Que os jogos comecem II



N/A: Bem no final do capítulo, há a tradução de uma música, e aconselho que leiam ouvindo a música, pra dar mais realidade.
O nome dela é Broken (Seether e Evanescence), no youtube vocês podem encontrar o clipe ou só a música ^.^
Espero que gostem da sugestão, mas aquelas pessoas que costumam chorar com músicas românticas, aconselho que apenas leiam a cena, sem fundo musical oO hauahuahau
Mas, chega de enrolação e vamos ao capítulo.
Espero que gostem!






***






Capítulo 8

Que os jogos comecem – parte II






O clima em Hogwarts está pesado... E essa última semana serviu pra comprovar tal coisa.

Alguns começaram a colocar as garras de fora, enquanto outros estão armados para qualquer ataque...

É, as coisas estão começando a complicar e eu vejo uma nuvem negra se formar sobre a cabeça de muitos! A minha, é claro, está protegida, afinal de contas, um ótimo guarda-chuva e um bom esconderijo sempre nos livram dos piores males.




***




Ao final da última aula do dia, Rose seguiu para biblioteca, para continuar, junto com Adam, o trabalho de Aritmancia, dado pela profª Carmack.

Já estava trabalhando na mesma tabela a 3 semanas, junto com o moreno, e o trabalho corria na mais absoluta perfeição. Embora eles trocassem poucas palavras, e todas elas relacionadas apenas ao trabalho, precisava admitir que apesar das diferenças notáveis, eram bons parceiros.

A ruiva olhou para mesas a procura de Adam, mas não o encontrou. “Está atrasado, pra variar!”, ela pensou e revirou os olhos. Caminhou em direção a uma mesa vazia, jogou seu material sobre ela e foi em busca de mais livros que a ajudassem na tarefa.

Pouco tempo depois da chegada da ruiva, Adam entrou na biblioteca. Não foi difícil para ele localizar a menina. Era a única no local que tinha a facilidade de se esconder atrás de pilhas de livro e não se incomodar com tal fato. Ele respirou fundo e caminhou, para o que considerava, as suas horas de tortura. Sem dizer nenhum “boa tarde”, ele jogou sua mochila sobre a cadeira vazia, e pegou um dos livros da grande pilha. Abriu sua mochila, pegou o pergaminho e a pena e começou a fazer suas anotações.

Passado um tempo considerável, em que os únicos sons escutados foram os das penas arranhando os pergaminhos e das folhas das páginas sendo viradas, Rose, finalmente ergueu os olhos e se virou para Adam, com uma expressão cansada.

- Acho que precisamos juntar nossos trabalhos. Organizar os números na tabela e colocar as definições. Se continuarmos assim, no final do semestre vamos ficar enrolados, e precisamos apresentar metade da tabela pronta, antes das férias de natal.

Adam revirou os olhos. Queria encontrar algum motivo para discordar da menina, mas ela estava certa. Se continuassem trabalhando separados, a coisa ia ficar complicada, e ele não queria passar as férias de Natal, trancado na escola, fazendo um trabalho junto com Rose.

- Você tem razão! Deixe-me ver o que fez até agora, enquanto você vê o que fiz! – eles trocaram as tabelas e começaram a analisar. Não havia erros. Os dois haviam trabalhado de forma exemplar.

- Parece que está tudo em ordem com a sua tabela, Krum! – Rose entregou o pergaminho ao rapaz.

- Com a sua também, Weasley! – ele disse – Vamos começar a trabalhar juntos agora, ou prefere deixar pra amanhã?

- Podemos começar agora. Ainda falta uma hora pro jantar mesmo. Vamos adiantar e amanhã a gente continua. – ela respondeu simples.

Adam sentou-se ao lado de Rose, e juntos, começaram a trabalhar naquela tabela gigantesca. Sem perceber, eles foram se aproximando e começaram a se divertir com tal coisa. Vez ou outra, Adam encarnava a professora de adivinhação, e começava dizer as tragédias que aqueles números, organizados daquela forma, poderiam ocasionar. Rose, por sua vez, inventava mil e uma coisas relacionadas a curas milagrosas e a maldições assombrosas.

- Não coloca essa progressão aí, que se não o teto desaba! – Adam brincou e viu a ruiva rir abertamente.

- Bobo! – Rose disse entre risos – Acho que terminamos por hoje, Adam!

- Ainda bem, essas progressões estão me deixando maluco! – ele disse e se jogou na cadeira. – Ah, me tira uma dúvida?

- Qual? – a ruiva disse sem encará-lo, enquanto guardava o pergaminho e a pena dentro da mochila.

- No caminho pra cá, ouvi os alunos comentarem sobre um tal “clube dos duelos” ou coisa parecida... Do que se trata?

Rose sorriu e se virou para encará-lo.

- É como o próprio nome diz, é um clube! Lá, podemos duelar e praticar nossas defesas. Mas agora só os alunos a partir do 3º ano podem participar, por medida de segurança, sabe?

- Imaginei... E por que não está na grade, como matéria oficial?

- Porque não é obrigatório! – ela respondeu de forma simples – Quer dizer, se você se matricula e participa, ganha pontos pra sua casa e tudo mais, mas como os professores às vezes não podem estar aqui toda semana, então virou uma espécie de matéria opcional.

- E você faz essa matéria?

- No meu caso, o opcional é obrigatório. Aliás, não só no meu, como para Hugo, Alvo e Lily também! – ela riu.

- Por quê?

- Simples, nossos pais são os professores!

- Os pais de vocês? – ele perguntou confuso – E quem são? Você nunca falou sobre eles.

- Porque nunca conversamos! Aliás, essa é a primeira conversa civilizada que estamos tendo. – os dois riram – Mas é estranho você não saber quem é meu pai, ou melhor, o pai do Alvo, afinal de contas o sobrenome dele é famoso por toda parte!

- Acho que você precisa concordar comigo quando digo que não sou o tipo de cara que fica reparando no nome ou sobrenome de alguém, não?! – ele disse divertido.

- Verdade! – a ruiva sorriu – Os professores do “Clube dos Duelos” são Harry Potter e Ronald Weasley! – ela disse de forma simples. Não se espantou ao ver o olhar surpreso de Krum. No geral, quando as pessoas escutavam esses nomes, apresentavam reações diversas. – Está certo, pode parar com o espanto agora!

Adam riu.

- Meu pai conheceu seu tio, sabia?

- Ah é? E quem é seu pai?

- Vitor Krum!

Dessa vez foi Rose que ficou chocada. Vitor Krum foi namorado de sua mãe no passado, e tal assunto, quando tocado em casa, ainda causava certo mal estar na família. Seu pai, embora tivesse certeza do amor de Hermione, ainda tinha ciúmes dessa época e preferia não tocar no assunto.

- Tá, agora é minha vez de dizer pra você não ficar com essa cara de espanto!

- Merlin, seu pai e minha mãe foram namorados na adolescência, sabia? Se conheceram no torneio tribruxo, e...

- Espera! Você é filha da Hermione Granger?

- Sim! – ela respondeu e os dois caíram na gargalhada. Por sorte a biblioteca estava vazia.



***




Depois da seleção do novo time da Sonserina e de um treino puxado com os novatos, Scorpius saiu do vestiário acompanhado pelos amigos Vincent e Chad, e rumou para o castelo.

Enquanto os amigos seguiram para o salão comunal, para trocarem os uniformes do time e se prepararem para o Clube dos Duelos, ele seguiu para seu quarto, com o mesmo objetivo.

Depois de um banho frio, Scorpius saiu do banheiro vestindo as roupas para o duelo. Os alunos que faziam parte do clube usavam as mesmas roupas. O uniforme era composto por uma calça preta, tênis e por uma, também na cor preta, com a imagem correspondente a casa, estampada nas costas. No caso de Scorpius, sua calça tinha a lateral verde-escuro, e atrás da camisa, havia a estampa de uma serpente em prata, representando a Sonserina.

O loiro saiu de seu quarto e seguiu para o salão principal, na esperança de encontrar Rose e os amigos. Foi com certa surpresa que percebeu que a ruiva ainda não havia chegado para o jantar.

- E aí pessoal! – Scorpius cumprimentou os amigos, enquanto se aproximava da mesa da Grifinória – Alvo, você viu a Rose?

- Ela me disse que iria a biblioteca fazer o trabalho com aquele Krum! No mínimo ainda deve estar lá!

- Ah sim! Vou lá então, livrá-la do tédio! – ele respondeu sorrindo – Vejo vocês depois!

Mal Scorpius se virou para sair e deu de cara com o próprio sogro, entrando no salão com seu cunhado, Harry. Sorrindo, o loiro caminhou em direção aos dois para cumprimentá-los.

- Boa noite, professores! – o loiro disse.

- Boa noite! – os cunhados responderam em uníssono.

- Onde está Rose? – Rony perguntou, procurando com o olhar, sua filha.

- Na biblioteca, fazendo trabalho! – Scorpius respondeu.

- Por que será que isso não me surpreende? – Harry brincou e Rony riu.

- Vou buscá-la para o jantar! Se deixar a Rose não sai mais de lá!

- Certo, vai lá e diga a ela que estou esperando aqui! Sinto falta da minha anãzinha! – Rony disse rindo.

- Pode deixar que trarei sua anãzinha o mais rápido possível! – rindo, Scorpius saiu do Salão Principal e seguiu para biblioteca.

O loiro pensava encontrar a namorada com a mais profunda cara de tédio, irritada ou até discutindo com Adam, mas ao chegar à porta, ficou chocado com o que viu.

Rose não só tinha uma expressão divertida, como ria abertamente com aquele garoto, que Scorpius julgava tão insuportável e idiota. Não, definitivamente não, sua mente só podia estar lhe pregando uma peça. Como ela, justamente ela que vivia reclamando das grosserias de Adam, estava agora as gargalhadas em plena biblioteca?

“Acalme-se Scorpius!”, ele ordenou para si, mentalmente e caminhou até a mesa onde Rose e Adam estavam sentados.

- ... E foi assim que meu pai descobriu que tudo não passava de uma brincadeira! – Scorpius ouviu essa última frase dita por Adam. Provavelmente ele contava alguma história bem divertida a respeito de suas aventuras no antigo colégio.

- Boa noite! – Scorpius falou um pouco mais sério do que gostaria. Era impossível para ele, não sentir ciúme daquela cena que havia presenciado.

- Ah, oi amor! – Rose disse sorridente.

- Boa noite! – Adam falou no mesmo tom sério – Bom, vou indo nessa! Vejo vocês mais tarde! Tchau Rose! – o moreno pegou suas coisas e saiu da biblioteca.

Tentando se controlar ao máximo, Scorpius se virou para ruiva com uma expressão de pouquíssimos amigos, e perguntou da maneira mais calma que conseguiu.

- Desde quando vocês são tão amigos?

- Pra ser sincera, desde hoje! Ele não é tão chato quanto eu pensei! – a ruiva respondeu de forma simples, enquanto devolvia os livros de Aritmancia para a estante, com o auxílio da varinha.

- Vocês se tornam amigos hoje e ele já te chama pelo primeiro nome? – apesar de tentar controlar, a raiva que Scorpius sentia era tanta, que transparecia em cada palavra que ele dizia.

Rose parou o que estava fazendo e encarou o namorado, levemente chateada. Não era possível que ele, justamente ele, estivesse desconfiando dela.

- Por que está falando nesse tom comigo? – ela perguntou.

- Depois conversamos! – ele respondeu, ao ver alguns alunos entrarem – Seu pai já chegou e ele pediu pra você descer! Está com saudades! – Scorpius se virou para sair, mas parou, ao ouvir a voz da ruiva.

- Não vai nem me esperar? – Rose perguntou e seu tom de voz era de alguém magoado.

- Vou! – o loiro respondeu, pegou o material da ruiva e caminhou com ela, em silêncio, para fora da biblioteca.

Eles andaram pelos corredores, sem trocar nem uma palavra. Vez ou outra Rose arriscava lançar olhares ao loiro, mas ele parecia não se importar.

- Vou entrar e trocar de roupa pra próxima aula! Me espera? – a ruiva perguntou, assim que pararam em frente à porta do quarto da monitoria.

- É melhor eu voltar! Acho que seu pai não vai gostar de saber que entrei no quarto da filha dele, enquanto ela trocava de roupa! – Scorpius respondeu seco.

- Péssima desculpa! – Rose disse aborrecida e abriu a porta – Vejo você depois!

- Certo! – ele mal teve tempo de responder, quando viu a porta bater na sua cara. Não se importou. Já estava irritado o suficiente para se importar com aquela atitude. Colocou a mão nos bolsos da calça, e caminhou para o salão principal.



***



Sentados, a mesa da Corvinal, estavam Adam, Paola e Maris. O moreno e as duas meninas, apesar de não terem tanta coisa em comum, acabaram se tornando amigos, e sempre que podiam, ficavam horas conversando.

- Aqueles são mesmo, Harry Potter e Ronald Weasley? – Paola perguntou boquiaberta, encarando a mesa dos professores.

- Céus, eu nem acredito que os teremos como professores! – Maris exclamou, também boquiaberta.

- Nem eu acreditei, quando Rose me contou! Parece que...

- Rose? Desde quando chama aquela lá pelo primeiro nome? – Maris perguntou, com certo desprezo na voz.

- Desde quando nos tornamos amigos, mas isso não é da sua conta! – Adam revidou, de forma tranqüila – Ela não é tão chata quanto pensei!

Maris ia revidar, porém seu olhar foi atraído direto para Scorpius, que entrava no salão furioso. Ele podia disfarçar o quanto quisesse, mas por trás daquela íris azul-acinzentada era possível ver faíscas de ódio saltando.

- O que será que aconteceu dessa vez? – Maris perguntou mais para si que para os demais.

- Deve ter ficado assim por ter me encontrado na biblioteca, rindo junto com a namorada dele. – Adam respondeu, sem transparecer nenhuma emoção.

- Hum... – Maris sorriu e encarou a amiga, que obviamente entendeu sua intenção – Volto já!

A morena se levantou e caminhou até o local no qual Scorpius estava sentado. Naquelas últimas semanas eles pouco haviam se falado, e ela achava que estava na hora de se aproximar mais do loiro.

- Boa noite! – ela cumprimentou com um sorriso.

- Boa noite, Maris! – Scorpius respondeu da forma mais simpática que conseguiu, embora sua tentativa tenha sido frustrada, já que até sendo simpático, ele demonstrava raiva.

Maris percebeu isso.

- Posso me sentar?

- Sinta-se à vontade!

Ela sorriu e se sentou ao lado do loiro, que naquele momento se servia de torta e purê.

- Papai me escreveu essa semana!

- É? Que bom!

- Ele mandou lembranças e pediu que desse notícias! Parece que a sociedade entre ele e seu pai estão as mil maravilhas!

- Verdade! Papai sempre comenta sobre isso nas cartas. Os negócios estão melhores que nunca e eles querem expandir ainda mais!...

- Você não se importa muito com essas coisas né?!

- Pra ser sincero, não! – ele respondeu de forma simples – Não gosto dessa coisa de negócios, empresa e sociedade! Prefiro uma vida sem complicações!

- Eu também! – ela sorriu – Papai vive me dizendo que preciso aprender a mexer com essas coisas, porque tudo um dia será meu, mas eu nem esquento! Quero é curtir a vida e deixar essa maluquice pro meu irmão!

Os dois riram.

- Você ainda tem irmão para passar a responsabilidade, eu sou filho único! De um jeito ou de outro, um dia terei que mexer com esses assuntos! – Scorpius respondeu. Seu humor estava melhorando – Mas espero que esse dia demore muito pra chegar!

Novamente eles riram.

Vincent e Sophie, que estavam sentados próximos, acharam estranha aquela situação. Há poucos minutos o loiro cuspia fogo e não queria conversar, e agora estava sorrindo e conversando animadamente com Maris. Preferiram não comentar nada, mas perceberam que o tempo ali começaria a fechar, pois Rose apareceu a porta do Salão Principal, e sua expressão se fechou imediatamente.



Eu disse que haveria uma tempestade a qualquer momento. Só não sabia que essa tempestade viria acompanhada de furacões, relâmpagos e granizos.

Preparem-se Hogwarts, tempos difíceis estão por vir, e eu aconselho que todos se protejam!




Rose caminhou até a mesa da Sonserina, com as mãos cerradas. Sentia suas unhas entrarem em sua palma da mão, mas não se importava com isso. Parou em frente ao namorado e a menina.

- Rose! – Maris exclamou sorrindo – Que bom que chegou! Venha se juntar a nós!

- Não preciso de convite para me juntar a vocês! – Rose respondeu seca.

- Ah, certo... Clima pesado no ar, estou sentindo! – Maris sorriu – Bom, vou voltar pra minha mesa! Vejo vocês na próxima aula! – ela disse, e antes de sair, bebeu um pouco do suco de Scorpius, marcando o copo dele com seu brilho labial.

Rose ficou calada. Apenas acompanhou toda cena, com uma vontade incrível de azarar, não só Scorpius, como também aquela garota, que ela considerava oferecida e vulgar.

- É, realmente precisamos conversar! – Rose disse de forma fria – E a propósito, limpa o batom que tá no seu copo! – ela saiu completamente irritada, sem dar a Scorpius, a chance de se explicar.



***




Depois do jantar, os alunos caminharam para a sala do Clube dos Duelos. Os mais novos, que não poderiam participar, apenas foram para apreciar e prestigiar os professores, afinal de contas, não era todo mundo que poderia ter Harry Potter e Ronald Weasley, como professor.

Assim como os outros professores, Harry e Rony fizeram um breve discurso de boas-vindas e se desculparam pela demora das aulas, pois estavam enrolados com os trabalhos no Ministério, e só agora tiveram tempo para comparecer a Hogwarts. Explicaram também o motivo daquela matéria ser opcional, e o porquê não queriam alunos muito novos duelando.

- Tio, eu ainda não entendi o motivo que nós não podemos participar! – Louis disse um pouco aborrecido.

Harry riu e se abaixou, para ficar da altura do sobrinho.

- Você, a Luiza e os outros, ainda não aprenderam feitiços defensivos e de ataque. Estão iniciando na escola, e precisam amadurecer mais, antes de sair estuporando alguém!

- Mas...

- Assim que estiverem preparados, vão entrar pro Clube e mostrar o porquê dos Weasley, Potter e agora também Dursley, serem tão respeitados! – Harry deu uma piscadela e se afastou. – Agora vamos começar, e eu sugiro que iniciemos por Alvo e Rose!

- Ótima escolha, cunhado! – Rony concordou sorridente.

Rose e Alvo, que estavam sentados junto com os demais alunos do 7º ano, riram e reviraram os olhos. Desde a briga que tiveram no 4º ano e duelaram em frente de grande parte da escola, eles eram considerados, juntamente com Scorpius, os melhores duelistas de Hogwarts.

- Só uma pergunta, por que nós sempre temos que começar? – Alvo perguntou divertido, caminhando pra outra extremidade do salão.

- Porque nós somos os filhos, e conseqüentemente, as cobaias da experiência! – Rose respondeu, enquanto prendia os longos cabelos em um rabo de cavalo.

- Isso mesmo, sobrinha! Vocês, como nossos filhos mais velhos precisam demonstrar como se faz! – Harry comentou.

- Ei, eu não sou o mais velho! – Alvo protestou.

- Não, mas como Tiago não está, você assume esse posto! – Harry disse – Agora chega de conversa e vamos logo!

- Isso aí, acabe com ele filha, e mostre como se faz! – Rony brincou.

- Papai, ele é meu primo!

- Ah é... Foi o calor da emoção! – todos riram.

Num movimento rápido e habilidoso, Rose e Alvo sacaram as varinhas e começaram a duelar. Riam abertamente enquanto o faziam. Um não conseguia acertar o feitiço no outro, embora se esforçassem pra isso.

- Essa passou perto, priminha! – Alvo disse entre risos, quando saltou para o lado, para se desviar de um feitiço.

- Na próxima eu acerto então! – Rose disse no mesmo tom, enquanto conjurava o feitiço escudo, para se proteger da azaração que Alvo lhe lançava.

Todos os alunos e professores acompanhavam aquele duelo, admirados. Era impressionante a facilidade com que Rose e Alvo tinham de atacar e se proteger. Os dois pareciam brincar no meio daqueles feitiços, e isso deixava os demais completamente sem fôlego.

- Como seu quase marido há 17 anos, você não deveria dar essas investidas sabia?! – Alvo brincou, enquanto lançava alguns feitiços de proteção.

- É justamente por você ser meu quase marido há 17anos, que eu dou essas investidas! – Rose disse rindo – Isso é por você não ter me ligado no natal! – a ruiva lançou um feitiço, que é claro, Alvo desviou.

- Mas eu estava ao seu lado no natal, não é justo, meu moranguinho! – os dois riram.

- E isso aqui, é por... Ah, é por você ter me enganado todos esses anos! – ela lançou outro feitiço.

- Mas minha lobinha disfarçada de anjo, você me engana há quase quatro anos com o Scorpius, temos direitos iguais! – Alvo disse, enquanto se livrava do feitiço e lançava outro contra a ruiva.

- Ei, a quase esposa sou eu, portando as regras são feitas por mim! E nós não temos direitos iguais! – novamente eles riram.

Foi quando os dois lançaram um feitiço ao mesmo tempo, que algo aconteceu. A varinha de Alvo e Rose ficaram ligadas pelo feitiço, e eles não conseguiam separar aquela ligação.

Alguns feitiços que os dois haviam feito nas últimas horas começaram a aparecer. Tais como os realizados na aula de Transfiguração e Defesa Contra as Artes das Trevas.

- Finite Incantatem – Harry sacou sua varinha e interrompeu a ligação da varinha do filho e da sobrinha. O impacto daquela interrupção lançou Rose e Alvo para trás, com tamanha força, que todos se colocaram de pé pra ver se estavam bem.

- Ai meu Merlin, Rose! – Rony correu em direção à filha – Filha, fala comigo! FALA COMIGO! – o ruivo abraçava a filha desesperado.

- Eu ô em ai! – Rose respondeu e sua voz saiu abafada pelo abraço.

- Meu Deus, ela não consegue nem falar direito!

- Claro né pai! Com o senhor esmagando a pobre coitada, não há santo que a faça responder! – Hugo disse divertido.

Somente depois das palavras do filho, que Rony foi ver que praticamente esmagava a filha no abraço.

- Ah, desculpe!

- Eu disse que tô bem pai! – Rose disse, enquanto se levantava.

- Você tá legal mesmo? – Scorpius perguntou preocupado.

- Tô sim! – Rose respondeu e se virou para o tio – O que foi aquilo?

- Eu acho que você sabe a resposta Rose! – Harry disse.

- Priori Incantatem? – ela arriscou.

- Exatamente! – Harry respondeu sorrindo.

- Céus, 7 anos depois e eu descubro que minha varinha é irmã da varinha da Rose! – Alvo debochou e os demais riram.

Depois do ocorrido, Harry explicou para todos o que era exatamente a “Priori Incantatem”, mas omitiu o fato de que aquela mesma ligação já havia ocorrido com ele e a varinha de Lord Voldemort, quando estava em seu 4º ano.

Passado o momento de espanto e admiração com a explicação dada pelo professor, Harry e Rony retomaram os duelos, e aos poucos, foram chamando as duplas que se enfrentariam.

Alguns deles eram realmente bons, outros nem tanto, mas os professores podiam notar a força de vontade e o desempenho dos alunos para melhorar.

- Ótimo Moss, mas aconselho que treine mais os feitiços não verbais, pois isso o ajudará na sua defesa! – Rony disse de forma amigável – Agora é a vez da Dominique Weasley e do Michael Carter.

Michael Carter, um dos alunos do 7º ano da Sonserina era um rapaz moreno, alto, forte, e muito bonito. Fazia parte da elite, e pertencia ao grupo daqueles que não valiam nada.

Dominique Weasley estava cursando seu 4º ano e como todo membro de sua família, pertencia a Grifinória. Filha do meio de Fleur e Gui, e uma jovem muito bonita. Alta, esguia, com longos cabelos loiros e olhos claros, e muitos a julgavam parecidíssima com sua mãe, quando era mais jovem.

O sonserino deu seu melhor sorriso canalha, quando olhou a loira caminhando em sua direção, para fazer a referência. Um dos principais defeitos de Michael era sempre se meter com meninas mais novas, fazer juras de amor, brincar com elas e depois dispensá-las.

- Pequena Weasley, como vai? – ele perguntou, enquanto caminhava na direção da loira.

- Muito bem, ao contrário de você, que ficará péssimo depois do duelo! – Dominique respondeu e muitos deram risadinhas.

- Se acha muito esperta, não é, pequena Weasley?

- Bom, com certeza sou mais do que você! – ela respondeu novamente.

- Você é arisca e inteligente, pequena Weasley, e gosto disso! – Michael parou no centro do salão.

- Você é idiota e burro, e eu desprezo isso! – ela fez a reverência e se afastou. Michael contemplou por alguns segundos os cabelos da menina fazendo ondas no ar e em seguida se afastou também.

- Se eu pudesse te beijar agora, dormiria feliz! – Michael falou, enquanto sacava sua varinha.

- Engraçado, porque se você me beijasse agora, dormiria pra sempre! – Dominique sacou sua varinha e num movimento rápido, estuporou o rapaz, que estava muito ocupado, mandando o pessoal da Sonserina parar de rir do fora que ele havia levado.

- Parabéns Nique! – Harry sorriu para sobrinha – E você, Michael, deveria parar de fazer gracinhas e se preocupar mais com sua defesa que está péssima!

Novamente todos riram. A aula se estendeu por mais algum tempo, até que finalmente, os professores a deram por encerrada e dispensaram os alunos. Houve um murmúrio de desaprovação, já que essa era uma das matérias favoritas dos alunos, mas já havia passado do horário de aula e eles precisavam descansar para acordarem cedo e dispostos na manhã seguinte.

Como era de costume, a família Weasley/Potter, Alice, Scorpius, Vincent e Sophie, ficaram para se despedir dos professores. Mesmo brigados, Rose e Scorpius, estavam abraçados, próximo a Harry e Rony, e riam abertamente das notícias que lhe eram passadas.

De longe, Adam acompanhava a cena, e não soube ao certo porque seu estômago deu um salto quando viu a ruiva abraçada com o namorado.

Paola, que saía da sala com a amiga, reparou certo desgosto passar pelo rosto do rapaz e sorriu. Parecia ter reparado algo que mais ninguém havia dado atenção.



***




Depois da última aula e de saberem as notícias da família, Rose e Alvo caminhavam lentamente, em direção ao corredor que dava acesso aos seus respectivos quartos. Scorpius não estava com eles, pois havia seguido com os amigos para o salão comunal da Sonserina, para comunicar ao time que havia marcado outro treino para o dia seguinte. Os demais primos/irmãos dos dois seguiram para a sala comunal da Grifinória.

- Vocês brigaram né?! – Alvo perguntou de repente.

- Mesmo disfarçando ao máximo, tá tão na cara assim? – Rose perguntou, tentando parecer animada.

- Para os outros talvez não, mas para mim, que te conheço desde sempre, tá praticamente escrito na sua testa em letras fluorescentes! – os dois riram.

- Ele ficou zangado por ter me visto com o Krum... – a ruiva suspirou – Estávamos conversando e rindo de umas bobagens, e ele não gostou!

- Achei que você e o Krum não se dessem bem!

- E não nos dávamos... Mas começamos a conversar e acabei descobrindo que ele não é tão ruim quanto aparentava!

Alvo suspirou e encarou a prima com uma expressão um pouco séria.

- Rose, eu sei que a vida é sua e que não devo me meter, mas o Krum não me inspira confiança. E não digo isso porque você e o Scorpius brigaram por causa dele, mas sim pelo jeito... Algo me diz que ele não é uma pessoa confiável, por isso, toma cuidado, certo?!

- Certo! – a ruiva respondeu sincera – Alvo, tá tudo bem com você?

Alvo sorriu.

- Acho que preciso treinar oclumência, você anda lendo meus pensamentos! – os dois riram novamente – Ah, em parte tá tudo bem! Meu relacionamento com a Alice tá tranqüilo, mas...

- Mas...?

- Mas parece que às vezes ela quer me falar algo, sei lá! Tem horas que parece que ela desconfia do que sinto...

Rose passou o braço pela cintura do primo, o abraçando, enquanto continuavam caminhando.

- Dê um tempo pra ela! Alice sabe que você a ama, mas escutar coisas sobre o passado do seu namorado, pode ser mais difícil do que a gente pense! Você precisa concordar que seu passado não é o dos mais santos... Então espera ela se acostumar com isso! Tenho certeza que ela sabe que você a ama demais, e que não faria nada para machucá-la.

- Gostaria de ter essa mesma certeza que você!...



***




- Você viu a cara preocupada do Scorpius, porque aquela ruiva idiota foi lançada para trás? – Maris dizia em francês, enquanto andava de um lado para outro no salão comunal da Corvinal.

Paola, apenas lixava as unhas, enquanto ouvia o desabafo da amiga. Aparentemente não estava preocupada com o que ouvia.

- Por mais que eu pense, ainda não consegui encontrar uma forma de separá-los definitivamente... Embora ela tenha ciúmes de mim, é óbvio que não posso ficar me insinuando sempre pro Scorpius, por que aí eu passo pela oferecida, e... PAOLA, você tá me escutando, ou lixando as unhas? – Maris encarou a amiga furiosa.

- Na verdade tô fazendo os dois! – Paola respondeu de forma tranqüila.

- Aff, você devia me ajudar a pensar em alguma coisa!

- Mas como você quer que eu faça isso, se está pensando da forma errada?

- Explique!

Paola sorriu e se sentou melhor no sofá para encarar a amiga.

- Como você disse, se continuar dando em cima do Scorpius, passará por oferecida! Então, acho que você precisa de ajuda para que o plano dê certo! – ela disse como se fosse a coisa mais óbvia.

- Ajuda? Mas de quem?

Paola riu.

- Você realmente não presta muita atenção no que acontece a sua volta, minha querida amiga! Quando falo de ajuda, me refiro a Adam Krum...

Agora foi a vez de Maris rir.

- E em que o Krum pode nos ajudar? Por favor, ele detesta a Rose!

- Tem certeza disso? – Paola perguntou em tom misterioso – Hoje ele nos afirmou que ela não era tão chata quanto ele pensava, e eu o observei durante todo clube de duelos... Sua expressão de desgosto ao olhar pro “casal pop” junto era nítida, embora tentasse disfarçar ao máximo!

- Está querendo dizer que...?

- Sim! Estou querendo dizer que o Adam está apaixonado pela Rose, e se quisermos separar o casalzinho precisamos trazê-lo para nosso lado e convencê-lo que o melhor que tem a fazer é se unir a nós e trabalharmos juntos!

Paola pôde ver a compreensão tomar conta do rosto da amiga e então as duas começaram a rir.

- Só temos um problema, Pah!

- E qual seria? – perguntou despreocupada.

- Como vamos convencer o Adam, a se unir a nós? Ele pode ser mal-educado e grosso com as pessoas, mas tá na cara que preserva valores e não gosta de golpes baixos!

- Sim... – Paola disse pensativa – Mas é pra isso que eu conto com sua inteligência e charme para convencê-lo. Até onde eu me lembre, não há nada que Maris Craig e Paola Gusmand, não consigam!

- Toda noite, o Adam costuma ficar aqui até tarde estudando...

- O que significa que esta noite atacaremos!



***




Na Grifinória, enquanto Lily e Hugo namoravam próximo à lareira, Alice terminava de fazer o trabalho de feitiços que havia deixado pra última hora.

- Que bonito! Eu aqui me matando de estudar, e vocês dois aí, no maior amasso! – Alice brincou e jogou um pergaminho em cima do casal.

- Você deveria procurar seu namorado e fazer o mesmo! – Lily disse rindo.

- Eu procuraria, se não fosse o fato de que para chegar até meu namorado, eu precisasse atravessar metade do castelo, para chegar ao corredor, onde fica o quarto dele!

Os três riram.

- Ali, para o amor, não existem barreiras, você deveria saber disso! – Hugo debochou.

- Barreiras não, mas o senhor Filch existe e está muito acordado perambulando pelos corredores! – Alice disse sorrindo, mas logo sua expressão mudou para uma mais séria.

- O que foi? – Lily perguntou preocupada.

- Lily, eu sei que ele é seu irmão, mas preciso saber sua opinião!

- Minha opinião? – a ruiva perguntou – Tá né, me diga o que quer saber!

Alice respirou fundo.

- Você... Bom, vocês... Vocês acham que o Alvo realmente me ama?

Lily e Hugo se entreolharam completamente confusos.

- Por que a pergunta? – Lily indagou.

- Bom, é que...

- Sim, ele te ama! E demais por sinal! – Hugo respondeu – Ali, ele é meu melhor amigo, e uma vez me confessou que o dia que namorasse alguém, seria porque realmente ama essa pessoa, e não por diversão! – finalizou – Mas, por que a dúvida? Disseram alguma coisa pra você?

- Não, por nada... Só foi uma curiosidade...



***




No salão da Corvinal, grande parte dos alunos já havia se recolhido em seus dormitórios. Alguns para dormirem, outros para aproveitarem a calma e conversarem, e ainda aqueles que queriam estudar no mais profundo silêncio.

Adam, como sempre, estava sentado em uma das poltronas próximo a janela, e lia tranquilamente um livro de Aritmancia, quando percebeu suas amigas se aproximarem. Não ergueu os olhos. Se elas quisessem algo teriam que chamá-lo para ter sua atenção. E foi exatamente o que fizeram, mas para sua surpresa, usaram o francês, para se comunicarem.

- Podemos conversar com você? – Maris perguntou.

- Sim! – ele respondeu, sem encará-las.

- Então pare de ler esse livro e preste atenção em nós! – Paola ordenou.

- O que te faz pensar, minha cara, que só porque estou lendo, não estou prestando atenção? Existem pessoas multifuncionais sabia? – Adam retrucou de forma tranqüila, ainda sem encará-las – Mas, se prefere que eu a encare, vou lhe dar esse prazer! – ele fechou o livro e olhou para as duas – O que querem?

Maris e Paola se entreolharam. Parando para pensar agora, talvez convidar Adam para fazer parte do plano não fosse uma coisa tão confiável. Mas já que estavam ali, não iriam desistir.

- Estivemos observando você...

- O que não é novidade, Maris, já que grande parte dessa escola me observa!

A morena revirou os olhos.

- Parem de enrolar logo e sejam diretas, o que querem? – Adam ordenou.

- Sabemos que você tem prestado atenção em uma pessoa nessa escola! – Paola disse séria.

- Ah sim, e quem seria? – Adam disse em tom de deboche.

- Rose Weasley!

Adam gargalhou ao ouvir a afirmação feita por Paola. Tentava se conter, mas aquela enorme palhaçada que a jovem havia falado era realmente engraçada.

- Você quer dizer, que eu, Adam Krum, ando observando Rose Weasley? – ele indagou, mas não esperou resposta e completou – Céus, a mente de vocês é realmente fértil!

As poucas pessoas que restavam no salão se retiraram. Esperavam ter silêncio para terminar seus deveres, mas aqueles três resmungando coisas em francês o tempo inteiro, tiravam a concentração daqueles que queriam realmente estudar.

- Você pode rir o quanto quiser queridinho, mas não pode negar o inegável! – Paola disse, cheia de razão – Estive observando você, e a forma que você a olha... Sente alguma coisa por ela, e mesmo que negue agora, mais cedo ou mais tarde vai aceitar o fato que está apaixonado, e que apenas perdeu tempo, tentando afastar essa idéia de seus pensamentos. – ela sorriu – Não seja como as outras pessoas, que preferem sofrer ao aceitar uma verdade tão óbvia!

- E qual verdade seria essa? A de que eu estou apaixonado pela Weasley? – ele ironizou – Ah sim, você também quer que eu diga que estou adorando morar aqui e que ter mudado me fez bem?

- É como eu disse, mais cedo ou mais tarde, vai ver que eu tenho razão ao afirmar que você está apaixonado pela ruiva sabe-tudo... É só uma questão de tempo! – Paola sorriu – Vou me deitar agora! Boa noite a vocês! – ela disse de repente, mas antes de sair lançou seu mais profundo olhar de cumplicidade a Maris, que entendeu que precisava continuar sozinha.

Adam esperou que Paola estivesse longe, para então, encarar a morena sua frente.

- O que vocês querem? – ele abandonou o francês e perguntou de forma direta.

- Você! – Maris respondeu de forma simples.

- Uau, e como preferem? As duas ao mesmo tempo, ou uma de cada vez? Vocês decidem, eu apenas cumpro ordens! – ele sorriu da forma mais canalha possível, e não se surpreendeu ao ver que Maris não se intimidou.

- Quem sabe outra hora! Mas agora precisamos de você para outra coisa... – sorrindo, a morena se sentou no braço da poltrona na qual Adam estava e o encarou.

- Não vai fazer o mesmo discurso que sua amiguinha fez, e dizer que estou apaixonado pela Weasley né? Porque isso é ridículo!

- Embora concorde com ela, não, eu não vou fazer outro discurso!

- Então, pra que diabos você precisa de mim?

Maris sorriu.

- Mesmo que você negue estar apaixonado pela Weasley, não pode negar o fato de que o Scorpius sente ciúmes dela quando está ao seu lado!

- E o que eu tenho com isso?

- Quero que me ajude a separá-los!

- E por que eu faria isso?

- Porque está apaixonado por ela!

- Pela última vez, eu NÃO estou apaixonado pela Rose! – ele exclamou irritado – Será que deu pra você entender?

- Por que você não aceita isso logo de uma vez? – Maris perguntou, também irritada.

- Porque não é verdade!

- Não! Você não assume, porque não é homem suficiente pra isso!

- Ah, você acha que não sou homem suficiente?

- Acho!

- Tem certeza?

- A-B-S-O-L-U-T-A!

- Vou te provar o quanto está enganada!

- O que quer... – Maris foi interrompida, pois logo se viu puxada para o colo do moreno e envolvida em um beijo nada gentil, porém quente. Adam a pegou de surpresa, mas mesmo assim, foi impossível para ela resistir àquela sensação de ser beijada por ele de forma agressiva e provocante.

Não demorou e suas mãos estavam dançando pela nuca do rapaz, enquanto as dele faziam uma excursão por sua cintura...

Maris só foi se dar conta da situação que estava, quando sentiu as mãos de Adam deslizarem por suas pernas, e então, a voz da sua razão gritou e ela conseguiu se afastar.

- Diz... agora que eu... não sou homem suficiente! – Adam a desafiou, encarando os olhos claros de Maris.

- Te dou até amanhã à noite pra pensar no que lhe disse! Quero que me ajude a acabar com o relacionamento de Rose e Scorpius! – ela se levantou do colo de Adam, aparentemente, nem um pouco constrangida.

- E o que ganho com isso?

- Muitas coisas... Só depende de você!

Ela se virou para sair, mas sentiu a mão de Adam segurar seu braço.

- Não vai me dizer o que achou do beijo?

- Amanhã! Quando você me der uma resposta! – ela respondeu e foi para o dormitório, deixando um Adam pensativo pra trás.

“Eu não estou apaixonado pela Weasley... Não posso estar!”, ele pensou, ignorando completamente o que havia acontecido ainda a pouco.



***




Michael, Chad e alguns outros alunos do 6º e 7º ano da Sonserina, estavam espalhados pelo salão comunal, conversando. Já haviam recebido o recado de Scorpius a respeito do treino. O loiro, por sinal, não foi muito educado com as palavras e não se preocupou em sair e deixar grande parte do time falando sozinho.

- Michael, diz aí cara, o que foi aquela cena com você e a loira Weasley? – Chad perguntou, enquanto bebia um gole de sua cerveja amanteigada.

Michael riu.

- Aquela garotinha pensa que é muito esperta, mas está muito enganada!

- Ela pareceu bem esperta quando respondeu você hoje na aula! – um garoto do 6º ano disse.

- Sim... Talvez eu tenha subestimando a capacidade dela... – Michael sorriu.

- Xiiiiii, conheço esse sorriso! – Chad disse mais para ele que para os demais.

- Ela até que é gostosinha, pra quem tem só 14 anos... – um rapaz do 7º ano falou.

- Sim, e é minha! Portanto, fiquem longe dela! – Michael respondeu seco.

- Eu disse que conhecia aquele sorriso! – Chad exclamou e encarou o amigo – O que pretende fazer?

- Nada demais... Mas acho que está na hora do lobo sair atrás da caça, - Michael sorriu maliciosamente – ou se preferirem, da serpente ir buscar a presa...



***




Já era tarde, e Rose arrumava os relatórios recebidos pelos monitores àquela semana. Estava sem sono, seu dia havia sido cheio, e ela ainda precisava terminar um trabalho de Runas Antigas, para entregar na manhã seguinte.

- Eu vou enlouquecer! – ela exclamou, quando terminou de organizar a pilha de relatórios em sua mesa. Em quase um mês de aula, havia papel ali para o restante do ano, e muitas vezes ela se perguntava se aquele controle todo era realmente necessário.

Já estava se preparando para abrir o livro de Runas, quando bateram a porta de seu quarto. Sua intuição, enquanto caminhava em direção a porta, já lhe dizia quem era a pessoa do outro lado, e quando a abriu, não se surpreendeu ao ver Scorpius ali.

- Muito ocupada? – ele perguntou.

- Mais ou menos, ia começar a fazer um trabalho de Runas agora, mas pode entrar! Essa conversa é mais importante!

- Concordo! – Scorpius entrou e parou próximo à mesa que a ruiva trabalhava.

Rose fechou a porta atrás de si, caminhou até a mesa, deu a volta e se sentou no local que estava, antes do namorado aparecer. Sua cabeça começava a doer e ela tinha a leve impressão que a dor pioraria depois da conversa.

- Então, quer começar ou prefere que eu comece? – ela perguntou, massageando as têmporas.

- Eu começo! – Scorpius respondeu seco – Sabe, por mais que eu tente, não consigo achar uma explicação pro seu comportamento! Um dia você reclama, diz que odeia o Krum e tudo que vem dele, e no outro, eu vou à biblioteca e encontro vocês gargalhando, sobre sabe-se lá Merlin o que!

- O que quer dizer com isso?

- Quero dizer que é muito estranho, odiar alguém e mesmo assim rir com essa pessoa!

- Scorpius, eu disse a você, que hoje descobri que ele não é o que eu pensava que fosse!

- Como descobriu isso? Tiveram outra batalha genial de conhecimento, e ele deixou você ganhar, foi?

- Não! Nós trabalhamos juntos naquela maldita tabela, começamos a conversar e descobrimos que nossos pais foram amigos no passado!

- Seu pai, amigo do Vitor Krum? É alguma piada? Até eu sei que seu pai não gosta dele!

- Não me refiro ao meu pai! Minha mãe e o pai do Krum, foram, como eu posso dizer...

- Namorados? – Scorpius chutou. Seu tom de voz não era de alguém que pretendia ter uma conversa amigável.

- Não exatamente! Acho que tiveram um pequeno relacionamento, e depois se tornaram amigos!

- AH ENTÃO É ISSO!

- É isso o que? – Rose perguntou confusa e irritada.

- O filho quer terminar o que o pai não conseguiu!

- Scorpius, o que está tentando dizer com...

- Eu não estou tentando dizer nada, Rose! – Scorpius gritou – Estou afirmando! Tá na cara que esse Krum tá dando em cima de você!

- Ele não está dando em cima de mim!

- Por Merlin, ou você é realmente inocente, ou se faz! Rose, qualquer um perceberia a forma que ele olhava pra você!

- Ele não me olhava de forma nenhuma!

- Isso, defende o novo amigo! – Scorpius estava perdendo a razão, mas não se importava. Queria desabafar a raiva que sentia daquele cara, por estar com sua noiva. Rose podia dizer o que quisesse, mas ele tinha certeza que o Krum queria algo mais além da amizade dela.

- EU NÃO ESTOU DEFENDENDO NINGUÉM! – Rose gritou, e sem perceber já estava de pé – Você me acusa, fala várias coisas, mas não enxerga seus próprios erros!

- Meus erros? – Scorpius gargalhou de forma sarcástica – Agora o errado aqui sou eu! Que legal!

- Sim, seus erros! Aquela Maris dá em cima de você, da forma mais descarada possível, faz de tudo pra me provocar e você não se importa!

- Você está enxergando coisas, onde não existem!

- Enxergando coisas? Essa menina não presta! Até o Vincent acha isso, e olha que pra ele dizer isso de alguém é preciso realmente que a pessoa não valha nada!

- Ela só é simpática! Por favor, Rose! Nossos pais são sócios! E não queira fugir do assunto, a nossa conversa era sobre você e o Krum!

- Achei que essa conversa era sobre as coisas que nos chateiam! – ela protestou – E que ótimo! Você diz que eu defendo o Adam, mas faz a mesma coisa com sua amiguinha!

- Adam? Agora o chama pelo primeiro nome também? POR QUE NÃO COMEÇAM A ESTUDAR JUNTOS? SERIA UMA ÓTIMA OPÇÃO!

- PÁRA DE GRITAR COMIGO! – Rose gritou de volta – E talvez seja uma boa opção mesmo! Antes estudar com alguém que é só amigo do que conversar com uma pessoa, que além de dar em cima de você, ainda deixa marca de batom no seu copo!

- Ah claro, estudar! Tinha me esquecido que os estudos sempre foram muito importantes pra você! – Scorpius debochou – Mas com o Krum por perto, não dá pra garantir que vocês vão só estudar! – disse sem pensar, mas logo percebeu que tinha falado a maior besteira da sua vida. Nunca desconfiara de Rose, e não era agora que o faria. Scorpius sabia que ela o amava e que nunca faria tal coisa, mas por algum motivo, não conseguiu conter aquela última frase.

- Sai daqui! – Rose ordenou visivelmente magoada.

- Rose, eu...

- Eu quero que saia daqui, AGORA! – ela tentava conter as lágrimas. Não queria chorar agora. – Eu nunca, NUNCA, lhe dei motivos pra pensar uma coisa dessas. E não admito que diga algo do tipo pra mim!

- Eu... Eu perdi a cabeça!

- Perdeu a cabeça? E que culpa eu tenho? Vou dizer isso pela última vez, e espero que você me entenda bem! Adam e eu somos apenas parceiros em um trabalho de Aritmancia e nada mais! – algumas lágrimas escorriam pelo rosto de Rose – Saia daqui agora! Não quero ouvir mais nada que venha de você!

- Rose, escuta...

- ESCUTAR QUE VOCÊ ACHA QUE EU POSSO FAZER ALGO QUE MAGOE VOCÊ? NÃO, OBRIGADA! AGORA ME DÊ LICENÇA E ME DEIXE SOZINHA!

Scorpius ainda tentou se aproximar dela, e pedir desculpas, mas Rose se afastou. Ele percebeu que havia feito a única coisa que não deveria: desconfiado dela. Sem dizer mais nenhuma palavra, ele saiu do quarto, visivelmente magoado consigo, por ter dito uma coisa daquelas.

Rose se virou e subiu correndo para seu quarto. Definitivamente, não tinha cabeça para terminar aquele trabalho agora. A única coisa que precisava fazer era descansar e colocar a cabeça no lugar. Coisa, que ela desconfiava, que fosse demorar bastante!



***




Na manhã seguinte, Scorpius estava sentado à mesa da Sonserina, junto com os amigos e parte do time de Quadribol. Havia marcado mais um treino para aquele dia, e, com seu humor nada pacífico, ordenava que os jogadores chegassem na hora marcada. Sua atenção logo foi desviada para Rose, que entrava no salão, abraçada com o primo, e com uma expressão nada contente.

- Toma Rose! – Hugo estendeu um pequeno frasco para irmã, assim que ela se sentou à mesa.

- O que é isso?

- Poção pra dor de cabeça! Sabe como é, sou seu irmão, e conheço bem quando está com uma daquelas dores insuportáveis!

- Como sabia que eu precisaria de um remédio pra dor de cabeça? – ela perguntou confusa.

- Eu não sabia! Hoje eu tava mexendo no meu malão, e encontrei esse frasco lá, junto com outras poções para dor, que a mamãe insiste em colocar pra gente. Daí, algo me disse que eu precisava trazer comigo e bom... Vejo que minha intuição de irmão é realmente boa, já que você está com dor de cabeça!

- Obrigada! – Rose beijou a bochecha do irmão, derramou o conteúdo do frasco dentro de um copo de suco e bebeu.

- Aff, eu detesto esses trabalhos! – Dominique exclamou, enquanto folheava um livro de poções, visivelmente irritada.

Rose ao ver a prima fazer isso, se lembrou do seu trabalho de Runas e levantou de um salto.

- Ai meu Merlin! – ela exclamou, pegando o material.

- Rose, o que...?

- Não dá pra falar agora, Lily! Vejo vocês depois! – ela saiu rápido do local que estava e caminhou em direção a porta do salão principal.

- Rosecreide, aonde vai com tanta pressa? – Vincent perguntou divertido, ao ver a amiga sair tão depressa.

- A biblioteca! – ela respondeu rápido, antes de sumir porta afora.

- Tá explicado a pressa! – o moreno disse e viu os amigos rirem.

Na mesa da Corvinal, outro moreno acompanhava tudo, bastante atento. Algo lhe informava que havia alguma coisa errada e ele sentia-se tentado a descobrir.



***




Rose tinha terminado sua tradução de Runas, e agora devolvia os livros à prateleira da biblioteca. Precisaria correr para não chegar atrasada na primeira aula, e não receber uma bronca do professor.

Foi com certa surpresa, que ela encontrou com Adam, parado a porta da biblioteca, segurando um sanduíche e um copo de suco.

- Adam, o que faz aqui? – ela perguntou curiosa.

- Vim trazer um lanche pra você! Já que seu namorado, amigos, primos, irmão, coruja, entre outros, não perceberam que a senhorita saiu sem comer! – Adam respondeu como se aquilo fosse óbvio e entregou o lanche a menina, que pareceu relutante em aceitar – Ah, vamos lá! Juro pra você que não tá envenenado!

Rose riu, e aceitou o lanche. Estava realmente com fome, e Adam parecia ter adivinhado.

- Não sabia que sua sede por conhecimento fazia você sair correndo em pleno café da manhã, para biblioteca! – ele brincou.

- E não faz! – ela respondeu, enquanto bebia um gole do suco – Só corri, porque precisava traduzir aquele trabalho de Runas, para entregar hoje!

- Ah sim! – Adam respondeu – Merlin, vamos ter que correr muito se não quisermos nos atrasar!

- Quanto tempo temos pra chegar à aula?

- Cinco minutos! – ele respondeu – Vem comigo! – Adam segurou a mão da ruiva, e disparou com ela pelos corredores, sem se importar em quem estavam esbarrando durante o caminho.

Ao contrário do que Rose pensava, ele tomou caminho por outro corredor, e quando ela protestou, Adam apenas respondeu que era mais rápido, e continuaram correndo. Os dois só pararam quando estavam próximos a sala, se encararam e desataram a rir, fazendo com que os demais os encarassem, confusos.

Adam e Rose não sabiam, mas durante o caminho, alguns alunos que viram aquela cena, trataram de pegar o pergaminho mágico e escrever no seu verso, o que tinham presenciado...



FLAGRADOS:

A mais famosa estudante de Hogwarts, Rose Weasley, e o novato mais cobiçado da escola, Adam Krum, foram vistos correndo pelos corredores da escola, numa atitude um tanto suspeita
.
O que será que a dupla estava aprontando hein? Correndo juntos pelos corredores, antes da primeira aula, é algo realmente estranho, ainda mais para duas pessoas que se declaravam... Inimigas!

Parece que o ódio que cercava o coraçãozinho da dupla de nerds, se desfez e eles descobriram que têm bastante coisa em comum!

Vejo vocês, queridos!

Xoxo,
Garota Misteriosa.




- Você pode me explicar o que é isso? – Scorpius, furioso, atirou o pergaminho em cima da mesa em que a ruiva estava sentada, assim que entrou na aula de Transfiguração. Por sorte, Minerva ainda não estava no local.

Rose pegou o pergaminho e leu. Não conseguiu conter sua expressão surpresa, ao se virar pro namorado.

- Estávamos indo para aula de Runas!

- Juntos?

- Sim, é que nós...

- Se encontraram por acaso e resolveram caminhar pelos corredores sozinhos, foi? – Scorpius debochou. Não se importava que na sala, todos estivessem acompanhando a discussão, atentos.

- Não! Ele me viu sair do Salão Principal sem comer, e foi até a biblioteca me levar um lanche!

- Agora ele se preocupa com sua boa alimentação também, é?

- Ele só estava sendo gentil!

- Claro, e depois de lanchar, vocês resolveram correr pelo corredor, como se fossem um casal em fuga!

- Está desconfiando de mim novamente? – Rose o encarou com o mais profundo ódio, estampado nos olhos.

- Não, só estou dizendo o que metade das pessoas está pensando agora!

- E desde quando se importa com o que as pessoas dizem?

- Desde quando eu te amo, e sinto ciúmes de você! Mas que droga! – ele se afastou da ruiva, e voltou até sua mesa, para pegar o material.

- Scorpius, aonde vai? – Sophie perguntou, preocupada.

- Sair daqui! Não tô com cabeça pra estudar!

- Quer que a gente vá com você, cara? – Vincent perguntou.

- Não, obrigado! Prefiro ficar sozinho! – dizendo isso, ele saiu rápido da sala, antes que a professora chegasse. Não queria ficar próximo a Rose nem mais um minuto, pois tinha certeza que perderia o controle, e falaria coisas que não queria.



Hum... Tanta briga e confusão só por causa de uma notícia! Que coisa mais feia! Será que não passou pela cabeça do nosso adorado, cobiçado e invejado loiro Malfoy, que às vezes o relógio não colabora e nos obriga a correr para chegar no horário?

Ai, ai... Lembra daquela tempestade, com furacões e granizos? Pois bem, ela tem nome, sobrenome, endereço e uma herança pra lá de gorda. A fúria de Scorpius Malfoy parece estar prestes a explodir, e não quero estar perto quando isso acontecer!

Só espero que quem sobreviva me envie notícias sobre a devastação que a tempestade Malfoy causou!




Scorpius estava sentado, próximo ao lago negro, com as mãos apoiadas na cabeça. Aquele era o lugar que costumava se encontrar com Rose, antes de poderem assumir o namoro para todos. Sentia-se bem ali, embora sua mente insistisse em vagar para o passado e lhe trazer lembranças de uma época em que tudo parecia mais fácil para os dois.

Flashbacks

"- Então... Eu tava pensando e... – Ele sentiu as bochechas corarem e continuou olhando nos olhos da menina: - Eu sei que nossos pais não vão aceitar nós dois juntos, mas eu não quero ficar longe de você, e eu queria saber se você... Se você aceita namorar comigo? Mesmo escondido, mas se você não quiser correr os riscos tudo bem, eu entendo... - Ele desviou o olhar e ficou esperando uma resposta.

Naquele momento as palavras fugiram de Rose e seu cérebro parou de funcionar. Só se sentiu assim uma vez, e foi quando dançou com o loiro na festa das bruxas. Queria muito responder, mas estava em choque de tanta felicidade, e não conseguia fazer nenhum som sair de seus lábios. “Se não consegue falar Rose, faça algo!” – ela finalmente pensou, e antes que sua voz decidisse voltar, ela aproximou o rosto do menino e depositou um longo selinho em seus lábios. Quando se separou dele, sua voz parecia ter voltado e então ela finalmente respondeu:
- Sim, eu quero namorar com você! – dizendo isso, ela o abraçou bem forte."

“- Scorpius, espera! – Rose dizia entre risos, enquanto era arrastada pelo namorado, em direção ao lago negro – Não podemos matar aula, estamos no ano dos NOMs e precisamos estudar!

- Não vamos nos atrasar! – Scorpius disse, parando próximo a árvore que fica em frente ao lago – E outra, duvido que você prefira a aula daquele fantasma, a ter que ficar aqui comigo! – ele disse de forma sedutora, enquanto encostava a ruiva na árvore.

- É claro que prefiro ficar com você! – ela riu – Mas podemos...

Rose foi interrompida, por um beijo quente e romântico do namorado. Definitivamente aquilo era bem melhor do que aula de História da Magia e ter que aturar o professor Binns.”


Fim dos Flashbacks



Os olhos de Scorpius queimaram, devido às lembranças. De uns tempos pra cá as coisas pareciam não se encaixar mais de forma simples. Pareciam despedaçadas, desreguladas, desequilibradas... Ele se sentia péssimo por isso. Por as coisas terem chegado a esse ponto.

I wanted you to know that I love the way you laugh
(Eu queria que você soubesse que eu amo seu jeito de sorrir)

I wanna hold you high and steal your pain away
(Eu quero te abraçar bem forte e tirar sua dor)


Rose avistou o namorado e sentiu seu coração apertar. Mesmo sem falar nada, sabia perfeitamente o que ele pensava, o que sentia, pois provavelmente era o mesmo que ela. Scorpius devia se sentir perdido e magoado, da mesma forma que ela se sentia.

I keep your photograph and I know it serves me well
(Eu guardo sua fotografia; eu sei que ela me faz bem)

I wanna hold you high and steal your pain
(Eu quero te abraçar bem forte e tirar a sua dor)


Respirando fundo, Rose caminhou até onde ele estava e sem dizer nada se ajoelhou a sua frente e o abraçou bem forte. Sentiu as lágrimas dele, molharem seu pescoço, e seu coração apertou ainda mais. Chorava também. Não sabia se era por medo de perdê-lo ou por mágoa, mas ela chorava.

'Cause I'm broken when I lonesome
(Pois eu fico arrasado quando estou sozinho)

And I don't feel right when you're gone away
(E eu não me sinto bem quando você vai embora)

You've gone away
(Você se foi)

You don't feel me here, anymore
(Você não me sente aqui, não mais)


- Me desculpa! – os dois disseram juntos, enquanto ainda estavam abraçados.

- Eu não quero perder você! – Scorpius sussurrou.

- Você não vai me perder! Porque eu também não quero te perder, eu não posso te perder, porque eu te amo demais! – Rose também sussurrou e novas lágrimas caíram pelo seu rosto.

Eles se separaram e se encararam. Aquele contraste tão conhecido de azul-acinzentado no azul vivo, não revelava apenas um sentimento, mas também a alma dos dois. Rose e Scorpius atingiram um ponto tão profundo do relacionamento, que conseguiam enxergar a alma um do outro, e através dela, saber tudo o que queria ser dito, mas não era possível fazer em palavras.

The worst is over now and we can be breathe again
(O pior já acabou e nós podemos respirar de novo)

I wanna hold you high and steal my pain away
(Eu quero te abraçar bem forte e tirar minha dor)

There's so much left to learn and no one left to fight
(Ainda há muito o que aprender, e ninguém mais para brigar)

I wanna hold you high and steal your pain
(Eu quero te abraçar bem forte e tirar sua dor)


- As coisas andam cada vez mais difíceis... É como se as situações, por mais inocentes e pequenas que sejam, conspirassem para que tudo dê errado! E eu me sinto um idiota por perder o controle, e ser insensível ao ponto de dizer coisas cruéis pra você! – Scorpius dizia ao mesmo tempo em que chorava. Sua culpa por ter desconfiado da única pessoa que nunca lhe deu motivos pra isso, era tão grande que ele não conseguia conter a raiva de si próprio.

'Cause I broken and when I'm open
(Pois eu fico arrasado quando estou aberto)

And I don't feel like I am strong enough
(E eu não sinto que sou forte o suficiente)


- Eu nunca desconfiei de você! Aquelas palavras saíram sem que eu quisesse! Foram formadas como um jogo de palavras, e saíram de forma precipitada... – ele abaixou a cabeça – Às vezes eu estrago tudo, com esse meu jeito frio e cruel de ver as coisas que não me agradam, mas em nenhum momento eu tive ou tenho a intenção de descontar tudo em você! – o loiro respirou fundo – Ultimamente eu tenho a sensação de que a qualquer momento eu posso te ver partir... E pensar em uma coisa dessas me destroça, como se várias facas estivessem penetrando em meu corpo. É uma dor que eu não consigo explicar, e nem sei por que estou sentindo isso...

Houve uma pausa no desabafo de Scorpius. Talvez porque lhe faltassem palavras ou simplesmente porque não tinha mais forças pra continuar. Rose ouvia tudo calada e, assim como ele, chorava.

- Você é o único motivo que eu tenho para levantar todas as manhãs e sorrir. Eu não me importo com a fama que meu sobrenome carrega, e muito menos com a forma que ele influência as pessoas... A única coisa com que eu me importo, é com você e te ter ao meu lado...

- Você... – Rose ergueu o rosto do namorado com uma das mãos e o encarou – também é o único motivo pelo qual eu acordo sorrindo todas as manhãs. É a única pessoa que faz meu dia valer realmente a pena, e é o único, capaz de sentir há quilômetros a minha tristeza ou alegria. Você enxerga minha alma como ninguém consegue fazer. Você sabe exatamente quando estou bem ou não... E você é o único capaz de me fazer sentir amada.

“Sem você, Scorpius, minha vida não teria sentido. Foi por você que enfrentei nossa família para conseguirmos estar juntos aqui, e é por você estar na minha vida que agradeço todos os dias a Merlin, tamanha felicidade...

Pois, por mais que tenhamos brigas, eu sei que as coisas sempre voltam a se encaixar no final... E agora, com você dizendo que sente algo estranho, posso dizer com segurança que sinto a mesma coisa... Mas, é com a mesma segurança que digo, que por mais brigas, desentendimentos, e... – ela hesitou em dizer, mas respirou fundo e prosseguiu – separações, que possamos sofrer, você, Scorpius Hyperion Malfoy, sempre, SEMPRE, vai ser amado por mim, pois amor igual ao que eu sinto por você, não sentirei por mais ninguém!”

Depois dessas palavras, Scorpius a puxou e a beijou. Mas esse não foi como os outros. Não foi um beijo provocante ou até mesmo sedutor. Era mais como um beijo de despedida. Um beijo triste e ao mesmo tempo muito esperado pelos dois. Era como se através daquele beijo, eles estivessem selando um amor eterno e ao mesmo tempo dizendo que ficariam longe por um tempo... Aquele beijo, sem dúvida foi o mais profundo e repleto de emoções, que eles haviam trocado.

'Cause I'm broken when I'm lonesome
(Pois eu fico arrasado quando estou sozinho)

And I don't feel right when you're gone away
(E eu não me sinto bem quando você vai embora)


- Eu não quero perder você! – ele disse, ainda com a testa colada na dela.

- Você nunca vai me perder!... Não de verdade!






***




N/A: Oieeee!

Galera é com muita tristeza que informo a vocês, que provavelmente passarei algumas semanas sem internet.

Motivo? Vou me mudar! Sim, deu a louca aqui em casa, e estamos com o pé no caminhão de mudança, e isso provavelmente será essa semana. Então, até instalarem novo número e colocarem novamente a banda larga, eu terei que me contentar em apenas escrever os capítulos, sem poder postar pra vcs =/

Me dói o coração ter que avisar isso, mas é melhor deixá-los preparados, para não acharem que abandonei a fic, nem nada!

Tipo, dependendo do tempo que eu vá ficar longe, PROMETO, que na volta venho com dois capítulos de tirar o fôlego e posto eles pra vocês no mesmo dia! *autora tira a varinha do bolso* Se quiserem, eu faço até um Voto Perpétuo com vocês!

Espero que não me abandonem por causa desse contratempo *autora com lágrimas nos olhos*, se eu pudesse, não abandonaria vocês NUNCA, mas isso é por motivos de força maior...

Bom, agora adiantando sobre o próximo capítulo: Alice finalmente vai contar como foi a declaração/briga do Alvo pra ela, na véspera daquele almoço em família.

- As coisas entre Alvo e Alice vão começar a complicar; Hugo e Lily terão momentos mais fofos juntos.

- Scorpius e Rose... Bom, daqui pra frente as coisas entre eles vão ficar cada vez mais difíceis e quem chora muito, é bom reservar lenços de papel na farmácia! Podem colocar na minha conta, ok?! Afinal de contas, eu sou a responsável.

- Michael e Dominique... Bom, acho que vocês perceberam a intenção dele né?!

Sobre esse capítulo, eu sei que vocês vão reclamar sobre a falta dos casais Lily/Hugo e Vincent/Sophie, mas foi por uma boa causa! Nos próximos capítulos eles aparecerão bastante, e eu precisava muito focar especialmente em Rose/Scorpius, agora.

Bom, acho que é só isso... Torçam para que eu não fique muito tempo sem internet hein e também torçam pra que eu me dê bem na prova de amanhã O.O” kkkkkkkkkkkkkkk

ADOROOOOOOOOOOOOOOO vocês e espero vê-las em breve!

Xoxo,

Mily


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Comentários (2)

  • Bonin

    Essa Fic é perfeita :D Pena que tudo q é bom dura pouco... Hhaiuah

    2012-09-11
  • LelecrisMalfoy

    Meu Deus nunca chorei tanto na minha vida lendo uma história!!♥Amei a escolha da musica,Broken é uma das minha musicas favoritas.Estou chorando ate agora aqui,essa musica toca de verdade bem lá no fundo!!! BJS DA LEITORA CHORONA AKI!!RSRS

    2012-05-07
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