Epílogo - O Fim



A porta da imponente mansão, que muito se assemelhava a um palácio real, abriu-se, e uma senhora aparentando seus sessenta anos, vestida em traje severo de lã cinza com detalhes de renda branca nos punhos e na gola e um avental de tecido transparente, apareceu, sorrindo para Harry.

– Ora, ora, o sargento Potter em pessoa! Entre. Estou certa de que o general ficará muito satisfeito em vê-lo.

Harry tirou da cabeça seu quepe de oficial.

– Não estou aqui para ver o general, senhora.

– Ah... – A governanta franziu o cenho.

– Poderia pedir à Srta. Granger, quer dizer a Srta. Bricker que descesse, por favor?

– Não quero ver você, Harry!

Ao som da voz conhecida e adorada, Harry deu um passo ao lado da governanta, olhando para cima da elegante escada em espiral feita de ferro batido com adereços em metal dourado.

– Isso é péssimo, porque temos de conversar.

Hermione usava jeans desbotado e uma blusa vaporosa que exibia a divisão de seus seios formidáveis. Os cabelos eram uma massa indômita de cachos castanhos que caíam-lhe até a cintura, mas quando Harry olhava para Mione o que sempre via era ela nua e receptiva a ele.

As portas da biblioteca se abriram.

– Qual é o significado disso?

O general irritante Bricker saiu de seu estúdio com o colarinho do uniforme desabotoado.

Harry perfilou-se.

– Peço o perdão do general, senhor, mas vim para ver sua filha.

– E se eu não permitir isso?

– Eu improvisarei, senhor, adaptarei, superarei tudo para alcançar meu intento.

– O que aconteceu exatamente entre vocês dois naquela selva? – O olhar de Tom Bricker era determinado.

Harry voltou o rosto para o general com uma expressão fria.

– Com o devido respeito, senhor, isso não é de sua conta.

As sobrancelhas espessas de Bricker fecharam-se em sua testa.

– Isso não tem nada a ver com a corporação – continuava Harry. – É entre Hermione e mim... senhor – finalizou, virando-se para Mione.

As palavras dele espantaram Hermione, quase a chocaram. Era a primeira e única vez que alguém enfrentava seu pai ou tinha a coragem de fazê-lo. E sem se importar com as conseqüências.

– Harry... por favor, não faça isso.

Harry caminhou para a escadaria, subindo os degraus enquanto falava:

– Eu te amo, Hermione.

Ela pestanejou.

– Sei que é loucura. Sei como se sente a respeito da corporação dos fuzileiros navais, e acredite-me, agora entendo por quê. Mas sei como se sente em relação a mim também.

– É mesmo? – A expressão de Hermione se tornou ainda mais sedutora.

– Sim, pode apostar, minha querida. Você sobreviveu na selva porque é filha de seu pai. Porque conhece essa vida. Não diga nada e deixe-me terminar – exigiu, quando ela abriu a boca para dizer algo.

Embaixo, no saguão, o general deu uma risada sonora.

– Está em seu sangue – prosseguiu Harry. – Porque você foi arrastada por esse mundo todo com as viagens de dever de seu pai. É mais forte que a maioria das mulheres, Mione. Na verdade, é mais forte que a maioria dos homens. Se não tivesse tido as experiências que teve, não teria conseguido sobreviver à queda do penhasco, nem teria tido coragem para ir ajudar outras pessoas num país hostil.

– Mas sua carreira... Isso vai interferir, Harry. Você sabe que já está começando a haver interferência.

– Posso lidar com qualquer coisa que eles me atirem. Piadas, provocações, falatórios, não dou a mínima: A carreira militar é minha. Chegarei aonde quero com meus próprios méritos. Não preciso da influência de seu pai. Aliás, não a quero. Mas preciso de você como do ar que respiro.

Hermione encarou os olhos verdes, sentindo o coração se encher de luz em seu peito.

– Você me ama de verdade, Harry?

– Oh, sim, meu anjo, eu morreria por você.

– Bem, não teremos de chegar a esse ponto. – Hermione riu, passando os braços em volta do pescoço dele. – Eu te amo, Harry Potter. Quero dizer... como poderia não amá-lo? Meu salvador, meu doce anjo da guarda. Meu guerreiro que mata cobras para mim.

O sorriso dela era provocante e, quando Harry começou a beijá-la, no início com suavidade e depois com sofreguidão, Hermione se inclinou para trás, encarando-o com dureza.

– Ainda quero continuar com o Corpo Militar da Paz.

– Ótimo, quando quiser. Se posso comandar tropas para entrar em combate, você também pode. Além do mais, já aprendi que seria impossível convencê-la a desistir.

As pupilas dela brilhavam como cristal polido.

– Bem, sendo assim, o que vamos fazer agora?

– Case-se comigo.

Hermione piscou diversas vezes. Tentava dizer alguma coisa, mas via-se incapaz de articular a fala.

No pé da escadaria, a governanta idosa e simpática enxugava, com a ponta do avental branco, as lágrimas que brotavam dos olhos sábios, olhos que tinham visto aquela garotinha inocente crescer e tomar-se uma mulher forte, determinada e formidável.

– Meu Deus, ela está muda! – O general os observava do hall de entrada.

– Não se intrometa, papai – ordenou Mione, sem se desviar de seu amor.

Harry virou-se para o general e pediu, muito educado:

– O senhor poderia fazer o favor de nos deixar a sós? – Sorridente, o general retomou à biblioteca.

Harry encarou Mione, levou a mão dela aos lábios e beijou-a. Depois, num gesto que parecia mais um ritual, colocou um anel solitário reluzente no dedo anular direito dela.

– Você saiu de minha casa antes que eu pudesse dar-lhe isto.

Ela quase levou um enorme susto quando viu a jóia magnífica.

– Harry, é demais!

– Nunca é demais, meu amor. Faça-me o homem mais feliz do planeta e diga “sim”.

Hermione sentiu vontade de chorar, tamanha sua felicidade.

– Sim, sim, sim!

– Eu te amo – declarava ele, entre beijos carinhosos, as enormes mãos apalpando contornos familiares.

Quando alguém pigarreou, Harry constatou que o general era curioso demais. Assim, tomando Mione nos braços, desceu os degraus e foi em direção à porta.

A governanta ainda choramingava no saguão e, sem que eles vissem, acenou um adeus melancólico, porém feliz para a adorada menina que vira crescer.

– Não espere que voltemos, senhor – Harry disse quando passou pelo general, que saíra da biblioteca por não suportar a curiosidade.

Hermione ria da expressão atônita no rosto do pai, que ficaria gravada em sua memória para sempre.

Já estava na soleira quando se soltou de Harry e voltou correndo para perto do general e, sem dizer nada, deu um beijo carinhoso na face dele.

Harry era mesmo um Cavaleiro Branco. Ele vencera uma batalha, enfrentara o dragão, mas Mione era a única que ganhara o prêmio maior, a melhor recompensa. O coração dele, para sempre.

A cerimônia do casamento do sargento Harry James Potter com a Srta. Hermione Granger Bricker, filha do general, foi assistida por toda a corporação, apesar de mais da metade dos fuzileiros não caber na diminuta capela militar.

Mione estava deslumbrante em seu vestido de noiva branco de renda com detalhes em pérola, e uma tiara também de pérolas enfeitando seus cabelos castanhos.

Harry ficou muito garboso em seu uniforme de gala. A saída da capela, ao se dirigirem para o salão de recepção, a fim de receber os cumprimentos, a ovação era total, com muita algazarra e gritos, mas dessa vez nenhum assobio de provocação.

O general parecia mais contente do que os próprios noivos, se é que isso era possível.

Ao fim das comemorações, ao perguntarem aos noivos qual o destino que tomariam para passar a indefectível lua-de-mel, a resposta dos dois foi jocosa:

– Estamos indo para o interior da selva, na floresta amazônica. Afinal de contas, precisaremos de um pouco de sossego, e adoramos lugares tranqüilos.

Quem se achava ao lado deles não conseguiu entender por que ambos gargalhavam tanto e trocavam olhares significativos.

– Venha, minha pequena guerreira. – Harry sorriu para ela.

– Vamos, meu anjo da guarda. – Hermione piscou e beijou-o, exultante.


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Ahhh, ti toisinha maisi nindah...


Estou sem palavras, vcs ja devem ter percebido q eu odeio escrever N/A....

Desculpa a demora, eu fiquei muito tempo sem postar, eu sei, mais em compensação eu postei 3 capítulos em um dia, e agora o epílogo...

Aiii, é uma sensação muito boa ter terminado a fic, mais mesmo assim tem uma pontinha de tristeza por não postar mais aki...

Mas pelo menos, tem as outras fics pra matar a saudade...

Jessi muuuito obrigada pela capa, eu ameiii...

Obrigada também a quem comentou e quem votou ...

Não deixem de acompanhar minhas outras fics e comentemmmm muitoo..


Bjinhsss, comentem e espero q tenham gostado do final...

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