Mentes fechadas, traições



N/A: bom, normalmente eu não posto Cap. novo com apenas 2 coments, mas..
Hj tudo tem uma exceção..
Comentem, votem, e todo aquele papo dos típicos autores chantagistas..
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- Atrasada Granger.- Afirmou Draco com o olhar debochado.

- Vai à merda, loiro aguado.- Respondeu a castanha automaticamente, fitando de forma
vaga o garoto, que estava displicentemente com o corpo apoiado na parede, cabelos bagunçados e um sorriso cínico no rosto.

- Eu sei que você me ama, sangue-ruim.

- Tá Malfoy.

Os dois entraram em silêncio na sala precisa, e viram-se diante de um quarto luxuoso.

- Que porra de lugar é esse?- perguntou Hermione impressionada com a ostentação.-

Você não ia me ensinar legilimência?- Draco apenas revirou os olhos.

- E ainda vou.

- Sim, E Por que estamos em uma quarto tão..

- ..Elegante? É, eu sei, esse aqui é o meu quarto.

- Hã?

- Granger, são em momentos como agora que eu lembro que você é uma verdadeira sangue-ruim.

- Idiota!

O garoto deitou-se na cama despreocupado. Ajeitou-se ali, e fez um sinal tocando a cama pra que a Castanha se sentasse lá.

- Eu não vou ter aulas com você em uma CAMA!- Berrou ela o fitando com desconfiança.

- Qual o problema?- Perguntou ele confuso.

- Como assim ‘Qual o problema’?! Estamos fingindo um namoro há poucos dias e você já me chifrou levando pelo menos TRÊS GAROTAS PRA CAMA..É lógico que eu não me sinto bem sentando NESSA cama; é muito sórdido, Garoto!- Exclamou Hermione dramaticamente.

- Deixa de ser fresca, Granger.- Começou o garoto abrindo um sorriso sarcástico.- Além disso, eu nunca transo no meu próprio quarto. Vai que alguma idiota pensa que eu quero algum coisa séria..- Hermione riu do comentário. “Que filho da mãe machista!”- E sobre as traições: Não foram três!- Exclamou indignado.

- E foram quantas então? Mil?- Perguntou a castanha com descrença, indo até lá ficando bem ao lado do loiro.

- Só ouve uma traição, que foi o beijo da Pansy naquela festa. E eu e ela nem transamos.

- Mais que injusto! Você a Parkison vadia NÃO CHEGARAM AOS FINALMENTES!- Murmurou ela com uma fingida piedade.

- SE EU TÔ DIZENDO QUE EU NÃO CONTINUEI COM A PANSY, É PORQUE EU NÃO ME DIVERTI.- Disse ele parecendo sincero e arrogante.

- Tô quase começando a achar que você tem sentimentos.- Respondeu ela, ácida.

- Mas eu não tenho, lembra?- Provocou o loiro com desdém.

Incrível como mesmo depois de tudo, a garota conseguia acreditar no que ele dizia, talvez porque ele conseguisse ser manipulador e sincero ao mesmo tempo.

- Não vou ficar discutindo por ISSO.

Draco a fitou de um jeito vago que fez a garota se sentir mal.

- Bom Granger, existem três tipos de legilimência.

- ..Aquela que se realiza por meio de um feitiço; àquela que pertence a bruxos de dom natural; e àquela que pode ser feita por meio de uma poção oficialmente proibida no mundo bruxo.- Completou Hermione com um ar de cdf metida a sabe-tudo.

- Isso mesmo, Sabe-tudo.- Hermione fez uma espécie de careta.

- Só precisamos saber qual é o seu tipo..Se é que sangues-ruins patéticas conseguem ser legilimen.- A garota o olhou com uma cara de ‘Como?’.

- Vamos tentar o tipo mais óbvio. Eu quero que você observe e depois repita o que eu fizer.- Ela fez que sim com a cabeça, temendo que sua mente fosse completamente analisada pelo loiro.- Granger, isso não é um interrogatório do ministério. Fica calma, eu já entrei na sua mente tantas vezes que não tem muita coisa que eu já não tenha lido.

- Ok..- Concordou.

O loiro a fitou e murmurou quase que inaldivelmente um feitiço, concentrando-se na castanha, que por sua vez sentiu uma leve vertigem lhe atingir, a sensação mais desagradável e perturbadora que já sentira, ela concluiu. Mas tudo foi tão rápido que quando menos percebera estava de volta ao normal.

- O..que..foi aquilo?- Quis saber, ofegando.

- O tipo mais patético de legimência.- Respondeu ele.

- Eu não acredito que seja tão simples!

- Isso é só um teste, sangue-ruim. Eu não vou perder meu tempo te ensinando o óbvio.

- Ótimo, então por que não experimenta começar pelo o que realmente vai me ensinar?

- Se você diz..- Disse ele com desprezo na voz.

Em uma rapidez incrível, o garoto a encarou profundamente, enquanto Hermione sentiu sua respiração falhar e todo o lugar ao redor ficar embaçado, a tensão que pulsava na atmosfera era alta, e a garota mal podia manter-se imune, parecia que flashes tomavam conta da sua memória, tudo ao mesmo tempo. Ela sentiu-se perturbada com a velocidade que vira aquelas lembranças. Todas as coisas constrangedoras e indesejáveis com as quais ela jamais compartilharia com ninguém. Era como se houvesse uma mancha negra no meio da sua consciência, e ela fosse incapaz de raciocinar ou respirar. Apesar de tudo, ela ainda podia ouvir as batidas desesperadas que vinham de dentro de si mesma, aquele era o único som que lhe fazia ter certeza de que estava viva.

Abriu os olhos devagar, sentindo uma pressão gelada sobre sua testa.

- HERMIONE?- Sussurrou Draco com uma expressão preocupada.

- O que houve?- Perguntou ela num tom mandão, dando-se conta de que estava deitada em
uma cama muito confortável, e que aquele loiro estava ao seu lado firmando uma compressa de água.

- Usei toda a minha legilimência pra penetrar na sua mente. - Admitiu.- Eu não deveria ter feito isso.- Havia arrependimento voz dele.

- Por que eu..er..desmaiei?

- A potência que eu entrei na sua mente foi muito forte.

- E daí?

- Eu queria te provar que legilimência é mais nociva que qualquer coisa.

- Parabéns, acho que você conseguiu.- Ironizou ela fracamente.

Os olhos do garoto estavam diferentes. Quase sombrios. A castanha começou a se perguntar porquê não conseguia sentir-se intimidada por ele. Draco Malfoy já fora um comensal; sempre a desprezava, e de repente propusera um acordo entre inimigos; já a traíra, sempre encontrava um modo de parecer superior à ela; menospreza tudo o que a castanha valoriza; e agora estavam mais próximos do que nunca, ele sabia coisas sobre ela, que nem mesmo Harry poderia imaginar; estavam em um lugar sozinhos..ele poderia fazer o que quisesse..Mas por que nada disso a fazia sentir medo daquela proximidade? Por que apesar de tudo ela conseguia se sentir segura? Tão segura como jamais pudera imaginar ao lado de um inimigo..

- Você é um legilimen..de verdade.- Afirmou Hermione ainda deitada. Draco assentiu com a cabeça.- Há quanto tempo?

- Sempre.- Disse ele com a voz arrastada e séria.- Mas só comecei a usar isso no final do sexto ano, quando eu me juntei a ordem.

- Entendo.- Respondeu a castanha. Draco sorriu sarcástico.- Que foi, Malfoy?

- Você tá parecendo uma auror falando assim.- Hermione revirou os olhos.

- Nooossa!- Disse ela enquanto se levantava, mas Draco a forçou a continuar deitada.- Malfoy, EU QUERO LEVANTAR, SE NÃO SE IMPORTA.

- Você acabou de acordar de um desmaio durante uma sessão de legilimência, precisa pelo menos se recompor. Nem parece a mesma sangue-ruim de tão pálida que tá.

- Hmpf!.

A castanha parecia uma criança emburrada.

- Por que sempre agiu como se não sentisse nada pelo Potter cicatriz?- Quis saber ele; surpreendendo-a com a pergunta.

- Mas eu nunca..- Draco a analisou.- Ok, é verdade. Eu..não sei..talvez eu fosse..quer dizer..ainda sou..covarde demais pra arriscar a amizade pra ficar com ele.

- Você se juntou ao pior inimigo. O que pode ser mais arriscado?- Questionou ele com uma expressão maligna e maliciosa.- Você não tá preocupada com o que EU posso fazer?- Indagou, mantendo o olhar perverso que lembrava a expressão de satisfação de um comensal ao ver a vítima se contorcer de dor.

- E eu deveria..?- Disse desafiando-o.

- Deveria.- A resposta final dele fora previsível, exceto quando o loiro deixou seus rostos a centímetros de distância, com suas respirações irregulares se misturando: Eles não pensaram duas vezes antes de se beijar. mas o toque não durou muito, eles largaram-se e voltaram a conversar como se o beijo não tivesse existido.

- Quando acha que tudo vai acabar?

- O quê?

- O acordo. Quer dizer..quando eu e o Harry finalmente estivermos juntos..- Aquelas palavras incomodaram Draco.

“Caralho! Por que eu tô tão irritado?” pensou escondendo o ódio que sentia.

- Não dou mais que uma semana. O Potter é fácil de manipular; ele tem medo de te perder, ainda mais se for pra mim. Dá pra ver nos pensamentos dele..- Respondeu com sua típica arrogância superior.- ..Tsc..tsc..muito óbvio.- Os olhos de Draco se tornaram momentaneamente persuasivos.- A pergunta certa Granger, é se VOCÊ vai correr pros braços do garoto maravilha ou vai decidir pagar na mesma moeda.

- Isso não é um dilema pra mim.

- Como sabe se o que sente por ele é real?

- Eu não sei.- Respondeu automaticamente.

- Não tem medo de que tudo isso seja só uma paixonite entre melhores amigos?

- E você, não tem medo de que esse não seja só um acordo entre inimigos?- Provocou a
castanha, tentando manipulá-lo a dizer alguma coisa ainda desconhecida que no fundo queria ouvir.

- Isso foi uma cantada?- Quis saber ele com cinismo.

- Foi uma pergunta. - Respondeu séria.

- Medo? Não. – Hermione o encarava sem desviar o olhar.- Agora é minha vez: Ainda me odeia?

A garota riu.

- De um jeito diferente.

- Que eu saiba o ódio em geral NUNCA é positivo.

- Eu não seria capaz de te matar nem nada parecido.- Disse ela rindo novamente.- Meu ódio ficou mais fraco.- Declarou.- Hmm..isso é o que eu chamo de interrogatório.

- Como eu posso saber se você é sincera?

- Você lê mentes.- Draco revirou os olhos.- E eu, como posso saber se as suas respostas são sinceras?

Silêncio.

- Naquele dia..em que você disse que não acreditava em nada..tava falando sério?

- Próxima pergunta.

- Por que me beijou?

- Quando?

- Ainda agora.

- Não sei.- Respondeu ele dando um sorriso convencido.

Hermione se levantou e saiu dali satisfeita com as respostas que recebera! Finalmente o loiro dividira algum de emoção!. Não que ela precisasse saber dele, mas é que a castanha não se sentia bem sendo sempre a única a demonstrar e (ser invadida) pelo loiro.

- Granger!- Chamou Draco, com a voz egocêntrica.- Vou ficar com a Pansy hoje, posso?- Quis saber ele.

- O que você acha, Malfoy?!- Respondeu ela sem nem virar o rosto para encará-lo. Saiu dali batendo a porta com toda a força possível.

***

“GRRRRRRRRRRRRRRR..AI QUE ÓDIO! IDIOTA! IDIOTA! IDIOTA! EU DEVO SER UMA ‘IDIOTA’! Esse babaca do Malfoy..Grrr..mais que merda! Maldita hora a que eu disse que meu ódio tinha diminuído..AUMENTOU EM 1.000.000.000%..Aff! Filho da mãe! Que Merlin não me permita ver a cara daquela Parkison-vadia ou dele agora..se não eu não respondo por mim..” Pensava ela enquanto atravessava pisando furiosamente nos corredores cada vez mais escuros e desertos. “..AH NÃÃÃÃO! ERA SÓ O QUE ME FALTAVA..UM CASAL SE AGARRANDO ALI NA PORRA DA PAREDE..CARALHO!” A garota congelou quando viu de quem se tratava: Harry Potter e uma garota que lhe era familiar..

- .. Luna?- Disse confusa.

- Mione?!- Falou Harry largando-a na hora, com os lábios ainda avermelhados.- Olha, eu
posso..

- Não é pra mim que você tem que explicar nada.- Respondeu ela rispidamente.

- Mas..não é nada disso que você tá p..

- Quer uma frase menos clichê e mais útil que essa?- Luna parecia envergonhada ainda sem perder seu lado lunático.- VAI SE FODER!- Gritou explodindo de raiva, ódio, desprezo, nojo, decepção, e mais o que quer que fosse.

- Volta aqui, Mione!- Gritou ele acompanhando enquanto ela apressava os passos e deixava cair as lágrimas. O moreno tocou seu pulso forçando-a a parar.

- NÃO ME TOCA, ESTÚPIDO!- Berrou ela em pânico. Chorando muito mais pela raiva e decepção que pela própria dor.- EU JÁ DISSE QUE NÃO RPECISO OUVIR NENHUMA EXPLICAÇÃO, HARRY!

- Eu..não é nada disso..

- ME DEIXA EM PAZ!

O moreno segurou seu pulso novamente, com o olhar suplicante e inocente, mas a castanha o odiava e a última coisa que queria era continuar ali naquele lugar.

- LARGA ELA, POTTER!- Disse Draco com ameaça no tom de voz.

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Comentários (2)

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