Amor?! – Chamou confusa e amedrontada.
- Marta... – Murmurou uma voz atrás dela. Ambos estavam em cadeiras, uma de costas para a outra, suas mãos e pés amarrados por cordas, em uma sala vazia e escura. – Acho que caímos em uma cilada... – Pontuou com uma voz triste.

“The show must go on
The show must go on, yeah
Inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on…
(O Show Deve Continuar
O Show Deve Continuar
Por dentro meu coração se quebra
Minha maquiagem pode estar se dissolvendo
Mas meu sorriso continua...)”


- Eu preciso continuar...não posso simplesmente desistir... – Murmurava Liu no seu caminho para casa. Seu coração estava apertado, sabia que tinha decepcionado Sirius novamente, só que como outra pessoa dessa vez. – Pelo Edu, pelo Thomas, pela Júlia, por Cris e seus pais, pelo namorado da Mary, por todos...por todos eu devo continuar! – Concluiu com determinação na voz e um sorriso nos lábios.

“Whatever happens, I'll leave it all to chance
Another heartache, another failed romance
On and on, does anybody know what we are living for ?
(O que quer que aconteça, Eu deixarei tudo à sorte
Um outro ataque cardíaco, um outro romance fracassado
E continua, alguém sabe para que nós estamos vivendo?)”


- Bel... – Murmurou Douglas. – Você aceita ir almoçar comigo?! – Perguntou com as bochechas rosadas.
- Eu?! – Perguntou Bel incrédula. Em sua mente pensava que talvez, se ela iniciasse um romance com Douglas que esse também acabasse como o seu com Thomas.
- Você mesma... – Respondeu Douglas agora sorrindo.
- Eu...eu...eu aceito... – Murmurou Bel confusa.
- Vamos então?! – Perguntou Douglas oferecendo o braço.
- Vamos... – Respondeu Bel aceitando o braço de Douglas. Mary Kate apenas sorriu.
- Tchau Mary! – Despediram – se os dois juntos.
- Avisa ao Sirius que eu seqüestrei a Bel... – Brincou Douglas.
- Aviso sim... – Murmurou Mary sorrindo para o casal de amigos.

“I guess I'm learning (I'm learning learning, learning)
I must be warmer now
I'll soon be turning (turning, turning turning)
Round the corner now …
(Eu acho que estou aprendendo (estou aprendendo, aprendendo)
Eu preciso ser mais morno agora
Em breve irei virar (virar, virar, virar)
a esquina agora..)”


- Eu acho que a partir de hoje eu deveria evitar me encontrar com o Si, de qualquer jeito, se não eu corro o risco de não conseguir evitar e acabar contando tudo... – Murmurou Liu enquanto virava uma das esquinas do caminho para casa.

“Outside the dawn is breaking
But inside in the dark I'm aching to be free
The show must go on
The show must go on, yeah, yeah…
(Lá fora o rompe o amanhecer
Mas lá dentro no escuro, estou sentindo dor para estar livre
O show deve continuar
O show deve continuar, sim, sim)”


- Meu Amor... – Murmurou Marta. – Já deve ter amanhecido o dia... – Pontuou confusa por causa da escuridão do local.
- Sem dúvidas... – Murmurou Nosferato de volta. – Aquele desgraçado nos embebedou Meu Amor... – Pontuou com uma expressão de raiva e uma vontade imensa de se livrar daquelas cordas e matar Silas.
- Quando escaparmos daqui... – Começou Marta.
- Se escaparmos... – Completou Nosferato.
- Nós vamos escapar... – Disse Marta sorrindo. – Nós sempre conseguimos tudo... – Adicionou. Nosferato sorriu. – E quando escaparmos eu juro que vou atrás do que é meu! – Exclamou.
- Você está falando da... – Começou Nosferato.
- Da corrente que deveria ser minha e que agora provavelmente está enterrada com aquela verme, e da minha herança... – Disse Marta com um sorriso vitorioso.
- Acho que não vai ser difícil pegar uma coisa de uma defunta... – Pontuou Nosferato. Depois ambos gargalharam maleficamente.

“Ooh, inside my heart is breaking
My make - up may be flaking
But my smile still stays on

Yeah yeah, whoa wo oh oh
(Por dentro meu coração se quebra
Minha maquiagem pode estar se dissolvendo
Mas meu sorriso continua...

Yeah yeah, whoa wo oh oh)”


- Tenho que continuar a minha vida… - Murmurou Mary Kate para si própria. As lágrimas anteriormente derramadas já haviam borrado sua maquiagem. – Não posso me deixar sucumbir por causa disso, vou ser forte, mas do que todos esperam que eu seja... – Pontuou abrindo um sorriso e indo para o banheiro retocar a sua maquiagem.

“My soul is painted like the wings of butterflies
Fairytales of yesterday will grow but never die
I can fly - my friends
The show must go on (go on, go on, go on) yeah yeah…
(Minha alma é pintada como as asas das borboletas
Contos de fada de ontem vão crescer mas nunca vão morrer
Eu posso voar - meus amigos
O show deve continuar.)”


- Bel...você prefere ir em que tipo de restaurante?! – Perguntou Douglas sorrindo.
- Qualquer um... – Respondeu Bel sorridente, sentia – se leve como uma pluma ao lado de Douglas.
- Hummmmm... – Murmurou Douglas. – Teria coragem de provar da comida que eu cozinho?! – Perguntou sem se ligar que provavelmente Liu estaria em casa.
- Se você não botar veneno... – Brincou Bel logo após sorrindo.
- Prometo que não farei isso... – Disse Douglas em meio a risos.
- Então eu tenho coragem... – Pontuou Bel. E ambos seguiram em direção à casa de Douglas.

“The show must go on (go on, go on, go on)
I'll face it with a grin
I'm never giving in
On - with the show…
Ooh, I'll top the bill, I'll overkill
I have to find the will to carry on
On with the show
On with the show
The show - the show must go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on, go on, go on, go on
Go on, go on

(O show deve continuar
Eu irei enfrentar tudo com um sorriso
Eu nunca irei desistir
Avante - com o show
Oh, eu vou dar um lance maior, vou matar a pau
Eu tenho que achar vontade para continuar
...com o show
...com o show
O Show - o show deve continuar
Continuar, continuar, continuar, continuar, continuar
Continuar, continuar, continuar, continuar, continuar
Continuar, continuar, continuar, continuar, continuar
Continuar, continuar, continuar, continuar, continuar
Continuar, continuar...)”


- Aqui estou em casa de novo... – Pontuou Liu na frente da casa de Douglas. – Mais tarde eu irei procurar por aqueles que procuram por mim... – Murmurou com um sorriso misterioso nos lábios. – Não vou desistir enquanto não tiver me vingado... – Disse entrando em casa. Sua aparência já havia voltado ao normal.
- Sirius... – Começou Mary Kate subindo as escadas. – O Douglas pediu para...Merlim! – Exclamou ao ver Sirius chorando algumas lágrimas escondidas. – O que houve Si?! – Perguntou se aproximando do amigo, agora a situação havia se invertido, quem precisava de um ombro amigo era ele e não ela.
- Nada não Mary... – Murmurou Sirius enxugando suas próprias lágrimas.
- Si, não minta para mim... – Pediu Mary Kate. – Me conte o que houve... – Adicionou.
- É só que eu estava pensando o quanto eu sou azarado no Amor... – Pontuou Sirius com um olhar de distante.
- Azarado?! – Perguntou Mary. – Não mesmo... – Completou.
- Sim Mary... – Começou Sirius. – Azarado... – Adicionou. – Eu perco a Liu, e logo após me apaixono de novo por essa Lila...que aparentemente nem quer conversas à sós comigo... – Pontuou.
- Epa ! – Exclamou Mary Kate. – Eu ouvi bem?! – Perguntou. – Se apaixonou pela Lila?! – Finalizou.
- Eu não sei explicar Mary, ela tem algo que mexe comigo... – Disse Sirius confuso.
- E ainda diz que tem azar no Amor... – Pontuou Mary Kate. – Ela está viva, e você pode ir falar com ela... – Pontuou sorrindo. – Às vezes ela ficou com medo de acabar se apaixonando por você também, ou ela já se apaixonou... – Concluiu.
- Não viaja nas idéias Mary... – Começou Sirius. Mary Kate já estava sentada ao seu lado. – Ela não quer falar comigo, só isso... – Completou.
- Aí meu Merlim... – Murmurou Mary Kate. – Você continua o mesmo Sirius Black... – Disse rindo.
- Aiaiai... – Murmurou Sirius. – Estou com fome... – Disse de repente.
- Vamos descer e eu cozinho algo para você... – Propôs Mary Kate sorrindo.
- Opa! – Exclamou Sirius. – Demorou... – Disse se levantando.
- Olá... – Ecoou uma voz masculina enquanto abria a porta de uma sala escura, deixando a luminosidade entrar no local. – Como vão os dois pombinhos?! – Perguntou com um sorriso maléfico.
- Muito bem obrigado... – Disse Nosferato se levantando junto com Marta e ameaçando o homem pondo a corda que antes o amarrava na jugular dele.
- Pensou que podia contra nós dois?! – Perguntou Marta. – Enganado Silas... – Completou arrancando o capuz que o homem usava.
- Você acharam que era só querer que vocês seriam apresentados para o Lord das trevas?! – Perguntou Silas com uma expressão esnobe.
- Você está em nossas mãos e ainda faz comentários desse estilo?! – Perguntou Nosferato com um tom de ameaça.
- Eu tinha que ver se vocês eram dignos de serem comensais, ou se eram fracos... – Pontuou Silas.
- Isso então foi só um teste?! – Perguntou Marta com certa alegria estranha na voz.
- Obviamente sim... – Respondeu Silas. Nosferato já havia tirado a corda da jugular dele. – O Lord das trevas nem por aqui está... – Pontuou. – Logo eu tinha que ter certeza que vocês seriam dignos de conhecer ele quando ele voltasse... – Completou.
- Sorte sua que não o matamos... – Pontuou Nosferato com certo arrependimento no seu tom de voz.
- Vocês não conseguiriam... – Desafiou Silas. – Não sem isso... – Disse mostrando as varinhas de ambos.
- Você que acha... – Murmurou Nosferato pegando sua varinha e lançando um olhar maléfico para Silas.
- Eu tenho certeza... – Disse Silas entregando a varinha de Marta e dando uma discreta piscada de olho para ela, piscada essa que Nosferato não viu, e Marta retribuiu com um sorriso discreto.
- Ruivinha querida... – Começou James. Lily estava na cozinha tentando cozinhar algo para eles dois.
- Que foi James?! – Perguntou Lily concentrada.
- Vá se arrumar... – Começou ele novamente. – Nós vamos a um restaurante... – Adicionou.
- Não tem necessidade, eu faço o nosso almoço... – Pontuou Lily.
- Mas eu quero te levar para almoçar fora, minha futura esposa... – Disse James abraçando Lily.
- Nesse caso... – Começou Lily. – Eu vou ir me arrumar... – Pontuou, logo após beijando os lábios de James e indo se arrumar.
- Aiaiai...cadê o Remy... – Se perguntava Lele enquanto andava de um lado para o outro em sua casa. A campainha tocou e ela foi abrir a porta. – Remus Lupin! Porque demorou tanto?! – Perguntou ao ver o maroto do lado de fora com as duas mãos para trás e uma cara de quem aprontaria algo.
- Não vai me convidar para entrar não Lele?! – Perguntou Remus com um sorrisinho maroto.
- Eu mesma que não... – Respondeu Lele. – Você me manda não almoçar porque a gente ia almoçar fora, depois demora um tempão para chegar aqui, a minha barriga já está reclamando! – Disse rapidamente. Remus apenas riu. – Isso não teve graça... – Murmurou Lele.
- Bom... – Começou Remus. – Se você não me convidar para entrar eu não te conto um segredo... – Pontuou.
- Sinta – se em casa... – Brincou Lele convidando Remus para entrar.
- Rosas vermelhas para quem Amo... – Murmurou Remus entregando um buquê de rosas vermelhas para Lele e dando um selinho nela.
- Nossa... – Murmurou Lele. – Que lindas... – Disse com um sorriso bobo.
- Você merece um jardim inteiro... – Pontuou Remus. Lele já havia fechado a porta. – Mas eu vim aqui te buscar para almoçar, certo?! – Perguntou.
- Sem dúvidas! – Exclamou Lele enquanto botava as flores num jarro. – Aonde vamos?! – Perguntou curiosa.
- Apenas venha comigo... – Respondeu Remus pegando a mão de Lele e a conduzindo para fora de casa junto a ele.
- Cheio de mistérios hoje... – Murmurou Lele rindo para o namorado.
- Eu?! – Perguntou Remus. – Daqui a pouco você vai descobrir o “mistério”... – Disse sorrindo marotamente enquanto vagavam pela cidade.
- Aiaiai viu Remy... – Murmurou Lele.
Eles andaram mais um pouco e logo estavam em frente a um belo restaurante. Sua frente era vermelha com detalhes em dourado.
- Vamos?! – Perguntou Remus. Lele olhava para o restaurante do lado de fora com os olhos brilhando.
- Vamos... – Respondeu Lele no que mais pareceu um murmúrio.
O restaurante era lindo por dentro. As toalhas das mesas eram vermelhas, ou pratos eram de porcelana com pequenos detalhes dourados nas bordas, talheres metálicos. A música ambiente era belíssima, os garçons estavam todos muito bem arrumados com Smokings, pelo cheiro que estava no ambiente a comida havia de ser magnífica também.
- Uau... – Murmurou Lele sentando – se em uma mesa junto com Remus.
- Peça o que você quiser princesa... – Pontuou Remus com um sorriso lindo.
- Esse lugar deve ser muito caro... – Murmurou Lele. – A gente poderia ir a outro lugar... – Completou.
- Hoje eu não quero poupar despesas... – Confessou Remus.
- Tudo bem então... – Disse Lele olhando o cardápio.
Após algum tempo, quando eles já iam comer a sobremesa, Remus tirou algo de seu bolso, se levantou, e se ajoelhou ao lado da cadeira de Lele, que estava com um sorriso de surpresa.
- O que foi Remy?! – Perguntou Lele, todos do restaurante olhavam para o casal.
- Vim te pedir em noivado... – Começou Remus. – Aceita minha princesa?! – Perguntou abrindo uma caixinha de veludo vermelho, que estava na sua mão direita, e revelando um lindo anel de brilhantes.
- ... – Lele não encontrou palavras em seu vocabulário para responder Remus. Poderia ser um simples “Sim”, ou um “Eu aceito sem sombra de dúvidas nem chances de voltar atrás”, entretanto as palavras lhe faltaram e ela ficou olhando para Remus durante o que pareceram horas, mas na verdade não passou de um minuto.
- Lele... – Interrompeu Remus com um sorriso de dúvida. – O que houve?! – Perguntou confuso.
- Nada não Remy, só estou tentando confirmar que isso não é só um sonho... – Respondeu Lele com os olhos marejados.
- Isso não é só um sonho... – Murmurou Remus. – Se quiser eu te provo isso... – Sussurrou no ouvido da garota.
- Prove... – Desafiou Lele com um sorriso maroto. Remus a olhou com um olhar apaixonado e logo em seguida beijou – lhe os lábios de uma maneira apaixonante, deixando a caixinha de veludo vermelho em cima da mesa.
- Aceita ser minha noiva?! – Perguntou Remus sorrindo após o beijo.
- Eu super que aceito! – Exclamou Lele feliz.
- Eu te Amo minha maluquinha... – Murmurou Remus enquanto botava o anel de noivado no dedo de Lele com toda delicadeza possível, e em seguida beijou lhe a mão.
- Para quando é o casamento?! – Brincou alguém atrás do casal.
- Pontas! – Exclamou Remus ao ver quem era. James estava muito bonito, embora seus cabelos insistissem em ficar despenteados, o sorriso que ele trazia nos lábios era aquele típico sorriso maroto. Ele estava acompanhado de Lily, sua noiva, ela estava magnífica com um vestido vermelho de alças finas, e a frente do cabelo presa.
- Sinto – me excluído... – Pontuou James. – Você a pede em noivado e não tem a decência de me informar antes, não é mesmo Aluado?! – Disse. Remus já havia se levantado. Lele mostrava seu anel de noivado para Lily.
- Vamos dizer que eu queria que fosse surpresa... – Respondeu Remus com um sorriso maroto. – E eu tenho certeza de que você abriria o bico Pontas... – Brincou.
- Até parece... – Murmurou James com uma cara indiferente.
- Decidi que ia fazer isso hoje... – Pontuou Remus num tom mais baixo de voz, de maneira que só James ouviu.
- AHsduahsdua! – Riu James. – Safado... – Murmurou para Remus.
- O que vocês, homens, estão falando que é tão engraçado?! – Perguntou Lily divertida. Como a mesa era para quatro todos se sentaram.
- Nada demais... – Começou Remus. – Foi só um comentário infantil e idiota de homens! – Brincou.
- AHsduahsu! – Riram Lele e Lily juntas.
- Acho que demos sorte no Amor Aluado... – Disse James num tom apaixonado.
- Muita sorte... – Completou Remus enquanto ambos observavam suas noivas.
- Agora temos que arranjar um par para o Almofadas! – Exclamou James repentinamente.
- Como vocês homens são cegos... – Murmurou Lily.
- Que foi?! – Perguntou James confuso.
- Vocês não viram o clima que rolou entre ele e aquela “Lila”?! – Perguntou Lele sorrindo.
- Verdade... – Murmurou Remus. – Acho que brevemente teremos uma nova amiga Pontas! – Pontuou.
- Só espero que ela não seja chata... – Murmurou James.
- Amor! – Exclamou Lily. – Ela não tem cara de ser chata... – Completou.
- As aparências enganam ruivinha querida... – Pontuou James.
- Eu concordo com a Lily... – Pontuou Lele. – Ela não parece ser chata... – Confessou.
- HAsudhasu! – Riu Remus. – Eu acho que a Bel não gostou muito dela... – Pontuou.
- A Bel ficou com ciúmes do Douglas seu bobo... – Disse Lele divertida.
- Bel e Douglas?! – Perguntou James surpreso.
- Quando eu falo que vocês só prestam atenção no que os interessa... – Pontuou Lily.
- Tens razão, eu só presto atenção em você Lílian Evans! – Exclamou James piscando para Lily.
- Respondendo você James... – Começou Lele. – Sim, Bel e Douglas... – Disse sorrindo. – Não é óbvio?! – Adicionou.
- Assim... – Começou Remus. – Óbvio, óbvio mesmo não é... – Pontuou. – Mas, se você parar para analisar com cuidado... – Continuou. – Aí tudo bem... – Concluiu.
- Vocês vão ver só se daqui a pouco não vamos ter um novo casal...- Pontuou Lily sorrindo.
- Douglas você é mesmo um esquecido, me chama para almoçar em sua casa e no meio do caminho me faz parar num mercado trouxa porque se lembrou que não tinha comida... – Pontuou Bel enquanto ela e Douglas saiam de um mercado trouxa com algumas sacolas de comida.
- A comida acabou ontem... – Disse Douglas sorrindo. – E eu só lembrei agora... – Completou.
- Ahhhhhhhh!! – Gritava Liu em casa. – Eu estou com fome!! – Completou. – Eduzinho, cadê o Douglas que não chega?! – Perguntou sentando – se no sofá e segurando o seu gato.
- Estamos quase chegando... – Pontuou Douglas sem se lembrar de nada.
- Quer saber?! – Começou Liu se levantando. – Eu vou é almoçar fora... – Disse sorrindo e indo até a porta da frente.
- Pronta?! – Perguntou Douglas em frente à porta.
- HAusdhasud...claro... – Respondeu Bel. Douglas já estava destrancando a porta.
- Tem alguém chegando...acho que é o Douglas... – Pontuou Liu ao ver a maçaneta rodar, dando um passo para trás para que a porta não batesse nela.
- Liu?! – Ecoou uma voz na sala. O coração de Liu disparou ao notar a situação em que se encontrava.

*****************************************************

Aí está...Comentem.

Compartilhe!

anúncio

Comentários (0)

Não há comentários. Seja o primeiro!
Você precisa estar logado para comentar. Faça Login.