Estou Aqui




N/A> Olá pessoass, não, a autora não morreu \õ muá está viva \o/ Mas um pouco morta o.o Digamos que a vida adulta não é lá tão fácil e trabalhar é realmente cansativo, mas eu consegui terminar o capitulo e já foi betado pela danisóca! Agradeço muito a vocês que curtem ONM e são fiéis seguidores! Bem, chega de blá blá blá! VAMOS AO CAPITULOOO!!!


*~ Ás músicas do capítulo são:

- Hit The Floor - Linkin Park
- All Downhill From Here - Amy Kuney


cap2_onm6



Estou Aqui



O corredor extenso e mórbido era contagiado pelo barulho de passos apressados, passos de um senhor alto de olhos amarelos. Sua caminhada apressada parecia que logo se tornaria uma bela corrida, pouco se importava com os olhares curiosos dos guardas que se encontravam parados ao lado das paredes, apenas queria atingir seu objetivo.

Parou arfante puxando ar para os pulmões e endireitou a gola da bela vestimenta bruxa púrpura que trajava para finalmente esticar a mão coberta por pulseiras e anéis valiosos e bater levemente na porta de pedras preciosas. Tardou alguns segundos até a porta se locomover e um guarda lhe fazer uma reverência lhe oferecendo passagem.

- Majestade... – O senhor fazia uma reverencia exagerada perante ao belo rapaz moreno de olhos azuis que se encontrava treinando esgrima no meio do imenso salão.
- Marco... – O rapaz parava de treinar e enxugava com uma toalha branca o suor que lhe escorria da testa.
- Vega e a jovem menina Adhara acabam de abandonar a Inglaterra, ele a está levando para o treinamento na cidade do fogo.
- Cidade do fogo? – O moreno arqueava uma sobrancelha entregando sua espada para um de seus criados. – Apus realmente deve acreditar no poder dessa garota...
- Acredita até demais em minha opinião... – Sussurrara Marco para si mesmo. – Deve tomar cuidado com Vega, ele é traiçoeiro como uma serpente.

Procyon dera um sorriso aberto caminhando em direção até uma janela onde apoiou-se e girou o corpo para encarar os olhos daquele velho que permanecia ajoelhado ao chão em sinal de respeito a sua pessoa, sinal incrivelmente desnecessário e ridículo tratando-se de quem se tratava.

- Ás vezes sinto que você sente uma fisgada de inveja de Vega... – Procyon comentou. – Por ele conseguir sempre o que deseja, como por exemplo, trazer a menina Adhara para nosso lado, diga-me meu pai, eu estou errado?
- Majestade eu... – Marco engolia em seco, a verdade era que Procyon nunca lhe chamava de pai e quando o chamava era em tom zombeteiro e odioso e o velho sabia que seu filho não tinha nada de idiota, sabia em quem ou não confiar.
- Quero dois de meus melhores homens na Cidade do Fogo. – Declarou o moreno tomando novamente a esgrima nas mãos. – E quero dois relatórios por dia sobre o progresso da menina Adhara.
- Como desejar meu amo... – O velho fazia mais uma reverencia para se retirar da sala.

O rapaz voltara a treinar com a espada como se nada tivesse acontecido, mas aquele era um traço que Procyon aprendera quando criança, nunca revelar o que pensa, nunca revelar o que sente, Marco havia ajudado no treinamento do filho, pois sabia que ele se tornaria o Grande Rei e governaria todo o mundo Bruxo. O que Marco não esperava era que quando o filho assumisse o poder, o descartasse e o colocasse apenas como um reles conselheiro, mas antes ser o conselheiro do que o inimigo.



O táxi amarelo estacionava em meio a uma tempestade em uma ruazinha vazia, dentro do veiculo uma linda garota de cabelos loiros curtos e cacheados olhava pela janela a casa simples de classe média. Suspirou retirando a carteira de dentro da bolsa cor de abóbora e entregando o dinheiro ao taxista que a fitava chocado.

- A senhorita pretende sair nessa tempestade? Espere um pouco! Assim que diminuir a chuva eu levo para a senhora as malas para a soleira!
- Obrigada, mas acho que não será necessário... – Danielle sorria fracamente retirando um guarda chuva da bolsa e mostrando ao homem.
- Acha mesmo que vai te proteger da chuva?

A loira não respondeu, apenas entregou o dinheiro ao homem e retirou-se do carro, o problema com os trouxas eram que insistiam demais em assuntos pequenos. Além disso, seu guarda-chuva estava enfeitiçado e preparado para que não permitisse que nenhuma gota sequer a molhasse.

Caminhou para fora do carro e retirou ás duas malas, retirou a varinha da bolsa murmurando um feitiço ás fazendo flutuar. Sorriu ao ver o homem trouxa lhe fitar pelo retrovisor, deu um aceno de cabeça a ele e apanhou ás malas antes que ele notasse que estavam flutuando até a altura de seu joelho.

O jardim estava mal cuidado, da ultima vez que estivera ali, a cerca de quase dois anos, estavam impecavelmente bem cuidados. Tocou a portinha da cerca branca a empurrando e atravessando o pequenino caminho de pedras que ligavam à soleira, subiu os degraus e colocou a sombrinha ao lado de um banco, o táxi já havia partido e a única coisa que Danielle poderia escutar eram os trovões.

Tocou a campainha, ninguém viera a atender, insistiu tocando inúmeras vezes sem obter resultado algum. Bufou indignada, Caios não iria a atender? Ela viera de tão longe para ficar na chuva, com fome e com frio? Resmungou alguns palavrões insistindo na campainha, segurando-se para não botar a porta a baixo.

- Dani? – Uma voz a chamava em meio à tempestade.

Virou-se num sobressalto para encarar um rapaz alto com um guarda chuvas sobre a cabeça, Stacy realmente havia dado a sorte grande, Nathan Adhara sempre seria a criatura mais bonita do planeta. Alargou um sorriso acenando para o moreno que atravessava os jardins em sua direção, Nathan possuía o famoso sorriso de canto nos lábios quando a fitou com carinho.

- Quanto tempo! – Ele declarou abraçando-a e logo se afastando. – Quase não a reconheci, está tão diferente...
- Cortei o cabelo! – Comentou risonha.
- Você está aqui há muito tempo?
- Alguns minutos, Caios não atende a porta! – Resmungou cruzando os braços na altura do peito.
- Talvez por ele não estar em casa... – Analisou o moreno. – Ele está em um bar na Rua 75, quando fui comprar leite para Luke passei lá para tentar o arrastar para casa, mas ele consegue ser pior do que uma mula empacada!

Danielle riu só então se dando conta da sacola que Nathan segurava em uma das mãos, ela entendia bem o termo Mula Empacada, na opinião dela esse sim deveria ser o sobrenome de Caios, ou então seu nome do meio.

- E como ele está? – Perguntou com uma voz falhando.
- Por que não vamos até minha casa e assim você toma um chocolate quente e conversa com a Tacy enquanto eu faço Luke dormir hum?

Maneou a cabeça em concordância, Nathan apanhou suas malas antes mesmo que ela pedisse, abriu o guarda-chuva e seguiu o moreno para fora da soleira, à casa de Nathan e Stacy era ao lado da de Caios e pelo que Danielle podia perceber, dava até mesmo para eles conversarem pela janela se assim desejassem.

Nathan abrira a portinha de sua cerca dando passagem à loira, ao contrario do jardim da casa de Caios, o jardim da casa dos Adhara era extremamente bem tratado, e mesmo sendo castigado pela chuva não conseguia perder a beleza. Sorriu ao ver um pequeno balanço em uma arvore, certamente Nathan havia o feito para Luke. A luz da varanda que rodeava a casa estava acesa dando mais cor ás paredes amarelas, sacudiu ás botas assim que pisou no chão da varanda, colocando o guarda chuva ao lado de um imenso vaso de planta, Nathan a imitou e retirou um bolo de chaves de dentro do casaco azul marinho que trajava, abrindo a porta branca e adentrando a sua casa.

- Não repare a bagunça... – Ele comentara retirando o tênis e o colocando ao lado da porta do lado de dentro.

Danielle sorriu o imitando, sabia o quanto Stacy detestava bagunça e pelo que ela via, Nathan tentava se esforçar ao máximo para controlar seu gênio masculino bagunceiro.

A sala era luxuosa, havia uma lareira prateada em um canto afastado, três sofás brancos que aparentavam ser extremamente confortáveis, um tapete de pele branco felpudo no meio com uma mesinha vitral por cima, havia uma televisão de plasma frente a um dos sofás e alguns armários negros com portinhas vitrais por toda dimensão, dentro destes eram visíveis fotografias, livros e bibelôs, tudo era incrivelmente moderno, a não ser é claro por um cercadinho de bebê ao lado de um piano que se encontrava ao lado da janela, e brinquedos espalhados pelo tapete.

- Luke ainda vai deixar Stacy louca... – Comentou Nathan oferecendo para pegar o casaco da loira. – Ele descobriu uma nova brincadeira, quando Stacy guarda um de seus brinquedos ele arremessa dois para fora do cercadinho.
- Parece que o gênio maroto dos Malfoy’s fala bem alto! – Rira Danielle.
- NATHAN VOCÊ TROUXE O LEITE? – Stacy gritava do alto da escada logo estancando e arregalando os olhos.

Danielle sorrira abertamente fazendo um aceno de cabeça, Stacy possuía os cabelos curtinhos num castanho escuro, os olhos negros e a pele levemente bronzeada, a mulher dera um grito fino e agudo e descera correndo ás escadas fazendo Nathan segurar uma gargalhada e Danielle erguer a mão como se estivesse se rendendo.

- NÃO ACREDITO QUE VOCÊ VEIO! – Berrou a metamorfomaga abraçando a amiga com força e a derrubando em cima do sofá.
- Tacy... Eu... Dor... Ar... Meu... Socorro...
- Tacy, você vai matá-la assim... – Nathan sorria puxando a esposa de cima da amiga.

A cor dos olhos de Stacy mudaram quase que imediatamente, tornando-se uma dimensão azulada como o céu, os cabelos cresceram, mas não tornaram-se claros e loiros, continuaram na mesma cor escura. Dani apenas puxara ar para os pulmões, arrancando risadas divertidas de Nathan e olhos cheios de lagrimas de Stacy.

- Eu não acredito que você está aqui, senti tanta sua falta...
- Vim assim que recebi sua carta... – A loira sorria abertamente.
- Nathan vá buscar o Luke, ela tem que ver como nosso filho está grande!
- Sim senhora! – O moreno batia continência subindo ás escadas.

Danielle olhou para a amiga e para o homem que subia correndo a escadaria, aquela era uma cena visível de quem realmente mandava na relação.

- Oh, deixe-me ver você! Está tão bonita!
- Sem exageros Tacy...
- E Sirius? Veio também?
- Bem... – A loira baixava os olhos. – Sirius e eu terminamos.
- Terminaram? Ok, é algum tipo de fim dos casais?
- Ás coisas ficaram complicadas em Las Vegas, de certo modo saber que Caios precisava de mim foi um modo de escapar de lá...
- Quer conversar sobre isso? – Stacy indagava com uma voz carinhosa.
- Sim, mas não hoje... Acho que agora o assunto principal é o Caios.
- Você sabe que sempre pode contar comigo.
- Sempre Tacy. – Danielle a abraçava com força.

Os passos na escadaria foram o bastante para separar ás amigas, Nathan descia com cuidado as escadas com um lindo garotinho nos braços, Luke com apenas um ano estava mais para aqueles bebês de propaganda do que um bebê comum.

- Oh Meu Merlim! – Exclamou a loira correndo para arrancar o pequeno do colo do pai. – Stacy ele é lindo!
- Eu sei! – A metamorfomaga falava orgulhosa.
- E está tão grande! Ele já fala?
- Algumas coisas... – Nathan coçava a cabeça. – Mas já está andando, tem que ver como é difícil ter de correr atrás dele quando ele cisma em andar depressa. Vou preparar o leite dele e alguns chocolates quentes para nós.
- Com mashmallow? – Stacy fazia uma expressão pidona.
- Claro! – O moreno ria beijando a bochecha da mulher e adentrando uma porta que Danielle imaginou ser a cozinha.

A loira sentou-se no tapete com o pequeno Luke que havia achado seu colar uma grande diversão, já que não parava de puxá-lo e examina-lo em suas pequenas e pálidas mãozinhas, os olhinhos azulados atentos como duas esferas de turmalina, ele era com certeza o bebê mais lindo que Danielle já havia visto na vida.

- O que há com o Caios? – Perguntou finalmente fazendo Stacy respirar fundo.
- Anne o deixou há cinco meses e bem, ontem ela o fez assinar os papéis da anulação.
- Mas foi do nada? – Danielle franzia o cenho. – Eles estavam tão bem...
- Eles não estavam nada bem... – Stacy acariciava a cabeleira loira do filho que a encarara sem entender. – No dia do meu casamento, Caios e Anne dormiram juntos pela primeira vez...

Danielle endireitou Luke em seu colo para prestar atenção nas palavras da amiga, Stacy havia aderido uma expressão séria que havia a envelhecido pelo menos uns cinco anos, sinal de que o assunto era mais preocupante do que Danielle pensava que fosse.

- Na manhã seguinte Nate e eu estávamos fazendo o café da manhã quando ouvimos berros de desespero vindos da casa de Caios, Nate pensou ser um ataque e apanhou sua varinha correndo para lá, eu estava grávida e lenta, mas mesmo assim resolvi ir atrás dele, eu não poderia deixar Nate lá sozinho! A casa estava organizada no andar de baixo e eu subi as escadarias entrando no quarto de Caios e Anne, Anne estava nua e encolhida em um canto do quarto, Caios estava nu, pálido e frio. Foi aí que Nathan disse que Caios estava morrendo...

Os olhos da loira arregalaram expressando o quão havia ficado assustada com o que a amiga estava lhe contando, como ela não soubera disso? Por que ninguém lhe contara?

- Nathan o levou imediatamente ao hospital e eu tentei ajudar Anne, mas ela estava com medo, estava sombria e seus olhos estavam tão claros quanto os de um felino, ela apartou e desapareceu me deixando sozinha, então fui atrás de Nathan no hospital. Caios ficou internado na UTI durante longas horas, até que a Dra.Jenkins anunciou que ele estava paraplégico, mas que iria recuperar os movimentos em um ano mais ou menos, Anne apareceu no hospital quando Caios foi movido para um quarto, ela estava diferente, seu olhar estava duro e eu sabia que algo havia mudado ali...
- Ela quase matou Caios, apenas por dormir com ele? – Danielle perguntara pasma.
- A maldição de Oberon é verdadeira Dani... – Stacy puxava ar para os pulmões parando apenas quando Nathan surgira na sala com uma bandeja com três canecas e uma mamadeira.

Luke agitou-se no colo da loira esticando as pequenas mãozinhas para apanhar a mamadeira, Nathan limitou-se em sorrir e a entregar ao filho e depois entregar as canecas a esposa e a amiga, sentando-se no chão ao lado da mulher para então ouvir a conversa das duas.

- Obrigada querido... – Stacy dava um selinho nos lábios do marido.
- Então Anne é venenosa para Caios?
- Enquanto ela o amar, sim, ela é. – Fora Nathan quem respondeu. – Durante um ano, Anne usava luvas para tocá-lo, ela cuidou dele por muito tempo e logo Caios apresentou as melhoras, ele é muito forte...
- Na noite em que Caios deu o primeiro passo, Anne o abandonou. – Stacy finalizara séria. – Ela ficou sumida por esses cinco meses e só apareceu ontem, Nathan viu quando ela saiu da casa de Caios e entrou a limusine, Caios nos contou que ela está noiva de Apus Vega. – Finalizou a mulher levando a caneca a boca e bebendo o chocolate quente.
- Vega? – Danielle arregalava os olhos. – Mas ela odiava o Vega! Ela tinha repulsa! Por Merlim, isso tudo aconteceu e eu nem sequer soube! E eu nem pude ajudar, urgh! Que tipo de amiga eu sou?
- Dani, você não iria poder fazer nada... – Nathan falava com uma voz rouca. – Você estava foragida...
- Mesmo assim! Eu deveria estar aqui!
- O importante é que você está aqui agora. – Stacy falava séria recebendo Luke em seu colo. – Tenho certeza que Caios ficará em boas mãos.

Algumas lágrimas rolaram dos olhos da loira, o pequeno Luke esticou a mãozinha para tocar a face da loira que o olhara espantada, o pequeno bebê limpava suas lágrimas, Stacy e Nathan trocaram olhares carinhosos, Luke era sem sombra de duvidas um anjinho.



Era um calor insuportável, Anne podia sentir todos os poros de seu corpo reclamarem pela quentura daquele lugar. A Cidade de Fogo, localizada debaixo do Mar Negro, onde ás chuvas não eram de água, mas sim de lava, era como estar andando no próprio inferno e pisando em piche, ela podia sentir suas botas grudando no chão a cada passo que dava.

Trajada apenas com uma calça folgada verde e camiseta negra, ás botas lhe estavam causando suor nos pés, o suor escorria pelo seu corpo como se inutilmente tentasse lhe refrescar a pele. Olhou para os lados, aquele seria seu treinamento, sobreviver durante dois anos no próprio inferno, que sorte ela tinha.

- Parece que nossa Majestade resolveu nos mandar adoráveis acompanhantes... – A voz de Vega ecoava irônica a despertando de seus devaneios.

Estavam em meio aos pedregulhos abaixo de um vulcão, Vega havia lhe dado uma imensa espada negra para treinar enquanto apenas a observava sentado em uma das imensas rochas, Anne já havia o ignorado desde que ele não parara de dizer que ela estava lenta demais e que se continuasse daquele modo ela não seria nada além de uma pobre coitada com uma espada nas mãos. Buscou ar para os pulmões virando-se para encarar o homem que usava óculos escuros para proteger os olhos da intensa claridade e calor que era aquele local.

- Sempre com o mesmo ar debochado... – O rosto da morena virara-se brutalmente para trás deparando-se com dois homens altos e aparentemente usando a mesma espécie de óculos do que seu treinador. – Como vai Vega?
- Bem, bem... Eu sempre concordei que a Cidade do Fogo é excelente para deixar um belo bronzeado...
- Quem são eles? – Anne cuspira ás palavras olhando para os homens que lhe encararam com certa surpresa.
- Não vai dar óculos a ela? Por Merlim, Apus, ela pode ficar cega! – Exclamara o homem mais baixo.
- Não seja exagerado Peter... – Apus rolava os olhos. – Agora me digam, Vossa Majestade decidiu que o trabalho de vocês é bem feito se forem babás?
- Eu e Theodor não somos babás! – Peter exclamava.
- Toda tarefa é honrosa se assim mandada pelo Soberano! – Theodor sentava-se ao lado de Apus que sorria sarcástico.

Anne girou os olhos, era tudo o que ela precisava, três lavadeiras fofoqueiras batendo papo enquanto ela trabalha sua velocidade com a espada, realmente sua sorte andava a surpreendendo de maneira fenomenal.

- Não estou vendo agilidade Anne! – Dissera Vega com os lábios torcidos.
- ENTÃO VENHA E ME MOSTRE COMO FAZER! – Rosnou a menina.
- E deixar de me bronzear? – Ele baixava os óculos a encarando com divertimento. – Você pode fazer melhor...

Os dois homens gargalharam ao ver a expressão da face da menina, Anne bufara e arremessara a espada em direção a Vega passando de raspão em sua bochecha e fincando na rocha atrás de si, aquilo fora o bastante para que as risadas parassem e um imenso sorriso nascesse nos lábios do homem.

- Então você quer que eu lute com você? – Apus arrancava a espada da rocha a girando nas mãos com destreza. – Por que eu deveria?
- Por que me mostraria que não está com medo de me enfrentar. – A língua da morena era ferina.

Theodor e Peter assoviaram e riram, nunca haviam visto alguém desafiar o grande General das Trevas, certamente essa menina era diferente de sua mãe que temia desafiar qualquer um acima de si. Anne se tornava extremamente interessante neste ponto, e isso seria um dos traços minuciosamente relatados nas cartas a Procyon.

Apus arremessara a espada com velocidade para a menina que em um salto a apanhara ainda no ar e a girara com mais destreza nas mãos do que Vega conseguiria, ela aprendia rápido e isso era realmente perigoso.

- Está aprendendo... – Vega sorria com escárnio. – Vamos ver como se sai no corpo a corpo.

 Linkin Park - Hit the Floor


There are just too many times that people
Há tantas vezes que ás pessoas
Have tried to look inside of me
Tentaram olhar para dentro de mim
Wondering what i think of you
Perguntando o que penso de você
And i protect you out of courtesy
E te protegi por cortesia
Too many times that i've
Tantas vezes eu
Held on when i needed to push away
Fiquei quando precisava ir
Afraid to say what was on my mind
Com medo de dizer o que tinha em mente
Afraid to say what i need to say
Com medo de dizer o que precisava dizer
Too many things that you've said about me
Tantas coisas que você disse sobre mim
When i'm not around
Quando não estou por perto
You think having the upper hand
Você acha que por estar por cima
Means you've got to keep putting me down
Significa que você tem que me derrubar
But i've had too many stand-offs with you
Tive muitas coisas com você
It's about as much as i can stand
Isso é sobre o quanto consigo agüentar
Just wait until the upper hand Is mine
Apenas espere quando quem estiver por cima for eu


Vega retirara os óculos escuros e os jogara longe, Anne apenas soltara uma risada sarcástica arremessando a espada longe e aderindo uma posição de luta, Theodor e Peter apenas se esconderam um pouco atrás do rochedo, algo lhes dizia que aquela luta iria ser mais intensa do que aparentava que seria.

- Pare de pensar no maridinho... – Apus falara com um sorriso maldoso. – E me mostre o que sabe.

One minute you're on top
Em um minuto você está no topo
The next you're not
No seguinte não está
Watch it drop
Veja tudo desmoronar
Making your heart stop
Fazendo seu coração parar
Just before you hit the floor
Antes de você tocar o chão
One minute you're on top
Em um minuto você está no topo
The next you're not
No seguinte não está
Missed your shot
Errou seu tiro
Making your heart stop
Fazendo seu coração parar
You think you won
Você acha que ganhou
And then it's all gone
E então está tudo acabado


Anne dera o primeiro passo correndo em direção a Vega lhe dirigindo um soco na face, o homem girara o corpo e agarrar o pulso da garota prendendo o braço desta atrás de suas costas, a morena rira dando-lhe um chute atrás do joelho e soltando-se para dar-lhe mais alguns chutes que eram defendidos por Apus.

- Libere sua mente garota! – Ele grunhira defendendo-se com ás mãos de alguns socos. – LIBERE ANNE!

A morena parecia não o escutar, ela só se preocupava em feri-lo e destruir sua própria dor interior, de repente a voz de Apus parecia apenas um pesadelo distante.

So many people like me
Tantas pessoas como eu
Put so much trust in all your lies
Confiam tanto em suas mentiras
So concerned with what you think
Tão preocupadas com o que você pensa
To just say what we feel inside
Apenas para dizer o que sentimos
So many people like me
Tantas pessoas como eu
Walk on eggshells all day long
Caminham em cascas de ovos o dia inteiro
All i know is that all i want
Tudo o que sei é que tudo o que quero
Is to feel like i'm not stepped on
É sentir que não estou parado
There are so many things you say
Há tantas coisas que você diz
That make me feel like you've crossed the line
Que me fazem sentir que você cruzou a linha
What goes up will surely fall
O que sobe com certeza vai cair
And i'm counting down the time
E estou contando o tempo
Cause i've had so many stand-offs with you
Tive muitas coisas com você
It's about as much as i can stand
Isso é sobre o quanto consigo agüentar
So i'm waiting until the upper hand Is mine
Apenas espere quando quem estiver por cima for eu


Não havia mais Vega, ou Peter e Theodor, eram apenas imagens de sua cabeça, imagens de Caios, apenas ele, o quanto ele saiu magoado, ás pessoas que ela já havia ferido, ela, sempre ela! Ela era o mal, era a encarnação viva daquilo que deveria ser morto e aniquilado, só de pensar que Caios estava a beira de um precipício por sua causa, já se sentia perdida, se Caios se perdera, ela nunca se encontrara.

One minute you're on top
Em um minuto você está no topo
The next you're not
No seguinte não está
Watch it drop
Veja tudo desmoronar
Making your heart stop
Fazendo seu coração parar
Just before you hit the floor
Antes de você tocar o chão
One minute you're on top
Em um minuto você está no topo
The next you're not
No seguinte não está
Missed your shot
Errou seu tiro
Making your heart stop
Fazendo seu coração parar
You think you won
Você acha que ganhou
And then it's all gone
E então está tudo acabado


Um soco no estômago e um chute na face foi o suficiente para que as imagens de sua mente desaparecessem, caiu ao chão e olhou com raiva para Vega, ele possuía dois cortes na bochecha e um na sobrancelha. Levantou-se do chão antes que ele lhe chutasse mais uma vez, colocou-se cambaleante de pé, todo seu corpo doía e ela sabia que era pelos golpes que Apus havia lhe dirigido sem nenhuma piedade.

I know i'll never trust a single thing you say
Sei que nunca confiarei em nada que você disser
You knew your lies would divide us
Você sabia que suas mentiras nos dividiriam
But you lied anyway
Mas você mentiu mesmo assim
And all the lies have got you floating
E todas as mentiras te fizeram boiar
Up above us all
Por cima de nós
But what goes up has got to fall
Mas o que sobe tem que cair


- Eu já disse, CONCENTRE-SE! – Gritara Vega. – EU NÃO SOU O TRENT, EU NÃO TENHO PENA DE VOCÊ, EU NÃO TENHO COMPAIXÃO, POR MIM VOCÊ PODE CHORAR E SOFRER, EU ESTOU POUCO ME LIXANDO PARA SUAS DORES SUPERFICIAIS! AGORA LUTE E FOQUE EM SEU OBJETIVO!

One minute you're on top
Em um minuto você está no topo
The next you're not
No seguinte não está
Watch it drop
Veja tudo desmoronar
Making your heart stop
Fazendo seu coração parar
Just before you hit the floor
Antes de você tocar o chão
One minute you're on top
Em um minuto você está no topo
The next you're not
No seguinte não está
Missed your shot
Errou seu tiro
Making your heart stop
Fazendo seu coração parar
You think you won
Você acha que ganhou
And then it's all gone
E então está tudo acabado
Now is all gone
Agora está acabado


Anne chutara o tórax do homem e lhe dera um soco no queixo, girou o corpo dando-lhe uma rasteira o fazendo cair com tudo no chão, Vega puxou a perna da morena com força arremessando o corpo dela contra um rochedo, Anne podia sentir que cortara ás costas com tal ato. Antes que ela se levantasse uma espada estava em seu pescoço, Apus havia ganhado a luta.

- Eu disse que você tinha poder, mas não que possuía sabedoria o suficiente para usa-lo. – A voz do homem ecoava ardilosa como se debochasse da face imunda e suada de sua pupila.

Anne desvencilhara-se da espada com o orgulho ferido, era sonserina, era forte, mas tinha emoções e durante toda a luta a sua mente estava ocupada por um par de esmeraldas brilhantes, os olhos de Caios Trent.

- Se quer mesmo ser o braço direito de Procyon, você tem como obrigação se tornar a pessoa mais fria do planeta... – Apus dava-lhe ás costas a fitando por cima dos ombros. – ESTAMOS ENTENDIDOS?
- Sim senhor. – Balbuciou contra gosto erguendo-se do chão por fim.

Apus seguira seu caminho, sabendo que a partir daquele momento o orgulho de Anne Adhara estava ferido e que ela, como uma herdeira de Merlim, faria de tudo para resgatá-lo.



A sala era escura, escura até demais em sua opinião, o breu apenas não tomava conta por completo de todas suas dimensões por conta de uma lamparina com uma luz amarela, localizada em cima de uma mesinha velha de madeira. Sorriu de canto, será que ainda queriam lhe passar o ar de local macabro, depois de tudo que ele enfrentara para estar ali?

Passou uma das mãos pelo cabelo loiro liso que caia sobre seus incríveis olhos azulados, sorriu relaxado arrastando uma cadeira velha localizada ao lado da mesinha. Para se tornar um inominável, deveria mostrar-se extremamente calmo e paciente em todo o tipo de situação, e Kevin Malfoy havia aprendido com seu bisavô a ser a pessoa mais cínica do planeta quando desejasse.

- KEVIN PHILLIPS MALFOY. – Uma voz ecoara grossa.

Sentiu vontade de dar um sobressalto ao ouvir tal voz, mas não podia permitir se assustar tão facilmente, seria ridículo em sua posição.

- Presente? – Arriscou de maneira debochada levando um pequeno sorriso maroto aos lábios finos.

Olhou ao seu redor buscando visão, sabia que estava cercado pelos maiores generais do Ministério da Magia e que certamente o Ministro estaria ali também, queria ter tido mais tempo de conversar com Jay sobre a formatura como Inominável, mas não permitiram nenhum contato sequer entre ambos há uma semana e meia.

Fingiu não se surpreender ao ver um copo imundo com um liquido transparente, surgir em cima da mesinha que bambeara. Arqueou uma das sobrancelhas como se alguém estivesse o desafiando a comer terra, deu os ombros, apanhou o copo e bebeu até a última gota.

- Sabe o que tem nesta bebida Sr.Malfoy? – Desta vez fora uma voz feminina autoritária a indagar.
- Verissateum eu suponho... – Finalizou manuseando o copo nas mãos como se fosse um Pomo de Ouro estragado.
- Correto. – A voz feminina exclamara. – Sabe o que isso quer dizer?
- Que eu falarei toda a verdade a partir deste segundo... Realmente é uma coisa linda de se ver!
- SILENCIO! – A voz masculina tomava conta.

Kevin rira tampando a boca com ás duas mãos, não iria permitir que aquilo lhe assustasse, ele já havia pedido Lauren em casamento com um anel de brinquedo não era? Não existia no mundo algo mais assustador do que pedir a mulher de sua vida em casamento com um anel ridiculamente infantil.

- Quais são ás dez regras de um Soldado Inominável? – Uma voz indagava de forma aveludada.
- Acreditar no bem, Defender seus companheiros, Dar o máximo de si, Fazer o impossível para cumprir todas as missões, Matar apenas quando necessário, Jamais abandonar o parceiro, Lutar pelo que acredita, Honrar a magia que carrega em seu sangue, Morrer por algo que valha a pena, Manter o sigilo, Acreditar cegamente em sua capacidade e por último, ter a bundinha mais sexy de todo o Ministério!
- Você disse onze regras. – A voz feminina autoritária ecoava novamente.
- Eu sei, eu tentei segurar a última em minha boca, mas sabe como é né? Verissateum acaba com a minha timidez, se é que eu tenho alguma...

Um risinho fora escutado, sentiu-se relaxar, ele reconheceria aquele risinho em qualquer lugar do mundo e só de saber que aquela pessoa estava ali, já era o bastante para se sentir incrivelmente seguro de todas suas ações.

- Você é herdeiro de um grande nome não sabe?
- Sim, eu sei, mas apenas a partir de Draco Malfoy I, já que meus antepassados utilizavam Magia Negra.
- Você se identifica com seus antepassados?
- Apenas com meu avô, Cold Malfoy, dizem que a bundinha dele era quase tão sexy quanto a minha, a não ser é claro pelo fato de que agora é mais parecida como uma muxiba velha...
- Sr. Malfoy, não estamos interessados em traseiros... – A voz aveludada tomava conta. – Diga-me, qual é o maior segredo daquele grupo de rapazes ao qual você fazia parte em Hogwarts?
- Os Marotos? – Kevin franzia o cenho.
- Sim, Os Marotos, Os Novos Marotos.
- Sinto muito, mas não posso informar.
- Não pode ou não quer?
- Os dois.
- Se eu lhe torturasse você me diria?
- Provavelmente não. – O loirinho segurava com força na mesa.
- Veremos... – A voz aparentava dar um sorriso sádico. – CRUCCIUS!!!

O corpo do loirinho caia ao chão num baque estrondoso, Kevin não gritava, mas se contorcia, levando seu rosto aderir uma coloração rubra como se estivesse fazendo o maior dos esforços.

- QUAL É O MAIOR SEGREDO DE SIRIUS ZABINE, CAIOS TRENT, JAY POTTER E KEVIN MALFOY?
- EU NÃO VOU DIZER!
- DIGA IMEDIATAMENTE SR.MALFOY!
- VOCÊ PODE PASSAR O DIA INTEIRO FAZENDO ISSO QUE EU NÃO DIREI!
- POR QUE VOCÊ NÃO DIRÁ?
- EU JAMAIS TRAIRIA MEUS MELHORES AMIGOS!
- SEUS AMIGOS NÃO ESTÃO AQUI, SEU MELHOR AMIGO, SIRIUS, LHE LARGOU!
- ELE NÃO ME LARGOU! SOMOS INSEPARÁVEIS!
- ENTÃO POR QUE ELE NÃO VEM LHE SALVAR DESSA TORTURA?
- SIMPLES, POR QUE ELE ESTÁ EM LAS VEGAS E NÃO SABE ONDE ESTOU!
- ELE VIRIA LHE SALVAR SE SOUBESSE? VOCÊ ACREDITA NISSO MALFOY?
- ACREDITO CEGAMENTE EM MEUS MELHORES AMIGOS!
- CAIOS TRENT JÁ TRAIU JAY POTTER!
- NÃO! ELE NÃO TRAIU!
- ELE TROCOU A AMIZADE POR UMA INIMIGA! POR UMA SANGUE NEGRO!
- ELE NÃO SABIA! ELE A AMAVA!
- E A AMIZADE COM JAY POTTER?
- ELE AMA O JAY! SEMPRE O AMOU! SÃO MELHORES AMIGOS!
- MELHORES AMIGOS NÃO SE AFASTAM E FICAM ANOS SEM SE FALAR!
- ELES SÃO AMIGOS, ELES SÃO... Eu sei que são... – A voz do garoto ficava trêmula e fraca.

Kevin sentia que iria enlouquecer, seu corpo inteiro estava quase dormente, podia sentir os pingos de suor escorrendo de sua testa e finalmente a dor passando, a tortura havia chegado a seu fim.

- Você morreria por seus amigos? – A voz agora era próxima ao seu ouvido.
- Eu morreria por todos que eu amo. – Murmurou de volta sentindo exaustão.
- Parabéns Malfoy, você está aprovado, é oficialmente um Inominável.
- Ótimo, primeiro quase morro, depois sou aprovado... Brilhante...
- Kevin! – A dona do risinho lhe tocava com carinho na face.

Sorriu abertamente ainda de olhos fechados sentindo o anel dela roçar em sua bochecha, o que importava era que ela estava ali, sentiu o peito inflar e os lábios dela tocarem com ternura sua testa, Lauren Sanders era muito melhor do que qualquer diploma de inominável, sem sombra de duvidas.



Uma, duas, três, quatro, cinco, seis... Uma, duas... Erm... Não eram quatro? Quando foi que ele perdera a conta? Bateu a testa no balcão, sua voz estava tão embolada que duvidava que conseguiria dizer mais alguma coisa para o garçom, bem... O garçom ainda o ouvia?

- MAIS!!! – Conseguiu gritar erguendo um pouco a cabeça, sacudindo o copo vazio.
- Trent, Trent! Como vai chegar em casa hoje? – Um homem gordo e bigodudo surgia a sua frente com um sorriso fraco.
- Da mesma forma que chego todos os dias, enche logo essa porcaria Steve!
- Já vi que terei de lhe dar carona... – O garçom maneava a cabeça negativamente.

Ignorou, pouco lhe importava se iria chegar em casa ou não, ela não estava lá para lhe receber! Não era como Nathan que tinha Stacy e Luke o aguardando.Quando ele chegava em casa eram apenas as paredes e ás estantes vazias, vazias por causa que ele mesmo havia quebrado todos os bibelôs e porta retratos em um ataque de fúria na madrugada anterior.

- Fiu-Fiu! Que gata! – Ouviu algum bêbado falar.

Ignorou, para quê ele olharia? Não era ela... Jamais seria, ela havia partido naquela maldita limusine negra para não voltar nunca mais. Encarou seu copo, estava vazio novamente, quando foi que ficou vazio? O liquido estava certamente virando fumaça!

- Caios. – Uma voz feminina mandona ecoara.

Deveria ser ilusão, bateu a testa no balcão novamente, aquela voz poderia ser incrivelmente parecida com de alguém que ele no momento sabia que iria lhe matar se o visse naquela posição.

Sentiu alguém lhe afagar os cabelos, um carinho que ele não sentia a muito tempo, piscou os olhos erguendo um pouco a cabeça, sentindo a tontura inundar seu corpo. Forçou as vistas para encarar a face bonita e mais madura de uma linda mulher, aquela que desde pequenos lhe salvava, sua melhor amiga, sua Danielle O’Brian.

- Eu realmente preciso parar de beber... – Riu afastando o copo o derrubando do balcão fazendo este se tornar vários pedacinhos de vidro.
- Isso eu concordo... – A loira sorria levemente puxando um banco ao lado e o encarando. – Eu estou aqui Caios, eu sou real.
- Dani... Que merda você faz aqui?
- A merda de te salvar para variar um pouco minha rotina.
- Por um acaso você é a minha consciência? Sério, se for eu quero que vá embora.
- Caios, eu realmente estou aqui. – A loira emburrava. – Você só bebeu ou usou drogas também?
- Ele só bebeu senhorita! – O garçom respondia em tom divertido.
- Eu acho que vou vomitar... – Caio caia novamente no balcão.
- Isso vai ser nojento... – Danielle girava os olhos. – Urgh! Vamos lá bonitão, a Super Dandan vai te levar para casa e te dar um bom banho gelado!
- Eu não gosto de banho gelado! – Caios pestanejava.
- Ahhh, mas depois de vomitar até as tripas e achar que seu cérebro está solto dentro da sua cabeça, certamente você vai achar o banho uma delicia!
- Como você sabe? – O loiro se apoiava com dificuldade no ombro da amiga.
- Quem morou com Sirius Zabine por um ano inteiro, sabe muito bem lidar com ressaca!

Caios forçou um sorriso, se era alucinação ou não, estava pouco se lixando, Danielle aparecera na hora exata em que ele estava destinado a ter no mínimo um coma alcoólico. Sentiu ela cambalear ao sentir um pouco de seu peso, forçou um pouco ás pernas que aparentavam ser duas gelatinas e deixou-se ser guiado para fora do bar, ainda pôde escutar o garçom desejando boa sorte a sua melhor amiga, certamente ela iria precisar.

 Amy Kuney - All Downhill From Here


Can't pull myself out of the bed
Não consigo me tirar da cama
It's 12 o clock inside my head
São 12h dentro da minha cabeça
The people outside feel so far away
As pessoas do lado de fora parecem estar tão longe


Seu estômago doía, sua cabeça estava explodindo, seu corpo parecia ter sido atropelado por um monte de hipogrifos enlouquecidos, mas pelo menos estava deitado em algo macio e não no chão gelado do banheiro. Forçou os olhos para se abrirem, a claridade fazia seu cérebro explodir, como foi que chegara em casa?

I have a headache in my chest
Eu tenho uma dor de cabeça no peito
From all the chaos that you left
De todo o caos que você deixou
Caffeine and aspirin take me away
Cafeína e aspirina me levam para longe


Forçou o tronco para se sentar na cama, estava vestido com a calça de moletom de um pijama, ao lado da cama havia um balde vazio, certamente alguém o colocara ali caso quisesse vomitar. Na cômoda estava uma xícara de café quente e algumas aspirinas, sorriu de canto, Nathan realmente estava virando sua babá.

You tipped my world up on its side,
Você entortou meu mundo e deixou inclinado
But its all downhill from here.
Mas é tudo decida a partir daqui
Mountain tops, level like parking lots,
Topos de montanha, como estacionamentos de andar
Cos its all downhill from here.
Porque é tudo decida a partir daqui


Ouviu a porta se abrir, Nathan certamente viria com milhões de sermões sobre sua bebedeira, respirou fundo, Nathan não seria capaz de entender a dor em seu peito, ele tinha a vida perfeita, Caios havia perdido tudo, seu mundo estava terrivelmente fora do lugar. Virou-se lentamente para trás pronto a ouvir.

- Nate antes de você vir com sermões eu quero te dizer que eu...

Um, down down down down...
Um, decida, decida, decida, decida...


- Danielle... – Sua boca secara e seus olhos arregalaram, ela estava ali.

Danielle vestia uma de suas camisas largas brancas e um short jeans minúsculo, seus cabelos agora curtinhos emolduravam seu rosto mais maduro, em seus pés meias brancas e em suas mãos algumas caixinhas de remédio. Abriu os braços para que ela se jogasse neles e foi o que ela fez, inundando suas narinas com seu cheiro, um cheiro que ele não sabia que sentira tanta falta até aquele momento.

I'm getting older by the week
Eu estou ficando velha a cada semana
Like stagnent water in the sea
Como água estagnada no oceano
The bills are piling on the bathroom floor
As contas estão se acumulando no chão do banheiro


A abraçou com força, como sentira falta de Dani, como sentira falta de sua companhia, então não havia sido uma alucinação, ela realmente havia o salvado!

- Você me deixou preocupada! – Ela exclamou se afastando com lágrima nos olhos. – Por favor Caios, nunca mais beba!


I go to work then go to sleep
Eu vou trabalhar e depois vou dormir
I don't have time to even think
Eu nem tenho tempo para pensar
Wish i could stay inside and lock the door.
Eu queria poder ficar aqui dentro e trancar a porta


Não respondeu nada, apenas a puxou para mais um abraço a sentindo enterrar a face em seu peito, ela estava ali! Desde que Anne o deixara que ele não sentia tanta felicidade, era como algo novo, ele não iria conseguir solta-la novamente! Talvez Sirius tentasse os desgrudar dali a alguns minutos, mas ele pestanejaria e não a soltaria, não a deixaria ir embora novamente.

You tipped my world up on its side,
Você entortou meu mundo e deixou inclinado
But its all downhill from here.
Mas é tudo decida a partir daqui
Mountain tops, level like parking lots,
Topos de montanha, como estacionamentos de andar
Cos its all downhill from here.
Porque é tudo decida a partir daqui


- Oh céus como eu te deixei partir? – Ele murmurara a fazendo sorrir.
- Deveria ter me amarrado! – Danielle divertia-se. – Como se sente?
- Não importa mais como eu me sinto, você está aqui!
- É, eu estou aqui!


Um, down down down down...
Um, decida, decida, decida, decida...


Os olhos encontraram-se divertidamente, a loira colara a testa na do melhor amigo acariciando sua face e logo lhe depositando um longo beijo na testa, Caios fechara os olhos durante o afeto, quanto tempo fazia que não era cuidado assim?

You tipped my world up on its side,
Você entortou meu mundo e deixou inclinado
But its all downhill from here.
Mas é tudo decida a partir daqui
Mountain tops, level like parking lots,
Topos de montanha, como estacionamentos de andar
Cos its all downhill from here.
Porque é tudo decida a partir daqui
Cant pull myself out of the bed
Não consigo me tirar da cama


Danielle se afastou novamente o e sentou-se sobre os joelhos de Caios que a fitou com uma sobrancelha arqueada, ela limitou-se em empinar o queixo de maneira pedante.

- Como me achou?
- Eu sempre te acho! – Ela rira.
- Nathan?
- Exato!
- O que faz aqui? Pensei que...
- Las Vegas foi um erro. – Ela declarara com uma voz fraca.

Caios fitou-a com pesar, naquele quarto bagunçado não havia apenas um coração partido, mas sim dois. Entretanto, naquele momento não era hora para falar sobre dores ou tristezas, puxou a loira pela mão a fazendo deitar na cama, puxou o edredom e a abraçou logo os cobrindo, Danielle se confortou na cama cerrando os olhos, ela era a única a entender o porquê daquela reação de Caios.


Londres Bruxa – Corte do Ministério da Magia



A imensa sala oval estava amarrotada de bruxos famosos e poderosos, Jay podia ver na mesa do conselho alguns de seus parentes, começando por seu avô James Potter ao lado de sua avó Melanie. Ao redor estavam os grandes bruxos do mundo mágico aguardando a vez do Ministro falar, mas este não aparecera.

- Eu acho que o General Krauz não quer que o Ministro apareça em publico... – Ouviu Kevin sussurrar ao seu lado. – Aparentemente ele vem recebendo cartas de ameaças.
- Krauz está certo... – Respondera o moreno arrumando a gola negra com botões dourados de seu uniforme de Inominável. – Quanto mais protegermos o nosso Ministro, mais tempo ele continuará vivo e os Encapuzados verão que a segurança do Ministério não é tão burlável quanto parece.
- Fala sério Jay! A segurança é uma porcaria! – O loirinho resmungava. – Desde ontem a noite que eu venho notando isso, e na boa? Ainda não atacaram o Ministério por que não quiseram! Até o vovô Cold concordou!
- Mas o que podemos fazer? Acabamos de ser nomeados Inomináveis, e Kevin eu realmente quero me manter firme no meu posto então pelo amor de Morgana, não nos faça ser demitidos!
- Quem disse que eu iria fazer algo? – O loirinho emburrava.
- Meu cérebro que prevê o futuro. – Jay sorria de canto. – Vovô Cold está de pé...

Kevin voltara os olhos em direção a mesa a frente onde um senhor em trajes bruxos distintos na cor vermelha levantava-se e caminhava até o centro da sala, todos ao redor cochichavam de modo que os passos de Cold não ecoassem como deveriam.

- Eu poderia gritar silencio, mas seria grosseria da minha parte... – Cold sorria dando uma piscadela a Jay e Kevin. – O Conselho Magisterial tem alguns comunicados a fazer, eu, como porta-voz, recebi a missão de relatar devidamente todos nossos passos importantes tomados na reunião reservada da noite anterior. Começaremos com a segurança do Ministro, todos andam se perguntando onde ele se encontra, pois bem, continuaram se perguntando, pois não revelaremos o paradeiro dele até que os tempos de Crise sejam cessados...

O murmúrio voltara e logo tornaram-se vozes e berros de indignação, Cold mantinha-se passivo no centro, assim que ele erguera sua mão, todos se calaram.

- Não queremos colocar a vida de nosso Ministro em risco e creio que quem zelar por ele, concordará com nosso ato. A Segunda noticia é que Jay Potter e Kevin Malfoy fazem parte agora do alto escalão dos Inomináveis e serão responsáveis pela segurança de muitos presentes aqui.

Kevin e Jay levantaram-se recebendo aplausos fazendo leves reverências e logo voltando a se sentarem, Cold ergueu a mão e sorriu levando o silêncio pairar novamente na sala oval.

- Agora o mais importante, o Ministério da Magia considera oficialmente Apus Vega e seus seguidores como inimigos do mundo mágico!

Jay arregalara os olhos assim como Kevin, ambos trocaram olhares assustados assim como todos ao redor, Cold não havia terminado e sua voz havia aderido um tom ainda mais perigoso.

- Anne Adhara, ex- Anne Trent, agora é uma leal Sangue Negro, aparentemente assumiu o posto de Conselheira de Vega e sua Noiva. Anne Adhara deve ser julgada e presa em Azkaban assim como os seguidores de Vega, sua cabeça vale Trezentos e Cinqüenta Mil Galeões. O Ministério também oferece prêmios pela cabeça de Vega, cerca de Quatrocentos Mil Galeões, seja vivo ou morto.
- ISSO É UM ABSURDO! – Jay berrara. – ANNE NÃO ESTÁ DO LADO DAS TREVAS!
- SILENCIO! – Melanie berrara da mesa do conselho. – Jay Potter não foi convidado a falar nessa seção, então CALADO!

O moreno sentara-se contragosto, Kevin aparentava estar em choque, Anne era sua amiga, como ele poderia caçar uma amiga?

- Os avisos foram dados. – Cold finalizara. – Reunião encerrada.

Kevin e Jay levantaram-se trêmulos de seus assentos, o que Caios diria sobre isso? Será que ele sabia que a cabeça de Anne valia dinheiro? Jay lançou um olhar furioso à mesa do conselho saindo como um tufão da sala oval, assim que passara pela porta sentiu algo batendo contra seu peito.

Seus olhos iluminados pela chama da raiva surpreenderam-se ao ver o rosto risonho de Ashlee Zabine, seus olhos esverdeados um tanto quanto divertidos, lembrando levemente dos olhos do amigo que agora encontrava-se tão distante.

- Irritado?
- Mais ou menos.
- Como um inominável deve ignorar sentimentos, agora siga-me, tenho que lhe passar algumas informações.
- Mas eu precisava...
- Ir atrás de Caios? – Ashlee forçava um sorriso. – Você tem tempo para isso Jay, mas tempo para proteger milhões de bruxos nós não temos muito.

Baixou os olhos seguindo a mulher, agora ele era parte da defesa do Ministério, não podia mais ficar resolvendo problemas infantis, por mais que para ele, Anne jamais fosse um problema infantil e banal.

Ashlee abrira a porta do escritório o dando passagem, adentrou de maneira calma e séria sentando-se na mesinha onde a mulher rodou e apanhou um bolo de papéis e lhe sorriu de maneira simpática.

- Primeiramente quero lhe parabenizar por ser o primeiro da classe Jay, todos Generais me falaram bem de você, como Tia fiquei extremamente feliz.
- Obrigado...
- O nome Potter é bem representado por você e creio que saberá ser bom em tudo o que fizer, principalmente nas missões.
- Kevin e eu faremos uma boa dupla!
- Kevin? – Ashlee desmanchava o sorriso. – Jay, você achou mesmo que Kevin e você seriam parceiros?
- Sim, por que não?
- Vocês foram prodígios e os melhores da turma, serão separados para que outros também aprendam com vocês.
- Entendo...
- Há uma nova garota no Ministério, uma inominável recém-formada, seu nome é Emmy Gordon e ela será sua parceira Jay.
- EMMY GORDON? – O moreno saltava da cadeira.
- Creio que já se conheçam.
- EU NÃO POSSO TRABALHAR COM A GORDON!
- Por que não pode trabalhar comigo Pottie? – Uma voz irônica ecoava do fundo da sala.
- TIA ELA É LOUCA!
- Ela é excelente e foi treinada por mim. – Ashlee franzia o cenho. – É uma das melhores inomináveis que já treinei, vocês formaram uma boa dupla, já soube de uma atuação de ambos no passado.
- Mas... – Jay abria a boca categoricamente finalmente olhando a pessoa a sua frente.

Emmy possuía o cabelo loiro escuro amarrado num rabo de cavalo alto, os olhos verdes cobertos com uma leve maquiagem e o uniforme negro com dourado dos inomináveis, ela parecia mais velha e mais sábia, mas a aura de irritante ainda emanava de seu ser. Respirou fundo, o que ele podia fazer?

- Também será um prazer trabalhar com você. – Emmy piscara marota.
- Aqui está a primeira missão de ambos, espero que hajam com descrição, podem se retirar agora. – Ashlee esticava um pergaminho que era logo apanhado por Emmy.
- Vamos nessa Pottie, vamos salvar o mundo!

Jay rolou os olhos recebendo um sorriso imenso da tia, sua vida realmente não poderia ser mais patética.

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N/A:: Qual será o novo segredo dos personagens de ONM? Hummm, dêem uma espiadinha em Segredos II - http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=31860

Abraços e até a próxima!!!!

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